Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Nas garras da vingança

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Nas garras da vingança   Ter Jun 16, 2015 10:13 pm

Terra do gelo, Ilha do cristal, Reino do Norte, todos estes são nomes dados a grande e jovem ilha situada a norte do globo. Sua existência só foi confirmada a menos de 20 anos, porém conta-se que ela é muito mais antiga. Não se sabe como tal ilha se manteve escondida por tanto tempo, alguns acreditam que tal ilha foi "criada" por alguém, outros acreditam que existem teorias geográficas capazes de explicar tal fenômeno. Mas a verdade se encontra na primeira opção, pois a ilha foi criada por aquela que hoje é tida como sua Rainha. "Agatha", a bruxa da neve, um ser que caminha pela face da terra a milhares de anos foi responsável por sua criação. Seus motivos são desconhecidos mas ela tem feito da ilha sua casa, a casa de seus devotos servos e a casa para todos aqueles cuja intenção é escapar das correntes impostas pelo mundo, viver uma vida na mais completa liberdade. "O povo livre do Norte", é como se chamam aqueles que vivem na ilha nos dias atuais. Orfãos, ladrões, assassinos, pessoas pobres, cansadas das guerras, da fome, e do sofrimento. Apesar das diferenças raciais e pessoais, o "povo do norte" é dotado de um sentimento de nação e união capaz de superar qualquer preconceito ou desigualdade. O frio da ilha castiga seus habitantes, mas todos logo aprendem a viver com isso, e se aproveitam dos outros confortos da ilha, como comida farta, segurança, saúde, e acima de tudo a liberdade.

A ilha possui um valor estimado a 190.000 km² em seu tamanho, nove navios fortaleza ficam adjacentes as laterais da ilha, protegendo seus pontos mais estratégicos, tais navios pertencem ao servos de Agatha, os nove cavaleiros que seguem a rainha e protegem sua ilha e seus arredores. Os navios fortaleza podem se separar da ilha caso seja necessário viajar por conta própria, em expedições importantes. Próximos as áreas dos navios, vilas formadas por casas simples e rudes são encontradas, é onde a maioria da população se encontra. Os navios servem de proteção para a ilha como um todo, isso inclui é claro os incontáveis portos que cobrem toda a costa. Navios de guerra, navios de pesca, desde feitos de metal até os mais rudes feitos apenas com madeira. Uma quantidade absurda de navios capazes de formar nove grandes frotas, afiliadas aos servos de Agatha. Na parte central da ilha, além é claro de montanhas congeladas e planícies azuis até onde os olhos podem ver, existe a "Grande vila", uma espécie de metrópole onde estão localizadas inúmeras casas e o grande palácio de cristal. Um grande castelo que se não bem observado, pode ser confundido com uma imensa montanha. O lar da rainha, o centro de tudo o que acontece na ilha. Onde se reúnem os servos para discussões politicas e militares, e muitas vezes familiares, pois afinal, todos na ilha se consideram uma grande família, mas nada supera o sentimento de lealdade e união que cerca os servos de Agatha e a própria.

"Piratas do Norte", também é um dos títulos que as pessoas da ilha receberam, e o motivo é bem simples, 60% da economia da ilha é movida graças a pirataria. De marinheiros experientes até piratas cruéis, todos fazem parte das tripulações das grandes frotas. Roubam, pilham e recrutam novos membros todos os dias nas expedições, causando medo e alarde ao resto do mundo, que nos dias atuais temem as águas do norte, e agora poucos se aventuram por aquelas regiões. A guerra trouxe grandes baixas a economia da ilha, pois a quantidade de navios e portos a serem saqueados diminuiu drasticamente, dessa forma viram-se forçados a expandir seus territórios e buscar outras formas de sustento, numa dessas expedições ordenada pela própria Agatha as frota do norte fracassou, sofreu grandes baixas e se viu humilhada pela pequena força militar que pouco a pouco crescia nas terras de Shadowrealm. Poucos dias depois da vitória da Resistência sobre a frota de Youko, as noticias da derrota se espalhavam rapidamente pela ilha, causando ódio e provocando uma poderosa sede de vingança. Muitos tentavam organizar expedições por conta própria mas logo eram barrados pelas forças militares leais a Rainha do Gelo. O motivo é que, as ordens da rainha eram claras.
"Nenhum navio deve zarpar desta ilha em busca de vingança, pois o povo do norte é forte o suficiente para reconhecer uma derrota."

[Os personagens (Kurou Chillhart, Karen Chillhart) podem receber a noticia em qualquer lugar da ilha a maneira que preferirem, assim como poderão reagir como quiserem]


Última edição por Narrador-kun em Ter Jun 23, 2015 10:09 am, editado 1 vez(es)
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qui Jun 18, 2015 7:40 am

Em meio a cidade e a "seu povo", Karen se sentia em casa, era conhecida como a mais gentil e bondosa dentre todos os servos de Agatha, e fazia muito bem jus a esse titulo. Ela caminhava entre o povo e ajudava a todos que podia pessoalmente. Naquele dia ela brincava junto a um grupo de crianças, enquanto seus pais e outros assistiam e sorriam, uma cena comum naquela região que estava sobre sua proteção. Karen criava pequenos pássaros de gelo, frágeis como a própria neve e os fazia voar sobre as crianças, pousando em suas cabeças e se desfazendo em uma fina neve brilhante, inúmeros pássaros circulavam seu corpo enquanto Karen dançava num ritmo lento e ria junto aos pequenos, que aprontavam uma tremenda bagunça na perseguição aos pássaros de Karen

- Que pestinhas, talvez seria mais sábio transforma-los em... PICOLÉ!!! Hahahaha

Subitamente Karen parava de dançar, e corria na direção das crianças com as mãos prontas para agarra-los, as crianças corriam da mulher, mesmo sabendo que a brincadeira continuava. Porém naquele momento um dos guardas do palácio adentrava a vila, causando uma certa comoção já que  não era comum ver um deles por estas regiões. Ao contrário do povo da vila, Karen e as crianças pareciam ignorar a presença do soldado e continuavam brincando, mas este por sua vez se aproximava de Karen e falava bem próximo de seu ouvido numa altura que apenas ela poderia escutar. Ouvindo aquelas palavras Karen ficava paralisada, seus olhos se arregalavam e todos os seus pássaros, antes brilhantes e alegres, se dissolviam e desapareciam. Ela recebera a noticia da derrota de Youko.

As crianças se assustavam, porém não conseguiam perceber que a mulher estava em choque e corriam em volta dela pedindo que criasse mais pássaros para continuar a brincadeira. Muito passava pela cabeça de Karen nesse momento, seu orgulho estava ferido, e pior, o orgulho de sua amada rainha estava ferido, e aquelas ordens a incomodavam muito. Por cerca de 10 segundos ela não se mexia, mas as crianças continuavam, Karen cerrava seus punhos e finalmente decidia agir. Transformando seu olhar assustado novamente num sorriso doce, ela se abaixava, e as crianças paravam de correr, Karen passava carinhosamente sua mão sobre suas cabecinhas e falava.

- Precisarei deixa-los por uns dias, se comportem, do contrário vou transforma-los em bonecos de neve!!

No final de sua frase Karen se levantava e erguia seus braços na tentativa de demostrar suas intenções "malignas", um vento gelado passava pelas crianças e estas corriam e sorriam seguindo o vento. Confiavam muito nas palavras de Karen, por isso não discutiam com ela e sempre tinham certeza de que ela jamais faria algo para machuca-los. Agora com a cabeça abaixada e um olhar pensativo, Karen decidia agir. Levantava sua mão devagar, e simultaneamente um grande pássaro se materializava no solo, formado pela água do ar e a própria neve que caía do céu e cobria todo o chão, um pássaro de gelo fino porém tão resistente quanto aço, leve como uma pena e lindo como cristal. Karen se sentava nas costas de sua criação e imediatamente alçava voo, sem dizer uma unica palavra ao soldado portador da mensagem.

"Kurou.. preciso vê-lo"

Karen voava a uma grande velocidade, cortando os céus de Iceland em pouco tempo, seu destino era a fortaleza de Kurou que não era distante da sua. Kurou era o grande amor de sua vida, mas o amor que sentia por ele não era como o amor que tinha por sua rainha. Eram dois sentimentos diferentes porém com a mesma intensidade, e igualmente importantes. Seus cabelos brancos se misturavam a neve que caía, e seus olhos azuis deixavam um belo rastro no céu, Karen segurava seu gorro com força, pois a velocidade e o vento poderiam derruba-lo a qualquer instante. Quando finalmente avistava a fortaleza de Kurou, ela descia com tudo, pousando na plataforma mais alta do lugar. Quando descia de seu pássaro ele se desfazia em milhares de cacos de gelo fino.

- Kurou!!!!

Ela o gritava bem alto, com uma voz desesperada e triste, como se seu mundo estivesse desabando.

- Kurou onde você está?

Karen corria pelo lugar, chamando a atenção de todos os guardas que pareciam já não se importar mais com todo aquele drama. Estavam acostumados a vê-la correndo pelo lugar gritando o nome de seu amado."Lá vai ela de novo" eles comentavam, mas ao final de uma das portas, que Karen abria com violência, se ela encontrasse quem procurava o encararia por alguns instantes ofegante, e no fim de tudo desabaria em lagrimas geladas e correria na direção de Kurou, o abraçando com força.

- Kurou meu amor...é terrível, já sabe da noticia?

Kurou deveria saber que a orgulhosa e super protetora Karen estava com seu orgulho ferido, e preocupada com o orgulho de sua rainha. Mas ela estava chorando lagrimas frias como o mar que cercava a ilha, e encarava Kurou com pesar em seu rosto a espera de uma resposta.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qui Jun 18, 2015 10:12 pm

O nono servo da Bruxa da Neve estava de olhos fechados, na cabine principal de seu Navio-Fortaleza. Ele recordava momentos de seu passado, em seu leito de morte, bem ao lado de sua amada. Seu último desejo era para ela vivesse, e ela desejou que ele vivesse, e no fim, indiretamente, ambos tinham um intenso desejo de não morrer naquele lugar, em meio a Revolução Francesa, sem nem ter a oportunidade de viverem uma vida juntos. Agatha os salvou, lhes dando parte de sua alma, alma esta que transformou o antes simples soldado francês, Hector, em um exímio dobrador de gelo, Kurou Chillhart.

Kurou se lembrava de tudo, de seu passado como Hector, de sua vida agora como Kurou, e o mais importante, os dois motivos de sua vida: sua Rainha, Agatha, e sua amada, Karen. Quando o servo abria os olhos, voltava ao presente e... quanto tempo já havia se passado? Era um ser imortal agora, e era grato a sua Rainha por isso, poderia ficar eternamente ao lado da pessoa que amava, mas naquele momento ela não estava ali, onde poderia estar. E, como um raio, um pensamento passava por sua cabeça.


"Ela deve estar com as crianças agora..."

Sentia falta da companhia de Karen, por mais que as ações dela, de estar brincando com as crianças de Iceland, o encantasse ele não conseguia ficar longe dela por muito tempo, era como se faltasse metade de seu ser na ausência dela. E pensando em ir vê-la, começava a andar até a porta da cabine, que era aberta antes por um mensageiro. Kurou parava subitamente, ficando por esperar aquela pessoa se pronunciar. Não estava gostando nem um pouco daquela visita logo agora, quando ia ver sua amada! A aura do servo começava a emanar, deixando o ar a sua volta extremamente frio, ainda mais frio que o clima de Iceland. O mensageiro, que engolia o seco por ser oprimido com o olhar e a aura fria do homem a sua frente, desabafava com rapidez o assunto que trazia para ele, depois de tropeçar um pouco nas próprias palavras.

- S-Senhor Kurou, lhe trago más notícias... a-a frota da General Icewill voltou derrotada para Iceland. - Começava a suar frio. - M-Mas nossa Rainha diz para que ninguém tente revidar, s-são ordens dela! E-E... preciso ir! Tenho que passar essa notícia para outras pessoas!

E como um furacão, o mensageiro corria dali, fechando a porta, deixando Kurou com seus punhos fechados e a notícia da derrota. Aquilo o deixava irritado, sim, mas as ordens de sua amada Rainha eram absolutas, sem vingança. Logo, seus punhos abriam, relaxando, sua aura neutralizava e a expressão séria do nono servo continuava. Era hora de ver sua amada, Karen.

Porém, como obra do destino, ela abria a porta de sua cabine, totalmente ofegante e lhe encarando. Kurou se assustava e se manifestava:


- Karen, eu já estava indo te ver, ma-...

Kurou era interrompido. Karen lhe abraçava subitamente e começava a chorar em seus braços, o deixando preocupado.

- Amor? O que aconteceu?!

E era quando ouvia as palavras dela. Uma pergunta, sobre a notícia da derrota de Youko. Kurou, diante de sua amada aos prantos e esperando uma resposta, colocava uma das mãos, que estavam cobertas por luvas de lã negra, no queixo de Karen, deixando o olhar dela fixado no dele. Assim, aproximando seu rosto do dela e com uma voz séria e sedutora, respondia:

- É isso que te aflige meu amor? Eu acabei de receber a notícia, é uma lástima nossa companheira ter perdido, mas temos que ter força, com certeza ganharemos na próxima, eu garanto isso a você...
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Sex Jun 19, 2015 1:26 pm

Karen esperava as palavras de conforto daquele que amava, mas não era isso o que recebia, pois o que ouvia lhe machucava, feria seu orgulho ainda mais. Dessa forma Karen se afastava de Kurou subitamente, virando-se de costas e batendo com força o pé no chão. O impacto de sua bota fazia tudo naquela sala ser coberto por uma fina camada de gelo.

- A próxima vez não é importante! O que aconteceu é inaceitável! A honra, a dignidade de nossa mãe está em jogo, o que eles estavam pensando? Como puderam ser derrotados assim!

Abaixando sua cabeça de forma mais calma Karen suspirava e abaixava suas mãos. O gelo nas paredes agora se desfazia pouco a pouco enquanto Karen se virava novamente para Kurou, chorando ainda mais e o abraçava com força escondendo seu rosto no peito de seu amado.

- Ela é jovem de novo... ela não entende... por isso deu tais ordens imaturas, precisamos guia-la como sempre fizemos, mostra-la o caminho correto.. Vamos agir meu amor..

Karen afastava um pouco sua cabeça e olhava Kurou nos olhos

- Sei como podemos limpar o nome de nossa mãe, mesmo que essa não seja a vontade dela.. Se for preciso escolher entre protege-la e obedece-la então nós...nós devemos...

Doía até mesmo pensar em desobedecer Agatha, mas Karen julgava necessário, desviava agora seu olhar do de Kurou, pois naquele momento se sentia envergonhada pelo que havia sugerido.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Sex Jun 19, 2015 2:45 pm

Kurou ficava sem reações quando Karen se distanciava e batia o pé com força no chão da cabine, que congelava totalmente em uma fina camada. E partir de então lhe restava apenas ficar em silêncio, e escutar tudo o que sua amada dizia. Sempre mantendo um olhar sério, mas quando esta desviava o olhar do seu, o nono servo fechava os olhos, suspirando, mas abrindo em seguida seus olhos e um discreto sorriso nos lábios.

Com uma das mãos fazia um gesto, e em sua palma uma flor de gelo era formada. Esta que ele colocava próxima à orelha direita de sua amada, entre vários fios de seu cabelo que era branco como a neve. Mais uma vez Kurou tocava no queixo de Karen, a fazendo olhar para ele, começando a responder as palavras de sua rebelde amada.


- Karen... todos os dias você me lembra do porquê eu a amo tanto. Sua gentileza é tanta que me encanta. - Com uma pausa em sua voz calma e serena, Kurou movia a mão do queixo de sua amada para o rosto da mesma, para assim voltar a falar enquanto a acariciava. - Sei que desobedecer nossa Rainha é grave, um pecado. Mas se isso a ajudar de alguma forma e fazer seus olhos pararem de marejar, então farei como deseja...

E com mais uma pausa, tirava a mão do rosto de sua amada para lhe dar liberdade, pois agora lhe faria uma pergunta.

- Qual o seu plano? Seu cavaleiro há de lhe ajudar em sua causa.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Seg Jun 22, 2015 8:42 am

Escutar as palavras de Kurou sempre lhe traziam conforto e um calor que percorria todo o seu corpo gelado, dando-lhe ainda mais confiança em suas decisões. Karen criava coragem para encara-lo novamente, e percebia que mais uma vez ele estava disposto a ajuda-la em seus planos, mesmo que estes colocassem em jogo sua lealdade a própria mãe e a toda a nação do norte. Se soltando agora do rapaz Karen recuava alguns passos, com as mãos juntas e próximas ao peito de um jeito tímido, mas com um olhar determinado.

- Precisamos faze-los pagar na mesma moeda, algo tão doloroso quanto a nossa derrota.

Ela se virava de costas com a cabeça timidamente abaixada.

- Teremos a nossa chance, eu posso sentir..

Esticando seu braço direito para o lado, Karen conjurava um pequeno pássaro de gelo. Tão transparente que pouco era visível a olho nu. Como um pequeno canário de vidro. Aquele era um dos pássaros espiões de Karen, formados por um gelo que nunca se derrete, outras centenas com aquela mesma aparência cruzavam os céus de todo o mundo, se infiltravam em casas e fortalezas sem serem detectados, e tudo o que viam era também visto por Karen, todas aquelas informações, todos aqueles olhos eram também os seus. "Os olhos da Rainha" ou "Os olhos do norte", era o nome daquela habilidade, e com ela, Karen era capaz de ver e ouvir tudo o que se passava nas regiões onde seus pássaros agiam em tempo real, assim poderia descobrir sobre os planos da Resistência.

- Aqueles insolentes, tentarão navegar novamente no território de nossa mãe.

Ela estava muito irritada com toda aquela situação, por isso o pássaro em sua mão se partia em mil cacos de gelo, que se espalhavam pelo chão enquanto Karen se virava para Kurou e agarrava suas mãos colocando-as também próximas ao peito.

- E quando isso acontecer...precisarei de sua ajuda.. não posso fazer isso sozinha..

Atolando seu rosto no peito de Kurou e apertando-o com força Karen continuava, mas dessa vez com uma voz abafada.

- Tramar contra as ordens de nossa mãe dói tanto, não sei se consigo fazer isso meu amor.. Não sei se.. não! Precisamos tentar, me dê forças Kurou... ela precisa de nós.. faremos isso por ela..

Seu sofrimento era claro, como se seu coração gelado fosse perfurado por mil agulhas flamejantes, Karen se sentia uma traidora, mas estava pronta para ser queimada viva se isso significasse limpar o nome de sua mãe.


Última edição por Karen Chillhart em Ter Jun 23, 2015 10:09 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Seg Jun 22, 2015 1:05 pm

A habilidade de sua amada, "Os Olhos do Norte", era incrível, Kurou nunca cansava de se surpreender quando via aquele pequeno pássaro de gelo, como Karen conseguia manter seus olhos em tantos lugares diferentes? Se sentia lisonjeado apenas por ter uma dama tão talentosa ao seu lado, e como seu cavaleiro e amante, o nono servo estava disposto a continuar o plano de Karen e cada palavra que ela soltava em sua frente, Kurou sabia, Karen sofria por estar desafiando sua Rainha, precisava de força e esse era seu dever naquele momento.

Karen estava com o rosto atolado no peito de Kurou e assim que ela terminava de falar era a hora de se manifestar. E mesmo com aquele corpo gelado que possuía, com um abraço também, tentava passar para Karen o mesmo calor que ela o passava naquele abraço, os olhos do nono servo se fechavam, sua cabeça ficava abaixada, e com uma voz baixa e calma procurava dar forças a sua amada...


- Você realmente quer fazer isso, não é meu amor?...

Kurou ficaria a abraçando forte ali por alguns minutos, não queria soltá-la por agora. Com aqueles braços ele a protegeria e também a aqueceria. E mesmo que se ela conseguisse responder cedo sua pergunta, o nono servo continuaria passando o calor de seus sentimentos para Karen, e cerca de dois minutos depois, em silêncio, seus olhos se abriam, e seus braços soltavam sua amada. Dessa vez era ele quem se afastava, dois passos para trás e em seguida ficava com um joelho, o direito, apoiado no chão. Ajoelhando como um cavaleiro em frente a sua princesa.

- Pois saiba disso, minha Karen. Sua decisão, será a minha decisão. Sempre, sempre, foi assim. Desde a época em que trabalhava na casa de seu pai, e não vai ser dessa vez que isso vai mudar. - Pegando uma das mãos dela com toda a delicadeza que sua princesa merecia, e dava um leve beijo por cima dela. - É só dizer quando e do que precisa meu amor, minha frota há de atender os seus desejos...
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qua Jun 24, 2015 7:35 am

Karen sorria e enxugava suas lágrimas geladas quando Kurou lhe beijava uma das mãos, vê-lo agir daquela maneira mesmo 260 anos depois lhe fazia feliz, muito feliz. Ela se lembrava da primeira vez que o viu, um jovem servo de sua casa que lhe chamou tanto a atenção, muita coisa havia acontecido desde então, mas para Karen ele ainda era a mesma pessoa.

- Tolo, só deve se ajoelhar diante de nossa rainha..

Ela falava numa voz gentil e sorridente, estava muito grata a Kurou e acabava também se abaixando para que ficassem num mesmo patamar, ainda segurando sua mão. Ela aproximava seu rosto ao rapaz e falava com um novo pesar em sua voz.

- Haverão consequências...mas sabendo que faço isso por nossa rainha e tendo você ao meu lado, poderei suportar o pior dos castigos.

Karen o beijava e se levantava puxando-o consigo, em seu rosto, uma mistura de vergonha e alegria tomava conta de suas expressões. Karen não conseguia tirar o peso de seu coração, ou de sua consciência, estava agindo ao mesmo tempo a favor e contra seus princípios, escolhendo o "bem maior" em nome de sua rainha e fazendo seu amado acompanha-la, por não ter forças para enfrentar suas próprias decisões.

- Quando a hora chegar partiremos juntos, mas até lá devemos aguardar em silêncio...

A mulher reverenciava Kurou, como era costume no século XVIII, costume esse que ela nunca perdeu.

- Agora devo retornar a meu território, pois saí sem aviso algum em minha pressa para vê-lo. Até breve meu amor, e obrigada mais uma vez, por me acompanhar até mesmo na eternidade.

E assim Karen partia, cheia de dúvidas e incertezas, mas determinada a cumprir seus objetivos e enfrentar as consequências que estes lhe proporcionariam.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qui Jun 25, 2015 8:42 pm

E o tempo passou, a grande derrota do povo nortenho se espalhou rapidamente por todo o mundo, alguns diziam que uma numerosa força foi responsável por vence-los, outros afirmam e defendem que um grupo de heróis vindos de Dragon Land, terra conhecida por ser o lar de dragões e guerreiros com poderes além a imaginação, mas o segredo da resistência permanecia a salvo. A invencibilidade da rainha pela primeira vez fora colocada em cheque, e muitos tomaram coragem para navegar novamente pelas águas geladas; logo os mares do norte estavam mais uma vez se tornando palco de batalhas sangrentas. Tal derrota trouxe uma significante baixa na moral dos habitantes da ilha, mas ao mesmo tempo proporcionou um grande benefício econômico, graças ao retorno da pirataria em sua força.

O que poucos sabem é que o norte não foi a única vítima da grande batalha. Koji, o grande almirante de shadowrealm fora assassinado por forças misteriosas enviadas pela rainha. Se tal boato se espalhasse talvez a história fosse diferente, e o medo voltasse a tomar conta dos corações de marinheiros pelo mundo.

Mas aquilo não era suficiente, não para o povo nortenho. Koji era apenas uma vida, e uma vida não era suficiente para pagar pelas centenas que morreram, pela vergonha que sofreram. Aos olhos da oitava serva da Rainha a divida estava longe de ser paga, e sangue deveria ser pago com sangue, a dor pela dor, a vergonha pela vergonha. Por isso ela planejava nas sombras e se preparava, esperando pela oportunidade de agir. E tal momento finalmente chegava, pois a tão odiada "Resistência" planejava navegar novamente pelo norte, e era ali que seu plano seria colocado em prática.
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qui Jun 25, 2015 10:54 pm

E o mês mais longo da vida de Kurou, após se tornar um servo da Bruxa da Neve, se passava. As palavras de Karen ecoavam em sua cabeça todos os dias, e aquele sentimento de estar para desobedecer sua Rainha era horrível, de fato, mas como sua amada havia dito, tinham que limpar aquela derrota vergonhosa do nome da líder de Iceland, e como cavaleiro de Karen, deveria ajudá-la sem arrependimento algum, por mais que aquela decisão pudesse ser arriscada, se desse certo, sua Rainha recuperaria totalmente sua reputação.

No dia em questão, e com a mente preparada desde o dia que Karen pediu a sua ajuda, Kurou estava sentado em uma cadeira no meio de sua cabine. Suas mãos estavam juntas, com os dedos entrelaçados entre si, um pouco abaixo de seu queixo. Seus cotovelos, apoiados em ambas suas pernas, e um olhar frio e sério era disparado contra a porta que estava a sua frente. Sua aura gelada também emanava, deixando o piso a sua volta com uma camada de gelo fino. Não parecia, mas durante todo o seu horário de "trabalho", quando Karen não o ia visitar ou vice-e-versa, o comandante da nona frota da Armada do Norte ficava daquele jeito.

Kurou agia assim por estar com o plano de sua amada na cabeça, e sempre que estava prestes a fazer um grande movimento, por consequência de um grande plano, a seriedade dele passava dos limites. Sua tripulação ficava com medo só de chegar perto da cabine de seu capitão, e muitas vezes, quando deviam passar uma mensagem importante para ele, preferiam procurar por Karen e dizer a ela a mensagem que era para ser entregue a Kurou. Uma forma bem mais segura, do que acabar morrendo congelado em pleno expediente, uma vez que quando a oitava serva da Bruxa de Neve estava presente, o comportamento de Kurou mudava completamente.

Um de seus tripulantes devia lhe dar uma mensagem naquele dia, sobre o que fazer com o carregamento que havia chego dos mares, mais peixes para as vilas vizinhas aquela fortaleza, mas do modo como Kurou se encontrava era impossível, por isso esse simples tripulante ia a procura de Karen, na fortaleza dela ou onde quer que ela estivesse. Quando a encontrasse, lhe diria:


- S-Senhorita Karen... desculpa te incomodar, mas o Capitão Kurou tá agindo daquela forma estranha de novo... - O tripulante ria, meio sem graça em frente de uma capitã de outra fortaleza. - e a tripulação precisa saber como dividir os peixes que chegaram...
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Karen Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Sex Jun 26, 2015 7:37 am

Finalmente era hora de agir, o orgulho de Karen estava a ponto de faze-la partir em direção a Shadowrealm e ataca-los diretamente e indiscriminadamente, mas ela era inteligente e sabia que fazer isso era imprudente e ao mesmo tempo imaturo. Seus "olhos", os pequenos pássaros de gelo observavam e ouviam todos os pontos que Karen considerava importante, e num destes pontos ela pôde ver a resistência tramando seus planos, esse era o momento certo, e deveria avisar Kurou de imediato.

Karen estava no alto de sua fortaleza, encarando o horizonte com olhos ambiciosos e vários de seus pequenos pássaros rodeavam o céu a sua volta num redemoinho brilhante. No momento em que pensava se levantar para encontrar Kurou ela escutava, vindo lá de baixo, o chamado daquele soldado. Se vestia como um dos homens de Kurou e parecia com pressa.

- Acalme-se, descerei em um instante.

Ela falava no seu tom calmo e gentil como era de costume, sempre com um sorriso no rosto, e ao seu lado naquela grande torre de metal de sua fortaleza, uma majestosa e grandiosa ave de gelo se revelava, azul como o céu, com a aparência de uma águia. O pássaro se curvava diante de Karen como se esperasse ser montada e Karen se sentava sobre ela imediatamente alçando voo na direção do soldado logo abaixo. Ao pousar perto do homem, Karen descia e lhe dirigia a palavra.

- O que te faz ter um olhar tão preocupado? Não me diga que...

Como ela já esperava Kurou estava novamente dando trabalho a sua tripulação. Karen suspirava e abaixava sua cabeça.

- Ah.. Kurou meu amor..você sempre foi assim..

Mas levantando novamente seu rosto Karen se apressava e montava novamente o pássaro, ao mesmo tempo que falava com o soldado.

- Obrigada por vir até mim novamente, já pretendia vê-lo de qualquer forma. Partirei agora mesmo, sinta-se a vontade para descansar em minha fortaleza se assim desejar.

E numa grande velocidade o pássaro alçava voo em direção a fortaleza de Kurou. Cruzava o céu e as nuvens de Iceland e logo alcançava seu destino, pousando novamente no ponto mais alto do grande navio de seu amado. As pressas Karen descia, nível por nível, correndo como louca e gritando o nome de Kurou. A cena era a mesma não importava a situação, Karen abria porta por porta gritando e correndo, os soldados suspiravam mas ao mesmo tempo se sentiam aliviados, pois sabiam que o problema com Kurou logo estaria resolvido.

- Kurou meu amor! Onde está?

E abrindo a porta da cabine de Kurou com tudo, Karen aparecia, acompanhada de um vento gelado que soprava todo o lugar, derrubando papéis e objetos mais leves. Karen abraçava Kurou com força, colocando a cabeça do homem sobre contra sua barriga.

- Ai está você... já lhe disse que não deve pensar tanto, seus soldados estão assustados, pode acabar machucando-os sem intenção.

Mas seu olhar carinhoso desaparecia, dando lugar a uma tristeza já vista antes.

- Mais importante que isso, é chegada a hora. Devemos defender a honra de nossa mãe, faze-los pagar por suas ações.

Se afastando ligeiramente de Kurou, ela colocava ambas as mãos sobre sua mesa, e continuava falando.

- Descobri o próximo movimento daqueles insolentes. Pretendem navegar as escondidas pelo território de nossa mãe. Estão ficando corajosos demais, parece ser apenas uma embarcação, mas não podemos mais esperar, precisaremos ser rápidos. Do contrário eu..

Karen levava a mão ao peito e abaixava a cabeça.

- Do contrário eu não sei se ainda restará coragem em mim..
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Kurou Chillhart

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Sex Jun 26, 2015 11:54 am

Kurou estava em seu modo sério, emanando aura gelada ao seu redor. Pensativo e com algumas preocupações em mente, o nono servo procurava ficar sempre bem preparado em qualquer instante. Eis que a chegada de Karen em sua cabine, com um forte abraço, fazia Kurou voltar a realidade. Sua expressão séria continuava após seus olhos se arregalarem um pouco com o repentino gesto de sua amada, mas sua aura parava de emanar assim que sentia os toques e a voz dela.

Karen dizia que era a hora de agir, e então se dirigia até a mesa da cabine de Kurou, que por sua vez se levantava da cadeira e a acompanhava, ouvindo tudo o que ela tinha a dizer. Claro, que em meio a sua explicação, sua amada mais uma vez duvidava de sua capacidade, de sua coragem, sofria até hoje com o pensamento de trair sua Rainha, mas o nono servo esteve se preparando por um mês inteiro, apenas para aquela situação, e por isso se manifestava assim que ouvia a última frase de Karen.

Ele pegava nos ombros de sua amada, e a fazia virar para ele, e sem nenhum aviso prévio, Kurou beijava sua amada. Quando esse beijo, que durava alguns segundos, terminava, o cavaleiro dizia a ela:


- Não precisa ter coragem alguma, meu amor... deixe essa parte comigo, eu serei a sua coragem.

Era incomum, mas no final de sua frase, um discreto sorriso surgia no rosto de Kurou. Ele nunca foi muito de sorrir, por isso, todos os seus sorrisos eram bem verdadeiros. E colocando um pouco do cabelo de Karen, atrás da orelha esquerda dela, voltava a falar, agora sobre o plano de sua amada.

- Você disse que precisamos ser rápidos... Karen, sugiro o navio mais rápido do Norte. Interceptor.


Última edição por Kurou Chillhart em Qui Jul 02, 2015 11:37 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Seg Jun 29, 2015 1:08 pm

Naquele mesmo instante, Karen que começava a fraquejar, era tomada de uma coragem que só Kurou era capaz de transmitir. Ela deixava o pensamento de que "isso era necessário" tomar conta de todos os outros, e seu olhar antes triste agora estava sério e focado. Karen sorria e abraçava Kurou falando.

- Você sempre foi minha coragem...

Quando escutava sobre o navio mais rápido, Karen se concentrava novamente em seu objetivo, e mudando sua postura ela agora se virava em direção a porta.

- Tens razão.. devemos usa-lo.. vamos imediatamente, muitos compartilham do nosso desejo, não será difícil convencer a tripulação. Venha Kurou, voará comigo, a tempos não voamos juntos não é mesmo?

Karen estendia sua mão para Kurou, sorrindo como uma jovem apaixonada, guardando todo o seu medo e arrependimento para si mesma. Ela estava pronta para fazer aquilo que julgava necessário, e evitava pensar nas consequências, pois o nome e a honra de sua mãe estavam acima de qualquer castigo que pudesse lhe ser imposto.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Seg Jun 29, 2015 10:32 pm



Dois dos nove cavaleiros de Agatha tramavam contra as ordens de sua rainha, o desejo de vingança tomava seus corações e assim eles partiam, cruzando os céus de Iceland. O navio mais rápido do norte estava atracado a sudoeste da ilha, como se aguardasse por aquele momento, pois a chegada de Karen e Kurou trazia conforto aos corações de sua tripulação. As palavras dos servos de Agatha apenas aumentavam a chama que queimava no interior daqueles homens e mulheres, e agora eles tinha um motivo, uma chance de partir em busca de um acerto de contas.
Assim partia Interceptor, um navio cuja aparência se assemelhava a ponta de uma flecha, e fazendo jus a seu nome, ele cortava o mar numa insana velocidade, logo desparecendo aos olhos daqueles que ficaram para trás. A noticia se espalhou por toda a ilha quase de imediato, todos comentavam sobre a partida inesperada de Interceptor, e sobre a presença dos dois cavaleiros. Os boatos cruzavam as fronteiras dos vilarejos e das montanhas congeladas e logo as nove pontas da ilha já sabiam da noticia. Mas apenas um sabia como agir, o guardião da Fortaleza da Honra e o mais poderoso combatente de todo o norte, Ygros Frostwatch.

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Ygros Frostwatch

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Seg Jun 29, 2015 11:26 pm

- Alto! Revele-se, antes que este cavaleiro o obrigue.

De um pequeno arbusto, uma criança vestida com nada mais que trapos velhos, se revelava e aproximava-se do cavaleiro de presença autoritária. Era possível ver no rosto daquele pequeno garoto um medo evidente e, mesmo que olhasse para baixo, Ygros sabia que ele estava decidido. Curioso e assumindo que o garoto não demonstrava perigo, o cavaleiro repousava sua Claymória ensanguentada num dos muros de concreto da grande ponte, para enfim se aproximar da criança.

- Afasta-te infante, não tenho tempo para trocar palavras hediondas.

- E.. eu entendo Sor, mas... - O garoto segurava um grande pacote em suas costas, havia um aroma forte vindo dele. Comida. - Ja está aqui a tantos dias batalhando... minha vila é a mais próxima da ponte, por isso pensei que se eu puder... ajudar... eu...

A fina voz trêmula do garoto de pés descalços na neve, ia sumindo enquanto falava. Alguns longos segundos de silêncio se passavam, o cavaleiro parecia analisar a situação. Por fim, cedia.

- De certo, uma nobre atitude de tua part.. - Ygros se virava novamente. - Afasta-te, eles estão vindo novamente.

- Mas... Sor... ainda não comeu o alimento que trouxe... e não consigo ver nada nessa escuridão da noite. Como sabe que eles estão vindo?

- Deixai as provisões para trás e parte. - Ao pegar sua Claymória novamente, era possível ver o sangue congelado na lâmina. - Sei que o inimigo se aproxima, pois sou Ygros Frostwatch e com veracidade, lhe digo que...

Nada escapa a Vigília Congelada.

A frase o trazia a realidade. Sonhar? Haviam centenas e centenas de anos que o Cavaleiro não sabia o que era dormir, ao contrário de sua Milady, tão nobre e austera. O que ocorria, era que Ygros se lembrava de sua estada na ponte de Frostwatch e do como aquele garoto o ajudara, e não apenas naquele dia. Mas ele não escolhera dissipar suas memórias de tão súbito, na verdade algo chamava sua atenção. Da mais alta torre de sua fortaleza, onde ele passa a maior parte do tempo vigiando toda a grande área de Iceland a Vigília Congelada observava o conhecido Interceptor partir velozmente da ilha. Neste exato momento, era abordado por um de seus cavaleiros-mensageiros.

- Sor Ygros! Kurou e Karen Chillhart partiram de súbito usando o Interceptor.

- ... - O único movimento do cavaleiro era o de sua respiração. Sem transparecer emoções, ele pegava sua grande Claymória e a embainhava novamente, partindo para a saída de sua Fortaleza. - Infantes...


A medida que seus passos fazia o chão tremer suavemente ao seu redor, seus soldados... ou melhor, seus cavaleiros (Ygros fez questão de formar toda sua força militar em cavaleiros) se ajoelhavam em respeito, mas ele continuava em sua caminhava de passos largos, o forte tilintar de cota de malha, o bater das placas de sua armadura e o balançar suave de sua capa de pele de Urso branco. Obstinado, ele sabia o que deveria ser feito.

- EEI! Estão dizendo por aí que a palavra da Rainha foi caída! Eu digo pra buscarmos vingança e pilhar o máximo de barcos estrangeiros que pudermos! Quem está comigo??

Algumas ruas de distância da entrada da Fortaleza da Honra, uma pequena comoção dos civis acontecia. Aparentemente eles estavam criando um pequeno aglomerado para uma "milícia naval" e infelizmente, Ygros estava passando por ali.

- As ordens de vossa Rainha permanecem absolutas.

- S-s-s-sor!!! - O homem de ajoelhava. - M-mil perdões, S-sor Ygros Frostwatch eu não quis...

- Silêncio. Ja instigaste calúnias demais. - Como uma rápida punição, Ygros sacava sua Claymórica e como num piscar de olhos, cortava um dos braços do homem, congelando-o em seguida. - Que esta imagem teje gravada em vossas mentes, plebeus, levem de imediato este homem à um Meistre para que não morra de seu ferimento e tenham em seus corações que as ordens de vossa Rainha são indutáveis e sempre corretas. Ninguem escapará da punição por este perjúrio. Ninguém.

Deixando o homem aos berros para trás, Ygros voltava ao seu caminho. Ele sabia para onde ir, para o lugar com as maiores chances de arrumar um barco veloz o suficiente para alcançar o Interceptor sem grandes horas ou dias de diferença. A Fortaleza da Horda. Algum tempo se passava e Ygros estava na entrada de tal lugar.

- Sor Ygros, está aqui para ver-- E, ei! Sor! Não pode ir entrando dessa forma.

- Não direciones tuas palavras à mim. Sabes que estou aqui com o propósito de ver a Segunda e não me impedirás de tal.

Onde quer que ela estivesse, Ygros eventualmente a encontraria e quando o fizesse, adentraria o cômodo no qual ela estava, partindo sem muitas delongas, ao assunto urgente.

- Segunda. - Uma breve pausa, como se estivesse tomando fôlego. - Suspeito de que os infantes Karen e Kurou Chillhart tenham profanado as ordens absolutas de Milady Agatha, nossa nobre Rainha. Venho à tua presença requisitar uma embarcação capaz de alcançar o Interceptor o quanto antes, para que possa trazê-los novamente, afim de nossa Rainha lhe dar a devida punição.
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Revy Coldhelm

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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Ter Jun 30, 2015 4:19 pm

Os "golens de gelo", umas das lendas que dizem respeito as frotas nortenhas, "monstros de gelo capazes de destruir navios inteiros por conta própria", é como são descritos por aqueles que presenciaram sua fúria. São criaturas sem vida própria cujo único objetivo é seguir as ordens de seu criador. Apenas 100 destes golens caminham sobre Iceland, outros 200 habitam o interior de alguns navios das nove frotas principais, e são libertos somente quando o momento é oportuno. Mas os golens não são as únicas criaturas mágicas que habitam Iceland. Soldados, legiões inteiras de soldados feitos de puro gelo caminham pelas vilas, estradas e montanhas, navegam em seus próprios navios ou acompanham aqueles que o fazem. Um exercito inteiro capaz de intimidar qualquer inimigo. Mas muitos se perguntam, "Como isso é possível? De onde eles vieram?", e a resposta pode se encontrada no interior de uma das nove fortalezas do reino do norte, a Fortaleza da Horda, lar de um dos poderosos cavaleiros de Agatha, Revy Coldhelm.


A....AAAAA.........Acho que passo.... Não... nã..AATCHIM!

Um soldado de gelo que antes estava imóvel ao lado da confortável poltrona onde a segunda serva de Agatha repousava agora lhe estendia a mão com um lenço. Revy aproximava seu rosto para que assim o soldado posicionasse o lenço de maneira correta, dessa forma ela assoava o nariz com tudo.

Ah...droga.. acho que peguei um resfriado.

Um outro soldado de gelo ao seu lado lhe oferecia uma tigela com uma bebida quente.

Ah obrigada...*bebia um gole*...esse maldito frio, não dá pra ser saudável assim..

Entregando novamente a tigela ao soldado de gelo, ela juntava as mãos ao lado do rosto e repousava sua cabeça no braço da grandiosa poltrona.

Aiai..o que eu não daria por umas férias na praia..com o sol brilhando no céu e esquentando meu corpo... zzzZzzzzzZz... *dorme*

Um soldado humano entrava correndo e se ajoelhava próximo a sua poltrona, então falava:

Minha senhora, seus soldados de gelo retornaram com um navio inteiro de saques, devemos distribuir entre as pessoas de nossa vila?

Revy se mexia discretamente ainda de olhos fechados.

Sim...ZzzZZz

O soldado com uma gota na cabeça tentava continuar.

Como faremos a distribuição?

Mais uma vez ela se mexia, com uma bolha enorme de ar saindo pelo nariz

Sim....ZZZZzZZ

Agora o soldado tinha certeza de que ela não fazia a minima ideia do que ele estava falando e resolvia tirar proveito disso.

Minha senhora, posso levar 1/4 de todo o saque pra minha casa?

E o comportamento de Revy não mudava.

Sim...zZZzzzZZz

Um sorriso enorme aparecia no rosto do soldado, que saía saltitando e batendo uma perna contra a outra.

Uhuuul!!! Obrigado senhora!

Revy se virava para o outro lado na poltrona resmungando.

Arg...faz silêncio..ZZzzZZz

Mas sua calmaria não durava muito, pois de repente o chão começava a tremer, pequenas pedras de gelo caíram das paredes, era  como se passos muito pesados se aproximassem. Revy abria seus olhos já com uma expressão de desgosto.

Ah não...o que será dessa vez?

E pela porta passava Ygros Frostwatch em toda a sua urgência. Ele não perdia tempo em cuspir uma incontável quantidade de palavras sofisticadas que já não eram usadas a mais de quinhentos anos. Sua preocupação era obvia, queria trazer Karen e Kurou de volta, mas essas coisas não interessavam muito a Revy, que apesar de ser muito leal a sua rainha, também era leal a sua preguiça. Embrulhada em uma absurda quantidade de cobertores, como uma lagarta em seu casulo, ela retrucava numa voz de total desinteresse.

Ehh... esses dois de novo... sempre sobra pra mim... Não! Não dessa vez Ygros, nada nem ninguém vai me fazer ir la fora nesse frio! Pergunte para algum dos guardas do lado de fora eles devem achar um barco pra você.. Pois eu declaro nesse momento que jamais sairei nesse frio de novo.

E ainda embrulhada nos cobertores como uma lagarta, ela se virava para o outro lado e tentava novamente pegar no sono.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Ter Jun 30, 2015 8:43 pm

Ygros, um cavaleiro da idade das trevas com mais de mil anos de idade, testemunhava uma cena lamentável. A segunda pessoa a receber a benção de sua Rainha, uma mulher mais velha e mais antiga, de uma civilização mais avançada intelectualmente do que a dele, agindo como uma criança mimada e reclamando do frio. O cavaleiro, por usar um elmo fechado, não expunha nunca seu rosto mas pelo silêncio que se seguiu, era certo de que Ygros estava verdadeiramente cansado.

Sem dizer sequer uma única palavra, ele pegava Revy pela perna e a jogava por cima de seus ombros, como se fosse um animal abatido e em seguida, se virava para sair da fortaleza da Horda. Muitos dos soldados do lugar pensavam em ficar no seu caminho, mas logo depois eles pensavam novamente, portanto o caminho do Cavaleiro foi tranquilo (Tirando é claro os possíveis protestos da Segunda, o que seria é claro, ignorados).

- Lady Revy, bem sabes que não necessito apenas de uma mera embarcação. Teus soldados de neve são da mais urgente necessidade para esta jornada, pois estes jamais descansam e tua presença se faz necessária para recriar aqueles que por algum motivo possam sucumbir por trabalho excessivo, além de coordená-los propriamente.

Ao terminar a frase, Ygros ja estava no convés do Navio, onde apenas deixava Revy cair de dois metros e meio de altura. Após isso Ygros se virava par ela, esperando que desse as ordens às suas criações de neve para então partirem de uma vez.
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Qua Jul 01, 2015 9:22 pm

Ótimo, agora que já havia demostrado sua determinação em não se determinar, Revy estava pronta para voltar a dormir debaixo de seus cobertores, no conforto de sua fortaleza. Mas as coisas não corriam bem do jeito que ela esperava. Pois o chão começava a se distanciar, e dava uma gigantesca volta. De repente, as costas de Ygros e o chão era tudo o que podia ver.

Eh? EEEEEEEEEEEEh?!

Ela tentava se mexer, e só então percebia que ainda estava presa por seus incontáveis cobertores, enrolada como uma lagarta.

Ygros! Me coloca no chão! Eu não to brincando! *sacode* *sacode* AAAAAH!

Passos e mais passos, e nenhum de seus soldados fazia nada a respeito, ela estava sendo sequestrada pelo cavaleiro.

Não fiquem aí olhando! Me ajudem!

Mas ninguém se manifestava, e assim eles saíam pelas portas da fortaleza, e aquele vento gelado batia em seu corpo que, mesmo coberto, tremia sem piedade.

Friooo!! Tá muito frio!!! Ygros-san..tenha piedade de mim, eu sou sua irmã mais velha não sou? Você deveria ser legal com sua irmãzona não deveria? YGROS!!!

E seu grito se perdia junto aos ventos gelados de Iceland,  nenhuma alma vinha a seu resgate. Os soldados da própria Revy indicavam o caminho até o navio mais rápido de sua frota para Ygros, a grande "Somnolentus Leporem", cujo nome ironicamente significava "A lebre sonolenta".

Traidores....  *tremendo*

E o tempo passava, Revy agora com duas pequenas estacas de gelo escorrendo pelo nariz, parava de se mexer, depois da traição de seus homens, já havia aceitado seu destino, ela seria forçada a ajudar Ygros e deixar seu confortável lar.

Estamos chegando? *tremendo* Me coloca no chão com cuidAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Uma queda de dois metros, que fazia Revy se debater em desespero e cair de cara no piso do navio, quebrando seu catarro congelado.

AAÍ!

Quase que instantaneamente ela levantava a cabeça e balançava como uma minhoca pra tentar se soltar dos cobertores. Quando conseguia, ela falava, com um olhar completamente dramático de vítima.

As vezes eu penso que você não gosta de mim...

Jogando o cobertor para suas costas, e o vestindo como uma capa sobre seus ombros, ela decidia andar logo com aquilo.

Tá bom tá bom.. afinal como uma irmã mais velha responsável eu devo cuidar de meus irmãozinhos não é? Isso inclui os dois bagunceiros que saíram sem permissão! Ha Ha Ha Ha! *mãos na cintura*

Em sua empolgação seu cobertor caía.

Frio! Frio! Frio!

Ela o pegava numa velocidade extraordinária e logo já estava coberta novamente.

Ok pessoal, ao trabalho, estamos partindo. *bate palmas*

Os soldados de gelo, que antes limpavam a neve que se prendia ao navio, agora tomavam suas posições, e rapidamente subiam as ancoras e deixavam o porto navegando. Estavam em todos os cantos do navio, fazendo todos os tipos de tarefas, cerca de 90 daquelas criaturas perambulavam o lugar.

Leporem não é tão rápida quanto interceptor, mas não devemos ficar tão atrás assim, tem alguma ideia de pra onde eles....eles...a....ATCHIM!!! Ah...de pra onde eles estão indo?
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MensagemAssunto: Re: Nas garras da vingança   Sex Jul 03, 2015 7:41 pm

Ygros sabia exatamente para onde estavam indo dois servos mais jovens de sua rainha, Karen e Kurou. Ambos haviam partido a bordo do navio mais rápido do norte, Interceptor, em busca de vingança contra as ordens daquela a qual deviam respeito, e isso era inaceitável aos olhos do cavaleiro.

Interceptor, o navio mais rápido do norte

Alcançar Interceptor se provava uma tarefa impossível, por isso Ygros decidiu que a unica maneira de vencer sua velocidade, era com resistência. Para isso ele precisaria de uma tripulação incansável e um navio veloz. Foi capaz de encontrar ambos na presença de Revy Coldhelm, a segunda mais antiga serva de Agatha, controladora dos soldados de neve. E assim eles partiram as pressas, a bordo de Somnolentus Leporem, a grande lebre sonolenta, um navio de grande porte, capaz de transportar um alto número de soldados a uma poderosa velocidade.

Somnolentus Leporem, grande navio de guerra, o melhor da segunda grande frota do Norte

Era apenas uma questão de tempo para que a incansável tripulação de Somnolentus alcançasse os que partiram no Interceptor e a justiça de Ygros caísse sobre  aqueles cujas ordens de sua rainha desobedeceram.
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