Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Terra de Ninguém

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 18, 2015 9:51 pm

Aqueles bandidos da Terra de ninguém até tentaram, mas o Dragão Bonzinho se provava forte mais uma vez. As reações e confiança plena do grupo os levaram a uma rápida reviravolta. Com a ideia de Saito, ele próprio e Airi conseguiam derrotar os dois motoqueiros restantes, Otohime, usando sua manipulação de terra, causava um tremor que tirava todos os inimigos próximos do equilíbrio, e se aproveitando disso, Ryouji conseguia nocautear os dez que o cercava usando a moto que estava ao seu lado, mas o clímax daquela batalha se dava com o final rápido da luta entre o líder dos bandidos e Lyev...

- Hah! Eu sou três de você garoto! Não ache que defendeu esse golpe com habilidade. - Levantando suas clavas mais uma vez, preparava para descer em direção de seu pequeno adversário, porém... - ! Argh, por que... não me mexo?!

O corpo inteiro do líder travava por causa da toxina, que nem notou justamente por estar acostumado com o cheiro daquela terra, vinda da lança que segurou instantes atrás, e logo seus braços caíam sem força alguma, incapaz de levantar suas armas, e suas pernas mal conseguiam sustentar o próprio corpo. De um instante para outro, o grande e furioso líder dos bandidos estava com um medo absurdo no olhar. Um idiota covarde era o que ele realmente era.

- Haha... ei, você sabe que eu tava brincando não é?... Podemos ser todos amigos e... IIIIAAAAAAAHHHHHHHH!!!

E como Lyev não teve misericórdia alguma, uma lança celestial atravessava o peito do líder, que com um olhar assustado acompanhado de um grito fino e alto, falecia. Assim, todos os bandidos que ainda estavam de pé (3 atiradores e 8 com arma branca) viam seu líder cair, e um dos atiradores acabava gritando.

- ANIKIIIIII!!!! ... - E tomado por uma fúria repentina, mirava seu rifle contra Lyev. - COMO OUSA! VOU VINGAR O ANIKI!!!

E incentivados com os gritos do companheiro, todos aqueles que estavam de pé partiam desgovernados em direção dos membros do Dragão Bonzinho, uma última investida desesperada, porém... aquilo não acabaria nada bem para eles, e até mesmo, para os nossos heróis...

Duas presenças poderosas aparecia de súbito, e estavam bem próximas. Acima das ruínas ao leste de onde a batalha acontecia, observando tudo e prontas para agir.

(Ordem de postagem: Ginchiyo e Yasushi)
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Ginchiyo

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Nov 23, 2015 11:06 pm


Alguns dias atrás, Terra de ninguém.

Caminhavam a passos lentos, como aqueles que não tem pressa, duas figuras atravessavam os perigosos caminhos daquele terrível lugar, usavam longas capas de aparência velha e surrada, com cores que se mesclavam aquela região desolada onde a cor de ferrugem prevalecia até onde os olhos podiam alcançar. Uma das figuras falava, numa voz despreocupada, mas estranhamente não dirigia suas palavras a pessoa ao seu lado, pois esta permanecia em silêncio.

Se continuar falando vou lhe partir em dois.

Uma voz de mulher, imponente como a de um general, falava com o que parecia ser nada, e mesmo que, nenhuma resposta viesse ela continuava o dialogo.

Não vou repetir, terá o que é seu quando a hora chegar, até lá, fique em silêncio, do contrário eu..

Ao mesmo tempo em que falava, sua mão esquerda se colocava sobre o cabo da katana que carregava na cintura. Dessa forma, o silêncio quebrado apenas pelo som de seus passos voltava a reinar.

Não demorava para encontrarem aquilo o que procuravam, um acampamento como vários outros pelos quais já haviam passado, com a diferença de que este parecia maior e melhor guardado. Provavelmente infestado de bandidos ou soldados, não importava realmente.

Chegamos, vamos acabar com isso, espero que seja o suficiente.

Caminhando até uma grande cerca de arame, a mulher entrelaçava seus dedos da mão por entre a cerca e puxava, abrindo um buraco, como se estivesse rasgando papel, mas quando ela o fazia, um projétil passava a centímetros de sua cabeça, arrancando seu capuz. Seu rosto agora revelado, era marcado por tatuagens e cicatrizes, cicatrizes estas causadas pelos golpes que tiraram a visão de seu olho esquerdo, pois este era branco e sem brilho, seu cabelo rosado mesmo amarrado alcançava sua cintura por dentro da capa.
O responsável pelo disparo era um guarda aquele acampamento, que com o barulho acabava alertando vários outros. Estava assustado, pois acabara de ver alguém rasgar uma cerca de arames com apenas uma das mãos, por isso ele voltava a atirar, de novo e de novo, mas a mulher de cabelos rosados conseguia desviar, com movimentos quase imperceptíveis que faziam com que as balas passassem direto. Não demorava e sua mão esquerda seguravam o guarda pelo pescoço, levantando-o do chão. Naquele momento, estranha luz era emitida pela katana daquela mulher, e o homem que segurava começava a gritar em agonia, a medida que seu corpo se desintegrava em cinzas que eram levadas pelo vento.
Continuavam seu avanço acampamento adentro, todos os inimigos que tocava, se transformavam em cinzas depois de gritarem em dor, e não demorava para chamarem a atenção de todos os guardas. No centro do acampamento, se encontravam agora cercados por todos os habitantes do lugar em grande estado de alerta. "Se rendam! Não tem como escaparem agora", diziam as pessoas apontando suas armas. A mulher sorria, enquanto o vento balançava sua capa revelando a ausência de seu braço direito, e falava.

Como eu disse, terá o que é seu quando a hora chegar...um banquete.

Ela entrava em posição de batalha, flexionando os joelhos e inclinando seu corpo para frente, e então levava sua mão ao cabo da espada, e os habitantes dali partiam para o ataque, porém a mulher era mais rápida e falava, um instante antes de puxar sua katana.

Devore, Queime, Desintegre tudo aquilo o que é vivo, Aamon.

Em grande velocidade a espada era retirada da bainha, e a medida que sua lamina era revelada, chamas vermelhas a acompanhavam, em uma fração de segundo, toda a área ao redor da mulher estava coberta pelo fogo, que se espalhava numa explosão repentina, transformando em cinzas todos aqueles que os cercavam.


Presente, alguns metros da batalha do Dragão Bonzinho.

Observando de longe, assistia atenciosamente a luta, e desta vez, falava com aquele que a acompanhava.

Está feito, todo esse trabalho encerrado por crianças.

Sem perder mais tempo, esperando que aquele que a acompanhava eliminasse os bandidos restantes, ela caminhava na direção dos "heróis" com os mesmo passos lentos, de quem nunca tem pressa. Sua mão não se aproximava da katana, e a mulher não emitia nenhuma intenção assassina.

Devemos agradece-los, por nos ajudarem em nossa missão.

Aquelas pessoas, deixavam sua katana inquieta, energias puras e limpas, prontas para serem devoradas. Mas ela a ignorava, revelando um sorriso extremamente amigável aqueles a sua frente, e logo curvando sua cabeça em agradecimento.
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Yasushi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Nov 24, 2015 5:36 pm

Yasushi estava de braços cruzados com sua katana embainhada em uma das mãos por trás da ruínas enquanto ouvia os sons da batalha entre o Dragão Bonzinho e bandidos daquela terra amaldiçoada. E a cada minuto que aquela luta se estendia, o garoto de baixa estatura (1, 66m) ia ficando impaciente por algum motivo. Seu pé direito começava a bater contra o solo com cada vez mais frequência, tanto que tudo aquilo acabava o levando para dias atrás...

~ 3 dias atrás. Proximidades do acampamento da Resistência. ~

Yasushi, e a outra figura, Ginchiyo, andavam lado a lado. Aquela mulher era sua mentora e ele ainda tinha muito a aprender. Porém, não era nenhum dos dois quem começava uma conversa mesmo andando a tanto tempo juntos enquanto executavam a missão em que estavam. Uma terceira voz, mas Ginchiyo não parecia escutá-la... apenas Yasushi.


Amo. A gente já chegou?! -


Uma voz feminina, um pouco infantil. De onde vinha? ... O garoto chegou a pensar nisso por um momento, mas logo se lembrava ao olhar para sua katana embainhada que carregava com a mão direita. Como todos de seu clã, sua espada também era amaldiçoada, e carregava o espírito de um demônio e este demônio era quem falava com ele. De forma natural, ele respondia, mentalmente.

- Ainda não...

Porém, o que era para ser uma simples, e única pergunta, se tornava em uma grande frustração, em parte de Yasushi. Porque de dez em dez segundos, o demônio sempre voltava a perguntar.


E agora Amo? Chegamos? -


- ...


Hein? Hein? ... -


- Não...


Ah tá... - 10 segundos depois. - ... Mas e agora? -


De repente, a mão direita do garoto apertava a bainha. Daí vinha sua frustração, aquele demônio enchia sua paciência todo santo dia e como no dicionário de Yasushi não existia essa palavra, acabava respondendo em voz alta.

- JOROGUMO! Poderia calar a boca só por um instante? Por favor?!!

Raiva. Pura raiva vinha de sua voz, que era mais abafada por conta do elmo que usava, tampando todo o seu rosto, deixando aparecer apenas seu olhos, que tinham um tom vermelho bem intenso. O demônio por sua vez, ficava 3 segundos em silêncio, até se manifestar mais uma vez...


AAAHHHH!!! O Amo ficou bravo comigo... não fica bravo. Me desculpa, desculpa, desculpa!!! ... -


Desesperada, ela não parava de se desculpar. E aquilo era ainda mais chato que antes. Yasushi sabia que aquilo não pararia até que ela se cansasse de chorar, mas não dava para deixar de ficar irritado, aquele sentimento apenas desapareceria quando entrasse em uma luta, único momento em que sua espada parava de lhe importunar. Esse foi o gatilho para que o garoto dirigisse palavras a sua mestre que ainda estava em silêncio mesmo depois do grito que deu segundos atrás.

- Chiyo-chan. Ainda falta muito? Jorogumo tá muito chata...

Porém nenhuma resposta era dada. Ginchiyo estava concentrada em outra coisa, e Yasushi nem se atrevia a perguntar de novo. Sua tutora era um mistério mesmo para ele que quase sempre a acompanhava, por nunca falar muito de si mesma e ter um posicionamento parecido com o de um general.

- Tch...

Era tudo o que dizia, ficando em silêncio enquanto tentava aturar todo o pedido de desculpas de Jorogumo em sua mente. Até que pouco tempo depois chegavam ao destino, o acampamento e antes que ele pudesse fazer algo, Ginchiyo agia antes, e quando essa agia o melhor que se podia fazer era ficar de longe. Era perigoso ficar próximo dela em uma luta, por isso Yasushi saltava para longe e ficava sentado em cima de algumas ruínas enquanto soltava um suspiro, assistindo sua mestre dizimar todos aqueles soldados.

Jorogumo, vendo que seu Amo estava com tédio, parava com os pedidos incessantes de desculpa para voltar a conversar com ele.


Amo, o que aconteceu? -


- Chiyo-chan se empolga demais as vezes... também queria lutar.


Não se preocupe meu Amo! Você ainda me tem, não precisa ficar chateado! -


Depois de ouvir isso, Yasushi batia a katana com força no chão da ruína ao seu lado.


Ai! Amo, por que fez isso?! -


- Como se só te ter bastasse, idiota... Ainda tenho um longo caminho pra percorrer.


Huhuhu... não acho que vá ser tão longa assim. O Amo é bem talentoso, é só uma questão de tempo para ser o mais forte! -


Yasushi se levantava, sem sequer responde aquele comentário de Jorogumo, Ginchiyo já havia limpado a área e estava na hora de ir, porém antes ele deixava palavras no ar, enquanto saltava para o lado de sua parceira.

- Uma questão de tempo... não é?


~ Presente. Próximos ao centro da Terra de Ninguém. ~

Amo, já está na hora? Hein, hein? -


Eis o motivo de Yasushi estar batendo o pé impacientemente. Jorogumo estava novamente lhe enchendo a paciência. Estava esperando o som da batalha ficar menor, já que este seria o sinal para começar a agir.

- Ainda não... falta pouco. - Respondia mentalmente.

E felizmente, faltava pouco mesmo. O som diminuía, indicando o número de adversários decaindo, e como não aguentava mais esperar, querendo sair daquele inferno de chatice, puxava com força sua katana da bainha.


IAAAAA!!! A-Amo... seja gentil... -


- E quando é que eu não fui?

Yasushi deixava sua aura escapar totalmente, era uma escuridão monstruosa, até chegava a mover o ar e levantar poeira em direção daquela batalha. Seus olhos vermelhos começavam a brilhar intensamente, e saia de trás da ruínas com um grande salto. Olhando para baixo, via todos em um bom campo de visão, e em um piscar de olhos memorizava a posição de cada um.

-
Venha, Jorogumo! Prenda-os por toda a eternidade!



Com toda a certeza, meu Amo! -


A aura escura de Yasushi se acumulava um pouco atrás de suas costas, e a figura de uma grande teia de aranha se formava. Jorogumo é um youkai meio humano e meio aranha, e aquela Jorogumo não era diferente. Instantes depois, da aura de teia sombria eram disparadas várias e várias teias, que eram velozes como um tiro de um revólver, porém nenhuma dela tinha a intenção de acertar os alvos. Poderiam acreditar nele ter uma mira ruim, mas o que ele fazia era cercar todo aquele campo de batalha com suas teias escuras. Uma aura que se materializava e era a partir dai que seu golpe se formava.

Com uma velocidade absurda, Yasushi descia correndo pelas suas teias, e sempre ganhando velocidade com os vários impulsos que tomava juntamente com a elasticidade que sua aura possuía, em questão de segundos já saltava de uma teia a outra quase invisível a olho nu, para quem tivesse uma visão normal. Apenas vultos eram vistos, e aquele campo tinha agora uma aranha sedenta por sangue. De um a um, Yasushi golpeava com sua katana, e nunca ficava parado em um lugar apenas, quando golpeava já se direcionava para a teia mais próxima, sem perder velocidade alguma.

O ataque durava 7 segundos, e ele direcionava um golpe letal para cada participante da batalha, usando de sua velocidade para confundir os sentidos dos inimigos e o golpe geralmente vinha pelas costas. Quando tudo acabava, Yasushi parava de se mover, e quando Ginchiyo fazia sua aparição, este em um piscar de olhos já estava ao seu lado mais uma vez, encarando aqueles que podiam ter sobrevivido ao seu golpe surpresa, mas assim que via o tipo de entrada que sua tutora fazia, acabava favorecendo sua entrada "amigável", direcionando palavras para os sobreviventes.

- Opa! Não vi vocês ai...
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 25, 2015 9:08 am

Os bandidos estavam desesperados depois que seu líder havia caído, e aquela investida não tinha como dar certo visto a força que o Dragão Bonzinho possuía. Porém, para a surpresa de todos que estavam na batalha, uma energia assustadora e escura surgia. Nenhum daqueles bandidos podia presenciar uma aura, não tinham afinidade, por isso apenas paravam a investida quando ouviam o grito de Yasushi, que estava em pleno ar preparado para um rasante. O que não acontecia, uma habilidade estranha era o que ele conjurava.

Sua aura escura havia se materializado em várias linhas, poucos elásticas e grudentas, e estavam espalhadas por todo aquele campo de batalha agora. Praticamente cada indivíduo agora estava cercado por "teias escuras", e a velocidade com que Yasushi se movia entre sua criação era absurda. Os bandidos não conseguiam ver nada, olhavam de um lado para o outro, confusos e quando o primeiro deles morria, decapitado por um vulto veloz, os outros ficavam ainda mais desesperados, começando a golpear as teias que os cercavam e então, muitos ficavam presos nelas, tornando presas fáceis para Yasushi.

Nos primeiros 5 segundos do golpe, todos os bandidos haviam morrido. A falta de espaço que os inimigos tinham com tanta "teia escura" e a frieza de Yasushi facilitou bastante o trabalho, e nos 2 últimos segundos chegava a vez do Dragão Bonzinho reagir ao golpes, e depois disso, à aparição da segunda presença, parceira do rapaz que havia acabado de dizimar todos os 39 bandidos que ainda viviam.

(Ordem de Postagem: Lyev Schneider, Otohime Katashi, Airi Nikolaievich, Ryouji Kawano e Saito Takeshi).
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 25, 2015 6:15 pm

O que é a Sorte? Um fenômeno mais conhecido como aleatoriedade, ou de fato existem decisões que você toma em dadas circunstâncias, que fazem você ser recompensado magicamente com uma ajuda em curto prazo? O próprio Lyev nunca teve uma opinião 100% formada sobre o assunto, mas sempre foi crível o pensamento sobre uma entidade divina que lhe agraciava ocasionalmente, conforme melhor lhe convém.

Mas... qual a razão de tal questionamento? Lyev tinha se virado quando o Brutamontes caíra, ele já não era mais um obstáculo a ser superado, e ao ficar de costas para a batalha que acontecia, ele viu. Bom, ver foi simples, afinal aqueles dois seres, um em manto de viagem e outro emanando uma terrível aura assassina e escura, simplesmente caminharam em direção deles e, tendo a antemão da "sorte" ao seu lado, Lyev teve um mínimo a mais de tempo para reagir.

- TEMOS COMPANHIA - Então tudo de súbito ficava muito escuro. - Droga!

Sem tempo para pensar, Lyev precisava agir. Se mover naquele momento não seria uma boa ideia, dado no que o terreno havia se transformado. Ele conseguia ver também, os fios quase invisíveis, espalhados como armadilhas de uma aranha por todos os lados. Como ele conseguia ver? Era difícil, mas alguém tão detalhista como Lyev, conseguiria ver algo até mais fino que aquilo! "Ok, talvez não. Não é hora de fazer piadas, se concentre!". Os ataques começavam, estranhamente por parte apenas de um deles, do mais invocadinho da dupla. Por... "sorte", os ataques começavam com os selvagens. Não, aquilo não eram ataques, eram execuções. Rápido como um raio e precisa como a mira de Mary Ann, aquele ser estranho tirava a vida de todos e Lyev sabia que seriam os próximos. "Não tem como saber se todos vão conseguir se defender, na dúvida ajude! Francamente..."

- Caelestis Lancea... ASPECTU!

O que mais desgastava Lyev não era o controle de nove lanças ao mesmo tempo, mas sim o ato de materializá-las e desmaterializá-las ao bel prazer, e quando a distância para fazer a materialização era maior do que um metro e meio, o desgaste mental é exponencialmente maior. Mas maior que o desgaste mental desta técnica, era a falta de confiança nos outros. Era óbvio que haviam parceiros seus ali naquele momento, com muito mais capacidades de se defender do que ele próprio, mas Lyev não conseguia confiar 100% nisso, ele precisava ter um controle total do campo de batalha, o tempo todo.

Com isso em mente, as nove lanças subitamente sumiam e reapareciam instantaneamente, 2 para Otohime, 1 para Ryouji, 2 para Saito, 2 para Airi e 2 para ele próprio. As lanças surgiam com o intuito de auxiliar na defesa de seus aliados, cobrir algum flanco vulnerável, impedir o ataque de algum ponto cego. No caso de Airi, Lyev forçava ainda mais sua mente para que suas duas lanças defendessem o ataque custe o que custar. Para sí, ele posicionava estrategicamente as duas lanças de modo que
otimizasse as chances de defesa, com base nos prováveis ângulos em que ele receberia o ataque.

Então, o golpe vinha. Lyev o enxergava tarde demais, mas sua lança que protegia seu flanco esquerdo fazia o trabalho para ele, se ponto na frente do golpe de forma que a lâmina apenas deslizaria pela extensão da lança, arrancando inúmeras faíscas durante o processo. Por fim, a sequência de sete intermináveis segundos finalmente chegava ao seu fim, apenas para em seguida uma frasesinha canalha vir da boca daquele cara após a mulher, que parecia ser a líder, dar seus agradecimentos ao grupo.

- Ora, não se preocupe, garanto que em seu alvoroço maníaco assassino, você dificilmente vê alguma coisa além de futuros cadáveres. - Uma pausa. - O elmo também não parece ajudar...

Lyev não queria deixar transparecer, mas seu coração batia apertado no peito e seus pulmões clamavam por mais oxigênio, afinal sua técnica lhe desgastara muito e ele lutava para controlar sua respiração. Sem falar na incrível dor de cabeça que estava sentindo. Podia sentir o suor escorrer pelo rosto, mas ele mantinha a pose e passava uma das mãos no seus cabelos."Expirar, inspirar... droga, como eu queria um analgésico agora... Foco, foco." Quem eram aqueles dois? Com certeza não faziam parte da Terra de Ninguém... também não pareciam estar bem intencionados.

- Sempre bom saber que estamos ajudando viajantes misteriosos e arrepiantes, principalmente quando o agradecimento é com uma tentativa de assassinato. - Lyev suspirava, com uma das mãos no bolso. Suas lanças pairando de volta em torno dele, lentamente. - Mas confesso que fiquei curioso... Por algum acaso sua missão seria transformar pessoas desta terra em cinzas? Aliás, sua missão começou quantos dias atrás exatamente? Desculpe a curiosidade, mas eu adoraria saber dos detalhes.

Eles estavam claramente viajando, aqueles trajes já os denunciaram. Um deles possui habilidades sobre-humanas, é apenas natural (para Lyev) deduzir que aquela mulher também o tinha. Após toda a gangue de bandidos ter sido morta, a mulher vem agradecer por ter ajudado na missão? Já estava mais do que óbvio, pelo menos para Lyev. Aquelas eram as pessoas causando tudo, e provavelmente eles entrariam em combate muito em breve. Ele não conseguia decidir se fora Azar... ou Sorte.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Nov 25, 2015 8:42 pm

"Pericol"

Como um sussurro aos ouvidos de Otohime, a palavra perigo entrava no mesmo instante em que sentia duas energias claramente nada amistosas por perto.

- Como não notei antes... - sussurrava a garota para si mesma, já liberando completamente sua energia. Uma energia muito forte e claramente oposta à aura assassina que os ameaçava. Seus cabelos castanhos tornavam-se prateados e a tatuagem que antes ocupava apenas a mão da garota, agora subia por todo o braço e parava após cobrir o pescoço de Otohime - Zeita mea, dă-mi putere (Minha Deusa, me dê forças) - a garota fechava os olhos.

"Numa guerra, seus olhos podem enganá-la, pequena... você deve ouvir... deve sentir tudo ao seu redor"

A voz de Amaya vinha na mente de Otohime quem, mesmo de olhos fechados, sabia exatamente de onde cada golpe da pessoa que tinha uma aura assassina vinha.

- Aer, terestru ... Am nevoie de tine (Ar, terra... preciso de vocês). - Enquanto dizia essas palavras, a Katashi conseguia desviar de vários golpes e quando não havia como escapar, um pilar de pedra surgia na frente do golpe, fazendo um estalo muito alto ser emitido, ou uma lança de Lyev entrava na frente antes.

Assim como seu companheiro, as colunas de pedra também protegeriam a pequena Airi se necessário.

Durante os 7 segundos a garota permaneceu de olhos fechados, só os abrindo quando as vozes daquelas pessoas eram emitidas finalmente. Os verdes olhos da Katashi iam diretamente na direção da voz da mulher que tentava parecer gentil? Tantas perguntas surgiam na mente da garota. As energias daquelas pessoas faziam a garota lembrar do que a terra lhe mostrou, ficando claramente mais pálida.

"suferință" (sofrimento)

- Acredito eu que estejam de passagem, não é mesmo? - Assim que essas palavras eram ditas, Lyev fazia aquelas perguntas. Otohime suspirava. - Não precisava ser assim tão direto... - sussurrava a garota.

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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Nov 29, 2015 4:25 pm

A batalha estava prestes a ser decidida,  de um lado os vândalos tentavam um ataque desesperado com tudo o que tinham, do outro, Airi e seus amigos se preparavam para finalizar a luta. Mas não ocorria como a pequena Kawano previa, novas presenças se revelavam, e uma delas atacava e "exterminava" os bandidos. Mas não parava por ai, pouco antes de Airi tentar falar, o ataque continuava. Teias e morte, um ataque que os olhos de Airi não podiam acompanhar, por isso ela não sabia dizer com precisão o que estava acontecendo.

- É rápido, muito rápido.

Apesar de ter se provado útil na batalha anterior, dessa vez Airi sabia que não havia nada que pudesse fazer. Se estivesse sozinha, seria pega pela habilidade e feita em pedaços em instantes. Mas não estava, e sabia muito bem disso. Dessa forma, ela agia, sem dizer uma só palavra, e se abaixava cobrindo a cabeça com as mãos. Os ataques passavam, e aqueles que deveriam atingi-la eram rebatidos ou bloqueados por seus amigos, e Airi saía ilesa mais uma vez.

- Obriga..

Algo raro estava para acontecer, Airi pretendia agradece-los pela ajuda, mas no momento em que abriu sua boca, foi cortada pelo dialogo que se iniciava entre os estranhos e seu grupo.

- Tsc, se está assim tão agradecida, tira logo essa cara feia da nossa frente, e leva esse palhaço de capacete com você.

Ela apontava para os dois irritada, assim como Lyev, Airi também pode perceber que aqueles eram os responsáveis pelo ataque ao acampamento, mas temia pela força daqueles dois. Não por que não confiava na força de seus amigos, mas por que temia por eles e se pudesse evitar uma luta ela preferia faze-lo. Porém Airi nunca foi boa com as palavras, e quando tentou pedi-los para ir embora acabou se complicando.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Nov 29, 2015 5:26 pm

Com o término de seu golpe, Ryouji soltava a moto que caía no chão, se arrastando por uma certa distância, dada a inércia, antes de parar. Nocauteou muitos, porém estava ofegante, aquela moto era muito pesada e um momento brusco daquele foi difícil para o seu corpo, que estava com os músculos do braço usado totalmente tensionados.

- Ha... hahaha! Tô começando a me divertir!

Com gotas de suor no rosto, Ryouji olhava para o restante dos inimigos com um sorriso no rosto. Era quando ouvia um grito do lado onde Lyev batalhava. Ele havia matado o líder dos bandidos e aquilo deixava o Kawano assustado, pensando no porquê daquilo, dirigia sua palavra ao novo membro.

- Ei Lyev! O que você pensa que tá... - Mas não havia tempo. O restante dos bandidos estavam furiosos e sedentos por vingança com a morte do líder, e Ryouji não tinha escolha a não ser se focar nos inimigos que vinham em disparada. - Tch. Que droga!

A batalha teria uma conclusão agora, Ryouji não tentaria machucar muito aqueles frágeis bandidos, agora que estavam praticamente agindo por si sós, mas era o momento em que duas novas presenças apareciam, e uma delas, liberava uma aura escura similar a do próprio Kawano, mas com uma intenção assassina muito grande, tão grande que o fazia sentir um breve calafrio.

- O que é...

"Teias" desciam dos céus, acertando o chão e em instantes se sentia no lar de uma aranha, e em seguida, os bandidos, um por um, iam caindo, mortos pelo inimigo que possuía a intenção assassina. Toda aquela aniquilação deixava o Kawano muito irritado, e sem pensar duas vezes, tocava nas teias e tentava as partir, pra abrir caminho e confrontar o novo inimigo, mas aquela habilidade estranha deixava ambas suas mãos atadas.

- Mas que merda é essa?! - E fazendo uma força extrema, tentava se soltar daquela armadilha. - Solta, solta!

Ryouji não sabia, mas por ter feito aquilo, quando o último bandido havia caído, o inimigo virava suas atenções a ele, sendo assim o Kawano o próximo alvo. Mas, liberando sua aura de escuridão nos punhos, o usuário do Yume no kuchiku-kan, conseguia aumentar exponencialmente sua força e era capaz de arrancar aquela teia de sua base no chão, e enquanto girava, colocava seu punho esquerdo na frente do golpe que mirava em suas costelas, o aparando a tempo, mas deixando um belo corte ao longo do braço esquerdo.

Toda a tensão daquele golpe terminava após seus 7 segundos de duração, e Ryouji apenas conseguia olhar para os novos "convidados" com pelo menos 3 veias quase estourando em sua testa. Estava irritado, e enquanto ouvia as palavras de agradecimento da mulher que acompanhava o responsável pela morte do restante dos bandidos, terminava de se livrar daquela teia, e ignorando o grande corte em seu braço, perguntava algo para o seus companheiros, e eles podiam perceber o quão irritado estava pelo tom de sua voz.

- Pessoal... eu posso socar a cara desses dois, não posso?...
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Nov 30, 2015 6:50 am

Saito não havia gastado muita mana com o uso daquelas habilidades. O único problema dela foi em questão do tempo, do alcance, e da velocidade, agindo como uma espécie de micro-ondas e esperando que não entendesse o que se passava. A habilidade que consumia mais, era a bolha que tinha nele e em Airi, que usava a todo momento, e, por ser uma habilidade "quase passiva", ou melhor falando: agia naturalmente, o loiro não se preocupava tanto, até certo momento.

Saito sentia de longe alguma coisa chegando, ao início de tudo. Observadores? refugiados? Sobreviventes? Ou mais rebeldes da terra? Ele não sabia, até sentir uma aura maligna surgir dele.

Isso não é bom...

E para se concretizar o que estava começando a prever, aquele ser mascarado descia, enquanto Lyev alertava a todos. Saito fazia a bolha a tempo em Airi, diminuir, mas ficar mais espessa, cerca de 3x mais que a dele, que mesmo parando o golpe dos dois, a que estaria nela poderia parar até um caminhão em uma altíssima velocidade.

Shimatta.

Uma leve dor de cabeça, e se colocando em um dos seus próprios joelhos, o jovem loiro, segurando o bastão esticado em direção a airi, que mesmo perto, facilitava para ele, mas diante da enorme velocidade que aquele ser tinha, ele se forçava a tentar prever ao menos que eles estavam em perigo. Em um piscar de olhos, tudo estava envolto de teias negras, onde o jovem se recusava a encostar nelas, pois notava claramente ser um território do usuário, e qualquer coisa que fossem tentar fazer, seria claramente uma armadilha.

Está tudo bem.. ?.

Ele se referia a Airi. Só então que ele percebia que haviam linhas brancas por cima deles, muito bem conhecidas, como Caelestis Lancea (digno de buscar conhecer mais magia do que as que sabe fazer), por cima deles. O rapaz ficava impressionado com a velocidade de reação de Lyev, e se fosse por agradecer mentalmente, ele faria ali, mas não achava totalmente necessário, pelo menos para ele, mas para Airi, era algo a mais. Reação, Lyev acabava tendo a mais rápida não só nos golpes a defender, mas também a já responder aqueles dois seres, onde aparentava ser o líder, e falando primeiro. Aquilo acabava sendo desconsiderado pelo loiro, sabendo que era uma boa artimanha para arrancar informações, e até então, ele notava Otohime, que estava com sua tatuagem maior, e depois, seus olhos voltavam a Ryouji, que estava com um enorme corte no braço. Ele decidia falar alguma coisa para o pessoal do grupo, mas acabava deixando de lado por perceber que, seria desnecessário e poderia comprometer em alguma coisa, como por exemplo, vazar os nomes deles.

Se tinhas missão a fazerem aqui, e nós a fizemos, poderíamos receber algum mérito ou uma recompensa, não é mesmo? Em uma terra sem lei, aqui vale mais do que lá fora.. ou então.. quer dizer que vocês são viajantes mal agradecidos que roubam o peixe dos outros, certo?

Enquanto dizia, Saito dava-lhe os ombros. Ele nunca foi de provocar ninguém com o que dizia, mas aquele instinto assassino, com o fato de ver seres poderosos, ele tinha que entrar na onda de Lyev, mesmo que o próprio jovem loiro não fosse inteligente o bastante pra isso.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Nov 30, 2015 9:17 am

Com a morte de todos os bandidos da área, e o Dragão Bonzinho sobrevivendo ao seu modo de um ataque poderoso vindo de Yasushi, a cena se desenrolava com a apresentação de Ginchiyo. Nossos viajantes interagiam com as duas novas presenças, e mesmo a mulher parecendo ser bem tranquila, nada tirava a tensão do massacre que havia acontecido a segundos atrás. Estavam em um impasse, um clima pesado, que Ryouji já pretendia tirar ao fazer aquela pergunta a seus companheiros.

Porém, enquanto falavam com Ginchiyo e Yasushi, dos corpos dos bandidos uma estranha energia começava a emanar. Não era uma aura agressiva, tanto que não possuía hostilidade alguma, estava... reagindo a alguma coisa. Restava a dupla misteriosa continuar sua interação com o Dragão Bonzinho, ou... fazer algo a mais...

(Ordem de postagem: Ginchiyo e Yasushi).
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 01, 2015 10:23 pm

O ataque de seu aprendiz não fora ordenado pela mulher, mas ela não o repreendia, e parecia não se importar. Não conhecia aquelas pessoas, mas sabia dizer exatamente de onde vieram, "DragonLand" a ilha dos dragões, e o lar de pessoas cujos poderes superam todos os limites. Pareciam agitados a principio, mas não perdiam a calma, e talvez a razão de ainda não os terem atacado fosse a imediata atitude daquele que parecia liderar o grupo. Com palavras rápidas ele mostrava já ter conhecimento sobre os ataques aos acampamentos. Porém, todos os outros tinham também algo a dizer, palavras ofensivas e dúvidas. Tantas palavras faziam a mulher suspirar.

Tenham calma!

Colocando a mão sobre o ombro de seu discípulo ela voltava a falar, numa voz calma, mas ao mesmo tempo provocadora.

Como eu disse, nossa missão foi cumprida, não há motivos para nos enfrentarmos. Pude sentir o tamanho de seu poder, por isso odiaria iniciar uma luta desnecessária.

Caminhando alguns passos para perto de Lyev, ela voltava a falar com um sorriso no rosto, como quem conversa com um amigo ou aliado.

Não pude deixar de notar seu interesse em nossa missão, como estamos em débito, devo responde-lo.

Agora muito próxima a Lyev ela respondia sua pergunta "Por algum acaso sua missão seria transformar pessoas desta terra em cinzas?", sorrindo educadamente. Não se podia notar hesitação em suas palavras, nem em sua respiração, sua sinceridade era assustadora, e ao mesmo tempo se assemelhava ao sarcasmo.

Sim, nossa missão é simples, devemos preencher um artefacto com indeterminado numero de vidas, pois esta é a unica maneira de utilizar todo o seu poder. Se prestar atenção, perceberá a energia daqueles que morreram sendo drenada. E nossa missão foi iniciada a pouco menos de duas semanas.

Agora virando as costas ao rapaz, a mulher caminhava devagar.

E foi concluída, por isso lhes peço.

Ela parava ao lado de seu aprendiz, e perguntava, aguardando uma resposta rápida

Nos deixariam partir em paz?
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 01, 2015 10:59 pm

Conseguimos, Amo? -

"Sim, já posso sentir a energia sendo drenada dos mortos..."
Então... missão completa? Não precisamos mais andar por essa terra? -

"Provavelmente..."

Era o que Yasushi dizia a Jorogumo, de uma forma mental, enquanto observava sua mestre continuar o diálogo contra aqueles que sobreviveram ao seu veloz ataque. O rapaz sabia que aqueles eram mais fortes do que muitos humanos que já enfrentou, afinal, haviam conseguido acompanhar seus ataques. Não era nada bom, mesmo ouvindo Ginchiyo falar que a missão estava completa, ele queria muito lutar contra aquelas pessoas, tanto que a mão que segurava a katana tremia levemente, de ansiedade.

Hoho... meu Amo está animado! O que foi? Finalmente me aceitou como esposa? -

"Heh... cala a boca. Eu só... droga, eles são fortes, quero lutar!"
E por que não vai meu Amo? Te acompanharei em qualquer decisão! -

"Chiyo-chan pode ficar brava, e talvez não terá diversão se isso acontecer... devo esperar."
... Como quiser, meu Amo. Qualquer coisa, estou prontinha pra você! -


E mais uma vez, a katana era batida, agora contra o solo daquela terra.


Ai ai! Por que você sempre faz isso Amo?! -

"Você fala demais... precisa aprender a se controlar."
... Hai hai... - Tom desanimado. -


A partir de então, os olhos vermelhos de Yasushi ficavam acompanhando tanto a movimentação de sua mestre, quanto as ações que aquelas pessoas poderiam começar. E mesmo com a mão tremendo levemente de ansiedade, estava preparado para caso uma batalha começasse. Porém, a irresponsabilidade de Ginchiyo acabava o surpreendendo outra vez...

- Ei Chiyo-chan! Tem certeza que é boa ideia sair contando tudo assim?!

Dizia o rapaz, com uma gota em sua nuca questionando a decisão de sua tutora...
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 01, 2015 11:01 pm

(Ordem de Postagem: Lyev Schneider, Ryouji Kawano, Saito Takeshi, Otohime Katashi e Airi Nikolaievich).
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 02, 2015 6:37 pm

"Ótimo, eles pensam que eu sou o líder..." Confundir o inimigo nem que fosse com coisas pequenas, já era uma vantagem estratégica, afinal de contas, Lyev e os outros sabiam exatamente quem estava em comando dentre os dois seres misteriosos. Mas aquela mulher não estava para brincadeiras, nem um pouco. Não haviam intenções assassinas, mas a forma como ela falava lhe mandava alertas de perigo o tempo todo. Conforme ela se aproximava, as nove lanças do ex-Tenente da resistência acompanhavam sutilmente seu deslocamento, como se fossem flechas num arco retesado, prontas para ser disparadas no menor dos alertas.

E muito embora estivesse em silêncio o tempo todo, com seu olhar frio e calculista, encarando profundamente os olhos de Ginchiyo, por dentro Lyev não tinha tanta segurança assim. "Esses caras não tão pra brincadeira... parabéns Lyev, se colocou novamente numa posição de alto risco de morte. E aí? Vai ser lembrado como agora? Aqui jaz Lyev Schneider, ex-Tenente e Estrategista da Resistência, morreu após querer pagar de líder de um grupo denominado Dragão Bonzinho para dois assassinos sem escrúpulos." O pensamento era um tanto cômico e quase o distraiu do cansaço mental que ameaçava atingi-lo. Mesmo assim, não podia deixar de abrir um meio sorriso para a mulher em sua frente.

- Você é realmente um amor de pessoa. - A postura do garoto parecia estar mais relaxada. - Eu estava apenas pensando no quão sortudos nós somos, poucas horas nesse lugar abençoado e não apenas encontramos os suspeitos dos assassinatos, como eles se provam pessoas solícitas o suficiente pra nos livras de terríveis bandidos e ainda se oferecem para acabarmos com o assunto pacificamente! Sem falar é claro, nas suas agora claras motivações medonhas de sacrifícios ritualísticos e profanos. Não poderia estar mais feliz, de coração. - Mais uma pausa dramática. - Mas é claro que a decisão de deixar vocês partirem não cabe a mim, certo? O que você diz, Líder?

Essa última pergunta, é claro, foi destinada a Airi. Ele tomava o cuidado de usar a palavra 'Líder', e não 'Capitã', pois isso tornaria mais difícil ainda da dupla assassina saber quem estava dando as ordens ali, sem falar que ao dizer tais palavras, Lyev estava se pondo apostos para engajar em combate se fosse necessário, ou partir numa retirada estratégica. Mas de uma coisa ele sabia, aqueles caras não planejavam deixá-los sair vivos, ainda mais depois de terem revelado seus planos.

- Ah, e já que você é uma mulher tão delicada e compreensiva, poderia dizer para nós quem são vocês? E se não for abusar muito de vossa caridade, eu adoraria saber que artefato é esse. Sabe, eu sou uma pessoa muuuito curiosa...
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 02, 2015 9:49 pm

Todo um massacre na frente de seus olhos, sua irmã poderia ser uma daquelas pessoas, mas tinha a sorte de ter companheiros tão poderosos... o Kawano não foi até ali para ver tanta atrocidade, ele queria mesmo parar tudo aquilo, não deixar ninguém morrer, trocar opiniões usando os punhos e não trocar vidas, porém, a vida não poderia ser um mar de rosas.

Era tudo culpa daqueles dois seres misteriosos, que se sentiam em casa mesmo após do massacre. Conversando com eles como se fossem... amigos. Eles eram tudo, menos amigos, era o que o rapaz pensava enquanto cerrava ambos os punhos, ficando ainda mais furioso a cada palavra que saia de Yasushi e Ginchiyo, principalmente de Ginchiyo.

Aquela mulher revelava seu plano, e mesmo não entendendo nem metade daquela explicação, sabia que tudo o que carregava artefato e morte não acabava nada bem. Era perigoso, e aquilo foi justamente a brecha para que ele pudesse agir sem se importar com a resposta de seus companheiros. Tinha que colocar aquele mal abaixo agora, ou muitos ainda morreriam por nada.

Quando Ginchiyo estava do lado de Yasushi novamente, após explicar tudo e deixar uma pergunta no ar, Ryouji se manifestava logo depois de Lyev, com um ódio puro em sua voz.

- Me desculpe Lyev... mas acho que ela não vai conseguir falar por um bom tempo...

E dizendo isso, liberava o resto de sua aura escura. E em instantes, uma investida e já estava de frente para os inimigos. Mesmo que tenha sido Yasushi quem causou todo aquele massacre, o Kawano sabia que Ginchiyo era mais perigosa, e caso a deixasse bem ocupada, as coisas se sairiam mais fáceis e seguras para o lado de Airi. Por isso enfrentar o mais forte sempre era a prioridade para Ryouji.

- Vocês não vão sair daqui em paz! Vou dar uma boa luta pra vocês!

E contraindo os músculos de seu braço direito, direcionava um soco afiado e veloz contra o rosto de Ginchiyo, já aplicando um outro golpe, com o punho livre, em seguida. Uma rajada de golpes com a intenção de distanciá-la do parceiro e partir para uma luta a sós, ele também contaria com seus companheiros para saber o que ele estava querendo e deter Yasushi de atrapalhar...
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Dez 03, 2015 1:44 pm

Depois de todo o ocorrido, o jovem loiro estava um pouco cansado com a grande carga de mana que havia usado em questão de segundos, mas aos poucos, ele se recuperava bem. Ele analisava a conversa de Lyev com a dupla, e sabia que mesmo que parecesse ser amigável, aquilo era melhor do que lutar.

Artefato? Vidas a requerir? Certamente aquilo não era bom, independente do que fosse, em mãos perigosas, aquilo implicaria em problemas futuros, independente da hora que fosse, até que Ryouji decidia atacá-los sem muita conversa.

Isso não vai ser nada bom...

Dizia em tom baixo, se aproximando de airi e complementando a "bolha" que ficava entre eles, deixando-a em uma só, se abaixando um pouco e observando.

Seu irmão não poderia ficar.. um pouco mais calmo não?.

Dizia a ela, observando-os, e não sabendo ao certo o que fazer, sendo que um tentava decidir a situação politicamente, enquanto o outro, parecia não querer conversa alguma.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Dez 04, 2015 12:26 am

Tudo parecia ir para um caminho mais tranquilo. Claro que aquelas pessoas não eram confiáveis e Otohime havia notado a vontade de Yasushi em continuar lutando. Porém, se pudessem adiar aquela luta ainda mais tempo seria o ideal, assim todos se recuperariam.

Infelizmente na vida, nem tudo é como esperamos. Enquanto Otohime, Saito e provavelmente Lyev estariam com um desgaste grande, claramente precisando de uma pausa, Ryouji, sem pensar duas vezes partia para cima dos inimigos, oferecendo uma clara motivação para que eles finalmente os atacassem.

- Tsc... Isso não é nem um pouco bom... – sussurrava.

A Katashi claramente se preocupava com a atitude do amigo.

“Se ele pensasse um pouco notaria que está colocando em risco a vida de quem ele mais quer proteger...” – pensava a garota, olhando brevemente para Airi.

- MAS QUE DROGA RYOUJI! – A filha de Jin abaixava imediatamente, tocando o chão e no mesmo instante um círculo mágico surgia bem onde Airi estava, pensando em manter a garota segura caso realmente eles resolvessem atacar a todos por causa da atitude impulsiva do Kawano. – Zeita mama. Nu lasa inamicii adentrem marca ta. Proteja cu puterea de elemente dvs. de bunătate și adevărul vostru. (Deusa mãe. Não permita que os inimigos adentrem tua marca. Proteja com a força de teus elementos, de tua bondade e tua verdade.) – a garota murmurava essas palavras, olhando para a dupla inimiga.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Dez 07, 2015 6:04 pm

Apesar de todas as provocações e a tensão presente entre ambos os lados, uma luta ainda não havia começado. A suposta "líder" daquela misteriosa dupla agia de maneira gentil e educada, mas ao mesmo tempo irritante. Pedia-lhes permissão para partir, e ao mesmo tempo revelava ser culpada pelo desaparecimento dos membros da Resistência em seus acampamentos. Mas Airi que normalmente ficaria irritada com tal atitude, sentia agora um alivio inesperado, pois as palavras da mulher revelavam que ela não sabia nada sobre a existência de uma "Resistência" e tratava aqueles que matou como bandidos comuns naquela região.

O pedido de retirada era feito a Lyev, mas este o repassava para Airi que não tinha tempo para se sentir ofendida, e rapidamente elaborava uma decisão. Em sua mente, numa fração de segundos ela refletia.

- "Eles lutaram muito, estão cansados tenho certeza. Estas pessoas são fortes, o homem parece em ótimas condições mesmo depois de um ataque tão elaborado. Devemos recuar, essa é a opção mais viável.. Mas..."

Naquele momento, inúmeras situações passavam por sua mente, momentos em que não era a pessoa a liderar, mas seguia as decisões de alguém com menos de 1% do seu intelecto, Lin.

- "O que ela faria? Provavelmente diria algo como: -Vocês não vão"

Uma voz interrompia seus pensamentos, era Ryouji e este partia na direção dos oponentes enquanto falava.

-"Vocês não vão sair daqui em paz! Vou dar uma boa luta pra vocês!"

Airi se assustava no primeiro momento e tentava gritar o nome de seu irmão, mas só então percebia que ele e Lin eram realmente muito parecidos, pelo menos a maneira idiota de pensar. Airi o conhecia melhor do que qualquer um ali, por isso agora ela se considerava burra, por não ter percebido que Ryouji jamais conseguiria se segurar. Seu olho, sua maldição não permitira, seu irmão podia controlar tão bem aquela magia que Airi por diversas vezes se esquecia de sua existência, apenas para se lembrar no momento em que se olhava no espelho, e encarava o buraco deixado pela inexistência de seu olho esquerdo, o qual nunca veio a se desenvolver. E era nesse mesmo "buraco", agora coberto por seu tapa-olho, que Airi encostava sua mão e por um instante, compartilhava do problema de seu irmão. Juntava seu folego e gritava, tentando de alguma maneira apoia-lo, agora que sabia que o problema não tinha solução, mas seu terrível problema de comunicação atacava novamente.

- Ryouji, o que você tá fazendo?! Seu idiota!!!!

Sem perderem tempo, ou esperarem por seu sinal, todos defendiam Airi com sua habilidades, ela entendia que naquele momento não havia nada que ela pudesse fazer, pelo menos não por enquanto, mas ela tentava prestar atenção.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Dez 07, 2015 9:24 pm

O Sol, que castigava a Terra de Ninguém durante o dia, já estava se pondo. O primeiro dia do Dragão Bonzinho naquela terra estava acabando, mas podia estar apenas... começando. A aparição daqueles dois inimigos, mesmo que estivessem sendo "amigáveis" a princípio, não deixou Ryouji nem um pouco feliz, o levando a iniciar uma batalha, ignorando a opinião seus companheiros, que não queriam lutar desnecessariamente. Para o Kawano, eliminar aqueles dois ali e agora seria a maior segurança que podiam ter.

A temperatura do lugar, despencava de acordo com o pôr-do-Sol. E o Dragão Bonzinho, vendo a atitude agressiva de seu membro, decidiam ficar na defensiva por enquanto, armando uma proteção para os ataques que provavelmente receberiam. Enquanto Ryouji estava na linha de frente, todos os outros se defendiam na retaguarda. Porém, como aqueles assassinos reagiriam a tudo isso? O punho do Kawano já estava indo em direção do rosto de Ginchiyo.

(Ordem de postagem: Ginchiyo, Yasushi, Lyev, Ryouji, Otohime, Saito e Airi).
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Dez 12, 2015 11:38 am

Ela aguardava com o mesmo sorriso no rosto, sua ideia estava errada, pois na verdade a pequena garota de boca suja era a lider daquele grupo. Mas isso não importava, eles tinham uma decisão a tomar. Poderiam deixa-la ir, e talvez sangue não fosse derramado, ou se colocariam em seu caminho e o resultado não seria agradável. A resposta se revelava, quando o garoto de cabeça quente corria em sua direção, ansioso por uma luta. Ginchiyo podia ver naquele rapaz um grande poder, mas ainda assim suspirava.

Então essa é sua resposta...que pena.

O golpe se aproximava numa velocidade incrível, e Ginchiyo parecia não fazer nada a respeito nos primeiros instantes, mas pouco antes de recebe-lo, ela levantava sua katana, segurando-a pela bainha, e com o cabo bloqueava o ataque de Ryouji, que a fazia recuar um passo para trás. Mas outros golpes viriam, e para bloqueá-los ela repetiria o mesmo procedimento, defendendo-os com o cabo de sua katana. Apesar de só possuir um de seus braços, Ginchiyo conseguia defender todos os golpes do rapaz, porém era forçada a recuar pouco a pouco, se afastando assim de seu discípulo. Um breve sorriso surgia em seu rosto, e ela falava n um tom calmo e ao mesmo tempo provocativo.

Tanto poder, é uma pena desperdiça-lo assim.

A medida que golpeava a espada de Ginchiyo, Ryouji poderia sentir, uma fome incontrolável, um desejo medonho, como se os olhos de um predador estivessem sobre ele, e tudo isso não era proveniente da mulher, mas sim de sua katana.

Em determinado momento, Ginchiyo decidia aproveitar uma das várias aberturas deixadas por aquela barragem de golpes, usando a força daqueles socos contra o próprio Ryouji, ela desviava um de seus punhos para a direita, e num movimento rápido, ela girava aplicando um chute direto na barriga de seu oponente. Caso aquilo funcionasse, Ryouji seria afastado de Ginchiyo. Assim ela colocaria a katana, ainda embainhada novamente na cintura e falaria.

Vejo que somos parecidos, com o treinamento certo você seria invencível. Mas do jeito que está agora não encostará um dedo em mim.

Quando falava sobre serem parecidos, Ginchiyo se referia a grande quantidade de aura escura que aquele garoto carregava dentro de si. E depois de falar, ela colocava sua mão na direção do rapaz e o provocava, fazendo um gesto para que ele viesse novamente.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Dez 12, 2015 12:24 pm

"Não queria deixar eles irem..."

Era o pensamento que mais passava pela cabeça de Yasushi no momento em que esperava uma reação daquelas pessoas após as palavras de Ginchiyo. Sua mestre estava bem despreocupada, como sempre, mas o rapaz estava quase batendo um dos pés no chão. Inquieto e querendo lutar, aquelas pessoas haviam sobrevivido a seu ataque e poderiam ser um ótimo desafio para ele e Jorogumo. Até que sua katana se surpreendia...


Meu Amo... está sorrindo? -


Por baixo do elmo que tampava o seu rosto, Yasushi sorria, estava animado com tantos desafios a sua frente.


Chiyo-chan deveria apenas começar a lutar logo, meu Amo tá louco por isso! -


Dizia Jorogumo em um tom emburrado, mesmo sabendo que Ginchiyo não a escutaria.

Porém, o que aconteceu a seguir deixou Yasushi ainda mais feliz. Ryouji, o garoto que possuía aura escura em um grupo cheio de cores, não hesitava em ir em direção de Ginchiyo e em poucos segundos, já conseguia distanciar o portador da Jorogumo de sua mestre, e isso finalmente o dava "bandeira branca" para agir.

"Obrigado... eu já não estava aguentando mais!"

Quando Ryouji e Ginchiyo já lutavam a metros do restante, Yasushi se colocava a frente dos outros quatro membros daquele grupo, segurando a katana um pouco a frente de seu corpo observava bem o quanto eles protegiam aquela garota de cabelo curto e branco. Pensava em um porquê para aquilo, mas logo percebia que fazendo isso, eles poderiam perder forças para se defender.

- Jorogumo. Já sabe o que fazer.



Hai hai, meu Amo! -


Mais uma vez, toda a área entre as ruínas e os quatro membros do Dragão Bonzinho ficava cheio de sua "teia". Uma aura sólida, que se prenderia em qualquer um que a tocasse além de Yasushi e sua elasticidade era o que providenciava o aumento gradual da velocidade do rapaz. Movimentando seus olhos vermelhos rapidamente, via seu primeiro alvo, aquela que aparentava ter a maior aura dali, Otohime.

- Você... - E em um piscar de olhos, Yasushi estava balançando sua katana em direção de Otohime, já a dois passos de distância dela. - que tal se preocupar com o que está a sua frente?

Com sua katana emanando uma aura de coloração roxa escura, o golpe era dado, na diagonal da direita inferior para a esquerda superior, e ao mesmo tempo, as teias que ficavam por trás da garota se expandiam, para dificultar alguma fuga por parte dela.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Dez 12, 2015 7:41 pm

Ryouji, naquele momento, representou tudo que Lyev sempre lutou contra, tudo que ele sempre desprezou. "A força bruta sobre o intelecto... tenuis sub onere viventem." Sem ao menos medir a força de seu oponente, o garoto entrou de cabeça num combate com aquela mulher que obviamente, estava escondendo o jogo. Uma rápida "troca" de golpes entre os dois e Lyev logo via que os níveis eram completamente diferentes, sem falar é claro, na frase peculiar de Ginchiyo.

Não obstante, e Yasushi também investia, preparando rapidamente um ataque semelhante ao que acabara de usar. As peças haviam se movido, e a mente de Lyev deveria trabalhar mais uma vez. Em milésimos, ele deveria adivinhar qual seria o primeiro alvo de Yasuhi e o que seria melhor, ajudar Ryouji ou a vítima do assassino baixinho. Isso sem falar, na sua própria estamina, ou seja, Lyev não poderia se desgastar muito mais do que ele. "A situação não ta nada boa... mas tudo bem, é nessas horas que o estrategista entra, pra virar a maré da batalha!"

Assumindo que a resistência física de Ryouji seria tão dura quanto sua cabeça, Lyev decidia por focar em Yasuhi. O tempo estava passando, e ele deveria tomar sua decisão o mais rápido possível, mas os indicadores estavam ali, ele só precisava chegar a conclusão. "Ele realmente quer lutar e não acho que tenha noções de tática... Talvez ele não seja muito diferente de Ryouji, sendo assim..."

Uma lança se posicionava rapidamente e tomava a mira certa, sendo disparada como um tiro, a arma carmesim voava numa incrível velocidade na direção de Otohime, afim de acertar Yasushi, pois Lyev sabia que ele escolheria Otohime como alvo.


- Quando se luta contra mais de um inimigo, elimine os mais fracos, pois reduzindo seus números, você aumenta as chances de vitória. - Lyev dizia em alto e bom tom, passando a mão pelos cabelos enquanto isso. - Penso que sua noção de estratégia é tão grande quanto sua estatura. - Seu sorriso voltava ao rosto - Por isso eu sabia que, assim como nosso amigo ali, você gostaria de atacar o membro mais forte do grupo.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Dez 12, 2015 9:30 pm

Em meio a sua barragem de golpes, Ryouji escutava o grito vindo de sua irmã...

"Ryouji, o que você tá fazendo?! Seu idiota!!!!"

Ele podia ter sido egoísta, mas não estava fazendo aquilo para si... dessa vez estava pensando nas pessoas que poderiam cair por causa daquele amuleto amaldiçoado nas mãos daquela mulher.

Golpeando sem parar Ginchiyo, Ryouji começava mesmo a sentir um olhar medonho sobre ele, seu corpo todo estava tendo calafrios, porém tudo o que podia fazer era seguir em frente com seus punhos. Ignorando por hora aquele sentimento, continuava os golpes, até que sua oponente conseguia contra-atacar, o fazendo se separar dela.

Havia feito algo imprudente, tanto que seus companheiros o questionavam... mesmo que não estivessem falando diferente de Airi, Ryouji sabia o que estavam pensando de sua decisão. E aquela mulher a sua frente ficava falando apenas de sua aura escura, a qual ele não escolheu ter... o Kawano estava irritado com tudo aquilo, tanto que ele abria a boca, e gritava altíssimo, com toda a força de sua voz.

- CALEM A BOCAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!

Foi tão forte, que ele chegava a ficar ofegante por dois segundos... porém ele não tinha intenções de parar por ali. Tinha que falar algo que não estava conseguindo engolir desde que avistou aqueles dois novos inimigos.

- Desde quando a gente precisa de um motivo pra derrotar um cara mau?! Eu nunca precisei! ... Mesmo que eu queira proteger minha irmã... - Ryouji aumentava mais uma vez o tom de voz. - NÃO POSSO DEIXAR OUTROS MORREREM POR ALGO TÃO RIDÍCULO!

Seus olhos estavam afiados, e seus punhos, cerrados. Agora seu olhar ficava fixo em Ginchiyo, que talvez pudesse ter se surpreendido por causa do grito que deu.

- E você... só sabe falar, falar, falar! Que se dane se a gente é parecido ou não. Não escolhi nascer com essa aura escura, mas de uma coisa eu sei! É COM ELA QUE EU VOU CHUTAR SUA BUNDA!

Explodindo de raiva, Ryouji ia para cima de Ginchiyo mais uma vez, com a mesma barragem de golpes, mas... dessa vez seus socos estavam mais rápidos e mais fortes também. Estava em frenesi, uma habilidade que sua mãe já possuiu, e que seu olho esquerdo ajudava muito nisso, uma vez que ele era ligado a intensidade dos sentimentos que uma pessoa sentia.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Dez 13, 2015 11:13 am

Distraída tentando proteger Airi a qualquer custo? Sim, era isso o que aparentava estar acontecendo ali. Porém a garota confiava plenamente naquelas pessoas com quem viajava, mesmo no recém chegado Lyev. É claro que este não a desapontou. Pouco antes do golpe de Yasushi chegar na Katashi, o rapaz já enviava uma de suas lanças.

- Eu não preciso... stai (Segurem) - um pequeno riso era dado pela menina que permanecia com a mão no solo. Um cheiro muito forte de terra molhada e grama recém cortada surgia em meio à aquele cheiro de morte.

Mesmo com aquela terra morta, raízes surgiam do chão, subiam e iam na direção de Yasushi, mais precisamente braços e pernas, numa velocidade incrível. Ela sabia que não era o bastante para prender o inimigo, mas sim retardar o golpe e dar uma distração maior para que a probabilidade de Lyev acertar fosse realmente alta.

- Sabe, eu já provei que não preciso te ver para saber o que você vai fazer. - a garota ria um pouco e então finalmente se dirigia à Lyev. - Não seja tão cruel Lyev. O elmo deve ser pesado demais, talvez não dê pra ele pensar com tanto peso na cabeça... - E novamente ela se dirigia a Yasushi, finalmente mostrando uma seriedade que ninguém imaginaria que ela poderia ter. - Não nos trate como meros bandidos dessa terra amaldiçoada.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Dez 14, 2015 11:42 pm

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Ryouji estava se focando naquela mulher de longos cabelos rosados; Lyev se focava naquele misterioso de capacete; e o mesmo, se focava em Otohime, que provavelmente contra-atacaria. Tudo acontecia em questão de segundos, e onde um lugar estava "pacífico" (mesmo naquele campo com cheiro de morte), tudo mudava. Ryouji se irritav mais ainda com tudo o que falavam, e entrava em estado de fúria, sem querer pensar em nada, deixando o medo fluir em seu corpo, e o transformando em raiva e desespero. Lyev falava algo sobre eliminar os mais fracos; um cheiro de grama e terra molhada envolvia aquele cheiro pútrido, junto com raízes se movimentando em uma velocidade absurda. A tudo isso, Saito só pensava mais ainda no que já estava fazendo.

Esse lugar não é mais seguro. Posso tentar sair daqui com a gente, o que acha, Airi? Seu irmão parece que não vai te ouvir, e mesmo que a gente tente, sua segurança é a minha prioridade.

Ele olhava diretamente a ela, serio. Ele não pensava em culpar Ryouji cedo ou tarde por sua despreocupação com sua irmã, mesmo que aquilo fosse irônico, mas pensar demais também causaria um problema. O fluxo do jovem loiro era único: Pensar e agir no melhor, evitando de ocorrer o pior, e assim, ele fazia a bolha "levitar".

Posso tentar passar por locais onde essa teia não esteja por perto. O que pretende fazer? Essa é a sua última chance antes de sairmos daqui.

As ordens eram da "líder". Ressaltando que em nenhum momento, Saito havia a chamado disso, pelo menos para garantir que ela não fosse "revelada". Porém, por ainda estar com sua segurança em risco, ele prezava pelo melhor dela e já tentava decidir o que seria mais aceitável. Se ela decidisse a aceitar o que havia sido proposto, Saito sairia dali o mais rápido possível com ela dentro da bolha, tomando cuidado ainda com aquelas teias daquele ser misterioso que estavam os atacando.
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