Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Travessia

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Jul 09, 2015 7:55 pm




Arten zarpava a toda velocidade, alcançando o vasto oceano num piscar de olhos. O som dos grandes motores se misturava as canções, risadas e gritos do marujos que se divertiam no convés, mesmo sabendo dos perigos que enfrentariam pelos mares seu espirito aventureiro os mantinha animados como nunca.  Havik como detentor de um grande poder de observação ficava responsável pela vigília, Shizuka como comandante da missão, e atual capitã do navio, tomava o controle do leme em diversas ocasiões, mas vez ou outra revesava com Maya que não saia de perto dela como sua fã numero um, Kohaku e Heikki conseguiam destacar suas vozes em meio aquela multidão, bêbados e animados como ninguém, conseguiam alegrar ainda mais aquela viagem.

Pouco faltava para o por-do-sol quando fortes ventos vindos do norte denunciavam a chegada de uma tempestade iminente, mas isso não assustava os marujos, tempestades naquelas águas eram o menor dos perigos, e ainda parecia estar muito distante.

A noite chegava e as cantorias cessavam, pois os marujos agora descansavam e revezavam suas tarefas em turnos. O ventos se acalmavam pelo momento, e uma noite fria e silenciosa cobria os aventureiros. Alguns preferiam dormir, outros nem tanto, pois a expectativa do perigo iminente fazia seus corações acelerarem, por medo ou por excitação. O navio pouco se mexia durante a noite, quando os motores eram colocados em baixa potência e todas as velas eram baixadas.

Quando os primeiros raios de sol iluminavam o oceano, Arten estava novamente a toda potência, deixando um rastro nas águas que seguia por milhas de distancia. Outro dia de viagem e festa se iniciava, pois com a tripulação de Arten, diversão nunca faltava, mas quando a tarde chegava, os ventos do norte alcançavam o navio com força total, frios como nunca antes foram, eles faziam o navio balançar e por diversas vezes sair de sua rota. A noite do segundo dia estava para chegar, e agora Arten se encontrava próximo a uma grande fortaleza da nação inimiga, Skyhold. Um grande castelo de metal, fortemente armado, feito para a guerra, com ordens de abater qualquer navio suspeito que se aproximasse. Shizuka, quando concordou com a rota proposta por Maya, aceitou também que nesse momento deveriam tomar rumo ao norte, para assim se distanciarem da fortaleza. Dessa forma Arten seguia, se afastando da costa pela primeira vez em direção as águas brancas e a uma gigantesca nuvem cinzenta, estavam entrando de vez no território de Agatha, a bruxa da neve.


A tripulação de Arten estava preparada para a batalha, tinha absoluta certeza de que encontrariam um ou dois navios piratas do norte naquelas águas, mas o que eles não esperavam estava prestes a acontecer. Não muito distante um navio pouco maior que Arten se aproximava numa velocidade descomunal, como se perseguisse algo furiosamente, um navio no formato de flecha, pois suas velas formavam um arco que cortava o ar e conseguia utilizar até a menor das brisas a seu favor, um grande motor lhe dava a propulsão necessária para praticamente "voar" pelo mar. Interceptor, era o nome daquela poderosa embarcação, o navio mais rápido do norte.

Interceptor, o navio mais rápido do norte

E a bordo deste navio, não estavam piratas comuns, estavam dois dos nove servos da bruxa do norte, Kurou Chillhart e Karen Chillhart, que a muitos dias navegavam em busca de vingança pela derrota sofrida sobre as tropas de Youko, as tropas de sua rainha. O navio rumava em direção a grande nuvem cinzenta, onde o mar balançava violentamente e o clarão dos raios cortava os céus.
(Ordem de postagem: Karen Chillhart, Kurou Chillhart, Narrador)
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 10, 2015 10:43 pm

Uma legião de pássaros de gelo fino sobrevoavam o navio e seus arredores, tudo era visto e ouvido por Karen a mais de uma milha de distância. Depois de dias sobre o mar ela ficava ainda mais impaciente, a mulher agora caminhava de um lado para o outro no navio.

- Rápido...mais rápido!

Mesmo que Interceptor viajasse a toda velocidade, para Karen não era o suficiente, ela queria encontrar seus inimigos, derrota-los e obter sua tão esperada vingança. Correndo para a parte da frente do navio, Karen erguia seus braços e incontáveis pequenos brilhos que sobrevoavam o céu desciam batendo suas asas e na forma de uma energia azulada e cristalina se uniam a seu corpo.

- Vão.. posso senti-los, me mostrem o caminho minhas crianças!

Karen girava seu corpo e seus braços, como se dançasse, e a mesma energia azulada era arremessada para frente, tomando a forma de uma segunda legião de pássaros de gelo, que numa velocidade gigantesca ultrapassavam Interceptor e adentravam a grande nuvem tempestuosa mais a frente. Muitos dos pássaros eram destruídos pelos raios e ventos da tempestade, mas encontravam seu alvo. O navio Arten estava ali, e sobre ele preciosos membros da Resistência, pessoas que Karen vinha observando no ultimo mês, mas os perdeu de vista quando zarparam de CrystalHaven.

Como se acordasse de um pesadelo, Karen arregalava seus olhos e gritava.

- Encontrei...Eu os encontrei, Kurou meu amor...pude encontra-los finalmente!

Correndo na direção de Kurou, Karen deixava claro para os marujos.

- Mudem o curso, vamos em direção a grande nuvem! Uma tempestade!

E abraçando Kurou ela dizia cheia de animação

- Sim meu amor, uma tempestade nos aguarda..

Agora se afastando do rapaz, ela juntava as mãos em frente ao peito, e um olhar psicótico e obsessivo cobria seu rosto. Karen era orgulhosa, a oitava serva de Agatha, guardiã do navio fortaleza do Orgulho.

- Não posso aguentar mais.. quero vê-los de joelhos, quero vê-los implorando pela misericórdia de nossa mãe..

Os pássaros brilhantes de Karen agora sobrevoavam o navio Arten, e permaneciam ali, como se marcassem um "alvo" a ser destruindo. Eram conhecidos por todo e qualquer pirata experiente, os navios que presenciaram a dança dos pássaros de gelo não tiveram um final feliz.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Jul 11, 2015 9:51 am

O comportamento de Karen durante aqueles dias de viagem, sua pressa, preocupava bastante Kurou, que sempre a dizia para ir descansar um pouco. Interceptor era rápido, e cortando as águas do norte conseguia se aproximar da costa de Shadowrealm em poucos dias. O navio que ficava na frota de Kurou era o mais rápido da Armada do Norte.

Naquele dia em questão, mais uma vez Karen estava se esforçando demais, e a observando sempre, parado um pouco atrás dela, estava o seu cavalheiro preocupado. Sua amada dizia "Mais rápido.", mas tanto Kurou quanto ela sabiam que Interceptor não podia acelerar mais, mesmo sendo o mais rápido ainda tinha um certo limite.

Enquanto assistia a dança de Karen para lançar mais pássaros de gelo a frente, ele finalmente tentava se manifestar:


- Karen... por que não vai descansar um pouco? Está se esforçando a dias...

E a resposta não vinha, Karen estava focada nas visões de seus pássaros e eis quando ela voltava a falar, dizendo tê-los encontrado. Kurou ficava surpreso, de fato, a habilidade de sua amada era realmente incrível, até conseguiu ver uma tempestade a frente. Com ela o abraçando e ficando toda animada aliviava a preocupação de seu cavalheiro, pois mostrava que ainda tinha bastante energia.

Os homens da frota de Kurou, por outro lado, ao ouvirem da tempestade ficaram com medo. Eram perigosas, e um dos marujos se manifestava em nome de muitos outros.


- S-Senhor Kurou... Senhora Karen... há mesmo a necessidade de passar pela tempestade? ... Quero dizer, não é mais seguro esperarmos ela passar? O Interceptor é rápido e...

O homem não conseguia mais falar. E a razão era o olhar de seu capitão para ele. Aquele mesmo olhar frio de sempre, e uma aura forte em sua volta. Uma aura fria como a morte. O marujo, engolindo o seco, voltava aos seus afazeres, e o olhar frio do nono servo de Agatha desaparecia. Seus olhos estavam fechados agora, e ele sentia uma necessidade de motivar seus homens. Se entrassem em batalha daquela forma, não conseguiriam focar no objetivo e então ele e Karen estariam em uma leve desvantagem.

Com alguns passos, Kurou se colocava no meio do convés, olhando para o horizonte que Interceptor cortava a toda velocidade, era quando abria novamente seus olhos e se colocava a falar:


- Nós somos a fortaleza e frota da Paz, por que temos que lutar então? - Se virava para sua frota, que estava toda olhando para ele quando o discurso começou. - A Paz não vem sozinha, se não lutarmos por ela, quem garantirá que ela existirá?! Vamos fazer o nosso caminho, um caminho para que nossa Rainha não tenha mais problemas, um caminho para que possamos viver em harmonia com nossas famílias e amigos! - Com uma pausa, Kurou batia o pé no convés, para impacto e continuar seu discurso, agora com uma voz mais alta. - O orgulho de nossa Rainha foi ferido após a derrota de minha irmã, Youko! A Ordem pode ter falhado, mas a Paz, o nosso caminho não há de falhar! Vamos em frente, a toda velocidade, contra os inimigos que mancharam o nome do Norte!!!

Pelo discurso de Kurou, era claro a animação de seus homens agora. Seus olhares mudavam, estavam determinados e não era uma tempestade que os pararia. O nono servo de Agatha agora ia até sua amada, lhe pegando a mão com delicadeza.

- Meu amor, logo mais chegaremos e você terá o que deseja...

Ao terminar a frase, dava um leve beijo na mão de Karen, fechando os olhos durante o gesto. E Interceptor continuava firme contra a nuvem de tempestade a sua frente.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 12, 2015 10:46 pm


A tempestade caía impiedosa, castigando Arten com toda a sua fúria, sua velas balançavam e o navio era jogado pelas ondas da direita para esquerda, da frente para trás, o som da madeira rangendo e do metal se torcendo só não era escutado pois os terríveis sons da tempestade os cobriam. A tripulação corria de um lado para o outro tentando manter o navio estável, mas era difícil. Talvez uma das piores tempestades já presenciadas naquelas regiões se formava ali. Raios e trovões faziam o céu brilhar, a chuva e o vento davam pancadas poderosas nos marujos e no próprio navio, o frio e o medo congelavam até mesmo as almas dos tripulantes da embarcação, que antes cantava em alegria.


O mar mostrava seu lado negro, mas a situação não estava nem próxima de seu pior, pois embarcando naquela terrível tempestade estava um segundo navio. O Interceptor da marinha do norte, estava em busca de sua presa e se aproximava em grande velocidade, como se não se importasse em atravessar aquela terrível tempestade para cumprir seu objetivo.

Havik seria o primeiro a avista-lo, e sentir a presença de dois dos servos de Agatha com seus grandes poderes de percepção, e ao avisar ao resto da tripulação, esta tremia e caía em desespero.

- Estamos perdidos! Mal nos aguentamos contra a tempestade, o que será de nós?!

- Vamos morrer aqui!

- Acalmem-se homens!

Maya tentava se acalmar, e mesmo com o terrível balanço do mar e as ventanias poderosas ela corria para bombordo (lado esquerdo do navio) subia em sua lateral e se agarrava a uma das cordas, e com seus binóculos tentava avistar o navio inimigo. Quando conseguia, seu coração gelava, seus olhos se arregalavam e a garota quase perdia o equilíbrio e caía no mar.

- Não..isso não faz sentido.. por que mandariam..

Não era um navio pirata comum, aquele era o pior inimigo possível para se encontrar numa situação como aquela, o navio mais rápido do norte se aproximava furioso.

- Interceptor... maldição..

Correndo e tentando se equilibrar no navio que não parava de balançar, com uma das mãos tampando as pancadas de água que seu rosto recebia, Maya finalmente conseguia chegar até Shizuka, que provavelmente estaria controlando o leme do navio.

- Shizuka-sama! Shizuka-sama! Péssimas noticias.. um navio do norte se aproxima..dois dos nove estão a bordo, não temos nenhuma chance de escapar..ele é... é o Interceptor senhora..

Ela tinha certeza que sua almirante já ouvira falar do tal navio, a antes sorridente Maya agora estava em choque, toda a tripulação estava. Conheciam os terríveis servos de Agatha e sabiam de sua força, conheciam o impetuoso Interceptor e sua velocidade. Só lhes restava esperar pela morte e pelo fracasso de sua missão.

Só cabia a uma pessoa virar o jogo, e esta era Shizuka, a grande e jovem almirante da Resistência, fugir ou lutar, ela faria esta decisão, e o destino de todas aquelas pessoas estava agora em suas mãos. Este era o fardo que um líder deveria carregar.

Os navios estavam agora a pouco mais de 800m de distancia, Arten tentava com tudo sobreviver a tempestade e navegava para longe de Interceptor, e este por sua vez perseguia sua presa com vigor, se aproximando rapidamente e lidando sem muitas dificuldades com a tempestade, pois as tripulações do Norte estavam acostumadas a águas furiosas.
(ordem de postagem: Shizuka, Havik, Heikki, Kohaku)
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jul 13, 2015 11:57 am

Junto àquela tempestade, uma sensação ruim vinha em Shizuka. Tudo parecia contra eles. Bravamente a capitã tentava manter seu navio inteiro até seu destino final, mas algo acontecia. Seus marujos estavam assustados com algo, mas o que?

Maya entrava pálida, nervosa e em choque, informando a capitã o real motivo de todos estarem assustados. Interceptador, o navio mais veloz dos mares estava os caçando em meio a toda aquela tempestade. Imediatamente a mente de Shizuka voltava para a época em que entrou na resistência e teve sua primeira experiência contra a tão temida frota do gelo.



#Flashback#


Shizuka estava encarando os mapas quando o primeiro imediato entrava assustado encarando Koji que parecia muito tranquilo.

- Senhor! Estamos sendo atacados pelos navios da rainha do gelo! O que faremos! Estamos todos condenados à morte!

Sem perder o sorriso, Koji colocava a mão no ombro do homem e saia da sala, ficando na porta.

- Ha Ha Ha Ha! Olhem só pra vocês tremendo como garotinhas com medo da morte! Somos homens do mar, somos a Resistência! A morte nos rodeia a todo instante, e ainda assim aqui estamos. Agora preparem esses malditos canhões e vamos apresentar o fundo do oceano a nosso inimigos.

O homem gritava para sua tripulação com uma tranquilidade e animação que Shizuka não entendia. Imediatamente todos se acalmavam e preparavam tudo para o grande confronto.
Quando Koji retornava para a cabine, era encarado por Shizuka.

- hm? O que foi? Tem algo errado com meu rosto? – dizia o bem humorado capitão.

- Como consegue ser tão positivo e calmo?

O homem sorria, colocando a mão na cabeça da garota e bagunçava seus longos cabelos.

- Não é sobre ser ou não positivo Shizu-chi, é sobre fazer o que precisa ser feito.. Essas pessoas estão perdidas.. e precisam de alguém para mostrar-lhes o caminho.. Hoje esse alguém sou eu.. Amanhã... quem sabe?


#Fim do Flashback#



- Tem razão... – Sussurrava para si mesma e se virava para Maya, sorrindo. Assim como seu mestre fez naquela época, SHizuka colocava a mão no ombro de Maya e saia, ficando na porta da cabine. Ela encarava seus marujos, com um sorriso estranhamente calmo no rosto. - Hahahaha, olha só para vocês, ainda se dizem membros da resistência, entregando o jogo dessa forma? Foi pra ficar fugindo que entraram nessa causa? Ainda bem que Koji não está aqui para ver as lágrimas de menininha de vocês, homens! Temos que lembrar pelo que lutamos e por quem lutamos! Se tivemos que enfrentar a morte, a morte enfrentaremos, para que um dia a liberdade seja a única coisa que restará no mundo! – ela fazia uma pausa, respirando fundo e só então continuava. - Vamos marujos! Quero ver todos esquentando um pouco o traseiro congelado do povo do norte com a força nossos canhões!

Após o discurso, a capitã voltava para a cabine e olhava para Maya.

- Não se deixe amedrontar pela velocidade e força deles. Confie nos nossos ideais e lute por eles até o fim, Maya. Essa é a verdadeira força da liberdade!
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jul 14, 2015 9:57 pm

▬Havik não mais estava no alto do mastro principal quando o navio investia para dentro da poderosa tempestade. Mais do que ninguém ele conhecia a natureza e sabia que ela não seria piedosa com eles naquele dia, uma poderosa energia maligna emanava daquele lugar, como se na verdade aquela fosse uma maneira da natureza demostrar sua revolta para com a humanidade. Ele sabia que seria necessário no convés, toda a tripulação deveria trabalhar como um único corpo para manter o navio estável naquela situação. Cordas deveriam ser puxadas, velas constantemente abaixadas e levantadas, e uma série de tarefas difíceis e perigosas naquela ocasião.
As coisas começavam a sair do controle, a um ponto em que nem mesmo com toda a tripulação trabalhando o navio era estabilizado, mas não estava nem perto da pior situação possível, e isso se confirmava quando Havik arregalava seus olhos enquanto amarrava uma das velas menores que havia se rasgado no alto de um mastro. Uma energia poderosa e familiar, claramente um dos grande nove. Mas algo estava errado, mesmo que não quisesse acreditar aquela energia era grande demais para pertencer a apenas um dos nove, eram dois. Havik ficava de pé sobre o mastro, e mesmo com todo o balanço do mar ele se equilibrava sem dificuldade alguma. Encarava o horizonte, onde olhos comuns só poderiam enxergar água, sombras, nuvens e relâmpagos, mas não os olhos de Havik. Seu nome não era falcão por acaso, tinha habilidades oculares extraordinárias e conseguia enxergar com precisão qualquer alvo mesmo que estivesse a milhas de distancia▬

Esse navio...

▬Saltando do alto do mastro e caindo de pé no convés do navio, Havik falava numa voz extremamente séria▬

Temos companhia. Sinto duas energias poderosas a bombordo, dois dos nove nos caçam em meio a tempestade..Um navio de nome Interceptor se aproxima rapidamente.

▬Suas palavras causavam um pânico indesejado, mas eram necessárias pois caso não lhes alertasse do perigo seriam massacrados, seu aviso de antemão lhes daria tempo para pensar numa estratégia. Havik sabia da dificuldade da situação e conseguia entender muito bem por que a tripulação estava desesperada. Se aqueles fossem seus homens ele saberia exatamente o que dizer, mas não eram. Aqueles eram homens do mar, não caçadores das florestas, eles precisavam de um capitão mais do que nunca, de alguém para guia-los em meio aquela difícil condição, Shizuka deveria mostrar agora do que era capaz. Quando Havik a via sair pela porta da cabine ele parava o que estava fazendo, porém mantinha firme uma corda do mastro que ameaçava se soltar, e escutava atentamente a cada palavra da garota▬

▬Não conseguia deixar de se impressionar, tinha certeza de que agora aquelas pessoas estavam prontas para a batalha, e durante o discurso, mesmo que por um breve momento ele pode ver a imagem de Koji dando lugar ao belo rosto de Shizuka. Sorrindo, o índio falava consigo mesmo▬

O jovem pássaro deixa seu ninho, e agora segue o voo da mãe..ou devo dizer.... do pai?

▬Puxando com tudo a corda que segurava, Havik agora compartilhando da motivação da tripulação conseguia sozinho estabilizar o mastro principal, amarrando várias cordas que lhe mantinham firme, aquilo necessitaria da força de pelo menos 10 homens, mas não era dificuldade para ele. Quando Arten tomasse curso em direção a batalha, Havik sacaria sua machadinha e levantaria com uma das mãos, gritando em motivação▬

A luta!
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jul 15, 2015 11:51 am

Nos dias de viagem, quando estava sóbrio e via Kohaku não tão sóbria, acabava correndo atrás da garota, tentando cuidar dela e impedi-la de aliciar os marujos, pois aquilo acontecia quando a mesma ficava bêbada. No fim, havia se divertido bastante por ter em mente que aquela paz durante toda a viagem seria bem difícil de acontecer, estavam em constante perigo ali, mesmo indo pela costa. Pelo menos ele havia conseguido recuperar o dinheiro dado ao garoto da noite passada através de apostas e até mesmo ensinou um pouco do jogo de cartas para Kohaku.

No dia em que passavam longe do forte de Skyhold, e consequentemente adentravam ainda mais no território da Rainha, uma tempestade se aproximava, e Heikki havia vivido nos mares bastante tempo pra saber que aquilo daria trabalho. Se não acontecesse imprevisto algum seria mais fácil, assim o Caveira pensava, porém logo Havik descia do mastro, informando a todos que trabalhavam duro para manter o navio estável que dois dos nove servos estavam a caminho de Arten, e ainda usavam o famoso Interceptor, aquele que nunca deixou um navio inimigo escapar por causa de sua velocidade. Em apenas dois segundos, todos aqueles pensamentos que abrangiam a mente do Caveira se concretizavam, todos eles estavam no pior cenário possível daquela missão, e apenas sobreviver ali seria uma vitória.

O pirata olhava em volta, e via a tripulação inteira em desespero com a notícia. Não os culpava, também estava morrendo de medo, mas aquilo deixava o Caveira com um pouco de raiva também. Não era sua tripulação, mas ele queria fazer algo, Arten era um belo navio e não merecia afundar, assim como Eulen que afundou a um mês atrás. Heikki sabia que não tinha esse direito, apenas o comandante do navio podia motivar seus marujos, e não demorando muito, Shizuka aparecia, começando um ótimo discurso.

Usando Koji, o antigo comandante, como base, o discurso foi convicente até mesmo para o Caveira, que era um outro capitão. Ele sacava sua cimitarra, colocando a parte de trás de sua lâmina por cima do ombro, e em seguida levantava sua voz quando Shizuka abaixava a sua.

- Vocês ouviram a senhorita! Já tragam as tábuas, o Interceptor logo mais vai estar ao nosso lado, e podemos dividir a luta pro navio deles também, temos que tentar proteger as cargas ao máximo, mas isso não é a prioridade aqui, sobreviver é!

E vendo Havik levantando sua arma, no impulso acabava levantando também e rindo alto no processo.

- HIARHAHAHAHAHA! Esse pode ser um grande cenário pro retorno do Caveira! Que o deus dos mares esteja do nosso lado, homens!

Empolgado com a situação, parecia que ele estava no comando do navio por alguns segundos, mas aquilo era por Heikki ser um capitão por anos, um hábito apenas. Porém, outra coisa o preocupava e antes da batalha começar, seus olhos procuravam por Kohaku, e quando a encontrava, corria até ela, se agachando próximo e falando:

- Kohaku-san, esse navio tem várias pessoas boas, e pessoas más vão atacar, então as proteja com tudo viu? Se fizer isso deixo você ficar com a Sakki por um tempo!

Sakki por sua vez, já havia alçado voo assim que Shizuka terminava seu discurso. Indo para a cabine do navio para ficar longe da tempestade. O Caveira terminava sua fala, bagunçando um pouco o cabelo da pequena Akihito, e após a resposta voltaria para o meio do convés, esperando o começo daquela batalha.
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 17, 2015 10:54 am

Kohaku era esperta e conseguia aprender tudo muito rápido, exceto falar na primeira pessoa. Quando o jogo lhe era ensinado ela instantaneamente o masterizava, ganhando incontáveis rodadas mesmo que fosse a primeira vez jogando. Bebia como um marinheiro, apesar de ser apenas uma garota, conseguia provar que seu pequeno tamanho não era nenhuma barreira para a quantidade de álcool que conseguia ingerir. Era a ultima a ficar bêbada mas quando ficava se tornava insuportavelmente "excitada", todos eram Dante, e Dante estava por toda parte. Homens mulheres e crianças, nada escapava sua "fúria". Mas numa soma de fatores a garotinha conseguia conquistar o coração da tripulação, e muitos já a consideravam uma grande amiga nesse curto tempo de viagem, e uma companhia indispensável.

Mas a calmaria não durava para sempre, pois na metade da viagem as coisas se complicavam. Eles navegavam em direção a uma grande tempestade e Kohaku tinha uma terrível sensação.

- Kohaku não quer entrar lá, vamos voltar...

Mas não adiantava falar, os marujos tentavam acalma-la dizendo que sabiam se virar numa tempestade e falando que tudo ficaria bem adiante. Mas quando finalmente chegava a hora, Kohaku presenciava toda aquela bagunça e dificuldade. Tentava ajudar a sua maneira, fazendo o que lhe era pedido, mas tudo parecia em vão, já que a gritaria e desespero não pareciam ter fim.

De repente, o que parecia ruim piorava, Havik dizia algo a tripulação e todos ficavam ainda mais desesperados. Uma correria de um lado para o outro, que faziam Kohaku entrar em alarme. "Espada, onde tá?" Sua espada, ela havia deixado em algum lugar do navio e agora começava a correr de um lado para o outro procurando aquela grande lamina de metal. A garota ainda usava um vestido branco e largo, que agora molhado grudava em seu corpo e a atrapalhava a correr. Muitos trombavam com ela no caminho, mas sofriam mais com o impacto do que a própria. Ela era forte e seu equilíbrio impecável, mas só conseguia encontrar sua espada por que todos no navio haviam parado o que estavam fazendo por alguma razão.

Olhando para frente, procurando o motivo daquela comoção, Kohaku encontrava Shizuka, falando com firmeza várias palavras bonitas. Palavras que Kohaku não conhecia exatamente o significado, mas que a faziam se sentir firme e segura, e de repente todos gritavam. Seguindo o fluxo, a garota também gritava levantando sua grande espada para o alto. Mas a verdade era que ela não fazia a minima ideia do que estava acontecendo.

Seus olhos procuravam a resposta para tantas perguntas que queria fazer, mas só as conseguia quando Heikki se aproximava e falava sobre as pessoas que queriam machucar aqueles com os quais fez amizade e se divertiu tanto nos últimos dias.

- Kohaku sentiu energia estranha, era isso então? Pode deixar, ela não vai deixar ninguém se machucar, nem mesmo Sakki.

Seu olhar sério poderia ser cômico, mas era sem duvidas determinado, a garota não deixaria ninguém ali se machucar, e segurava sua espada com ambas as mãos, aguardando a hora de agir. A lâmina começava a tomar uma cor laranja, pois estava se aquecendo rapidamente, preparando-se para o combate iminente.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 17, 2015 10:10 pm



O medo dominava seus corações, os marujos de Arten sentiam-se destinados ao fracasso e a derrota. Estavam a mercê de dois dos nove temidos cavaleiros da Rainha do Norte, perseguidos pelo navio cuja velocidade era conhecida por todo e qualquer homem do mar. Escapar era impossível, lutar resultaria apenas em morte, não reconheciam mais a razão pela qual continuavam se esforçando. Mas havia alguém ali que sabia exatamente essa razão, alguém que com sua voz poderia mudar o curso da situação, Shizuka, a jovem almirante da Resistência saia porta fora, e levantava sua voz com tanta determinação, que nem mesmo os terríveis barulhos do mar e dos raios eram capazes de sobrepor suas palavras.

Os marujos levantavam seus olhos amedrontados, e observavam a jovem garota dizer as palavras que precisavam escutar, e ainda mais. Maya mesmo de dentro da cabine observava Shizuka pelas costas, e seus olhos brilhavam. As palavras faziam toda a tripulação esquecer do perigo, da morte iminente, do mar que balançava violentamente chacoalhando o navio. Não tinham nada para expressar o que sentiam, não até escutarem os gritos de Havik, Heikki e Kohaku, que levantavam suas armas dando o sinal para que a batalha começasse.

Toda a tripulação gritava em frenesi, em seus corações uma chama se acendia, o desejo pela glória, pela liberdade e principalmente pela vitória cobria todo e qualquer resquício de medo que sentiam, podiam ver o velho almirante Koji, refletido na imagem de Shizuka, e Maya depois de escutar aquelas palavras, se sentia disposta a morrer pela causa.

- Me lembrar pelo que lutamos...

Uma almirante sem duvidas, nascida para liderar, ela poderia segui-la até o fim, era o que a jovem Hammer sentia. Maya tomava folego, cerrava seus punhos e caminhava a passos fortes para fora da cabine, levantando sua voz.

- Vocês escutaram sua almirante seus porcos do mar! Preparem os canhões! Motores a toda potência! Soltem todas as velas! Vamos pegar esse vento! Vamos cavalgar essa tempestade! Vamos mostra-los o que  Arten pode fazer!

Tomados pela adrenalina e cheios de coragem, os tripulantes de Arten estavam prontos para a batalha, o navio virava a estibordo (direita) quase perdendo seu mastro principal com a força do vento. Mas eles apenas não se importavam mais, confiavam em seu navio e agora estavam frente a frente com o poderoso Interceptor. Os navios se aproximavam em grande velocidade, como se testassem a coragem um do outro. Mas Arten tinha um pequeno truque na manga, sua proa era recoberta por metal, uma grande haste de ferro cobria a região formando uma espécie de ariete. Um impacto aquela velocidade seria capaz de causar grande estrago a Interceptor.


Toda a tripulação gritava enfurecida, como se estivesses dispostos a sacrificar o próprio navio para derrotar a lenda que enfrentavam. Com aquela cena diante de seus olhos, a tripulação de Interceptor era surpreendida, pois estavam acostumados a perseguir suas presas e derrota-las durante sua fuga. Mas essa presa havia se cansado de fugir e agora pretendia lutar, e não parecia ter perdido as esperanças de vitória. Os marujos do norte gritavam uns com os outros.

- Eles... Eles estão vindo?

- São loucos? Estão vindo direto pra gente!

- Não acho que tenham a intenção de parar! Se recebermos essa pancada estamos perdidos!

Eles aguardavam as ordens de Kurou e Karen, que com séculos de experiência conheciam muito bem aquela estratégia, era conhecida como "Ram" cujo significado varia entre as palavras atropelar, passar por cima. O navio inimigo utilizaria sua velocidade e poder para causar danos ao outro, sacrificando sua própria proteção para esse objetivo. Uma manobra devastadora porém muito arriscada.

Cabia aos dois comandantes do navio lidar com aquela situação da maneira que achassem melhor, e também cuidar para que a coragem de seus homens não desaparecesse ao presenciar tamanho desejo de sangue vindo de seus inimigos.

(Ordem de postagem: Karen, Kurou)
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 19, 2015 4:41 pm

Karen não conseguia ficar parada nem um segundo, estava inquieta e ansiosa pela vitória, ao lado de Kurou ela observava os soldados de sua rainha gritando em alvoroço. O inimigo tentava inutilmente fugir e era só uma questão de tempo para que os alcançassem e lhes provessem o fim que mereciam. Mas algo mudava, o navio perseguido dava meia volta, e agora vinha furioso na direção de Interceptor.

- Insolentes...

Ela observava furiosa o navio que se aproximava, e o pensamento de te-los subestimado tomava conta de seu coração frio, mas a guardiã do norte não se intimidava, encarava aquela embarcação por segundos, enquanto o vento e a chuva batiam em seu rosto, fazendo seus cabelos grizalhos balançarem e grudarem em seu rosto. Os gritos dos soldados em surpresa expressavam o que Karen sentia, mas ela se enfurecia com a estratégia tomada por seus adversários e falava a seus marujos.

-Insolentes, porém corajosos! Mas a coragem provida do desespero não passa de besteira.. Não temam meus irmãos e irmãs pois este é um dia a ser lembrado, o dia em que puniremos aqueles que tentaram se opor a nossa Rainha!

A oitava serva de Agatha conhecia sim aquela estratégia, pois esta não era a primeira vez que lutava uma batalha naval, levantando uma de suas mãos ela falava, em alto e bom som.

-Virem a estibordo, preparem-se para o impacto!

Karen não recuaria, era orgulhosa demais para se ver fugindo de um inimigo como aquele, sua intenção era virar o navio pelo menos um pouco, para que o impacto não os atingisse na proa, se conseguisse desviar a direção do ataque de Arten, faria com que o navio inimigo deslizasse para a esquerda, deixando-os lado a lado, para que a verdadeira batalha começasse. Abraçando Kurou uma ultima vez antes da batalha, Karen falava com um olhar psicótico em seu rosto, completamente diferente daquela que antes dava as ordens.

-Kurou meu amor..finalmente chegou a hora.. finalmente.. Vamos recuperar a honra de nossa mãe juntos!

Se soltando com um empurrão de Kurou, a garota abria seus braços, e os pássaros de gelo que antes vasculhavam a região agora se aglomeravam sobre Interceptor, formando uma grande nuvem brilhante, que de repente avançava na direção de Arten, com grande força, uma chuva de "balas" de gelo que se chocavam contra o casco e a tripulação do navio inimigo.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 19, 2015 5:48 pm

Karen não hesitava em dar aquelas ordens, arriscadas, mas eram as melhores caso quisessem mesmo batalhar. Kurou se virava também para sua tripulação e continuava as palavras de sua amada com um incentivo a eles.

- Vamos homens! Temos o nome de nossa rainha para limpar!

Não demorava muito, e sentia o abraço apertado de Karen, lhe dizendo aquelas palavras com um olhar diferente do usual. Um olhar que poderia muito bem assustar os outros, mas não Kurou, ele amava tudo o que vinha de sua amada, e aquele era apenas um a mais de seus charmes. Por isso, com o rosto sério, também deixava algumas palavras para ela assim que era empurrado.

- Karen. Não se preocupe, vou garantir nossa vitória!

Dizendo isso, assim que os navios estavam se empareando, um ao lado do outro, Kurou saltava de seu navio em direção a água do mar, mas por que ele fazia algo tão ilógico? Era apenas para aproveitar ao máximo sua habilidade. Com as mãos cobertas de aura gelada, disparava ondas de gelo para baixo, o que formava com o fechar de seus punhos uma rampa temporária de gelo. Ele continuava fazendo isso, e deslizava pelas várias rampas que formava a sua frente, ganhando velocidade com isso.

"A agilidade do Norte", era um outro apelido do nono servo de Agatha, com essa habilidade, Kurou não tinha limites em sua movimentação quando fora de um combate corpo-a-corpo, e com sua projeção de gelo, ganhava velocidade "patinando" pelas rampas criadas acima do mar, e ainda na altura dos canhões de Arten. Onde faria seu primeiro movimento.

Além de usar a projeção de gelo para criar suas rampas, ele saltava, e enquanto estava no ar, em velocidade e sem rampas, usava suas mãos para lançar rajadas de gelo para congelar parcialmente cada canhão que passava em sua visão. Quando a atitude de seu salto ficava inferior as dos canhões, ele voltava a projetar suas rampas e agora "patinava" em volta do navio inimigo.

Nessa altura de eventos, provavelmente já haviam o localizado. Com o ataque contra os canhões. Por isso estava preparado para desviar de qualquer coisa disparada contra ele, e naquela velocidade em que se encontrava seria fácil desviar. Os olhos de Kurou eram ótimos e ele procurava uma vítima, alguém que pudesse ser importante para a tripulação, se desabilitasse essa pessoa, seus soldados se sentiriam mais livres para lutar, por isso enquanto desviava de projéteis procurava alguém à borda de Arten, e quando chegava próximo ao bombordo de Arten, avistava uma pequena garota, carregando uma grande espada, ela seria seu alvo.

Kurou fazia uma volta, se distanciando do navio, mas quando tomava distância o suficiente, avançava em direção de seu inimigo, e sempre subindo pouco a pouco a atitude de suas rampas, e quando via que poderia saltar e alcançar o bombordo do convés de Arten, ele parava suas projeções e em cada braços seu surgia uma Katar feita de gelo. Um gelo resistente usando a magia que sua rainha o concedeu a séculos atrás, quando o salvou da morte e lhe deu a oportunidade da eternidade ao lado de sua amada.

E como o impulso de seu salto não bastasse, um giro em volta de si era realizado e o golpe contra Kohaku era lançado em meio ao seu giro. Da esquerda para a direita, usando primeiro a lateral da lâmina da katar direita, na altura do busto da garota, querendo cortá-la no peito. Mas não era apenas um golpe, depois da katar direita, a que estava em seu braço esquerdo também vinha, com a mesma força e direção do que o golpe anterior.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jul 21, 2015 8:10 pm

O vento soprava forte, as águas da chuva se chocavam contra os navios e suas tripulações violentamente, uma batalha começava em meio a uma das mais violentas tempestades já vistas naquelas regiões. De um lado estava Arten, com sua tripulação formada por poderosos membros da Resistência, Shizuka, Havik, Kohaku e Heikki e todos os outros ali presentes, e do outro lado estava Interceptor, uma lenda dos mares nortenhos, tripulado por dois dos nove cavaleiros da rainha do gelo, Kurou e Karen.


Em grande velocidade Arten se aproximava, pronto para se chocar com tudo na estrutura de Interceptor, sua tripulação gritava enfurecida, prontos para superar aquele desafio que até então parecia impossível.Mesmo assustados, os soldados do Norte, seguindo as ordens de Karen, viravam seu navio no ultimo instante e Interceptor conseguia desviar parte do impacto que estava prestes a receber. Ainda assim, a pancada era forte o suficiente para causar um estrondo ensurdecedor, fazer voar lascas de madeira e faíscas para todas as direções, e os tripulantes que não conseguiam se segurar eram arremessados violentamente.

Agora os navios estavam paralelos e uma verdadeira guerra tinha início, Maya gritava o mais alto que podia.

- Abram fogo!

Mas havia algo errado, os canhões não disparavam, e vários gritos vinham do andar inferior.

- Os canhões estão congelados! O desgraçado congelou nossos canhões!

E rajadas de balas de canhão eram despejadas sobre Arten sem que este pudesse revidar, uma estratégia inteligente executada por Kurou, que fazia Arten perder aquele primeiro estágio do confronto, além disso, o nono servo de Agatha, abordava facilmente o navio, e atacava a jovem Kohaku. Mas não só o navio era danificado, pois uma chuva de pássaros congelados eram disparados contra sua tripulação, ninguém estava seguro e os tripulantes de Arten procuravam lugares para se cobrir daquele ataque devastador. A origem daquela habilidade era Karen, que ainda estava a bordo de Interceptor.

Os navios manobravam virando 180º em direções opostas, e agora mais distantes um do outro o tiroteio recomeçava. Arten se via obrigado a se afastar e desviar das saraivadas de balas até que seus canhões fossem descongelados, mas isso se provava impossível, nada escapava do poderoso Interceptor, pois este era um navio especializado em perseguições.

Quando Arten tentava se distanciar, três grandes arpões, normalmente utilizados para a caça a baleia, eram arremessados, e atravessavam o casco seu casco, prendendo-o ao Interceptor. Pouco a pouco as cordas que se prendiam aos arpões eram puxadas e os navios eram colocados novamente paralelos. O navio da Resistência estava sendo massacrado, seus soldados mal podiam sair de onde se escondiam, e os vários corajosos que saíam eram mortos ou feridos pelos pássaros gelados que sobrevoavam a região.


Cabia agora a Shizuka, Havik, o Caveira e Kohaku, utilizarem suas habilidades para contornar aquela situação, e apoiar seus soldados que lutavam bravamente, mesmo sob tamanha desvantagem.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Jul 21, 2015 11:54 pm

A batalha começava e a seriedade tipica de Shizuka surgia novamente. A situação não estava nada boa para eles.

- Não...não meu navio... - a voz de Shizuka saia com raiva. Sacava sua Katana imediatamente e sua aura se elevava.

Ali era o vento contra a neve. Aqueles pássaros, os arpões...

- Pense rápido.

A porta da cabine se abria rapidamente e a capitã se arriscava em sair. Ficar escondida nunca foi algo que Shizuka aprovava. Ela precisava fazer algo. Um salto era dado, desviando de várias bolas de gelo, e movimentos rápidos com a longa katana era realizado, criando um movimento rápido do ar, acertando vários dos pássaros de Karen, dando uma abertura para seus companheiros.


- Vamos nos divertir um pouco pessoal! - gritava para seus aliados. - Neptune's Winds!




Ainda no ar, Shizuka girava com sua Katana gerando uma movimentação nova no ar. Uma coluna ondulante de ar surgia e deslocava-se com uma velocidade aproximada 40 km/h. Quando aquela onda de ar tocava a água do mar formava uma tromba d'agua. Está ia na direção do Interceptor, controlado pela capitã do Arten, que ao cair novamente em seu navio, recuava, olhando o tempo todo para o navio inimigo
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Jul 23, 2015 10:46 am

▬Uma verdadeira batalha tinha inicio, e Havik o "apache" tomava sua posição com toda sua velocidade, um poderoso impacto o forçava a se segurar, e sem muitos problemas ele se equilibrava. Mas algo pior vinha em seguida, um ataque devastador e continuo avassalava o navio e sua tripulação. Até mesmo Havik era forçado a se esconder, porém tinha em mente que não poderia deixar aquilo continuar. Cuidadosamente porém em grande velocidade ele conseguia escalar o mastro principal, e quando lá no alto percebia que Shizuka tomava a iniciativa▬

É agora

▬Um poderoso ataque era lançado pela garota, que seria perfeito para que Havik pudesse agir. Ele pegava seu arco e o armava, apontando na direção da serva de Agatha que conjurava uma magia devastadora▬

Tenho que por um fim nisso.

▬Havik não poderia mais ver os bravos soldados da Resistência serem mortos por tal habilidade covarde, com sua flecha colocaria um fim a existência daquela garota. Carregada com sua energia, e utilizando todo o seu domínio sobre o vento e a madeira, Havik disparava uma flecha com toda a precisão que possuía, dessa forma, mesmo em meio a fúria dos ventos da tempestade o poderoso projétil cortava o ar na direção da cabeça de sua oponente. Uma espiral de vento poderia ser vista por aqueles que observassem o disparo, mas não haveria muito tempo para faze-lo, uma vez que sua velocidade era insana▬

▬Ele pode perceber a presença de um dos servos a bordo de Arten, mas não havia tempo para impedi-lo agora, pois a magia que não permitia seus soldados lutarem deveria ser parada o quanto antes▬
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Jul 23, 2015 3:01 pm

Era a batalha começar e Heikki sentia a força que a nação do Norte tinha. Os canhões estavam temporariamente congelados, e bastava apenas aquilo para que ele se lembrasse de um mês atrás, quando o motor de Eulen foi congelado e mal puderam lutar contra tantos navios. Mas daquela vez era apenas Interceptor, talvez tivessem alguma chance agora.

O Caveira estava por trás de várias caixas, e quando estas eram destruídas, só restava ao pirata correr, ou rolar, até se proteger com mais caixas, que estavam espalhadas pelo convés.

"Que ataque chato! Ninguém tá conseguindo fazer nada..."

Heikki olhava para o lado, onde poderia ver os três que foram na missão com ele. Havik e Shizuka estavam olhando para Interceptor e Karen, Kohaku estaria enfrentando o outro servo que a atacou diretamente, o que restava para Heikki fazer? ... O pirata pensava e ele via em sua volta vários marujos amedrontados, aquela chuva de pássaros parecia não ter fim, e a moral da tripulação estava caindo aos poucos, ele como um capitão de outra embarcação podia sentir... e era por isso que ele gritava para Shizuka e Havik.

- EI, VOCÊS DOIS! DÊEM UM JEITO NESSA MALDITA CHUVA! ... Droga!

Foi só colocar a cabeça para fora da proteção das caixas que um pássaro passava bem próximo a seu rosto, "protegido" pela máscara de Caveira. Heikki recuava rapidamente com o susto, e respirava fundo. Em sua mão direita estava sua cimitarra, na esquerda, seu revólver, e ele apertava suas empunhaduras enquanto rangia os dentes.

"Tch. Eu preciso fazer alguma coisa..."

Um capitão deveria confiar na tripulação também... por isso ele fechava os olhos e reunindo uma certa coragem que nem ele sabia que tinha, Heikki se colocava de pé pela primeira vez desde que a batalha havia começado. Ele encarava aquela chuva de pássaros, e de passo em passo, ele ia tentando chegar no estibordo do navio, onde ficaria frente a frente com o bombordo de Interceptor.

O Caveira olhava para os marujos assustados que se escondiam com um sorriso por baixo da máscara, enquanto rebatia com sua cimitarra um dos pássaros de gelo que vinha em sua direção.

- VÃO FICAR SE ESCONDENDO PRA SEMPRE?! HIARHAHAHAHAHA! SE NOSSO NAVIO ESTÁ SENDO ATACADO, TEMOS QUE INVADIR O DELES! JOGUEM OS GANCHOS! Vamos bagunçar o Interceptor!

E rindo, Heikki continuava a rebater os pássaros de gelo, chegando até a receber dano de alguns que passavam raspando por seu corpo, mas o Caveira continuava andando até o estibordo, e torcia para que suas ações inspirassem a tripulação de Arten.
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 24, 2015 6:49 am

Kohaku se segurava na borda do navio e se preparava para o impacto, quando este vinha ela conseguia se segurar com maestria, mas sabia que aquilo não era tudo. A batalha começava e a garota esperava a hora de agir. Tomava sua grande espada em mãos e a apertava com força, quando o fazia o objeto de mais de 100kg tomava uma cor laranja, como ferro em brasa.  Ela olhava ao seu redor, e em seguida na direção de Interceptor, de lá podia ver a gigante nuvem de pássaros congelados se aproximando para o ataque. A garota pulava a frente de um grupo de marujos que pareciam não ter encontrado um lugar para se esconder a tempo e gritava.

- Kohaku protege vocês! Fiquem atrás dela!

E tomada de grande determinação a pequena garota bloqueava quantos ataques podia com sua espada. Os pássaros de gelo derretiam meramente por se aproximar daquela arma, que estava elevada a uma temperatura altíssima. Seu equilíbrio, precisão e velocidade com aquela espada eram assustadores, dado o grande peso do objeto e a estatura pequena de Kohaku. Ela girava a espada e seu próprio corpo incansavelmente no ar, como uma apresentação de acrobacias, Kohaku usava o peso da espada para jogar o próprio corpo, assim como o peso de seu corpo para jogar a espada, era como se ambos formassem um só seguimento.

Aqueles marujos ficavam a salvo, mas o pior estava por vir, pois a garota pôde sentir uma gigantesca aura se aproximar, e por um breve instante quando olhou na direção da energia, tudo o que pôde ver foi uma lâmina de gelo se aproximando em grande velocidade. Pouco tempo havia para pensar no que fazer, mas por sorte os instintos da garota falavam mais alto e seu corpo se mexia sozinho. Kohaku se inclinava para trás, como se estivesse prestes a fazer uma "ponte", mas não tocava suas mãos no chão. A primeira lâmina passava direto e Kohaku tinha sua cabeça já muito próxima ao chão, assim quando a segunda lâmina se aproximava, a garota terminava seu movimento realizando um salto mortal para trás, fazendo a lâmina passar agora a centímetros de suas pernas.

A garota não esperava para agir, se virava rapidamente balançando sua espada, e num movimento rápido na diagonal mirava o ombro direito de seu oponente. O golpe era poderoso, e capaz de ferir até mesmo sem tocar graças ao calor emitido pela arma.

- Arten não vai perder!
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Jul 25, 2015 12:04 pm



Uma batalha violenta acontecia nas águas do Norte, Arten que até então parecia indefeso, era salvo pelos esforços de seus mais poderosos tripulantes, pelo menos por enquanto. Uma grandiosa tromba d'água era lançada na direção de Interceptor por Shizuka, e causaria grande estrago a seu inimigo. Os marujos ao verem sua grande almirante demostrar tamanho poder se enchiam novamente de coragem e agora seguidos pelo grito encorajador do famoso Caveira eles saíam de seus esconderijos. Não queriam saber se pássaros gelados perfurariam seus corpos quando o fizessem, não possuíam mais seus canhões, mas isso pouco importava, ainda tinham seus punhos e espadas, e o navio inimigo estava quase ao alcance, muitos aguardavam a chance para saltar e atacar Interceptor.

Ao mesmo tempo Kurou tentava atacar Kohaku, que desviava habilmente das armas de seu adversário. Os marujos próximos sentiam o terror de encarar frente a frente um dos nove grandes servos do Norte, mal conseguiam se mexer, se sentiam congelados e incapazes de reagir a tamanha força e pressão. Mas lá estava uma pequena garota enfrentando sozinha aquele inimigo tão poderoso. Envergonhados e agora tomados e inspirados pela coragem da garota, alguns marujos partiam na direção de Kurou com suas espadas, enquanto outros atiravam com suas armas.

- Morra!!

- Enfrente alguém do seu tamanho!

Maya por sua vez, observava Shizuka criar seu ataque, e Havik disparar do alto do mastro contra o inimigo, mas sua preocupação era outra. Correndo até o andar inferior tentando ao máximo não ser pega por nenhuma das balas e projeteis que eram atirados, Maya gritava.

- O que está acontecendo?!

- Os canhões foram congelados Maya, estamos tentando destruir esse gelo, mas é muito resistente!

- Merda.. Precisamos de vocês lá em cima, deixem os canhões!

E assim uma grande quantidade de soldados subiam no ao andar superior, e se deparavam com tamanha batalha, estavam prontos para o combate e logo já atiravam contra seu inimigo.


A tromba d'agua se aproximava de Interceptor, e Havik atirava contra Karen, caberia a mulher defender seu navio e a si mesma, ou talvez deveria escolher uma das opções. Seus soldados contavam com sua força e o grande Interceptor corria perigo de destruição. Animados, os soldados de Arten viam o ataque de sua almirante se aproximar do inimigo, e a possibilidade de vitória mais uma vez tomava seus corações.
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 26, 2015 2:15 pm

Seu ataque era um sucesso, seus inimigos antes tão corajosos agora se escondiam e se ajoelhavam a seus pés. Karen como a mais orgulhosa dos nove servos da rainha, tinha agora seu ego inflado ao máximo e sorria de maneira psicótica.

-Hahahahaha!! Pereçam diante o poder do Norte, ajoelhem-se e peçam perdão por sua insolência!

Mas seus olhos se arregalavam e sua boca se calava imediatamente, pois ao contrário do que havia pedido, seus inimigos se levantavam ainda mais furiosos do que antes. Uma garota de presença poderosa revidava seus ataques, "Seria aquela a capitã do navio?" Karen pensava, mas não havia mais tempo pois a garota que observava atacava com uma poderosa habilidade. Uma tromba d'água se formava e vinha na direção de seu navio. A princípio Karen estava impressionada, mas num segundo momento seus olhos mostravam raiva.

-Seus...Quem vocês pensam que eu sou?!?

Os olhos de Karen brilhavam num azul claro como o céu da manhã, seus cabelos balançavam como  se fossem um só com o vento, e uma poderosa aura emanava de seu corpo. Ao redor da grande tromba d'água, vários pássaros se manifestavam. Eram maiores do que os anteriores e em quantidade absurda. Quando Karen movia seus braços os pássaros investiam contra o ataque de Shizuka, entrando com tudo na tromba d'água como verdadeiros suicidas. Um a um eles entravam, e a cada pássaro aquela pilastra d'água se solidificava, formando agora uma grande pilastra de gelo que em questão de segundos se quebrava em mil pedaços.

Mas durante a conjuração daquela habilidade, Karen era surpreendida novamente. Pois no mesmo instante em que deu a ordem para seus pássaros mergulharem contra a tromba d'água, algo vinha em sua direção, e a acertaria em cheio no rosto se um de seus pássaros, com ordens de protege-la a todo instante não tivesse se manifestado e se colocado na direção do projétil. Mesmo com o sacrifício da criatura, a flecha não parava, apenas mudava um pouco seu curso. E Karen apesar de tentar desviar seu rosto, era atingida de raspão.

Um corte em sua bochecha, a garota arregalava seus olhos e levava a mão ao rosto. Quando tirava a mão dali e a olhava, Karen via, depois de séculos, pela primeira vez seu próprio sangue gelado. Ela tremia e não piscava uma única vez, um de seus soldados se aproximava preocupado.

-Senhorita Karen, você est..

O homem era alvejado por dezenas de pássaros, e caía ao chão coberto por cristais de gelo dentro e fora de seu corpo. Os outros soldados se assustavam, pois sabiam que quando Karen estava irritada, não diferenciava amigo de inimigo.

-Seus..porcos...sujos..como ousam ferir meu rosto...como ousam... Eu vou massacra-los pessoalmente, eu vou faze-los em pedaços!!

Uma incrível quantidade de pássaros voavam ao seu redor, bloqueando todos os projeteis que tentavam se aproximar da mulher, e cinco pássaros gigantes se manifestavam do próprio ar e sobrevoavam Arten quando Karen levantava suas duas mãos. Possuíam cerca de 2 metros da ponta de uma asa até a ponta da outra, e tinham ordens para eliminar aqueles inimigos com a maior concentração de energia, não importa aonde estivessem, os alvos eram, Shizuka, Havik, Heikki, Kohaku e Maya. Eram rápidos e mortais, quando atingissem seu alvo o congelariam por dentro e por fora, e caso não acertassem congelariam a região a qual atingiram, formando uma grande lótus de gelo.

-Morram...MORRAM!
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Jul 26, 2015 4:47 pm

Kohaku se mostrava ágil, evitando o golpe duplo de Kurou por pouco, e em seguida, ela já tentava o acertar no ombro com sua grande espada incandescida. O nono servo ainda estava no balanço do golpe e não seria possível desviar por completo, mas ele sabia o que fazer.

A katar de gelo que estava em sua mão direita sumia, e em seu lugar uma armadura de gelo para seu braço aparecia, e junto disso um passo ágil e longo para a esquerda era dado. A espada de Kohaku passava riscando todo o braço protegido de Kurou, numa temperatura altíssima que descongelava toda sua proteção, a destruindo em instantes, mas acabou não o ferindo, apenas queimando, deixando a manga direita de seu sobretudo completamente chamuscada, além de sentir algumas ardências em seu braço. Era momento de agir.

Não dando espaço para Kohaku retornar a sua posição de luta, Kurou abria sua palma da mão direita, a apontado para a espada que estaria próxima ao convés do navio, e projetava um grande cubo de gelo que prenderia por instantes a arma ao navio, e com a Katar de gelo que havia sobrado, ele tentaria golpear o rosto da garota com a ponta de sua lâmina, mas a centímetros de acertá-la, o cavaleiro parava de súbito. Razão? Sentia a aura de sua amada aumentar bastante, ela lançaria um golpe mais poderoso ainda contra aquele navio e não seria muito sábio continuar ali.


- Minha Karen... você precisa se acalmar...

Kurou dizia aquilo para si mesmo, e com um salto para trás, pulava de Arten. No ar já projetava novamente suas rampas de gelo e "patinava" sobre as mesmas. Dessa vez ele procurava ganhar atitude, tendo uma visão panorâmica da batalha que acontecia. Os pássaros de gelo de sua amada se lançavam contra os mais fortes da tripulação inimiga. Karen estava com um olhar furioso, e seu cavaleiro tinha o dever de proteger sua princesa, por isso quando Kurou abaixava novamente sua atitude, patinava entre Karen e seus inimigos, mas suas atenções agora estavam mais voltadas para Havik, este carregava uma arma a distância e com isso, acreditava ser a maior ameaça para sua amada.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Jul 27, 2015 7:51 pm


Ao contrário do que esperavam os atacantes do Norte, Arten se provava um grande desafio, pois a moral de seus inimigos não abaixava, e mesmo diante daquele ataque furioso eles permaneciam corajosos e determinados. Karen conseguia impedir que o ataque de Shizuka causasse maiores danos a Interceptor, mas a custo de seu próprio sangue e orgulho, e Kurou agora preocupado, buscava eliminar aquele que representava maior ameaça a sua amada, e atacava Havik que estava no alto do mastro principal.

Mas mesmo nesse cenário de caos e morte, onde o mar e a tempestade se provavam tão difíceis de superar quanto os inimigos que ambos os lados enfrentavam, a batalha continuava. Os arpões de Interceptor finalmente traziam Arten ao alcance, e agora os navios estavam paralelos e muito próximos um do outro.


Determinados, os soldados de ambos os navios posicionavam pranchas e ganchos para chegarem ao navio inimigo. Eles saltavam gritando furiosos, com armas de fogo e espadas em mãos. O barulho da batalha, os gritos, armas disparadas e o tilintar de espadas se misturavam aos sons do mar e da tempestade.

Os nortenhos poderiam facilmente afundar o navio inimigo que agora estava sem artilharia. Mas não seria o suficiente, eram orgulhosos demais e se recusavam a derrotar seus inimigos de maneira tão covarde. Provariam a superioridade do Norte numa batalha de proximidade, homem contra homem.

Karen, a oitava serva da rainha estava furiosa, e em meio a seus delírios conjurava um poderoso ataque contra os cinco mais fortes do navio inimigo. Shizuka, Havik, Heikki, Kohaku e Maya agora estavam na mira de grandes pássaros de gelo, que se aproximavam em grande velocidade. Maya Hammer se preparava para se juntar a luta, mas precisava encorajar aqueles que ficavam para trás.

- Vamos!! Eles querem testar nossa força! Não vamos deixa-los desapontados! Hahaha!!!

Mas falhava em perceber o ataque que vinha em sua direção, o pássaro mirava suas costas e a acertaria em cheio se dois de seus companheiros da tripulação não se colocassem na frente do ataque.

- Maya cuidado!

- huh?

Os homem recebia o ataque por Maya e tinham seus corpos congelados e arremessados ao mar pelo impacto. Maya ficava paralisada e culpando a si mesma.

- Idiotas..minha vida não vale a de vocês.. IDIOTAS!

Cerrando seus punhos a garota sacava sua cimitarra balançava na direção do navio inimigo furiosa, a garota caía em meio a um grupo de soldados do norte, e mostrava sua grande habilidade com a espada, cortando e matando todos em seu caminho. A jovem Hammer não conhecia os conceitos de aura, nem passara por grandes treinamentos, mas sabia se virar numa luta muito bem.

Os aventureiros deveriam agora lidar com o ataque de sua oponente, os grandes e velozes pássaros que vinham em sua direção, e se juntar a luta de alguma forma, pois a tripulação de Arten estava numa desvantagem de 1 para 3, possuindo cerca de 50 tripulantes, enfrentavam 150 soldados de Interceptor.

(Ordem de postagem: Shizuka, Havik, Heikki, Kohaku)
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Jul 29, 2015 11:11 am

- Tsc...maldita! - Seu ataque era parado por Karen e irritava a capitã do Arten. Novamente tinha que pensar rápido e analisar a situação de forma extraordinária. - hm... eles gostam de uma desvantagem né?... e se... - sussurrava para si mesma, vendo Karen conjurar seus pássaros.

Uma ideia brilhante surgia em sua mente e, após ver o que um daqueles pássaros fez, a capitã usava sua aura para que sua velocidade fosse maior.

- Maya, mova-se daí! - gritava para tentar despertar sua companheira. Quando chegava na beirada do navio, saltava fazendo um movimento giratório e com sua Katana, causava na direção de Havik uma ventania que poderia desestabilizar o que estivesse no ar ou, se tivesse o controle do ar, usar a seu favor, e quando pousava, caia no convés do Interceptor. A garota partia para o centro do navio e parava, aguardando o pássaro de Karen atacá-la e quando isso acontecesse, ela sairia nos últimos instantes e partiria para cima de Karen, sorrindo. Seus olhos brilhavam num tom púrpura mais intenso. - Olá! HAHAHAHAHAHA! - o que havia com Shizuka? Havia perdido a cabeça? Era o que parecia e após um salto fazia um movimento na vertical com sua longa Katana atacando diretamente a serva da rainha do gelo.
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Jul 31, 2015 11:25 am

▬Uma batalha sangrenta e violenta não agradava os olhos do pacifico índio, mas este sabia que a paz só poderia alcançada através da luta, por isso não hesitava em seus ataques. Infelizmente não fora capaz de atingir seu alvo, mas a flecha enfurecia sua oponente, e a deixava descuidada. No alto do mastro ele podia ver o desenrolar de todos os acontecimentos, mas naquele momento sabia que devido a seu ultimo ataque se tornaria o centro e principal alvo inimigo▬

▬O poderoso servo da rainha que antes atacava Kohaku, agora patinava na direção de Havik, e ao mesmo tempo um grande pássaro de gelo vinha de cima em grande velocidade. O índio deveria pensar rápido, e ser preciso em suas ações. Podia sentir uma corrente de ar, acompanhada da grande aura de Shizuka se aproximar, e isso lhe dava a oportunidade perfeita para se mover.

▬Saltando para trás poucos instantes antes de ser atingido pelo grande pássaro, Havik conseguia se desviar, e agora se via numa queda livre de ponta cabeça com seu arco ainda em mãos. A corrente de ar de Shizuka atingia seu corpo, e ele conseguia, utilizando seu próprio controle sobre tal aura, se movimentar em plena queda, e ajeitar seu corpo a ponto de conseguir pegar uma flecha e atira-la com precisão na direção do servo da rainha que se aproximava. Pouco antes de soltar a flecha, ele falava num tom baixo▬

Espíritos da tempestade me emprestem a força de sua fúria.

▬Quando a flecha era disparada, um grande clarão a sucedia, e com a velocidade de um raio ela subiria na direção de Kurou, deixando uma grande espiral de vento cortante em sua trajetória. O índio cairia de pé sobre o convés de Arten, e colocaria sua machadinha em mãos pronto para se defender, ou atacar os inimigos que se aproximassem▬
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Ago 01, 2015 3:48 pm

- Vamos lá! Hahaha! Invadam o Interceptor!

Heikki estava levantando sua cimitarra enquanto via os marujos indo para o outro lado, atacar o inimigo. A chuva de pássaros de gelo já não existia mais, porém ele acabava sentindo algo vindo em alta velocidade. Quando o Caveira olhava para cima, via um pássaro maior, em sua direção. Assustado, se movia no impulso, tentando pular para o lado e escapar do golpe. Conseguia por pouco, mas o impacto da explosão o jogava direto no mastro de Arten. Batendo as costas com tudo, Heikki ficava de ponta-cabeça enquanto sentia uma tontura infernal. Era quando os soldados do Gelo também invadiam Arten, e viam o estado do Caveira.

Procurando finalizá-lo, um deles se aproximava, tentando golpear o homem atordoado, mas os reflexos daquele chamado de Caveira eram ótimos. Ele já havia visto o mundo daquela forma (todo ondulado) varias vezes em suas noites de bebedeiras, e ver que tinha um golpe se direcionando a ele era fácil, mas se não fosse o bom reflexo que tinha não teria como reagir. Heikki batia sua cimitarra contra a espada do inimigo, e ao mesmo tempo sacava seu revólver, dando um tiro no meio do rosto do soldado do Gelo.

Em seguida, o Caveira se colocava de pé, balançando a cabeça para se recobrar completamente, e outros três soldados do Interceptor ficavam de frente para ele. Sorrindo por baixo de sua máscara e abrindo os braços, Heikki declarava:

- HIARHAHAHAHA! Vocês nunca vão conseguir derrotar o Grande Caveira! Venham, vou lhes ensinar com quantos golpes quebramos o Gelo!

Sentia orgulho de sua "piadinha", e aquilo enfurecia os soldados inimigos que disparavam uma rajada de golpes contra Heikki, que aparava os golpes inimigos enquanto andava por todo o convés de Arten, não sendo capaz de se juntar ao grupo que estava batalhando no Interceptor por enquanto.
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Kohaku Akihito

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Ago 03, 2015 11:51 am

A pequena garota via seu golpe falhar, e já se preparava para receber o contra ataque. Mas este nunca acontecia, pois seu adversário saltava do navio por alguma razão.

- Eiii! Volta aqui!

Sem conseguir entender, Kohaku voltava sua atenção aos outros inimigos que saltavam no navio. Instruída por sua mestra Lin a mostrar misericórdia contra aqueles que era capaz de derrotar.

Lutar era divertido, pelo menos era essa sua opinião. Tinha em mente que a vida das pessoas ali corria perigo, e como havia prometido no começo da missão, iria proteger a todos, e fazer tudo o que estava a seu alcance para cumprir sua promessa.

Mas a pequena garota tinha um grande defeito, mesmo tendo sido treinada por ShenShi e Daisuke, mestres que tentaram como puderam corrigir tal defeito, este ainda prevalecia. Sua mente era perturbada, e facilmente ela se distraia ou perdia o controle, não conseguia focar por muito tempo, e se perdia facilmente quando precisava se concentrar.

A garota desferia seu primeiro golpe contra o inimigo, e ainda não havia percebido que um dos pássaros de gelo se aproximava em grande velocidade. Um dos soldados, percebia que a garota seria acertada e tentava se colocar na frente do ataque. Não se sabe por que ele fez aquilo, talvez ao ver a pequena lutar se sentiu responsável por protege-la, ou apenas se sentiu inspirado pelo sacrifício daqueles que protegeram Maya, mas de qualquer forma ele se colocou em frente ao projétil gritando.

- Cuidado garota!

Ao escutar aquele grito e sentir um calafrio, Kohaku se virava imediatamente parando a trajetória do seu ataque. Tudo acontecia em instantes, ela sentia a grande energia que compunha aquele pássaro gigante, e o marujo que tentava se sacrificar para protege-la. Kohaku arregalava os olhos e a imagem de Dante e Lin tomavam sua mente. Kohaku desejava ser como eles, seguir seus passos, e para isso não poderia deixar que os outros se sacrificassem por ela, talvez fosse egoísta pensar daquela maneira, mas isso não importava.

Mudando a trajetória de seu ataque, Kohaku com a lateral de sua espada agora fria como o aço deveria ser, acertava o marujo a sua frente e o tirava da trajetória do ataque inimigo. Mas ao mesmo tempo deixava sua própria guarda completamente aberta.

- A Kohaku é quem vai proteger

Ela falava, pouco antes de receber em cheio o ataque de Karen e ser arremessada para fora do navio. Uma dor insuportável, enquanto Kohaku via e sentia seu corpo ser congelado de dentro para fora. Não conseguia gritar por ajuda, ou para expressar sua dor, e caía no mar desaparecendo em meio a tempestade.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Ago 05, 2015 8:13 pm


O cenário era de caos, a tempestade não dava trégua aos combatentes, que violentamente se mutilavam numa luta incessante, soldados de ambos os lados invadiam o navio inimigo, e aqueles que ficavam tentavam defender seu próprio.

Ao contrário do que os piratas do norte pensavam, os marujos de Arten se provavam um grande desafio, motivados por sua comandante e seus generais eles davam tudo de si, era assustador a maneira a qual avançavam sobre seus inimigos sem nada temer, como se possuídos pelo espirito da batalha. Grandes baixas eram sofridas por ambos os lados, mas a diferença numérica era muito grande, por isso as baixas sofridas por Arten eram mais significantes.




A luta se estendia do convés aos grandes mastros do navio, muitos balançavam em cordas e outros disparavam armas de fogo, porém a verdadeira batalha era corpo a corpo, com facas, espadas e outras armas brancas.

Shizuka também parecia animada com a luta, e habilmente se desviava das habilidades da oitava serva da rainha, e logo a atacava com ferocidade. Havik atacava diretamente ao nono servo com uma poderosa flecha, Heikki escapava por pouco, e logo engajava uma batalha contra os inimigos que invadiram Arten. Mas a pequena Kohaku não fora tão sortuda, recebeu o golpe diretamente e foi jogada ao mar, sem chances de pedir por ajuda. Maya havia saltado para o navio inimigo, estava cega pela raiva e pela luta, golpeava seus oponentes com toda a sua habilidade e causava medo naqueles que faziam pouco caso da garota.

A batalha continuava feroz e os servos Karen e Kurou deveriam se defender e eliminar seus inimigos, ou jamais seriam capazes de punir aqueles que os ofenderam.

(Ordem de postagem: Karen, Kurou)
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