Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Bluehaven

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 4:38 pm

No dia seguinte da batalha contra a Armada do Norte, os navios da Resistência começavam a se aproximar do litoral de Shadowrealm. Depois da grande guerra o mundo se tornou um lugar ainda mais hostil, o transporte de mercadorias para comercio se tornou um trabalho arriscado, principalmente se feito por via terrestre. O transporte por vias aéreas também era difícil, poucos dos países restantes possuíam tecnologia e recursos para grandes aviões de carga, dessa forma o transporte marítimo foi priorizado e grandes cidades portuárias foram fundadas. A grande quantidade de mercadorias sendo transportadas pelo mar acabou incentivando a pirataria, mas ainda assim era mais segura do que o transporte via terra.

Bluehaven, esse era o nome da cidade para onde o navio que transportava os membros do Dragão Bonzinho e a tripulação de Heikki estava indo. Os demais navios da resistência se dividiram e passaram a navegar separadamente e ancorar em cidades diferentes, para evitar assim atrair a atenção do reino dominante daquelas terras, Skyhold. O navio de Koji fazia sua parada aproximadamente às 10 horas da manhã. Ao ancorarem logo começava a transmitir a ordem do desembarque. Ele deixaria seus tripulantes no porto da cidade, e seguiria viagem até um dos esconderijos próximos. Tudo seria feito com a maior rapidez possível, pois nunca se sabe até onde os olhos de Skyhold poderiam enxergar.

Mais a frente do porto, depois de alguns metros de areia, poderiam avistar a cidade de Bluehaven, que não era a maior cidade portuária de Shadowrealm mas ainda assim era grande e cheia de pessoas por toda parte. As casas eram amontoadas umas sobre as outras, algumas grandes, outras pequenas, sobrados e pousadas se destacavam entre as demais, porém não era bonita. A arquitetura era humilde e saneamento básico nem pensar. As pessoas da cidade eram animadas, mas não haviam crianças brincando nas ruas nem animais em lugar algum.

As roupas dos habitantes não eram limpas e era difícil não ver algum buraco nelas, sua maioria mexia com agricultura, que era a principal fonte de alimentos e trabalho por ali, mesmo que a terra depois da guerra não tenha ficado tão fértil Shadowrealm tinha uma excelente terra perto dos outros reinos, por isso era tão cobiçada por Skyhold.

Apesar de parecer uma simples cidade grande e pobre, Bluehaven era algo mais. Ali se situava um dos maiores centros de operações da Resistência. Obviamente escondido dos olhos de Skyhold. Existia uma grande quantidade de tuneis e escavações por toda a área subterrânea de Bluehaven e até mesmo adiante. Ali eram escondidos soldados, armamentos, veículos e etc. Todos produzidos as escondidas ou roubados dos carregamentos de Skyhold. As entradas para estes tuneis eram bem escondidas e vigiadas. Todos os cidadãos de Bluehaven eram aliados ou simpatizantes da Resistência, e mesmo aqueles que não lutavam cooperavam de alguma forma, mantendo segredo, acobertando e etc. Soldados se misturavam a pessoas comuns e tornavam impossível a distinção.

Esta era a maneira que a Resistência agia em todo o país, não usavam uniformes, e não possuíam forças concentradas, apenas o simbolo da Fênix demarcava seu território, mas este era reconhecido apenas pelos membros da própria Resistência. Agiam como bandidos em grupos pequenos, causando pequenos prejuízos a Skyhold, mas sem chamar a atenção. Porém respondiam unicamente aos ideais da Resistência e seus lideres.

Nossos heróis serão conduzidos até a cidade por dois membros da Resistência. São eles: Jun Zheng e Shiori Ishiyama. Os restantes (Havik, Koji, Shizuka, Misato, Roksana e Mark) voltariam aos seus afazeres de costume.
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Jun Zheng

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 5:06 pm

Depois de prestar suas homenagens para os guerreiros que haviam caído na batalha contra a Armada do Norte, Jun passou o resto do dia junto de sua namorada, Shiori. Chegava a ser engraçado, ele tinha a mesma idade das pessoas resgatadas e era até mais novo do que alguns deles, mas isso não impedia dele ter mais experiência do que eles, já estava vivendo naquele mundo caótico a um ano e os vendo naquele primeiro dia o fazia se lembrar de seu primeiro dia também.

Após uma noite bem tranquila, e uma refeição leve ao acordar, Jun passava o resto do tempo da viagem meditando no convés. As 10 horas da manhã ouvia o anúncio da chegada e assim o garoto se levantava, tinha as ordens de sua líder ainda em mente e já desembarcava carregando sua lança na mão direita. Ao pisar naquela areia, tomava um pouco de distância da rampa que descia do navio e ficava olhando para as pessoas que sairiam do transporte. Enquanto esperava pelos convidados ficava em uma posição ereta, com a mão livre em sua cintura e a que segurava a lança mantinha a ponta do cabo da arma apoiado no chão arenoso daquela praia, sempre com um grande sorriso em seu rosto.
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Shiori Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 5:26 pm

A dor daquelas crianças faziam Shiori sentir a necessidade de ficar mais próxima a Jun e era isso o que a garota fazia. Após seu namorado fazer suas homenagens, Shiori passava o resto do dia com ele. Apesar disso, a mulher se preocupava com sua pupila ainda, mas tinha confiança de que ela estaria em algum canto fazendo companhia a seu idolatrado "Pirata mágico." Brân, o corvo de Shiori, assim que sua dona saiu com Jun, ele foi atrás, tomando seu posto no ombro de Jun como sempre, já que ele era o mais alto dos dois.

Na manhã seguinte a vida deveria continuar. Shiori tomava café da manhã ao lado de Jun, como sempre e em seguida checava como todos os outros estavam de longe para só então pegar seu arco e se preparar para o final. A missão não era tão dificil e assim que chegavam, as 10 da manhã, desembarcava com sua expressão neutra de sempre, dando sinal ao corvo que saia voando, tendo uma visão maior da cidade.
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Yasuhiko Orlov

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 7:27 pm

Depois de ficar um tempo ao lado de Kin naquele dia até que a noite chegava, e Yasuhiko ia descansar em um dos quartos. Foi um dia cheio e aquilo era o melhor que podia fazer no momento. Ele refletia sobre os acontecimentos e uma garota ficava em sua cabeça. Ren. Ela de fato era bem forte, bem mais do que ele próprio, mas ele tinha medo se aquele poder não fosse estável. Ela parecia outra pessoa enquanto lutava e se perguntava se ela tinha consciência disso.

O preocupado guerreiro ficou apenas pensando e como já era noite acabou dormindo. Yasuhiko sempre dormiu pouco, ele costumava ser um guardião e nunca deveria abaixar sua guarda, nem mesmo durante seu sono. E assim ele era um dos primeiros a acordar naquele navio, e um dos primeiros a tomar um bom café da manhã. Outro fato é que ele sempre comeu bastante, por isso mesmo depois de pegar sua porção, mesmo sendo apenas um café da manhã, ele repetia.

Durante o resto da viagem ele preferiu ficar sozinho, calado e encostado no parapeito do convés. Olhava o movimento do mar, e quando sentia a velocidade do navio abaixar já sabia que deveriam descer. A terra estava chegando. Quando desencostava do parapeito, ouvia o chamado e logo depois de Jun e Shiori ele descia pela rampa, ficando a frente deles em silêncio enquanto esperava os outros chegarem. Estava grato por terem sido salvos por eles, então achava que deveria cumprir esse favor fazendo sem reclamar o que eles planejavam, queria ouvir o que eles tinham a dizer.
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 9:28 pm

Antes que Heikki pudesse voltar a andar, Sayuri aparecia o abraçando forte. Pedindo desculpas. Aquilo fazia o pirata rir, e passar a mão sobre a cabeça da garota.

- Não se culpe Sayuri-chan... eu também escolhi continuar por esse caminho sabendo dos riscos.

Retirava sua máscara naquele momento, como sempre fazia quando queria conversar com Sayuri. Estava sorrindo, mas a garota podia ver que ele também estava abatido com a morte do amigo. O coração do "Pirata Mágico" era frágil assim como um truque de mágica. Quando se desvenda é fácil de prever.

- Mas mesmo assim, ninguém espera que isso possa acontecer não é? Ainda bem que ganhei o abraço de uma garota incrível, acho que vou conseguir suportar agora! Hahaha!

Heikki procurava ser forte, ele tinha que colocar sua vida pra frente e nunca olhar pra trás, mas dessa vez contava mesmo com Sayuri para que ele conseguisse fazer isso. Se ela permitisse, passaria o resto do dia com ela, até que a noite caísse ele tivesse que ir dormir.

No dia seguinte, logo de manhã, Heikki era um dos últimos a ir tomar café da manhã, se não fosse Sayuri o acordando talvez ele dormiria bastante ainda. Sempre quando não estava em seu navio, o pirata não se importava em acordar cedo, não teria nada para fazer em um navio que não era o seu. Ele estava sempre de máscara, as tirava apenas quando estava em meio das pessoas que conhecia e tinha sua confiança. Por isso ao se servir, procurava comer escondido para que ninguém visse seu rosto. A identidade do Caveira não podia ser revelada.

Quando o anúncio de desembarque era dado, e Heikki não querendo mais ficar encima de um barco que não era o dele e nem tinha capacidade de saqueá-lo, ele saia logo depois de Yasuhiko, ficando ao lado dele de braços cruzados. O Caveira estava impaciente e queria saber logo do que se tratava. Queria procurar por um novo navio logo.
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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Qui Jan 22, 2015 10:10 pm

Sayuri havia abraçado Heikki e quando ele tirava a máscara, ela sabia que mesmo sorrindo ele estava mal. Uma expressão engraçada era feita pela pequena Ishiyama que tentava pensar, algo que ela não fazia muito pois tinha preguiça.

- Hm.... Eu vou te ajudar a arranjar um navio novo! Ai, depois que eu terminar meu objetivo, eu volto pro seu navio! Você ainda tem que me mostrar as comidas do mundo...

Ela fazia uma pausa e um barulho imenso podia ser ouvido, como um animal enfurecido.

- Oh... eu ainda não comi nada! - Uma carinha triste e a garota pegava a mão de Heikki, o puxando por todo o navio. Ela não iria deixar seu pirata mágico triste por ai sozinho. Iria carregá-lo pra qualquer lugar.

Depois de muito rodar, finalmente uma cozinha. Ela pegava uns 50 pratos de comida e começava a comer tudo como se nunca tivesse visto comida na vida dela. Assim que terminava, a garota correria atrás de Lin. Tinha que recuperar suas roupas que ainda estavam na mochila com a garota e assim que a encontrasse, pegasse suas roupas e se trocasse, passaria o resto do tempo conversando com Heikki para distraí-lo até que fosse dormir.

Assim como seu pai e seu irmão, Sayuri não precisava dormir todas as noites e ela acabava decidindo esperar amanhecer o dia. Era um tempo para a garota ter para ela mesma. Acabava pegando um novo FOFO e o fazia ganhar vida novamente, conversando com aquele gatinho que tinha voz de pato fanho.

A manhã surgia. Ela esperava um tempo certo para ir até o quarto de Heikki, entrando sem dificuldade e o acordando. Ela estava com fome, mas não comeria sem ele presente. Os dois ficavam mais afastados dos outros, Heikki para que não vissem seu rosto, Sayuri por ainda não se sentir a vontade com "certas pessoas" do grupo.

O anúncio era dado e Sayuri saia ao lado de Heikki, sendo seguida pelo Fofo que corria perto dela todo feliz. Era quando o corvo de sua mestre voava para alguma direção.

- Fofo! Segue ele e se divirta um pouco hahaha

O gato de pelúcia saia correndo, gritando com as patinhas balançando no ar e rindo.
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Kin Hoyer

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 9:30 am

Por causa dos pêsames de todos, das palavras do homem que não conhecia (Mark) e do grito de despedida de Lin para Tatsuo, Kin foi capaz de sorrir de novo, mesmo ainda estando triste. Pouco a pouco suas lágrimas secavam, e ela aceitava a proposta de Takafumi, fazendo cafuné nele por muito tempo. Estava grata pela companhia de todos, mesmo que alguns pudessem parecer rudes, a mulher sabia que eles estavam tentando ser fortes e superar a perda, por que afinal, a vida e a luta continuam mesmo quando um ente querido parte.

Depois que conseguia se acalmar a ponto de não chorar mais, Kin agradecia todos que ainda estavam na ala médica e saia do local, indo para um ponto alto do navio e lá ficaria pelo resto do dia. Observando o horizonte e se acalmando com a brisa que a maré trazia consigo. Na verdade, mesmo parando de chorar, estava perdida. Não sabia o que deveria fazer agora. Tinha perdido seu marido, não retornaria para um navio tão cedo já que o de seu capitão havia afundado e não fazia a minima ideia do lugar para onde aquelas pessoas os estavam levando. Durante seu caminho até o lugar alto que estava agora havia ouvido algo sobre Shadowrealm dos tripulantes, ela já tinha ouvido falar, mas não conhecia.

Quando a noite caia, Kin decidia tirar uma boa noite de sono para se recuperar o mais rápido possível. As pessoas em sua volta poderiam precisar de sua ajuda ainda, ela não queria desapontar ninguém e tinha certeza que Tatsuo não queria que ela desistisse de tudo se ele morresse. Pensando nisso ela dormia.

Na manhã seguinte Kin acordava lentamente, esticando seu corpo inteiro antes de levantar. A garota tinha uma personalidade bem preguiçosa e desleixada, além de ser brincalhona e animada. Quando se levantava, saia do dormitório e acompanhava os outros até onde estavam servindo o café da manhã. Alguns até perguntava se ela estava melhor e com um sorriso no rosto ela respondia. Ainda estava triste? Sim, nunca esqueceria Tatsuo, mas aquilo não podia pará-la, ela queria viver e estar sempre pronta para ajudar algum amigo seu caso este precisasse.

Depois de comer um pouco, tentava procurar por aquele homem que falou sobre como Tatsuo morreu, mas sem sucesso, não conseguia encontrá-lo para agradecer e o anúncio era dado. Era hora de desembarcar, deviam ter chegado em Shadowrealm. Kin descia alguns minutos depois de Sayuri, e observava a praia em volta com um sorriso leve no rosto. Fazia tempo que não pisava na areia e a garota ficava ali, ao lado de Sayuri enquanto esperava os outros descerem. Perguntava para si mesma se estavam bem já que alguns pareciam bem feridos por causa da batalha, mas como deram essa ordem, eles deveriam pelo menos já conseguir andar...
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Takafumi Breathneach

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 2:50 pm

Depois de receber cafuné de Kin quase o dia inteiro para animá-la, Takafumi tirava o restante do dia para procurar a deusa dos cabelos negros que o havia rejeitado. Porém, toda vez que ele chegava perto dela, era ignorado. O que não abalava o garoto de cabelo azul, isso dava apenas mais motivo dele ir atrás dela com todas suas forças. A morte de Tatsuo dizia a ele que uma vida pode ser curta e também é frágil, por isso deve vivê-la intensamente e era isso que o fazia continuar em suas cantadas.

Naquele dia fracassou, mas ele ia dormir com um sorriso no rosto, pensando no que poderia fazer no dia seguinte, mas desde que acordava naquele dia não conseguia encontrar sua deusa. Ficando chateado com isso, Takafumi nem comia tanto no café da manhã e passava o resto da viagem sentado no parapeito do navio, balançando as pernas e pensando para onde sua deusa tinha ido.

Quando o anúncio do desembarque chegava, ele descia um pouco depois de Kin, mas ao chegar lá embaixo não ficava em silêncio como todos, perguntava aos que eram da resistência uma coisa.

- Ei, vocês. Sabem pra onde a deusa de cabelos negros que me salvou foi? Não consegui encontra-la.
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 3:35 pm

Toda aquela tristeza e comoção pareciam não afetar Airi externamente, por que mesmo estando triste por Kin ela não parecia muito diferente do usual. A garota não saiu daquela cabine até que todos os seus companheiros acordassem, e ao mesmo tempo não permitiu que Ryouji saísse também, por que mesmo depois que o garoto acordou Airi continuou dormindo com os braços e o rosto apoiados sobre ele, e não importa o quanto ele a forçasse para sair ela continuaria empurrando de volta.

- Fica queto, um encosto não deveria se mexer tanto. Será que ainda tem garantia? Quero trocar.

Mas tudo parecia correr bem até o dia seguinte. Nesse meio tempo Airi caminhou por todo o navio, fez um milhão de perguntas a todos os trabalhadores dali, e aprendeu muita coisa sobre navegação, armas, táticas de batalha e etc. Fez muitos dos tripulantes daquela embarcação chorarem ou tentarem mata-la, mas por sorte alguém sempre intervia e Airi não se machucava. Na manhã seguinte Airi era a pessoa mais odiada de todo o navio, tomava seu café da manhã junto de seu irmão saía do navio ao mesmo tempo que os outros. Lá fora Airi tinha sua primeira impressão do lugar, sujo, pobre, feio e bagunçado.

- Parece o quarto do Ryouji....só que mais limpo.
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Ren Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 3:57 pm

Ren estava parecendo uma múmia naquela sala, tinha faixas por todo o corpo e vários de seus membros estavam imobilizados, claro que Ren poderia acabar com aquelas imobilização sem nenhum esforço, mas aceitar um pouco de gentileza vez ou outra não mata ninguém, e os médicos daquele lugar sabiam ser bem convincentes.

Ela se assustou a princípio com a reação de Lin, mas quando escutou os berros da garota vindos do lado de fora ela entendeu perfeitamente que aquela era sua maneira de dizer adeus. Ren ficava mais tranquila e voltava a se deitar na maca e receber uma ou duas broncas daqueles médicos. Ali ela passava parte da noite, mas acordava muito antes de todo mundo e sáia daquele quarto, retirando todas aquelas imobilizações agora que os médicos não estavam olhando. Ren não estava cem por cento mas já conseguia se mover livremente sem nenhum problema, afinal assim como Lin ela também tinha uma resistência sobre-humana, na verdade Ren era ainda mais resistente que sua irmã, porém sempre exagerava mais durante as lutas.
A unica parte de seu corpo que ainda estava imobilizada era sua mão, seus dedos estavam bem acabados e não se curariam tão cedo. Por isso tomar café da manhã foi uma árdua tarefa para a filha de ShenShi.

Quando colocava o pé do lado de fora do navio Ren sentia algo familiar, estava acostumada aquele tipo de ambiente. Passou a maior parte de seu tempo em Dragonland vivendo no submundo em busca de criminosos e outros tipos de malfeitores para espancar, e aprimorar suas habilidades. Mas ao mesmo tempo ela sentia que algo era diferente, aquela pressão, um cheiro de medo e desespero, o submundo de Dragonland não era nada comparado ao que estava por vir dali em diante.

- O que acontece agora?

Sob aquele Sol, Ren preferia abrir seu guarda-chuvas e coloca-lo sobre a cabeça, naquele dia ela usava um quimono branco, talvez até mesmo por vaidade afinal todas aquelas faixas se destacariam menos assim.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 6:04 pm

Otohime estava desacordada quando chegou naquele navio. Ela não sabia nada do que havia acontecido e isso permaneceria por um tempo. Enquanto dormia, ela parecia estar em outro lugar.

Um lugar montanhoso, mas com muitas árvores ao redor. Um lugar bem familiar mas que há muito não via. Por uma fenda a garota passava e seguia o som de um rio até uma pedra enorme.

"Hm... voltei aqui?" - suas palavras não saiam como um som, mas como letras esvoaçantes que dançavam no ar, assim como quando era pequena.

"Tsi-lu-gi U-we-tsi a-ge-hu-tsa, Bem vinda novamente minha pequena" - uma mulher de brancos cabelos e muito bonita falava. Aquela era a manifestação da Deusa Nyx, novamente da mesma forma que quando a garota era pequena.

"Acho que voltei, não é?"

"Sim, mas você tem que acordar..." - A Deusa fazia um movimento com as mãos e apontava para a água. Lá mostrava uma criatura diferente.

A Katashi olhava, estranhando aquela cena.

- Você precisa acordar... - dizia constantemente aquela criatura que não parava de repetir aquilo.

Aquelas palavras ficavam voando ao redor da garota que ficava confusa e tudo ia sumindo ao seu redor, menos aquelas palavras. Esse era o fim de seu sonho e lentamente a Katashi despertava.

Ao abrir os olhos, algo a fazia levantar rapidamente, causando uma rápida vertigem e fazendo-a levar a mão direita na cabeça. Olhava ao redor e via apenas algumas coisas, mas sentia uma aura caótica no lugar, prestes a explodir. Finalmente saia da maca e ia seguindo aquela aura até que via uma coisa que a fazia arregalar os olhos.

A aura vinha de Taikun, que estava desacordado e havia uma coisa em cima dele, um bichinho. O mesmo bichinho que ela havia visto em seu sonho.

- Kawaii... - Assim que tocava na cabeça daquela criatura, ela acordava, encarando Otohime por alguns instantes e logo em seguida começava a falar, aparentemente aliviado. Dizia que Taikun estava com Criofobia e não conseguia acordar. - Entendi... vou tentar ajudar.

Assim que dizia aquelas palavras, a Katashi olhava para o rosto de Taikun, tocando-o com seu braço direito. Sua tatuagem brilhava e lentamente a garota começava a curar Taikun com sua aura. Aquilo demorava alguns minutos e assim que finalizava, Otohime se sentava em uma cadeira próxima à maca de Taikun, fechando os olhos por alguns instantes. Ela ficaria ali até que amanhecesse.

Quando o sol finalmente surgia, a garota saia finalmente da enfermaria, provavelmente acompanhada de Taikun e iria para o refeitório, onde comeria ao lado do garoto, pouco, como de costume. O resto do tempo ela ficaria checando a temperatura do rapaz. Quando era anunciado o desembarque, a garota saia na frente do Akio e olharia o lugar, cada detalhe e cada pessoa ali presente.



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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 6:41 pm

Ryouji fora desacordado um pouco antes de avançar sobre Ygros Frostwatch. Se não fizessem aquilo com certeza ele morreria junto de Tatsuo, estava cheio de energia, mas o estado de seu corpo não conseguiria acompanhar aquilo e em algum momento da possível luta entraria em colapso e provavelmente seria o fim.

Ele só acordava mais tarde, depois que a reunião de Koji dando as más notícias acabava e quando a ala médica ficava apenas com as pessoas que se feriram e aqueles que resolveram permanecer para ficar de olho. No ser despertar, Ryouji quase saltava para fora da cama, por ainda pensar estar no campo de batalha, seus músculos ficavam tensionados, mas assim que ouvia a voz de sua irmã reclamando para que ele ficasse quieto, ele percebia que tudo tinha acabado. Ele pensaria que foi apenas um sonho ruim, se não sentisse a dor de suas feridas afeta-lo e aquele ambiente com feridos a sua volta. Ficava imediatamente triste por causa da morte de seu parceiro e murmurava, não respondendo Airi, mas sim para si mesmo.

- Eu não consegui salva-lo... foi tudo tão rápido...

"Me perdoe por isso Tatsuo. Tenha certeza que sua morte não será em vão." - pensava após murmurar.

Com Airi o vigiando, Ryouji amenizava bem sua tristeza por saber que a irmã estava bem e segura. Mesmo sendo chamado de encosto, o garoto não ficava para baixo por ama-la tanto que nem se importava com o dialeto vulgar da mesma, para ele eram apenas palavras gentis e de preocupação. Pelo resto do dia ficava de repouso aos cuidados da garota que cochilava o usando como travesseiro. Mas não deixava de pensar em Ygros, na verdade queria esquecer, mas aquele seu olho amaldiçoado não permitia.

No dia seguinte já sentia seu corpo bem melhor, não foram ferimentos graves, apenas tinha ido um pouco longe demais para aproveitar sua luta contra o soldado de elite. Ryouji esperava por sua irmã para ir tomar o café da manhã com ela, se ele se mexesse sem o consentimento dela o garoto sabia que Airi ficaria nervosa. Enquanto comia ao lado dela, observava os olhares de ódio vindos de outros tripulantes, e já imaginava o que poderia ter acontecido, sua irmã conseguia arranjar inimigos com uma simples conversa de um minuto.

Quando chegava a hora do desembarque ele descia junto de sua irmã e se impressionava com a vista. Como era diferente de Dragonland, ficava pensando no trabalho que a geração anterior teve para proteger tão bem o reino que era liderado por Tenkai. O ar que respirava era diferente por si só, era mais sujo, e a cidade de Bluehaven a sua frente parecia estar caindo aos pedaços por causa de suas construções amontoadas, pareciam levemente com alguns subúrbios de Dragonland, mesmo que estes subúrbios fossem bem mais organizados do que a cidade que estava olhando agora. Com o comentário de sua irmã, finalmente decidia se manifestar.

- Que maldade Airi! Não compare meu quarto assim!

"Bravo", Ryouji dava um "chop" de caratê sobre a cabeça de Airi, mas sem muita força. O garoto tinha um olho que intensificava todas suas emoções, mas para sua irmã ele não funcionava, era como uma exceção. Ouvindo a voz de Ren que estava próxima a ele, o garoto se manifestava. Estava preocupado com a garota de quem gostava e queria confirmar se ela estava bem, por isso procurava saber enquanto tentava responder a pergunta dela.

- Ren, acho que vamos para aquela cidade ali. - Apontava para Bluehaven, ciente de que estaria dizendo uma coisa brilhante, mas obviamente todos já sabiam sobre ir até a cidade. - Se formos ficar por lá um tempo... - Se aproximava dela e murmurava. - podemos ter algum encontro se quiser.

Geralmente ele evitava de falar com ela quando todos estavam por perto, mas como já estava preocupado a um bom tempo, não pensou duas vezes ao falar aquilo. Ryouji já esperava uma agressão vinda da garota e por isso fechava os olhos assim que terminava sua fala, se preparando mentalmente. Se ela respondesse como de costume saberia que estava bem, era nisso que apostava.
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Mark Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sex Jan 23, 2015 9:52 pm

- RRRRRRRRROOOOOOOONC!!!

O que era aquele barulho? Um motor? Uma serra de bancada? Não. Os mecânicos do hangar interno do navio ja conheciam aquela poluição sonora singular. Era apenas um certo Engenheiro Musculoso de cabelos ruivos com as pontas pintadas de loiro e a barba por fazer. Usava seu típico macacão militar até apenas a cintura e uma regata verde colada, junto com um par de luvas grossas de couro cinza, Mark Sanderson, o Engenheiro fugitivo de Skyhold.

- RRRRRRROOOOOOOOOOOONC

- Ei, Mark, levante.

- Hmmm... Hic!

Um dos mecânicos tentava acordar o brutamontes. Era estranho Mark estar dormindo, ele que sofria tanto de uma insônia tão forte que o deixava noites e mais noites em claro, a qual ele usava o tempo extra para trabalhar.

O mecânico olhava aos arredores e via diversas garrafas de bebidas alcóolicas, espalhadas em torno de uma lancha, erguida por algumas ferragens. Mark, no caso, dormia debaixo dessa lancha.

- Droga, Mark ! Acorda logo, ce tem que ir pra cidade !

- Hmmm... nham, nham... Ilha do Marshmallow...

- ACORDA MARK SEU BÊBADO IMBECIL !

- AHHH ! - Mark acordava de súbido, tentando se erguer de uma vez, apenas para bater a testa no casco da lancha e cair deitado de novo. - Ai, minha cabeça...

- Vai logo, o chefe disse que ce ta autorizado a pegar peças novas. - O mecânico deixava uma pequena bolsa para Mark e ia embora.

Se arrastando para fora de sua "cama", Mark levantava. Não sabia ao certo como conseguira dormir sem ter pesadelos na noite passada. Talvez fosse o fato da batalha... ah sim, e do álcool. Muito, muito álcool. Tanto álcool que fora ingerido agora havia se misturado em seu sangue, causando a famosa RESSACA. De imediato, Mark pegava umas pílulas para dor de cabeça e bebia junto de uma dose de Jack Daniels meio vazio que estava em cima de uma bancada.

- Cidade... é? - Ele olhava a bolsa, ja imaginando que deveria ter dinheiro ali. - Pff, what a pain.

Após isso, ele ia para os vestiários comunitários e tomava uma ducha gelada para acordar. Deveria ter dormido quantas horas? Talvez umas 5 ou 6, o que para seus padrões era excelente! Tão excelente que...

- BLUUUURGH!!!!!!

Vomitava no chuveiro. Era obvio que isso aconteceria. Com todo o conteúdo de seu estômago esvaziando, as memórias iam voltando e Mark se lembrava do que havia bebido. Uísque, Cerveja, Vodka, Absinto e Licor para finalizar. De qualquer forma, sentia-se melhor depois de ter vomitado, mesmo a dor de cabeça não tendo passado ainda, então terminava o banho, se arrumava e jogava qualquer coisa no estômago.

Alguns minutos depois, saía do navio, descendo naquela praia e por ali perto, encontrava o pessoal que havia ajudado a resgatar no dia anterior, por isso andava até eles. Estava carregando a bolsa de dinheiro bem escondida nos bolsos de seu macacão e tinha uma enorme bolsa com ferramentas e outras peças sobressalentes que poderia usar pra trocar com o pessoal da cidade.

- Hey, kids ! - Mark acenava para eles, aproximando-se à passos lentos - Acho que não me apresentei com todos ainda. Name's Mark. Mark Sanderson, pleased to meet y'all! Então, estamos todos indo para a cidade?

Ele reconhecia Ryouji, como o garoto que tivera de ser nocauteado por Havik, por motivos de ter saído do controle. Por essa razão, ele ia até ele primeiro, estendendo a mão para o garoto e abrindo seu sorriso de "nice guy".

- As coisas foram bem difíceis back there. Como você está, kid?
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 2:48 am

Cuidar do amor de sua vida era a prioridade de Kohaku naquele momento, sua ferida reaberta lhe trazia lembranças das quais não gostava, lembranças que abalavam ainda mais sua mente e a faziam se sentir mal, por isso ficar perto de Dante era tão importante, quando estava com ele sua mente se acalmava, tudo era quente e bonito. Quando a reunião acabava Kohaku permanecia ali, até a hora que precisavam ir para seus dormitórios separados.
Sem Dante por perto ela não conseguia pregar os olhos, estava tremendo e suando frio, e aquele corte doía como nunca antes. Os sons se misturavam a ruídos estranhos, se transformando em palavras bizarras criadas pela própria mente da garota, as sombras e vultos tomavam formas horripilantes que a faziam querer fechar os olhos de medo. Era impossível, naquele dia ela precisaria de Dante ao seu lado mais do que nunca, e sem pensar duas vezes ela correu até onde o garoto estava dormindo e se deitou ao seu lado praticamente nua, que era como gostava de dormir. Tudo o que cobria seu corpo eram algumas bandagens, curativos e suas roupas intimas. Ela se enrolava em Dante como se este fosse um grande urso de pelúcia, com sua habilidade em ser sorrateira em momentos como esse ela conseguia fazer tudo isso sem acordar o garoto.
O dia amanhecia, mas Kohaku acordava primeiro que o rapaz.

- Bom dia amor...

Ele não acordava, dessa forma Kohaku não via solução se não beija-lo. Ela se deitava sobre ele e fazia um biquinho que provavelmente faria os instintos de auto proteção de Dante o acordarem, e quando isso acontecesse Kohaku o chamaria para tomar café da manhã com um sorriso no rosto, ignorando toda e qualquer manifestação de raiva ou surpresa que Dante pudesse realizar. Depois do café, eles seguiriam para a saída, Kohaku colocava sua espada nas costas pouco antes de sair, "Você precisa dar um jeito de esconder essa arma" os soldados a falavam o tempo todo. E com isso em mente ela acompanhava Dante do lado de fora, enquanto observava aquele lugar ao qual já era familiarizada. Afinal era em lugares como aquele que Kohaku costumava "trabalhar". Ali também ela via o homem do dia anterior, aquele que disse alguma coisa para Kin. Sem entender direito Kohaku imitava aquele sorriso "nice guy" dele.
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Taikun Tsukushi

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MensagemAssunto: A marca do frio.   Sab Jan 24, 2015 7:17 am

•● Em meio à sua febre misturado a delírios e pesadelo, Taikun revirava a cabeça de um lado para o outro, sem sucesso algum de descanso, mas sua temperatura ainda conseguia estar controlada e estabilizada. As pessoas que trabalhavam na ala médica onde se encontrava Taikun, estavam cansadas, por isso deixava pelo menos 2 auxiliares para supervisioná-lo, mesmo que os mesmos caíssem no sono. Alguns sensores estavam colados em sua pele e apitariam se a temperatura dele aumentasse mais do que aquilo. Ele parecia realmente como um processador sem cooler em um dia de verão, e somente com aqueles ventiladores e toalhas molhadas, que ajudavam a ficar melhor. ●•

•● No meio da madrugada, Ifrit permanecia dormindo, calmo, inquieto, enquanto tentava falar com Otohime, e até sentia que conseguia, até um momento em que aquela comunicação sumia. Ele apenas abria os olhos, e pensava: "Será que ela.. acordou?". ●•

•● Procurando calma e paciência, ele ainda permanecia imóvel, sabia que tinha que cuidar dele como possível, e em poucos minutos, ela surgia, acariciando-o. ●•

Hime...

•● Assim como Taikun, ele a chamava pelo apelido que Taikun mais usava comumente. Apesar de estar preocupado com Taikun, o fato de vê-la estar bem, o aliviava também. ●•

Que bom que esteja bem...

•● Apesar de Taikun estar desacordado, Ifrit ficava atento à movimentação na ala médica, e tinha reparado que ela estava desacordada também. Já melhor sobre aquilo, ele dizia logo a seguir. ●•

Ghh.. rhhh...

Taikun está com problemas.. ele não acorda, e parece estar com um enorme medo de frio.. por favor, ajude-o..

•● Ele sabia que ela faria alguma coisa, talvez, mas não esperava que ela pudesse recompor energias pra ajudá-lo assim tão facilmente. Aliviado, ele suspirava, permanecendo deitado por cima de Taikun enquanto o observava. Logo depois de alguns minutos ele aparentava estar melhor já que aquele desconforto parecia um enjoo, e com ela por perto, ele podia finalmente se acalmar, tanto em poder entender que ela estava bem também, como também estar sendo curado por ela, e ele finalmente "dormia". ●•

•● O tempo se passava, amanhecendo e ele acordava lentamente. Ifrit, que estava em cima dele, finalmente sumia, e surgia em sua mente. ●•

Bom dia.. está bem?.

•● Ele suspirava, virando o rosto e dizendo. ●•

... poderia estar melhor.. mas estou.

•● Nesse momento, Ifrit sentia um pouco de raiva pelo fato de parecer ter sido negado, e vê-lo parecer que estava negando a ajuda de Otohime também, até que ele continuava. ●•

.. mas estou bem graças à vocês...

•● E bem de leve, ele passava a mão por cima da cabeça de Otohime, sem procurar acordá-la. Ele respirava fundo, tirando as toalhas de cima dele e desligando os ventiladores. ●•

Frio...

•● Nesse exato momento, Ifrit se relembrava do que Taikun sempre dizia, quando acordado. Taikun esfregava as palmas das mãos, uma na outra, enquanto passava sobre os próprios braços. Por si só, Ifrit acabava guardando a teoria de que Taikun estava frustrado, ou até mesmo com medo "ainda" do que havia acontecido com ele, tal que era como se aquela marca não fosse sair dele por um bom tempo, como um trauma. Ele se esticava um pouco, e finalmente voltava a se sentar na cama, olhando-a até o momento em que Otohime acordasse. Estava tão preocupado antes que não sabia distinguir o quanto aquilo lhe sufocava, e finalmente quando ela acordava, ele começava a falar com ela, sobre o ocorrido, e, além de falar sobre a sua própria febre, ele falava com ela sobre aquela tatuagem dela. Ela podia notar facilmente que ele ainda aparentava mal e desconfortável, desde a tomar um simples leite frio, que o esquentava antes, até se arrepiar facilmente com um vento gelado, e em momento algum, demonstrar muito otimismo, como de costume. Rapidamente o tempo se passava e eles finalmente recebia o anúncio da desembarcação, acompanhando-a até o lado de fora. ●•
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: O pesar da morte.   Sab Jan 24, 2015 7:32 am


Logo depois da notícia e de Saito ter ido para o lado de fora do navio, ficando encostado em uma parede, encolhido, e olhando para o nada, ele adormecia. Cerca de 4 horas depois, ele acordava, se espreguiçando pela manhã, sem ter sentido frio por aquela noite, e apesar disso, sua mente não o deixava confortável em momento algum, e como uma criança, ele permanecia por lá, sem vontade de se levantar, sem vontade de comer, nada, tudo o que ele surgia em sua cabeça era o que Kin dizia na enfermaria. Ele se sentia mais culpado como se tivesse interferido de uma maneira negativa à vida de Tatsuo do que com o pesar que Kin sofria, que ainda mexia com ele de alguma forma..

...

Ele suspirava baixo, se lembrando até do que Claire havia dito antes, fechando os olhos, confuso. O tempo parecia nem sequer passar direito, tanto que o anúncio da desembarcação surgia, e se tocando à realidade, ele se levantava, se espreguiçando um pouco mais, chegando perto do convés, e com um pouco de vergonha a encontrar à todos, ele se sentava na beirada (do convés), fazia um movimento lento com as mãos, enquanto uma bolha pequena de água, saia do mar, subindo até a mão dele, e ele a utilizava para lavar as mãos e o rosto. Era apenas disso que ele precisava. Ele se levantava, e começava a sair de lá, porém frustrado, acabava sendo o último a chegar, diferente de seu costume que era o que geralmente aparecia como um dos primeiros. Suas roupas ainda estavam sujas e com furos, só não estavam mais molhadas porque o sol os secava. A todo momento, ele estava com uma expressão estranha, confusa, e com a cabeça um pouco baixa, e procurando evitar falar o que fosse com todos, inclusive com Otohime, que era a mais próxima de conhecê-la.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 9:10 am

Dante ficou desacordado por muito tempo, haviam curativos pelo seu corpo e com certeza foi um dos que ficaram mais exaustos do grupo. Seu foco em agilidade contra um oponente com tanta experiência gastou muito de sua energia e ultrapassou facilmente os seus limites, foram 30 minutos contínuos de luta, só deveria estar ali agora por causa dos dois de seu grupo. Horas depois da reunião acabar era que o jovem espadachim acordava, com um olhar em volta via que estava em um lugar diferente, talvez a base das pessoas que os resgataram. E vendo tantos amigos seus com curativos e em repouso por perto identificava ser algum tipo de ala médica.

Ele não sabia o que tinha acontecido com todos, então perguntava a uma enfermeira o que havia acontecido. E essa enfermeira que tinha presenciado a reunião, que espalhou notícia por todo o navio, dizia a Dante sobre a morte de Tatsuo. A princípio seus olhos ficavam bem abertos, surpreso com aquela notícia, mas seu corpo ainda não estava 100% e ele não conseguia nem ficar tão abalado assim. O garoto agradecia a informação e mesmo que Kohaku estivesse do seu lado naquela hora ele não se importava muito, estava cheio de pensamentos agora enquanto olhava para ambas suas mãos. Apesar de se sentir triste pela morte de Tatsuo, ele ficava aliviado por ter sido apenas o marido de Kin a cair.

"Então... esse é o outro lado que uma batalha real pode ter..." - pensava.

Sim, uma batalha real. Eles tiveram uma em Dragonland, mas tiveram uma ajuda massiva de várias pessoas, cidadãos e policiais, daquela vez estavam sozinhos e em menor número. Aquela batalha contra a Armada do Norte com certeza foi mais aterrorizante do que a bomba que Eikichi tinha plantado em Kyoto. Um de seus aliados havia perdido a vida e ele nem sequer soube disso, estavam em locais diferentes na batalha. Aquilo era cruel para o herói que ele queria ser, mas Dante também tinha a consciência de que não havia como ir ajudar, ele sabia que não poderia salvar todos desde o começo, mesmo tendo uma velocidade tão monstruosa. E ainda sim, o jovem espadachim ficava o resto do dia pensativo enquanto mantinha seu corpo em repouso.

Quando a noite chegava, Dante procurava dormir, agora que era transferido para um dormitório particular. Seu corpo que estava em estado de melhora ainda não demorava para adormecer, e não demorava também para que ele começasse a ter alguns sonhos ruins sobre a batalha. Um medo até então em seu subconsciente, via seus amigos caindo um a um em sua frente, e ele nunca conseguindo ajudar. A cena se repetia tantas vezes e seu corpo adormecido suava frio e ficava um tanto inquieto durante aqueles pesadelos. Até que Kohaku entrava em seu quarto escondida como sempre e abraçava o corpo do rapaz com força. Estranhamente aquele gesto da garota fazia Dante se acalmar e seu sonho ruim acabava. Parava de suar e seu corpo parava de se mover, dormia o resto da noite tranquilamente.

Porém, logo de manhã, ainda dormindo o corpo do jovem sentia um perigo se aproximando e despertava imediatamente, sua primeira visão era dos lábios de Kohaku próximos aos seus e tomava um susto enorme, gritando:

- AAAAAAAAAHHHHHH!

Dante se arrastava o mais rápido possível até ficar sentado e escorado na cabeceira de sua cama, quase que subitamente. Sua respiração parecia mais acelerada e apenas agora percebia o que estava acontecendo. Novamente ela estava quase nua dormindo com ele. Mesmo já tendo acontecido várias vezes, Dante nunca se acostumava. Ele conservava e era a favor de morais e bons costumes, o que a jovem a sua frente não tinha.

- P-Por que você sempre faz isso Kohaku!? V-Vista alguma coisa pelo menos!

O susto se transformava em vergonha, o rosto de Dante estava corado mais uma vez e ele fechava os olhos. Nervoso e envergonhado, era como quase sempre ficava na presença de Kohaku. O rapaz que era tão sério e lógico ficava diferente perto da jovem que não agia pela lógica. Ela o chamava para tomar o café da manhã com um sorriso que o jovem espadachim acabou vendo, como uma pessoa tão sem vergonha conseguia sorrir daquele jeito, esse era um dos mistérios da garota que o deixavam curioso, mas sua resposta era:

- V-Vamos sim... mas antes você tem que vestir alguma coisa!

Uma ordem, Dante passou a dar ordens para a garota e ele nem sabia quando havia começado a fazer isso. Assim que a garota tivesse algo no corpo ele a acompanharia até o refeitório, e chegando procuraria visualmente por Lin. Sim, era com ela quem estava mais preocupado. Ela sempre exagerava, mas dessa vez a garota parecia estar muito bem, melhor do que Ren que estava cheia de curativos. Com o alívio de ver todos bem por perto com o pingo da tristeza de que um deles estava faltando, Dante se servia e fazia sua leve refeição matinal.

Seu corpo já conseguia se mover bem, mas precisaria de mais alguns dias para que ficasse 100% mais uma vez, e durante o resto da viagem ficava tentando manter Kohaku longe, mas ela insistia em acompanhá-lo, e por não estar sendo tão grudenta naquele dia Dante acabava desistindo e ignorando. Queria conversar com Lin, mas deixaria isso para quando estivessem em terra firme, fazia tempo que não conversava com a garota.

Com o anúncio do desembarque, saia praticamente ao mesmo tempo de Kohaku, que o estava acompanhando. Dante já conhecia o mundo fora de Dragonland, mas não deixava de ficar surpreso, já que mesmo morando no reino bonito de Tenkai por anos, o resto do mundo não tinha mudado em nada. Ali o jovem ficava, esperando que todos saíssem e os acompanharia para ouvir o que as pessoas que tinham os salvo queriam falar.
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Roque Eisenhauer

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 11:16 am

♫Roque passava a noite toda no hospital, afinal havia exagerado como nunca antes em sua vida, tudo por uma causa maior, o bem daquelas lindas donzelas. Em seus sonhos todas elas lhe agradeciam e lhe abraçavam incansavelmente, por isso enquanto dormia Roque tinha as bochechas rosadas e babava. Até que finalmente acordava radiante, balançando os cabelos♫

Roque: Seu herói despertou, venham minhas damas este homem é todo de vocês!

♫Mas a única pessoa que ele conseguiu abraçar foi uma velha enfermeira que ficou ao seu lado a noite toda♫

Enfermeira velha: Ahhh você é tão levado. *bochechas rosadas*

Roque: *Virava pedra e se quebrava em mil pedacinhos*

♫Uma bela manhã, o barulho do mar, o som de pessoas felizes trabalhando e comendo. O que mais aquele pirata poderia desejar? Claro! Garotas bonitas. Dessa forma ele conseguia dar em cima de todas as garotas jovens daquele navio, para superar o trauma daquela velha. Não era como se Roque odiasse mulheres velhas, mas estas apenas deveriam ser protegidas, e não abraçadas e beijadas e.... Uma bela manhã! Sem sucesso com nenhuma garota mas julgando estar arrasando ele tomava seu café, uma xicara de chá e alguns bolinhos, de pernas cruzadas como um verdadeiro príncipe. E este príncipe ainda não percebeu que estava sofrendo preconceito por já ter pertencido ao exercito da rainha do gelo♫

♫Era hora de sair, ele botava seu pé para fora do navio, a luz do sol batia em seu rosto, seus cabelos se esvoaçavam e brilhavam. Ele esperava que aquele efeito terminasse para continuar caminhando. E ali avistava todas aquelas belas garotas, e infelizmente alguns homens também. Caminhando como um modelo ele atravessava♫

Roque: Abram alas rapazes!

♫Ele avistou uma garota que ainda não tinha visto, Shiori que aguardava do lado de fora. Roque dava um rodopio extremamente fabuloso e segurava uma das mãos da garota, em seguida beijava essa mesma mão dizendo♫

Roque: Eisenhauer..Roque Eisenhauer, ao seu dispor.
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Lin Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 1:23 pm

Depois de gritar até ficar sem ar em cima daquele mastro, Lin corria até a cozinha com um sorriso no rosto e comia até não aguentar mais. Quando Sayuri aparecia para pegar a mochila que Lin nem se lembrava mais que estava usando, ela parecia uma bola no chão do convés de barriga pra cima. Depois de saciar sua fome só restava explorar, correndo de um lado pro outro naquele grande navio, perguntando as coisas mais idiotas e absurdas até o cair da noite. Mas Lin não tinha sono, mesmo depois de toda aquela luta ela não estava com tanto sono assim, por isso decidia fazer o que seu pai havia lhe ensinado. Uma outra forma de treinamento chamada de meditação. Ela se sentava sobre sua cama no dormitório, cruzava as pernas como um monge e colocava ambas as mãos sobre os joelhos. "Limpe sua mente, sinta a energia ao seu redor....Limpe sua mente.....Limpe sua mente...."

- zZzZzzZzzzzZZZzzzzzzZZZz

Ela dormiu. Era isso o que acontecia todas as vezes que Lin tentava treinar sua mente daquela forma, sua cabeça era oca demais pra aguentar aquele tipo de treino por isso era inevitável, ela dormia sentada a princípio mas não demorava para cair pro lado abraçando um travesseiro e roncando como um velho barrigudo. E a manhã chegava, Lin acordava num pulo como se tivesse ganhado na loteria, mas a verdade era que estava animada pois ouviu dizer que teriam café da manhã. Ela mal terminava de se arrumar e já estava lá em baixo comendo como um animal selvagem, naquele dia em especial Lin retornou a seu visual antigo, ela prendeu o cabelo com seus antigos prendedores que sempre levava consigo, afinal ela os ganhou de presente de uma pessoa importante. Finalmente era hora de sair. Lin era uma das ultimas a sair por isso não escutava grande parte dos diálogos que ali aconteceram, tudo o que ela via era o gato de pelúcia que havia matado uns dias atrás correndo pela praia. Os olhos de Lin brilhavam e ela não pensava duas vezes para correr atrás dele, ela queria aperta-lo e fazer um milhão de perguntas. (ps: Lin nunca notou a presença de fofo, pelo menos não com vida. Todas as vezes que ela se aproximou dele, ele acabou morrendo) A garota sempre sonhou em dar vida a seus brinquedos, na verdade ela ainda sonhava então aquilo era um sonho realizado.

- Espera!! Hahahahaha! Volta aqui!

Parecia uma criança que nunca foi a praia correndo pelas areias, Lin até mesmo se esquecia do por que estava ali, e com certeza se a intenção deles era não chamar atenção então não deveriam ter levado aquela Harzgard, discrição não existia em seu vocabulário.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 2:35 pm

Todos estavam ali, cada um agindo de uma forma assim que desciam do navio. Mas o que não esperavam era que naquela vasta praia vazia, cheia de areia e rochas pequenas espalhadas por todo lugar, encontrariam alguém.

O bichinho de pelúcia, Fofo, era quem notava essa presença e corria até ela. Em meio de algumas rochas estava o corpo de um homem, a primeiro ver este estaria morto, mas se checassem ele ainda respirava. Estava apenas fraco demais por algum motivo. O gato de pelúcia, ao ver aquele ser em um estado tão deplorável, pegava um graveto que estava por perto e ficava cutucando o corpo do homem usando o objeto para ver se o estranho reagia.
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Lin Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 2:39 pm

Enquanto corria com a alegria de uma criança pelas areias da praia atrás de Fofo, o gatinho de pelúcia vivo, Lin percebia que ele parava por algum motivo. Muito curiosa como sempre foi, ela ficava se perguntando o que era aquilo. Se aproximava devagar e com cautela, afinal poderia ser agressivo.
Quando já estava perto, Lin cutucava com o pé, mas a coisa não dava sinal de vida, ela fazia de novo e de novo. Até que desistia e resolvia perguntar para o pessoal. Ela acenava e gritava.

- GENTE ACHAMOS ALGUMA COISA AQUI!

Com a ponta dos dedos ela segurava aquilo e levantava, mostrando para todos como se fosse um animal estranho, ou um objeto.

- Olha! Posso levar pra casa?

Como aquilo não se parecia com uma pessoa, ou melhor, se parecia, mas estava tão acabada que deixava dificil perceber. Lin não conseguia dizer que tipo de criatura era.

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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 2:53 pm

A primeira vez que Sayuri se afastava de Heikki desde que foram resgatados era quando Lin corria atrás do gato de pelúcia. Temendo que fofo fosse esmagado novamente por Lin, a Ishiyama começava a correr atrás da ruiva.

- Ei!! ESPERA LIN!! CUIDADO!!!!

Mas antes que Lin a notasse, a ruiva virava carregando uma coisa nas pontas dos dedos. Ela farejava um pouco aquela coisa, um pouco confusa.

- Nani? Eu conheço isso...

Primeiramente ela cutucava o rosto do cadáver que Lin e fofo acharam, mas logo tinha uma ideia brilhante! Sabe-se lá de onde, Sayuri pegava um pequeno cupcake de chocolate com cobertura de chantilly de morango e pendurava em um pauzinho com uma linha de energia e então balançava na frente daquela coisa como uma isca.

- Será que isso come? - dizia agitando o pauzinho na frente daquilo.
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Shiori Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 3:00 pm

Shiori havia esperado todos saírem. Lin era a ultima e saia correndo, Sayuri ia logo atrás. A Ishiyama pensava em impedir mas algo bloqueava seu caminho. Uma criatura surgia falando com ela, segurando suas mãos e as beijando. Uma expressão de nojo surgia no rosto de Shiori que dava um choque em Roque e em seguida limpava suas mãos na roupa de Jun.

- Era só o que me faltava... - resmungava a garota e então ouvia Lin gritando.

A visão que tinha era perturbadora. Lin segurava com os dedos seu irmão mais velho e Sayuri balançava com um pauzinho um cupcake que balançava na frente, além do gato ainda cutucar Takashi com um pauzinho.

Shiori levava as mãos ao rosto, claramente constrangida com aquela cena.

- Isso não pode estar acontecendo.... -.-'' - segundos se passavam e ela ia correndo até o que sobrou de seu irmão e o olhava atentamente. - Onii-sama? Você está bem?
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Takashi

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 3:36 pm


Apenas os mais próximos do garoto o reconheceriam naquele momento. Ali estava ele, Ishiyama Takashi, o General mais famoso de toda Dragonland, filho de Daisuke Ishiyama e Amaya Ishiyama, treinado por seus pais, por Huang Zhii e por Ishiyama TenKai. Viveu na época do mundo antes da Grande Guerra e liderou muitas vezes os exércitos do templo Ishiyama no campo de batalha com apenas 13 anos. Graças à ele que grande parte da população do Japão foi salva durante a Grande Guerra que devastou o planeta. Um grandioso homem, reconhecido como o braço direito de TenKai estava agora usando um Kimono vermelho todo puído, seu rosto estava magro e seu estômago vazio. Seu corpo estava bastante castigado, sendo que havia desmaiado naquele lugar cerca de dois dias atrás.

- Nhmm....

Quando Lin o levantava, estava todo mole e não esboçava traços de consciência. Era quando, la no fundo, bem na no interior de sua alma, um milagre acontecia. Seu cérebro mandava minúsculos pulsos por sua espinha, acordando aos poucos seus músculos. O que estava causando aquilo? O cupcake de Sayuri. Apenas o aroma de açucar próximo do nariz do General, acelerava o funcionamento de seu cérebro ao limite, desejando no interior de todo seu ser, comer seu tipo de comida favorita, ou seja, doces.

- Nhmm... doces... - Fracas palavras saíam de sua boca, palavras muito baixas para serem ditas. - Doces... doces!!!

Com um grande impulso súbito, Takashi lançava-se em direção do Cupcake que era usado como isca para acordá-lo, porém,
como estava muito fraco, o impulso não era alto suficiente então ele não alcançava o bolinho em questão, por isso continuava em frente, tropeçando à passos atrapalhados e caindo nos braços de Shiori. Virava o rosto para cima, olhando o que parecia ser sua irmã.

- Ei... - Sua voz era mole, mas ainda assim feliz. - Você... parece minha irmã... posso te chamar de nee-chan? - Então esboçava reações de que desmaiaria novamente.
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Jun Zheng

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MensagemAssunto: Re: Bluehaven   Sab Jan 24, 2015 4:34 pm

Jun ficava na mesma posição, sempre feliz e esperando que todos descessem. Até respondia a pergunta de Takafumi tranquilamente:

- Deusa de cabelos negros? Tá falando da mulher que você tava atrás ontem? Misato-chan deve ter ido pra outra de nossas bases!

Sua felicidade era grande, até que Roque aparecia. Ao vê-lo beijar a mão de Shiori assim tão de repente, um lado ainda não visto de Jun aparecia. Depois que sua namorada dava um choque no homem que tentava ser galante, Jun "ficava preocupado" com o homem, que provavelmente cairia no chão depois do choque, ele se agachava ao seu lado e o levantava pelo colarinho tranquilamente.

- Opa. O que aconteceu cara? Tá bem? - dava um tapa forte no rosto de Roque. - Aguenta firme cara! Foi só um... - dava um outro tapa, do outro lado da cara. - choquinho de nada!

Ao dizer aquilo, mesmo que Roque estivesse super bem e reagindo a tudo, Jun não dava chance dele dizer nada e ficava balançando ele violentamente enquanto olhava como um cínico para o homem.

- POR QUE NÃO DIZ NADA? O choque te deixou mudo!? Hã? Vamos diga algo! Tô preocupado com você! COMO QUE POSSO TE AJUDAR? AH! VAI SEGUIR A GENTE DEPOIS? Por que não disse logo!?

Ao terminar de dizer aquilo para Roque, Jun o soltava e batia suas mãos sobre sua roupa, pegando a lança novamente que tinha ficado de pé na areia. Quando levantava a cabeça mais uma vez, agia naturalmente, como se nada daquilo tivesse acontecido. Vendo que Shiori, Lin e Sayuri tinham achado alguém.

- Parece que encontramos mais alguém! Vamos lá ver quem é! - dizia para o restante.

Jun ria tranquilamente e caminhava deixando sua lança sobre seu ombro. Quando se aproximava de Shiori escutava aquele homem falar e perguntava para ela.

- É seu irmão Shiori? Ele tá meio diferente do jeito que você me contava sobre ele, de que ele era um herói, um dos guerreiros mais fortes do templo Ishiyama e um grande general!
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