Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Operação Carta Selvagem

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Taikun Tsukushi

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qua Jul 15, 2015 1:46 am

•● Taikun apenas suspirava com tudo o que havia visto, afinal, aquele ser parecia ser mais um inimigo (ou alguém ignorante) do que simplesmente alguém que estava para ajudar em suas missões. ●•

Eu não tenho nada a esconder.

•● Análise de batalha, uma de suas melhores perícias. Ele notava com o seu senso comum que Lyev parecia tomar informações dos usuários assim que encostava neles, tanto que ele talvez tivesse sido um dos que mais foi lhe tomado informação. ●•

Mas saiba que se você ousar fazer qualquer coisa com a gente, eu juro que eu vou te cobrir de porrada.


•● Análise rápida da situação em que se encontravam: Andando na floresta, longe da cidade, indo enfrentar uma criatura forte. Alguém surge com uma aura assassina, enfrenta eles, praticamente zombando de suas forças, para depois se esconder atrás deles e falar que é um tenente estrategista da resistência. Aquilo não satisfazia o suficiente do que acreditava ser a verdade, e, mesmo que fosse, agir de tal maneira não era nada legal (Lembrando que Taikun contra Lin, os dois decidiram ali mesmo, à mostra, lutarem entre si, sem se esconderem). ●•

Tch, Mendokusee...

•● Ele fazia uma careta qualquer, tentando ignorar aquele rapaz. Deveria existir um bom ou belo motivo para ter pedido demissão, quem sabe quem o aturava, ou se ele não podia mais aturar quem estava o aturando. ●•

•● Apesar de dizer que não se importava com o que soubessem dele, no fundo ele ainda se importava um pouco, de preferência com a relação que tinha com a sua família, e principalmente suas irmãs. Quanto mais não soubessem sobre isso, melhor, até porque ele fazia questão de ficar quieto sempre que possível para garantir a segurança delas, e que ele só garantia que soubessem sobre sua família se eles os conhecessem também, ou seja: Intimidade ou relação amigável no mínimo. O rapaz acabava ficando do lado de Ren sem nem perceber, optando por ficar longe dele quando fossem tomar rumo adiante até onde estaria supostamente a besta. Taikun dificilmente podia ficar nervoso, mas ele tinha agora motivos de sobra para isso. ●•
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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qua Jul 15, 2015 10:25 am

Sayuri permanecia na árvore próxima à luta, observando, sempre com um sorriso no rosto o encaminhar de tudo aquilo até que Dante se envolvia e parava a luta com uma rajada de vento. Imediatamente a Ishiyama se segurava na árvore e assim que tudo terminava, saltava, caindo em pé no chão.

- Ah ah! Não importa quem você foi. É o que a Lin diria não? - Sayuri dava os ombros. - Mas acho uma covardia provocar e depois se esconder atrás do Dante... Aguente as consequências de seus atos senhor Tenente.

Mesmo falando aquelas palavras, Sayuri se aproximava de Ren, colocando a mão no ombro dela, ficando de costas para Dante e Lyev, e sussurrando num tom que apenas a garota ouviria.

- Controle-se Ren. Acho que a Lin ficaria muito triste se você matasse alguém... Mesmo que esse alguém mereça.

A garota daria um sorriso final para a filha de Shen Shi e então continuaria.

- Melhor a gente correr né? Se esse tio ai tá atrás do monstro, pode ter mais gente também! - Lyev era jovem, mas isso não impedia Sayuri de chamá-lo de Tio. - A propósito... o Tio ai me deve um boneco ventríloco novo! ù.ú
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Ren Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qui Jul 16, 2015 8:14 am

Seu oponente estava fraquejando, mais um pouco e ela poderia punir aquele que tentou lhe matar, aquele que mesmo depois de cometer tal ato ainda teve a ousadia de subestimar sua força, e agora tentava transformar tudo numa grande "brincadeira que deu errado". A vida não é uma brincadeira, e o mundo ensinou a Ren que não havia tempo para pensar em misericórdia. Deixa-lo livre depois de suas ações era burrice, sabe-se lá quando ele tentaria a próxima "brincadeira", e se dessa vez alguém se machucasse? Se qualquer um daqueles ali tivesse se machucado, sua irmã Lin ficaria muito abalada, e Ren jamais conseguiria se perdoar por não ter sido capaz de salva-los.

Mas o esperado acontecia, e o jovem e bondoso Dante interferia na luta. Ren sentia a aura do garoto desaparecer, por isso tinha a certeza de que ele tinha algo em mente. Porém não havia tempo para pensar nisso, bastava continuar intensificando sua força a cada golpe rapidamente, e cedo ou tarde conseguiria acertar Lyev diretamente, e quando isso acontecesse seria o fim. "Só mais um pouco".

A aura de Dante se manifestava subitamente, como se o garoto estivesse escondido por todo esse tempo, e um corte ele aplicava na direção dela e de seu oponente. Ren o conhecia a tempo suficiente para saber que não tinha a intenção de ferir ninguém, mas ainda assim ele deixaria aquele homem escapar, lhe dando outra chance para repetir sua "brincadeira". Usando toda a sua velocidade Ren investia uma ultima vez na direção de Lyev, para tentar terminar a luta antes que Dante interferisse, mas era tarde demais. Uma poderosa rajada de vento jogava Ren na direção oposta, a fazendo bater com as costas numa arvore que se colocava no caminho. A Harzgard caía de pé mesmo depois do impacto, mas a pancada a fazia voltar a si e parar mesmo que por um instante de pensar em matar aquele individuo.

- Sempre bancando o mocinho não é Dante? Pretende deixar ele escapar? Ou vai trazer ele com a gente?

Caminhando devagar na direção de Dante e Lyev que se escondia atrás dele Ren aguardava a explicação, mas depois de escuta-la e ouvir o comentário de Sayuri a garota voltava a falar, apontando seu dedo na direção dos dois.

- É exatamente assim, "É o que a Lin diria", não é mesmo? Mas a Lin não está aqui pra dizer nada. Por isso saia do meu caminho se não quiser ter alguns ossos quebrados.

Mesmo mais calma, ela ainda tinha raiva suficiente pra terminar o que começou, pois Ren era assim, sua personalidade era determinada e orgulhosa, mas seus ideais eram contrários aos de sua irmã. Lin acreditava que o mundo poderia ser salvo, que todos mereciam a chance de mudar para melhor, mas Ren pensava diferente, pensava que "limpar" a sujeira do mundo era a unica maneira de salva-lo, e tinha sua irmã como ingênua por pensar daquela forma infantil e fantasiosa. A garota não dava segundas chances, não tinha esse costume. Mas naquele dia os acontecimentos mudavam, mesmo que um pouco sua maneira de pensar.

Estava pronta para investir, depois de ser chamada de "psicopata" e "demônio" ela tinha o suficiente. Seus punhos tremiam, e seus músculos se contraiam se preparando para a luta. Mas a mão de Sayuri tocava seu ombro, desviando sua atenção. "Controle-se Ren. Acho que a Lin ficaria muito triste se você matasse alguém..Mesmo que esse alguém mereça."

- Lin..?

"Lin" de novo, o nome de sua irmã não parava de aparecer, e isso irritava Ren. Desde que eram pequenas o nome de sua irmã sempre estava na boca de todos. Lin isso, Lin aquilo..Não importa o quanto se esforçasse, Ren não conseguia ser como sua irmã, e sempre se via obrigada a protege-la da própria estupides. As palavras de Sayuri alcançavam Ren como uma bala, ela ficava irritada sim mas só havia uma coisa no mundo que conseguia faze-la mudar de opinião, e essa coisa era sua irmã. Ren a amava acima de tudo, e mesmo que não conseguisse admitir isso, suas ações deixavam bem claro esse sentimento. O pensamento de que Lin a odiaria pelo que estava prestes a fazer deixava a garota hesitante. E a fazia mudar de ideia.

Ela relaxava seu corpo, e suspirava abaixando a cabeça. Sua aura voltava ao usual, e a garota virava-se de costas.

- tsc...Por que eu deveria me importar?...Ah que se dane...

Caminhando até onde seu guarda-chuvas havia caído, Ren o pegava, olhando o buraco que agora havia ali. Suspirava novamente e o fechava, colocando-o de volta sobre as costas. A garota voltava a andar floresta adentro, tentando ficar mais calma e esquecer toda aquela situação.

- Vou indo na frente, vocês que se virem com esse ai.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qui Jul 16, 2015 4:42 pm

- E-Ei, o que você tá...

Era sua reação ao ver Lyev indo para suas costas, mas quando percebia sua intenção de esconder, uma gota brotava na nuca de Dante e ele ouvia a pergunta do rapaz.

- Er... ela até pode parecer ser isso, mas tenho certeza que a Ren-chan tem um lado gentil.

"Ou assim eu espero..."

E ouvindo a pergunta de Ren, Dante retrucava:

- O que eu vou fazer? Não sei... tudo depende da explicação dele. Só acho que matar alguém não é necessário.

O silêncio se formava, e dava espaço para a explicação de Lyev. Que se revelava ser um ex-membro da resistência e que por ouvir boatos deles, não resistiu em fazer um teste para ver se eram mesmo tudo o que haviam dito. Não dava nem tempo para Dante se manifestar, e Ren já apontava o dedo para Lyev, que estava atrás do próprio Dante ainda, depois de ouvir o comentário de Sayuri. O Campanaro ouvia o que a irmã de Lin dizia, e ao fim, já estava com a mão por cima do cabo de sua katana, que se encontrava próxima a sua cintura, segurada pela bainha com sua mão esquerda.

- Ren-chan... você sabe que eu não vou sair daqui. Lyev-san não parece uma má pessoa, ele até fazia parte da Resistência, e... "Cara, eu acho que vou me arrepender agora..." se ele quisesse matar alguém, não teria parado aquele golpe.

O olhar de Dante estava sério, e olhava nos olhos da garota. O rapaz ainda suava frio, afinal, sempre apanhou para Ren, desde o dia em que a conheceu, mas um outro pensamento passava pela sua cabeça. "Eu tô mais forte agora... será que eu conseguiria ganhar dela?...". Talvez, ele estivesse para descobrir aquilo, mas Sayuri intervinha, falando algo para Ren que a fazia mudar de ideia. Com a ameaça anulada, Dante que prendia sua respiração a deixava sair com um longo sopro, e seu corpo relaxava.

- Tch... isso é tenso demais. - Olhava para Lyev. - Então. Deixe me apresentar. Meu nome é Dante del Frari, é um prazer, ex-tenente. Por que você saiu da Resistência?

Dante tinha uma curiosidade em relação a razão dele ter saído do grupo de Li zhi, e ouviria a resposta, senão fosse Ren falando estar indo na frente de todos.

- Você pode responder no caminho, Lyev-san. Você também quer derrotar a besta não é? Uma ajuda é bem-vinda, afinal, conhecemos nada sobre as habilidades dela! Hahaha!

O rapaz era bem relaxado, e extremamente bom. Alguns achavam aquilo em Dante algo irritante, mas muitos o viam com bons olhos. Com isso ele se colocava a caminhar, atrás de Ren que deveria saber para onde estava indo, esperando a resposta de Lyev.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qui Jul 16, 2015 8:12 pm

Por que as pessoas são ignorantes? Por que não conseguem ver além? Não existe outra saída...

"- Padre, por que a Bíblia diz "Olho por olho, dente por dente" e num outro momento diz "Quando receber um tapa, de a outra face"? Não faz sentido, são duas filosofias contraditórias.

- Bom, jovem Schneider, talvez Deus precisou aplicar filosofias diferentes em momentos diferentes da humanidade.

- Quer dizer que Deus.... mudou de opinião?

- É uma forma de olhar as coisas.

- Então quer dizer que Deus não é um ser perfeito, mas sim alguém em constante evolução, assim como nós.

- Não, isso é uma heresia!

- Então isso faz dele apenas um Hipócrita?

- Controle sua língua, criança!

Ibyorack, 6 anos atrás. Um garoto ruivo e com o rosto marcado pelo golpe de uma régua de madeira saía da pequena escola da igreja durante o pôr-do-sol. Um pequeno grupo de garotos da mesma idade que o jovem Lyev apontavam para ele e riam.

- Ei, olha lá! É o inteligentinho, apanhando de novo do padre por que acha que Deus não existe!

- Eu não acho que Deus não exista, afinal você tem o mesmo tamanho e peso de um filhote de baleia e não sabe nadar. Isso com certeza é alguma obra de Cima.

Era sempre assim, os garotos atacavam Lyev, que não abaixava sua cabeça mas sucumbia diante dos espancamentos coletivos e ainda assim, sempre tentava levar um consigo. Eventualmente, o grupo de crianças se cansava de bater (e apanhar) e acabavam por abandonar o garoto ruivo, largado ao chão apenas para uma garota encontrá-lo. Não uma garota qualquer, mas sim a única amiga que Lyev tivera em toda sua vida.

- Ei, você tem que parar de provocá-los assim. - Num tom gentil, ela entregava um pequeno lenço branco. - Vai deixar sua mãe preocupada.

- Tch, força bruta é a única coisa que pessoas burras entendem. Nem mesmo o padre consegue conversar comigo, não espero um diálogo desses porcos.

- E que tal comigo? Ou acha que sou burra também?

- Qualquer um perto de mim é burro. - Por poucos segundos ele apenas desviava o olhar, limpando o lábio inchado. - Mas você... eu consigo falar com você.

- É por que sou mais adulta!

- Um ano mais velha... meu Deus.

- Você é muito chato! Aposto que ainda está irritado com aqueles garotos...

- E o padre também.

- Por que não vai embora da vila?

- Eu irei. E vou encontrar um lugar onde vou ser respeitado pela minha inteligencia, não pela minha ignorância."

Por anos, Lyev procurou tal lugar. Fugiu com 15 anos de seu vilarejo, após a morte da mãe e desde então fez um excelente uso de seu intelecto para sobreviver, mas apenas até certo ponto. Por fim, tudo era sempre decidido numa disputa de força. Não importava o quão superior era seu intelecto, por isso Lyev foi se tornando mais fechado, mais sozinho e mais arrogante. Tratava a todos como cavalos de bitola, seres que não conseguem ver todas as opções em sua frente. Até mesmo quando subiu seus ranks dentro da Resistência, ele era cada mais vetado em suas ações e seus planos. Mas por que Lyev simplesmente não abandonara tudo e escolheu trilhar sua vida sozinho? Bom, por mais que essa opção tenha sido considerada, o jovem ex-tenente conhece os benefícios de se "andar em bando", por isso sempre tentou achar um grupo no qual não apenas fosse aceito, mas onde também pudesse aceitar aqueles ao seu redor.

A luta se encerrava e de súbito, todas as consequências de seus atos eram descarregadas sob seus ombros. De forma ignorante ele atacou quatro seres que foram subestimados por sua arrogância. De forma ignorante, ele usou um critério de força para medir como eles agiriam, apenas para perceber que os quatro ali não apenas eram fortes mas como também de inteligencia e filosofia dignas de seu reconhecimento (Talvez nem tanto TaiKun). Bom, mas ainda assim... ele conseguiu o que queria.

Ouvia a ameaça de TaiKun com indiferença. Sim, era algo totalmente justificável, inclusive ele próprio ficaria um pé atrás contra um atacante com tamanha intensão assassina, mas é claro que Lyev não conseguia fazer nada senão rir e responder.

- Isso inclui almoçar juntos e jogar dominó? - Uma pequena ironia com a frase "se você ousar fazer qualquer coisa com a gente...". -

Sayuri era a próxima, falando qualquer coisa sobre um boneco ventríloquo, possivelmente aquele que desviara seu golpe de lança contra Ren, que não importa o que houvesse, jamais acertaria seu alvo.

- Oh, mas claro, você prefere aqueles modelos que falam enquanto você bebe água ou fazem piadas constrangedoras em festinhas de criança?

Ok, sua ironia não o ajudaria naquela situação, mas isso fazia parte da personalidade do garoto. "Respostas vazias para frases vazias." Nada do que Taikun ou Sayuri disseram agregara em algo para a situação, por isso ele se colocava na posição de responder o que quisesse. Mas de súbito, ele olhava aqueles quatro voltando a trilhar o percurso, juntos de costas para ele. Seu coração batia um pouco mais forte e um pequeno sorriso se formava.

- Passei tanto tempo lidando apenas com babuínos... - Sussurrava consigo mesmo, por um lado, estava irritado consigo mesmo por ter agido erroneamente, mas por outro lado... sentia que tinha encontrado o caminho certo. Novamente passava a mão pelos cabelos. - Impressionante.

Pelo momento, a situação parece ter se resolvido. Mesmo não estando em bons termos, Lyev conseguiu não ser morto, mesmo causando uma má impressão em todos ali. O grupo original partia, seguindo novamente seu caminho, mas Lyev ficava um pouco para trás, pensativo. Estranhamente o garoto de nome Dante apenas tentava dialogar com ele, mesmo depois de tudo. Lyev é claro, não hesitaria em responder, por isso dava uma pequena corrida para alcançar os quatro e então conversar com Dante.

- Bom, veja bem... Eu vim de Ibyorak, ou melhor... fugi de lá, me juntei a Resistência, mas até mesmo eles tem suas regras e preconceitos. - Olhava para as próprias mãos, relembrando sua última discussão com os militares. - Eu quero fazer a diferença, mas deixaram claro que não há espaços para "Cartas Selvagens" como eu...
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 18, 2015 3:45 pm

Surpreendidos pelo Ex membro da Resistência Lyev Schneider, os aventureiros se viam forçados a enfrenta-lo. Todo o alvoroço durava cerca de vinte minutos e apesar de grandes desentendimentos eles seguiam seu caminho. Ren que fora na frente e aparentemente sabia o caminho, foi em direção a norte, seguida pelos outros membros do grupo. Não demorava muito para que começassem a andar próximos uns aos outros, pois a caminhada era longa o suficiente.


A medida que avançavam pela floresta a paisagem mudava, as arvores antes verdes e floridas agora pareciam sem vida, e em maior quantidade. Folhas secas formavam um grande carpete que cobria até onde os olhos alcançavam. A presença de animais também diminuía gradativamente de acordo com o avanço do grupo. Depois de duas horas de caminhada por uma estrada aparentemente abandonada o grupo finalmente chegava ao centro da floresta. Onde o ar estava denso, e a neblina cobria quase toda a visão. As arvores a frente eram como sombras, e seus galhos retorcidos se assemelhavam a grandes dedos esticados. A luz do Sol, mesmo que ainda não passasse das 17:00 pm não conseguia alcançar aquele lugar apropriadamente. Tudo era branco e cinza, e um silêncio enlouquecedor tomava toda a região.


Ao avançarem pela estrada, os aventureiros veriam uma grande sombra em seu caminho. Mais a frente, perceberiam que a sombra se tratava de um caminhão militar. O simbolo de Skyhold cobria as duas portas, o veículo estava tombado e retorcido no chão. Seu compartimento de cargas ainda estava cheio com suprimentos e armas, mas não havia ninguém.

Pouco mais a frente estavam outros veículos no mesmo estado, nada havia sido levado, mas nenhum ser vivo ou morto os tripulava. Haviam grandes amassados por toda a estrutura dos veículos, e regiões onde o metal parecia ter sido arrancado a força. Espalhados pela estrada, estavam diversos tipos de armas, desde espadas a metralhadoras automáticas, tudo parecia ter sido abandonado ali. Aqueles com experiência em seguir rastros, encontrariam grandes marcas no chão, como grandes rastros de cobras seguindo em direção a floresta pelo lado esquerdo da estrada e desaparecendo na neblina. Estes rastros tinham origem num pequeno amontoado de terra, onde antes claramente havia um buraco de aproximadamente 50cm de diâmetro. A maneira como o caminhão estava retorcido, deixava claro que fora forçado a capotar por algum tipo de impulso que o jogou para cima, por isso, coberto pelo jipe que seguia o caminhão, havia um outro tipo de buraco com cerca de 1,3m de diâmetro.

Caberia aos aventureiros desvendar o mistério que se colocava diante deles, para onde deveriam ir agora? Que tipo de pessoa ou criatura seria capaz de causar tamanho estrago sem deixar um único corpo ou gota de sangue para trás, ignorando qualquer possível tesouro e levando apenas as pessoas.
(ordem de postagem: Sayuri, Lyev, Ren, Dante, Taikun)
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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 18, 2015 4:29 pm

- Não se faça de idiota. Sabe muito bem que sua lança destruiu um boneco de tamanho real em perfeito estado com aquele gás..

Era a única coisa que Sayuri falava para Lyev. Claramente aquele rapaz lembrava alguém e isso a irritava muito. Assim ela seguia Ren, na frente dos outros e não demorava muito para ela alcançar a garota. Tinha algo na mente de Sayuri que parecia incomoda-la.

- Ren... se o que eu te disse te ofendeu... desculpa. Nunca quis te comparar a sua irmã. Pra mim, vocês duas tem pontos fortes muito bons. Só achei que... ela se importa muito com você e que se você acabasse com aquele cara, ela ficaria triste, por se importar com você. Não foi pra te irritar. Até porque eu vivi nas sombras do KaiTen todos esses anos. Não é algo legal, nunca iria querer que outra pessoa sentisse isso. - Assim que terminasse de falar, Sayuri não diria mais nada para Ren sobre o assunto.

O caminho seguia, todos estavam próximos agora, a paisagem mudava e o ar ficava mais denso. Os animais sumiram e as plantas pareciam ter sua força vital sendo sugada por algo. Aquilo era realmente preocupante.

- Isso não é bom... - Os olhos da Ishiyama viam os veículos abandonados. Ela se aproximava tentando achar algo. - Hm.. estranho... - A garota olhava para Dante. Já que Lin não estava lá, ele era o próximo no cargo de Líder aos olhos da garota. - Não tem cheiro sangue aqui, Dante. Nem uma gota. - se endireitava e agora falava para todos. - Seja o que for isso, não foi humano. As pessoas devem ter sido levadas ainda vivas ou pior... engolidas vivas.

A garota se perdia nos pensamentos. Sabia que algo não estava nada bem desde o momento que reparou nas plantas, mas não imaginava que era tão grave a esse ponto.

- Bem... quando matarmos o que quer que seja que fez isso, podemos também levar essas coisas pra cidade, não é?
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 18, 2015 6:21 pm

- Estranho, eu reduzi o veneno o máximo que pude para ele ter um efeito de gás sonífero. É isso que eu chamo de "morrer de sono".

Ambos ali sabiam que não era possível para o garoto recriar um outro modelo de um boneco mágico e estranho daqueles, por isso a resposta novamente era vaga. Pelo resto do trajeto, não houve muitas falas por parte do jovem ex-tenente. Quando começavam a se aproximar, ele logo notava aquela neblina pouco natural do ambiente.

- Vou fazer um pequeno reconhecimento... - Arregaçava a manga direita de sua jaqueta, mostrando novamente aquele terço cristão de ferro enrolado em seu antebraço e belamente ornamentado. - Caelestis Lancea.

Três lanças surgiam em sua frente e assim uma ia para a direita, outra para a esquerda e a terceira sumia na neblina à frente. Com seu metal sensível a energia, era fácil sentir distúrbios no ambiente por influências mágicas ou semelhantes a magia, além é claro, dele conseguir isolar uma área em sua mente onde as forças pareciam mais conflitantes. "Cem metros de latitude e 83 de longitude a partir do centro." O centro, é ao local do "acidente", no qual acabaram de chegar. Sayuri fazia um rápido reconhecimento e reportava as informações para Dante, mas Lyev sabia que tinha muito mais coisas para descobrir.

- A terra aqui é mais macia do que alguns quilômetros mais para trás, as marcas de pneu do caminhão são bem profundas. - Se agaichava perto do caminhão de Skyhold, próximo da região da porta. - Essas marcas de pancada parecem aleatórias, como aquilo ou o que atacou... não sabia os pontos fracos, mas o que fez ele capotar?

Em sua mente, um retrato da cena ia se formando. Lyev sabia exatamente a posição de cada detalhe relevante para o momento e aquilo bombardeava sua mente com dezenas de possibilidades para identificar o tipo da criatura. As lanças retornavam, sem encontrar nenhum tipo de distúrbio. Ao olhar ao redor, via as árvores inteiras e quando as analisava mais de perto, não via marcas.

- Para termos algo forte a ponto de capotar este caminhão... ele precisa ser grande, maior do que o espaçamento entre as árvores, mas elas estão intactas. - Foi ao se agachar onde havia uma metralhadora com o pente cheio, que Lyev então notava as marcas na terra. - Elementar...

Seguia o rastro até o buraco num dos cantos da estrada, próximo a um veículo tombado. Com um rápido jogo de olho, ele calculava 50cm de diâmetro mas ainda não fazia sentido se fosse calcular o tamanho da criatura pelo buraco, ele ainda não teria força suficiente ou massa suficiente para derrubar o veículo pesado, mas então Lyev via um novo buraco. "Aproximadamente 1,3 metro de diâmetro." O cenário estava pronto e sua brilhante mente estrategista lhe entregava uma resposta. Uma das lanças sumia e duas apontavam para a terra, flutuando a meia altura.

- O que estamos lidando aqui é nada menos do que alguma criatura que habita o subterrâneo, provavelmente as vibrações da comitiva na estrada, chamou a atenção destas coisas que vieram rapidamente e atacaram de onde ninguém suspeitaria. - As duas lanças desciam lentamente no chão, uma sobre as marcas de terra e outra sobre o chão de terra normal. A lança que descia sobre as marcas, afundava muito mais do que a outra lança. - Não sei dizer é claro, o quão bom é o sensor desses bichos, mas acho melhor pensar que ja fomos identificados, afinal o som se propaga melhor pelo sólido do que pelo não-sólido.
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Ren Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Dom Jul 19, 2015 4:39 pm

Ren caminhava na frente por parte do caminho, tentando esquecer o que acabara de acontecer. Odiava ser comparada com sua irmã, e amava sua irmã acima do mundo, mas sempre tentava reprimir estes dois sentimentos com todas as forças. Alguém se aproximava mais rapidamente que os outros, era Sayuri e parecia ter algo em mente. Ren fingia não perceber e continuava caminhando em seu próprio ritmo, até que a garota começava a falar. Era ai que Ren percebia, o quão obvio eram aqueles sentimentos? Mesmo que tentasse ignorar as palavras de Sayuri ela não conseguia. Claro que ninguém as comparava de propósito, mas isso acontecia naturalmente, e por isso era tão doloroso. Ren também sabia que Lin se importava com ela, se importar com os outros era uma característica extravagante de sua irmã. A garota suspirava, e pensava naquelas palavras, Sayuri talvez fosse uma das poucas pessoas capazes de entender como ela se sentia, por isso Ren não guardava nenhum rancor contra a filha de Tenkai.

-Não se preocupe com isso.

Depois dessas palavras o silêncio reinava, talvez até silêncio demais. O lugar para o quão estavam indo era muito suspeito, e todo o cuidado parecia ser pouco naquela região. Nenhuma aura nas proximidades, pouco se podia ver e o ar parecia pesado e rancoroso. Ren estava alerta, mais alerta do que nunca, e a terrível sensação de estar sendo observada fazia seu sangue ferver. Algo se revelava logo a frente, veículos abandonados, "foi este o comboio a desaparecer?" ela se lembrava do que estava escrito no anuncio. Era estranho, muito estranho, mas Lyev surpreendia a todos fazendo uma analise completa de toda a situação, e até mesmo Ren que antes o considerava um covarde inútil, agora o via como um covarde que sabe seguir rastros. A filha de ShenShi também era boa nisso, pois já realizou vários trabalhos que envolviam investigação e raciocínio ainda em DragonLand, e outros na própria Shadowrealm. Se abaixando sobre a trilha deixada no chão, Ren a acompanhava com os olhos, e percebia o caminho que ela seguia.

-Se o que disse é verdade e tais criaturas já sabem de nossa presença, ainda não nos atacaram por medo. Talvez saibam que não somos presas fáceis.

Caminhando na mesma direção para a qual a trilha seguia, Ren voltava a falar:

-Não vou esperar que tomem coragem, talvez essa trilha leve a algum lugar.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Dom Jul 19, 2015 7:26 pm

Uma "carta selvagem", o que Lyev queria dizer com aquilo? Sobre não ter lugar para o mesmo? ... Dante ficava confuso com a afirmação do rapaz, mas em troca, falava algo para ele enquanto dava uns "tapinhas" em suas costas.

- Não sei o que quis dizer Lyev-san, mas acho que todos do nosso grupo, querem fazer a diferença. Cada um tem um objetivo, e eles trilham o mesmo caminho, e por isso ajudamos uns aos outros em nossas jornadas. Heh, digamos que também não pertencemos a lugar algum, por isso fazemos tudo por nossa própria conta em risco.

Depois daquela fala, Dante não diria mais nada pelo resto do caminho. Já preparava sua mente para a batalha que estaria a vir e antes que se desse conta, estava de frente para um cenário onde aquela possível besta tivesse atacado. Alguns caminhões parcialmente destruídos e "capotados" em meio daquela estrada, parecia um acidente, mas era violento demais para ser um simples acidente de transito, por causa da forma como a carcaça dos veículos estavam retorcidas. Poderia ter sido causado pela tal besta da floresta.

Preocupado com possíveis vítimas, junto de Sayuri ele corria até a cena, mas felizmente ele não encontrava corpo algum dentro dos veículos destruídos, em seguida a "princesa de Dragonland" lhe perguntava o que fazer com os mantimentos que ainda estavam intactos que aqueles veículos estavam transportando. Dante entendia que ela estava o vendo como uma espécie de líder, já que Lin não estava presente e suspirando, acabava respondendo:

- Acho que... a gente pode informar a Resistência depois. Eles devem saber melhor o que fazer com isso...

Dante ainda não havia visto os rastros por estar mais preocupado em achar possíveis vítimas, mas era naquele momento que começava a ouvir o que Lyev tinha a dizer. A cada análise que o rapaz fazia, mais surpreso Dante ficava. Ele ia desdobrando cada mistério daquela cena naturalmente, e seus comentários não pareciam ser falsos. Um talento de fato, que fazia o Campanaro sorrir.

- Hoho Lyev-san! Não sabia que tinha uma leitura tão boa, você devia entrar no nosso grupo! Hahaha! Ia ser bem útil.

Ele falava levando na brincadeira, não sabia se Lyev aceitaria entrar no grupo assim, tão de repente, mas saber que teria a ajuda dele e daquele seu dom durante aquela missão o deixava mais tranquilo para o que pudesse vir a seguir. Um ser do subterrâneo e que já poderia saber que eles estavam ali. Cautela era necessária, não sabia por onde ele poderia atacar. Por isso tentava se concentrar ao redor, e contar com a sua habilidade de sentir uma presença quando essa se move. Sentir por baixo da terra era complicado, mas quando ela estivesse próxima a superfície o garoto seria capaz de saber sua posição e aquilo facilitaria e muito.

Quando Ren dizia já ir na frente, seguindo o rastro que entrava novamente na floresta, Dante não recusava segui-la, talvez fosse o jeito mais rápido de saber algo a mais sobre a besta, ou até mesmo, encontrá-la mais rápido. Seguindo a Harzgard a passos lentos e cautelosos, o Campanaro dizia apenas um coisa a ela e aos outros que também pudessem estar seguindo o rastro em que estavam agora.

- Tudo bem Ren-chan... mas mantenha o cuidado. Como o Lyev-san disse, ela provavelmente ataca de onde ninguém espera...

Poderia soar idiota falando aquilo novamente, mas Dante dizia apenas para reforçar e ao mesmo tempo, aumentar a cautela de seus companheiros. Em sua mão esquerda estava sua katana embainhada, e sua mão direita estava bem próxima da empunhadura de sua katana.
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Seg Jul 20, 2015 11:33 am

•● Diferente de todos ali, Taikun era o mais "esquentadinho" a ponto de querer provocar a criatura, e tinha quase isso em mente a fazer, com exceção de uma coisa: As marcas daquela criatura, não eram normais, logo, o diferencial de espaço dele seria totalmente diferente deles, ou seja: Se ele tentasse atrair a criatura para si, ele iria atrair para todo o resto do grupo, logo não seria nada efetivo. Taikun podia ser uma porta, mas em questão de bom senso, era só ter um pouco de atenção, que tudo vinha à tona. Existia outro porém também de não recorrer à sua tática mais comum, que era a total falta de informação daquela criatura, e como havia prometido à Otohime de não se machucar seriamente de novo, ele tinha que se certificar que tudo estaria certo para tal ato. ●•

Hmmm...

•● Apesar disso, seu jeito de lidar com as coisas, não mudava tanto. Caretas eram feitas enquanto analisava cada marca, cada coisa que tinha por lá. Diferente dos outros, ele analisava por mais tempo; quieto, mas por mais tempo. Ele não falava nada, mas também não procurava ouvir os outros, tanto por se desfocar daquilo como também evitando Lyev sem perceber. Todo aquele silêncio junto com o preto e branco da floresta, não intimidava, felizmente, apesar de que o que podia mais intimidá-lo seria o frio, por motivos anteriores. O rapaz apesar de quieto, tentava conversar mais com Ifrit sobre a situação, do que apenas ficar parado. ●•

"E então, o que acha?".

Você pode estar distraído, mas eu estou ouvindo o que falam por você. A besta não é nada natural, não há traços de sobreviventes, sangue, ou qualquer outra marca. Ele é grande, pois teve força para capotar um caminhão militar, que inclusive, estava cheio. Possui um rastreamento muito bom, levando em conta que somente o caminhão foi capotado. Há altas chances dele saber de nós, talvez há muito tempo atrás. É tudo o que sei. O que pretende fazer?.

"Hmm.. Fique mais atento, a qualquer momento ele pode nos atacar, e talvez eu precise que você ative mais rápido a resistência do corpo".

•● Taikun suspirava, se levantando. Seu corpo ficava em um tom de vermelho escuro, enquanto que seu braço direito ficava em um tom que variava para o roxo. Ele queria garantir que "SE" ele fosse um dos primeiros a ser atacado, que ele estivesse preparado a isso. Novamente, em sua cabeça, vinha sobre a teoria de espaçamento, e que se o grupo estivesse próximo demais, aquela criatura poderia atacar vários com um único golpe, então ele se afastava um pouco mais, mas ainda sim ficando em uma distância bem razoável, algo que pudesse ser visto com total nitidez sem o desfoque da neblina, pois nem ele mesmo sabia o que aquela neblina podia causar, e a todo momento, ele olhava para os arredores, inclusive para o grupo, enquanto estalava os dedos. ●•

Você tem certeza disso?.

"Não temos escolha, e eu estou contando com você".

Você está contando demais comigo..

"Eu também estou fazendo a minha parte, estamos decidindo isso juntos, certo?".

Tadashi (Está certo).

•● Apesar de parecer estar contando bastante com a defesa, a sua aura para rastreamento aumentava, e como a floresta era silenciosa, talvez seria um pouco mais fácil contar com a audição, já que a visão era quase inefetiva ali, e se por acaso algo fosse acontecer, ele tentaria conseguir o máximo de tempo para esquivar, "se" isso fosse necessário. Apesar disso, algo ainda o instigava, parecia existir uma continuação da trilha onde talvez iriam percorrer, logo ele fazia de sua estratégia um contínuo do que queria, ficando por andar à frente se eles fossem seguir por aquela trilha também. Em todo momento, ele usava de sua aura e de sua audição para tentar rastrear a besta, enquanto somente a visão, para decidir com o grupo o que faria. Pra alguém que parecia falar tanto, Taikun se provava um ser que poderia mudar drasticamente diante de uma situação. ●•
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Seg Jul 20, 2015 10:44 pm


Havia muito o que se analisar, mas a sorte estava do lado dos aventureiros, pois convenientemente Lyev se provava um grande rastreador, utilizando sua inteligência e experiência para desvendar aquele mistério. O comboio fora atacado por criaturas rastejantes subterrâneas, e se livrado dos corpos de suas vitimas de maneira desconhecida.

Ainda mais motivados a eliminar tais criaturas, os aventureiros seguiam agora seu rastro em direção a floresta. Mas não demorava muito para que tais marcas desaparecessem num amontoado de terra fofa, era óbvio que a coisa voltara para onde pertencia, dentro da terra.

Agora sem uma pista a ser seguida, os membros dessa equipe se viam caminhando pelas sombrias florestas de neblina, onde seu campo de visão era muito limitado, e nenhuma criatura viva parecia habitar, mesmo que utilizassem suas habilidades para sentir a energia vital nada poderiam perceber. Já era noite e alguns começavam a perder as esperanças, horas naquele ambiente se provava cansativo, pois a todo momento sentiam uma vontade maligna tentar invadir seus corações, o terror de poder ser atacado a qualquer instante por um inimigo que não se podia ver nem ouvir deixava os aventureiros tensos, mesmo os mais corajosos.




Mas depois de 2 horas de meia de caminhada finalmente encontravam alguma coisa, aos pés de uma grande arvore morta haviam túneis de aproximadamente 1,3 metros de diâmetro, nos arredores, arvores quebradas e caídas, retorcidas e maltratadas se encontravam. Guiados por um cheiro podre e maligno os aventureiros chegavam a tal lugar, mas tudo estava quieto. Vapor subia dos tuneis sombrios aos pés da arvore, e por toda a região em sua volta a terra parecia fofa.

De repente, quando caminhassem mais a frente, o grupo perceberia a presença de um ser, do outro lado da grande arvore, um ser grande, de aparência desagradável. Estava debruçado sobre a arvore, com metade de seu corpo enfiado na terra. Se assemelhava a um verme, porém era marrom e possuía grandes presas laterais deixando algo que poderia ser chamado de boca. Fazia barulhos perturbadores como se estivesse sofrendo, e seu corpo tinha grandes estrias que brilhavam numa coloração laranja.




Quando se aproximassem, a criatura não reagiria, perceberiam então que estava presa, ou sem forças para se mexer. Toda a sua estrutura realizava pequenas "ondulações"  como se algo estivesse passando pelo seu corpo e saindo pela parte de baixo. Uma segunda incógnita, seria aquela "besta da floresta"?

(ordem de postagem: Sayuri, Lyev, Ren, Dante e Taikun)
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Ter Jul 21, 2015 10:27 am

Assim como os outros, Sayuri seguia Ren. Ela não falava mais nada até que...

- Argh! - o nariz aguçado da pequena Ishiyama era uma benção, mas ao mesmo tempo uma maldição. Antes de qualquer um sentir, a garota já sentia aquele cheiro terrível entrar por suas narinas. Aquilo parecia queimar de tão forte e nojento que era. - Ahhhh!!!!!!!! Que nojo... que nojo... que nojo...que nojo... - Sayuri, antes mesmo de ver aquela minhoca, já tinha um ataque apenas com o cheiro do local. Claramente era a princesinha de Dragonland ali. - Hey! Isso não se faz...desse jeito eu vou...

A pequena garota parava de falar imediatamente quando seus olhos encontravam aquela criatura. Aquilo era uma minhoca gigante presa?

- Você está brincando com a minha cara né? Era isso? - aquele cheiro, aquela criatura, Lyev... tudo aquilo colaborava para uma veia de raiva brotar na testa da garota. - Vamos acabar logo com isso? Taikun, já sabe, se der merda, vou precisar da sua capa!

Os olhos da Ishiyama brilhavam, ela abria um sorriso, revelando seus dentes pontiagudos, mas provavelmente esperaria alguém bolar um plano para finalmente atacar. Enquanto aguardava, a garota nem piscava, encarando aquela minhoca gigante e ouvia o que todos teriam para falar.
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Ter Jul 21, 2015 5:41 pm

- "[...] Dormi mecum in pascuis et aquam refectionis educavit me [...]

Latim, a lingua considerada morta já muito antes do mundo acabar, ainda se mantinha tradicionalmente ligada ao cristianismo, por isso Lyev conhecia muito bem este idioma e não tinha pudores de usá-lo abertamente enquanto fazia suas preces. pReces estas que se faziam necessárias naquele ambiente tão hostil e sufocante, no qual mesmo acompanhado lhe causava calafrios, como se alguma entidade maligna estivesse espreitando-o a todo momento, apenas esperando para que ele baixasse sua guarda.

Horas mais tarde e o desconforto e terror davam espaço para um princípio de fatiga mental. O ex-Tenente, por ter uma memória fotográfica, sabia que não estavam andando em círculos mas isso não impedia que o cenário longo e repetitivo começasse a lhe causar um desgaste psicológico forte. Ele já não tinha mais o rastro das criaturas, tampouco podia sentir qualquer coisa ao seu redor por isso seguiam o caminho como num "palpite" esperançoso, até é claro Sayuri, a garota do olfato aguçado começava a reclamar de um forte cheiro ambiente. A princípio Lyev nada sentia, até que o solo se tornava mais fofo e todo o cenário finalmente ganhava uma cara diferente. Uma grande árvore morta caída, um odor pútrido e aquela... coisa.

- Pro amore Dei...

Ele tampava o nariz com a manga de sua jaqueta, na esperança de filtrar um pouco o cheiro do local, mas mesmo com seu estômago começando a reclamar, ele não conseguia tirar os olhos daquele... daquele verme gigante entalado na terra fofa. Lyev notava que Sayuri se propunha a atacar, então logo calculava que Ren (A psicopata esquentadinha) o faria se hesitação alguma, o que não é la a coisa mais inteligente a se fazer, por isso ele precisava entender a cena e bolar uma tática rápida para mitigar os riscos do confronto vindouro.

- Espera, espera... - Seus olhos corriam pelo cenário. - Existem outras criaturas, estão vendo os buracos? - Ele voltava os olhos para o verme exposto. Ao medir seu tamanho e prestar atenção nas pulsações de seu corpo, Lyev sentia o suco gástrico de seu estômago querer sair pela boca quando notava o que realmente estava acontecendo. - Aquele verme... está parindo filhotes! Se atacarmos ela, com certeza outros aparecerão para defendê-la, mas ainda assim precisamos matá-la antes que ela fuja para debaixo da terra.

O cenário se montava em sua mente, levando em conta o provável potencial e números dos vermes contra o  pouco que tinha aprendido do grupo em que se juntou para a missão. Ele fechava os olhos por alguns segundos, passando dezenas de possibilidades até que abria os olhos e se decidia.

- Ren, você causa medo em todo mundo então deve ser a mais forte daqui, por isso avance apenas com o objetivo de destruir a criatura que é a fonte de tudo. Dante, você é rápido e seus golpes parecem precisos o suficiente, vá junto da Ren e abata qualquer verme que apareça e tente impedi-la. TaiKun e Sayuri façam um avanço pelos flancos, cada um de um lado, assim teremos três frentes de ataque e vocês poderão quebrar de fora para dentro um possível cerco em Ren e Dante. Eu vou dar cobertura especialmente pra vocês dois, mas daqui poderei ajudar Ren e Dante se precisarem. De acordo? - Sem esperar resposta, ele arregaçava a manga de sua jaqueta novamente. - Caelestis Lancea.

Então oito lanças surgiam de súbito, pairando sob o garoto. Imediatamente ele direcionava duas para Sayuri, elas ficariam pairando e acompanhando os movimento da garota. O mesmo ele fazia para TaiKun das duas que sobravam, ficariam pairando sobre Lyev, apontadas para a criatura, como rifles de precisão, prontos para serem lançados ao menor puxar de gatilho.
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qua Jul 22, 2015 4:28 pm

Toda aquela caminhada deixava Ren inquieta, desejava encontrar de antemão seu adversário, fosse ele uma fera ou uma pessoa, pouco importava. Desde o momento que fora forçada a parar sua luta com Lyev ela mal conseguia se conter. Finalmente Sayuri parecia sentir o cheiro de alguma coisa, e mesmo que Ren ainda não pudesse sentir nada, não via razão para duvidar do olfato da garota. Ela seguia com o grupo até a tal região e ali tinha a certeza de que aquele era o lugar certo. Aquele terrível odor podre, era semelhante aos becos e lugares frequentados por assassinos e marginais dos piores tipos, os quais Ren lidava frequentemente, era como se a maldade tivesse um cheiro próprio.

A garota olhava ao redor e tirava suas próprias conclusões, porém preferia guardar para si mesma. E grande partes dessas eram confirmadas pelo "convidado" do grupo quando este decidia falar como um detetive e agir como o líder. Irritante era a palavra correta, Ren era orgulhosa demais para aceitar até mesmo as ordens de seu próprio pai, e dificilmente aceitaria uma ordem de Dante, agora um recém chegado tentava dize-la o que fazer. Sua maior vontade era dar aquela pessoa de comer ao verme logo a frente, mas num segundo pensamento Ren decidia seguir aquela ordem, até por que ela pretendia matar a criatura de qualquer forma.

- Tsc..

A garota não se preocupava em correr, por isso caminhava na direção da criatura enquanto se concentrava. Aquela era uma oportunidade para utilizar o que vinha aprimorando ao longo do mês que havia se passado fora de Dragonland. Ren depois de quase morrer lutando contra dois cyborgs em sua cidade natal, decidiu que precisava aprimorar ainda mais suas habilidades e começou a desenvolver técnicas ofensivas. Quando lutou contra duas unidades Needle teve grande dificuldade para penetrar os "escudos" do oponente, e isso quase resultou na derrota.

Confiando que Dante, Sayuri, Taikun e Lyev impedissem qualquer ataque de lhe atingir a garota pararia em frente a tal criatura e inspiraria uma grande quantidade de ar. Agora se colocando numa posição de combate, Ren cerrava seu punho direito puxando-o para trás, enquanto sua mão esquerda estava aberta na direção da criatura. E num movimento muito rápido ela golpeava na altura de seu próprio peito e num tom assustadoramente calmo falava.

- Kudaku... (despedaçar, destruir, pôr abaixo)

O barulho era muito alto, como o estouro de uma bomba, a peculiaridade do golpe  era a força aplicada, suficiente para arrancar a arvore pelas raízes, e a área de efeito. Um soco normal causa danos ao local o qual acertou, mas treinando seu corpo, sua mente, e o controle sobre sua aura, Ren conseguiu desenvolver a habilidade de aumentar a área do impacto. Sabe-se que quanto menor a superfície de contato, maior a pressão, assim Ren poderia facilmente perfurar a criatura, mas com todo aquele tamanho, um buraco não seria suficiente para mata-la. Por isso o objetivo daquele golpe era esmagar não só uma parte, mas sim toda a parte de cima do corpo do verme e reduzi-lo a nada num piscar de olhos.
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qua Jul 22, 2015 5:09 pm

Por mais que Dante estivesse cauteloso, o perigo parecia não existir, como se estivessem indo em um caminho que não os levaria até a tal besta, ou seja lá o que for que retorceu aqueles caminhões. Porém, o nariz de Sayuri, o mais sensível entre todos eles, denunciava algo, e pela sua reação, não parecia ser algo tão agradável. Passos depois e Dante começava a sentir aquele odor também. Fazia uma cara feia, mas não passava disso, logo suas narinas se acostumavam com aquele mal cheiro, e mesmo incomodado nada tiraria o olhar determinado do rapaz quando avistava aquele verme gigante, aparentemente preso, a frente de todos eles.

Movimentos estranhos e nojentos eram aqueles feitos pelo verme, Dante procurava raciocinar o que estaria acontecendo, mas Lyev era mais rápido, até parecia que ele já havia visto aquilo antes. Porém foi apenas dizer, que as ideias que estavam sendo ligadas na cabeça de Dante se clareavam. Ao perceber que o verme estava parindo filhotes, Dante quase dizia olá pro seu almoço. As imagens mentais eram nojentas demais, mas ele conseguia se manter.

O ex-tenente já abria a boca novamente, reagindo ao comportamento de Sayuri, que queria atacar o verme imediatamente. Dante acabava ouvindo toda aquela tática, uma formação ofensiva de guerra. Flancos, retaguarda e o ataque. Estava tudo tão bem preenchido que Dante nem tinha o que contestar. Assim que Ren partisse para o ataque, o Campanaro iria logo atrás, amarrando sua katana embainhada a sua cintura.

- Ren-chan! Não se preocupe, tô te protegendo! Hahaha! Vai com tudo nessa... coisa!

Com risada e se descontraindo, Dante procurava sorrir ao entrar em um território perigoso. O rapaz era bem sensível a outras auras, e existia mais delas por baixo de toda aquela terra, com certeza seriam atacados no caminho, e se mantendo animado, ficava extremamente atento aos arredores, desembainhando sua katana na corrida até o verme "preso". Usaria tudo o que tinha para proteger Ren, e que ela pudesse atacar o verme tranquilamente.

"Heh. Tomara que esses vermes não sejam tão ferozes assim..."


Última edição por Dante Campanaro em Qui Jul 23, 2015 10:07 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Qui Jul 23, 2015 7:27 am

•● Horas e mais horas eram passados naquele ambiente, no qual eles gastavam energias para nada (ou pelo menos Taikun). Impaciente, o rapaz acabava se desligando, mas ainda alerta de qualquer coisa, e procurando manter calma além daquele terror noturno que cobria todo o local, muito além da neblina e do silêncio. ●•

"Droga.. nenhuma pista, e isso está demorando..".

Deve ser um plano, a besta pode ser mais inteligente do que imaginávamos.

•● Mais um tempo de caminhada, agora eles chegavam em um local da floresta no qual ele parecia um "queijo suíço" ou um parque de diversões para delinquentes, com exceção daquele clima sombrio e tenso no ar, até que a criatura finalmente aparecia, e nisso, Sayuri revelava um dos seus pontos fortes que infelizmente se tornava um dos pontos mais fracos de seus aprimoramentos. ●•

...Huh? Espe-- OH MY GOSH!! WARUI!! (Nada bom, nojento) @_@.

•● O rapaz colocava as mãos sobre o nariz, tendo em vista que seu olfato também era particularmente aguçado; e assim, via que todo o grupo já começava a se preparar, analisando todo o local. Como muito tempo havia se passado, e ele estava impaciente e cansado de tanto esperar, ele estava mais afastado do grupo, mas em pouco tempo chegava ao lado deles. ●•

•● Lyev acabava se destacando no local, ao mesmo tempo que analisava tudo, já dava ordens a todos, inclusive a ele. ●•

Tch.

•● Ele cruzava os braços ali mesmo enquanto observava atentamente, ignorando um pouco o que Lyev falava, e só então Ifrit se manifestava. ●•

Não temos tempo pra isso Taikun, vá logo!.

Mendokuse...

•● Por mais que estivesse ignorando, o fato de querer poder analisar a situação o fazia ouvir Lyev, como se qualquer outro som fosse feito além dele falando, pudesse ser crucial, mas tudo era ouvido, e assim ele pensava rapidamente. Como o garoto era destro, ele ia para o lado direito daquela criatura, enquanto esperava que Sayuri fosse do lado contrário. ●•

•● Finalmente mais perto da criatura, ele via realmente ondulações saindo de baixo para cima, e com aquele cheiro insuportável então, só fazia o garoto querer mais atear fogo naquele local, com uma pequena exceção: Corpos em decomposição elevam muito o gás metano no ar, um gás altamente inflamável, que fica mais potente em local aberto com correntes de ar, que fazem o oxigênio circular (Inclusive ainda mais com aquela quantidade de túneis subterrâneos, onde podia fazer o metano e o oxigênio subir ainda mais). Aquilo era realmente perigoso, apesar de Taikun não entender nada de química, ele aprendeu isso na marra quando um dia "quase" explodiu a cozinha de casa sem querer. ●•

Mendokusee... (-_-').

•● A frustração era visível em seu rosto, não só por lembrar, como também por ter que evitar usar um de seus maiores poderes, que era ligado diretamente ao elemento fogo. ●•

Eu bem que queria queimar tudo isso..

•● Posicionado, o garoto retirava sua katana da cintura, ficando em posição de ataque, e só observando o ataque de Ren, que parecia ser bem efetivo. Caso qualquer coisa fosse acontecer "dentro" de imprevisto, Taikun reagiria o mais rápido possível. ●•
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 25, 2015 11:21 am

Quando  o grupo se deparava com aquele terrível lugar o estrategista Lyev novamente mostrava suas habilidades. Em uma questão de segundos ele analisava a situação e contava seu plano. Todos, mesmo que alguns ainda contrariados seguiam tal plano e este tinha bons resultados.

Avançavam em grupo protegendo Ren que deveria dar o golpe final na criatura, e no caminho eram atacados por poucos vermes menores, que facilmente eram derrotados. Eram moles e sensíveis, claramente prematuros ou haviam acabado de nascer. Mas ainda assim o ataque era lançado.  Dante cortava com sua espada, Sayuri os derrotava com seus punhos e magias, Taikun esmagava com socos e chutes e Lyev os empalava com suas lanças poderosas. E assim com grande facilidade Ren era capaz de chegar até a criatura e aplicar seu golpe.

O grande barulho da pancada era seguido por um grito vindo do monstro, que se contorcia e partia em vários pedaços, seu sangue laranja se espalhava pelo ar e tudo caía pelo chão. E então o silêncio voltava a tomar conta da região.

Alguns se sentiriam satisfeitos com a vitória, outros mais inteligentes pensaria que tudo estava fácil demais, e estes sem dúvidas acertavam em cheio. Cerca de 15 segundos de silêncio seguiam contínuos depois da terrível morte da criatura, mas quando este tempo era passado o verdadeiro problema tinha início. Um segundo grito era dado, e depois um terceiro, um quarto, uma multidão de gritos eram dados ao longe, de todas as direções. O chão começava a tremer, e as arvores da floresta, mesmo as mais longínquas balançavam violentamente.



O tremor era poderoso, e de longe eles vinham. Criaturas rastejantes que deixavam grandes rastros na terra, dezenas, centenas deles, escondidos e adormecidos nos mais profundos cantos da floresta, agora acordavam para socorrer sua mãe, mesmo que fosse tarde demais. Furioso e rápidos, se moviam de maneira inteligente, em grupos grandes, e logo cercavam seus inimigos. Não demoravam para começar o ataque.

Os aventureiros veriam monstros de 2 metros de comprimento e 50cm de diâmetro saltando da terra em sua direção, com dentes e ferrões assustadores, capazes de matar suas vítimas com uma única mordida. Haviam muitos, era impossível contar naquela situação, e eles não paravam de vir. Era necessário um plano, sobreviver aquilo individualmente não era possível, os ataques viriam de cima, de baixo, da direita , da esquerda. E não esperavam os aventureiros pensarem. Avançavam contra Sayuri, Takun, Lyev, Dante e Ren furiosos, tentando morder suas pernas e braços, e arrancar suas cabeças antes que pudessem reagir, só então poderiam devorar seus corpos. Não agiam como criaturas selvagens, estavam organizados e furiosos, claramente em busca de vingança.

(ordem de postagem: Lyev, Sayuri, Ren, Dante e Taikun)


Última edição por Narrador-kun em Sab Jul 25, 2015 2:21 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 25, 2015 1:12 pm

Ja era de se esperar que o plano dera certo. Não importava a quantidade naquele momento, os vermes que apareciam era detonados pelas lanças que pairavam sob TaiKun e Sayuri, dando abertura para que eles derrotassem os monstros em posições mais ameaçadoras para Ren. Dante realmente era rápido como ele pensava, Sayuri e TaiKun atacavam com a força e a fúria dos heróis sobre os quais lia nos livros das bibliotecas de Ibyorak. Mas Ren...

- ... Impressionante.

Por alguns segundos, logo após a garota ter aplicado aquele golpe que causou uma explosão nojenta em grande escala, Lyev entendeu por completo sua imprudência algumas horas mais cedo e que pela forma como Ren agia, ele não havia se livrado completamente da garota. Suspirando para desanuviar os pensamentos, ele passava novamente as mãos pelos cabelos e aproveitando os poucos segundos de sua vitória.

- Isso foi... fácil?

O total de lanças que Lyev podia invocar é nove, mas durante aquela pequena investida, apenas oito foram usadas. A nona, na realidade estava dentro da terra, cerca de 15 metros abaixo do solo. Era como pensava, apenas a neblina ali parecia carregar uma estranha energia nulificadora, então deixando sua lança bem fundo no solo, ele podia sentir novamente o ambiente ao seu redor. Além disso, o tamanho dos vermes que eles mataram não eram do tamanho dos buracos que vira mais cedo, algo estava errado. Sem muito tempo para pensar no que exatamente estava acontecendo, ele sentia uma horda de vermes se aproximando rapidamente, de todas as direções.




- É agora que a diversão começa de verdade! - Ele corria até Dante e os outros. - Estão vindo de todos os lados, acho bom fazermos alguma pose heroica.

Um garoto que se tornou arrogante por ter um intelecto superior, se vendo obrigado a ser além de tudo forte, acabou por desenvolver um gosto por situações arriscadas e é claro... piadinhas. Mas não foi nada trivial, pois sua sugestão na realidade era fazer um circulo, todos de costas uns para os outros afim que ninguém fosse pego de surpresa, em seguida seis lanças eram destinadas a ficar pairando em circulo a área que todos estavam. Essas lanças pairavam em seis distâncias e alturas diferentes e não atacariam nenhum dos vermes. Quando estes surgiam de súbito, Lyev deveria explicar rapidamente sua estratégia.

- Evitem ficar muito tempo no solo, ainda tem vermes que estão apenas esperando para nos pegar de súbito assim que nos descuidarmos. Usem minhas lanças para terem mobilidade e atacar de mais ângulos, mas tratem-nas com amor e carinho. Elas tem sentimentos!
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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Sab Jul 25, 2015 1:53 pm

- Ren a mais ameaçadora... Tsc... - Seu ego havia sido ferido novamente. Ainda resmungando, Sayuri seguia o plano de Lyev contra a vontade. Cada pequeno verme que surgia em seu caminho facilmente era acertado com uma flecha de fogo ou um chute ou um soco.

Repentinamente tudo acabava e o silêncio retornava. Um sorriso ameaçava surgir, mas a garota se continha.

- Hm... foi fácil demais...

Não demorava e novas criaturas surgiam ali. Novos vermes, furiosos pela morte de sua mãe. A garota se reunia com seus amigos e Lyev e mais uma vez o rapaz conseguia surpreender a Ishiyama do quão poderia ser irritante e arrogante.

- Tsc... só não é igual por não ser burro...

Sussurrava a Ishiyama cerrando os punhos enquanto via cada vez mais vermes surgindo e a situação cada vez pior.

- Taikun... já sabe né? - dizia estalando os dedos e movendo a cabeça de um lado para o outro. Pareca se preparar para algo que seus amigos provavelmente saberiam o que era, menos o membro novo. - Eu não preciso das suas lanças, meu caro... - olhava para Dante e falava por fim. - Um sinal de vento, é tudo o que eu preciso pra entender o que vocês decidirem.

Assim que falava aquilo, a garota passava seus olhos rapidamente nos vermes contando quantos já haviam aparecido. Assim que terminava, seu sorriso voltava.

- Já ouviu falar de... Dragões, sr. Tenente? - E quando dizia isso, sem esperar uma resposta, Sayuri saia correndo, desviando de vários vermes e saltava. Imediatamente suas vestes viravam trapos e a garota mimadinha e aparentemente inocente de antes tornava-se uma enorme criatura. Um dragão roxo que ao levantar voo destruía qualquer arvore que estivesse em seu caminho.




Ela partia para cima dos vermes que havia visto antes, arrancando as 10 criaturas mais próximas do grupo do solo com suas garras.

- Vamos conversar? - a voz da garota saia como um rugido alto e feroz.
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Ren Harzgard

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Dom Jul 26, 2015 1:31 pm

Novamente o silêncio, e a inquietação tomava conta de Ren. Ela encarava o chão e aqueles buracos vazios, a floresta e a densa neblina que a cobria. Estava suja com o sangue daquela criatura nojenta, mas isso pouco lhe importava, aquilo era apenas o começo, essa era sua única certeza.

Ao contrário dos outros ela permanecia calada, aguardando a manifestação de seu inimigo. "Onde estão? Não me deixem esperando", e não demorava. O chão tremia como se preparasse o palco para uma grande batalha, as sombras das arvores ao longe balançavam, informando a chegada das criaturas. Ren cerrava seus punhos por um momento, mas noutro sacava a lâmina que carregava em seu guarda-chuvas e fechava seus olhos.

A garota sentia as vibrações na terra se aproximando, e a hora de agir chegando. Mesmo de olhos fechados, no exato momento em que um de seus inimigos saltava do chão em direção a sua cabeça, ela conseguia prevê-lo, e se desviava no mesmo instante em que partia o verme no meio. Agora abria seus olhos, e se preparava para a série de ataques que viriam. Um verme tentava agarrar sua perna, mas Ren conseguia desvia-la e esmagar a criatura com um forte pisão. Dois saltavam do chão para agarrar seus braços, mas girando Ren conseguia se desviar e acerta-los, um deles era jogado longe pela pancada que recebia das costas da mão de Ren e o outro era fatiado por sua lâmina.

Ela não parava por ai, esmagava e fatiava criaturas sem se importar com a quantidade, mas mesmo ela sabia que  eram muitas, e cedo ou tarde acabaria atingida. Escutava o plano de Lyev e via Sayuri transformar-se em dragão e voar sobre os inimigos. Não havia tempo para se impressionar, abrindo caminho em meio as criaturas ela conseguia se juntar ao "circulo" que Lyev propôs, ai a situação se facilitava. Mesmo que não fosse com a cara do rapaz ele estava se provando extremamente útil naquele momento, e a garota não hesitava em utilizar aquelas lanças como apoio, por diversas vezes utilizava até mesmo mais que uma.

Ren destroçava seus inimigos aos montes, e a cada oponente abatido ela parecia gostar mais e mais daquela luta. Desejava do fundo de seu coração que aquilo nunca tivesse fim.

"Venham..me deem mais, venham!!"

O sangue laranja já cobria quase todo o seu corpo, e aquilo fedia, mas nada que Ren considerasse relevante. Os vermes saltavam em sua direção apenas para serem fatiados em várias partes por sua lâmina, tentavam agarrar seus pés por debaixo da terra, mas graças as lanças de Lyev ela conseguia saltar e esmaga-los com seus chutes poderosos. Mesmo um soco da garota era suficiente para fazer aqueles vermes se partirem. Assim apesar de Ren não fazer de proposito ela conseguia se juntar aquele grupo e trabalhar em equipe.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Dom Jul 26, 2015 4:42 pm

Os vermes do caminho até a verme-mãe não era grande coisa para a velocidade que Dante possuía. Cada um que aparecia tentando o atacar ou atacar a Ren, ele conseguia o antecipar, e com golpes rápidos de sua lâmina os derrotava. O golpe de sua companheira, junto com os de Sayuri e de Taikun eram fortes o suficiente para derrotar de uma vez a verme-mãe. Mas... era isso? Acabou?

Parece que todos estavam pensando nisso, não apenas Dante. E logo as suspeitas dele se tornavam verdadeiras quando todo o chão começava a tremer. O Campanaro logo sentia inúmeras presenças a caminho. Por mais que fossem pequenas, o número era assustador.




"Droga! Tem tantos assim mesmo?..."

- Não tem escolha... se deixarmos isso vivo, quem sabe quantas pessoas podem morrer ainda?

Dante murmurava, mantendo seus olhos bem focados na direção das inúmeras presenças que se aproximavam. Lyev fazia uma área cercada por suas lanças para que servissem de apoio para todos durantes seus ataques, possibilitando assim ataques em diversas direções. Ajudaria bastante, mas Dante, que sempre teve o ar ao seu favor, talvez não precisaria tanto. Seria bem mais útil para os seus companheiros.

Sayuri se transformava em um Dragão, e lutaria naquela forma. Com isso, o número de vermes que passaria por ela seria menor, o que facilitaria bastante as coisas. Dante embainhava sua katana, a batalha começaria em instantes e tudo o que ele fazia era fechar seus olhos e respirar bem fundo. Todos os sons externos diminuíam gradativamente e sua concentração surtia efeito. Concentração essa que lhe permitia sentir os movimentos a sua volta, assim que sentisse o movimento do ar sua volta de uma forma anormal seus instintos fariam o resto, e dessa vez com a lâmina de sua katana revestida por uma fina, mas extremamente cortante, aura de ar.

Cinco vermes pulavam contra ele praticamente ao mesmo tempo, o cercando totalmente, mas Dante não dava passo algum, e tudo o que ele fazia, a olhos nus de qualquer outro, era apenas abrir os olhos, enquanto vultos surgiam ao seu redor. Foram num total de cinco vultos, todos executados em menos de um segundo, e no segundo seguinte, quando sua katana voltava a bainha, todos os cinco vermes caíam partidos em dois em sua volta. A velocidade do rapaz era absurda, nem dava para ver direito aqueles golpes e todos eles poderosos. Assim que completava o seu golpe, soltava o ar que havia inspirado antes da concentração e um sorriso tomava o seu rosto. Antigamente ele apenas conseguia lutar por pouco tempo, agora sentia que poderia fazer muito mais...

- É. Posso fazer isso por horas!

Com um breve riso, Dante começava a se mover, desviando de todas as investidas dadas por aqueles vermes que o tentavam atacar, e sempre que possível desembainhava sua katana, golpeava com velocidade, e a retornava para a bainha. E cada golpe desse carregava uma precisão absurda, muitos deles matavam aqueles vermes instantaneamente. Porém, não era apenas os golpes que eram rápidos, sua movimentação também era. O ar não limitava nem um pouco seu corpo, e os vermes, mesmo calculando bem o seu bote, não conseguiam acompanhar a velocidade que o Campanaro tinha. Porém, com seu número, as vezes, conseguiam cercá-lo, e para responder o esforço dos vermes atrás de vingança pela mãe, quando ficava cercado, Dante não procurava ficar bem perigo, por isso saltava para longe, com pouco impulso ele conseguia ir bem alto e a muitos metros também.

Em volta do corpo de Dante, assim como na lâmina de sua katana, havia uma camada fina de ar que ignorava ou intensificava o efeito do ar em sua volta. Com seu controle alto em aura, praticamente podia se mover livremente em várias situações difíceis, seu corpo parecia ter o peso de uma pena e isso possibilitava as acrobacias que ele conseguia fazer durante as lutas e também a conseguir abertura durante troca de golpes. Dante continuaria a repetir aqueles movimentos para enfrentar os vermes, matando quantos pudesse matar.
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Taikun Tsukushi

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Dom Jul 26, 2015 11:28 pm

•● Taikun enfrentava os pequenos vermes que surgiam entre eles, sem o menor problema, até que movimentações estranhas surgiam embaixo. Todos começavam a se unir, assim como Taikun, ficando de costas também, e olhando tudo. De começo ele não falava nada, apenas observava, com um sorriso empolgante no rosto, e fazendo uma cara rápida de emburrado com o que Lyev falava. Porém, tudo ao garoto, poderia ser usado como arma. ●•

Heh.


•● De começo, ele ouvia o que Sayuri dizia, e já retirando a capa, amarrando-a mais justa à sua própria cintura, para não rasgá-la quando fosse entregar à garota. ●•


Okay!.

•● E logo depois ele pegava a lança de Lyev, atirando no primeiro verme que surgia. ●•

URGHAAAAAAAAAAAAAAAA.

•● Ele se sentia definitivamente como um ser indomável no local. Taikun pulava para cima do segundo verme, prendendo-o pelo pescoço e o puxando com força até a terra, aplicando um suplex, como se ele fosse virar uma mola sobre o chão, com exceção dele apertar os braços no verme até arrancar a cabeça dele, e logo quando começava a ver aquele monte de gosma sair, ele levantava as pernas rapidamente, dando um rolamento para trás quando via as vísceras dele se separando da cabeça, que o fazia ter uma ideia. ●•

Hah, ótimo! Estamos em um campo de batalha agora, e eu estou cansado de querer me segurar!.

•● Com a cabeça do verme, mais dois surgiam para agarrá-lo pelas pernas, e ele se esquivava à tempo, em seguida espancando a cabeça desses vermes com a cabeça do que tinha arrancado, em mãos, a ponto de fazer os dentes dele cortarem a cabeça e um pouco da boca dos dois abaixo, e outro, surgia mais ao longe, indo em direção à ele. Taikun não pensava duas vezes, principalmente em "se segurar", ele incendiava a cabeça daquele primeiro verme, e atirava em cheio no que vinha, e por fim, ele aproveitava um dos dois que havia acabado com ele ao chão, puxando-o da terra, e o usando como um chicote enorme, fazendo rebatidas com aquele grande ser. Apesar dele parecer ser bem grande, Taikun também era, alto. Com seus 1,94m de altura, ele o usava sem problemas, fazendo rebatidas em cada um que aparecesse. ●•

•● O que não havia sido muito bem mencionado anteriormente, era que Taikun usaria tudo o que estivesse em mãos como armas, inclusive seus inimigos. ●•
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Seg Jul 27, 2015 7:08 pm

Vendo-se cercados por um exercito de inimigos, os aventureiros entravam em formação, ou pelo menos a maioria deles. Organizados pela estratégia de Lyev eles agora formavam um circulo, possibilitando assim a proteção do grupo como um todo.

Sayuri utilizava de sua majestosa forma de dragão e sobrevoava o campo de batalha destroçando a maior parte dos inimigos com suas garras, e protegendo o grupo a sua maneira daquela imensa quantidade de vermes. Pareciam nunca ter fim, vinham do subsolo e da floresta, de todas as direções atacando cegamente e violentamente. Cada aventureiro derrotava mais de cem daquelas criaturas, e Sayuri cerca de trezentos. Seus corpos obviamente começavam a sentir os efeitos daquela batalha que parecia eterna, até que finalmente a quantidade de criaturas começava a diminuir.


A filha de Tenkai dava um ultimo rasante para abater os inimigos restantes, mas estes emergiam novamente na Terra como se recuassem amedrontados. E novamente o silêncio tomava conta da região, mas por um período curto de cinco segundos, pois das profundezas emergia uma criatura gigantesca que fazia o chão tremer e o ar ficar ainda mais pesado. Um verme com quase vinte metros de comprimento e três metros de largura saltava da terra na direção de Sayuri em sua forma de dragão. Um salto alto e com força suficiente para alcança-la nos céus. Tentaria se enrolar no dragão e faze-lo cair para a terra, de onde emergiam ainda mais vermes menores e atacavam os aventureiros.

Este novo monstro era diferente dos demais, não apenas pelo seu tamanho. Sua pele era como uma armadura natural, tão resistente quanto aço, pelas pequenas rachaduras que percorriam toda a extensão da criatura, uma luz laranja e brilhante se ressaltava. Sua boca era enorme e ameaçadora, e ele se movia em grande velocidade.


Caso conseguisse se enrolar em Sayuri este a derrubaria ao chão, e como uma cobra a apertaria com força para em seguida morde-la em um golpe final. Estava furioso, pois este era o líder daquele grupo, o líder que perdeu a mãe de todos aqueles filhotes, e agora buscava vingança.

Agora cercados por ainda mais vermes, os aventureiros que estavam em terra deveriam ajudar Sayuri caso essa fosse pega, ou atacar a criatura antes que causasse ainda mais problemas. Para isso teriam que passar pela horda de monstros.

(Ordem de postagem: Sayuri, Lyev, Ren, Dante e Taikun)
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Sayuri Ishiyama

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MensagemAssunto: Re: Operação Carta Selvagem   Ter Jul 28, 2015 10:20 am

Os últimos vermes a vista eram destroçados e 5 segundos de silencio acontecia. Sayuri estava ainda sobrevoando o local quando.

"Cuidado princesa!"

A voz de sua mãe. Ela nunca interferia nas lutas de Sayuri mas dessa vez era diferente. Uma criatura maior que as outras e claramente com uma armadura saia e tentava pegar a pequena Ishiyama. Por impulso a garota voava ainda um pouco mais alto e lançaria chamas roxas pra cima da criatura, porém aquilo não fazia efeito.

Mais e mais tentativas da criatura puxá-la para o solo e a garota tentava se esquivar, escapando sempre milésimos do ataque.

"Ele é rápido demais..." - pensava a exausta garota que continuava a tentar escapar. - "Vamos gente... preciso de vocês agora...." - concluía seus pensamentos e então a criatura finalmente conseguia algo depois de algum tempo.

Sayuri sentia uma de suas patas trazeiras sendo presas e começava a ser puxada para baixo.

"Droga!!! Isso não é bom!" - pensava batendo o mais forte que conseguia as asas para evitar ao máximo que a criatura conseguisse o que queria. - "Me solta coisa nojenta... vamos Sayu...força... força...força...for..."

Um som alto surgia. A pata que estava sendo puxada fazia um grande estalo e o dragão roxo soltava um rugido alto de dor. Provavelmente havia ou quebrado o local ou deslocado.

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