Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Infiltração em alto mar.

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Mark Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sex Maio 01, 2015 11:32 am

Dormir? Dormir é pra quem não sofre com constantes tormentas durante o estado de descanso cerebral. Dormir é pra quem não vê e sente, como se fosse real, a morte da própria filha noite pós noite. Não, Mark não se lembrava da última vez que dormira normalmente. Um ser humano normal morre se ficar 4 noites em claro, por isso o Engenheiro utilizava-se de remédios para dormir um sono sem sonhos, ou abusava de álcool até apagar. Aquela noite, Mark decidira não fazer nada disso. Ficou em claro, cochilando cerca de meia hora para cada duas horas acordado e, quando chegou a hora de voltar ao ponto de encontro, levantou se sentindo muito bem disposto.

Seu café da manhã era composto por uma imensa jarra de vitamina de frutas e cereais batido com leite, um sanduíche com Ovos e Bacon e pra empurrar, uma garrafa de cerveja que ele fazia com os mecânicos do Hangar principal, por isso não tinha necessidade de comer qualquer coisa oferecida por Richard, no ponto de encontro.

- HAHAHA! Now I feel like a Champion!

Então arrumava suas coisas naquela tradicional bolsa verde-exército e partia para a cabana. Não demorava muito para chegar ao ponto combinado, e Mark, ao entrar na floresta sentia aquele familiar cheiro de chuva. É claro que ele gostava daquela sensação, um dos poucos eventos que lhe traziam de volta ao mundo pre-guerra. Então, via Richard recostado num Jipe muito bem projetado.

- Hey Cap' ! - Referia-se a Richard como 'Capitão' - Are we riding this? Posso pilotar um pouco? HAHAHA!

Ele não esperava exatamente uma resposta, então partia em direção da cabana, se recostado na parede externa e decidindo esperar por ali o resto do pessoal. No meio tempo, ele retirava de seu bolso a foto de sua filha, Serah Sanderson e, como num ritual para reunir coragem para a missão, ficava olhando para a foto, relembrando de anos atrás, tempos recentes e do que desejaria para seu futuro.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sex Maio 01, 2015 4:11 pm

Uma voadora, foi a última coisa que Ryouji conseguiu ver naquele dia. Ele passou a noite ali, desacordado ao lado da geladeira com a marca da sola de Lin no rosto, e quando acordava ao raiar do Sol se levantava em posição de luta, olhando para os lados, mas não encontrava seu oponente, logo pensava que tudo aquilo foi um sonho, até ver o prato do bolo ainda no balcão. Ficava estranhando, coçava os olhos, se beliscava, mas nada fazia o prato sumir. Era quando finalmente percebia que nada do dia anterior foi um sonho, ele estava mesmo em uma missão.

"Caramba... mas quem foi que me deu aquele chute então? Eu só estava comendo um bolo... não entendo."

Confuso e sem saber quem o havia chutado, Ryouji começava a andar pela casa, mas não encontrava ninguém. "Pra onde todos foram?", se perguntava. O Kawano não havia escutado as últimas palavras de Richard no dia anterior, por ter ficado desacordado logo após a voadora que recebeu, assim não sabendo onde deveria se reunir.

- Será que... eles me deixaram pra trás?!

De súbito, desespero tomava conta de Ryouji, que saia dali correndo, escalando as escadas com rapidez e chegando a lado de fora da cabana super ofegante, era quando via um veículo e Mark encostado na parede da cabana, o que fazia o Kawano apoiar as mãos e seus joelhos e respirar mais aliviado.

- Nossa... que sorte. Hahaha!

Seu rosto cheio de desespero ia sumindo, e mesmo se achando ridículo por ter se desesperado tanto ele percebia que Mark estava segurando algo, uma foto. Tomado pela curiosidade e já esquecendo dos momentos anteriores, Ryouji ia até o mecânico e olhava para o que ele segurava. A foto de uma garota, bem nova.

- Mark-san?... Quem é essa? Ela é bem bonitinha.

E ali Ryouji ficava observando a foto, esperando uma resposta por parte de Mark.
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Lin Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sab Maio 02, 2015 10:39 am

Naquele dia, depois de aplicar um golpe em Ryouji, desmaia-lo, e pegar toda a comida para si mesma, Lin encheu a barriga vitoriosa e em questão de minutos se sentou num cantinho daquele lugar em silêncio, e partiu para mais uma tentativa de meditação. A garota tinha sérios problemas para meditar, uma vez que não conseguia de forma alguma limpar sua mente, e quando conseguia...

- zZzZZZzZZZzzZZz

Ela dormia, dormiu sentada naquele mesmo canto, e só acordou na manhã do dia seguinte, dando um pulo como se estivesse sonhando com algo muito agitado.

- O reino do abacate não pode cair! Ah...

E depois de um grande bocejo ela procurava com os olhos o pessoal que estava ali no dia anterior.

- Bom dia...

Lin se ajeitava a sua maneira para poder ir lá fora, ela não aguentava mais ficar naquele buraco, por isso depois de comer mais uma vez ela saía dali. Se sentia renascida do lado de fora, onde o ar e a natureza estavam ao seu redor. Cerca de duas horas antes do veiculo chegar Lin praticava seus movimentos de luta em meio as arvores. Era como uma dança bem lenta que simulava situações de luta e golpes, e ao mesmo tempo aumentavam sua concentração e desenvolvia suas habilidades. Aquele era um dos poucos momentos em que Lin conseguia se focar em alguma coisa.

Como a pobre Lin não fazia ideia de que passariam a noite ali ela ainda usava a mesma roupa, um moletom e um gorro de frio, e claro seus grandes óculos ou melhor dizendo protetores oculares. Depois de um tempo praticando Lin escutava o barulho do carro se aproximando, por isso subia na arvore mais próxima como um macaco e se escondia ali.

- Hehe...Vão levar um grande susto.

Não demorava muito para que o pessoal começasse a se juntar no jipe. Mas antes de poder realizar seu plano algo acontecia, Mark estava com algo em mãos e Ryouji olhava animado, o que era aquilo? Lin queria ver, por isso se arrastava até a ponta de um galho pra tentar olhar. Era tão pequeno e estava tão longe, ela precisava chegar mais parto, mais perto e mais perto. Até que o galho não aguentou e se partiu.

- Só mais um pouquinho... só mais um pouquinho.... Droga.. eu nã--AAAAAAAAAAAAAA!

Assim caíam Lin e o galho na parte de trás do Jipe, o veiculo balançava completamente e o barulho era muito feio, mas a garota não dava a mínima já que em um pulo ela se levantava procurando aquela coisa que Mark estava mostrando.

- O que era o que era?!

Logo ela via do que se tratava, uma garotinha.

- AAAAAAAAh! Ela é muito fofa, tão fofa que eu quero apertar! Me apresenta ela?!
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Mary Ann Parker

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sab Maio 02, 2015 6:05 pm

Foi um trabalho muito complicado despistar Roque, mas Ann conseguiu finalmente se livrar do homem quando eles passaram na frente de um espelho. Aquilo ficou guardado na mente da garota. Um bom jeito de se livrar de Roque e finalmente ela estava em casa para ter uma noite tranquila. Tranquila? Quando foi a ultima vez que teve uma noite tranquila? Mary Ann não lembrava.

- Guns....

A garota não parou de pensar um segundo sequer naquelas armas. Precisava de uma boa tática para poder explodir o lugar e ainda pegar as armas. Isso fazia a garota nem dormir. Quando amanhecia, Ann tomava um banho frio e colocava uma calça e a mini blusa de sempre. Era seu estilo. Porém dessa vez ela fazia algo que nunca fizera. Separava numa mochila alguns explosivos, munições e armas diferentes.

- Vamos ver se isso resolve....

Falava pensativa, saindo de casa. Ia diretamente na direção da cabana, assim como Mark, e torcia para que um milagre acontecesse e Roque tivesse sofrido um acidente grave que o impedisse de aparecer nessa missão.

- Please, God! Only an accident! Maybe two broken legs, isso não é pedir muito... Is it?

Quando finalmente chegava, via a cena de Lin caindo do galho e em seguida ela e Ryouji falando sobre a foto.

- Hey guys! Deixem ele com suas lembranças! Hahaha Todos prontos?

Ann sorria, aliviada por não ver Roque ali, mas sentia que em breve sua paz teria um triste fim.
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Roque Eisenhauer

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Dom Maio 03, 2015 2:50 pm

♫Essa não! Seu ponto fraco foi encontrado! Quando Mary Ann colocava aquele espelho em sua frente Roque parava imediatamente, como se sua atenção estivesse sendo roubada por aquele objeto, ele tentava resistir, mas quando se dava conta já estava fazendo poses em frente ao espelho♫

Roque: Perfeição! Mas o que é isso?!

♫Um fio de cabelo em pé, imperdoável, imediatamente ele sacava seu pente do paletó e cuidava de arrumar aquela imperfeição. Uma depois dá outra, ele encontrava mínimos detalhes capazes de arruinar sua aparência. Mas quando terminava, todos já estavam dormindo e já era tarde da noite. Mas não Roque, a noite numa floresta deveria ser aproveitada. Por isso ele ia lá fora, e sentado sob as arvores ele observava o pouco céu que escapava das folhas e das sombras que o encobriam♫

Roque: Tão frio e tímido, mas é ai que mora sua beleza... Meu caminho agora é diferente daquele pelo qual um dia eu caminhei, finalmente encontrei as luzes das quais você tanto falava...Agora só me resta protege-las, mesmo que custe minha vida.

♫Na direção do céu, Roque arremessava uma de suas cartas, coberta com o fogo de seu coração (sua aura do fogo), a carta voava a uma altura impressionante e finalmente explodia. Mas era uma explosão silenciosa que resultava numa linda chuva de fogo brilhante, não era quente nem frio, mas sem dúvidas era magnifico, como os fogos de artifício do ano novo, não causava um clarão, por isso não era necessário se preocupar com sua posição sendo revelada, pois o brilho da chuva de fogo se misturava ao frágil brilho da lua e tornava a floresta mágica, como se fadas habitassem a região♫

Roque: Mesmo que custe...a minha vida..

♫E assim ele adormecia durante a chuva,encostado numa arvore, nem tão longe nem tão perto de onde os outros dormiam. Quando acordava, não era manhã, mas alguém já estava de pé próximo dali. Roque conseguia ver aquele brilho a léguas de distancia, por isso se aproximou para ver do que se tratava, escondido atrás de uma arvore ele viu Lin, fazendo movimentos graciosos em meio as arvores. Seus olhos brilhavam de emoção, e ele permanecia imóvel perante aquela cena, pelo tempo todo que ela durava. Antes que percebesse o jipe já havia chegado, e todos já estavam entrando, Lin desaparecia por um instante mas logo caía sobre o Jipe, Mark mostrava uma foto, e sua diva, sua grande luz Mary Ann aparecia, para tornar seu dia ainda mais claro. Era hora de se revelar, por isso Roque saía de seu esconderijo rodopiando♫

Roque rodopiando: HA HA HA HA HA! Bom dia minhas preciosas jóias, seu cavalheiro está a postos, embarquemos na missão de nossas vidas! Mas não temam, ei de protege-las não importa o perigo! HA HA HA HA HA!

♫Quando via foto que Mark segurava ele deixava um comentário escapar♫

Roque: Mas não é mesmo uma bela e brilhante pequena luz?

♫Assim ele subia no jipe como se fosse carregado pelo vento, se sentava com as pernas cruzadas e batia duas vezes no assento ao seu lado fazendo um olhar sexy para Mary Ann♫
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Seg Maio 04, 2015 12:06 pm

- Morning.

Richard respondia ao Mark, o primeiro a chegar naquele local. Quando ele perguntava sobre pilotar o jipe, ele até se desencostava do mesmo para deixá-lo testar se quisesse

- Eu só não te peço pra tomar cuidado com a gasolina porque você é um experiente nisso.

Ele suspirava, mas não era nada demais, não aparentava estar emburrado ou nada do tipo, apenas deixaria sem problemas aquilo. Em pouco tempo, Ryouji surgia, e a seguir Lin, caindo de uma árvore. Ele se assustava ao ver que ela parecia algo como macaca e amazona por ter passado o dia ali, mas acabava apenas se afastando como alguém que se afastaria ao ver um louco. Quando Mary perguntava sobre todos estarem prontos, ele só olhava para os outros pra ver se era aquilo mesmo que estavam decidindo.

Como previsto, estava de manhã ainda naquele dia, todos aparentavam estarem à postos, e assim, Richard decidia finalmente ir até os locais de encontro da missão. Primeiro, ele deixava Mark, Ryouji e Lin em um canto da floresta, porém próximo da costa, e de lá, eles poderiam sentir o vento, a maresia, e ouvir o barulho do mar. Um bote feito com um plástico resistente, e aparentemente compacto, estava à espera deles, e mais adiante, eles podiam ver a parte superior do submarino mais adiante. Um rapaz, agente de Richard, acenava de longe para eles, ao aguardo, e quando todos entrassem, ele iria submergir, e ir diretamente para a frota da carga na qual era transportada.

No caso de Mary e Roque, que eram levados no jipe pelo próprio Richard, ele procurava passar grande parte do tempo quieto, de preferência ouvindo as informações que eram passadas por um comunicador que havia lá, sobre a situação e sobre alguns dados adicionais que eram atualizados diretamente pra ele. Números e mais números eram mencionados, mas apesar disso, sua mente trabalhava de um modo surpreendente, onde ele conseguia analisar em sua mente, tanto o ocorrido, como os próximos passos que seriam efetuados, tanto da missão em que a resistência estava trabalhando, como também sobre os movimentos da frota e da defesa do porto onde iriam atacar (no qual não havia sinal algum, tudo parecia agir ao cotidiano).

Chegando ao local, com pelo menos 200 metros de distância da indústria, no qual ficaria mais próximo do que o porto à eles, Richard parava o jipe por lá, descendo e falando baixo.

- Daqui em diante, teremos que ir à pé. Tentem ser o mais cauteloso possível.

Ele ia para o compartimento de trás do jipe, pegando uma maleta, tateando os próprios bolsos, pegando um chaveiro, e abrindo a maleta, enquanto chamava Mary Ann.

- Granadas de luz, granadas de fumaça, eletromagnéticas, dardos tranquilizantes, munição de rifle pesado, formol, trajes escuros, e pelo menos 5 C4's, onde 3 nós iremos usar um para cada estação, no centro delas, claro.

Enquanto falava, ele ia retirando a própria roupa e revelando uma segunda por debaixo daquele uniforme de oficial. Era uma roupa de camuflagem de floresta, igual a que eles poderiam usar se quiserem. Ela era fina, e bem simples, mas havia uma tecnologia bem estudada na mesma, inclusive. Terminando de retirar o uniforme, ele ia colocando luvas de couro pretas nas próprias mãos, pegando alguns dardos tranquilizantes, e em um compartimento debaixo da maleta, ele abria, revelando uma potente besta preta, com detalhes de fogo sobre ela. Ele colocava um pequeno cinto preto fino nas pontas da besta, e arrumava-a nas próprias costas, além de algumas facas com cabo em bolsos que pareciam que nem existia naquele traje, mas era muito bem guardado e seguro, e por fim ele checava tudo, e olhando para eles logo depois.

- Se quiserem usar algum lugar para se trocarem, tudo bem.

Passado o tempo que fosse ali, ele seguia adiante, até a base inimiga. De um dos bolsos dele, Richard retirava um binóculos e observava com pelo menos 30 metros de distância, em uma trincheira que estava coberto de folhas e que os soldados mal poderiam ver dali.

- Certo... como constatado, são 3 soldados fazendo a patrulha.. cada um pega um?

Ele dizia em tom baixo, olhando rapidamente para eles. Os soldados estavam com roupas verde-escuro, e com um fuzil em mãos, e andavam de um lado pra o outro, mas com cara de cansados, porém, tentavam disfarçar o máximo possível. Richard pelo menos, notava muito bem isso.


Enquanto isso, no submarino (amarelo) (batcaverna), o comandante (abilton) do submarino, avistava as coordenadas e o radar, e percebia que haviam finalmente chegado ao local.

Comandante: - Pessoal, chegamos. Por favor, vistam seus trajes de mergulho, com seus coletes de oxigênio e suas máscaras, vocês vão sair por um compartimento que irá jogar a água do peso do submarino no compartimento, para manter a pressão pra vocês antes de saírem, e depois, um sinal irá aparecer próximo de uma porta. Vocês irão abrir essa porta, sairão por ela, chegarão até o nível da água, e vão se infiltrar diretamente no navio de carga, tudo bem? nesse tempo, os navios menores de segurança estarão ocupados para arrumar o radar e os aparelhos de comunicação que serão atrapalhados pela bomba. Ela será lançada no mesmo instante que vocês saírem, mas ela irá subir muito mais rápido, então vocês terão bastante tempo inclusive para subirem. Um de vocês irá carregar uma pistola que irá disparar um arpão com corda, é só mirar para cima, atirarem, e subirem por ela. Seria mais fácil por meio de corrente de âncora mas eles estarão em movimento, então cuidado, sejam rápidos, se não vocês serão puxados pela correnteza ou pelo propulsor.

Ele terminava de falar, mas logo depois, ele repetia, em um momento de resumo rápido, no qual havia sido informado para fazer isso por meio de Richard, que havia pensado muito bem nisso.

Comandante: -*Caham*, e o resumo é: sairão do submarino *fazendo movimento de nadar*, ouvirão um "boom!" *faz as mãos juntas se afastamento entre si*, então irão disparar uma corda lá pro alto *pitchiuuuuuuuuuuuu*, ai subirão nela *fazendo movimento de segurar numa corda invisível e subindo nela*, e lá vocês irão pra a cabine de comando *fazendo movimento de como se estivessem correndo*, tudo bem?

Apesar de toda a encenação, ele ainda resmungava em tom baixo com uma gota na cabeça

Comandante: -Eu ainda espero que o Richard me pague muito bem depois desse teatro que eu fiz... (è_é)

E nisso, ele ficava ao aguardo dos postos de todos, para agirem de vez na missão. No convés do navio, haviam vários contêineres onde eles poderiam se esconder, e por lá, eles não veriam não mais que pelo menos 4 soldados fazendo patrulhas, trajados de uniformes azul-escuro, e com rifles em mãos. Porém, apesar de parecerem armados, as suas patrulhas, eram tão básica, que podia se dizer que era mal feita. Um deles ainda chegava na ponta do convés, tentando se segurar, mas acabava vomitando no mar, abrindo um pote de remédios, e tomando como se fosse balas de açúcar. Um outro ainda se aproximava e falava: "Calma cara, estamos chegando, qualquer coisa eu cubro o seu horário por um tempo e digo que você foi ao banheiro". O outro ainda agradecia, dizendo que estava bem, e que uma hora ou outra, aquilo iria passar.

[Objetivo: O timeskip foi feito, e agora os agentes poderão fazer suas ações. Os próximos posts depois do meu próximo de narração, na indústria, será do lado interno do local, que será melhor detalhado a seguir; enquanto o do navio, será para o início da tentativa de controle da sala de comando do navio de carga, onde Mark irá comandar. Qualquer coisa pode ser feita, porém o objetivo tem a sua própria rota explicada.
Happy hunting!]


Última edição por Narrador-kun em Seg Maio 04, 2015 12:18 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Interação com os personagens, remember.. dammit.)
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Mark Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 05, 2015 5:51 pm

- Hey Kid!

Demorava alguns poucos segundos para Mark voltar à realidade, mas quando retornava, cumprimentava Ryouji. Mal tomava fôlego para responder sua pergunta quando Lin caía ao seu lado, com um som seco de galho quebrado, ele ria um pouco da atitude da garota, que não ligava nem um pouco para o fato de ter se esborrachado. Em seguida, até mesmo aquela... aquele carinha de nome Roque também estava curioso sobre a menina da foto. Mark suspirava, abrindo um meio sorriso e pensando por onde começar. Ele deveria ser breve, e além disso, odiava contar histórias tristes.

- Essa é a minha filha, Serah. Nós... nos separamos enquanto fugíamos de Skyhold e ela acabou sendo capturada novamente. - Embora o sorriso estivesse em seu rosto, seus olhos refletiam a real dor que sentia. - Ela é o motivo de eu estar na Resistência. Na verdade, ela é o motivo pelo qual eu ainda sigo em frente, HAHAHA! Mas vamos, não quero entediar com vocês com such sad stories!

Pegava sua bolsa, jogando-a por cima do ombro direito e subindo no Jipe. A viagem foi tranquila e sem muitas emoções, ele conversava com quem quisesse ouvi-lo, falando à respeito dos veículos que ja pilotou e/ou ajudou a construir. Nenhuma outra palavra sobre sua filha foi dita.

- See ya! - Acenava para Richard, Roque e Ann, enquanto desembarcava e ia para o barco. - Nice, não sabia que a Resistência tinha um desses.

Ao chegar no submarino, ele cumprimentava o oficial que o recebera e então ia direto para a sala de controle, afim de ver todo o máquinário operacional. Ficou tão entretido com toda aquela tecnologia, que nem viu o tempo passar e logo era instruído à ir para a escotilha de desembarque. Mark ia até a cabine masculina e começava a vestir um dos trajes, mas ele ficou tão apertado, que quando mexera os braços, a roupa de mergulho rasgou nas costuras.

- Damn... don't they have XL size?

Mas por fim, ele conseguia encontrar um que servia, na verdade ele teve de adaptar um rapidamente, arrancando as mangas da roupa e deixando-a regata. Não era das roupas mais confortáveis que havia vestido, mas não podia fazer muita coisa. Ia então para a câmara de desembarque.

- Ansiosos? - Ele dizia para Lin e Ryouji, que provavelmente estariam com ele. - Haha, vocês são fortes, se sairão melhor do que eu. - Prendia a pistola com o arpão, na cintura. - Estou confiando em vocês pra me proteger, não sou à prova de balas, nem lutador. I'm just the pilot, HAHA!

Quando parava de falar, o comandante do submarino começava a dar as devidas instruções. Mark entendia tudo nos conformes, eis então que o comandante repetia o que dissera, de forma infantil e menos detalhada. "Pra que isso?" Mark pensava, mas logo percebia que talvez fosse para que Lin e Ryouji entendessem mais facilmente. Ele ria consigo mesmo.

A câmara se fechava e logo a água começava a entrar e, em pouco tempo, todos estavam submersos e a escotilha de saída se abria. Mark foi o primeiro a sair, estava tudo bem escuro, mas sabia que deveria ir para cima e em pouco tempo, emergia ao lado do navio de carga. Era imenso, ele próprio sabia que nunca tinha pilotado um desses. De qualquer forma, tinha de agir rápido, pois o navio estava em movimento e não queria ser pego pelas hélices, então sacava rapidamente a pistola com o arpão e atirava para o alto, sentindo de imediato que o arpão prendia em algum lugar. Mark então começava a subir. Pelo fato de ser bem forte, ele escalava aquela corda bom ligeira facilidade, imaginando que seria seguido por Lin e Ryouji. Quando chegava ao convés, se recostava num dos containers e dava sinal para Ryouji e Lin de que deveriam alcançar a cabine de piloto.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 05, 2015 9:10 pm

- Mark-san...

Ryouji via o homem andar até o Jipe, depois de falar um pouco sobre sua filha Serah (a garota da foto) e seu destino, de novo Skyhold, quantas vidas ela já havia conseguido arruinar? Mas daquela vez era diferente, depois de coçar um pouco a cabeça, um sorriso ele abria em seu rosto. Tinha acabado de decidir, quando tivesse a oportunidade, tentaria trazer a filha de Mark de volta, era o mínimo que poderia fazer por ter sido salvo e dele ter ajudado tanto sua irmã. Uma dívida que ele pretendia pagar.

Com essa convicção, Ryouji subia no Jipe, que logo partia. Durante a tranquila viagem, ficava mais enturmado com Lin e Mark, não falava muito com Roque e Mary, mas não era por não gostar dos dois ou não ter assunto, ele sabia que daquela vez estaria em um grupo diferente dos dois, então procurava deixar o maior espaço possível para que eles conversassem, o trabalho em equipe seria fundamental naquela missão, por isso uma das únicas vezes que olhou para Mary durante a viagem, lhe mostrava um sinal positivo com o dedão da mão direita, desejando boa sorte a ela, o mesmo para Roque.

Com Mark ele conversou bastante sobre os veículos que ele já dirigiu e de algumas aventuras que ele teve, o engenheiro falava bastante sobre o índio que geralmente o acompanhava nas poucas missões de campo que participava, Havik era o seu nome, Ryouji ficava a pensar sobre como poderiam existir índios até hoje, já que é uma cultura tão antiga...

Agora com Lin era com quem o rapaz ficava mais a vontade. Talvez pelo nível de inteligência ser semelhante, mas também tinha um outro motivo. Ren. Não era novidade que a irmã de Lin era a garota que Ryouji amava, e nesse último mês teve alguns encontros com ela. Ter Lin ali perto era uma boa oportunidade para falar sobre esses raros eventos, sabia que se daria mal depois por contar para alguém sobre esses encontros, mas o rapaz não ligava, era divertido ter alguém para comentar e também o ajudava a se acalmar antes da missão começar. Ele também aproveitava para pedir alguns conselhos, sobre as coisas que Ren gostava, e Lin, sendo sua irmã, poderia saber de alguma coisa. Caso fosse respondido, ouviria atentamente para poder agradar Ren depois.

- Destruam aquela... aquele lugar pra onde vão! Hahaha! - Ryouji havia se esquecido da fábrica, mas ainda se lembrava deles terem que destruir algo. - Nos vemos depois.

Assim ele se despedia de Richard, Mary e Roque, se virando para onde Mark olhava com as mãos no bolso. Ryouji não sabia o que fazer em seguida, por isso seguiria o engenheiro, julgando que ele seria o único que ainda se lembrava dos próximos passos, conhecia Lin a bastante tempo para imaginar que ela também estivesse no mesmo "barco" que ele, tudo por culpa da "magia" que sempre o fazia esquecer de coisas... "complexas".

Ao ver Mark subir no barco, que estava os esperando, Ryouji soltava um comentário em resposta do de Mark enquanto subia no transporte:

- Sério?... Não tô vendo nada de demais nesse barco... - E quando seus pés entravam em contato com o transporte, Ryouji ficava surpreso, se virando para Lin com um sorriso no rosto, animado. - Lin, olha isso! - Começava a bater a sola do pé com força no barco. - É de plástico, mas ainda é bem resistente! Que legal! - E era assim que ele fazia a passagem de barco, o pisoteando, enquanto se divertia. - Hahaha!!!

O barco balançava durante toda a travessia, mas por ser resistente, aguentava. Logo eles estavam dentro do submarino, o segundo passo, e Ryouji também cumprimentava o comandante, que parecia ser bem importante dado o seu traje, e era mandado a um vestiário, para vestir uma roupa de mergulho.

Lá dentro, Ryouji ficava por mais de cinco minutos encarando a roupa que deveria usar. Aquilo não lhe agradava, nem um pouco. Era estranha e ridícula, mas ordens deveriam ser cumpridas. Tirando apenas a jaqueta, com pêlos sobre os ombros, que usava, Ryouji colocava o traje de mergulho por cima da roupa e ia ao encontro do comandante. Ao chegar, ouvia as palavras de Mark, e o Kawano respondia empolgado enquanto batia no próprio peito.

- Mark-san, não precisa se preocupar! O grande Ryouji é forte o suficiente para não deixar nosso piloto se machucar! Hahaha!

Ele não se tocava, mas falando daquela forma vestido com uma roupa ridícula de mergulho, não era tão épico assim... com isso o comandante começava a dar suas ordens, e Ryouji entendia absolutamente nada, ficando com olhos de redemoinho durante toda a explicação, e aquilo o deixava com raiva quando era terminado.

- Fale de uma forma mais clara, seu imbecil! - E assim, com a explicação infantil seguinte, Ryouji conseguia entender a maioria do que deveriam fazer. - Viu? Não é difícil! Devia ter feito isso desde o começo.

E resmungando, a câmara em que estavam durante a explicação se fechava, se enchendo de água. Ryouji colocava a máscara assim que era o momento para mergulhar e quando Mark abria a porta, saia para o vasto oceano. Debaixo da água do mar era lindo, aquela imensidão azul o fazia se distrair um pouco, mas logo as ordens pelos gestos do comandante retornavam a sua mente. Ele deveria ir para a superfície agora.

Um navio enorme estava a sua frente, ainda maior daquele que havia escalado um mês atrás, afinal, era um de carga. Quando Mark disparava a pistola, o arpão era lançado, se prendendo em alguma parte do navio e assim ele começava a escalar, em seguida ele ia depois de levantava a máscara de oxigênio. Enquanto escalava, dizia para Lin que deveria estar abaixo dele.

- Se eu cair, me segura! Hahaha!

Uma pequena brincadeira com sua amiga, se descontraindo um pouco antes da real missão começar. No fim, ele conseguia com facilidade escalar até o convés do navio cargueiro. Mark logo dava um sinal para eles irem até a cabine de piloto, mas antes de começar, ele deveria fazer algo. Cerrando os dois punhos, ele murmurava:

- Pessoal... - Encostava o punho direito no peito de Mark, e o esquerdo no de Lin. Mostrando um sorriso super empolgado. - Vamos deixar esse navio de cabeça pra baixo!
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Lin Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qua Maio 06, 2015 12:57 pm

Então aquela era sua preciosa filha, no fundo Lin já havia percebido, a tristeza misturada com amor refletida nos olhos de Mark enquanto encarava a foto. Ela era boa pra perceber o que os olhares das pessoas carregam, e tinha certeza que Mark vinha a muito tempo suportando uma dor tremenda. Por isso quando escutava as palavras do homem sobre sua filha ela abria um sorriso e serrava o punho em frente ao rosto gritando.

- Heh! Então temos que trazer ela de volta! Pode contar comigo!

Durante o resto da viagem Lin tagarelava, ouvia e gritava tudo o que lhe convinha, sendo irritante para muitos mas ao mesmo tempo engraçada, divertida e atenciosa, ela conseguia se interessar por qualquer coisa que lhe fosse de fácil entendimento e se comunicava tanto com gestos insanos quanto com palavras ainda piores e gargalhadas contagiantes.

Era hora da separação, por isso Lin pulava nos pescoços de Mary Ann, Richard e Roque e se despedia com abraços apertados, ela era inocente demais para pensar que Mary e Richard pudessem não gostar e que Roque pudesse ter segundas intenções. Dessa forma ela se despedia acenando ao lado de Mark para os três que permaneciam no veículo.

No barco, Lin ficava entediada, até ter a brilhante ideia de servir de motor. Dessa forma ela arrancava o motor do barco (se existisse algum motor) saltava na água e empurrava o transporte a nado. A velocidade quadruplicava com as poderosas batidas de perna de Lin que fazia qualquer um a bordo se sentir numa lancha de corrida. Mas infelizmente a viagem durava pouco, pois logo Lin se deparava com a coisa mais estranha que já viu na vida. Um submarino.

- Ma..Ma....o que é isso?! EU QUERO ENTRAR!

A garota saía correndo e empurrando tudo e todos em seu caminho e acabava sendo a primeira a entrar. Admirada com o interior ela corria de um lado para o outro fazendo perguntas e mexendo em botões sem permissão até que finalmente era guiada ao compartimento onde se encontravam as roupas de mergulho. "Do bom para o melhor", definitivamente Lin havia adorado aqueles equipamentos de mergulho por isso pegou tudo o que tinha direito. Quando voltava a se encontrar com Mark e Ryouji ela estava vestida com a roupa colada, pés de pato e um óculos junto a um respirador. Mas a pobre garota estava triste, o motivo...

- Oi gente...Não consegui encontrar uma boia.. Só esse colete estranho... Por que eles não tem uma boia?

E assim seus sonhos de verão eram destruídos. Mas ninguém se importava pois agora era hora da explicação. A hora perfeita para brincar com seus pés de pato, os batendo no chão sem parar. Afinal ela não entendia absolutamente nada do que aquele homem estava falando. Mas apenas até que ele começasse a versão "light" da explicação. Aquela sim Lin conseguia perceber, mas tentando parecer inteligente ela cutucava Mark e Ryouji e falava levantando as sobrancelhas.

- Heh... ele pensa que somos idiotas..falando desse jeito.. Hahahah!

Quando Mark lhe pedia proteção e afirmava a força de Lin, o ego da garota disparava até os céus, por isso ela colocava as mãos na cintura e abria o sorriso mais confiante de todos enquanto falava.

- Não se preocupe, comigo junto você não precisa ter medo de nada!

E encerrando sua frase com o punho sobre o peito Lin se considerava pronta para qualquer coisa que viesse. Ou pelo menos era isso o que ela pensava, pois era hora da missão, e ela já estava do lado de fora do submarino, tentando se lembrar do que deveria fazer.

- "Piitchiuuuuuuuu" Né? O que era mesmo o Pitchiu? O que eu faço? Er..

De repente, Mark sacava aquela arma estranha e atirava contra o navio acima, então Lin logo se lembrava da arma, e também se lembrava que havia pego tudo, tudo menos aquela arma. Desesperada, ela se agarrava numa das pernas de Mark, como um macaco numa arvore e subia junto com ele abafando um grito de desespero.

- HMMMMMMMMMM!!

Lá em cima, Lin colocava as mãos contra os joelhos e recuperava o fôlego que havia perdido devido aquele momento de urgência. Quando estava pronta, ela sentia o toque de Ryouji e escutava sua palavras, que lhe soavam muito bem, já que fazer bagunça era definitivamente sua especialidade.

- Pode apostar que sim!
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Mary Ann Parker

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 07, 2015 7:04 pm

A simples voz de Roque fazia Mary Ann pular de susto. Orações para que o rapaz não aparecesse não foram ouvidas e lá estava aquela criatura andrógena, a olhando daquele jeito e a chamando para sentar-se ao lado dele.

- Never.... - Sussurrava a garota que pulava para o banco do lado do motorista. Deixando Roque o mais longe possível.

Os primeiros eram levados ao porto e eles seguiam viagem. Richard passava a dirigir e quando parava a chamava mostrando armas?

- There's nothing there that I no longer have, Boss. - Assim que dizia isso, Ann abria sua mochila e realmente, os armamentos que Richard mostrou estavam lá dentro também.

Ann olhava para as roupas mas já usava sua personalizada camuflada. Ela sempre usava e já fizera aquele tipo de trabalho sorrateiro várias vezes em Skyhold, mas... Algo a incomodava, uma sensação estranha.

- Ok, Boss...I'm ready! - Dizia tentando passar firmeza, apesar de pressentir que algo iria acontecer em breve.

A garota ouvia que cada um ficaria com um soldado. Ann raramente trabalhava em equipe, mas aceitava.

- Right. O da esquerda é meu...

Ann se afastava de Richard e Roque sorrateiramente, chegando a uma posição estratégica. Como a maioria dos atiradores que vieram de Skyhold e foram para a resistência, a garota não se importava em matar, uma vez que aquilo era uma guerra. Ann preparava sua Sniper e colocava o soldado na mira.
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Roque Eisenhauer

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sab Maio 09, 2015 11:03 am

♫Roque permanecia alguns segundos em silêncio depois das palavras de Mark, e seu respeito pelo homem aumentava em 100%, pois ele dera origem a uma bela luz e agora lutava para recupera-la. Roque também estava determinado a ajudar caso fosse necessário. Ele continuava chamando Mary Ann sedutoramente até ela se sentar em outro lugar. Assim sua incrível habilidade de não se abalar facilmente entrava em ação, e Roque não parecia dar a mínima, pois continuava enchendo a garota de perguntas e cantadas♫

Roque: Vejo que ainda está tímida minha luz! Mas o tempo há de ajeitar as coisas! Ha Ha Ha!

♫Era a hora da partida dos três membros da missão naval, por isso Roque acenava enquanto segurava seu lenço e o soltava devagar para voar com o vento♫

Roque: Que a sorte vos acompanhe! Não se atrevam a permitir que minha luz se machuque!

♫Ele se referia a Lin que apesar de não parecer, também era uma garota. Agora tudo estava como ele queria, apenas ele e Mary Ann, espere, aquele cara vai junto?!♫

Mente de Roque: Droga.. sai logo daqui!

♫Uma roupa de combate, era sem dúvidas essencial para ele afinal de maneira alguma conseguiria passar despercebido utilizando uma paletó e roupas sociais como gostava de fazer. Por isso ele começava a se trocar ali mesmo no carro. Como se estivesse sendo pago para fazer um streeptease ele encarava Mary Ann o tempo todo com um olhar extremamente sério e sensual. Quando terminava Roque transferia seu equipamento (suas cartas) para os bolsos daquele outro casaco, e agora estava pronto♫

Roque: Que comece o jogo do destino! Transformarei este lugar em cinzas com as chamas de meu coração!

♫ Assim sacando três de suas cartas Roque se preparava, mas acabava escutando o comentário de Mary Ann, "O da esquerda é meu". E do lado direito da garota Roque falava com a mão sobre o peito♫

Roque: O da direita também é todo seu minha luz! (ele mesmo)

♫Mas entendendo a seriedade da situação Roque corria para se posicionar próximo ao seu alvo e assim nocauteá-lo com uma explosão. Arremessando a carta não muito carregada com aura para que o barulho não alertasse os inimigos. Ele a atiraria na direção do rosto do oponente para que a pequena explosão o tirasse a consciência♫
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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Seg Maio 11, 2015 8:31 pm

Por um bom tempo, o comandante do local ficava o tempo todo tendo que segurar Lin o máximo possível para não apertar todos os botões do veículo, até porque, aquilo era de extrema importância à eles, pois desde as suas localizações, até mesmo algum compartimento acabar sendo preenchido com a água do exterior dele, logo, ele tinha que tomar todo o cuidado possível, com várias gotas e facepalms feito durante todo o percurso

Comandante: - Essas crianças... pff...

Era tudo o que o Comandante dizia, ouvindo a reclamação de Ryouji, e a auto confiança de Lin. Mark era o único digno de respeito puro do comandante, tendo em vista que ele parecia ser um ótimo rapaz.

--- Situação atual ---

Logo depois, como mencionado anteriormente, os soldados que faziam a ronda sobre o navio de carga, eles estavam fazendo apenas as escoltas naturais, que, de cansados, eram mal feitas. Um deles, certo momento, até cogitava um comentário, depois de ouvir um barulho estranho de disparo.

Soldado 1: -Ei, você ouviu algum barulho?

Soldado 2: -Ouvi não. Cara, você está bem? Estava com enjoo antes.. será que isso afetou seu cérebro?

Soldado 1: -Claro que não! Como isso pode ser possível?

Soldado 2: -Não sei.. por isso que estou perguntando..

Soldado 1: -Precisamos tirar férias...

Soldado 2: -Bem.. eu vou verificar o que aconteceu.

[No post, a seguir dessa narração, tem o mapa.]
E assim, eles comentavam entre si. O local de pouso entre Mark, Ryouji e Lin, estavam em um local "de sorte", como podia se dizer, tanto pelos cálculos em que haviam feito antes de deixarem eles subirem até a superfície, como também o local onde pousavam, ficando próximo da cabine. Porém, dois guardas estavam de prontidão justamente lá, pois na cabine de comando, estariam umas escadas que levariam aos andares de baixo, onde eles ficam, e onde eles poderiam pegar remédio para curar o enjoo deles, que seria, se eles não tivessem ouvido um barulho, e o segundo deles, tivesse decidido ir ver o que havia acontecido. Eles estavam bem equipados em questão de comunicação, com um rádio de bolso e um comunicador que ficava sempre no alto do capacete, quase nunca usado. Ele ia se aproximando de onde eles estavam, em passos lentos e despreocupados. Mark, Ryouji e Lin, poderiam ouvir um pouco da conversa se eles se concentrarem em ouvir, e inclusive os passos daquele soldado que se aproximava. A cabine estava próxima, eles poderiam saber bem se olhassem logo na primeira direita que fossem se encontrar, logo depois de passar aquele corredor, mas teriam que tomar cuidado com o segundo soldado caso ele notasse alguma coisa estranha acontecendo, principalmente se o seu amigo não voltasse tão cedo.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Richard chegava a ficar sem entender nada quando Lin o abraçava junto daquelas outras pessoas, mas acabava aceitando tudo isso sem problemas, ao final ele se despedia de qualquer jeito, e respondia para Ryouji, rapidamente.

Richard: -É uma missão, não podemos falhar.. nem vocês. Boa sorte.

Era tudo o que dizia, sendo breve, apesar de não demonstrar ser muito animador. Passado um tempo, Richard notava Mary Ann se sentando do lado, e ele via Roque, que não parava de falar, parecendo que queria piorar mais a situação, e logo ele perguntava rapidamente.

Richard: -Como você aguenta isso, afinal?

Ele nem esperaria direito uma resposta dela, mas sendo o que fosse, ele apenas aceitaria. Chegava a ser triste por parte dele, não fazer nada, mas sabia que ela daria um jeito, vendo que ela tinha uma personalidade forte.

--- Situação atual ---

[No post, a seguir dessa narração, tem o mapa.]
Richard observava Mary Ann já ficando de olho em um dos soldados e ficava apenas observando-a, enquanto preparava a sua besta e mirava no mais próximo, tendo em vista que ele percebia bem que ela mirava no da esquerda, um dos mais longe, mas logo Roque falava que iria nocautear o outro, então ele apenas procurava o terceiro, não encontrando-o desde cedo.

Richard: -Droga...

Richard tentava pensar em tudo o mais rápido possível, e levando em consideração todos os fatores que poderiam ajudar na missão. Como o último não aparecia em sua vista, ele esperava os dois acertar aqueles soldados, e ele saia da trincheira, olhando rapidamente, e encontrava o último, no beco do meio de onde estavam atacando. Ele mirava e atirava rapidamente, acertando o pescoço do soldado e fazendo-o desmaiar na hora. Velocidade naquele momento era tudo, e nisso eles tinham que levar em consideração.

O soldado que Roque o nocauteava, ele virava o rosto, mas logo nesse momento, uma explosão acertava um pouco do seu rosto, mas o que era mais afetado era seu ouvido, no qual perdia totalmente o senso e caia no chão diretamente, tentando se virar para aquele "zunido" sair, mas logo quando ele caía, aquilo era demais, e ele desmaiava inevitavelmente.

Richard ia seguindo adiante, olhando para os lados com precaução enquanto mirava sempre a sua besta, carregada com mais outro dardo tranquilizante. Ele começava a andar naquele gramado verde meio amarelado enquanto os chamavam com um rápido gesto de mão, sem tentar falar em momento algum. Lá na frente, ele ainda falava à eles, em tom baixo.

Richard: -Eu irei no armazém de armas, vocês podem ir nos outros 2. É só colocar e ligar o botão vermelho que irá ligar o contador.

Logo então, Richard entregava as C4's para Mary e Roque, onde eles deveriam colocar no meio de cada um e ligá-lo. O armazém onde eles entrariam, cada um iria conter um esquema totalmente diferente. No de grãos ele tinha vários contêineres específicos para cada tipo, e apesar de parecer que estariam cheios, estavam quase vazios, havia muito pouco por lá, e nisso poderia ser percebido facilmente, além de um cheiro de espigas de milho, trigo, e feijão, pairavam sobre o local. No de combustível, existia enormes toneis com vários tipos, sendo álcool, gasolina, diesel, e até um que não era líquido: carvão. Da mesma forma que o anterior, eles estavam bem vazios, mas o local ainda tinha um forte cheiro como de costume. Mais a frente, poderiam ver algumas esteiras de linha de produção de veículos, variando a muitos tipos, desde jipes, tanques, bunker ambulante, e até batalhoides, onde era algo bem incomum, mas estavam todos "em partes" ainda, e na ala de armas, tinha vários pedaços de armas que estavam sobre uma esteira também, cada uma correspondente a um tipo de arma, e todas elas seriam levadas adiante, se a produção não estivesse parada naquele dia. Todas as indústrias por lá, no geral, estavam paradas, nada ainda funcionava, pois estava bem cedo pra aquilo.


------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

[Objetivo (Barco): Ir até a cabine do comandante, tomar o controle do navio e mudar o percurso do mesmo. A resistência dele é suficiente para aguentar qualquer atropelamento que surgir com os outros se necessário. Mais detalhes, aguardar os próximos posts. Objetivo (Indústria): Colocar as C4's e acioná-los o mais rápido possível e sair de lá. (Geral): Ambos os dois lugares, todos só sabiam sobre o que estavam vendo, e nada além disso.]
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 12, 2015 7:38 pm

O Kawano se recostava nos "containers" próximos depois de fazer um breve discurso, e descobria que dois soldados, inimigos, estavam tendo uma conversa bem... única do lado oposto em que Ryouji estava recostado. O assunto levava o garoto a ficar risonho, uma risada bem discreta, e como não procurava pensar muito em ser furtivo, seu estilo de luta estragaria qualquer chance de furtividade do grupo.

- Heh... só dois soldados? Pensei que Skyhold tinha algo a mais...

Murmurando aquilo para si, o garoto tomava um pouco de distância do "container" que estava recostado e flexionando suas pernas, conseguia saltar a uma altura suficiente para ele ficar por cima do "container". Pousando no topo, ele levantava sua cabeça, respirando fundo a maresia que poderia sentir, e ao olhar pra baixo sabia exatamente a localização dos dois soldados que estavam se aproximando do container pra checar o barulho de antes. Provavelmente eles ficariam assustados com o barulho de quando Ryouji pousou encima do "container", mas eles nem teriam tempo para procurar pelo barulho, o Kawano saltava novamente e dessa vez caía em meio aos inimigos, com um sorriso afiado no rosto.

- Me desculpem... mas esse navio tá cheio demais!

E rindo, Ryouji colocava a palmas de suas mãos no rosto dos soldados, cada mão em um rosto, e os agarrava uma vez que eles se assustariam ao presenciá-lo tão próximo. E como estavam próximos a lateral do convés, com um giro, o Kawano rapidamente arremessava os soldados para fora do navio.

Ele poderia estar comprometendo a missão com a falta de furtividade, mas aquele era o único jeito que Ryouji conhecia pra se lidar com inimigos, e para ele, se quiser dominar um navio, tem que derrotar todos que estão a bordo. Quando olhava para o lado oposto da lateral em que estava, avistava um outro inimigo bem a fundo, e como Lin não havia se divertido ainda e provavelmente magoada por Ryouji ter derrotado os dois soldados mais próximos sozinho, o garoto apontava e dizia para sua amiga, onde quer que ela estivesse.

- Lin! Tem mais soldados pra lá! Hahaha! E Mark-san, o caminho tá livre! Vou te dar cobertura.

E assim Ryouji corria até a entrada da cabine, passando a ser um guarda enquanto protegia Mark de qualquer coisa que pudesse vir o ameaçando com seus dois punhos.
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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 14, 2015 8:09 am

Graças ao remédio mágico que recebeu de Otohime, Lin agora conseguia controlar seu enjoo em veículos, mas não se sabe por quando tempo. Ela estava pronta para agir, mas seu amigo Ryouji o fazia primeiro. A garota não conseguia fazer nada se não assistir nos primeiros instantes, e o via derrubar dois dos soldados sozinho.

- Droga Ryouji! Eu também quero...

Mas o garoto não demorava pra avisar que havia mais um soldado restando. Por isso Lin se calava imediatamente, e abria um sorriso no rosto.

- Deixa comigo!

Correndo desengonçada por ainda estar utilizando "pés-de-pato" e todo o traje de mergulho, Lin partia na direção do soldado, sem dar a mínima para discrição ou qualquer coisa do tipo.

- Se prepare! Ai vou eu!  AAYAAAAAAA!!!

E assim Lin voava com um chute na direção do peito do homem,  o pé de pato lhe acertava em cheio, o pobre soldado desavisado e o pé de pato voavam tão longe que caíam dentro do mar. Ele ficaria sem ar por um tempo, mas sem duvidas estaria vivo, isso é, se soubesse nadar.

- Heh! Peguei um!

Empolgada com seu incrível feito Lin tirava o pé de pato restando rapidamente e pulava de compartimento em compartimento até subir no ponto mais alto do navio, provavelmente algum tipo de mastro. Dali de cima ela apontava o dedo pro céu e começava a gritar.

- ESSE NAVIO AGORA É NOSSO! E SE ALGUÉM TIVER UM PROBLEMA COM ISSO VEM AQUI AGORA LEVAR UMA SURRA!

"Roubar o navio", basicamente era isso o que Lin entendia. Apesar de ser contra roubar alguma coisa ela sabia que se aquilo pertencia a Skyhold não poderia ser nada de bom, por isso estava determinada a cumprir aquela missão. A garota continuaria gritando como louca em cima daquele mastro até que alguém aparecesse. Ela ainda estava com aquele traje e óculos de mergulho junto a um canudo de respirar.
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Mark Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 14, 2015 5:07 pm

Quem Mark estava enganando? Medo? Ansiedade? É claro que ele sentia coisas assim. Da única vez que esteve em campo, Havik fora junto com ele, sem falar que tinha toda a frota da Resistência cercando a frota de gelo, mas agora... seu parceiro não estava ali e por mais que aquelas crianças fossem fortes, se ele próprio tomasse um único tiro, poderia significar o fim de sua vida... e o de sua filha.

Era hora de mexer, mas as pernas do engenheiro não se moviam. O estado mental era diferente do dia de sua fuga de Skyhold em que ele agira totalmente sem pensar. Uma gota de suor se misturava com a água salgada ainda em seu rosto e escorria pelo pescoço. Mark engolia em seco, imaginando o que poderia acontecer de pior quando Ryouji e Lin agiam.

- Wait, I...

Um alvoroço. Sim, provavelmente toda a guarda do navio e dos barcos que o escoltavam estariam vindo na direção deles naquele exato momento, mas ainda assim, Mark nunca vira ninguem se mexer daquele jeito, talvez Havik, mas tinha fortes dúvidas se a comparação era justa.

"E Mark-san, o caminho tá livre! Vou te dar cobertura."

Saindo de súbito de seu transe, olhava rapidamente para a cabine. Não haviam guardas à vista. Com um sinal de positivo com a cabeça, Mark cerrava os dentes e começava a correr, sacando de dentro de sua bolsa, uma pistola .p40, ele não sabia atirar muito bem, mas era melhor ficar armado para o que estava por vir. "Don't think too much, don't think too much." Ao chegar na escada externa, que se erguia até uma porta lateral na cabine, Mark notava um guarda desavisado, descendo a escadaria rapidamente, seus olhos se encontravam e o soldado começava a erguer seu rifle, mas Mark tinha um ímpeto maior e trombava com tudo contra o guarda, que batia as costas no corrimão da escada e caía de cabeça no chão, atirando para cima durante a queda. Pouco antes de abrir a porta da cabine, Mark parava por um segundo olhando a arma em sua mão.

- I had a gun, but I tackled him instead... - Sacudia a cabeça. - Not clever, Mark... not clever at all.

E após resmungar um pouco consigo mesmo, ele se concentrava e entrava com tudo na cabine, arma em punho e mirando em todos os cantos de sua visão. Vazia. Onde estava o capitão? O navegador, o carinha da comunicação? Onde estava o time que controlava aquela joça? Algo estava errado, mas não havia tempo hábil para se preocupar com aquilo. Mark corria até o painel e começava a reprogramar a rota do navio, ou pelo menos tentar. O painel instalado era uma adaptação de um painel de outro modelo. Provavelmente Skyhold construíra esse navio com a parte de outros. Mark sabia que conseguiria pilotá-lo, mas precisaria de tempo.

- KID! - Ele gritava para Ryouji - Esses putos de Skyhold zoaram o painel pretty bad! Vou demorar pra pegar o jeito da coisa!
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Mary Ann Parker

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 14, 2015 8:24 pm

"Praying for a miracle of God, Boss."

Essa era a resposta de Mary Ann para a pergunta de Richard  antes de tudo começar.

Agora em sua posição, Ann estava focada em seu objetivo. Ignorando a cantada de Roque, a garota mirava no soldado. Respirava fundo e pronto. Um disparo certeiro.

- Easy - Ann sorria e se levantava. Era quando ouvia o que Richard falava. - Hey, Boss! Pegue o que tudo o que conseguir carregar antes de explodir tudo! - Ria um pouco e olhava para Roque finalmente. - Você vai pro armazém de grãos, eu pro de combustível. Sabe usar isso né? - Se referia às C4's.

Sem esperar uma resposta concreta de Roque, Ann começava a avançar com cautela na direção do armazém de combustível. A cada passo que dava em direção a seu destino, Ann ficava mais séria. A sensação ruim que tinha desde o início não desaparecia.

Finalmente dentro do armazém, Mary Ann olhava cada peça de carro ali, chegando a se empolgar um pouco.

- Hahaha Mr. Sanderson would love it! - Após essa conclusão, Ann achava o local perfeito para colocar a C4. Assim que a montava, a garota apertava o botão e saia correndo dali, passando pela porta do armazém que Roque estaria e gritava. - Run man! Run!
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Roque Eisenhauer

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sab Maio 16, 2015 1:55 am

♫Depois de derrotar seu inimigo Roque fazia uma pose heroica e olhava fixamente para Mary Ann, com sua cara de "me note, eu sou forte". Mas a garota era indiferente a sua performance e lhe perguntava se ele sabia como usar um C4♫

Roque: Pff...Minha jóia, é claro que eu sei utilizar. Não há nada neste mundo que este homem não saib...e ela foi embora.

♫Cabisbaixo Roque percebia o que havia acabado de fazer. Não, ele não fazia a mínima ideia de como utilizar aquele negocio, armas de fogo, tecnologia, nada daquilo lhe era familiar. Por isso ele não sabia o que faria dali pra frente. Mesmo assim, ele adentrava o armazém determinado e com seriedade no rosto♫

Roque: HA HA HA HA! Isso foi mais fácil do que eu imaginei. Agora eu só preciso explodir o lugar. Com isso.

♫Encarando uma das C4 Roque começava a suar subitamente♫

Roque: HA HA HA...HA HA...Ai ai... que se dane.

♫Depois de tanto encarar aquele negócio sem chegar a nenhuma conclusão, Roque perdia a paciência e sacava as cartas de seu baralho, em cada C4 ele grudava uma carta, e os espalhava por todo o lugar. Sua movimentação era suspeita, afinal ele saltitava e dançava pela fabrica enquanto colocava as bombas. Mas mesmo Roque conseguiu perceber. Aquilo estava muito quieto e fácil, onde estavam seus inimigos? Por que não havia proteção naquele lugar, Skyhold nunca fora tão desleixada♫

♫Já do lado de fora, Roque acenava para Mary Ann que corria em sua direção. Ele estava maravilhado com aquela cena♫

Roque: Minha luz! Venha para os braços de seu cavalheiro! Correndo cheia de energia!

♫E ao escuta-la gritando "Run!" ele falava♫

Roque: Isso mesmo! Corra... corra para mim! corra para...corra? CORRE! CORRENDO!

♫E assim sua pose se perdia completamente e ele se virava e começava a correr junto com a garota enquanto tropeçava nos próprios pés e quase caía no chão♫
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MensagemAssunto: The beginning of the end   Dom Maio 17, 2015 4:26 pm

[Elas estão de olho, elas sempre estão, o que quer que faça, elas saberão.]



Quando Ryouji acertava o contêiner por cima, os soldados ouviam alguma coisa, e viravam o rosto para a direção dele, e sem poderem reagir à tempo, eles eram pegos diretamente pelo rosto e atirados longe, porém, enquanto voavam, eles soltavam um grito, que era percebido facilmente pelas frotas por fora do navio (dos menores), e nisso, os que ficavam por fora, ouviam, e começavam a tocar diretamente uma espécie de sirene do lado interno do navio.

Enquanto isso, Lin cuidava do terceiro soldado, e o mesmo, não entendia nada; um último, que ficava ao sul, ouvia tudo, e começava a esperar um pouco, tendo em vista que os navios externos iriam se organizarem para reforço, e assim, cordas dos navios externos eram atirados para o navio de carga, logo eram em um total de 33 soldados, 30 saindo dos navios menores, 1 que aguardava reforço, e mais dois que eles não haviam vistos, e todos eles, estavam indo para o ocorrido, ou seja, ao norte. Cada um estava em alerta, em prontidão, e preparados para avançar. Os da frente, tomavam cobertura dos de trás, logo, os primeiros atingidos pelo que fosse, serviria de tempo para os mais afastados, mirarem e atirarem se for preciso. Eles não tinham noção de quantos inimigos poderiam ser, só sabiam que o navio de carga estava sendo atacado.

Mark poderia entender bem ainda como funcionava o painel do navio, e ele realmente estava em piloto automático, mas eles não sabiam o que estava por aguardá-los.

Conforme os soldados iam avançando pra a cabine, um tremor estranho surgia pelo navio, e assim, alguns compartimentos que deveriam ser os contêineres, começavam a se abrir, e um barulho de maquinaria surgia ao fundo. Em pouco tempo, junto à eles, apareciam pelo menos 2 batalhóides, cada um vindo de uma direção (esquerda e direita), avançando no meio de todos aqueles soldados. Em seu arsenal, um fazia um lancha chamas surgir de seu braço direito, atirando logo em seguida para o alto, enquanto o outro fazia uma metralhadora giratória surgir, atirando para o alto também. Além disso, uma moça, acompanhada de uma garota, surgiam, mas não junto dos soldados, e sim de um compartimento que tinha dentro da cabine do capitão, algo que nem uma pessoa tão talentosa em achar segredos e compartimentos, poderia notar. Ele ficava sobre o chão, próximo da entrada, e parecia bem uma espécie de cápsula.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O soldado que Ann abatia diretamente, caia no chão sem reação alguma, um tiro totalmente certeiro, era até assustador. Ouvindo o que Ann dizia, Richard apenas acenava com a cabeça como um "sim" para pegar tudo o que encontrasse lá, tanto que por lá, ele ia pegando todo tipo de munição, e ia colocando em uma enorme sacola que tinha em um de seus bolsos, como garantia, e nisso, ele ficava olhando cada tipo de arma por lá, porém, ele começava a ouvir um barulho estranho, e se escondia rapidamente. Richard observava de longe, e via um robô estranho, pegando algumas coisas de lá, e em seguida ele começava a ir pra o lado de fora, por onde ele havia entrado. Richard apenas observava até ele sair, e logo começava a colocar as c4's, e em seguida, saindo de lá furtivamente. Do lado de fora, ele ainda seguia o "batalhóide" (que poderia reconhecê-lo agora, finalmente, pois do lado de dentro estava tudo escuro), que começava a ir até onde estariam Mary e Roque, e com precisão, ele mirava diretamente no pescoço do soldado dentro dele. O batalhóide tinha em suas laterais, vidro, bem reforçado, mas aquilo não era problema pra ele. Ele arrumava um pouco sua besta, colocando mais potência, e um dardo que tinha uma ponta extra, única e bem fina; e atirava. A primeira ponta, perfurava diretamente o vidro, e ficava presa ali mesmo, enquanto fazia o dardo, passar diretamente e acertar o pescoço dele, então tudo o que eles veriam era um batalhóide se aproximando, começando a mirar neles uma metralhadora giratória, mas logo o batalhóide parava de funcionar, com o piloto desmaiando, e Richard ao fundo. Richard se aproximava dos dois, correndo também, e falando enquanto saia de lá. Mary podia notar facilmente uma "mochila" nas costas de Richard, e faziam um barulho estranho de metais, provavelmente munição.

Richard: -Deve ter mais de onde veio esses.

E era realmente inevitável, mais 2 batalhóides surgiam por trás das indústrias (a de grãos e a de combustível), mas de outros sentidos que eles ainda não haviam ido, além de alguns soldados a mais, com um tipo de uniforme diferente, pareciam ser "de elite", e as armas deles pareciam ser mais equipadas. Eles vinham do sentido de onde eles começavam a se infiltrar na indústria, e com eles, haviam duas pessoas com uniformes diferentes dos soldados, e que se aproximavam a cada passo.

[Ambas as missões: O verdadeiro desafio começava a aparecer diante de todos, e assim, a parte mais difícil da missão, se iniciava. Ordem de postagem: Kiska Morozov, Serah Sanderson, Ryouji Kawano, Lin Harzgard, Mark Sanderson, Yukie Mieko, Natsume Moriko, Mary Ann, Roque Eisenhauer, e Richard (Narrador). Happy survival!]
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Kiska Morozov

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 19, 2015 8:36 am

Uma viajem tranquila pelo mar, é claro que não. Do contrario ela não estaria ali acompanhada daquela garota. Seu novo hobby era cuidar de crianças, claro que a seu modo e a criança era bem especifica. A garota que sobreviveu a suas ordens. Foi a um bom tempo atrás, tanto tempo que a general começava a se esquecer. Não tinha uma memória muito boa, ou talvez o fato de não se importar com acontecimentos "mundanos" a impedia de gravar em sua mente tais fatores.

Junto de sua "aprendiz", não que este seja o termo correto, Kiska caminhava no interior do navio, agindo como uma professora, que ensinava tudo o que aquela garota precisava saber para..crescer. Sua presença naquele navio não foi informada aos grandes de Skyhold. Sendo a própria Kiska um desses "grandes", todos os seus movimentos deveriam ser monitorados e programados. Mas a general era uma incógnita a seus superiores, seguindo ordens apenas quando essas lhe convinham, agindo por conta própria, causando catástrofes que prejudicavam a própria Skyhold. Nenhum deles ousava tentar entrar em seu caminho, seus feitos eram conhecidos desde a grande guerra, quando Morozov era apenas uma criança nos seus 13-15 anos.

- Serah..Eu já lhe disse por que estamos aqui?

Kiska falava ao mesmo tempo que caminhava no interior do navio com as mãos nos bolsos do sobretudo. Mas antes de escutar uma resposta ela continuava.

- Viemos aprender sobre o mundo. E sobre o que acontece quando você pisa por muito tempo num formigueiro.

Ela percebeu, ou melhor, é como se já esperasse por aquilo, apertava um pequeno dispositivo preso a seu pulso. Um ataque em meio ao oceano, "bandidos", uma piada. Sua audição assim como todos os seus sentidos e capacidades motoras era agora muito aprimorados. Tecnologia. Ela conseguia escutar desde os ganchos sendo disparados até a comoção do lado de fora, mas não demonstrava surpresa alguma. No exato momento em que terminou sua frase com Serah um soldado caiu a seus pés vindo de cima da escada. Dando um passo por cima dele Kiska continuava subindo e falava.

- Vamos dar as boas vindas a nossas formigas enfurecidas.

Subindo as escadas devagar, Kiska finalmente chegava a cabine. E pela primeira vez demostrava surpresa, mesmo que pouca. Seus olhos azuis brilhavam como os de um lobo que enxerga sua presa.

- Serah, hoje é seu dia de sorte, este homem é seu pai.

Como ela sabia? Apesar de não se lembrar daquilo que não lhe interessava, Kiska estava se dedicando a Serah, por isso era quase inevitável saber muito sobre a garota. Em nenhum momento ela demostrou hostilidade para com Mark, continuou caminhando até passar muito próxima a ele, e seguiu em direção a saída da cabine.

- Vou deixa-los a sós, devem ter muito o que conversar. Serah, vou esperar lá fora, não demore muito.

Do lado de fora, Kiska observava o que acontecia convés, seus batalhóides já estavam agindo, e soldados iniciavam o ataque. Ela decidia esperar e assistir, queria saber como aquelas pessoas lidariam com tanto poder de fogo. E se realmente fossem as pessoas que ela aguardava, a batalha não demoraria muito.
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Serah Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 19, 2015 11:52 am

Por todo o tempo que Mark passou na Resistência, ele acreditou que sua filha estaria sendo feita de prisioneira, sofrendo nas mãos de Skyhold... mas, e se não fosse bem assim? Se Serah não estivesse sofrendo em Skyhold? Vamos voltar alguns anos, no dia em que Mark foi separado de Serah...

*Flashback*

Um helicóptero caía, e a garotinha loira, com os olhos azuis do pai, estava sem entender o que estava acontecendo, desesperada com tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo. Ela estava com suas duas mãos juntas, com os olhos fechados, gritando pela ajuda de seu pai enquanto caía sobre o deserto de Skyhold. O helicóptero, segundos depois, se encontrava em pedaços, e o corpo da pequena Serah estava em meio aos escombros. Ela ainda tinha vida, mas se continuasse naquelas condições, esse pouco de vida ainda restante se esvairia de seu corpo...

"O que... tá acontecendo? Por que não consigo me mexer?...", era tudo que tinha em sua mente, agora bagunçada por causa da queda. Serah era apenas uma garotinha de 8 anos, era um milagre ainda estar viva, mas horas se passavam e nada de alguma ajuda aparecer, já estava complicado de manter seus olhos abertos, seu corpo não conseguia se mover e tudo poderia acabar ali nos próximos minutos, até que a pequena Serah ouvia uma voz.


"Parece que você foi abandonada."


Serah olhava com dificuldade para a direção daquela voz, e conseguia ver a figura de quem falava aquelas palavras. Uma mulher, trajada como um soldado, e seus olhos... ah, seus olhos eram frios, não tinha pesar algum em ver tanto sangue a sua frente, afinal, Serah era a única ali com vida ainda, as outras crianças e as mulheres morreram na queda. Talvez seria melhor ter morrido com elas... mas, por que pensava naquilo? Seriam aquelas palavras da mulher soldado a sua frente as causadoras daquele sentimento? Doía tanto ser abandonada? ... Não, Serah estava tremendo, e aquilo era claramente medo de não poder mais enxergar, correr, gritar e pular... o medo da morte.

A pequena Sanderson era muito mais esperta que outras crianças, e por viver em Skyhold, morte era uma palavra comum. O país vivia em guerra, para ganhar mais e mais territórios. E ainda olhando para a mulher, Serah ouvia a pergunta, que a tornaria no que é hoje...


"Ainda sim... quer viver?"


A mão daquela mulher estava se aproximando, e estava aberta para Serah. Ajuda. Estava recebendo ajuda? E, com seu corpo agindo sozinho, sua vontade de viver, fazia Serah encostar, com dificuldade, na mão da pessoa que a oferecia ajuda. Que mais tarde virou sua mentora e agora estava ao seu lado nos dias de hoje.

*Fim do Flashback*

Serah Sanderson havia mudado, muito. O tempo em Skyhold a havia transformado, e ao lado de sua mentora, viu um lado que não havia visto antes, e ficou admirada. Um país cheio de morte poderia ser ainda, divertido. O tempo que passava ao lado de Kiska Morozov, sua mentora, eram satisfatórios, aprendia muita coisa dela e das pessoas ao seu redor. E com o passar dos foi perdendo o amor que tinha pelo pai, com quem tinha memórias bem dispersas após da queda do helicóptero a 3 anos atrás, e ganhando uma admiração sem igual por sua mentora, tanto que seu sonho de vida era entrar no esquadrão especial que Kiska comandava...

Hoje, com 11 anos, a aprendiz de Morozov estava a acompanhando, para aprender e observar como era feito um transporte de suprimentos por alto-mar, era sua primeira vez em um barco e estava bem animada com isso, até que um ataque começava. Quem seriam aqueles que estavam estragando seu precioso momento com sua mentora? "Imperdoável.", pensava Serah.

Seguindo os passos de Kiska, Serah logo estava aos pés da escada que subiria até a cabine de capitão do navio, e ao chegar presenciava um soldado rolando escada a baixo, foi derrubado por alguém, um dos intrusos estava na cabine, e antes que ela pudesse falar para sua mentora e receber elogios, era claro que Kiska já sabia o que estava acontecendo e já estava subindo as escadas. Quando percebia isso, a pequena Sanderson corria até ficar ao lado dela novamente.

Quando pisava na cabine, via a figura de alguém no mínimo familiar, até que sua mentora revelava a identidade daquele homem, dizendo que era seu pai, Mark Sanderson. Os olhos de Serah se cruzavam com os do homem, mas nenhum esboço de emoção podia ser presenciado no rosto da pequena garota, suas memórias com Mark eram tão dispersas que Serah nem se lembrava o quanto amava o seu pai. Kiska logo tomava uma decisão, e resolvia deixar ela e Mark a sós, enquanto ia se "divertir" no convés. Aquilo deixava Serah irritada, e pela primeira vez ela abria sua boca:

- Pai... não é? Sabia que a Kiska-sama me salvou?

A princípio, poderia parecer que ela estava falando com seu pai, mas em momento algum, seus olhos se encontravam novamente com os de Mark...

- Ela nunca me deixa lutar com ela! Diz que eu ainda sou fraca, e que tenho que treinar mais... - Cruzava os braços, olhando pra porta da cabine. - Me pergunto quando vou ficar pronta, tô cansada de só assistir, assistir e assistir... quero ser que nem ela! A Kiska-sama é forte, não precisa de ajuda, e faz tudo por si só. Um dia... quero estar do lado dela, pra ajudar e ser reconhecida...

E assim, Serah estava falando sozinha, expressando o que sentia por sua mentora, seus sonhos... e sua voz mudava de tom constantemente, era como se a mente da pequena garota de 11 anos não fosse tão saudável assim. Hora ela sorria, mesmo estando nervosa um segundo atrás, e no fim, suas bochechas estavam rosadas ao imaginar estar ao lado de sua mentora em uma batalha. Ela nem mais notava a presença de seu pai naquela cabine, era uma pessoa totalmente diferente ao que Mark conhecia por ser sua preciosa filhinha...
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Ter Maio 19, 2015 3:14 pm

Quando via que Mark entrava na cabine, Ryouji tinha uma liberdade a mais para agir. De onde estava dava para ver um último soldado, mas percebeu sua presença tarde demais, ele já havia chamado amigos...

Não demorava nem um minuto, e logo após ouvir a voz de Lin chamando o navio inteiro para brigar, o navio começava a "lotar", eram 33 soldados, em uma formação inteligente e qualquer um que visse aquilo se sentiria no mínimo intimidado, mas Ryouji era idiota em perceber essas coisas, tudo o que ele via era um batalhão para ser derrotado a sua frente, e dando um soco contra a palma da outra mão, o garoto sorria e antes de ir pra cima, gritava para que Lin escutasse:

- Lin! Isso me lembra de Dragonland, hahaha! Eu vou derrubar mais do que você!

E, ignorando todas aquelas armas apontadas pra ele, Ryouji investia contra a primeira fila de soldados. Sabia que Lin também se juntaria, então ficava com os soldados mais da direita, deixando os da esquerda para ela. O Kawano lutava com seus punhos, sua foice havia ficado no submarino para não atrapalhar no nado até o navio.

Era rápido, e era difícil de mirar, mas a primeira fileira servia pra isso, atrasar tempo o suficiente para que a segunda fileira conseguisse atirar, e isso de fato acontecia. Depois da parte direita primeira fileira ser nocauteada, os soldados da segunda fila começavam a fuzilar o que estava a sua frente, mas Ryouji agia mais rápido ainda, um salto sem nem pegar muito impulso, e ele subia bastante, e do alto carregava um soco junto de um grito, os soldados não conseguiam levantar suas armas a tempo, e um dos soldados teve o azar de receber aquele soco que tinha toda a força e peso de Ryouji. Aquele soldado não levantaria tão cedo...

O Kawano havia conseguido derrubar 8 dos soldados em menos de 30 segundos, e Lin também deveria ter feito o mesmo ou até melhor, era forte também. Os soldados poderiam até se desesperar e Ryouji sorria largamente, estava empolgado, porém ouvia o barulho do batalhóide... existiam dois deles, um vindo de cada lateral do navio.

- Hahaha! Ainda bem que isso apareceu, isso aqui tava sem graça!

Nesse momento, um dos soldados tentava atirar em suas costas, mas Ryouji o pegava pelo colete e jogava encima de mais três soldados, e nisso ele abria espaço e corria em direção do batalhóide que exibia o poder de sua metralhadora e lança-chamas.

- Não fique tão convencido assim! É mais vergonhoso depois que destruir você!

E rindo insanamente, Ryouji saltava contra o batalhóide, pousando com os pés no peitoral com tanta força que o batalhóide se desequilibrava, e sabendo que não conseguiria se equilibrar depois de alguns segundos naquela posição desfavorável, o Kawano apostava bastante em uma sequência de socos, usando toda a velocidade que tinha, sua intenção era destruir o peitoral do batalhóide, e assim começava.

Era insano, a velocidade dos socos, dava para ver apenas vultos, e pingos de sangue voando para os lados. Era a mão de Ryouji se machucando de bater em algo bem duro, mas a força que o garoto tinha era tão grande que nos primeiros socos conseguiria amassar facilmente uma camada grossa de aço. E naquele curto tempo de equilíbrio que tinha, conseguia disparar no mínimo 40 socos, nem ele mesmo sabia quantos ele deu, e usando o restinho de tempo que ainda tinha naquela posição, saltava, e usava o impulso para empurrar ainda mais o batalhóide e talvez derrubá-lo. Isso daria tempo para ele se preparar para mais uma sequência, mas quando colocava os pés no chão novamente percebia uma presença, vinda da entrada da cabine do capitão.

O olhar de Ryouji encontrava uma mulher os assistindo. Estava fardada e nessa farda tinha o símbolo de Skyhold (um escudo com asas e duas espadas cruzadas). Ela parecia ser forte, muito forte, e aquilo animava o garoto, que se virava para Lin, e onde quer que ela estivesse, ouviria a pergunta de Ryouji por ele sempre falar gritado durante uma luta.

- Lin! Você conhece aquela mulher ali?!

Apontava para a soldado que os assistia, e depois de receber a resposta de Lin, seja ela positiva ou não, voltava sua voz para a mulher misteriosa agora, a olhando com um olhar "pegando fogo" por causa da batalha.

- Por que fica ai assistindo?! Hahaha! Vem se divertir também!
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Lin Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 21, 2015 10:45 am

Lin ainda estava se equilibrando no mastro do navio e gritando quando disparavam contra ela (ps: Lin ainda usava roupa de mergulho). As balas vinham de várias direções, mas felizmente os reflexos de Lin a permitiam sair dali antes de ser atingida. A garota saltava de estrutura em estrutura ao mesmo tempo que se desvencilhava das balas.

- Woaaa! Parem de atirar em mim!

Considerando-se injustiçada, Lin corria na direção do maior grupo de inimigos que conseguiu encontrar. Estes ainda estavam num dos barcos pequenos se aproximando para abordarem o navio principal. Lin pulava em cima do pequeno barco, o atingindo com tanta força que este se partia ao meio, fazendo com que os soldados fossem forçados a pular. Os poucos que tentavam detê-la recebiam golpes rápidos e precisos, e logo estavam inconscientes ou doloridos demais para continuar lutando. Enquanto prendia os dois últimos soldados, colocando suas cabeças debaixo de cada braço seu, Lin percebia que um robo gigante com uma metralhadora maior ainda a mirava de cima do navio.

- Isso é...isso é...

Seus olhos brilhavam de emoção, e naquele instante Lin simplesmente soltava os dois soldados, que caíam com as mãos nos pescoços tentando recuperar o folego, e começava a saltar de volta para o navio principal.

- Isso é muito maneiro!!

Um robo gigante, coisas como essa faziam Lin se sentir numa aventura dos quadrinhos, e a garota não conseguia se conter de alegria. Porém, no mesmo momento que começava a se mover, o batalhóide disparava contra ela. Aquelas balas poderiam causar um estrago até mesmo em sua pele resistente, e Lin conseguia sentir isso, seus instintos eram bons o suficiente para faze-lo. Por isso, desviava a maneira que podia dos primeiros projeteis, e quando já em cima do navio principal, Lin corria até uma parede oposta ao robo gigante e grudava seus dois pés nela como se fosse uma aranha. Esse momento se passava em um curto espaço de tempo, curto o suficiente para que a força gravitacional não a fizesse cair. Utilizando a parede como impulso, Lin saltava numa velocidade assustadora na horizontal, na direção do batalhóide que estava a alguns metros de distancia. Naquele momento ela colocava os dois punhos para frente e "voava" como um certo cara de capa. Atingia o batalhóide em sua armadura com força suficiente para que este perdesse o equilibrio e caísse de costas no convés do navio. Lin agia como uma verdadeira bala de canhão, sua força muscular e resistência eram impressionantes, e foram provadas naquele momento.

Lin agora estava sentada sobre o batalhoide caído, ela soprava as duas mãos que doíam muito devido ao impacto. O robo gigante tentava se levantar mechendo braços e pernas mecânicas como um besouro que caiu de costas.

- Aí...você é bem duro senhor robo... EI ! Pare de se mexer eu vou cair! ARG

Já sem paciência Lin se lembrava que robos assim sempre tinham alguém do lado de dentro. Por isso decidia tirar tal pessoa de lá. Mas como faze-lo? Simples, tudo o que ela tinha que fazer era chegar ao lado de dentro. Para isso ela precisava se concentrar por um instante, concentrar bastante energia em um único braço, e socar com tudo aquela armadura metálica. Assim ela fazia, sua mão entrava no metal como se fosse isopor, e aquilo doía como se mil agulhas a espetassem.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!! MINHA MÃO! DROGA!

Mas agora o buraco já estava feito, por isso depois de segurar mais gritos de dor, ela colocava ambas as mãos na abertura, e a puxava para os lados, como se abrisse uma cortina. Só que no caso era metal, e o esforço seria muito maior.

- AARGG!!!

Quando conseguia faze-lo, via lá dentro o piloto a encarando com um olhar assustado.

- Droga... Uffa...

Limpando o suor da testa Lin continuava, como se a situação fosse comum.

- Então tinha alguém dentro.. `Posso tentar pilotar tamb..

Desesperado e sem entender o que era aquela criatura monstruosa a sua frente, o piloto se soltava e saía pelo buraco correndo em desespero. Depois pulava no mar.

- Eh?!

Lin olhava em sua volta, e não haviam mais inimigos a cercando, ela tentava encontrar Ryouji com os olhos, mas o mesmo tempo que o fazia, sentia a terrível dor em sua mão aumentar, estava sem duvidas quebrada. Mais soltados apareciam, por isso ela não tinha mais tempo para reclamar de dor, começava novamente a lutar, se esquivando de projeteis enquanto utilizava golpes rápidos e poderosos em seus inimigos, mas durante sua luta escutava a voz de Ryouji. "Lin você conhece aquela mulher ali?!"

- Hã?! Que mulher? Não sei do que você..

Seus olhos finalmente a encontravam, e Lin sentia um aperto gigantesco em seu coração, como se tudo congelasse por um instante, e naquela hora ela percebeu, que aquela pessoa, isso é, se aquilo fosse mesmo uma pessoa, não possuía nenhum vestígio de luz, de amor, ou nem mesmo de ódio, era uma incógnita, algo que Lin nunca vira em sua vida. Perplexa e por incrível que pareça assustada, Lin aumentava sua velocidade e força e derrotava todos os inimigos que a cercavam num tempo impressionante.

Quando todos estavam no chão, Lin apontava seu dedo para a mulher que os observava, e gritava. Gotas de suor e uma expressão um tanto séria se destacavam no rosto de Lin, Ryouji poderia facilmente perceber a mudança. A garota tinha um dom de ver através das pessoas, e reconhecia uma ameaça verdadeira quando a via. Porém era burra ou corajosa demais para se afastar.

- Você! Quem é você afinal?!
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Mark Sanderson

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 21, 2015 5:35 pm

Quando Mark focava em seu trabalho, tendia a esquecer todo o resto. Aquele piloto automático era bem chato de configurar, provavelmente feito do zero pelos engenheiros de elite de Skyhold. "Elite, heh?" Nada que Mark não pudesse lidar. Aqueles engomadinhos não sabiam metade do que ele sabia.

- HAHA! Did it! Piloto automático está desligado, agora vou reprogram--

"...este homem é seu pai."

Desde quando aquelas duas pessoas chegaram? Espera, qualquer pessoa ali naquele navio que não fosse Ryouji, Lin ou ele próprio, era um inimigo. Tudo ocorria em uma fração de segundos, então ele deveria pensar rápido. Largava tudo que estava fazendo e se virava com a arma em punho, mirando na mulher que, do ângulo de Mark, estava na frente de sua filha. Aquela postura, aquela expressão... Mark a vira apenas um dia em toda sua vida e desde então, ele desejou fugir de Skyhold. Kiska Morozov, a "mulher do inferno", como chamavam-na la na fábrica. Ele não teria tido tempo de atirar nem se quisesse mas estranhamente, Kiska falava algo sobre "deixá-los a sós" e então ia embora da cabine.

Era muita coisa acontecendo de uma vez, muita informação para o Engenheiro processar em poucos segundos, mas tudo, tudo era esquecido, assim que seus olhos cruzavam com os de sua filha. Era como se o tempo estivesse parado, cada batida de seu coração parecia uma porrada e ele sentia seus olhos encherem d'água. Sua arma caía no chão e no instante seguinte, ele corria intermináveis dois passos e caía de joelhos na frente da filha, lhe dando um longo e forte abraço.

- Serah...! - Sua voz era como um suspiro trêmulo. - Serah, é você mesmo, você...

Espera, o que estava acontecendo? Por que sua filha, antes tão doce agora agia daquela forma tão... psicótica. Ele tomava o rosto da filha em suas mãos, delicadamente, olhando-a nos olhos. Não havia expressão ali, apenas oscilações de algum traço de personalidade remanescente. Era então que a ficha caía. Serah Sanderson, sua própria filha, não se lembrava dele.

- Serah... - Contra sua vontade, as lágrimas caíam por seu rosto e sua voz estava mais do que trêmula. - O que eles fizeram com você? Não se lembra de mim? Please come back... Cherry...

Nada mais importava. Nada jamais importou. Tudo que ele fizera por toda sua vida, foi para sua filha e agora não seria diferente.
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Yukie Mieko

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Qui Maio 21, 2015 10:26 pm

Por que haviam sido escolhidas para aquele tipo de trabalho? Yukie sabia a resposta. Andou irritada o tempo todo. Ela odiava a ideia de que aquilo era um castigo de sua mestre.

- Não entendo! Não mesmo! Olhe pra mim? Eu lá tenho cara de quem faz esse tipo de trabalho, Moriko?! Tsc! Ela mandou apenas a gente pegar aquela menina, não disse que ela tinha que ficar inteira! NÃO É JUSTO!

Continuava reclamando até que algo mudava. Yukie olhava para uma direção em especial. Havia algo lá, um cheiro muito familiar, ou melhor, um perfume? Os olhos azuis de Yukie brilhavam e seu humor mudava repentinamente.

- Oh! Sinto o um perfume magnífico, e você, Moriko? Ela voltou pra nós! - Dizia agora empolgada, esbanjando alegria. - Vamos logo! Ela não pode esperar! - Yukie começava a se mover mas um aviso era emitido. Aquela pessoa não estava ali para simplesmente voltar, aquilo era mais um tipo de ataque.

Voltando a sua pose de comandante, Yukie jogava os longos cabelos negros e partia, com sua companheira Moriko, para ir ao encontro dos intrusos.

Agora caminhando para ir ao encontro dos invasores, Yukie parecia em uma cena de filme em câmera lenta. Seus cabelos voavam ao vento. Vento? Sim, mesmo que não houvesse vento algum, os cabelos da mulher voavam ao vento. Seus olhos encontravam a fonte do perfume que lhe chamara atenção e brilhavam num azul tão intenso quanto a noite mais luminosa já existida. Seus lábios formavam um sorriso pecaminoso.

- Ann Parker! Sabia! Senti seu doce perfume de longe. Veio se entregar e implorar para voltar para Skyhold? Sabe, o exército ficou tão feio sem a sua belíssima presença. Ou veio apenas por nós duas? Oh que emoção! - e assim que terminava dava uma piscadinha para Mary Ann, ignorando completamente a existência de presenças masculinas naquele local.
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Moriko Natsume

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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   Sab Maio 23, 2015 11:07 pm

Ah como aquele perfume suave levava Moriko para lugares maravilhosos. Desde o início, ela sabia que havia uma visitante por perto, cada parte de seu corpo se arrepiava como alerta a algo tão maravilhoso.

Moriko foi trazida de volta à Terra ao ouvir sua querida Yukie a chamando e lhe dizendo animadamente que aquela pessoa voltara para elas.

Seu peito parecia ter uma bateria dentro de tão forte que batia, sua vontade era sair correndo. Mas então aquela sensação aquele aviso de que não era bem como pensavam.
A mulher dos cabelos cor de rosa olhava para sua companheira e constatava que ela também havia percebido.

- Droga – resmungava para si mesma. - Tudo bem, estava precisando me divertir um pouco.

Moriko retirava da cintura um par de simples hashis de madeira pretos, um com um ponta vermelha e outra amarela, um pequeno segredo de batalha e não só um mero acessório. Com destreza e rapidez enrolava seus longos cabelos em um coque solto, prendo-o com os hashis.

Só após isso, a garota ia na direção de Yukie e via com quem estava falando sua parceira.

- Ann querida, senti saudade de tamanha beleza. Voltou por nossa causa? – Ria brevemente ao falar aquilo - Adoraria poder alisar esse rostinho lindo mais tarde. – Moriko continuava a provocação com um sorriso safado e uma piscadela para a moça ali presente.
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MensagemAssunto: Re: Infiltração em alto mar.   

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Infiltração em alto mar.
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