Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Travessia

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: A Travessia   Dom Jun 14, 2015 3:52 pm

Aquele dia estava mesmo movimentado, além das outras três missões que foram dadas a integrantes do Dragão Bonzinho, ainda tinha mais uma. Desta vez, a papelada estava toda nas mãos de Taylor Stedtfield, o braço direito da Resistência, e ele já sabia quem chamaria para aquela missão. Os participantes seriam: Shizuka Tomoe, Havik, Heikki Niemi e Kohaku Akihito.

Era uma linda manhã em Bluehaven, de fato, não dava para ver o céu azul que fazia por causa da natureza de Shadowrealm, mas o clima era ótimo e calmo, conseguindo transmitir uma sensação de paz em uma terra onde, para acontecer uma guerra, apenas um gatilho disparado era necessário.

Taylor, para convidar os participantes daquela missão, mandava quatro soldados da Resistência, claro que cada um ia de tempo em tempo (de 10 a 20 minutos de intervalo), para desviar dos olhos impiedosos de Skyhold. Esses soldados se vestiam como cidadãos, mas os recrutados para a missão os reconheceriam assim que recebessem o bilhete, era um método da Resistência agir escondida da Cidatela dos Céus. E nesses bilhetes estavam as coordenadas de encontro, e um aviso de que se tratava de uma importante missão, cujo detalhes seriam explicados no local das coordenadas.

Não era obrigatório a ida dos membros do Dragão Bonzinho (Kohaku e Heikki), mas o bilhete dizia que aquela missão poderia ajudar em seus objetivos, talvez, ouvir o que Taylor diria seria bom. A ordem dos bilhetes e pessoas recrutadas é a mesma dita anteriormente, começando por Shizuka e terminando com Kohaku.

Taylor, estaria dentro da sala em uma área no subterrâneo reservada para essas reuniões, assim que chegassem poderiam interagir com o homem que era bem conhecido dentro da Resistência, afinal, ele e Li zhi foram os fundadores de tudo aquilo. O lugar era simples, uma mesa, e cadeiras em volta para todos que fossem chegar. A sala de reunião era bem ao estilo da famosa Távola Redonda, e o primeiro soldado acabava de sair em busca de Shizuka.
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jun 15, 2015 3:04 am

Dormir tarde e acordar cedo. Aquilo era algo que nunca incomodou Shizuka desde que decidira viver nos mares. A morte de seu mestre ainda perturbava a garota.

Naquela manhã em especial, a garota do mar havia ido para uma taverna próxima ao navio que herdou de Koji. Lá, a garota tomava tranquilamente seu café da manhã. Repentinamente um homem sentava-se ao seu lado, deixando um papel próximo a ela e em seguida se retirava. Aquilo chamava a atenção da capitã que pegava o papel e o lia com calma. Imediatamente se levantava e olhava para o responsável.

- Coloca na minha conta e inclui essas balas também. - Pegava duas balinhas e saia da Taverna agindo como se tudo fosse normal. Ia primeiramente a seu navio, diretamente para a cabine do capitão e olhava para o leme. - Mais um dia Koji, vou seguir o que você faria...

Após essa atitude, Shizuka pegava sua Katana e, após colocar um responsável temporário, partia para o local de encontro.

Ao chegar, entrava diretamente para a sala de reuniões onde se encontrava Taylor. Imaginando que ela não deveria ter sido a única, Shizuka encostava numa parede e ficava em silêncio apenas aguardando as ordens.
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jun 15, 2015 8:43 am

▬Unidades da Resistência estavam espalhadas por todos os cantos de Shadowrealm, escondidas dos olhos de Skyhold e agindo sempre por baixo dos panos, aproveitando a confiança extrema de seu inimigo para pega-lo de surpresa. Mas que melhor lugar para esconder uma unidade militar do que uma floresta? Muitos dos esconderijos da Resistência são as densas florestas de Shadowrealm, e a estas são atribuídos lideres, pessoas responsáveis pelo comando e organização das unidades, devem possuir conhecimento e experiência na área, e acima de tudo um forte espirito de liderança. Dentre estes lideres o mais habilidoso e "famoso" por assim dizer, é Havik, vulgo "Apachi" como ficou conhecido graças a seu amigo Mark Sanderson em uma de suas piadas▬

▬Havik era comandante dá unidade que residia na Floresta da Neblina, que ficou conhecida como Unidade Falcão graças ao nome de seu líder. Submisso as ordens dos grandes lideres da Resistência, Havik deveria aguardar, manter sua unidade escondida e em boas condições até que o dia chegasse, e assim ele o fazia sem dificuldade alguma, usando seus conhecimentos e habilidades de sobrevivência na floresta. A unidade crescia a cada dia, pois mais e mais pessoas se juntavam a sua causa, muitas preferiam a vida na floresta à sofrer a opressão de Skyhold▬

▬Aquele dia em questão estava calmo, e Havik repousava sobre os galhos de uma grande arvore acima de seu acampamento. Ele tocava uma flauta feita a mão numa melodia suave que nem mesmo ele se lembrava a origem, as notas apareciam em sua mente como se num passe de mágica, a musica alegrava o acampamento inteiro e era capaz de fazer todos os que escutavam se esquecerem, mesmo que por um instante, da tristeza, da guerra, e da desolação que o mundo enfrentava▬

Capitão! Chefe! Senhor! Uma mensagem, eles enviaram uma mensagem eles..

▬A melodia parava imediatamente, e todos no acampamento observavam agora atentos o que acontecia. Um jovem garoto chegava correndo no acampamento, gritando o nome de seu líder. Ele carregava um pedaço de papel na mão esquerda, e seu rifle na direita. Do alto da arvore, Havik respondia o jovem apressado▬

Tenha calma jovem lobo ou vai tropeçar nas próprias palavras.

▬O garoto sorria e finalmente parava de correr, se acalmando e reorganizando suas palavras▬

Sinto muito senhor! É que chegou uma mensagem dos lideres, parece muito importante! Por isso eu vim correndo!

▬Enquanto o rapaz falava, Havik descia daquela grande arvore com a mesma facilidade que uma criança desce de um pequeno escorregador, e logo já estava frente a frente com o garoto▬

O lobo apressado é sempre o mais magro, o que pode ser mais importante que sua vida? Correr pela floresta com todo esse barulho pode alertar predadores, ou pior.

▬Havik bagunçava o cabelo do garoto e sorria deixando a entender que na verdade não estava bravo. Pegando a mensagem Havik rapidamente podia lê-la e logo entendia do que se tratava▬

Parece que precisarei deixa-los por um tempo. Você tomará conta das coisas por aqui pequeno lobo ?

▬O garoto se assustava, e se atrapalhava completamente, mas logo tentava dizer em protesto▬

Mas senhor, eu? Não tenho experiência... Nem habilidade.. por que..

▬Havik mal escutava o que ele dizia, se virava pegando suas coisas e caminhava em direção a saída do acampamento. Mas ele falava enquanto montava seu cavalo▬

Você é mais do que pensa ser garoto, tenho certeza que vai conseguir. Não me chame de "senhor", apenas Havik é o suficiente!

▬E logo ele desaparecia, todos sabiam que o garoto agora estava no comando e Havik tinha certeza que ele ficaria bem. Galopava pela floresta como se fosse parte dela, e dificilmente seria visto ou ouvido por qualquer um. Na fronteira da floresta ele deixava seu cavalo, falando algumas palavras em sua própria língua, e dando um leve tapa nas costas do animal, que partia correndo floresta adentro. Usava uma capa marrom por cima das roupas, que escondia perfeitamente seu arco e demais armas, não usava seu capuz por isso quando estava na cidade, suas feições e aparência em geral chamava a atenção. Não haviam outras pessoas com aparência indígena nas redondezas. Isso entristecia Havik, saber que poderia ser o ultimo, mas ao mesmo tempo lhe dava forças para continuar caminhando. Logo ele chegava a sala de reuniões, cumprimentando Shizuka com um sorriso e se encostando na mesma parede que ela. Havik aguardava informações e a chegada de outros membros daquela missão▬
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jun 15, 2015 3:50 pm

Durante o mês que se passou, além de conseguir fazer um ritual de funeral para seu amigo e companheiro Tatsuo, que pereceu na batalha contra a Armada do Norte, no litoral de Shadowrealm, ficou o resto do tempo fazendo basicamente duas coisas. Com o navio novo prometido, caso ajudasse a Resistência, Heikki deixou seus subordinados livres para fazerem o que bem entendessem, e ele por sua vez quis conhecer mais sobre a cidade de Bluehaven e daquela terra sem Sol que era Shadowrealm, claro que quase sempre era acompanhado por Sayuri, que para ele era sua princesa e que um dia iriam deixar a o mar lhes dizer o caminho em viagens e muitas aventuras.

A liberdade, era o que Heikki mais prezava, e ver que as pessoas daquela terra não tinham nada disso o frustrava, a ponto de entender as razões da Resistência estar agindo, Skyhold era opressora e assim, logo se tornava inimiga do Caveira. E era por isso que no dia em questão, estava passeando de bobeira por Bluehaven sem a sua máscara de caveira (Heikki sabia que se a usasse ali, atrairia bastante a atenção de Skyhold, que estava sofrendo "ataques de piratas" nos últimos anos) e com o papagaio que havia ganho de presente de sua princesa no ombro. Até que um cidadão trombava em Heikki...

- E-Ei! - Mas aquele cidadão logo ia embora, sem nem se desculpar, o que deixava Heikki bravo a princípio. - Ei, volta aqui seu!...

O papagaio, que estava no ombro de Heikki, logo começava a palrar e levantava um pequeno vôo até um dos bolsos da jaqueta de Heikki (ele ainda usava suas roupas tradicionais, mesmo sem a máscara), e bicava o bolso dele, o que deixava o pirata surpreso, se esquecendo da trombada de momentos atrás.

- Hã? Sakki? - Nome do papagaio, que era uma fêmea por sinal. - O que foi? Nunca te vi agir assim... - E percebendo o que ela queria mostrar, Heikki colocava a mão em seu bolso e dentro dele estava um papel. O abrindo, havia uma mensagem. - Papel? Mensagem? Mas quando... - E então, o pirata se lembrava da trombada. Tudo fazia sentido agora, e ele coçava a cabeça enquanto seu papagaio voltava para o seu ombro. - Tch... precisava trombar assim?...

E então, a atenção do pirata se voltava para a mensagem. Uma missão? Era o que parecia, mas por que chamá-lo? Não havia pessoas mais fortes do que ele disponíveis? Heikki era apenas um cara normal comparado ao pessoal do Dragão Bonzinho, mas se fora chamado e talvez fosse uma chance de enfraquecer Skyhold, ele deveria pelo menos ir ouvir o que tinham a dizer, e também a razão de ter sido escolhido... as coordenadas estavam na mensagem, e ele já esteve nas proximidades uma vez, quando conversou com Mary Ann a praticamente um mês atrás...

- Heh. Vamos lá, Sakki, talvez tenha algo de interessante.

Heikki, então, se dirigia para o local da reunião, e no subsolo de Shadowrealm ele colocava novamente sua máscara, que ficava por dentro da jaqueta, tinha certeza que os olhos de Skyhold não chegariam ali. Chegando no lugar indicado pela mensagem, via a "Távola Redonda" a sua frente, e um homem mais a frente ainda. Ele deveria ser o responsável pela mensagem, afinal, ele havia chegado junto com a líder da Resistência na última reunião que tiveram, ao chegar em Bluehaven.

- Hahaha! - Batia as duas mãos sobre a mesa, com sua voz um pouco abafada por causa da máscara, mas todos ali só tinham a ouvido daquela forma, então era o comum. - O que o Taylor, o braço direito da Resistência, quer com o grande Caveira?!

E só agora percebia a presença de outras duas pessoas, atrás dele. Já os havia visto, no navio do resgate, mas não recordava seus nomes. Os vendo quietos daquela forma, Heikki andava até Taylor, deixando um de seus braços por cima dos ombros dele, enquanto com a mão livre apontava para os dois "anti-sociais".

- Ei, eles já estão assim por algum tempo? Isso não assusta você?

E assim Heikki ficava a espera de uma resposta, e também do começo da reunião.
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jun 16, 2015 10:00 am

A personalidade de Kohaku se moldava a cada dia passado, antes de conhecer o Dragão Bonzinho sua mente não passava de uma concha poluída com malicia, perversão e dor, mas agora pouco a pouco estas coisas que obstruíam sua mente estavam desaparecendo. O primeiro passo foi seu amor por Dante, que preencheu grande parte dessa concha, o segundo foi a amizade e a sensação de pertencer a um grupo. Mas ainda faltava um grande passo a ser dado, Kohaku não se lembrava de nada. Sua infância, seus momentos como escrava, tudo aquilo parecia ter sido apagado de sua memória como uma mecanismo de proteção de seu próprio corpo. Tudo o que ela tinha eram memórias vagas, imagens e sons distorcidos que muitas vezes a faziam ter pesadelos terríveis e chorar sem motivo.

Desde que treinou com Daisuke, Kohaku aprendeu, mesmo que pouco, a deixar sua mente limpa através de treinamento e dedicação, ela treinou muito com Dante durante o ultimo mês. Por isso naquele dia, como em todos os outros, ela treinava nas extremidades da cidade. Se sentava sobre as próprias pernas com as costas em sua grande espada que perfurava o chão, e se concentrava, sentia a energia atravessar seu corpo, e o calor a consumia por completo. De seus poros saía vapor assim como de sua espada, e pouco a pouco ela direcionava sua energia de uma região até outra, até mesmo para a espada, que por instantes esquentava e esfriava. Mas depois de poucos minutos, ela novamente perdia o controle, porém dessa vez parecia pior, pois aquelas imagens e sons voltavam a perturba-la. Kohaku sentia uma pontada na cabeça como se atingida por uma pedra, e caía apoiando as duas mãos no chão. A dor era insuportável e contínua, uma energia negra se misturava ao vapor que saía de seu corpo, Kohaku podia ver inúmeros rostos distorcidos, mãos esticadas e lâminas tocando e perfurando seu corpo, risadas, gritos e gemidos de prazer e dor. Eles se aproximavam, mais e mais, e chamavam seu nome, lhe olhavam com desprezo e perversão, e tentavam prende-la num emaranhado de sombras e sangue, aquilo doía muito, era como um de seus sonhos, só que ela sabia que não estava dormindo.

Ela gritava com as mãos na cabeça, e se contorcia no chão, até que um homem se aproximava do local, deveria ter sido informado que encontraria Kohaku ali, já que era bem afastado de onde as pessoas normalmente passavam. Um soldado da resistência, que ao ver a garota naquele estado corria para tentar socorre-la.

- O que aconteceu? Você está bem? Alguém atacou você?!

Desesperado ele tentava toca-la, mas quando o fazia a garota o derrubava no chão com um soco no rosto, e se colocava sobre ele com um olhar assassino e fechava o punho pronta para terminar o serviço. Mas o homem gritava.

- Espere! Acalme-se Kohaku!

Finalmente aquele delírio passava e Kohaku voltava a ser ela mesma, notando o homem desesperado por baixo dela. A garota estava cheia de lagrimas nos olhos e saltava pra trás num pulo de susto, caindo sentada novamente com as costas em sua espada, ela olhava as próprias mãos e novamente para o homem.

- A Kohaku não.. não queria machucar, ela sente muito..

O homem demostrava uma certa indiferença, como se aquela não fosse a primeira vez que ele via a garota surtar daquela forma, depois de um mês, as pessoas já estavam se acostumando com aquela sua personalidade distorcida. Dessa forma ele apenas sorria, e bagunçava o cabelo da garota depois de se levantar.

- Tudo bem Kohaku, não se preocupe com isso. Tenho um assunto importante pra você.

Ele olhava a sua volta para ter certeza de que não havia ninguém por perto e retirava a carta do bolso.

- Me pediram pra te entregar isso, estão precisando da sua ajuda, o que me diz?

Como se esquecesse completamente o que havia acabado de acontecer, Kohaku tomava o papel em mãos animada e falava.

- Kohaku quer ajudar!

Mexendo no papel de um lado pro outro ela tentava entender.

- Mas ela não sabe ler..

O homem ficava cabisbaixo e suspirava, mas finalmente aceitava que teria que ler tudo pra ela. Kohaku era tratada como uma criança, e sua personalidade de fato era a de uma criança. Ela ainda estava aprendendo a viver naquele mundo como alguém livre, e pouco a pouco conseguia sua memória de volta. Dali ela caminhou até o local descrito no papel, e com aquela espada enorme nas costas saiu correndo cidade a dentro, para o desespero de todos os membros da resistência. Chegando na sala, Kohaku acenava e sorria para todos. Se sentando em qualquer lugar disponível a espera de mais ordens.
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Taylor Stedtfield

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jun 16, 2015 8:29 pm

Taylor esperaria todos chegarem para começar a falar, mas o homem do deserto gostava de conversar, era o que ele mais fazia seja dentro ou fora da Resistência. E os dois primeiros a chegar ficavam encostados na parede, de braços cruzados! Sem dizer nenhuma palavra! E aquilo o deixava tão tenso, que não conseguia ficar quieto por momento algum, andava por toda a sala, esperando que alguém falasse algo pra tirar aquele clima de gelo terrível dentro daquela sala. Não queria invadir o espaço de conforto deles, mas estava quase perdendo sua compostura de superior, eis quando chegava seu salvador, o Caveira! Ele sim falava com Taylor, que estava com o cabelo todo bagunçado por causa da tensão, e respondia com alegria a pergunta do pirata.

- Heikki! Sim! Eu preciso de suas habilidades, vão ser essenciais! Hahaha! - E em seguida, sentia o braço de Heikki passar por seus ombros, o pirata apontava para os dois da parede, e parando de sorrir por um momento, respondia mais uma vez. - Eles são cruéis Caveira-san... ficaram ali parados por um tempão, sem dizer nada... - E Taylor perdia a compostura, pegando Heikki pelo colarinho, com um olhar de profundo desespero. - Sabe como é?! Ficar aqui por quase UMA hora, três pessoas em uma sala, SILÊNCIO TOTAL! É sufocante cara! Sufocante! ... - Soltava o pirata. - Ainda bem que chegou, você me salvou...

E quando Kohaku acabava de entrar na sala, Taylor voltava a sua compostura. Fingindo uma tosse e colocando as mãos sobre a mesa redonda a sua frente.

- Tudo bem! Vamos começar a reunião, foi pra isso que vieram não? ... Antes de tudo, obrigado por virem Heikki, Kohaku, posso garantir que não vão se arrepender. - E com mais uma pausa, Taylor abria um mapa encima da mesa, fazendo gestos para que todos se aproximassem. - O objetivo da missão é transferir uma carga até Parchedhaven, essa carga contém suprimentos, munições, várias coisas que aquela base vai precisar no futuro, mas ai que vem algo a mais, essa carga não está em Bluehaven, e sim em Crystalhaven. Um Jipe vai levá-los até o norte, e de lá você vão pelo Mar Gélido até Parchedhaven. - Com o término do básico, Taylor sabia que aquilo causaria um impacto para quem conhecia os mares do Norte. Era território da Bruxa da Neve. O perigo era eminente. - Heh. Eu sei que é perigoso, mas eu tenho certeza que com esse grupo podemos conseguir. Contando com a agilidade e visão do Havik-san, a força da Kohaku-chan caso algum problema aconteça, a experiência do Caveira em navegação e claro... - Taylor soltava o mapa e andava até o lado de Shizuka, pegando na mão dela como um cavalheiro. Com um sorriso galante no rosto. - A comandante de vocês será essa linda mulher! Como discípula do antigo comandante naval da Resistência, ela tem a confiança dos homens com ela, além de uma ótima noção marítima também.

E antes que pudesse, de alguma forma, apanhar da garota, Taylor soltava a mão de Shizuka e ria, voltando ao seu lugar e colocando as duas mãos sobre a mesa.

- Caveira, como você navega desde a Guerra Territorial, quero que você ajude a Shizuka a traçar o caminho mais seguro pra carga, e claro, algum plano para protegê-la também, caso encontrem com o não tão inesperado, que são as tropas da Bruxa da Neve. - E com uma última pausa, Taylor olhava para todos com um sorriso no rosto. - Se conseguirmos completar essa missão, daremos um importante passo para nossa batalha contra Skyhold por Shadowrealm, o dia da Revolução e uma vingança por todos os amigos que perdemos aqui! Alguém ainda tem alguma dúvida? Agora é a hora para esclarecê-las.

Mapa da Missão
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jun 17, 2015 10:31 am

Shizuka havia ficado em silêncio por um bom tempo, apenas cumprimentando Havik que também ficava quieto. O silêncio reinava aquele lugar, o que fazia Taylor se desesperar e quando Heikki chegava, o braço direito da líder começava uma cena de desespero. Toda aquela cena fazia uma veia de raiva brotar na testa de Shizuka.

- Se queria falar que falasse ao invés de ficar se descabelando e quase formando um buraco no chão de tanto andar de um lado para o outro!


Porém sua crise de raiva logo sumia assim que Kohaku entrava na sala. A morena voltava a se encostar na parede cruzando os braços.

Assim como ela, Taylor também voltava a agir ter compostura e a falar sobre a missão. Um simples transporte de cargas, coisa facil... ou não... o que dificultava era a rota que teriam que passar.

- Hm... eles não vão gostar nem um pouco de nos ver zanzando pelo território deles de novo...

Ela falava pensativa, sem desviar o olhar do mapa, mas era obrigada a parar de pensar quando Taylor segurava sua mão e falava aquelas coisas. Novamente a raiva brotava. Ele era superior, mas quem ele pensava que fosse pra falar aquelas coisas? Antes que a garota explodisse em fúria, o homem já a soltava e continuava a falar.

- Certo... Havik, você e a garota que...er... Kohaku. né? - Sim, Shizuka só sabia o nome de Kohaku por ela ter dito antes. - Bem, vocês podem trabalhar nosso plano de defesa, enquanto eu e o...caveira... vamos traçar uma rota com menos chances de ataque, apesar de ser complicado, já que temos que passar pelo território da bruxa...

E assim Shizuka se aproximava mais do mapa, apoiando os braços na mesa.

- Então pirata... o que acha? Vamos ter que passar pelo território deles, mas podemos tentar passar despercebidos, apesar de ser difícil...
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jun 17, 2015 9:39 pm

▬Havik ficara parado por todo aquele tempo, sem dizer uma unica palavra, pois naquela hora ele navegava em seus próprios pensamentos. Havia tanto o que se pensar, tanto o que viver, ele não conseguia evitar pensar sobre seu povo, e como as coisas seriam se todos estivessem ali. Mas quando se dava conta, Taylor já começara a explicar o plano. O índio abria um sorriso no rosto e concordava com Shizuka▬

É como Shizuka diz Taylor, se desejava tanto conversar deveria ter tomado a iniciativa!

▬Seu tom era zombeteiro, claro que ele não falava por mal, sabia muito bem que deveria ter dito algo quando entrou naquela sala, mas isso já não importava mais. Toda a missão era explicada, e Havik se via novamente no mar. Não era sua especialidade, mas ele sabia se virar muito bem▬

▬Seu contato com a natureza lhe permitia ser capaz de ver muito além do que os olhos mostram, olhando seu grupo ele podia ver claramente suas auras, e até mais. Algumas já eram conhecidas, mas as de Heikki e Kohaku eram novas para ele. Havik era capaz de lê-las e perceber parte de suas personalidades E graças a isso, ao olhar para Kohaku ele notava uma grande quantidade de energia escura e negativa. O suficiente para deixa-lo preocupado e apreensivo, porém, ignorando aqueles sentimentos ele sorria para a garota e colocava uma das mãos sobre a cabeça da mesma, bagunçando seu cabelo, pouco depois de escutar Shizuka falar sobre planejar▬

Estarei contando com você. Com todos vocês.

▬Assim Havik se sentava ao lado da garota, e tentava explica-la de uma maneira mais simples sobre o que deveria ser feito, como deveria ser feito, e quando. Ele percebeu que (provavelmente) ela não seria capaz de captar a mensagem por conta própria▬
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Jun 18, 2015 8:47 pm

Depois de todo o drama de Taylor, onde Heikki ficava surpreso por debaixo de sua máscara, ele tocava no ombro dele, e como se tivesse entendido tudo, dizia:

- Heh. Você fica me devendo uma então, Taylor-san...

Após as condolências, Kohaku chegava no lugar e a reunião começaria em instantes. Sakki, quando avistava o cabelo de Kohaku, alçava voo diretamente para ele, pousando por cima da cabeça da garota, e o Caveira ria para aquela situação, falando com a garota.

- É, a Sakki gosta de cores claras. Deve ter gostado do seu cabelo, Kohaku-san.

E então Taylor começava a falar sobre a missão. O Caveira achava fácil aquela tarefa, até ouvir o nome, Mar Gélido, que o fazia engolir o seco. Tanto que ele nem prestou tanta atenção no que veio depois, apenas quando ouviu o nome Caveira, saindo da boca do braço direito da Resistência. Era o finalzinho da explicação, pelo menos o pirata havia pego o mais importante, que era o objetivo em si. Estava receoso diante daquela missão, mas talvez poderia haver uma chance, já que as pessoas que o rodeavam eram insanamente poderosas, eram muito além de um humano normal como ele.

Com as últimas palavras da explicação de Taylor, deveria ajudar Shizuka a achar uma rota segura. E quando o mapa lhe era mostrado, Heikki se lembrava de uma coisa. Era horrível nisso. Sempre agiu de outra forma, e por isso, começava a gargalhar como um pirata ao lado da comandante daquela missão.

- HIAHAHAHAHA! Mapas? Eu não os uso minha cara. Na tripulação do Caveira, no navio Eulen, sempre agimos pelo improviso, direção do vento! Tudo isso determinava nossa direção, e nossa liberdade! - Tocava no ombro de Shizuka. - Então, Shizuka-san, faça o seu caminho e este pirata aqui ficará de olho durante a viagem, se precisar de mudar a rota lhe informarei!

Heikki sabia que qualquer rota que traçasse ali, previamente, seria perigosa, o Mar Gélido era território da Bruxa da Neve.

E, ao lado deles. Havik havia bagunçado o cabelo de Kohaku e antes disso acontecer Sakki saia do topo da cabeça da garota e voltava para o ombro de Heikki, que esperava apenas ser levado ao transporte enquanto esperava que a frota de Gelo não desse as caras novamente.
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jun 19, 2015 2:01 pm

Quando o assunto do barco vinha a tona Kohaku se encolhia no acento em que estava, não gostou nem um pouco da viagem passada e agora tudo parecia recomeçar. Seu olhar era triste e birrento, mas desaparecia imediatamente quando um pequeno pássaro pousava em sua cabeça. A garota deixava de prestar atenção nos detalhes da missão e se concentrava toda e completamente naquele pássaro, brincando com ele usando a ponta de seus dedos.

- Hahaha! Ele gostou

Shizuka lhe encarregava da "proteção", e a ideia lhe agradava, pensar que poderia começar a proteger coisas no lugar de destruí-las como fazia no passado a deixava feliz.

- Certo, proteger!

Havik se aproximava dela e passava a mão em sua cabeça, uma demostração de carinho que fazia Kohaku sorrir com sinceridade, apesar de que infelizmente o pássaro voava para longe quando isso acontecia. A garota se levantava com os braços pra cima e gritava.

-A Kohaku quer ir logo! Ela quer ver o barco e proteger!

Seu medo desaparecia, e poucas palavras a faziam criar motivação. Motivação esta que lhe faltava pois sua maior fonte estava ausente. Dante.
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Taylor Stedtfield

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jun 23, 2015 5:33 pm

Assim que terminava a explicação, Taylor esperava por dúvidas. Ficando em silêncio com um sorriso no rosto, estava empolgado em responder qualquer coisa que lhe perguntassem, mas aquilo não acontecia. Os integrantes da missão falavam apenas entre si, como se o braço direito da Resistência nem estivesse mais na sala, e aquiloo deixava um tanto irritado. E para não perder a compostura e ao mesmo tempo chamar alguma atenção para que a ficha deles caíssem, ele começava a assobiar e a bater o pé algumas vezes no chão, apenas fazendo barulho, mas minutos se passavam e nada. Ele já batia o pé com força, desesperado para que alguém perguntasse algo a ele, até que Kohaku fazia uma exclamação e ele rapidamente transformava , forçadamente, aquilo em uma pergunta. Começando a rir, e claramente desesperado.

- Hahaha! Finalmente perguntaram algo! Pensei que ninguém precisaria de ajuda, mas não é assim, não é mesmo? Hahaha! Hahaha! Pois bem, linda senhorita da pele morena, você precisam subir no jipe que tá fora da sala de reunião, esperando por vocês. E seguir a viagem que vai durar uns 3 ou 4 dias, até chegarem em Crystal Haven! E lá vão ser levados a carga imediatamente, que já deve estar encima do navio que usarão! Hahaha! Simples não é? Então. Mais alguma dúvida?

E seu sorriso besta ficava no seu rosto. E claro que não falariam nada, não haviam mais dúvidas, ele já havia explicado tudo. Era apenas seu hábito de precisar conversar com os outros, o que Taylor mais odiava era o silêncio, mas sabia que o mesmo era necessário em vários momentos. Já foi um talentoso guia para exploradores na Vila de Orítia, que nem sequer existia mais. Foi ele que uma vez ajudou a antiga geração a capturar uma poderosa relíquia, e agora, estava ajudando uma nova geração, o deixando feliz, seria capaz de corrigir tantos erros que já cometeu. Sua redenção estava em toda sua volta, na Resistência que fundou junto de Li zhi.

Ele ainda esperava alguns minutos, e como não falariam com ele, Taylor apenas suspirava, ficando com uma feição séria no rosto. E todo aquele desespero sumia, era hora da missão começar, e com isso, uma despedida.


- Então é a hora. As duas lindas senhoritas, o Caveira e o Apache, já que não há mais dúvidas, podem ir até o Jipe que se encontrar do lado de fora dessa sala. O motorista vai levá-los até o local certo. Tem mantimentos no compartimento traseiro do veículo, para a viagem. - Com uma pausa, ele sorria. - Não irei com vocês, preciso resolver muitos outros assuntos. Ser o braço direito da Li zhi cansa bastante. Hahaha! A Resistência cresceu muito nesses últimos anos... bom, desejo-lhes sorte. Agora vão, já estão atrasados!
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jun 24, 2015 12:53 pm

Shizuka ouvia o que Heikki falava sobre não usar mapas e respirava fundo.

- Claro...improviso... vimos que isso funcionou muito bem da ultima vez...

Sussurrava para si mesma, tentando se controlar, mas provavelmente o pirata ouviria. Sem tempo, a garota olhava mais uma vez para o mapa e tinha sua rota em mente, mesmo sabendo ser impossível de passar despercebido por aqueles lados.

Finalmente Taylor continuava a explicar como funcionaria tudo, após um claro desespero por ninguém perguntar nada e apenas Kohaku comentar alguma coisa. Assim, o homem dizia não os acompanhar e....

Shizuka não ouvia mais nada. Começava a caminhar para o lado de fora e num pulo, entrava naquele jipe. Realmente Shizuka não tinha paciência para o velho "sou atarefado demais por ser o braço direito de Li Zhi." Claro que ela respeitava a ideia que ele, ao lado da líder tiveram de criar a resistência e é exatamente por isso que ela nunca passou das brigas verbais e no máximo levantá-lo pela blusa.

Após entrar no veículo a garota finalmente se sentia mais calma, tendo uma vaga lembrança de quando entrou para a tripulação de Koji, toda irritadinha e ainda assim, se tornou o braço direito dele. Aquilo a fazia sorrir. A garota olhava para seus companheiros que provavelmente ainda estariam saindo e gritava.

- Andem logo seus lerdos! Ou já congelaram esses traseiros antes de encontrar a bruxa? hahaha

E assim se endireitava. Provavelmente ela olharia para Havik, onde quer que ele sentasse.

- Nós vamos manter esses dois a salvo, certo Havik?

Sim, Shizuka nunca foi de dar apelidos para ninguém e por mais que todos chamassem Havik de Apache, ela preferia chamá-lo pelo nome.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jun 26, 2015 5:31 pm

▬Não havia muito o que perguntar, uma missão bem simples de fato, mas navegar pelas águas da bruxa preocupavam e muito Havik. Em sua ultima missão ele falhara em proteger um daqueles que deveria resgatar e este acabou sendo morto em batalha. Mas ele não se deixava abalar, conhecia a dor da derrota como ninguém ali, e sabia que para continuar em frente o passado deveria ficar no passado▬

▬Ao final das explicações, Havik decidia sair em direção a Jipe, e o fazia pouco depois de Shizuka, mas antes de passar pela porta deixava sua palavras com Taylor e o resto de sua equipe▬

Cuide das coisas por aqui Taylor, e que os espíritos estejam ao nosso lado.

▬Quando saía pela porta era recebido pelas doces palavras de Shizuka que os apressava, Havik também entrava no jipe num pulo e se sentava na parte de trás▬

Animada como sempre!

▬As palavras da garota lhe deixavam pensativo, aquela era uma grande responsabilidade, mas ele sem duvidas estava disposto a aceita-la. Proteger o mundo e as coisas que nele viviam, este era o seu único objetivo no passado, e no presente não é tão diferente. Havik também era grato a Shizuka por ser uma das únicas pessoas a chama-lo pelo nome▬

Vamos, tem minha palavra, mas estou contando com sua ajuda.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jun 26, 2015 6:14 pm

- Heh. Acho que ninguém esperaria... - Levantava as mãos para o alto. - QUE UMA ARMADURA MEDIEVAL DE DOIS METROS E MEIO DE ALTURA CAÍSSE NO SEU CONVÉS CONJURANDO UMA NEVASCA VIOLENTA!

E ofegante Heikki ficava, respondendo ao comentário de Shizuka, mas logo ele se recompunha, tossindo abafadamente sobre seu punho direito.

- Caham... dessa vez a rota é menor do que ir de Dragonland até Shadowrealm, mas ainda sim é perigosa. O território agora pertence a Bruxa da Neve. Hmm...

E o Caveira ficava pensando consigo mesmo, mas de nada adiantava, qualquer rota que pudesse traçar seria perigosa, agir por instinto era o melhor que ele poderia fazer. Alguns minutos se passavam e Taylor se despedia de todos eles, não os acompanharia dessa vez, deixando o pirata um pouco mais preocupado, para ele, alguém que era braço direito do líder de uma grande força como a Resistência era bem forte.

Ficar ali lamentando a perda de um forte aliado que os deixaria, de fato, mais seguros não ajudaria em nada, e Shizuka já estava gritando por seus novos companheiros. O Caveira não gostava muito de ser apressado, mas entrava no Jipe, indo no banco de co-piloto enquanto reclamava.

- Tá bom, tá bom! Mas garanto que meu traseiro não tá congelado, só com um friozinho...

Heikki gargalhava por um momento, mas logo parava, aquilo não tinha graça alguma e era uma forma de mostrar que não havia gostado muito de ter sido apressado. O Caveira acenava para Taylor de dentro do Jipe, e antes que o veículo desse a partida, o papagaio que estava em seu ombro ia novamente até o cabelo de Kohaku, parecia ter gostado bastante de lá e com certeza passaria a maior parte da viagem ali.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jun 29, 2015 1:38 pm

Nada, em suma, foi isso que Kohaku entendeu. Ela tinha que proteger o navio, ou seja só precisava bater em qualquer coisa que quisesse fazer-lhes mal, mas era mesmo só isso? Ela estava em dúvida. Dessa forma quando saía pela porta ela estava pensativa. Sempre fora muito passiva em suas decisões, era esta uma mania que ela ainda não conseguira perder. Toda a vida da qual se lembrava se resumiu a seguir ordens, nunca lhe fora pedida sua opinião ou vontade, pelo menos não até o dia em que encontrou aquelas pessoas. Dante, Lin, Otohime, Taikun, Sayuri e todos os outros. Observa-los lhe trazia uma grande alegria, e só pelo fato de estar com eles Kohaku conseguia mudar, pouco a pouco. Mas quando lhe perguntava "o que você quer fazer?" ou "Qual a sua opinião", ela não conseguia responder de imediato, pois aquelas eram perguntas estranhas.

-Hum....

Já próxima ao veiculo, Kohaku para um instante de refletir, pegava sua espada gigante e jogava em cima jo compartimento das bagagens, se é que existia um. Se não existisse ela jogaria em qualquer lugar por ali. Em seguida colocava ambas as mãos na porta do jipe levantando seu corpo e ficando de ponta cabeça enquanto se equilibrava, depois se deixava cair sentada na parte de trás do veiculo. Fazer esse tipo de acrobacia sempre foi fácil pra ela, e dar saltos e cambalhotas era uma das poucas coisas que ela fazia pra se divertir no passado, e para melhorar sua diversão aquele pequeno pássaro voltava a pousar em sua cabeça. Kohaku se assustava a principio, mas logo abria um sorriso e tentava brincar com papagaio.

-Hahaha, a Kohaku tá pronta, vamos vamos?
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jun 30, 2015 7:18 pm



Tudo estava pronto e o veiculo partia em viagem, seguindo sempre ao norte. Atravessavam densas florestas cinzentas, onde a neblina cobria quase toda a visão, as estradas os levavam junto ao majestoso Rio de cristal, um dos poucos rios cuja água ainda era pura, mas eram forçados encontrar outro caminho, pois o movimento de veículos militares de Skyhold estava constante. Deixavam a estrada em direção ao vale branco da neblina, o terreno a seus pés mudava pouco a pouco e o céu era coberto pelo branco da neve, que caía sobre suas cabeças. O frio aumentava e os acampamentos agora eram feitos ao redor de fogueiras improvisadas, longe dos olhos de Skyhold que suspeitariam de viajantes nos dias que se passavam, onde o medo mantinha as pessoas próximas a suas casas.
A medida que avançavam a vegetação mudava, o mundo que  antes oferecia inúmeras arvores e plantas verdes e saudáveis, agora mostrava os efeitos negativos da radiação. Arvores gigantescas, porém mortas, cobertas pela neve que não parecia parar de cair naquele lugar. O caminho seguia por entre tais arvores até onde os olhos podiam alcançar, em alguns trechos eram tantas que bloqueavam o caminho, noutros mal eram vistas. Havia uma certa beleza naquele cenário, mas apenas aos olhos daqueles que ali habitavam.


Depois de três dias e meio de viagem, no final da tarde, os viajantes finalmente alcançavam seu destino. O veículo deixava a estrada que passava entre grandes colinas de neve, e ao final de uma ultima colina era revelada uma cidade pouco menor que a própria Bluehaven. Crystalhaven, o porto de cristal, revelava-se aos viajantes que por sorte, chegavam na unica hora do dia que a cidade mostrava a razão por trás de seu nome. Cercada por grandes muralhas construídas no pós guerra, CrystalHaven brilhava como uma joia quando a luz do Sol que se punha batia contra suas belas construções.
Quando o carro parava, ainda longe do portão, um outro veiculo se aproximava, nele haviam  quatro pessoas, também membros da resistência. Todas as armas, armaduras e equipamentos em geral dos viajantes eram retirados a pedido do motorista e entregues aqueles quatro, que logo partiam na direção oposta, e aos viajantes eram dadas roupas tradicionais. O motorista falava, enquanto dirigia até o portão: Deverão se passar por comerciantes durante toda a missão, procurem pela pousada "Aurora do Norte" passem a noite se assim desejarem,  pela manhã procurem um navio de nome Arten no porto, lá encontrarão seus equipamentos, armas e as mercadorias que deverão transportar.
E assim eles chegavam aos portões de Crystalhaven, onde vários guardas com o uniforme de Skyhold aguardavam para uma vistoria rigorosa. Quando passassem pela guarda, encontrariam uma cidade com construções altas e cobertas pela neve, nas ruas haviam mais militares do que civis, pois estes preferiam permanecer em suas casas quando o Sol se punha.



Pela manhã, ao procurarem dentre os navios atracados na baia que cobria o norte da cidade, os viajantes encontrariam um navio cujo nome "ARTEN" estava cravado em sua lateral. O significado da palavra "Arten" é pica-pau, e fazendo jus a seu nome o navio possuía um grande "bico", uma gigantesca haste de metal cobrindo toda a sua parte dianteira, uma lâmina capaz de causar estrago até no mais poderoso dos navios, ao lado de seu leme, duas grandes hélices se destacavam, eram responsáveis pela grande velocidade que o navio era capaz de navegar. Mesmo que não pudessem ver o nome da embarcação, uma jovem gritando ao avista-los denunciaria o lugar correto, ela usava roupas leves, como se já estivesse tão acostumada ao frio que não se importava, pois aquele de fato era um dia quente para os padrões de CrystalHaven.

ARTEN, "pica-pau" navio de perseguição



Maya Hammer, segunda no comando da 27º divisão (divisão Arten)


Shizuka-sama! Shizuka-sama!

Ela conhecia Shizuka. Todos na Resistência conheciam, afinal ela era o braço direito de Koji, e agora a almirante suprema de toda a marinha rebelde, possuía uma legião de fãs, mesmo que essa não fosse sua vontade.

Shizuka-sama! Sempre quis te conhecer, meu nome é Maya e eu.. eu... Ahkam! Digo.. Nossa tripulação ficará sob suas ordens, o mesmo para o resto do seu grupo... Oh! Apachi-sama! Você também veio! Hoje é o melhor dia da minha vida! Hahahaha! Os outros dois eu não conheço, mas venham, precisamos partir rápido, antes que a fiscalização de Skyhold nos aperte de novo.

E assim ela seguia navio acima. O interior do navio era padrão, sem muito luxo ou conforto, seu tamanho era médio e seu poder militar não tão alto quanto deveria ser. Mas era tudo o que a Resistência podia dispor. Os viajantes poderão se acomodar como quiserem, e toda a tripulação estará sob suas ordens, dessa forma também só darão inicio a viagem quando o comando for dado.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jul 01, 2015 10:18 am

Três dias e meio de viagem em um carro. Aquilo realmente era chato demais para a garota que adorava o mar. O tempo todo pensativa, respondendo quando alguém falava com ela, mas aquilo era entediante.

- Falta muito?

Era o que ela sempre perguntava para o motorista, louca para que sentisse novamente a brisa do mar.

Quando finalmente seus olhos avistavam CrystalHaven e todos eu brilho, sentia como se seu tormento finalmente fosse ter um fim. Sem questionar entregava sua Katana e trocava de roupa rapidamente e para sua tristeza, mais uma vez voltavam ao carro.

- eu finjo ser até uma garota fofinha se você quiser, só quero sair dessa coisa o mais rápido possivel. - E assim ela o fazia logo depois da vistoria, indo diretamente para o alojamento, esperando ser acompanhada.

Na manhã seguinte, ela não pensava duas vezes. Esperava todos chegarem e partia para o porto. Seus olhos de imediato encontravam o navio e ...havia uma garota acenando e gritando?

- Sem essa...

Uma gota surgia na cabeça da garota. Aquilo não deveria ser algo discreto? Shizuka suspirava e ia de encontro àquela garota loira.

"Shizuka-sama! Shizuka-sama!"

Shizuka respirava fundo e sorria para a garota.

- Maya né? Essa aqui é a Kohaku e esse é Caveira, o pirata que não gosta de mapas. - Apresentava a dupla e então ouvia o que a garota continuava dizendo. - Sim, vamos entrar. Caveira, Maya, me acompanhem, Havik, fique a vontade no navio, você também Kohaku, mas sempre de olhos abertos, nunca se sabe o que pode acontecer nessa região. As armas de vocês provavelmente estão em algum canto do navio, basta falar com alguém e as terão de volta.

E assim Shizuka partia para a cabine do capitão, aguardando o embarque de todos. Só então olharia para a dupla agora com ela na cabine.

- Temos que esperar de tudo. Vocês sabem como esse percurso é perigoso então eu conto com os dois para manter todos bem. Não quero perder mais ninguém do seu grupo, Caveira - Se referia a Kohaku - então temos que ficar de olhos abertos sempre. Maya me ajude com as rotas,Caveira, você pense nas suas improvisações se der algo de errado. - Se virava de costas para os dois e olhava para cima, tendo uma pequena conversa com Koji e então dava a ordem final. - Tomem seus postos, avisem a todos, iremos partir de imediato!
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jul 01, 2015 6:15 pm

▬ Por mais que Havik adorasse viajar, isso só se aplicava no lombo de um cavalo, ou sobre o mastro de um navio, viajar em veículos de metal o incomodava, por isso estava tão angustiado quanto Shizuka durante a viajem. Era acalmado apenas pelos cenário ricos pelos quais passavam, que o faziam lembrar de sua infância na floresta.▬

▬Se aproximavam agora de Crystalhaven, e aquela vista o deixava maravilhado, mesmo que aquela não fosse a primeira vez viajando até a cidade. Trocava suas roupas e deixava seu equipamento como lhe era pedido. Vestia roupas comuns e carregava um sobretudo dobrado sobre os ombros e um chapéu na mão livre. Se não fosse por sua pele parda e feições faciais, seria impossível perceber sua aparência indígena.

Concordo com você Shizuka, se significar sair desse carro posso até mesmo fingir não ser indígena.

Na vistoria lhe perguntavam sobre suas intenções e de onde viera, pois o homem se destacava entre os demais, não só pela aparência como também pela altura, Havik era alto se comparado a estatura média da região. Depois de passado aquele obstaculo se dirigiam até a pousada, pelo caminho Havik conversava bastante, pois adorava escutar sobre as histórias daqueles com quem andava. Perguntava sobre Heikki e suas aventuras, sobre Kohaku e seu "grande amor" e até mesmo para Shizuka, que já conhecia a mais tempo, ele fazia comentários e perguntas. Sua voz passava calma e serenidade, como se possuísse muito mais idade do que realmente aparentava ter. Durante a noite, Havik não dormia em sua cama, escalava até o telhado da pousada, e passava várias horas olhando as estrelas que mal apareciam no céu daquele lugar, até que pegava no sono e acordava com os primeiros raios de sol▬

Arten não é? Não está muito longe.

▬Dali de cima ele podia vê-la facilmente, sua visão era extremamente aguçada. Havik descia e acordava os outros, mesmo que contra suas vontades, sempre com um sorriso irritantemente sereno no rosto, como se fizesse uma boa ação.▬

Devemos partir, o mar nos aguarda, e ele odeia preguiçosos!

▬Shizuka era a primeira a sair, e Havik a seguia, chegando até as proximidades do navio, onde a garota gritava o nome de sua ídolo.

"Shizuka-sama! Sempre quis te conhecer, meu nome é Maya e eu.. eu... Ahkam! Digo.. Nossa tripulação ficará sob suas ordens, o mesmo para o resto do seu grupo... Oh! Apachi-sama! APACHI-SAMA...APACHI-SAMA..."

▬A partir desse ponto ele não conseguia escutar mais nada, pois agora, ao mesmo tempo que seu rosto esboçava um sorriso sereno, ele também possuía uma veia de raiva na testa. "Apachi", até onde aquele apelido havia se alastrado, seria ele conhecido assim pelo mundo inteiro? Tentando ser racional e supondo que ela o havia chamado daquela maneira sem intenção ele falava ainda sorrindo▬

Havik...meu nome é Hav...

▬Ele era interrompido, pois a garota já se virava em direção ao navio deixando ele falando sozinho. Dai em diante sua raiva se transformava em aceitação, e ele seguia cabisbaixo passarela acima.▬
"Havik, fique a vontade no navio, "

Certamente... *deprimido*

▬ O índio caminhava pelo navio e analisava seus equipamentos, cumprimentava todos os membros da tripulação que também o conheciam como "Apachi" para o aumento de sua tristeza e frustração, e quando terminava decidia vestir o sobretudo, e colocar o chapel que ainda carregava consigo▬


▬Depois de pegar seu equipamento, Havik se posicionava no convés de Arten. Ajudaria com os preparativos para a partida e logo em seguida subiria ao mastro, onde, por possuir os melhores olhos dali, poderia enxergar aos arredores, e alertar sobre qualquer perigo eminente▬
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jul 01, 2015 7:58 pm

O caminho até Crystal Haven foi rápido e simples para o pirata. Diferente de seus dois companheiros (Shizuka e Havik), ele não tinha problema com veículos, mesmo que tenha passado sua vida toda, praticamente, em alto-mar. Também quase não viu Shizuka perguntando algumas vezes se já haviam chegado porque... Heikki dormiu quase a viagem inteira, ele dormia bem fácil na verdade. Quanto as paisagens, não interessavam muito o Caveira, para ele nenhum cenário era mais belo que a imensidão do mar a sua volta. Sakki passou a viagem inteira na cabeça de Kohaku.

Quando chegavam na cidade portuária de Crystal Haven, toda aquela vista congelada e os flocos de neve caindo acordavam de vez o pirata, que estava sonolento (como passou a viagem inteira), e ao sair do carro lhe pediam para trocar a roupa e entregar as armas. Heikki não gostava nada daquilo, mas se não fizesse aquilo acabaria arriscando a vida de todos ali sem motivo algum. Resmungando ele trocava suas roupas, entregava suas armas, e agora vestia uma roupa bem... extravagante talvez?




- Tch... não acredito que tive que tirar minha máscara. Quem eles pensam que são?

Mal-humorado ele seguia até o portão de Crystal Haven com todos, durante a travessia, Sakki saía da cabeça de Kohaku e alçava voo, e junto de Havik também era barrado. Era alto como ele, e lhe perguntavam sobre suas intenções na cidade. Respondia o que lhe disseram para ser, mercador, estava atrás de mercadorias. E quando passava, andava até um certo ponto com todos, respondendo a algumas perguntas de Havik, contando-lhe uma de suas aventuras. O papagaio-fêmea voltava a pousar na cabeça da pequena garota novamente dentro da cidade. Chegando na porta da pousada, Heikki falava com todos.

- Podem... ir na frente, eu vou dar uma olhada na cidade... Kohaku, cuida bem da Sakki.

E mesmo que pudessem de alguma forma reclamar, o pirata não ligava, já estava se distanciando deles. Agora, no meio de Crystal Haven, observava os arredores. Não havia quase ninguém fora das casas, o que dava uma liberdade a mais para Heikki, que infelizmente ainda vestia aquelas roupas extravagantes. Tabernas estavam abertas pela cidade, alguns soldados de Skyhold patrulhavam, mas o que mais lhe chamava a atenção era um pequeno garoto, tremendo de frio, sentado em uma das esquinas da cidade. Era um garoto de rua e as memórias de Heikki voltavam ao passado, que durante a guerra ficou sozinho, seu pai havia sido recrutado para lutar no mar e ele, sem sua falecida mãe, ficou em um refúgio, junto com vários outros garotos. Aquele lugar nunca foi para ele, por isso sempre tentava fugir e ir a procura de seu pai, mas sempre voltava para o mesmo abrigo, por ser pego pelas pessoas que os olhavam e vigiavam. Foram anos naquele lugar, até ele conseguir roubar um barco e ir para o mar, começando suas aventuras como um pirata ao se encantar pela imensidão daquelas águas e a curiosidade de para onde seria levado.

Heikki estava parado próximo ao garoto, e a voz fraca dele perguntava se ele estava bem. Foram necessárias algumas vezes o chamando para que este voltasse a realidade.

- Moço... moço... moço... - E quando conseguia atenção, perguntava. - Você tá bem?...

- Ah... estou sim...

- Você... não é daqui não é?

- Por que... acha isso?

- Nunca vi essas roupas na vida.

- Hah. É verdade, também nunca tinha visto. - Com essa afirmação, o garoto ficava um pouco confuso, e Heikki procurava trocar o assunto. - Haha! Esquece. Mais importante, por que não vai pra casa?

- Casa? Não tenho uma... sou sozinho desde que eu me lembre...

- Entendo...

Olhando em volta, Heikki acabava encontrando do outro lado daquela esquina uma taberna, modesta, mas estava aberta. E uma mulher com vestimenta simples estava na porta, observando o movimento quase nulo das ruas, e se tivesse oportunidade, chamaria um cliente. Heikki acabava sorrindo e ao olhar para o garoto, o pegava pelo braço, o levantando.

- É o seu dia de sorte garoto!

- Hã? O que aconteceu moço?

Com o rosto assustado, o garoto olhava para Heikki, que apenas se virava para a taberna e empurrava o menino de rua até a mulher que estava na porta da taberna. O menino trombava com a mulher e ela também se assustava, era quando Heikki se pronunciava enquanto colocava uma mão no bolso.

- Ei! Você pode dar o que comer pra esse garoto, e talvez um lugar para dormir?

- Moço?! Mas eu não tenho nada...

- O que você tá dizendo? Se ele não tem nada como eu poderia...

Antes que a mulher pudesse terminar de falar, Heikki jogava um saco, cheio de moedas, para a mulher, que o segurava assustada.

- Pode usar o que tem ai dentro, deve dar para alguns dias...

Abrindo o saco, via uma porção de moedas de ouro.

- I-Isso aqui dá pra uma semana...

Confuso, mas até feliz com as ações daquele homem que o estava ajudando, o garoto perguntava:

- Moço, por que tá fazendo isso?

- Você... só lembrou um pouco alguém que eu conheço. Agora se divirta por ai garoto!

E com essas palavras ele pretendia seguir seu caminho tranquilamente, mas enquanto ia, o menino de rua gritava mais uma vez, fazendo mais uma pergunta.

- Ei! Qual o seu nome?!

Heikki acenava mesmo de costas, e respondia:

- Sou apenas um mercador, em busca de mercadorias!

Assim, aquela boa ação do Caveira terminava, e vendo o quão escuro o céu estava, via que era hora de voltar a pousada...

Depois de uma boa noite de sono, acordava tendo a visão do rosto do índio que estava em seu grupo. Ele levantava aos sustos de sua cama, como se tivesse visto algo assustador.

- AAAHhhhh! ... Ah, é só você Havik-san. Não me assuste assim...

E depois de retomar o fôlego, o pirata ainda com suas roupas extravagantes se levantava, indo logo atrás de Shizuka e Havik até o porto. Kohaku também deveria estar junto, por isso perguntava a ela.

- Kohaku-san, cuidou bem da Sakki?... Estou com medo dela gostar mais de você do que de mim... Hahaha!

Provavelmente o papagaio-fêmea ainda estaria sobre a cabeça de Kohaku e a deixava assim por enquanto. Minutos depois já se aproximavam do porto, que encontrariam seus acessórios, suas armas e o navio... como era o nome mesmo? Ah sim! ARTEN, mas nem precisavam procurar. Uma animada garota corria até eles, gritando por sua ídolo, Shizuka.

- Heheee... parece que alguém tem um fã clube...

E com um sorriso "troll" ele escutava as palavras da garota, que se chamava Maya. Parecia conhecer bastante sobre o mar, e saber que a tripulação também receberia suas ordens era bom. Quando era apresentado, tirava sua cartola como uma reverência, e não dizia nada, não havia necessidade de nada mais além de um simples sorriso.

Não demoravam muito para subirem, ele não preferia falar muito agora porque Shizuka já havia dito que queria a presença dele na cabine. Sem muito o que fazer, Heikki apenas seguia o fluxo, estando por fim ao lado de Maya e olhando para Shizuka. Palavras de preocupação, eram sábias na situação que se encontrariam assim que partissem. O território da Bruxa da Neve era traiçoeiro... por isso deveriam ir o mais rápido possível, sem descanso algum até Parchedhaven.

- Tudo bem... - Afinava um pouco a voz. - Shizuka-samaa... - Voltava ao tom normal. - Hahaha!

Terminando seus assuntos com Shizuka, Heikki se virava para Maya e apontava o dedo para ela, levantando sua voz a uma altura exagerada, com um sorriso no rosto.

- Você! Me guie pelo navio, quero conhecê-lo e... me leve até minhas roupas também! Preciso delas! ... - Ficava com um rosto cansado. - Essas roupas já estão me matando...

E assim Heikki esperava, Maya provavelmente o levaria até suas roupas onde ele colocaria seu traje de pirata, o chapéu enorme e sua clássica máscara de Caveira, a causa de seu apelido nos sete mares, além de pegar suas armas (um revólver e sua cimitarra). Quando estivesse pronto, sairia da sala e avistava Maya novamente.

- Pronto! Agora estou confortável, hahaha! Vamos Maya-san, me mostre o lugar! HAHAHAHA!
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 03, 2015 11:56 am

Uma longa jornada estava a sua frente, e dessa vez ela poderia aproveita-la de verdade. Kohaku era acostumada com viagens, pois em sua época como estrava estava sempre se movendo de um lugar para o outro, de cidade em cidade, ou até mesmo entre as grandes nações, mas mesmo assim, nunca sobrava tempo para admirar a paisagem, o clima, o céu, nada disso. Daquela vez, Kohaku estava tão animada, que não se importava em ter que subir em cima de alguém pra admirar os arredores. Ainda com o pássaro na cabeça, ela se apoiava em Heikki, em Shizuka e até mesmo em Havik quando estes estavam na frente de seus olhos, cobrindo sua visão de todos aqueles lugares fantásticos. Ela não tinha um acento marcado, pois se movia de um lado para o outro dentro do jipe como uma criança conhecendo um parque de diversões.

Quando Kohaku avistava a cidade ao longe, seus olhos brilhavam e ela não conseguia se conter, nem ao menos tentava. Pode-se dizer que ela subiu no banco do motorista e encarou por vários minutos a cidade admirada.

- Woaaaa, incrível, a cidade brilha! Kohaku queria trazer Dante aqui! Hahaha

A quando lhe era pedido para se trocar, Kohaku tirava todas as suas roupas dentro do carro sem pensar duas vezes. Não dava a mínima se estava nua em frente a todas aquelas pessoas.

- Pronto! Kohaku tirou tudo!

O pessoa do carro ao lado gritava com o susto e jogavam um vestido branco e simples em todo embolado pra cima dela.

- AHHH!! Não precisa ser aqui! TOMA VESTE ISSO LOGO!

- Tá bom!

Quando ela tentava passar sua espada para os outros com uma das mãos, eram necessários 3 deles pra levanta-la, e ao colocarem no carro, este afundava como se estivesse rebaixado. Mas finalmente poderiam seguir viagem.

Nas portas da cidade, Kohaku mal esperava o carro parar, e pulava. Estava descalça e usava apenas aquele vestido branco, que a cobria até a altura dos joelhos. A garota corria de um lado pro outro animada, mas era subitamente parada pelos guardas do portão.

- Pare ai mesmo, não é permitido a ninguém entrar na cidade antes da vistoria.

- Buuh, A Kohaku quer entrar na cidade que brilha, deixa ela passar.

- Não darei um segundo aviso.

O soldado apontava sua arma para Kohaku, que dava alguns passos para trás com o susto. Mas por sorte, seus amigos logo chegavam, e disfarçados de mercadores conseguiam ludibriar os guardas, e convence-los de que Kohaku os estava acompanhando. Assim ela finalmente entrava na cidade, e o papagaio de Heikki pousava novamente sobre sua cabeça. Kohaku ficava colada em Shizuka enquanto admirava a neve, e sentia seus pés tocarem o gelado chão da cidade de cristal. Como eram as únicas garotas do grupo, provavelmente ficariam no mesmo quarto. E nesse quarto Kohaku passaria a noite brincando com o papagaio, e fazendo perguntas e mais perguntas a Shizuka. Sobre o mar, sobre aquele lugar, e a respeito de coisas como "amor". Independente se fosse receber uma resposta ou não, aquilo não diminuiria sua animação, e Kohaku brincaria com Sakki até pegar no sono.

Na manhã seguinte, ela acordava com a voz de Havik lhe chamando, e depois de se esticar, imitava os passos de Shizuka e descia com ela até as ruas. Lá encontrava Havik e Heikki, que lhe fazia uma pergunta sobre Sakki.

- Sim! Sakki é boa garota, brincamos a noite toda não é?

Kohaku levava seu dedo indicador até a cabeça do passarinho e lhe fazia carinho. Assim seguiam para o navio, que aos olhos de Kohaku era incrível. A garota era apresentada a Maya por Shizuka mas não respondia, por que em sua empolgação ela saiu correndo passarela acima, como uma criança. (Kohaku realmente parecia uma criança, era muito pequena se comparada a qualquer um ali, e sua personalidade contribuía ainda mais).

Quando lá dentro, Kohaku encontrava sua espada, e a levava para fora deixando-a no convés encostada a uma parede. Atormentava a toda a tripulação com perguntas e mais perguntas, a garota se sentia livre como nunca.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 05, 2015 6:51 pm



Todos já estavam a bordo do navio, e para o orgulho da jovem pirata Maya Hammer, Shizuka não demorava para começar a dar suas ordens, todos na tripulação tinham um grandioso respeito pela garota, por isso obedeciam sem pensar duas vezes, afinal não era sempre que tantas figuras de importância eram recebidas no pequeno Arten, pouco a pouco todas as mercadorias, disfarçadas como coisas simples, eram carregadas para dentro.

Maya acompanhava Shizuka até a cabine e logo recebia suas ordens, deveria ajuda-la no mapeamento das rotas, a garota corria de um lado para o outro na bagunçada cabine procurando pelos mapas. Mas enquanto o fazia também escutava as ordens de Heikki, o famoso caveira, um pirata conhecido naquela região por suas grandes aventuras e trapalhadas. Deixando os mapas em cima da mesa a garota acompanhava Heikki e escutava Shizuka gritar aos marujos.

"Tomem seus postos, avisem a todos, iremos partir de imediato!"

A jovem Hammer saía pela porta da cabine acompanhada por Heikki e gritava com tudo:

- Vocês ouviram a almirante seus preguiçosos! Levantem essas bundas e icem as velas, estamos de saída!

E assim os marujos preparavam o navio de imediato, sorriam e cantavam enquanto Arten, disfarçado como um navio mercante deixava os portos de Crystalhaven a todo vapor. Maya finalmente mostrava o navio a Heikki.

- O famoso caveira! Nem acredito que você tá aqui na minha frente! Hahaha! Venha!  Esse como pode ver é o nosso convés! Onde a maioria desses bêbados passa o dia todo.

Os marujos respondiam com risadas e xingamentos "amigáveis", muitos de fato estavam bêbados, mas pareciam trabalhar ainda melhor do que aqueles que estavam sãos. Maya descia as escadas para a parte interna do navio.

- As camas da tripulação ficam aqui, e aqui é a sala de armas. Hahaha a maioria só chegou hoje, afinal com Skyhold no nosso pé não podemos ficar carregando armas pra lá e pra cá né?

Naquela sala haviam várias caixas com munição para os canhões e armas menores, assim como muitas espadas e facas empilhadas e encostadas nas paredes. Seguindo mais alguns passos adentro, Maya chegava de frente a uma porta de madeira, dali saía fumaça e vapor sem parar.

- Ali é a sala de máquinas, nossos motores dependem desse lugar, vem dar uma olhada.

Quando ela abria a porta a temperatura subia uns 20º, ali haviam homens grandes e suados girando maçanetas e colocando carvão nos motores. Quando estes viam Maya acenavam sorridentes.

- Estes são nossos preciosos mecânicos, eles mantem essa banheira flutuando.

Depois que todos cumprimentavam o caveira e Maya eles finalmente saiam, de volta ao convés, ali Maya socava o ombro do caveira e falava.

- O que achou? Não é um navio de luxo mas te garanto que essa viagem não vai ser problema pra gente, hahahah! Sinta-se a vontade, é só não provocar ninguém que talvez não ganhe um olho roxo  Hahaha!

Correndo, a garota voltava até Shizuka, e ali começava a analisar diversas rotas com a mulher, sempre disposta a ouvir o que ela tinha a dizer, afinal de contas era sua fã numero 1. Passando seu dedo sobre o mapa, Maya se dava o direito de falar primeiro.

- Shizuka-sama, a rota que eu tinha em mente vai nos manter próximos a costa por todo o percurso, não é como se fosse uma covarde mas, não queria arriscar um confronto direto com os navios do Norte. Poderíamos nos manter o mais próximos possíveis a costa, e tomar uma certa distancia quando nos aproximarmos a fortaleza de Skyhold.

Mas no fundo ela sabia que fazer uma viagem tranquila era quase impossível, de um lado uma fortaleza de Skyhold, e do outro a chance de serem atacados pela rainha. Suas chances eram sem duvidas maiores com os navios do norte, mas ainda assim não eram muitas.




- Deixo a decisão em suas mãos, tenho certeza que fará a melhor escolha Shizuka-sama!

E com um sorriso em seu rosto, Maya aguardava os planos de Shizuka. O navio deixava o porto e não demorava para se distanciar. Em menos de 30 minutos já estavam em alto mar, e os ventos gelados do norte sopravam as velas de Arten, seus dois motores aceleravam o navio a grande velocidade mas eram utilizados com cautela, pois seu combustível era precioso. O sol, mesmo que tímido, iluminava o céu naquele dia e a tripulação de Arten partia em mais uma aventura pelos mares gelados, nas perigosas águas de Agatha, a rainha do gelo.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 05, 2015 7:48 pm

Shizuka havia ficado pensativa desde que Heikki e Maya saíram.  Aquela claramente era uma missão tremendamente dificil. Isso apenas fazia a garota desejar que Koji ainda estivesse ali.

- Ah ah... nunca fui boa em decisões... tsc... Koji, o que você faria?

Seus pensamentos eram interrompidos quando Maya retornava e já começava a falar, passando o dedo no mapa. A garota observava, sempre séria.

- Skyhold ou a rainha do gelo... ah que dificil decisão...

Se jogava em uma cadeira qualquer, pegando no bolso do vestido, que usou como disfarce e que ainda não havia trocado, um pequeno cantil contendo um pouco de rum e tomando um gole. Em seguida jogava na direção de Maya, voltando a sorrir.

- Acho que o Koji confiaria em alguém que passou a maior parte do tempo nessa região. Vamos seguir sua rota, afinal, ela é bem parecida com a que eu havia imaginado, mas vamos tentar ficar longe da fortaleza ainda, ok?. Esse pessoal já teve seus traseiros congelados demais pela rainha pra tentar novamente não é?

Assim que Maya devolvesse o cantil, tendo bebido ou não o rum, Shizuka levantaria.

- Melhor eu tirar essa coisa, já usei vestido demais pra uma vida hahaha, fique aqui até eu voltar, Maya.

E assim, a garota se retirava, indo atrás de suas vestes e sua Katana. Quando terminava e voltava ao convés, via Kohaku atormentando algumas pessoas, chegando a rir. Se aproximava e começava a falar com a menina, olhando para o horizonte.

- Hahaha parece estar se divertindo Kohaku. Isso é bom. Sabe, quando eu era pequena, eu adorava o mar, quem não o conhece, pensa que ele é muito perigoso, mas depois de um tempo você percebe como ele é lindo e nos dá tanta liberdade. - Olhava para Kohaku e via nela sua pequena irmãzinha que havia morrido por causa de toda aquela guerra. - Tente viver tudo o máximo possível, Kohaku. Sempre do melhor jeito que conseguir, vai ver como tudo acaba mais divertido. Se precisar de mim, eu estou lá na cabine, ok? - Um último sorriso para a garota era dado e assim Shizuka aproximava a mão direita da cabeça de Kohaku, bagunçando um pouco os cabelos da garota. Se Sakki ainda estivesse ali, ela voaria e assim que Shizuka se afastasse retornaria.

Após aquela conversa com Kohaku, Shizuka começava a voltar para a cabine, olhando um pequeno medalhão que usava no pescoço, onde havia a foto de sua pequena irmã com seus pais de um lado, e do outro uma imagem de Koji, sorrindo como sempre.

- Ah... é melhor não se apegar demais Shizuka... isso já não deu certo da ultima vez....
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jul 06, 2015 5:07 pm

▬Carregando caixas e mais caixas pelo deque do navio, Havik podia observar a união daqueles marujos, que se reuniram ali pelo seu amor ao grande mar e pela vontade de se libertar da terrível nação que assombrava o mundo. Durante suas caminhadas até o compartimento de cargas, ele podia ver Kohaku correndo para cima e para baixo, alegre como uma criança, podia ver Maya mostrando o navio para Heikki e sabia que Shizuka ainda estava na cabine tramando um plano para a missão que se aproximava. O vento soprando seu rosto, as ondas do mar batendo contra o casco do navio, as musicas cantadas pelos marujos, tudo aquilo trazia grande alegria a Havik, e depois que o navio zarpava ele subia mastro acima, e se deitava na plataforma que ali havia▬

Podem ver grandes espíritos? Ainda há beleza nesse mundo, ainda vale a pena salva-lo.

▬ Mesmo deitado, Havik era um ótimo sentinela, conseguia sentir a energia de qualquer coisa viva a milhas de distância, por isso saberia exatamente de onde viria um ataque inimigo, e poderia alertar a tripulação momentos antes do pior acontecer, dando-os tempo para preparar uma defesa. Ali Havik repousava, e observava o céu atentamente. Vez ou outra ele tocava sua flauta no ritmo das canções dos marujos, pois era contagiado por sua alegria e beleza, tornando a musica ainda mais animada▬
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jul 06, 2015 6:51 pm

O convés, o dormitório, sala de armas, e a sala de máquinas. Arten era pequena, mas era de fato um navio completo com uma alegre e trabalhadora tripulação. As músicas animavam ainda mais o clima, e Heikki sorria por baixo de sua máscara durante todo o trajeto com sua guia, Maya Hammer, que parecia ser bem respeitada por todos, mostrando assim sua competência para ser uma das pessoas que estava no comando. No fim da rápida excursão por Arten, a garota lhe perguntava sua opinião sobre tudo o que havia visto, e o Caveira começava sua resposta com uma grande gargalhada.

- HIARHAHAHAHAHA! Essa banheira, como você diz, é pequena, mas cheia de espírito! Como dizem, a tripulação faz o navio, e Arten não falha nisso! É, de fato, uma boa, suja e linda banheira!

Entretando, no final de seu pequeno discurso, Heikki apenas via Maya se distanciando com passos rápidos, ela estava indo atrás de Shizuka, o que fazia o Caveira rir mais uma vez, murmurando em seguida.

- Ela é bem animada... a tripulação tem sorte.

Ajeitando um pouco seu chapéu, o Caveira se via agora só no convés. Não demorava muito, enquanto observava os arredores, para encontrar um novo passatempo, Heikki estava em casa, e ver três marujos reunidos e sentados em volta de uma pequena mesa singular no canto do convés só podia significar uma coisa: Jogos de azar!

Heikki havia gastado um saco todo de moedas na última noite, para ajudar um garoto que o lembrou de seu passado. Uma boa ação, mas havia feito isso porque guardava um outro saco de moedas consigo e era uma boa hora para recuperar o que perdeu ontem. E caminhando tranquilamente até a mesa de apostas, o Caveira chegava colocando ambos os braços sobre os ombros de dois marujos, ficando entre eles.

- Hah! O que estão aprontando cavalheiros?!

O homem era um tanto conhecido pelo mundo, principalmente por outros homens do mar, como aqueles marujos eram. Quando os que estavam em volta da mesa o viam, levantavam imediatamente, com sorrisos em seus rostos.

- Se não é o Caveira em pessoa! Então também está lutando contra Skyhold?!

- Hahaha! Nunca pensei que estaria por aqui!

- A alma livre dos sete mares! A pequena Arten fica honrada em tê-lo a bordo Caveira!

- Hiarhaha! Digamos que aconteceu bastante coisa em minha última aventura! Afinal, os sete mares sempre guardam uma surpresa! - Heikki via algumas moedas sobre a mesa. - Hoo... Então homens, o que estão jogando aqui?

- Apenas um jogo de cartas, e claro, apostando algumas moedas! Hahaha!

- Quer participar Caveira? Vai ser uma honra te ter na mesa!

- Claro cavalheiros! - Se sentava em uma cadeira livre. - Estava precisando mesmo de algo para matar o tempo!

Só de se sentar, as cartas e as apostas já eram dadas, além de se servirem com uma grande caneca de Rum, que estava em um barril ao lado da mesa, bastava abrir a torneira. Durante a partida, o Caveira bebia com aqueles marujos de Arten, além de juntar a cantoria quando uma canção de pirata era puxada por alguém da mesa.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jul 07, 2015 7:34 pm

- OOOh! Essa corda, pra que é?

- Hahaha é mesmo uma baixinha curiosa não é? Veja só, com estas cordas podemos virar as velas, se quiser posso te deixar tentar, espere sairmos do porto.

- Kohaku pode?! Sério?!

Sua animação era mais do que obvia, e aquele homem não era a primeira vitima de suas perguntas. Em menos de cinco minutos Kohaku já rondara todo o navio fazendo aquele tipo de indagação, mal esperava a resposta e já tinha outra pergunta na ponta da lingua. Por um momento se esquecia completamente que Dante não estava ali, e aproveitava o momento por si mesma, sem depender do comando de ninguém. Era enquanto corria até a escada, que descia à sala de armas, que Kohaku se encontrava com Shizuka. A garota parava em frente a mulher, olhando-a curiosamente.

As palavras de Shizuka faziam Kohaku abrir um sorriso ainda maior, ela não tinha as palavras necessárias, nem a capacidade de formular uma frase a altura, mas conseguia entender perfeitamente cada palavra que Shizuka dizia. O mar, navegar pelo oceano, estar entre aquelas pessoas verdadeiramente livres, trazia a Kohaku um sentimento agradável de conforto. Uma vontade de descobrir o que viria depois, e de agradecer tudo pelo que teve que passar para chegar aquele momento. Deixando a mão de Shizuka bagunçar seu cabelo, e vendo Sakki voar, Kohaku respondia animada.

- Shizuka-sama é gentil, pode deixar! Kohaku vai viver o máximo que conseguir!

E assim a garota continuava sua exploração, corria pela sala de armas mexendo em tudo o que conseguia encontrar, muitas daquelas armas ela conhecia, e de muitas ela tinha medo, mas não deixava isso abalar sua alegria e continuava. Entrava na sala de máquinas para o terror dos mecânicos que tentavam segura-la para tira-la dali mas sem muito sucesso, a garota fazia uma bagunça em suas ferramentas e objetos, e era rápida e ágil demais para eles, por isso só conseguiam se livrar dela quando a própria decidia sair dali.

Depois de certo tempo de viagem Kohaku já havia feito "amizade" com quase toda a população, e agora passava seu tempo sentada na mesma mesa que Heikki. Ela o assistia jogar enquanto bebia junto aos marujos. A principio não queriam deixa-la beber, por ter uma aparência muito jovem, mas a garota provou ser uma campeã de bebedeira, e superava até mesmo os mais experientes marujos. Não demorava para ficar bêbada mas não caía nunca, pois seu corpo já era acostumado ao álcool. Logo já abraçava e soltava frases sem sentido pra cima de todos os marujos numa grande "festa" que parecia não ter fim.

- Hahahaha Heikki perdeu de novo, que bobão! Kohaku quer jogar também!
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