Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Travessia

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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Ago 07, 2015 11:05 am

Karen não se misturava aos seres baixos chamados marujos, aqueles que ousavam se aproximar eram atingidos pelos pássaros que a cercavam e tinham suas vidas ceifadas imediatamente. Ela estava furiosa, como não ficava a décadas. Seus olhos estavam estranhos e diferentes, transmitiam cada sentimento que continha dentro de si. Psicóticos e rancorosos, Karen que antes pensava em fazer seus inimigos se ajoelharem agora esquecia esse pensamento, tudo o que queria agora era faze-los pagar, faze-los sofrer a ponto de desejarem a morte. Por terem ferido o orgulho de Agatha, por terem ferido não só seu próprio orgulho, como também seu rosto.

Ela observava atentamente seus ataques falharem, e mesmo que agora tivesse conseguido um acerto, ainda não era suficiente. A mulher se virava de costas, e via um marujo de Arten correndo furiosamente em sua direção. Não perdia tempo lhe falando, quando este estava próximo um de seus pássaros lhe perfurava a barriga, fazendo-o ficar de joelhos. Karen se aproximava e tocava a palma de sua mão no rosto do homem.

- Sim..de joelhos.. esse é o seu lugar, lugar do qual nunca deveria ter saído.

O homem congelava, ficando duro e pálido como uma estátua, e quando Karen fechava sua mão essa "estátua" se quebrava. Um grande poder agora se aproximava, o mesmo que ousara lhe desafiar com grande maestria do ar. A provável líder do inimigo vinha em sua direção, e consigo trazia o pássaro de Karen, que atingia Interceptor em cheio causando grande estrago.

- Vocês...

Karen se virava para a mulher com uma expressão incrédula, ela tremia. Mas não tremia de medo, tremia de raiva pois via aquela pessoa olhar diretamente em seus olhos, como se fossem iguais. A via rir em sua frente como se Karen fosse uma piada.

- Insetos..não passam de insetos..por que..por que não morrem de uma vez... por que não desaparecem... Eu vou esmagá-los..um a um..

Shizuka vinha agora em sua direção, pronta para ataca-la. Pronta para desafia-la mais uma vez. Karen não era uma lutadora corpo a corpo, sua especialidade era a distância, por isso sabia que deveria se afastar daquele inseto perigoso o mais rápido possível. Quando o golpe de Shizuka se aproximava, todos os pequenos pássaros que rodeavam seu corpo agora partiam em direção a lâmina para segura-la e impedir seu avanço. Um grande pássaro de gelo se manifestava no ar logo atrás de Karen e investia com tudo em direção as suas costas. A mulher saltava e caía sentada sobre o pássaro que agora avançava diretamente sobre Shizuka. Se errasse seu alvo ele levaria Karen para o ar. E planaria sobre o navio de onde Karen poderia atacar sua adversária de uma distância segura. Ela falaria:

- Testemunhe a magnificência do poder de minha mãe.. poder este concebido a mim. Sinta-se honrado inseto insignificante, mesmo que não seja digna, irei pessoalmente varre-la desse mundo.

Levantando sua mão e dois de seus dedos, Karen liberava grande parte de sua energia. O lugar ficava muito mais gelado do que já estava, e o céu parecia mais escuro. Karen cercava ambos os navios com pequenos pontos azuis e brilhantes. Pássaros pequenos, nada além de seu brilho se destacava, numa quantidade tão absurda que toda a visão do mar ao redor dos navios estava ofuscada.

Naquele momento, Karen poderia terminar a luta, eliminar todos os soldados de Arten e fazer o navio inimigo em pedaços. Mas ela não se importava mais em derrotar Arten, seu orgulho lhe mandava destruir Shizuka, por isso ela seria seu único alvo.

- Minhas crianças...façam essa criatura baixa em pedaços... não... destruam também seus pedaços...apaguem completamente sua existência..

Quando Karen abaixava sua mão, todas avançavam simultaneamente em direção a Shizuka em grande velocidade, como pequenas lâminas resistentes que seguiriam Shizuka na forma de turbilhões de luz. Uma vez que ela se desviasse eles a seguiriam novamente, e só parariam quando toda a energia se Karen se esgotasse, ou quando a oitava serva da rainha do norte estivesse morta.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Ago 07, 2015 10:57 pm

Havik era o novo alvo de Kurou, que "patinava" sobre suas plaformas de gelo em direção de seu inimigo. Em suas ambas as mãos se encontravam as katares de gelo e com o ataque de sua amada Karen contra o indígena deu uma boa oportunidade para o nono servo se aproximar, mas aquele guerreiro era mais habilidoso do que ele pensava ser...

Em plena queda, uma flecha poderosíssima era lançada, banhada com a aura elemental de ar. Uma velocidade absurda, parecia um raio, mas os séculos de experiência em batalha ajudavam Kurou naquele momento. Ataques rápidos como aquele eram praticamente impossíveis de se desviar, mas o nono servo observando a movimentação de Havik no ar acabava prevendo sobre do que se tratava aquele golpe, e quando ele não pudesse mais desviar sua trajetória era quando Kurou agiria.

Bastou Havik disparar a flecha, e Kurou se desfazia de suas plataformas de gelo, assim, perdendo sua altitude de imediato, entrando em queda livre. Mas a flecha ainda vinha em sua direção, era rápida demais para que uma simples perda de altitude a fizesse errar, não com a precisão de Havik, por isso o servo se desfazia de uma de suas katares e em seu braço esquerdo surgia um grande escudo de gelo, praticamente do tamanho do próprio Kurou, e era assim que ele se defendia do impacto, conseguindo desviar a trajetória da flecha com um ferimento em seu braço esquerdo.

O barulho do impacto foi monstruoso, criou uma bolha de ar que balançou levemente ambos os navios, vários dos marujos abaixo acabaram tampando seus ouvidos, mas Kurou não parecia nem um pouco abalado com aquilo. Com os mesmos olhos frios e focados continuava a "mergulhar" em direção de Havik, com a katar que estava ainda em sua mão direita, aproveitando a velocidade de sua queda para tentar cravar a ponta de sua arma na cabeça de seu adversário, aquele que representava a maior ameaça contra sua amada Karen.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Ago 08, 2015 10:27 pm




A medida que a batalha prosseguia, os marujos de Arten entravam em desvantagem. Mesmo com a bravura de seus generais, a diferença numérica e militar era assombrosa o suficiente para decidir o rumo da batalha. Ou deveria ser, mas a coragem e determinação daqueles homens e mulheres pareciam ter grande peso na balança das forças. Seus números abaixavam, mas sua vontade de lutar aumentava, e causava espanto até mesmo nos tão orgulhosos marujos do norte.

Na visão dos soldados de Interceptor a capitã do navio inimigo agora investia sobre Interceptor furiosa, e atacava a sua líder. E o mais assustador era que parecia conseguir rivaliza-la em poder. "Que tipo de inimigo estamos enfrentando?" eles pensavam. Até mesmo Maya se surpreendia, e ela já conhecia a grande força de Shizuka, mas aquilo estava além de qualquer expectativa. Mais motivada do que nunca, Maya agora lutava contra vários inimigos ao mesmo tempo.

-Não nos subestimem seus malditos! Hahahaha!

Ela corria, rolava e saltava pelo deque, usava objetos e as mais diversas coisas enquanto lutava. Mas estava cada vez mais cercada, e percebia que seus soldados estavam caindo um após o outro. Ela via a criadora dos pássaros de gelo gritar e levantar voo montada num grande animal, em seguida invocar uma magia que parecia ter poder para destruir todo o lugar. Por um instante seu coração vacilava, mas logo ela se lembrava que Shizuka também era incrível, e confiava tudo a ela, concentrando-se na própria batalha.
Kurou atacava Havik diretamente, com o objetivo de proteger sua amada que corria grande perigo nas mãos do atirador que foi capaz de feri-la. Heikki com sua grande habilidade com a espada, e também um grande nome, aumentava a moral dos soldados que se orgulhavam de lutar ao lado do famoso Caveira.


Os aventureiros deveriam provar seu valor, mas ninguém deveria faze-lo mais que Shizuka, que agora se via cercada por uma poderosa habilidade, que poderia tirar sua vida com grande facilidade. A batalha continuava, por 15 longos minutos completando um total de 30 minutos de sangue e morte, tornando-se cada vez mais exaustiva para ambos os lados, mas um vencedor finalmente poderia aparecer, e o destino da batalha estava nas mãos daqueles que a lutavam, e de seus lideres.

[Ordem de postagem: Heikki, Shizuka, Havik , Kohaku(opcional)]
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Ago 08, 2015 11:30 pm

Heikki aparava os golpes que vinham em sua direção, e sempre que derrotava um grupo de soldados inimigos, seja com seu revólver ou sua cimitarra, o navio todo poderia ouvir a risada altíssima do Grand Caveira. Ele ria dentro do campo de batalha que conhecia tão bem, o convés de um navio continha vários objetos e o pirata os usava sempre que podia. O elemento surpresa dentro de uma luta favorecia o Caveira, que parecia alguém fraco, mas possuía uma grande esperteza.

Barris rolando, cordas se soltando e batendo em inimigos, caixas como obstáculos, e movimentos rápidos, Heikki ficava assim por longos quinze minutos. O número do inimigo era grande e apenas agora, quando derrotava mais três dos soldados do Gelo, que batalhavam sobre o convés de Arten com marujos aliados, conseguia uma brecha para observar o convés do Interceptor. E o que via era Maya cercada e começando a passar por dificuldades contra os ínúmeros inimigos e aquela cena o levava a agir com um sorriso por baixo de sua máscara.

Pulando no convés de Interceptor e entrando na área de combate onde Maya se encontrava, Heikki rebatia os golpes inimigos até que se aproximasse o bastante da importante membro de Arten.

- HIARHAHA! Maya-chan! Parece que está em apuros!

Rebatendo uma cimitarra inimiga, Heikki colocava o pé sobre o abdômen daquele que o atacava e o empurrava com força, já mirando seu revólver e disparando.

- Não se preocupe! O Grande Caveira está aqui para o resgate!

Ele esperaria a resposta de Maya, mas seja ela qual fosse, ele continuaria rindo, lutando lado a lado da garota. Os soldados do Gelo eram bem habilidosos, mas Heikki carregava uma grande experiência além de ter aprendido bastante do grande guerreiro que tinha em sua tripulação, Yasuhiko. Porém, os números apenas aumentavam, pareciam formigas saindo para o convés, e o pirata já começava a sentir seu corpo exausto após lutar por tanto tempo. Eles deveriam sair dali, lutar no Arten seria mais vantajoso no momento, agora que o Norte estava se recompondo da surpresa que levou quando Arten o desafiou de frente.

- Maya-chan! É melhor saírmos daqui! ... E eu já sei como!

O Caveira trocava mais golpes com os inimigos, e agora se movendo até ficar próximo ao mastro de Interceptor. Maya provavelmente estaria próxima a ele, e por isso Heikki dizia:

- Você! Vai na frente! HAHAHA!

E sem mais delongas, sem tempo para explicar, com um golpe na horizontal afastava dois soldados que estavam próximos, o terceiro era recebido com mais um tiro de seu revólver. O pirata era covarde, mas conseguia se virar bem com suas armas, e se virando para Maya, enrolava uma corda no pulso dela.

- Segura isso? Não vai demorar.

Os dois inimigos que haviam se afastado voltavam a atacar, e Heikki virava novamente para se defender. Trocava mais alguns golpes, derrotando um dos dois no processo, enquanto afastava o outro com um chute no estômago. E tendo mais uma vez um tempo, o Caveira retirava o seu chapéu, o colocando próximo ao peito enquanto olhava para Maya.

- Tenha uma boa viagem, maruja!

Com sua cimitarra, golpeava um corda que se prendia ao mastro. Um peso se soltava, o que acabava transformando a corda que estava amarrada no pulso de Maya em um verdadeiro estilingue.

- HIARHAHAHAHA! Não se preocupe Maya-chan! Daqui a pouco eu volto a bordo!

Com risadas, Heikki entrava em batalha novamente. Sentindo seu corpo cansado deveria dar um jeito de voltar a Arten o mais rápido possível, assim que conseguisse dos novos dois inimigos que o atacavam agora, enquanto o Caveira rebatia e trocava golpes com eles.
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Ago 09, 2015 11:43 am

Seu ataque havia falhado mas algo novo aconteceu. Shizuka conseguiu irritar ainda mais a serva da rainha do gelo e aquilo a fazia se lembrar de si mesma no início de seu trajeto na resistência, quando conheceu seu mestre Koji.


------- Flashback -------


A velocidade daquela garota era incrivel, mas seu ponto fraco era visivel para Koji. Cada veloz golpe que era investido contra o capitão era defendido com facilidade e em troca uma risada era dada pelo homem. Como aquilo a feria o orgulho da jovem Shizuka... como era irritante...

- Por que... você... não... revida? ahhhhh!!!! - Em cada fala um novo golpe realizado com sua Katana e mais uma vez defendido com facilidade.

- Não preciso hahaha Vou ganhar de você sem mover um dedo.

- Tsc... Isso nunca vai acontecer! Dancing Blades! - Em meio a sua irritação com a atitude daquele homem que falava como se zombasse da garota, Shizuka lançava um ataque usando a movimentação do ar, criando diversas lâminas que partiam na direção de Koji e o seguiriam como se dançassem no ar.

- Cuidado isso pode machucar alguém... hahaha - novamente mais uma risada do capitão. Ele novamente partia. Não era tão rápido quanto sua aprendiz, mas era mais sábio. Quando Shizuka se dava conta, Koji estava próximo a ela e o alvo agora era a própria garota que apenas tinha tempo de arregalar os olhos e já recebia o ataque.

- Como? - dizia a garota coberta de cortes pelo corpo, agora sentada no chão ofegante.

- Hm? Não percebeu então hahahaha Como eu sou um péssimo mestre hein! - Koji se sentava ao lado da aprendiz, ainda com o seu típico sorriso no rosto. - Sabe... o Orgulho e a ira são sentimentos que cegam as pessoas. Foi por isso que eu ganhei. Se seu adversário está cego de ódio ou orgulho, a ruína dele chegará mais cedo ou mais tarde, entendeu?


------- Fim do Flashback -------


- Koji, você é um gênio sabia? hahaha Vamos parar de fazer aquilo que não dá certo né? - sussurrava a garota que começava a correr, levando as lâminas de Karen consigo. - EU POSSO FAZER ISSO O DIA TODO SABIA?! - agora gritava animada e novamente a garota era tomada por um sentimento de diversão, como uma criança. Usando sua aura, Shizuka corria de um lado para o outro naquele convés e então via o caveira com dois inimigos. - hm...

Shizuka mudava seu curso e gritava para Heikki, como se estivesse se divertindo.

- EH... CUIDADO AI GURI! - assim que o rapaz a olhasse saberia que deveria se afastar e era o que Shizuka fazia. Quando o caveira se afastasse, a garota se aproximaria dos soldados do gelo e, usando as lâminas de Karen a seu favor, destruía os dois soldados. - AGORA CORRE QUE EU NÃO POSSO PARAR - e seu trajeto seguia o navio, sempre usando o ataque de Karen contra seus próprios servos e ajudando seus companheiros.
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Ago 10, 2015 10:45 pm

▬Mais um erro, dois erros em um só dia, a muito tempo algo assim não acontecia. Havik não errava seu alvo frequentemente, mas aqueles não eram adversários comuns e ele sabia disso. Quando finalmente tocava o chão, ele montava sua base. No breve instante em que Kurou descia para atacar, Havik dava falta de alguma coisa. Uma aura poderosa havia desaparecido a algum tempo. Rapidamente, utilizando toda a sua habilidade em senti-las, ele percebia▬

Kohaku!

▬Três erros em um só dia, inaceitável. Ele prometera a Shizuka que a ajudaria a cuidar daquelas crianças, e mais uma vez havia falhado. Tinha vontade de abandonar aquela luta e procurar pela garota, mas sabia muito bem que era impossível. Seu oponente estava muito perto, e descia com um golpe em sua direção. Utilizava sua machadinha para se defender, banhada em sua poderosa aura sua arma era quase indestrutível, mas ao mesmo tempo que se defendia, Havik era empurrado para trás, e seus pés deslizavam uma longa distancia pelo convés, até bater de costas contra a estrutura logo atrás▬

▬As coisas estavam feias, mais sérias do que nunca, e o homem não poderia mais se conter. Havik fechava seus olhos por um breve instante, e concentrava uma grande quantidade de energia. Quando os abria novamente, uma forte ventania circulava seu corpo, como se um redemoinho o cobrisse por completo▬

Sinto ter que apressar nossa batalha.

▬Havik guardava sua machadinha e agora tinha seu arco em mãos. Era sim um especialista no arco e flechas, o que faz muitos pensarem que só é capaz de lutar a distância. Mas é ai que seus inimigos são surpreendidos, pois sua habilidade não diminui nem um pouco quando próximo. Numa velocidade absurda, Havik dispara cinco flechas enquanto investia contra Kurou. E como se utilizasse o vento para se mover, ele se mexia a uma velocidade incrível, disparando flechas a uma distancia muito curta. E com sua grande velocidade, acabava sendo capaz de desviar de grande parte dos ataques, ao mesmo tempo que a ventania que saía de seu corpo o ajudava a desviar a direção dos ataques desferidos pelo oponente. Cada flecha de Havik tinha grande poder perfurante, e seguiam até onde a vista podia alcançar quando erravam seu alvo. Porém, o homem era habilidoso o suficiente para evitar dispara-las na direção de seus aliados▬
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Ago 13, 2015 7:57 am


Seguia a batalha nos mares gelados do Norte, e esta parecia não ter fim. Ambos os lados já exaustos tentavam agora vencer a todo custo. Os marujos de Arten que antes conseguiam avançar e ganhar espaço, agora eram forçados de volta ao próprio navio devido a diferença numérica. Mas Maya tinha grandes problemas para faze-lo. Em sua fúria se deixou levar pelo momento e foi cercada por grande número de inimigos. Ela batia e rebatia ataques em várias direções, seus movimentos eram rápidos e seguiam com precisão o balanço do navio. Lutava contra cinco inimigos ao mesmo tempo, rolando e girando por entre seus ataques, utilizando-se de golpes sujos sem o mínimo receio, mas nem toda sua habilidade era suficiente, e Maya acabava recebendo um corte nas costas.

-AÍ!

E outros viriam, mas no ultimo segundo, ela via Heikki saltar a seu lado e ajuda-la a combater os inimigos. Ao vê-lo Maya sorria.

-O que?! Ficou parecendo que eu precisava ajuda?

Maya desarmava um dos soldados inimigos, e o perfurava com sua espada, mas outro estava a suas costas, por isso ela o chutava no rosto ao mesmo tempo que retirava sua lâmina do peito do primeiro, e assim cortava o segundo num golpe fatal.

-Deve ter se enganado! Hahaha!

Ao lado do Caveira, a garota lutava pelos longos minutos que se seguiam, nesse meio tempo, via Shizuka dando tudo de si para utilizar o golpe de Karen contra seus inimigos. Aquilo ajudava os soldados de Arten de maneira extraordinária, fazendo com que não fossem massacrados e pudessem recuar e se reagrupar em Arten, para um segundo assalto mais organizado. Só restavam agora Maya, Heikki e Shizuka no navio inimigo, e alguns outros soldados mais corajosos(loucos).

Maya aguardava, esperando ouvir o plano do caveira para recuar, mas no lugar de palavras ela recebia uma corda.

-Uma corda? Mas o que?

Ele voltava a lutar, e Maya fazia o mesmo, mas agora tinha um dos braços presos.

-Você é maluco?! Me ajuda aqui! Espera...essa corda é..? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Nunca em sua vida Maya foi tão alto. Atirada para cima como um objeto a garota gritava desesperada, de lá ela tinha uma bela vista da grande batalha em ambos os navios, mas pouco se importava por que agora ela caía em grande velocidade na direção de Arten.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Por sorte, ou habilidade, ela conseguia se agarrar a uma das velas. Mas a força da queda era grande demais e logo ela soltava, deslizando sobre a vela e caindo novamente. Num emaranhado de cordas ela se enrolava, mas voltava a cair sobre um monte de caixas. Sofria alguns arranhões mas levando em conta o perigo da situação, tinha muita sorte por não ter morrido. Ela levantava indignada com a situação, já socando a cara do primeiro soldado nortenho que encontrava e gritando para o caveira com todo o seu fôlego.

-QUAL O SEU PROBLEMA?! SEU MALUCO MALDITO!

Mesmo irritada, Maya não conseguia esconder sua excitação, pois aquele tipo de adrenalina era o que a garota mais gostava.

A batalha seguia, agora o grande conflito acontecia em Arten, reagrupados os marujos da Resistência mostravam grande força em combate, impedindo o avanço inimigo com habilidade, mesmo que a diferença fosse de 3 para 1. Ao mesmo tempo, Havik no convés de Arten e Shizuka a bordo de Interceptor, combatiam os servos da Rainha do Norte numa luta mortal.


Mas o destino da luta estava prestes a mudar, pois em meio ao combate na tempestade, aos raios, trovoadas e ventos gelados, por trás de uma grande onda, um navio se manifestava, tão grande que as áreas somadas de Interceptor e Arten não cobriam 1/3 de seu tamanho. Era negro como a noite, e um incontável número de grandes remos escapavam de suas laterais. Sua sombra cobria a luz da lua, e gelava ainda mais os corações dos soldados da Resistência. Pois aquele era "Somnolentus Leporem", o melhor navio de guerra da 2º frota do norte, que viera no encalço de Interceptor. Incapaz de se equiparar a grande velocidade do navio, Leporem utilizou, além de seus grandes motores, também seus tripulantes (soldados de gelo incansáveis) para remar com toda a sua força durante toda a viagem.


A bordo deste grande e tenebroso navio, que agora estava muito próximo da batalha estavam, o cavaleiro do norte Ygros Frostwatch e a controladora do exercito de gelo, Revy Coldhelm. O medo voltava a se espalhar nos corações da tripulação de Arten, estavam frustrados pois por um momento viram a chance de uma grande vitória. Mas essa chance agora desaparecera, pois reforços inimigos pareciam ter chegado. E ao mesmo tempo os soldados de Interceptor se enchiam de coragem e confiança.

Mas naquele instante a batalha parava, pois nenhum dos dois lados sabia com precisão o que aconteceria a seguir, um silêncio por parte dos soldados dava espaço apenas para o barulho da tempestade tomar conta do ambiente, e a dúvida tinha a todos como reféns.

(Ordem de postagem: Ygros Frostwatch, Revy Coldhelm, Karen Chillhart, Kurou Chillhart)
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Ygros Frostwatch

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Ago 15, 2015 1:20 am

"- Sor Ygros, Sor Ygros! - Aquele mesmo garoto maltrapilho havia criado um certo apreço pelo cavaleiro, e agora o visitava quando podia. - Eu consegui trazer um pouco do que sobrou do festival de caça da minha vila...

- Os indignos cessaram suas tentativas por hoje, este cavaleiro aceita teu tributo.

A claymória de Ygros repousava em um dos pilares da entrada da grande ponte, enquanto o cavaleiro sentava-se num toco de tronco em frente a uma pequena fogueira. Sobre ela, não havia muito mais do que pífios pedaços avulsos de cervos, coelhos e talvez um esquilo. O inverno rigoroso estava chegando, por isso aquele festival que o garoto mencionara, fora o último do ano para que a vila pudesse passar bem os tempos de dificuldade vindouros.

- Aqui está, Sor... - Estendia para o grande cavaleiro um espeto de cervo que ficara pronto.

- Quando os reforços do Rei estiverem aqui, farei certeza que tu e tua vila sejam devidamente recompensados.

E era nesse momento que algo improvavel acontecia. Ygros retrirava seu elmo para poder ingerir o alimento, mas aquele garoto conhecia as histórias sobre o cavaleiro e sabia que nunca nenhum homem, soldado, nem mesmo o Rei vira seu rosto antes, e sua expressão de espanto e silêncio súbito perante a visão que tinha fora tamanha, que assim que mordiscava um pedaço de carne, Ygros pela primeira vez ria.

- Haha! Este subito silêncio é um espanto? Não te preocupas infante... - Ygros recolocava seu elmo. - Vá, eles estão vindo novamente. Lidarei com estes indignos até que sua própria nação seja mitigada!"

Era sempre assim. Todas as suas viagens, todas as suas estadias, Ygros Frostwatch se prostrava no lugar mais à frente da embarcação, castelo ou torre e se mantinha ali. Quieto, esperando, sonhando com o passado. Por dias ficou naquela posição e quando a nuvem de tempestade se aproximava, não ficava menos do que feliz e ansioso por alcançar o quanto antes seu objetivo. Agora todos já sabiam da presença do Somnolentus Leporem e a batalha parecia entrar num breve recesso. Bom, era exatamente o que o cavaleiro queria.

- Abastor.

Ygros, Revy e seu exército não foram os únicos a embarcar. Com eles, o grande cavalo Nortenho de Ygros, o único cavalo capaz de suportar o enorme peso não apenas de Ygros como também de sua própria armadura pesada, também havia sido trazido. Quando em vida, ele fora um presente do Rei para o cavaleiro e Agatha tomou piedade de sua morte e atrelou Abastor ao Cavaleiro. Enquanto este viver, Abastor também existirá. Quando este chegava perto de Ygros, ele rapidamente o montava e caminhava pelo convés, gritando para Revy onde quer que ela estivesse.

- Segunda, trouxestes-me aqui da forma como prometera e por isso tem meu agradecimento, agora regojiza-te, pois o momento de teu descanso chegou. Deixai-me, pois agora terei com os Infantes.


Sem maiores delongas, e calculando que o navio demoraria poucos minutos para se alinhar totalmente com os outros dois navios, Ygros simplesmente acelerava com seu cavalo pelo convés e saltava com toda a força para o convés do Arten, o navio da resistência. Ao pousar, o impacto do enorme peso de um cavalo gigantesco e um cavaleiro tão grande quanto, sendo que os dois estavam de armadura completa e pesada, fazia o barco balançar brutalmente. Seu pouso é claro, fora calculado para aterrizar exatamente entre a tripulação do Arten e a do Interceptor e quando se estabilizava novamente, Ygros Frostwatch se virava para a tripulação do Interceptor, falando em plenos pulmões com uma voz grave e metalizada pelo seu elmo.

- BASTA! - Sendo ele quem era, apenas essa palavra seria necessária para os homens do Norte recuarem, então voltava suas atenções para Kurou, que mantinha um embate frenético com Havik, por isso de imediato eles eram seu primeiro alvo. - Nono!

Ainda montado, ele investia entre Havik e Kurou, deixando que Abastor direcionasse um coice em Havik mais com o intuito de parar sua investida e com sua Claymória empunhada com uma mão, ele rebatia qualquer possível ataque de Kurou.

- Em nome de Milady Agatha, aqui declaro este ato desonroso por encerrado. - Ygros pulava de sua montaria, ficando frente a frente com o Nono servo. - Retorne para tua esposa, infante. Declaro agora nosso retorno à Iceland.

Ygros falava sem se dar ao luxo de olhar para baixo e se Kurou tivesse qualquer ação diferente de abaixar a cabeça de voltar ao interceptor, Ygros o pegaria pelo pescoço sem nenhum tipo de misericórdia e o ergueria do chão, aproveitando-se do possível cansaço do "garoto" e o levaria de volta ao convés do Interceptor, onde ele o jogaria aos pés de Karen.

- Recolham os feridos. Aos homens que ainda tem forças, preparai o navio para o retorno!

Sim, Ygros começava a distribuir ordens para os homens de Kurou. De seu ponto de vista, ele tinha total liberdade para fazê-lo, pois naquele momento sua jurisdição era maior do que a de Kurou e Karen, que estavam agindo de forma errada para com Milady Agatha e, do mesmo jeito que agiu com Kurou, se Karen sob qualquer hipótese resolvesse contestar Ygros, ele simplesmente lhe direcionaria um tapa com as costas de sua manopla de aço gelado.

Nenhuma palavra era direcionada aos integrantes da Resistência. Apenas responderia brevemente se fosse questionado, mas por parte do próprio cavaleiro, ele não tinha nenhum assunto a tratar, mesmo que algumas presenças ali lhe fossem extremamente familiares.
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Revy Coldhelm

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Ago 16, 2015 7:47 pm

Viagens a navio, viagem a navio num clima frio e nevando, viagem a navio num clima frio e nevando pela vontade de outra pessoa. Essa era a situação da pobre Revy, que fora arrastada por Ygros e forçada a ajudar-lhe em sua missão, retirada do conforto de seu navio fortaleza em Iceland.

Somnolentus Leporem, era o melhor navio que Revy dispunha em sua frota, e quando tripulado por seus soldados de gelo era quase imbatível em batalha. Estes soldados tinham a aparência humanoide, e se moviam com agilidade e eficiência, porém não tinham face. A bordo de Somnolentus, 600 destes soldados estavam distribuídos. Grande maioria remava durante todo o percurso, enquanto os outros realizavam o restante das tarefas do navio. Soldados perfeitos, incapazes de falar porém se movendo como uma única consciência. Não questionam e seguem apenas as ordens de seu mestre, não importa qual seja.

Durante a maioria do percurso, Revy ficou em sua cabine, onde era relativamente confortável. Ali era servida por seus soldados, que lhe davam comida na boca e lhe preparavam um chá bem quente, a maneira que ela adorava. Mas a medida que o tempo passava, Revy sabia que teria de sair de seu conforto, e assim ela o fazia.

Enrolada numa quantidade assustadora de cobertores, Revy caminhava do lado de fora do navio.

Bruuuu... Friooo

Não demorava, e a pobre mulher já estava tremendo, caminhava devagar até Ygros, que passara a viagem toda na proa do navio.

Ainda aqui?

Dois soldados de gelo a seguiam, um deles trazia uma cadeira confortável, e o outro uma bandeja com um bule de chá e uma xícara. Ele colocava a cadeira logo atrás de Revy e assim ela se sentava enquanto se encolhia em seus cobertores.

Você precisa relaxar um pouco, não devia leva-los tão a sério, são apenas crianças. É normal que queiram brincar.

O soldado de gelo lhe servia o chá e Revy tomava um gole.

Se continuar assim logo vai ter cabelos brancos....cabelos.. Ygros você tem cabelo ou é care..

Revy era ignorada mais uma vez, pois Ygros agora lhe agradecia pela carona, mesmo que tivesse forçado a mulher a leva-lo. Revy já estava acostumada aquele tipo de situação, por isso deixava Ygros fazer as coisas do jeito dele.

Como quiser..tente não demorar muito.. eu odeio esse frio.

Quando Ygros saltava com seu cavalo o navio balançava, e logo, lá estava ele, cumprindo seu objetivo como lhe fora ordenado. A segunda serva de Agatha, era conhecida assim obviamente por ter sido a segunda pessoa para quem Agatha, a rainha do gelo, dera parte de seus poderes. Isso fora a muito tempo, na época em que o Grande Alexandre partia em sua busca por dominação. Por isso ela testemunhou o renascimento de Ygros, e o conhecia desde então. Sempre leal e honrado, um exemplo a ser seguido dentre os cavaleiros medievais. Revy sempre o admirou por sua lealdade, e naquele momento percebera que nem mesmo mil anos de história o fizeram mudar, era a mesma pessoa que encontrou naquele dia.

Lá vai ele de novo, depois não diga que não avisei.

Do alto de seu navio, sentada em sua cadeira e tomando seu chá quente, Revy observava o desenrolar dos acontecimentos. Sua presença naquele lugar era denunciada mesmo contra sua vontade, pois sua aura era surreal. A maior quantidade de energia dentre todos os nove servos de Agatha. A energia necessária para trazer a vida exércitos inteiros. Aqueles logo abaixo teriam a sensação de que um segundo oceano pairava sobre suas cabeças, e os menos acostumados poderiam perder a consciência, devido a grande pressão.
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Ago 18, 2015 10:48 am

Karen não parava seu ataque, mesmo que resultasse na morte de vários de seus subordinados, estava cega pelo ódio e consumida por seu orgulho. Sua visão se fechava, e estava focada em Shizuka, todo o resto não mais importava.

- Morra..Morra...Morra!!!!

Mas não conseguia acertar seu alvo por mais que tentasse, um, dois, três subordinados mortos, congelados e feitos em pedaços, mas Karen não os viu, não sentiu nada além de um amontoado de ódio ainda maior.

- Por que... por que você não morre.. eu não vou ser humilhada.. minha rainha não vai ser humilhada!

Por todo o período que se seguia, Karen dava tudo de si para atingir Shizuka, mas a garota era muito rápida. Com o tempo talvez ela fosse capaz de atingi-la, quando esta estivesse cansada, mas o tempo estava contra Karen. E a maior prova disso fora a grande quantidade de energia que Karen sentira se aproximar. Seus olhos se arregalavam em espanto e seu ataque parava de imediato.

- Segunda? Como..não podem ter chegado tão depressa...

Mas a garota perdia o folego quando sentia uma segunda energia poderosa, ela sabia exatamente a quem esta pertencia. A garota cerrava seus punhos.. e assistia a chegada de Ygros, em seu cavalo, e Revy ao seu lado. Karen sabia, que o que estava fazendo era contra as ordens de sua mãe, tinha completa noção de que seria punida, mas achava necessário faze-lo ainda assim. E naquele momento, cega por sua raiva, ela não conseguia aceitar o que estava para acontecer.

- Não..eu ainda não os destruí.. não posso voltar agora..

Pousando seu pássaro em grande velocidade na direção de Ygros, seja ele onde estivesse, Karen não perdia tempo em caminhar na sua direção e protestar, em seus olhos sua fúria se manifestava, e Karen perdia sua noção de autoridade e respeito.

- Não posso ir agora! Eu estava prestes a mata-los... se me desse mais tempo eu..

Uma forte dor em seu rosto de repente, e Karen se via em pleno ar, arremessada para trás pela pesada mão de Ygros Frostwatch. Ela caía sentada, com as costas apoiadas numa das paredes do navio, com seus olhos arregalados, e sangue cobrindo metade de seu rosto, sangue este proveniente do corte causado pela flecha de Havik, que agora se abrira ainda mais. Toda sua raiva, fúria e sede de sangue, pareciam ter sido varridas pela pancada de recebeu, e uma estranha lembrança aparecia entre seus pensamentos.

Num cenário sem cores, onde o branco da neve predominava, estava uma criança sorrindo, enquanto amontoava um punhado de gelo fino que chovia dos céus. Esta era Agatha, com oito anos de idade.

- Minha mãe..finalmente lhe encontrei, me deixou preocupada, o que faz sozinha nesse lugar?

Karen perguntava a garotinha, que respondia, sem nenhuma expressão em sua voz, pois quando Agatha renascia, todas as suas memórias se esvaiam.

- Uma boneca, um presente.

A mulher se interessava, pois era um dos poucos momentos em que sua mãe estava demostrando sentimentos.

- Posso vê-la? A quem pretender da-la de presente?

A garota se virava, revelando uma estranha boneca, uma pedra oval com dois olhos e um grande sorriso,  feita de gelo fino. Ela falava.

- É você quando sorri, é linda, mas tá sempre brava, nunca sorri.

Karen se espantava, e aquilo partia seu coração, pois havia preocupado sua mãe com seu temperamento difícil.

- Essa sou eu?

Agatha estendia a boneca para Karen, e falava

- Sim, é pra você.. gostou?

Karen estava sem palavras, mas se pegava derramando lágrimas, da mesma maneira que fazia agora, enquanto sentada no chão de Interceptor. Toda sua raiva havia desaparecido, e seu coração agora se enchia de arrependimento. Não sabia por que sua memória voltara mais de cem anos no passado, mas aquilo a deixava triste, e Karen não conseguia parar de chorar.

- Me desculpe..eu sinto muito..
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Ago 18, 2015 9:45 pm

Kurou continuaria trocando golpes com seu oponente, Havik. Ambos eram habilidosos, o nono servo estava com dificuldades em achar uma abertura e mais difícil ainda era se defender de investidas tão fortes, porém ele conseguia fazer tudo isso naquele embate por causa da motivação que tinha, defender a pessoa que mais amava na Terra, esse sempre foi o propósito do jovem servo francês, mesmo antes de ter conhecido Agatha.

Tilintar de espadas podiam ser escutadas por Kurou, mas bem ao fundo escutava um terceiro movimento naquela tempestade, e após sentir energias tão familiares na mesma direção daquele som, ele arregalava seus olhos, se afastando de súbito de Havik. O nono olhava para a origem do som, que finalmente surgia em meio a tempestade. Somnolentus Leporem, o melhor navio a disposição de Revy, a segunda serva da Rainha da Neve, estava presente. Kurou podia sentir a energia da Segunda, e não menos importante, uma outra energia quase sendo ofuscada pela dela. Era o Terceiro, Ygros Frostwatch, talvez fosse ele o responsável de Somnolentus estar ali, uma vez que Revy não gostava muito de sair de seu conforto.


- Então... acabou...

Era tudo o que Kurou dizia perante a grandiosa aparição de Somnolentus, olhando para Havik em seguida, enquanto suas katares de gelo se desfaziam, voltava a se manifestar:

- Foi... uma boa luta. Não sei se conseguiria vencer...

O nono sempre foi honrado, e tratava todos com respeito, porém mesmo parecendo uma boa pessoa de primeira vista, era totalmente devoto a sua Rainha, Agatha, e a sua amada, Karen. Se alguma ordem fosse contra os seus princípios, Kurou não hesitaria caso fosse matar um amigo próximo, por exemplo.

Não demorava nem cinco segundos, e o salto de Abastor levava Ygros até Kurou e Havik, parando exatamente entre os dois. O nono já havia entendido toda a situação assim que sentiu a presença de Revy e Ygros, sempre fora calmo e frio na maioria dos momentos, pode-se dizer que é difícil algo abalá-lo, principalmente quando não se trata daqueles com quem possui lealdade (Agatha e Karen), por isso ele simplesmente andava até o Interceptor, enquanto reforçava as palavras do Terceiro.


- Vocês ouviram ele homens! Estamos voltando pra casa...

Seu sobretudo estava cheio de cortes, devido a luta que teve com Havik, e Kurou colocava suas mãos dentro de seus bolsos. Ele parecia calmo, mas havia uma coisa com o que ainda estava preocupado. Tinha medo de sua amada não ficar tão contente com a aparição de dois "irmãos" seus, e não demorava muito para que sua preocupação se tornasse realidade.

Bastou poucas palavras de "revolta", e a manopla de Ygros acertava com força o rosto de Karen. Kurou sabia que não era páreo contra o Terceiro, porém como aquela cena o deixava irritado. O olhar do frio do Nono agora transbordava de ódio, com seus punhos cerrados por dentro dos bolsos enquanto encarava Ygros.


- Frostwatch....

O Nono dizia entre o ranger de seus dentes, estava louco para iniciar uma luta com Ygros, por ele ter feito aquilo com Karen, mas o bom senso de Kurou o dizia que, caso entrasse em uma luta agora, poderia perder sua vida facilmente e não seria capaz de ficar mais ao lado de sua amada, por isso ele apenas encarava o Terceiro.

Quando Karen começava a chorar, Kurou despertava de seu olhar de ódio, e toda sua atenção se virava para sua donzela. Ela pedia desculpas, e sem pensar duas vezes, o Nono ia ao encontro dela, se ajoelhando ao seu lado enquanto a olhava preocupado. Ela estava claramente arrependida e nada o que ele pudesse dizer a animaria, tudo o que ele poderia fazer agora era lhe dar o seu ombro. Fazia isso a abraçando bem forte e ficaria ali com ela até que seu choro cessasse...
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qua Ago 19, 2015 11:58 am


A aparição de Somnolentus Leporem causava pânico nos soldados da Resistência, que lutavam bravamente agora em seu próprio navio. A pequena esperança de vencer desaparecia de seus corações, e eles quase se entregavam ao desespero. Mas a aparição do grande cavaleiro que inicialmente causara terror, agora aliviava suas almas mesmo que momentaneamente. Uma ordem de retirada era o verdadeiro motivo daquela estranha chegada, e os soldados do norte agora recuavam sob as ordens de Ygros e Kurou, que cessava imediatamente sua luta com Havik.

Muitos recuavam por respeito ao grande cavaleiro, outros por medo, mas ninguém levantava a voz, principalmente depois de presenciarem o que acontecera com a oitava serva de Agatha, Karen Chillhart que sofrera as consequências de suas ações pelas mãos de Ygros. Todos sabiam que sua presença ali era ilegal e que agora deveriam pagar por seu crime, estavam frustrados, pois não cumpriram seu objetivo. Os soldados da Resistência, os "insetos a serem esmagados" se provaram mais fortes e valentes do que esperavam.

Seus olhos mal podiam acreditar no que viam, todos os marujos de Arten, inclusive Maya, agora observavam atentamente o desenrolar dos acontecimentos, pois era tudo muito inesperado. Não sabiam qual seria seu destino, os deixariam ir livremente? Ou os eliminariam por completo antes de partirem? Apenas uma coisa era certa, não deveriam ficar lá para descobrir.

Apenas seus lideres poderiam tomar as decisões, e todos aguardavam suas ordens e tentavam se reorganizar. A tempestade parecia finalmente dar uma trégua, como se também fizesse parte da grande batalha que acontecera e agora chegava ao fim.


[ordem de postagem: Shizuka, Heikki, Havik, Kohaku(opcional)]
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Ago 20, 2015 11:07 pm

Correr, correr e correr. Shizuka estava se sentindo uma criança enquanto usava os ataques de Karen contra seus aliados. Porém as coisas mudavam. Duas energias muito fortes surgiam, fazendo a capitã arregalar os olhos, mesmo correndo sem parar de um lado para o outro.

- hm? Reforços? Isso não é justo! Só porque estava diverti...

Antes que terminasse de falar, Ygros ia diretamente para Arten e ...tudo mudava? Demorava alguns segundos depois de Karen ter parado de atacar Shizuka para a garota finalmente parar de correr. Não só isso, como presenciar a grande cena de Ygros batendo no rosto de Karen. Internamente aquilo a fazia vibrar, mas a garota se segurava

Shizuka olhava ao redor, e começava a caminhar lentamente, tentando não ser notada para sair do navio inimigo.

- Com cuidado.... eu não estou mais aqui....e...- sussurrava a cada passo que dava - oh! Um chapéu! Eu sempre quis um assim! - Durante sua tentativa de ser furtiva, a garota acabava falando um pouco alto demais e era observada por vários marujos do norte. - Er... foi mal? - e assim, a garota saia correndo, passando do lado de Heikki. - Melhor correr garoto... antes que eles mudem de ideia!

A capitã do Arten chegava na beirada do navio pronta para pular. Subindo com facilidade na lateral, ela tomava um impulso e suas forças falhavam.

- Capitã! - gritava um dos marujos do Arten que corria para ver se a capitã havia caido no mar, mas nenhum som de água era ouvido. Aproximando-se mais da lateral do navio, seus olhos viam a aprendiz de Koji pendurada com uma mão só, enquanto a outra segurava fielmente seu novo chapéu. O homem a ajudava a subir. - Capitã, você está bem?

- Claro que estou! Por que eu não estaria? - falava séria a garota que tentava dar um passo para frente e era traída por suas pernas novamente, caindo de joelhos no chão. - Que fique claro que eu fiz isso de propósito! Eu apenas queria ver de perto... o estrago que fizeram no nosso navio!
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Heikki Niemi

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sab Ago 22, 2015 9:43 pm

O embate entre Heikki e mais alguns marujos do Norte continuava de forma frenética, com o Caveira tentando alguma possível abertura para pular de volta a Arten e os marujos o impedindo de fazer tal ato, queriam segurá-lo no Interceptor, o que daria uma boa vantagem para o Norte, uma vez que o pirata era um importante membro do navio inimigo.

"Tch! Esses caras já tão enchendo o saco. Será que o deus dos mares não está a favor do Caveira hoje?"

Heikki estava prestes a rir de sua difícil situação, até que, como um furacão, Shizuka passava em meio das forças do Norte, derrubando muitos dos soldados e assim abrindo de vez o caminho para que o Caveira pudesse voltar a Arten. Foi tão rápido, que quando ele percebia, seus oponentes estavam no chão e a comandante naval da Resistência falava com ele.

- HA! Quem sabe eu te pague uma bebida mais tarde, "Shizuka-sama"! - E quando virava de costas, olhava para cima por um breve momento. - Bom... se eu ainda tiver algum dinheiro pra isso não é? HIARHAHAHA ......

O ar em sua volta, estranhamente, ficava muito mais pesado, tão pesado que paralisava o Caveira por um momento.

- Mas... que diabos...

Foi o tempo do pirata direcionar seu olhar para os lados para que seu mundo praticamente desabasse. Um navio enorme estava próximo de Interceptor e Arten, e soldados feitos de Gelo estavam a bordo. Insano, para quê mais deles apareciam? Logo agora? Dois servos da Rainha já era demais, agora eram quatro, e um deles o Caveira conhecia muito bem, aquele que destruiu Eulen, Ygros Frostwatch.

- Saco! ... É por isso que não gosto do deus dos mares...

Heikki estava frustrado, era azar demais. Ele nem se movia mais, tinha medo de chamar atenção. O pirata apenas observava o gigante cavaleiro agir, uma vez que ele foi o único que saiu do grande navio chamado Leporem. Do Arten para o Interceptor, e o Caveira não podia estar mais feliz. O motivo de Ygros estar ali era para levar os outros dois servos para casa, logo a ordem de retirada foi dada. Um alívio para Heikki, que só voltava a realidade quando Shizuka passava por ele, o dizendo para voltar logo. Sim, ainda estavam no navio inimigo.

Ele estava para pular, mas via Shizuka falhar miseravelmente e aquilo causava uma crise de riso tão grande em Heikki que ele mal conseguia segurar.

- HAHA... HAHAHAHAHAHHAHAHAHA!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Pfff....!!!

Já era tarde para tentar segurar, e com uma das mãos na barriga Heikki continuava a gargalhar, demorou até que ela conseguisse ficar a bordo de Arten novamente para que o pirata conseguisse agir novamente.

- Shizuka! - Ainda com o tom risonho na voz. - É assim que se pula!

E com um impulso após uma pequena corrida, o pirata pulava lindamente de um barco para o outro, mas ele não esperava que estivesse tão cansado também, e naquele dia o Caveira conheceu a palavra "Karma".

Não falhou como Shizuka, mas para ele pode ter sido pior. Durante a batalha, o que prendia sua máscara ao rosto, estava para se soltar, e o seu pouso não foi bom para sua máscara. Caía na beirada do navio, e balançando os braços freneticamente ele se forçava para não cair no mar assim como Shizuka quase caiu, e durante sua tentativa de equilíbrio, que acabou bem, sua máscara se soltava e caía no mar. De joelhos no chão do final de toda a cena, ele ficava de boca aberta, observando sua "identidade" cair no mar.

Seu rosto estava pasmo, e ele perdia todas suas forças assim que toda a ação acabava. Seu corpo ficava todo branco após perder sua máscara de caveira e agora estava de barriga para cima, olhando para o céu que clareava, já que a tempestade estava acabando. A expressão de seu rosto claramente dizia "não acredito", e ele provavelmente não escutaria mais nada nos próximos minutos em sua mente que ainda processava o que havia acabado de acontecer.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Ago 24, 2015 5:23 pm

▬Sem tempo a perder Havik lutava com tudo o que tinha, mas nem aquilo parecia ser suficiente para derrotar Kurou rapidamente. Toda a presença da pequena Kohaku havia desaparecido, e isso deixava Havik em grande preocupação. Depois de uma longa e exaustiva batalha, reforços inimigos pareciam chegar. Mais do que qualquer um Havik sentia suas grandes e poderosas energias. Tinha certeza de quem eram antes mesmo de chegarem e já fazia planos para uma batalha em grande desvantagem, o cavaleiro saltava em meio a Arten, se colocando entre Havik e aquele ao qual investia. Sem tempo para interromper seu avanço, o índio recebia em cheio o coice do animal e deslizava para trás▬

▬Mas para sua surpresa, a batalha não aconteceria, pois Ygros, aquele que chegava, ordenava uma retirada imediata e as forças do norte agora retornavam a seu navio, Seu oponente Kurou fazia o mesmo, e Havik lhe dizia▬

Lutou com bravura, mas hoje os espíritos estão do nosso lado.

▬Havik abaixava suas armas, e quando todos se retirassem, procuraria por Shizuka para lhe contar o que o preocupava. Quando a encontrasse ele diria▬

Não sinto a presença da pequena garota, nem de muitos outros, meu coração me manda procura-los, mas minha mente sabe que devemos nos retirar antes que o pior aconteça.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Ago 27, 2015 1:40 pm

Com a chegada do grande general do norte Ygros Frostwatch, e a segunda mais antiga serva da rainha do gelo Revy Coldhelm, a batalha parava imediatamente. Ambas as partes recuavam e abaixavam suas armas. De um lado os soldados nortenhos, conhecidos por sua extrema lealdade a seus senhores e a sua rainha, ao receberem uma ordem direta do terceiro servo ignoravam completamente as ordens da oitava, pois sabiam que estas iam contra os interesses de sua rainha. Suprimiam o desejo pela luta e pela vingança com todas as suas forças e retornavam a seus postos a bordo de Interceptor. Já do outro lado estavam os marujos de Arten, membros da Resistência de Shadowrealm e agora confusos com os recentes acontecimentos. Não ousavam reiniciar a batalha pois sabiam que nesta teriam poucas chances de vitória, recuavam a seus postos e preparavam o navio para uma partida imediata.

Quando a ordem era dada os navios finalmente se afastavam, Arten partia na direção da cidade portuária de ParchedHaven, enquanto aqueles a bordo de Interceptor os viam navegar para longe, a espera das ordens finais dos dois soberanos que chegaram recentemente.

Seu navio estava bem debilitado, pois os ataques de Karen, redirecionados por Shizuka, acabaram por destruir grande parte de Interceptor e causar a morte de vários membros de sua tripulação. O respeito que aqueles homens e mulheres tinham por Karen estava por um fio, e a unica razão pela qual ainda eram leais a mulher fora o conhecimento prévio de sua personalidade, por isso seus soldados estavam sempre a expectativa de algo como o que ocorrera.

(ordem de posts: Ygros Frostwatch, Revy Coldhelm, Karen Chillhart, Kurou Chillhart)
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Ago 28, 2015 6:22 pm

Como ja sabia de antemão, os marujos do Interceptor não contestavam suas ordens, uma vez que estes sabiam que estavam errados em agir contra as ordens de Agatha. Não houvera satisfação por parte de Ygros no tapa direcionado a Karen, pois sentia como se estivesse agredindo parte de sua Rainha, o que em parte é verdade. Além disso, ele podia sentir a desaprovação de Kurou, nada escapa à vigília congelada, nem mesmo a presença de seres muito familiares, como o capitão do navio que destruíra outrora e a garota que o fizera recuar um passo pela primeira vez em muitos anos, mas sua presença agora parecia algo longínquo, quase mitigado pela distância e a presença de outras energias mais fortes concentradas nos navios.

- Segunda! - Sua voz grave ecoava fortemente, alcançando o grande navio de Revy. Ordene teus golens para que joguem cordas para o Interceptor, temo que esta embarcação sofreu danos demasiados para retornar sozinha ao lar de nossa Rainha em bom tempo e necessita da força de tua embarcação para ser rebocado!

Uma vez que Arten estava se afastando, Ygros realizava este novo pedido para Revy, esperando que a atendesse sem reclamar ou questionar (muito). Com todos os detalhes ja devidamente cuidados e os marujos se ocupando com as tarefas do navio, Ygros caminhava até a proa como fazia em absolutamente todas as viagens que a Frota de Gelo fazia, mas algo mudava.

- Oitava, Nono, devo pedir que me acompanhem. - Ja imaginando que eles provavelmente o fariam, Ygros começava a falar sem olhar para trás. - Nada apaziguaria mais o coração deste cavaleiro senão entregar para Lady Agatha o coração de nossos inimigos em uma condecorada bandeja de cristal, mas tenho em mente que nossa Rainha tem a palavra suprema sobre toda a noção e principalmente sobre nossas existências. Se Lady Agatha pedisse para que me despisse de arma e armadura e partisse em direção de Skyhold para quebrar todos os pilares que sustentam as cidades com minhas próprias mãos... este cavaleiro perguntaria apenas em quanto tempo esta tarefa deveria ser feita! - Sermões? Ygros não era o tipo de pessoa que fazia isso, ele sempre preferiu ações à palavras, mas nesse momento deixava a fala tomar conta. Por que? - Meu intuito com tais palavras é lhes clarear um fato em vossas mentes. Hà muito não somos mais existências independentes, se Lady Agatha não existir, entraremos no esquecimento profundo. - Ygros erguia uma das mãos, levando-a até o elmo e soltando as travas. - Perante as ordens de nossa Rainha, devemos nos calar e seguí-la cegamente.

Ao mesmo tempo que o cavaleiro se virava, este removia seu elmo. Agatha fora a única que vira o que tinha por baixo daquela casca de aço a muitas centenas de anos atrás e agora Karen e Kurou tinham o vislumbre que davam significância real às palavras do cavaleiro. Alguns segundos se passavam e o silêncio novamente entrava em predominância. Ygros simplesmente se virava novamente e colocava seu elmo, travando-o no gorjal e assim, assumia sua postura à proa do navio. Lá ele ficaria em sua silenciosa vigília até o fim da viagem.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Dom Ago 30, 2015 8:56 pm

Revy tinha em mente que Ygros poderia resolver a situação por conta própria, por isso não se preocupava em descer lá para ajuda-lo. Mas mesmo que ela percebesse que ele não conseguiria, dificilmente sairia daquela confortável cadeira.

Estava sentada confortavelmente bebendo seu maravilhoso chá quente enquanto assistia o desenrolar dos acontecimentos em Interceptor.

Por que tá demorando tanto... quero voltar pra casa... *ATCHIM*

O Frio era desconfortável, e seu maior inimigo. Seu grande sonho era poder viajar para um país tropical, onde o Sol quente tocaria sua pele pálida e aqueceria todo seu corpo, onde poderia sentir o conforto de uma praia enquanto bebia água de coco e assistiria as ondas se chocarem contra as areias. E assim ela se imaginava, com a xícara de chá em mãos.

Hehehe...isso é demais..

Quando de repente.

SEGUNDA!

A voz de Ygros ecoava por toda a região, acordando subitamente Revy de seus delírios, dando-lhe um susto tão grande que a fazia derrubar o conteúdo da xícara em seu colo.

Ah! Ai! Quente! Quente!

Um dos soldados de gelo se apressava para limpa-la com uma toalha. Enquanto ela se limpava, Ygros continuava falando, quando ele terminava, Revy apenas balançava com a cabeça positivamente.

Aiai..

Ela se levantava pela primeira vez, abria seus braços devagar, e a medida que o fazia, vários soldados de gelo eram formados a bordo de Interceptor, criados em meio ao nada. Lá de cima outros soldados arremessavam as cordas e logo o navio estava pronto para ser rebocado.

Parece que já terminou, vou voltar pra cabine, me acorde quando chegarmos.

Um flash de memória relembrava Revy das várias maneiras que já fora acordada por Ygros, e ela logo falava.

Pensando bem me deixe dormindo, estou realmente muito cansada.
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Set 01, 2015 7:05 am

Karen se via novamente perdida, fora presa entre seu orgulho e sua lealdade a Agatha. Ela percebeu, depois de receber um golpe de Ygros em seu rosto. Ela despertou da escuridão que fora novamente criada em sua mente, criada pelo seu desejo de supremacia, o orgulho de sua alma. Karen percebeu que não fizera nada daquilo por sua rainha, por sua nação, e nem mesmo por Kurou. Sua única razão foi a própria satisfação, mascarada em causas nobres. E agora a vergonha caía sobre a oitava. Tão pesada que não lhe permitia levantar a cabeça, e Karen mal tinha forças para devolver o abraço de Kurou.

- Sinto muito...eu..mais uma vez eu..

Karen permanecia em silêncio, pois não conseguia pensar em nada, nenhuma palavra poderia salva-la da vergonha que pusera sobre si mesma. Mas Ygros tomava novamente a iniciativa, e os chamava a segui-lo. A orgulhosa Karen agora se mostrava submissa, como uma boneca levada de um lado para o outro. Quando isolados, ela ainda encarava o chão, mas Ygros movia suas mãos até a cabeça e retirava seu elmo. Karen, mesmo que naquele estado, subia seu olhar devagar, atravessando toda a armadura de Ygros desde os pés, até sua cabeça. E quando seu olhar alcançava o rosto do cavaleiro, ela ficava paralisada. Uma surpresa que superava até mesmo sua tristeza. Por mais que quisesse, seus olhos não podiam se desviar, e seus ouvidos não conseguiam repelir aquelas palavras, que adentravam fundo em sua consciência, fazendo a "jovem" mulher se lembrar do momento em que Agatha lhe dera sua segunda vida, fazendo-a se lembrar de ver sua rainha dormir, e um século depois despertar como uma criança. Lembrou-se de vê-la crescer e de incontáveis diálogos passados. E finalmente ela se lembrou do significado das palavras do Terceiro. "Somos parte de nossa rainha, fragmentos de sua alma, nossas vontades são irrelevantes, sonhos e motivos de uma vida já não mais existente". Então por que? Karen pensava, por que não conseguia se livrar de quem era.

- Tem razão. Sempre tem razão. Devo ir até ela, para que me julgue como achar melhor.

Finalmente o brilho nos olhos de Karen retornava, ela cometeu um grave erro, e aquela não fora a primeira vez, Karen era conhecida por seus surtos e ações impensadas. Mas estava pronta para pagar o preço, não importa que punição lhe aguardava, ela engoliria seu orgulho e aceitaria.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Ter Set 01, 2015 4:58 pm

Kurou continuava a abraçar sua amada, lhe tentando dar forças pois sentia que ela estava bem fraca depois de tudo aquilo. Sempre acreditou que devia protegê-la a qualquer custo e ser sua força.

- Karen... não precisa pensar em nada mais... apenas descanse...

Estava preocupado, e queria que tudo voltasse a normalidade logo, mas Ygros os chamava mais uma vez, impedindo que sua amada pudesse descansar, o que deixava Kurou um tanto contrariado, porém, respondia ao chamado. Se levantando, ajudaria Karen no que fosse, seja se levantar, e até mesmo, serviria de apoio caso ela tivesse dificuldade em se locomover. Andava a alguns passos atrás do Terceiro, o seguindo.

Instantes depois, isolados estavam os três servos da Rainha da Neve, e Kurou que estava com uma expressão indiferente quando Ygros começou a falar era surpreendido quando o Terceiro retirava seu elmo. Aquilo era mesmo real? Até coçava seus olhos para ver se não era um engano, o que de fato não era. O nono estava surpreso, e acabou prestando bastante atenção nas palavras de seu "irmão"...


"Não somos mais existências independentes..."

Essas palavras acabavam ficando na cabeça do nono, que passou a ficar pensativo ao ouvi-las. Tudo o que Ygros havia dito era verdade, e o que mais o jovem Kurou queria era a Paz, seja ela vindo de forma pacífica ou não, para ele não importava, mas de fato, muito de sua antiga vida, quando se chamava Hector, havia permanecido dentro dele, por que será? Seria sua ligação com Alícia, que atualmente era Karen? O amor que sente por ela é claramente absoluto, e então veio o amor por sua Rainha. Dois sentimentos tão fortes... e ao mesmo tempo, diferentes. Kurou acabava pousando a mão sobre o seu próprio coração, enquanto olhava o rosto do Terceiro.

- Essa suposta ordem para destruir os pilares... caso fosse dada a mim... eu também a faria, mas...

Kurou suspirava, e no rosto do frio servo, um leve sorriso era formado.

- É errado ainda querer conversar com a Karen antes de partir? Pois essa poderia ser... a última vez que eu a veria... Ainda tenho muito do Hector dentro de mim, meu amor pela oitava ainda é bem forte e...

Enquanto fechava seus olhos tomava uma pausa, e quando os abria novamente, exibia um olhar frio, com o mesmo rosto sério de sempre.

- Amar minha Rainha e amar a Karen não me parece errado, julgo isso como um presente de nossa mãe... mas eu entendo, se isso for necessário para a Paz de todos, este servo deve receber as devidas punições por ir contra as ordens da Rainha.
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Qui Set 03, 2015 10:13 pm

Presos a seus próprios assuntos , os generais do Norte permitiam que o pequeno navio da Resistência, Arten, escapasse sem nenhum problema. A batalha que tirara a vida de tantos se provava nada mais do que o resultado da vaidade de Karen a oitava serva, que mergulhada em seu orgulho deu inicio aquela perseguição.

Os bravos membros da Resistência finalmente se afastavam, obrigados a abandonarem aqueles que caíram nas mãos do destino, e agora seguiam em direção a costa. Apesar das grandes perdas na batalha, ninguém ali se considerava derrotado, muito pelo contrário, todos se sentiam vitoriosos e fortes, pois haviam sobrevivido a Interceptor, e a dois dos nove tão temidos servos da rainha. Se não estivessem tão cansados, estariam todos cantando. Tentavam sobretudo, esconder o peso que seus corações carregavam, todos sentiam a falta da pequena garota de pele morena, e as noticias de que ela havia caído logo se espalhavam.

Grande parte da carga que transportavam se perdera durante a batalha, mas não toda ela, a missão deveria ser concluída pois era de grande importância para os planos futuros da Resistência. Por isso retomavam o curso para Parchedhaven, a cidade mais fria da região de Shadowrealm. Possuía grandes muros de pedra ao estilo medieval, construídos durante a grande guerra territorial para proteção, havia um grande farol que servia de guia para os viajantes que se aproximavam.

Ali eles atracavam, ainda disfarçados como um navio mercante, que fora atacado por piratas em sua travessia, uma desculpa convincente pois não era de todo uma mentira, piratas eram comuns naquela região. Pouco a pouco o navio era descarregado, por membros da resistência disfarçados como mercadores. Retiravam as caixas aparentemente cheias de alimentos e recursos, quando na realidade transportavam armas e munição. A sorte ainda parecia estar do lado dos viajantes, pois naquele dia, poucos soldados de Skyhold estavam montando guarda na cidade, aparentemente algum ocorrido os chamara a atenção, e parte da guarda fora despachada.

Ainda no navio, Maya, que havia passado por toda aquela aventura, percebia ser a hora de se despedir daquele incrível grupo que ao qual teve a honra de acompanhar.

- É aqui que nos separamos, Almirante Shizuka, Havik. Foi uma grande honra poder lutar ao lado de vocês. Eu sinto muito pela sua amiga, se tivéssemos sido mais forte ela...

Balançando sua cabeça Maya parava imediatamente de falar sobre o assunto, e fazia uma continência aos dois generais da Resistência.

- Espero poder vê-los novamente e o mais breve possível! Todos nós!

Os marujos sorriam e concordavam com Maya, e a garota agora voltava sua atenção a Heikki, que ainda estava no chão do navio. Se ajoelhando ao lado dele e cutucando seu rosto ela falava.

- Ei, caveira... já chegamos.. até quando pretende ficar ai?

Quando este se levantasse ela diria a ele, agora mais séria.

- Obrigada. Pelo que fez por mim, foi.. como posso dizer, impressionante? É essa é a palavra.

E com um soco no ombro, Maya sorria e voltava a falar

- Se cuida, e vê se arranja outra mascara, pode assustar alguém com essa cara! Ha Ha Ha!

Suas impressões foram as melhores possíveis, sobre aqueles quatro. Shizuka se provava uma excelente comandante, Havik um lutador muito habilidoso, mas Heikki lhe mostrava algo diferente, pois Maya conseguia se identificar naquele garoto, alguém frágil e sem muitas habilidades, mas que com grande determinação conseguia fazer sua parte naquela grande guerra sem fim.

A missão fora concluída, mesmo que apenas parte da carga estivesse ali, e os incumbidos agora deveriam seguir seu caminho, seja este de volta a Bluehaven ou para um dos esconderijos da Resistência nas proximidades. Ficar na cidade seria arriscado, pois logo a guarda estaria de volta.

(Ordem de post: Shizuka, Havik, Heikki)
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Shizuka Tomoe

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Sex Set 04, 2015 6:25 pm

Shizuka permanecia de joelhos, olhando os “estragos” sofridos pelo Arten. Era quando a revelação de Havik surgia, o que fazia a jovem arregalar os olhos. Imediatamente a capitã procurava encontrar a presença da jovem Kokaku, sem sucesso algum. A capitã respirava fundo e então se levantaria com dificuldade, usando Havik como apoio e então olhava para toda a sua tripulação. Estavam claramente cansados e muitos feridos.

- Minha vontade era ficar e vasculhar cada centímetro desse mar a procura dos desaparecidos, Havik, mas não temos mais condições de permanecer nessa região. – A garota fechava os olhos ainda apoiada no índio, respirava fundo e quando os abria novamente ela continuava falando. – Agora ela deve estar com o Deus dos Mares, não há mais o que ser feito.  – Aquilo parecia um pouco frio da parte da capitã, mas era esse o antigo modo de Shizuka reagir, mesmo que por dentro a realidade fosse outra.

Sacando sua Katana e usando-a como apoio, a Capitã ia até a cabine do capitão e lá ficou sentada o resto da viagem pensativa.

A viagem terminava e para a sorte deles, a guarda do local estava baixa e a desculpa era bem aceita. Nenhuma suspeita surgia por hora e Maya falava com ela e Havik.

- A culpa do que aconteceu não é de nenhum de vocês. Não fomos nós que começamos essa batalha, foram eles. Por isso não se preocupem, ok? Foram valentes. Koji se orgulharia de cada um de vocês.

A garota chegava a se afastar, mas acabava olhando para trás.

- Hey Maya! Você tem futuro... Só não se esqueça. Nunca tenha medo de lutar por aquilo que você realmente acredita. Mesmo que pareça impossível, sempre vale a pena tentar. – uma piscadinha para a garota e então, finalmente Shizuka partia.

Assim que Heikki e Havik estivessem com ela, agora em terra firme, Shizuka suspirava.

- Ai ai... terra firme... Essa aqui é sua especialidade, Havik, então agora você é quem toma decisões hahaha Já tomei decisões pra uma vida inteira! Hahaha – Ela ria um pouco e então olhava para Heikki. – Hey! Não fique triste por sua máscara. Vamos fazer assim, quando voltarmos você paga uma rodada de rum pra gente e eu arrumo uma máscara nova pra você.
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Havik

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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Set 07, 2015 12:09 pm

▬Havik passava toda a viagem tentando encontrar traços das energias vitais daqueles que caíram no mar, mas não tinha sucesso. Ele sentia seu coração pesado, mas não deixava isso transparecer, pois mais do que ninguém sabia lidar com a dor da perda. Comemorava com os homens a sua maneira, pois estes lhe conheciam bem e muitas vezes lhe pediam que contasse histórias sobre suas aventuras e sobre sua terra natal que já não mais existia nesse mundo▬

▬Finalmente chegavam a seu destino, e ali as palavras de Maya o enchiam novamente de alegria▬

Você e seus amigos lutaram como lobos, sinto que nossa causa se torna ainda mais forte com vocês ao nosso lado. Por isso digo que a honra foi minha.

▬Com um sorriso, Havik se colocava a caminhar, se trocando novamente ao disfarce, para que não fosse reconhecido na cidade, ele agora estava em terra firme, ao lado de Shizuka e Heikki▬

Hahaha, e ainda há de tomar muitas outras, mas no momento, tomaremos caminho até nossa base de operações próxima as ruínas na Terra de Ninguém, onde encontraremos transporte e suprimento para a viagem de volta a Bluehaven.

▬Dessa forma ele voltava a andar, mais a frente sairia da estrada para as florestas geladas daquela região, e utilizando sua grande capacidade de rastreamento e noção de espaço, facilmente encontraria a base da qual falava, certificando-se obviamente de não estar sendo seguido▬
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Set 07, 2015 6:07 pm

Heikki passava o restante da viagem na mesma posição, deitado, olhando para cima, triste pela perda de sua máscara. Porém, ele ouvia tudo aos seus arredores, e a notícia de que Kohaku havia caído no mar o fazia fechar os olhos por um momento e suspirar logo em seguida. Não deixava de se preocupar, afinal, Kohaku era inocente demais para se virar em Shadowrealm, isso é claro, se ela ainda estivesse viva. De qualquer forma, caberia a ele levar aquela notícia, e o Caveira achava esses momentos extremamente chatos.

Com a viagem tendo o seu fim, o pirata ainda se encontrava na mesma posição, até que sentia os cutucões de Maya em seu rosto, depois do terceiro ele olhava para ela e finalmente voltava totalmente a realidade, de que havia perdido sua máscara, teria que entregar más notícias e se despedir daquela incrível embarcação. Se sentando enquanto ouvia a pergunta de Maya, Heikki mostrava um leve sorriso.

- Eu poderia... ficar por mais tempo, mas este pirata que tanto preza a liberdade possui algumas tarefas a cumprir ainda...

Se levantando, Heikki, após bater suas mãos sobre suas vestes, estendia seu braço direito enquanto olhava para a cabine do capitão do navio.

- Sakki! Estamos de partida!

E chamando o seu papagaio, este saía da cabine e voava até pousar por cima do braço estendido do Caveira. E era ao que ouvia algumas palavras a mais de Maya, não estava esperando um agradecimento e acabava até brincando com isso.

- Hahaha! Gostou tanto assim de voar maruja? Podemos fazer uma outra vez se desejar!

O Caveira estava animado, não era sempre que podia contar com uma boa companhia com tanta guerra acontecendo dentro e fora dos mares. Maya era uma boa capitã, e durante uma batalha apenas já poderia dizer que ela fosse uma companheira sua, uma companheira do mar.

Como bons amigos faziam, logo Maya conseguia retrucar a brincadeira do Caveira, e aquela fala dela, vinda juntamente de uma despedida, chegavam a enfurecer o pirata nos primeiros instante, o fazendo sorrir de uma maneira nervosa enquanto a encarava, mas logo se recompunha e suspirava, tentando amenizar a situação enquanto tentava inflar seu próprio ego.

- Heh. Não precisa ficar com inveja por eu ter um belo rosto, mas, é verdade. Eu preciso de uma outra máscara! Afinal, eu tenho uma identidade e não posso perdê-la! Hahaha!

E devolvendo igualmente o soco no ombro, o Caveira também se despedia.

- Mantenha essa banheira segura. O Arten é único e não merece afundar! Espero lutar ao seu lado mais uma vez, e dessa vez, eu estando em meu próprio navio!

E enquanto andava até Shizuka e Havik, Heikki ria e Sakki ia para o ombro de seu dono.

- HIARHAHAHAHA!

E a missão terminava. Não saiam ilesos, mas de alguma forma, a missão ajudaria a Resistência. Heikki sentia um grande vazio quando pisava fora de Arten, e isso não se dava ao fato de estar em um navio, e sim em sua preciosa máscara e na própria Kohaku, ele esperava que ela estivesse bem, mesmo não sabendo de seu estado atual.

- Uma rodada de rum por uma máscara? É, eu posso aceitar isso!

Com um breve riso, Heikki se arrumava de alguma forma para o seu disfarce. Retirando o sua jaqueta, a deixando dobrada sobre o seu braço direito, e com a mão esquerda, tirava o seu grande chapéu e o deixava pairando sobre o seu peitoral. Mantinha uma postura bem ereta enquanto seguia Shizuka e Havik para atravessar a cidade de Parchedhaven como se fossem mercadores.

- Tomara que não demore tanto, ficar nessa posição é uma droga...
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MensagemAssunto: Re: A Travessia   Seg Set 21, 2015 2:32 pm


Uma vitória pesada e amarga, mas ainda assim uma vitória. Todos, soldados e comandantes daquela missão sentiam o peso das grandes perdas daquele dia, bravos marujos estavam mortos e a jovem e membro preciosa do Dragão Bonzinho Kohaku desaparecia misteriosamente em meio a tempestade, nas profundezas do oceano gelado.

Tudo o que acontecera naquele dia, não era nada comparado ao que estava por vir, uma pequena batalha, numa missão que deveria ter sido simples, o transporte de armamentos entre as bases da Resistência. Apenas um pequeno passo em direção a guerra que se aproximava.

Os três conseguiam atravessar a cidade depois de se despedirem de Maya e sua tripulação, e agora seguiam seus caminhos em direção a base mais próxima a Resistência, localizada numa caverna coberta pela neve entre um emaranhado de pequenas colinas.

Base secreta da Resistência, unidade de Parchedhaven, entrada.

Quando ali chegassem , espalhariam a noticia do confronto e da vitória, mas causariam também grande tristeza, pois era seu dever informar os nomes daqueles que foram perdidos, e a pequena Kohaku estava entre eles. Ao mesmo tempo, por aqueles que testemunharam, a noticia da grande capacidade de Shizuka como almirante seria também espalhada, e logo muitos desejariam lutar sob seu comando e a seu lado.
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