Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Terra de Ninguém

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Out 12, 2015 11:45 am

O Dragão Bonzinho, no comando de Airi Kawano no momento, estava agora por si só na vasta Terra de Ninguém, e após cruzarem o Porto dos Ossos entravam na trilha para seu destino. A base "desaparecida" da Resistência mais próxima do porto.

A radiação não era mais tão abundante no local, mas mesmo depois de vários anos, alguns pontos podiam ser críticos, e o grupo deveria ser cauteloso quanto a isso também de alguma forma, mas aquele caminho até a primeira base não apresentava tanto perigo. A radiação, no entanto, fazia o clima ficar bem abafado, quente, e caso a temperatura aumentasse bastante de repente, significaria um ponto abundante, e um risco de morte.

O lugar cheirava a morte até mesmo fora de seu cemitério (Porto dos Ossos), e poderiam haver urubus por ali, mas infelizmente a radiação era cruel contra outros seres, além dos seres humanos. O Dragão Bonzinho poderia notar os restos de animais vertebrados por todo o caminho. Os efeitos de uma arma feita pelo próprio homem em seu próprio mundo, tudo isso pela supremacia militar, pelo poder.

A cada passo, com tantos perigos a volta, a Terra de Ninguém se tornava cada vez mais hostil, e se olhassem para todos os lados nesse momento, quase uma hora após começar a caminhada, era tudo igual. Um deserto imenso, uma solidão incontestável e um silêncio assustador. Essa era a sensação que aquela terra passava a todos os seus viajantes.

Uma hora e meia, e o Dragão Bonzinho finalmente chegava a base "desaparecida", e eles podiam ver porque a comunicação foi perdida. O lugar estava deserto, pelo menos fora das construções, que mesmo que estivessem em ruínas, abrigavam os soldados da Resistência. E estranhamente, as poucas antenas de comunicação que existiam, estavam intactas, sem problema algum a primeira vista. Até o poço que se encontrava no meio do acampamento continha água para meses ainda.

Era um acampamento pequeno, e cabia a Airi organizar seu grupo para investigar.


Mapa do Acampamento


(Ordem de postagem: Airi Kawano, Ryouji Kawano, Otohime Katashi, Lyev Schneider e Saito Takeshi)
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Out 14, 2015 10:52 pm

A cada passo naquele lugar o desconforto de Airi aumentava, a melancolia, o silêncio, a paisagem arrasada, transformavam qualquer vestígio de otimismo em medo, raiva, tristeza. A pequena tentava com sua determinação, não transparecer o que sentia, se protegendo na presença de seus aliados, e amigos. A medida que andavam, mais localizações eram adicionadas ao mapa em seu pulso, acoplado à luva, facilitando o reconhecimento da área como um todo, pois mesmo os mapas roubados dos sistemas de Skyhold não mostravam com precisão toda aquela região.

Uma hora e meia de caminhada eram suficientes para surgir efeito sobre a garota, cujo corpo mal aguentava uma corrida prolongada, por isso, aos meados dos 45 minutos, Airi subia nas costas de seu irmão Ryouji sem dizer uma unica palavra, e era levada pelo resto do caminho. Ele poderia sentir, sua respiração pesada e coração bater acelerado, normalmente ela tentaria se esforçar, mas não sabia o que os aguardava mais adiante, por isso preferia poupar sua pouca energia para uma situação de emergência, e assim não atrapalhar o restante do grupo.

Quando enfim chegavam ao local marcado como acampamento, Airi ficava perplexa. Inicialmente duvidava das informações que lhe foram passadas. "Eles evacuaram?", se perguntava, mas bastavam alguns passos adiante para perceber que não haviam sinais de evacuação.

- Acreditem ou não, é aqui. Vamos nos espalhar e procurar por qualquer pista do que aconteceu aqui. Se encontrarem alguma coisa chamem os outros. E não deixem a idiotice de vocês arruinar nossa missão.

Descendo das costas de Ryouji e garota se colocava a caminhar, sabia que por segurança deveria ficar o mais próxima possível do resto de sua equipe, por isso não se afastaria muito em sua busca. Depois de alguns instantes, a garota falava sozinha, em voz baixa, num pensamento mais alto que os outros.

- "Desapareceram sem deixar nenhum vestígio", Skyhold? Não... o estrago seria visível...um ataque isso é certo...mas quem... e por que? Sabem sobre a resistência? Ou é tudo uma grande coincidência?

A medida que caminhava, Airi passava pelo poço ainda cheio, as ruínas escuras, subindo e descendo por declínios e pequenos obstáculos, mas ainda não havia encontrado nada que pudesse responder a suas perguntas.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Out 15, 2015 4:33 pm

- Eu... gostei da ideia de seguir pra onde a Hime-san apontou e o meu coração! Hahaha!

Dizia Ryouji logo após ouvir as palavras complicadas de Saito quanto a direção do "xis", que era o local para onde deveriam ir. E com esse último comentário ele começava a caminhada. Bastava alguns minutos, e Ryouji finalmente entendia que toda aquela terra não tinha muita vida, ele até duvidava se vivia alguém por ali, por não ver ninguém.

Uma paisagem em ruínas, o cheiro de morte, solidão... aquilo era triste, não dava para acreditar que ali ainda era Shadowrealm. Bluehaven não é uma cidade livre, mas havia vida e as coisas poderiam ficar agitadas, era apenas um bar querer dar uma festa que a cidade portuária se animaria. Agora, a Terra de Ninguém, era completamente o oposto...

- Não... gosto desse lugar.

Ao deixar sua opinião escapar, Ryouji colocava suas mãos dentro dos bolsos de sua calça, ficando com uma expressão aborrecida no rosto. Não estava aborrecido pelo lugar, e sim com aqueles que haviam causado aquilo. Por que feriram uma terra que era para ser tão bela?... Por mais que gostasse de lutar, o Kawano não gostava muito do conceito de uma grande guerra, que acabam destruindo mais do que criando, ou favorecendo.

O calor que fazia era bem irritante também, fazia o rapaz estalar a língua de vez em quanto, desaprovando o clima, e cerca de 45 minutos após a caminhada, Ryouji sentia alguém escorar em suas costas, fazendo menção para que o carregasse. Era sua irmã, Airi, e assim como ela, o Kawano apenas retirava suas mãos dos bolsos e as usava para segurar as pernas da garota, começando a carregá-la nas costas tranquilamente.

Ryouji podia sentir a respiração e cansaço de Airi, e aquilo era normal. Sua irmã sempre foi bem frágil, e se lembrava do que mais deveria fazer naquela missão. Não importava para ele um sucesso, se Airi entrasse em apuros, era seu papel como irmão mais velho a proteger a todo custo, como sempre fez em Dragonland. O olhar aborrecido de Ryouji agora estava mais vivo, por se lembrar de tal promessa que fez a si mesmo.

Uma hora e meia, e Airi saia de suas costas. Aquilo significava que haviam chegado ao "xis", porém... aquele lugar não era o mesmo do que todas as ruínas pelo que cruzaram no caminho? Não, tinha algo diferente. Aquelas antenas eram algo diferencial, e por ter convivido com sua irmã, ele sabia um pouco sobre.

"Antenas assim servem para comunicação..."

Pensava, e então ouvia as palavras de Airi. Deveriam se separar, e após observar os primeiros passos de sua irmã, via que ela passaria pelo poço do centro, por isso escolhia uma área além do poço. Apontando para uma das quatro antenas (no mapa, a do canto inferior direito).

- Pessoal, vou pra lá. Se eu encontrar algo, eu grito! Boa sorte.

Com um sorriso afiado, Ryouji se separava do grupo, indo para a área que apontou. Sua intenção era ficar o mais próximo de Airi enquanto procurava por alguma pista. A Terra de Ninguém era hostil, e ele sabia que um lugar que cheira a morte não era nem um pouco seguro.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Out 15, 2015 6:50 pm

Cada segundo naquele lugar seria complicado. Otohime sabia muito bem disso. Não tinha como esquecer. O ar ficava carregado, os destroços apenas aumentavam e seu braço direito estava novamente formigando. A Katashi não precisava olhar para saber que as marcas estavam novamente visíveis em sua mão, um tom bem escuro, um pouco azulado.

“Não...gosto desse lugar”

Era o comentário de Ryouji. Alguém gostava afinal daquele lugar?

- Esse é o preço... a se pagar pelas guerras. Morte, destruição... tudo isso pelo poder. – falava a Katashi mais para si mesma que para os outros, mas ainda assim em voz alta.

Uma hora e meia se passou e enfim chegavam ao “xis”. Tudo parecia deserto...deserto demais.  Assim como Airi e Ryouji, Otohime seguia até o poço e ali parava, olhando para o poço. Por um instante ela fechava os olhos, ficando sem expressão alguma e quando os abrisse novamente, seu sorriso clássico voltava. Só então, a Katashi voltaria a andar, dessa vez para o que representava o norte do poço. Assim que se afastava um pouco, os olhos da garota brilhavam intensamente e ela se abaixava, tocando o solo com a mão das marcas, a mão direita.

- Ce sa întâmplat pe acest pământ? (O que aconteceu nessa terra?) – Apesar de aparentemente vulnerável, Otohime se mantinha alerta a tudo a sua volta.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Out 17, 2015 1:09 am

Ruínas, morte, destruição, mal cheiro, cadáveres. Alguns desses elementos, somados ao clima de tristeza e desamparo da Terra de ninguém, dava à Lyev Schneider, uma nostalgia amarga de sua própria casa. "Onde está a Onipresênça?" A miséria de forma geral realmente não lhe agradava, mas após uma breve reflexão, Lyev conseguia se focar na missão atual, memorizando pontos de referência facilmente conforme caminhavam, Lyev criava um mapa mental de toda a área que vasculhavam, quase ignorando o mapa de Airi, já que ele confiava mais em si próprio do que nos outros.

- Capitã já se cansou? - Não havia ironia na voz, Lyev realmente ficara surpreso. - Bom pode descansar, deixa a parte investigativa comigo.

Pouco mais de tempo de caminhada e finalmente chegavam no primeiro destino. Ao que parecia apenas mais um monte de ruínas, o ex-Tenente conseguia enxergar um certo posicionamento estratégico na região ou seja, com certeza houvera uma onde estavam. Passando a mão pelos cabelos ruivos, Lyev caminhava até o poço e era nesse momento que ele notava o que Otohime fazia.

- Romeno? Como uma garota vinda de Dragonland conhece o idioma das antigas Terras europeias? - Ele notava também as marcas no braço dela, mas não parecia algo que ela quisesse falar. Ele também chegava a conclusão de que Airi talvez não fosse a pessoa mais saudável do mundo, mas isso também não lhe dizia respeito. - Já que todos decidiram seus papeis, vou ali ensaiar minhas falas.

Ao mesmo tempo que virava de costas, puxava a manga direita da jaqueta, revelando seu terço de ferro enrolado no antebraço. Este brilhava sutilmente e com as palavras Caelestis Lancea, duas lanças vermelhas surgiam flutuando poucos centímetros acima de seu corpo. Rapidamente, uma das lanças mergulhava fundo até o poço e a outra seguia para algumas dezenas de metros à frente e afundava totalmente na terra.

- Tirando algumas bactérias banais, não parece haver nenhum tipo de veneno na água... - Uma das habilidades de suas lanças, era a de analisar componentes. Fossem de pessoas, como no caso de TaiKun e Sayuri, ou de simplesmente analisar todos componentes da água do poço. - Pessoas não simplesmente morrem assim, não existe ninguém pelas redondezas também.

A segunda lança que adentrara a terra, conseguia lhe dar informações numa área de médio alcance acerca da presença de seres vivos relevantes. Com isso, Lyev rapidamente criava uma "área segura" para o pessoal da Dragão Bonzinho (ele ainda não lida bem com esse nome), ja que provavelmente ficariam ali por um bom tempo. Agora era só começar as investigações de verdade.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Out 18, 2015 6:20 am

Com o silêncio misturado ao cheio de morte, os pequenos traços de radiação, e o calor que fazia, tudo parecia querer dar um ar de desânimo, tristeza, e desconforto no local, e, mesmo que qualquer um quisesse quebrar o silêncio, talvez não daria certo, muito menos para Saito. Mesmo com o calor, o rapaz chegava a arrumar um pouco o próprio kimono, abrindo alguns panos por dentro, que por sorte, funcionavam igual uma roupa de calor. Ver que Airi não aguentava nem mais andar, ficava evidente ao garoto de que aquilo não era nada confortável, até que, passado um tempo, Ryouji decidia falar, e Otohime retrucar.

E pensar que.. eu estaria conhecendo mais a fundo os humanos...

Dizia em um tom de desaprovação e sem esperanças a seres tão enigmáticos, no qual podiam deixar qualquer poder ir além de tudo: crenças, votos, moralidade, orgulho, compaixão. Para ele, era terrível ver o quanto podiam se rebaixar, e isso só lhe dava mais razão a entender que tinha que entender, e sentir na pele, o real equilíbrio de tais seres.

Em pouco tempo, eles chegavam, e assim, Airi já dizia o que deveriam ser feito. Como Ryouji já sumia de lá, Saito ficava grande parte do tempo por perto de todos, de preferência de Airi, no qual pretendia investigar com ela, até notar a rápida conversa de outros 2 integrantes, e, mesmo não entendendo o que hime dizia, ele ia diretamente lá, notando o poço estar cheio, e o braço de Otohime.

Hime, está tudo bem?.

O garoto mantinha uma rápida preocupação com a sua aliada mais próxima, e, sabendo que a resposta seria próximo da mesma, como de quem não deveria se preocupar, talvez ele teimaria mais um pouco depois de um tempo, para saber se poderia fazer algo para ajudá-la. Fora tal momento, com a análise rápida do poço (junto ao braço, anteriormente), e com um comentário de Airi sobre "Desapareceram sem deixar nenhum vestígio", o pequeno loiro não deixava de dizer o que já achava, mesmo que fosse uma loucura.

Teria sido.. um teletransporte em massa, de todos eles? Será que não teria.. pegadas recentes deles, ainda?.

Falando sutilmente sozinho, o rapaz arriscava agora falar mais um pouco, agora diretamente a Airi, se abaixando e olhando ao redor, mas com algumas dúvidas mais aparentes, talvez pra ajudá-la.

Seu irmão foi verificar uma das antenas. Não teria por aqui perto algum tipo de cabana de soldados de patentes altas? Geralmente eles possuem algum tipo de diário, e se todos eles sumiram, até os mais valiosos documentos pode conter alguma coisa, talvez seus últimos dias.. e ah, o poço está cheio, ao que tudo indicou.. inclusive daquele rapaz novo.

Sabendo que Lyev, se ouvisse aquilo, provavelmente iria olhar estranho para Saito, ele só iria olhar de volta, com um sorriso no rosto e acenando para ele igual uma criança. Era tudo o que conseguia pegar de informações. Provavelmente ela também havia ouvido sobre tudo o que Saito falava, mas, ressaltando todas as informações, alguma coisa deveria ser ou estar, clara ou evidente; ou que talvez servisse para ajudá-los. Mas apesar de tudo, o pequeno loiro acabava confiando no cérebro do grupo, tanto que, ele parava de falar, justamente para não atrapalhar o intelecto dela. Saito não esperava por respostas, mesmo que ela resmungasse e o rebaixasse, ele só fazia aquilo com o intuito de animá-la um pouco.
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Out 18, 2015 8:04 pm


Um acampamento fantasma, era onde o Dragão Bonzinho estava no momento. O vento seco, que não era frequente, batia em todos, sempre trazendo e os fazendo não se esquecer do que aquela terra é feita. Cada um do grupo se pôs a uma tarefa, e Saito, por sua vez, deu uma opinião, e com certeza. Existiam tais diários.

Como era um acampamento com várias áreas, existiam grupos, cada um com uma tarefa. E estes deviam deixar tudo relatado. Na área em que Airi e Saito estavam, podia-se ver vários caixotes, estes totalmente abertos e contendo armamentos. Próximo da antena daquela área, algumas mesas improvisadas, com os equipamentos necessários para estabelecer um sinal de rádio criptografado. E ao lado desses equipamentos, um diário, aberto próximo a sua última página escrita.

Este carregava apenas informações técnicas, sobre a quantidade de material e suprimentos que ainda tinham, e por quanto tempo iriam durar. O acampamento ainda tinha uma sobrevivência garantida por quase 1 mês, isso escrito a 3 dias atrás, dia 25 de outubro de 2019.

A visão das caixas abertas, podia ser vista em todas as quatro áreas, além do equipamento de rádio. Que ainda estavam funcionando muito bem, os inteligentes do grupo podiam perceber isso apenas olhando. Porém, do lado de Ryouji havia algo diferente. Era um diário jogado próximo as caixas de armamentos e suprimentos, mas, ao invés de ser técnico, pertencia a um integrante do acampamento. Seu nome era John Callaway...

O diário possuía três meses de relato, contando tudo o que ele havia vivido junto de seus companheiros da Resistência, e sempre falando de sua linda família. Uma esposa e três filhas gêmeas, e pelo jeito de sua escrita, parecia ser bem extrovertido. Sua família morava em Mistyhaven, sua esposa era uma humilde mercadora, e John carregava um senso de justiça bem forte, querendo o melhor por sua família e isso envolvia a Resistência e a independência de Shadowrealm. Porém, os relatos também haviam acabado a 3 dias atrás, e para a sorte do grupo de investigação, John havia escrito um pouco antes do grande acontecimento...


"25 de Outubro de 2019

Falta tão pouco, mais algumas semanas e o plano da Resistência vai se realizar. Vou poder voltar para a minha família e poderemos viver livres das correntes de Skyhold! Fiz muitos amigos aqui também, espero que possamos tomar bastante cerveja depois no bar de Mistyhaven, o velho Robert tem o melhor bar que eu já frequentei. E também, todos queremos sair logo dessa terra amaldiçoada. Quando vim pra cá, pensei que eram apenas boatos, mas essas ruínas são amaldiçoadas mesmo... é o pior lugar em que já estive, e só me mantive firme por causa de meu sonho!

Não sei o que aconteceu, mas Skyhold nesses últimos dias está concentrando sua segurança no sudoeste da Terra de Ninguém, então, meio que nos estabilizamos nessa região, não há necessidade de nos realocarmos por enquanto. Ainda bem, odeio segurar um rifle em minhas mãos, mesmo que eu seja um bom soldado, matar nessa terra sempre me dá um mal pressentimento, um calafrio que não consigo explicar...

... Bom, mais um dia tranquilo e cal-
"


E depois daquilo, nada mais havia sido escrito. Porém, estava confirmado que 3 dias atrás algo aconteceu para que não houvesse mais ninguém no acampamento.

Otohime estava analisando o terreno, com a magia que tinha ela podia sentir tudo o que aquela terra já tinha sofrido. Era bem triste, pois ela já estava quase sem vida, depois de tantas guerras, porém ela conseguia mostrar algo importante a maga. Três dias atrás foi o último dia bem movimentado dentro daquele acampamento, e também, o dia mais cruel daquela área... a vibração de gritos do passado apareciam dentro de sua cabeça, gritos de desespero, como se tudo estivesse sofrendo bastante. Poderia ser alucinante, e bastante alto também. Tão alto que deixaria o usuário de magia bem tonto caso não estivesse preparado para aquilo.

E para finalizar, no poço onde a lança de Lyev estava mergulhada, em seu fundo, havia um objeto. Uma medalha e parcialmente derretida. Junto da medalha, restos de um tecido queimado. Talvez uma pista do que poderia ter acontecido... e deveriam ser o suficiente, pois o acampamento fantasma só tinha essas peculiaridades, de resto, os membros haviam apenas "saído para compras".

(Ordem de postagem: Airi Nikolaievich, Saito Takeshi, Ryouji Kawano, Otohime Katashi e Lyev Schneider)
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Out 20, 2015 10:20 pm

Airi não era tão durona quanto as outras garotas de seu grupo, mas possuía uma frieza peculiar, "frieza cientifica" como poderia ser chamada, lhe permitia investigar aquela região melancólica como qualquer outro lugar, sem levar em conta qualquer tipo de valor emocional. Não haviam rastros a serem seguidos, pelo menos não até então, e depois de alguns instantes caminhando, Airi escutava as palavras de Saito, que a seguia desde o começo da busca. Sem interromper o que estava fazendo, Airi chegava até um aglomerado de caixotes e equipamentos de comunicação e procurava por ali enquanto respondia as palavras de seu companheiro.

- Eu gosto de você Saito, eu gosto mesmo. Mas quando você decide falar me faz querer mudar de opinião. Uma cabana? Patentes altas ? Que parte do "Acampamento Secreto" você não entendeu? Sem cabanas! Sem patentes! Sem diári--

Enquanto jogava coisas para fora da caixa e falava, Airi se deparava finalmente com o diário. Assim, finalmente deixava de lado aqueles caixotes e caminhava até o objeto e começava a foleá-lo.

- Hum, isso sim é intrigante. Não tinham planos pra deixar esse lugar tão cedo, não com tantos recursos.. O rádio está em perfeitas condições, não foi usado pra pedir ajuda, se é que foram atacados.

Sem pedir permissão ou comentar sobre o fato de estar errada a respeito do diário, Airi o jogava para Saito e caminhava de volta ao centro do acampamento.

- Nada muito interessante por aqui.. vamos ver o que os idiotas encontraram, antes que destruam o acampamento inteiro.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 23, 2015 12:33 pm

Saito nunca foi um cara que se orgulharia de dizer que tem a razão ou que provém de uma inteligência superior aos outros a ponto de ser um egocêntrico arrogante. Na verdade, ele era tão humilde quanto Otohime quando se deparava com tais fatos, assim como seu mentor, no caso o pai dela. Ele ouvia atentamente o que Airi dizia e, quando ela terminava de tentar retrucá-lo, ele notava ela ver um diário, e assim jogando para ele. Ele sabia que aquilo poderia ser estranho, quando se tratava de um "acampamento secreto", mas em todo grupo, existe regras, código de conduta, prioridades a quem seguir (cargos, chefes), e que pra um grupo coexistir, deve haver uma forma de se comportar; desde uma célula inserir e extrair o que precisa, até as órbitas de planetas em um sistema solar. Sem mais delongas, Saito sorria inocentemente à ela, feliz em saber que havia sido útil pra alguma coisa, e logo então, ele abria o diário, lendo em voz alta. Mediana, para não parecer ser um chato em meio a todos, enquanto acompanhava ela por perto, indo ver o que os outros estavam fazendo "e" o que haviam encontrado.

Ele falava cada coisa que continha ali, tudo, de preferência, sendo sobre contagem de armamento, estoque de comida, água, e até mesmo a frequência da rádio que eles usavam, bem como as comunicações que conseguiram fazer com a central, e tudo apontava para uma única data: 3 dias atrás.

Ah, isso está sem graça, só falam sobre o que conseguiram se comunicar.. mas tudo aponta para a última comunicação, de 3 dias atrás.

Ele folheava adiante. Tudo em branco.

Isso certamente não está certo.

Intrigado, ele notava que as únicas pistas daquele local, daquela coisa, estavam, de certa forma, perdidos ali mesmo, com uma data prévia do acontecimento, logo, ele tinha que contar com mais pistas, outros diários talvez; pistas, que talvez os outros tivessem encontrado, mas no meio disso, alguma coisa lhe incomodava e muito. Já não bastava o mistério que o local mantinha, misturado a falta total de vida, como parecia que, quando mais eles ficassem ali, a sensação parecia piorar, e, não sabendo se era por estar pisando naquela terra por um bom tempo ou se foi por tudo que havia visto até então desde quando haviam chegado por lá (Sendo até mesmo muito pior de quando conheceram Ethan, onde tinha corpos por todo lado). Saito só sabia de uma coisa: algo parecia querer lhe dar um desconforto cada vez maior.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Out 24, 2015 4:49 pm

O Kawano dos olhos heterocromáticos chegava a área que escolheu investigar, porém... o que fazer? Sua única experiência com investigação foi em Dragonland, quando saiu a procura do explosivo que destruiria Kyoto.

"É... acho que eu devia ter levado mais a sério..."

Pensava, já que Ryouji havia usado aquela investigação para ter um encontro com Ren. Uma tremenda irresponsabilidade, mas...

"Valeu muito a pena!"

Um sorriso surgia no rosto do Kawano, sim, talvez tenha sido por causa daquilo que ele e Ren tenham começado a se dar bem, e a cada dia seu relacionamento com a irmã de Lin estava ficando melhor. Estava feliz por aquilo, mas logo batia, com as palmas de suas mãos, em seu rosto, com força.

- Tudo bem, não posso distrair aqui. Vamos ver... só tenho que encontrar algo útil não é?

E focando na missão, ele começava a revirar o lugar. Haviam caixas, com armas de fogo, suprimentos, e tudo necessário para se viver em uma terra bastante hostil. Além de uma mesa cheio de equipamentos de rádio, que Ryouji nem se atrevia a mexer, com sua inexperiência poderia quebrar algo e aquilo podia deixar Airi furiosa, o que o rapaz não queria de modo algum.

Então, o Kawano ficava revirando as armas de fogo. Era o mais seguro, só não puxar um gatilho que tudo ficaria bem. Porém, não passava nem um minuto, e encontrava um diário jogado, aberto em alguma página, entre todas aquelas caixas.

- O que... é isso?

Pegando o objeto, Ryouji olhava bem para ele. Tanto a capa e seu lado inverso. E logo percebia que havia algo escrito, e o rapaz que parecia estar focado na investigação, acabava tampando uma das caixas e sentado nela.

- Um diário não é? Sei que é feio ficar lendo o que não é meu, mas... que se dane, pode ser uma boa história!

Curioso com o que estava escrito, Ryouji começava a ler o diário do início. Contava as experiências de John Callaway, um membro daquele acampamento "desaparecido". Desde o ínício de sua jornada na Terra de Ninguém, John escreveu, e seu modo extrovertido de escrever arrancava algumas risadas do Kawano, além de o deixar bem apreensivo em algumas partes onde alguns companheiros do protagonista daquela história perderam a vida em batalhas contra outros acampamentos. Porém, o que deixava os olhos de Ryouji brilhando era a determinação que John tinha em trilhar um caminho melhor, seguindo a nobre causa da Resistência pela sua pobre família, e John era apenas um humano normal, uma determinação admirável. Até que Ryouji chegava na página final daquela história, e para sua surpresa...

Incompleta, a história estava incompleta. Quando Ryouji fechava o diário, uma veia brotava em sua testa.

- Caramba! Odeio histórias que não terminam! Agora eu tô ainda mais curioso, que saco! O que aconteceu com o John? Será que a família dele tá bem? O que diabos aconteceu aqui?

Estalando a língua cheio de dúvidas, Ryouji se levantava, e carregando o diário, saía da área que investigava. Não havia encontrado mais nada, apenas aquela história, talvez pudesse ser útil ao grupo, já que o fato do último relato ser a três dias atrás não significava nada para a mente de Ryouji. Por ter lido o diário inteiro, provavelmente seria o último a chegar, e como havia escutado de seus companheiros, Lyev era um excelente analista, por isso entregava o diário a ele.

- Encontrei isso aqui, é de um soldado desse acampamento, talvez tenha algo útil.

Cruzando os braços, Ryouji parecia bem chateado. Ainda por não ter conseguido concluir aquela história.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 30, 2015 2:08 am

No instante em que Otohime recebia a resposta que pedia para a Terra, as marcas da mão direita da garota ficavam mais intensas subiam pelo braço da Katashi.

Segundos atrás... minutos antes deles chegarem... horas...dias... as informações vinham na mente da garota tão intensas como se ela estivesse presente no momento. Apesar dos perigos tudo parecia bem naquele lugar até que... os a dor tomou conta do lugar. Gritos desesperados eram ouvidos por Otohime, mas a voz não era de nenhum amigo dela. Ainda assim eram altos, eram tão reais... O sofrimento presente.

A garota finalmente despertava depois de alguns instantes, claramente pálida. Uma lágrima involuntária deslizava pelo delicado rosto da Katashi.

- Mulțumesc Pământ (Obrigada Terra...) - Dizia a garota num sussurro, se levantando. Por um breve momento Otohime sentia uma leve tontura. - É muita dor vinda num único dia...

A garota respirava fundo e se recompunha, indo de encontro ao poço. A garota olharia para Lyev.

- Há três dias atrás houve muitos gritos, muito sofrimento aqui. A dor, o desespero... tudo fora do padrão dessa terra. Há três dias houve o dia mais cruel dessa área. Eu ainda posso ouvir os gritos deles na minha mente como se eu estivesse aqui na hora em que tudo aconteceu.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 30, 2015 6:13 pm

O metal que compunha as lanças de Lyev, embora extremamente resistente, também possuía uma sensibilidade singular para captar energias, mas apenas quando esta entrava em contato com o que deveria se analisado. É claro que Lyev tinha o luxo do tempo e poderia muito bem expandir a energia da lança para analisar o poço de forma meticulosa. Eis que.


- Bingo. - Havia algo no poço, algo metálico de composição diferente. Todos estavam fazendo suas devidas buscas, então ele deveria pegar o que quer que fosse aquele objeto. - Sorte minha estar tão quente... - E murmurava consigo mesmo. - Que bom que a água não está infectada também.

Enquanto retornava a beira do poço, o ex Tenente retirava sua jaqueta e por fim desabotoava a própria camisa. Não, sua lança não conseguia localizar exatamente onde o objeto estava, tampouco conseguiria erguê-lo para a superfície, então cabia a ele, buscar o item. Em pouco tempo, Lyev se despia, ficando apenas com suas calças e o terço de ferro enrolado no antebraço. Para quem estivesse olhando para as costas do rapaz, poderia claramente notar cicatrizes por toda sua extensão. Desde o começo do pescoço, descendo até quase a região lombar. Cicatrizes como se fossem linhas, provavelmente golpes de chicotes ou chibatas. Uma amarga lembrança de Ibyorack por ser inteligente demais, era como Lyev encarava seus castigos.

- O poço tem uns 5 metros de profundidade, devo voltar logo. - E sem dizer o por quê de estar mergulhando ali, Lyev por fim pulava no poço e nadava até o fundo, onde tateava o chão até encontrar o objeto, por fim o agarrava e usava a própria lança que estava ali embaixo, para puxá-lo de volta a superfície. - E eu achando que seria um mergulho refrescante... água morna e parada, mas veja só... encontrei algo.

Era nesse momento que seu sorriso sumia e seu olhar ficava mais estreito, mais afiado. Tomando a liberdade de analisar o objeto, logo constatava que era uma espécie de medalha ou medalhão, possivelmente de prata, e tal objeto aparentava um certo nível de derretimento. Otohime lhe dizia sobre todo o sofrimento que acabara de sentir vindo do solo do lugar, três dias atrás... Ryouji lhe entregava o diário de um dos soldados, rapidamente o ex Tenente corria os olhos pelas páginas.

- Largou enquanto escrevia... provavelmente para defender o acampamento. - Aquilo não encaixava em nada do que o senso comum lhe dizia. - Os suprimentos estão intactos, então não foram os selvagens que atacaram esse lugar. Não notei sangue no chão, não ha sinal de cascalho amassado por rodas, então também não foi Skyhold quem atacou o acampamento. A menos que...

Lyev passa a mão pelos cabelos ainda molhados. Ele adorava enigmas.

- Capitã Nikolaievich! - Lyev caminhava até Airi e batia uma continência rápida. - Eis o que acredito que tenha acontecido. Três dias atrás, os soldados foram alertados, se reuniram e então foram pegos de uma vez. Os inimigos, que não são nem os militares de Skyhold, tampouco os selvagens desta terra, atacaram rápidos e precisos, sumindo com todos os corpos, roupas e equipamentos que estivessem com o pessoal da Resistência. Possivelmente incinerados, digo isso por ter encontrado esta medalha ligeiramente derretida no fundo do poço. - Uma breve pausa, enquanto Lyev entregava a medalha para Airi. - Por não ter sinal de batalhas, significa que o inimigo provavelmente não foi visto, logo ele está sozinho, ou em um número muito, mas muito baixo. Sugiro avançarmos para o próximo ponto e tentar descobrir mais pistas do que houve.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Nov 03, 2015 11:05 pm

Airi se concentrava no mecanismo em seu pulso, e ao mesmo tempo recebia todas aquelas informações de uma só vez. Ao mesmo tempo que preparava seu mapa para o próximo acampamento ela assimilava todas aquelas informações.

"Fogo, poucos inimigos, nenhum envolvimento por parte de Skyhold"

- Eu..

Pouco antes de falar, Airi era cortada pela exclamação de Lyev, e voltava logo sua atenção ao rapaz. Ele lhe fazia um relatório detalhado de tudo o que fora confirmado, um relatório muito melhor do que a própria Airi conseguiria fazer, contando até mesmo tópicos que a garota deixara passar. Sem conseguir disfarçar sua surpresa, Airi ficava boquiaberta, mas ao final de todas aquelas palavras a garota respondia contrariada.

- Exibido.

Quando terminava de fazer os ajustes em seu mapa, apenas alguns instantes depois, ela voltava a falar.

- É exatamente isso que vamos fazer, nossa próxima parada é naquela direção. Vamos com cuidado, pelo que tudo indica temos um novo inimigo, e seja lá quem for, é perigoso.

Alguém havia exterminado as pessoas daquele lugar, mas seus motivos ainda eram obscuros. Airi tinha várias dúvidas em sua cabeça, queria entender o motivo de toda aquela matança, pois nada havia sido levado, nenhuma mensagem ou propósito, apenas morte. "Algumas pessoas não precisam de motivos" Airi se lembrava das palavras de seu pai, que por muito tempo só pode associar a Lin, a suposta líder de seu grupo, que fazia o que fazia por que queria fazer e nada mais, mas agora pela primeira vez ela pensou, "Alguns fazem o bem por capricho, o que impede outros de fazerem o mal?".
Mas claro que aquela não era a única possibilidade, ainda havia muito a ser descoberto, por isso a garota estava determinada a seguir em frente e acabar com essa dúvida.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 04, 2015 10:23 pm

A investigação não teve uma longa duração. Não haviam muitas pistas, mas Lyev conseguiu levantar uma teoria sobre a causa do "desaparecimento" com sua brilhante visão de campo. E como essa teoria era o melhor que tinham, o Dragão Bonzinho saía do acampamento, com uma dúvida em mente. "Quem eram os culpados por tal barbaridade?".

O que lhes restava era resolver essa última dúvida, e para isso, todos iriam em direção do próximo acampamento "desaparecido", era a ordem da capitã do grupo, Airi Nikolaievich. Porém, no primeiro passo que dessem para o norte, aqueles sensíveis a qualquer força da natureza, já podia informar que era impossível. A trilha do norte possuía vários pontos de forte radiação, onde nenhum humano poderia sair ileso, e no mínimo, poderiam lhes causar alguma mutação.

Sendo a trilha inviável, um outro caminho se abria. Era mais longo, porém, mais seguro. Deveriam fazer uma grande curva, chegando até a passar bem próximo de um acampamento ainda ativo da Resistência.

A sensação de continuar caminhando na Terra de Ninguém não mudava em hora nenhuma. A todo momento se tratava de um lugar hostil, quente e com o cheiro de morte. Um sentimento constante, que poderia irritar ou amedrontar qualquer um. Já se passavam mais trinta minutos desde que começaram novamente a caminhar, mas ao contrário da primeira trilha, essa continha uma surpresa...

O Dragão Bonzinho estava relativamente próximo do acampamento ativo, e para seguir pela trilha, deveriam passar por meio de algumas ruínas, o que era bem comum na Terra de Ninguém, porém essa estava habitada. Quando estavam praticamente no meio do local, os experientes em rastreamento poderiam sentir uma movimentação suspeita por aqueles prédios e residências em ruínas, e poderiam alertar o grupo.

Não se passavam nem dez segundos, e vários "thugs" saíam por de trás das ruínas. Se vestiam de uma forma bem desajeitada, com panos pelo corpo e partes de metal (partes de armadura, principalmente ombreiras). Alguns se destacavam com cabelo moicano, e todos possuíam mal-olhares. Porém não estavam indefesos, carregavam armas brancas (clavas e adagas em geral) em sua maioria, e a minoria possuía armas de fogo (escopetas). Três deles estavam pilotando motos bem personalizadas, era como se elas vestissem uma armadura também com tanto metal com espetos que possuíam.

O barulho das motos começava a ficar mais alto assim que eles iam cercando o Dragão Bonzinho. Eles eram cerca de 40, e como o lema da Terra de Ninguém dizia, estavam ali para saqueá-los, e puní-los por entrarem em seu território. Um dos inimigos tomava a frente, com um sorriso largo no rosto e levantava sua clava.

- HAHAHA! Parece que essas crianças estão perdidas! - A cada palavra que o "líder" dizia, mais os pilotos das motos torciam o guidão, para fazer ainda mais barulho com seus motores. - Vamos ensiná-los uma lição! Peguem tudo o que possa parecer valioso! HIAHIHAHAHAHAHAHA!

Com a ordem final, todos os "thugs" corriam em direção do encurralado Dragão Bonzinho. Restava a eles se defenderem e procurarem alguma forma de contra-atacar.



(Ordem de postagem: Saito Takeshi, Otohime Katashi, Lyev Schneider, Ryouji Kawano, Airi Nikolaievich).
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Nov 05, 2015 3:39 pm

Saito permanecia como antes, o tempo todo perto de Airi, observando e procurando alguma pista, e, passado algum tempo, Lyev surgia com todos os detalhes. O garoto suspirava, notando que não havia sido de grande ajuda comparado aos outros, no qual Otohime havia de uma certa forma "conversado" com o espírito da terra (mesmo não sabendo, ele observou antes, e sentiu um pouco depois), mas não soube que Ryouji tinha encontrado o diário, logo, ele (Saito) não havia servido de nada, e uma certa inveja até surgia por ele.

Em pouco tempo, tudo era esclarecido.

Incinerados? Sem marcas de fogo sequer? Isso vai muito além do que imaginei.. não só de como fizeram, mas também de suas forças...

Dizia em tom baixo, com uma mão no queixo. Acreditava-se que dali em diante não faria diferença o que fosse dito por ele mesmo, logo desconsideraria sua própria importância.

Airi já ditava os próximos passos dele, e ele, já acabava aceitando de qualquer forma. Com alguns passos ao norte, Saito sentia uma energia terrivelmente negativa, pesada, densa, vindo adiante.

Esse caminho.. não é bom... devemos.. ir por outro...

O garoto suspirava, com uma dor no peito, no qual ele mesmo colocava a mão por cima, e se virava, indo para um caminho que fosse maior, mas que iria ser mais seguro. Sem esperar que fossem o seguir, ele seguia os próprios instintos, acreditando pelo menos que, naquela vez, ou naquele momento, ele seria importante pra algo, mesmo que, até mesmo Otohime, pudesse fazer isso. Sem ter o que pensar, o garoto seguia o contorno que ele mesmo escolheu.


O tempo se passava, e novamente, aquele silêncio prevalecia. Saito ainda se mantinha neutro, e bem pensativo: O que vamos enfrentar, afinal? Seriam humanos? Tão fortes? Como foram encontradas aquelas enormes quantidades de pistas? Como chegaram a esse consenso? O que eu perdi, afinal? Será que ainda possuo algum tipo de poder de rastreamento como os outros? Como eu poderia ficar mais forte, como eles? O que há de errado em mim? Estaríamos mesmo em um lugar seguro? Será que isso tudo está certo? Por que esses humanos foram massacrados desse jeito? Por que essa terra tem que realmente estar morta?.

Aquelas perguntas o deixavam louco.

Até o momento em que encontrava: Ruínas. De certa forma, aquilo o deixava mais alerta, olhando mais para os lados, como se estivesse com paranoia, eis que, inevitavelmente, ele falava em tom baixo, deixando escapar um pouco do que pensava.

...Esse lugar é seguro? Não sei se pode ser seguro, será? Sinto energia vindo adiante, mas não sei distinguir do que seja... seriam pessoas? Mutantes? Ou os que enfrentamos? Esse lugar é assustador.. não sei mais o que pensar.. espera.. eles estão vindo.. não estão? Tem alguma coisa vindo... Fiquem alertas! Tem gente vindo !.

Seu tom de voz, baixo, começava a ficar maior, ao notar que haviam pessoas que estavam se aproximando, e sem ter o que fazer, Saito retirava o bastão de suas costas, ficando pronto. Ele recuava seus passos, de costas para o grupo, mas mesmo assim, o rapaz olhava de um lado para o outro, tentando observar todos os movimentos dos que ele conseguia encontrar no seu campo de visão, e, ainda sim, estava com medo, falando em um tom baixo.

Não são eles quem fizeram isso, são?.

Com aquele momento de silêncio do vento, tudo se transformava em barulhos de risadas, e de motores das motos daqueles que queriam saqueá-los. Saito, por estar um pouco transtornado, não conseguia distinguir a força daqueles seres, mas no mínimo, ficava em posição de defesa.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Nov 06, 2015 8:30 pm

Juntando cada parte do quebra cabeça, o pequeno grupo obedecia as ordens de sua capitã, a pequena Airi. Porém durante a caminhada uma leve brisa fazia alguns fios de cabelo da Katashi se moverem levemente.

"Radiație"

Como um sussurro a palavra Radiação entrava na mente da garota que parava de andar imediatamente e segurava o braço de Airi, para que a garota também parasse.

- Saito tem razão. Melhor irmos em outra direção. Há radiação nesse caminho, Ai-chan. - mesmo alertando os companheiros, a gentileza permanecia no tom de voz de Otohime, que dava um leve sorriso para Airi.

A trajetória era mudada e agora o grupo caminhava por um caminho mais longo. Cada passo que davam, a mente da garota voltava ao acampamento abandonado. Os gritos, o objeto encontrado, os diários...isso deveria ser...O pensamento da garota era interrompido devido a presenças novas.

- Não estamos sozinhos... Airi, fique por perto. - dizia ao mesmo tempo que Saito.

Os olhos da Katashi novamente brilhavam num tom verde muito vibrante, enquanto ela encarava seus inimigos. Armas, armaduras, clavas, motos.

- Não parecem do tipo que deixariam um acampamento intacto e sumiriam com as pessoas... - sussurrava para si mesma, dando um pequeno riso no final. - Tenho certeza que está morrendo de vontade de se divertir um pouco, não é mesmo Ryouji? - A garota olhava confiante para o amigo.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Nov 07, 2015 11:33 am

"Exibido". Lyev não podia deixar de rir, afinal, Airi estava parcialmente correta. Sem bem que isso ainda não fazia o garoto entender como a mente de sua colega de grupo funcionava, mas eventualmente ele descobriria, ou pelo menos era isso que tinha em mente.

- Saito, você tem certeza disso? - Dizia sobre a constatação do garoto acerca da radiação, até que Otohime reforçava suas palavras. - Vocês tem habilidades extremamente úteis, imagino o potencial máximo de vocês...

Lyev não estava brincando, mesmo com aquele seu tom de voz "brincalhão-sério". Ele não transparecia, mas tinha uma profunda admiração pelos membros que conhecia da Dragão Bonzinho, e se sentia muito motivado a andar com eles e fazer parte do grupo, mostrando também seu próprio potencial. Essa motivação, combinada a uma disciplina mental muito bem construída, fazia todo aquele clima tóxico, pesado e cheio de ruínas e morte, um lugar bastante tolerável pelo ex Tenente, que pelo menos até aquele momento, não se deixara abalar pela terra de Ninguém.

Mais um tempo de caminhada se passava e novamente, Saito e Otohime mostravam um dom muito útil de identificar a presença de inimigos. Lyev, com seu brilhante poder de dedução, tinha apenas começado a especular que o lugar por onde andavam era perfeito para uma emboscada. Mas enquanto os dois se preparavam para o combate, a doutrina militar de Lyev lhe mandava agir.

- Caelestis Lancea.


Mais uma vez, o jovem estrategista tomava a frente nas decisões do grupo. Ele via Saito tomando posição, Otohime se preparando para a luta vindoura, mas os oponentes não eram nem dignos o suficiente para causarem preocupação. No instante em que eles surgiam, Lyev já tinha tudo planejado. Sua memória Eidética lhe fazia gravar a posição de todos os atiradores do bando de selvagens, e já que estes apresentavam maior perigo (mesmo que ainda pouco), não menos do que cinco lanças voavam como flechas na direção dos atiradores, que aos olhos do ex Tenente, estavam melhor posicionados.


- Não se preocupem com os atiradores, não se dispersem muito do grupo e deem prioridade para os inimigos nas motos. - Sua voz era firme e direta, embora suas estratégias sempre estivessem corretas, Lyev fazia tudo soar como uma ordem absoluta pois não gostava que discordassem dele. - Eu quero muito interrogar o líder do grupo, tentem não matá-lo.

Enquanto falava sua última frase, mais quatro lanças surgiam pairando sobre sua cabeça. Três delas ficariam para dar cobertura ao grupo, caso fossem atacados de surpresa, e a última das lanças celestiais mirava diretamente no líder dos brutamontes e tão logo era disparada velozmente, fazendo de seu trajeto, uma linha carmesim com destino no ombro do Selvagem líder. Mesmo que o ataque não acertasse, mas ainda assim entrasse em contato com o corpo do alvo por mais do que alguns segundos, Lyev teria acesso a todos os pensamentos superficiais e da memória recente do homem. Assumindo ainda que suas defesas mentais e constituição psicológica não são lá essas coisas, Lyev poderia adentrar ainda mais na mente do homem e ter mais informações ainda. Seu objetivo era aprender o que o líder sabe sobre os desaparecimentos dos homens da Resistência.

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Nov 07, 2015 10:59 pm

Lyev dava uma grande explicação sobre o que poderia ter acontecido no acampamento, e Ryouji não era tão idiota para não entender todas as palavras do novo companheiro. Todos, mortos, só de pensar nisso o deixava com raiva, para o Kawano, nenhum motivo poderia explicar tamanha atrocidade e não deixando seu ódio transparecer ainda, colocava as mãos nos bolsos de sua calça enquanto continuava a escutar o que todos diziam.

A próxima ordem de sua irmã era irem para o outro acampamento, Ryouji apenas seguiria o grupo, não era de seu feitio discutir sobre a próxima ação, deixava esse papel para Airi enquanto ele se focava em manter o grupo seguro com sua força física, que deveria ser a maior dentro do grupo atual.

Poucos passos para o norte, e os dois sensíveis a forças da natureza já sabiam o que lhe aguardavam. Saito disse primeiro, e em seguida Otohime dizia o motivo da troca de caminho. Radiação, Ryouji não sabia muito sobre mas conhecia por ser algo bem ruim e nada seguro. Pensando nisso, continuava a seguir seus companheiros pelo caminho mais longo, e novamente caminhava pela hostil e morta Terra de Ninguém...

Aos vinte minutos de caminhada, Ryouji já não aguentava mais aquele lugar. Era sempre a mesma coisa, sempre chato e o ar carregando uma tristeza infinita. Até parecia que tudo estava morto, que seu grupo era a única coisa viva por ali... o Kawano continuava a andar, claramente irritado, com algumas veias aparecendo em seu rosto.

Depois de tanta terra completamente deserta, chegavam em algumas ruínas, assim como no acampamento que haviam visitado antes, mas ali a princípio não havia sinal de ser habitado, até que...

"Fiquem alertas! Tem alguém vindo!"

Eram palavras de Saito, e Ryouji estava tão distraído com a raiva que estava sentido da Terra de Ninguém que demorou uns dois segundos para cair a ficha. Nesse tempo, eles começavam a ser cercados. Outros seres vivos no mesmo solo em que pisavam, por um momento o Kawano poderia ficar contente, se estes não se mostrassem como inimigos.Moicanos, ombreiras, espinhos, motos barulhentas, clavas... Ryouji acabava deixando um comentário escapar.

- A gente... veio parar em algum filme?...

Com isso, ele escutava cada palavra do "líder" daqueles ladrões. Não haviam mais dúvidas, deveriam lutar ali e um sorriso aparecia no rosto de Ryouji. Era quando ouvia Otohime lhe perguntando algo, e sua resposta vinha naturalmente:

- Você não faz ideia, Hime! - O rapaz batia um punho no outro, um pouco a frente de seu peitoral. - É um ótimo momento pra jogar toda essa raiva fora! ... Pessoal! Eu fico com as motos, não vou deixar elas chegarem perto!

E flexionando levemente suas pernas, Ryouji se colocava a correr em direção de uma das motos. Em poucos instantes, já estava bem próximo de uma delas, com um sorriso insano no rosto.

- Olá!

Com uma "gentil" saudação, Ryouji direcionava o punho direito no rosto do motoqueiro com toda sua força. Tinha que acabar com aquilo rápido, já que sua irmã também estava presa ali com eles e derrotar os inimigos mais ágeis primeiro ajudaria a protegê-la...
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Nov 09, 2015 8:23 pm

Apenas caminhar naquele lugar era prejudicial a saúde, mesmo que desviassem de zonas com maior grau de radiação, todas as outras áreas ainda estariam contaminadas. Talvez para aqueles com grandes habilidades físicas e espirituais fosse simples se adaptar ao ambiente hostil, mas para a a pequena garota cuja imunidade física já era tão baixa, se aproximar de tal lugar lhe representava uma ameaça. A maioria talvez não soubesse, afinal o mundo já estava a tanto tempo mergulhado em guerra, morte e na busca pela sobrevivência, que pouco tempo restava para estudar assuntos diversos. Mas a própria Airi sabia, que mesmo se cumprisse aquela missão com vida ainda haveria a chance de que em um mês, um ano, ou até mesmo dez anos, os efeitos de sua escolha pudessem alcança-la, e estes seriam devastadores. Então por que ela não hesitou em nenhum momento quando aceitou tal tarefa? Era difícil para ela explicar, mas desde que começara a andar com aquele grupo, uma pequena chama se acendeu dentro de seu pequeno e frágil corpo, e se quisesse vê-la crescer, deveria continuar ao lado deles, independente do obstáculo que fosse colocado em seu caminho, mesmo que um dia isso viesse a prejudica-la, ou até mesmo mata-la, com aquelas pessoas Airi aprendeu, que não se deve medir esforços para alcançar aquilo que se busca.

Apenas olhar para Lyev, o garoto cujo qual ela mal havia conversado, lhe fazia perceber que ele carregava o mesmo espirito, a mesma vontade de todos os outros, a sua própria maneira, por isso em nenhum momento foi contra ou protestou a respeito de sua entrada na equipe. Mas Airi ainda não sabia demostrar sua gentileza, e o tratava da mesma maneira que tratava todos os outros, por isso, quando o via elogiar as habilidades dos outros membros, sua língua não se segurava.

- Ficar puxando o saco dos outros não vai te dar uma promoção, não temos esse tipo de coisa aqui.

Apesar da caminhada longa, Airi conseguiu realiza-la sem precisar ser carregada, mas não tirava os olhos do pequeno monitor em seu pulso, um de seus grandes defeitos, quando se focava em alguma coisa acabava esquecendo todo o mundo ao seu redor, por isso quando se dava conta, estavam cercados por inimigos.

- Como se deixaram cercar assim? Olha pra esse lugar, só falta uma placa escrita "emboscada aqui"

Mudando as funções de sua luva para modo de combate, Airi se colocava em posição, mas claro que não avançaria contra nenhum inimigo, aguardaria e se defenderia caso necessário, com os pequenos disparos elétricos que seu equipamento realizava. Estava sempre atrás de Otohime e Saito pois estes lhe haviam dito para faze-lo.

- Qual o problema com essas pessoas, não se usa moicano desde...Simplesmente não se usa moicano!

Apesar do perigo, Airi não estava com medo, tinha plena confiança de que seu grupo era mais poderoso e perfeitamente capaz de lidar com alguns bandidos.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Nov 12, 2015 9:04 pm


O Dragão Bonzinho foi cercado por um grupo de habitantes hostis da Terra de Ninguém, mas nem por isso se renderam pela quantidade de inimigos. Começaram uma batalha naquela terra morta.

Quarenta contra cinco poderia parecer uma desvantagem tremenda, mas logo no começo, o Dragão Bonzinho começou com um passo a frente, utilizando de tamanha força e brilhantes mentes que possuíam. Otohime e Saito ficavam defendendo Airi dos inimigos com armas brancas, Lyev com suas lanças celestiais zoneava os inimigos com armas de fogo e Ryouji já se livrava de um dos motoqueiros, com um soco tão forte que não deu chance de reação alguma, só se podia ver o corpo do inimigo sendo arremessado por uns cinco metros. Ryouji estava com uma das motos a seu mercê agora e era por essa razão que aproximadamente dez dos 26 homens de arma branca partiam para cima dele.

Os atiradores estavam bem ocupados se esquivando dos ataques de Lyev, que além de distância-los, jogou uma de suas lanças contra o "líder" dos saqueadores. Ele, sendo o mais forte do grupo, conseguia segurar com a mão direita e, com aquilo, conseguia chamar a sua atenção.

- O que é isso garoto?! Achou mesmo que esse golpe iria me derrubar? HIAHAHAHAHA!!! - Da própria cintura, após soltar a lança de Lyev, aquele saqueador tirava dois pedaços de cano de ferro com 1 metro de comprimento cada, e esses canos estavam revestidos com uma grossa camada de concreto. - VOU ARRANCAR TODA ESSA CORAGEM DE VOCÊ!

E com risadas altas, o líder, que tinha por volta de 2 metros de altura e tinha um porte físico assustador, além do maior moicano do grupo, ia em direção de Lyev, arrastando suas armas no chão durante o trajeto. E como ele havia entrado em contato com aquela lança, Lyev pôde captar alguns pensamentos de seu novo adversário.

"Quanto será que eles têm?"
"Não tem como a gente perder, estamos em maior número."
"O que podemos fazer com eles depois?"

O líder já pensava em uma vitória garantida, e sua mente se mostrava bem pequena, porque só haviam pensamentos do momento, e nenhum outro oculto. O primeiro golpe do saqueador contra Lyev era lançado, na horizontal, usando o "porrete" que estava em sua mão direita. Lutava com seus olhos arregalados e um sorriso fixo no rosto, já que ele não parava de rir.

Agora que tinham mais um pouco de liberdade, metade dos atiradores miravam em Saito, Otohime e Airi e outra metade para Ryouji, podendo atirar a qualquer momento, além dos dois motoqueiros restantes que iam em direção da dupla de magos em alta velocidade. Os saqueadores começavam seu contra-ataque procurando separar o Dragão Bonzinho, para assim terem uma vitória mais fácil. Restava nossos viajantes reagirem a este contra-ataque.

(Ordem de postagem: Lyev Schneider, Otohime Katashi, Saito Takeshi, Airi Nikolaievich e Ryouji Kawano).
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Nov 14, 2015 10:29 am

Tudo ia de acordo com o planejado. Como ele suspeitava, esses selvagens lançaram um ataque total, sem manter nenhum tipo de surpresa escondida, portanto era só acabar com alguns deles e logo o resto fugiria, mas ainda assim, Lyev suspirava ligeiramente decepcionado. "Onde eu estava com a cabeça?" Seus pensamentos vagueavam, enquanto o grandalhão fazia seu discurso ao segurar sua lança. "Um boi de engorda deve ter pensamentos mais profundos do que esse selvagem..."

- Desculpe, está falando comigo? - Erguia o rosto, com uma das mãos no bolso da calça, conforme a sombra do líder se erguia sobre ele. - Uau, você é um homenzinho bem idiota, mas o que se esperar de alguém com o maior moicano do bando?

O golpe vinha na horizontal, mas Lyev simplesmente não se mexia. Ele continuava ali, parado com sua mão no bolso, quase disperso nos próprios pensamentos. A clava vinha contudo e acertava duas lanças em forma de "X", que Lyev chamava das que estavam pairando em torno do grupo, para defender o ataque. Mas não era apenas isso, as lanças conseguiam absorver uma enorme quantidade de força, mas até mesmo para Lyev um ataque daqueles não seria possível parar.

- Demorou para fazer efeito, você é bem resistente hein?

É claro que, ao segurar sua lança, o líder dos selvagens não a soltaria e isso fazia parte de seu plano. Rapidamente, sua lança liberava uma toxina em forma de gás transparente, muito parecida com a que usara contra Sayuri um tempo atrás, mas dessa vez, muito mais intenso. Ela não podia ser vista facilmente e seu cheiro era bem forte, mas como o grandalhão era nada mais do que um grande boçal, Lyev sabia que ele não ligaria para maus cheiros numa terra como aquela. A toxina por sua vez, afetava o controle que o cérebro exercia sobre os músculos do corpo, tornando a comunicação entre eles muito mais lenta e fraca, o resultado, era uma burra montanha de músculos sem força nenhuma.

- Grande, arrogante, burro como uma porta... você tem cara de ser o líder daqui. - Após defender o golpe da clava, uma das lanças virava para o coração do homem. - Então clamo a vitória deste "combate", em noma da Dragão Bon-- em nome deste grupo! - A lança voava rapidamente, afim de perfurar o coração do grande homem, caso acertasse, Lyev simplesmente viraria de costas para ele - Pessoas ignorantes como você, são os piores cânceres desta terra... requiescant in pace.

Agora que o selvagem alfa já tinha sido lidado (possivelmente), Lyev sabia que a moral das tropas diminuiria consideravelmente, mas não podia relaxar ainda. Novamente, ele mandava seis lança para as linhas de frente, atrapalhar os atiradores, enquanto outras três ficariam pairando em torno do grupo para auxiliar qualquer ataque surpresa ou investida desesperada.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Nov 14, 2015 11:13 am

Lyev conseguia ser o alvo do líder daquelas pessoas. Isso realmente estava nos cálculos de Otohime, assim como Ryouji estar no poder de uma das motos. Os atiradores se dividiam entre Ryouji e o Trio que estava próximo. Já os dois motoqueiros restantes iam na direção de Otohime, Saito e Airi.

- Eu cuido dos atiradores... - falava num tom que só Airi e Saito ouvissem. - Conseguem se livrar dos motoqueiros não é? - A Katashi sabia que Saito conseguiria e confiava completamente na tecnologia de Airi, mas sabia que a amiga também tinha alguns problemas com a confiança em sua força, então olhava de canto de olho para Airi. - Eu sei que você tem uma carta na manga Airi. - Em seguida voltava a olhar para os atiradores - Pode fazer com que eles parem melhor do que qualquer um de nós...

Um sorriso largo surgia no delicado rosto da Katashi, enquanto seus olhos fuzilavam seus inimigos, brilhando num tom esmeralda muito intenso.

- Ah ah... que coisa feia.. não sabem que não se aponta armas na cara das pessoas quando não se vai atirar? - dizia num tom alto o bastante para que os atiradores ouvissem, mas sempre num tom doce e gentil que não combinava nem um pouco com aquele olhar. - É uma pena...ai ai... șoc seismic (Abale Sísmico). - Uma variação nova de uma das habilidades da garota. A Katashi fechava a mão da tatuagem em um punho e um soco era desferido no solo. Imediatamente o chão ao redor dos atiradores que miravam tanto no grupo que estava com ela quanto em Ryouji, começava a tremer numa intensidade muito grande. A o intuito da garota era deixa-los vulneráveis para que seus companheiros tivessem a oportunidade de atacá-los.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Nov 16, 2015 10:19 pm

Saito esperava facilmente que Otohime concordasse com ele em questão da radiação dos locais por onde andavam, mas para ele, o comentário de Lyev havia sido realmente inesperado. O garoto olhava para ele, e sorrindo respondia sem saber o que dizer a mais.

Ah.. er.. arigatou.

Com o tempo passado, e o ataque daqueles bárbaros à eles, Saito ouvia o que Lyev também dizia sobre se organizarem, e assim, aquela ordem se transformava numa espécie de quebra de colapso onde o garoto tinha, tomando um pouco de coragem, até ouvir com mais detalhe o que Otohime falava, que iria lidar com os atiradores, e ele, com os motoqueiros.

Hai!.

Saito segurava o bastão com a mão direita enquanto a mão esquerda ficava aberta, encostando no bastão, também. Ele fechava os olhos, e se concentrava em encontrar água naquele local, apesar de ser bem difícil de fazer isso, enquanto uma bolha de água surgia ao redor deles, onde ela bem fácil de encostar por ela e colocar o braço pra fora, mas tudo do lado de fora ficaria difícil de entrar na bolha.

[Flashback]

Sensei, como funciona essas coisas que vocês usam para movimentar o navio?.

Kin: -Existe várias formas de movimentar, Saito, mas o que geralmente usamos, é o combustível.

Esse combustível, o que seria?.

Ela se levantava, pensando, enquanto olhava para o alto.

Kin: -Pode variar também, mas os mais utilizados é a gasolina e o álcool. Ouvi falar sobre diesel e gás, mas nunca tive a chance de poder testá-los, já que nunca encontramos..

Humm.. mas não tem chance de dar uma falha e talvez explodir?.

Kin: -Para isso, precisa ter espaço para explodir. Sem espaço, ele não expande, haha..

Então se ele estiver meio cheio para vazio, ele.. vai explodir mais?!?!.

Kin: -Exatamente. Com a gasolina pelo menos. O que causa a reação, é o oxigênio junto com a gasolina em estado gasoso, e como ela se expande fácil, qualquer ignição pode fazê-lo explodir e se expandir mais e mais. Ou seja: um tanque cheio não explode.

Humm..

O garoto finalizava, pensativo, enquanto Kin ficava de olhos fechados, com as mãos na cintura e sorrindo, esperando algum elogio. Alguns segundos, e ela abria um dos olhos, e olhava diretamente para ele.

Kin: -Ei, você não vai me elogiar não? Não seja ingrato com sua sensei.

Ah, er.. Sumimasen, e, arigatou, sensei.

Kin não sabia se conter, e, olhando o garoto agir de uma maneira gentil e inocente, já bagunçava o cabelo dele e o segurava pelo braço.

Kin: -Venha, eu tenho que te mostrar mais coisas daqui, você vai adorar, hahahaha!

[Fim do flashback]

Saito não tinha mais o que pensar, tinha que agir de alguma forma em que pudesse ser prático, e ai, aos poucos, ele notava que aqueles tanques, não estavam tão cheios "mesmo", devido à escassez que todos conviviam.

Os tanques. Airi, mire neles, não estão cheios. Isso vai facilitar a reação explosiva.

E, esperando que ela tomasse conta de outros, se necessário, Saito fazia a bolha de água que estava ao redor dela, diminuir um pouco, pra facilitar mais o apetrecho no braço dela do lado de fora da bolha, caso ela estendesse ele por completo; e em toda a sua teoria, ele colocava à prova que o que tinha presenciado, estivesse correto: Havia moléculas de água dentro do tanque, dispersos, junto com o oxigênio e a gasolina, que não identificava bem, mas notava que existia uma fácil expansão deles por aquele pequeno compartimento. Sem pensar duas vezes, ele estendia o bastão à frente, e fazia com que aquelas moléculas de água, reagissem, ficassem cada vez mais agitadas, e consequentemente deixando o tanque mais quente, cada vez que eles passassem na frente deles, a cada volta que desse, e aos poucos, um deles notava que o motor começava a falhar pela falta de combustível.

Motoqueiro 1: -Huh? O que está acontecendo?
O mesmo colocava a mão no motor, notando estar muito aquecido, forçando o bombeamento da gasolina, que não saia, e, em alguns minutos (pelo menos 3), um dos tanques explodiam a moto de um deles, que voava para frente dos outros.

É.. pode parecer pouco, mas isso é cansativo....

Dizia em tom baixo, começando a respirar fundo, referente a um leve cansaço.

É diferente de, simplesmente controlar água, de um canto para outro. Comprimir, chacoalhar, todas elas, por um tempo, sem parar...

Seu bastão, apesar de ajudá-lo a se concentrar e ter até um alcance melhor, era pesado, quase todo de ouro maciço. Ficar segurando-o por até 3 minutos com o braço todo esticado e sem se mexer, também se tornava cansativo.

Eu podia ter tentado algo melhor...
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Nov 17, 2015 10:15 pm

Uma emboscada primitiva, os vândalos atacavam aleatoriamente com gritos e uma fúria incontrolável, se estivesse sozinha Airi teria medo, mas naquelas condições até mesmo ela poderia lutar, bastava esperar por uma possível oportunidade que seus aliados lhe dariam, se esta viesse, Airi estaria mais do que pronta.

Lyev sugeria possíveis estratégias de combate, tomando rapidamente a liderança do grupo, deixando Airi surpresa, e até mesmo com inveja de tamanha velocidade para tomar decisões tão importantes, ela percebia que sua experiência em tais situações não se comparavam a do rapaz, por isso decidia se concentrar no que podia fazer naquele momento, acenando positivamente para Otohime que lhe fazia uma pergunta.

Otohime desestabilizava vários inimigos com seus poderosos ataques enquanto Saito, mesmo sendo tão poderoso, dava a Airi uma oportunidade de atacar ao mesmo tempo que ele. "Mire nos tanques de combustível", ele dizia. E a garota, colocando sua mão esquerda pouco acima do pulso direito, criava um suporte para um disparo de sua luva.

Misturando seu conhecimento nas áreas da engenharia mecânica, biologia, engenharia elétrica e pergaminhos a respeito das auras e como elas funcionam, Airi conseguiu criar um mecanismo capaz de canalizar mesmo uma pequena quantidade de energia, num disparo poderoso, um tipo avançado de catalizador, que por dois anos lhe fez trabalhar duro para obter o sucesso.

Apesar de numa quantidade muito pequena, Airi nasceu com características de um portador de dois tipos de auras,  a aura do fogo, refletida em sua personalidade explosiva e pouca paciência, e a aura do vento, claramente demostrada em sua grande habilidade de observação e dedução. Treinando tanto quanto seu frágil corpo lhe permitia, Airi conseguiu utilizar ambas na forma de eletricidade, mas era fraca e completamente inútil num combate. Por isso, pensando em como poderia ser útil ao resto do grupo, ela gastou tanto tempo trabalhando naquele mecanismo que usava na mão direita.

Um disparo certeiro no tanque de combustível de uma das motos, uma poderosa rajada, como um pequeno relâmpago azul, com força o suficiente para fazer o veículo entrar em combustão, e derrubar seu motorista.

- Não precisa me dizer o obvio Saito, onde achou que eu ia disparar?

"Obrigada pela ajuda Saito, peguei ele!" Era o que realmente queria dizer, mas acabava novamente usando as palavras erradas.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 18, 2015 9:43 pm

Ryouji conseguia, facilmente, se livrar de um dos motoqueiros, e aquilo chamava a atenção de vários outros bandidos.

- Heh! Podem vir!

Estava esperando por aquilo, mas quem ele queria mesmo atrair, mirava em Lyev e não nele.

"Tch. Queria enfrentar o líder..."

Aquilo chateava o Kawano, mas não lhe tirava o foco. Seu papel ali era manter o máximo de inimigos longe de Saito, Otohime e Airi, assim os daria mais liberdade para agir. Agora era o centro das atenções de cerca de cinco atiradores e dez corpo-a-corpo, e antes que pudesse agir, Otohime lhe dava uma ajudinha, causando um tremor que nem Ryouji esperava.

- Uoaaahhh!!!

Ainda bem que tinha o guidão da moto para se segurar, senão o Kawano cairia, e imaginando que os inimigos que o cercavam tivessem perdido o equilíbrio, notava ser uma boa chance para se livrar deles. Com um sorriso no rosto, dizia em voz alta enquanto preparava seu ataque:

- Valeu Hime!!! .... AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!!!

E começando a gritar, com a mão que segurava o guidão daquela moto de "armadura" (o que a fazia ter uma massa enorme), Ryouji conseguia erguê-la do chão e usando o veículo como arma, girava seu corpo, para acertar em cheio todos que estavam próximos.

Ryouji podia não possuir nenhuma das auras elementais (excluindo a Escuridão), mas era dotado com uma força física monstruosa. Mesmo natural, sem a ajuda da escuridão, já era surreal. Talvez fosse por seu olho esquerdo, Yume no kuchiku-kan, mas o que pode lhe ter ajudado foram as brigas constantes em que entrava em Dragonland. Seja protegendo sua irmã dos problemas que ela atraía ou por diversão. O Kawano sempre foi bem ligado a lutas e era no campo de batalha onde conseguia expressar melhor todos os seus sentimentos e opiniões, através de seus punhos.
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