Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Terra de Ninguém

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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Dez 20, 2015 11:54 am

Airi tentava bolar um plano para que pudessem sair daquela situação de qualquer maneira, pois era isso o que sabia fazer, pensar, usar sua mente, elaborar situações e soluções. Mas não estava conseguindo fazer nada, e não sabia qual era o problema. Desde o inicio da missão ela estava hesitante, pois algo estava fora do lugar.

Quando o combate era necessário ela deveria se esconder, mas ainda assim quando a hora de usar sua mente chegava, alguém o fazia primeiro e de maneira tão impecável que não lhe dava brechas para complementar. Porém ela só conseguia ver a verdade quando Saito propunha "tira-la dali".

"Algo está fora do lugar... esse algo sou eu.."

Estava pronta para aceitar a proposta, e a antiga Airi talvez a aceitasse sem problemas, mas desde aquele dia no navio, em que Otohime mudou sua maneira de pensar ela já não era mais a mesma, suas palavras eram presas pelo seu orgulho, ela não queria ir embora sem fazer nada, não queria sair dali antes que tudo tivesse terminado, e não conseguiria encarar os outros como "aquela que fugiu" do perigo.

-Você é idiota?! Para de se preocupar comigo e presta atenção nesses dois imbecis na sua frente! Eu vou ficar!

Ela acreditava, que mesmo que não pudesse fazer nada deveria permanecer ali, pois se o momento em que precisassem dela chegasse e ela não estivesse ali, jamais poderia se perdoar.
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Ginchiyo

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 22, 2015 2:53 pm

Presenciando a explosão de raiva de Ryouji e sentindo o grande aumento de sua aura, Ginchiyo não conseguia deixar de sorrir. Ela conhecia muito bem aquela sensação, de onde ela vinha e o que ela poderia causar. Como se falasse consigo mesma, Ginchiyo proferia palavras num tom muito baixo.

Tanta energia escura, já deveria ter perdido a cabeça a muito tempo. A não ser que..

Quando o primeiro golpe se aproximava, Ginchiyo o permitia passar direto, desviando-se para um dos lados num rápido movimento e em seguida para as costas do garoto.

Haha!! Não acredito, um Kawano? Aqui?

No breve instante em que olhava as costas de Ryouji, a mão de Ginchiyo num movimento automático alcançava o cabo de sua katana, mas antes de saca-la, ela hesitava recuando alguns centímetros, permitindo que o próximo golpe de Ryouji não causasse nenhum efeito, a não ser balançar seus cabelos com o vento que produziam. A luta continuava, e Ginchyio não fazia nada além de recuar, desviar e conversar "sozinha".

Tente se acalmar, sei que faz muito tempo que provou um kawano mas não podemos desperdiçar. Isso não foi um pedido, quero ver até quando ele vai conseguir se segurar.

Os olhos de Ginchiyo não estavam nem mesmo fixos em Ryouji enquanto lutava, durante seus "monólogos" ela observava o campo a seu redor, a luta de seu aprendiz contra todos aqueles inimigos.

Não deve demorar muito agora, o artefato está quase pronto.

Na mão de Ginchiyo, havia um pequeno e fino anel prateado e antigo, emitia um pequeno e fraco brilho desde que o colocara no dedo, poucos segundos atrás quando chutara Ryouji para longe. Mas não parecia ter efeito algum até então, por isso, seus olhos novamente se fixavam em Ryouji.

Se não começar a lutar de verdade vai acabar morrendo. E depois de você, seus amigos. Estão cansados, e mal se aguentam contra meu aprendiz, o que aconteceria se eu me juntasse a batalha?
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Yasushi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 22, 2015 4:11 pm

Com sua aproximação, ataques vinham em sua direção. E não tinha como deixar o aprendiz de Ginchiyo mais feliz, o rapaz adorava lutar, mas ao contrário do que pensavam, ele sempre tinha um plano em mente, e Otohime e Lyev apenas facilitaram as coisas para ele.

- Meros ladrões? Eu nunca pensei em vocês assim...

Feixes de aura escura saiam de suas costas, do mesmo material de suas "teias", e uma de suas "pernas" entrava na frente da lança de Lyev, a desviando o suficiente para o seu próximo movimento. Mais três daqueles feixes batiam contra o solo, e funcionando como "pernas de aranha" o faziam elevar sua altitude, e assim, escapar do ataque de Otohime, por pouco, uma parte de sua capa vermelha ficava naquelas raízes que tentaram o atacar.

O rapaz caía de pé um pouco depois da posição de Otohime. E ao fazer isso abria a palma de sua mão que estava livre, dizendo com um tom frio na voz.

- Você não se moveu... Tenha um bom apetite, Jorogumo...

E ao fechar a palma de sua mão, as "teias" que colocou cercando Otohime durante sua investida se fechavam, contra o corpo da garota, afim de prendê-la em um casulo. E caso isso ocorresse, uma habilidade especial de Jorogumo seria ativada. Tudo que sua "teia" prendia, sugava de sua força vital, era assim que ela se alimentava.

Já está tentando me alimentar, meu Amo?! Haha! Te agradeço! -


Yasushi chegava a olhar um pouco para Lyev, mas não tinha assuntos a tratar com ele por enquanto. Sabia que ele era um dos mais fracos daquele grupo por poder sentir a intensidade das auras, por isso, seu próximo alvo seria... a pessoa que não ajudou no ataque em conjunto anterior e que poderia dar um trabalho ao portador de Jorogumo.

- É sua vez!

Com uma investida monstruosa, Yasushi se colocava frente a frente com Saito, e com um balançar de sua katana, tentava o acertar com força na horizontal. Porém, sua intenção era outra... feixes finos de sua aura escura iam se aproximando de Airi ao mesmo tempo que lutava com Saito, feixes esses que eram imperceptíveis a olho nu.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 22, 2015 5:22 pm

"Vamos Lyev, pense, pense!" O garoto não gostara nem um pouco de ter seu ataque bloqueado, tampouco de ver Otohime ser pega tão facilmente daquela maneira. "Então ele é como se fosse uma aranha..." Sim e não. Lyev, durante seu ataque, não conseguiu ler a mente de seu adversário como sempre fazia, tanto por questão da mente de Yasushi ser mais forte do que a média e por que o contato com a lança fora muito breve, mas naquele curto momento, ele pode sentir. Havia mais alguém ali, junto com o adversário, ele não sabia o que era, mas sentiu uma batida gélida em seu coração, que desceu por sua coluna e todo o corpo. "A força bruta... pode mesmo vencer a estratégia?"

Não, ainda não estava acabado. Ginchiyo usufruía de sua força e arrogância para brincar com Ryouji, e Yasushi abandonava Otohime, assumindo que já havia ganhado a luta e partia para Saito, que (na mente de Lyev), se igualava a garota em força. "Ele não quer perder tempo comigo, por que sou fraco... Ele sabe que pode me matar num instante, por isso me deixa de lado enquanto luta com quem o diverte mais... Eles estão todos fortalecendo minha melhor arma... o tempo." Tempo para pensar, tempo para agir. Tempo para observar e entender rapidamente padrões e potenciais dos oponentes. Mas é claro que ele não deveria ficar apenas pensando enquanto todos lutavam, se mesmo que por um segundo, seu oponente vacilasse por conta de seus ataques, então Lyev o faria quantas vezes fosse necessário para derrotá-lo.

- Sabe, eu nunca fui muito fã de aranhas. - Ele parecia um pouco ofegante ao falar. - Na barraca que eu cresci, elas sempre surgiam em cantos inalcançáveis e pior! Elas invadiam o jarro de biscoitos.

Rapidamente, ele armava uma Isca, como gostava de chamar. Lyev disparava mais uma lança na direção de Yasushi, exatamente como em seu último ataque, mas dessa vez havia uma segunda lança, logo atrás da primeira, a poucos milímetros de distância uma da outra, viajando em velocidade idêntica na direção do alvo. A primeira era a Isca, pois se fosse desviada por alguma força, a segunda lança adentraria na brecha formada por seu oponente, aumentando em muito o sucesso do ataque. "Mas espere, tem mais!" Com muito esforço, Lyev conseguia colocar outro encantamento na segunda lança. Caso esta fosse desviada ou bloqueada, ela explodiria em chamas no ponto de maior proximidade com Yasushi. O mesmo aconteceria se o golpe tivesse sucesso, para potencializar os danos.

- Mas todas elas sempre sucumbiam ao fogo.

É claro que um ataque desses, embora muito bem elaborado, já fazia parte do repertório tático de Lyev, portanto ele não precisou de muito tempo para bolá-lo durante a batalha, na verdade todo o tempo em que ainda estava respirando, ele destinava a bolar uma estratégia para virar o jogo ali. Três de suas nove lanças já não eram mais visíveis e uma estava preparada para tentar retirar Otohime do tal casulo, caso ela não conseguisse escapar. Haviam duas pairando o próprio Lyev e mais uma próxima de Airi e Saito.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 22, 2015 7:01 pm

Golpes e mais golpes, todos acertando o nada. E sua oponente parecia nem estar prestando atenção nele. O Kawano estava irritado... não, estava com muita raiva. Quase explodindo por conta dela. Seus dentes rangiam sem parar, e mesmo que quisesse, sua voz estava selada para responder, só queria continuar a dar socos, até que um deles acertasse.

"Droga! Droga! Por que não acerto nenhum?! Se eu acertasse um... tenho certeza que poderia salvar todos..."

O único pensamento que passava na cabeça de Ryouji, enquanto ele continuava sua interminável barragem de golpes... eis quando, sua mente era levada a tempos atrás. Quando treinou em uma realidade alternativa com sua mãe em Dragonland...


~~Flashback~~


O garoto estava sentado no chão, ofegante, enquanto a mulher de olhos heterocromáticos como o s dele estava de pé, o olhando sempre seriamente, com um pouco de desapontamento no olhar.

- Uff... Por que... não consigo... te acertar?!... Que saco!

Um soco contra o chão, mostrando estar contrariado com a situação, e Kyuubei falava enquanto embainhava sua katana.

- Você é muito cabeça dura Ryouji! Nem sempre, por mais que você queira, a força bruta vai te trazer a vitória. Pode ser duro pra você, mas é nessas horas que você tem que usar um pouco dessa sua cabeça oca.

- Quê?!... Minha cabeça não é oca! - Cruzava os braços. - Só é cansativo de usar...

Kyuubei suspirava, e se aproximava de seu filho enquanto agachava. Quando estava a altura dele, dava um peteleco em sua testa, com um pouco de força até.

- Ai ai! O que foi agora?! - Colocava a mão na testa, olhando para sua mãe com um dos olhos fechados.

- Idiota. Sei que depende muito da Airi nessa parte, mas e se ela não puder te ajudar? Se estiver sozinho? Vai ter que se virar. Você não quer proteger ela Ryouji? Então aprende a usar essa sua cabeça oca!

Kyuubei se levantava, enquanto Ryouji ainda ficava em silêncio, mesmo com uma expressão contrariada no rosto. A mulher sacava sua katana mais uma vez, e dizia:

- Vamos, até quando vai ficar parado ai?! Se isso é tudo o que pode fazer então isso não passou de uma grande perda de tempo.

- Tch! Você vai ver só! Ainda vou te acertar um soco!

- Ha! Enquanto não usar essa sua cabeça, nunca. Que tal procurar por um ponto fraco? Coordenar seus ataques? Procurar uma abertura? Encontre o caminho certo rápido, ou vai acabar morrendo.

E irritado com a declaração de Kyuubei, Ryouji começava a trocar golpes mais uma vez...


~~ Fim do Flashback ~~


"Usar... a cabeça?... Mas o que essa mulher pode ter de ponto fraco?"

Continuando a barragem de golpes, agora Ryouji passava a analisar bem a mulher que estava enfrentando. Observando cada ação dela, e a primeira coisa que percebia era que o que ela dizia parecia estar sendo direcionado para sua katana, que repousava em sua cintura...

"Por que ela não usa?... É especial?..."

Logo depois, se lembrava que sua oponente não tinha um dos braços. E com isso em mente, pensava em um movimento, arriscado, mas era sua única chance. Tentaria se aproveitar do número de membros.

De dentes rangindo, um sorriso surgia em seu rosto, e pela primeira vez dava um passo a frente sem desferir um golpe, mas sua mão esquerda ia até a bainha de sua oponente e a segurava. Porém, o que dizia a seguir não seria referido a katana, e sim a outra coisa que notou durante sua "analise".

- Ei! Não acha melhor diminuir o decote? Quase vi tudo enquanto eles balançavam.

Ryouji segurava a bainha de Ginchiyo para que ficasse próximo a ela, e caso aquela frase tivesse pelo menos um efeito mínimo na mulher, com o punho direito tentava acertar um soco no rosto dela. Mas não parava ai, se ela tentasse bloquear o soco, já que não soltaria sua bainha, o Kawano seguraria o pulso dela com a mesma mão direita do golpe, e só então soltaria sua bainha para levantar sua perna esquerda.

- Peguei!

Um chute forte vindo pela lateral, contra o rosto de sua oponente, esse era o seu golpe arriscado e o primeiro usando a cabeça.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 23, 2015 7:27 am

Aquele inimigo... Ele realmente não parecia lutar só e assim que ouviu a voz de Yasushi, Otohime tinha mais certeza de algo. Algo proibido, algo que ela não pensava há muito tempo.

- Jorogumo...


------------------ Flashback --------------------


Uma noite, logo no inicio do treinamento de Otohime, a pequena garota não conseguia dormir. Se levantava e ia para a cozinha da casa de sua mestre Amaya. Porém antes de entrar, duas vozes eram ouvidas pela garota que se escondia.

- Não acha que pelo menos eles deveriam saber? Sei que é proibido, mas eles saberiam que podem ser... você sabe.

- Não, Dai... isso pode fazê-los querer procurá-los. Quer mesmo que nossos filhos queiram ir atrás daquele grupo? Você sabe do que são capazes. Eu só quero proteger os dois...

Daisuke, marido de Amaya ficava em silêncio por alguns segundos.

- Eu não digo que eles sejam maus... acredito que sem aquelas coisas que tem nas espadas, muitos não seguiriam nesse caminho. Mas você sabe melhor do que eu o que aquelas coisas querem. - continuava a mulher dos cabelos verdes.

- Como sempre você te... - o homem arregalava os olhos, olhando na direção da porta. - Otohime, sei que está ouvindo. - falava em sua seriedade tipica.

- er...gomen..eu não queria atrapalhar, é que eu não consigo dormir - Dizia a recém descoberta garota, que saia de seu esconderijo.- hm...de quem vocês falavam? Digo...sobre "aquelas coisas". O que são?

Amaya suspirava e se aproximava da pupila.

- Nada que você deva saber, Hime-chan. Apenas esqueça o que ouviu. É bobagem.

- Mas... parece perigoso, eu não posso mesmo saber? - replicava a curiosa menina.

- ESQUECE ISSO OTOHIME! JÁ DISSE! - Amaya, sempre tão sorridente, se descontrolava e pela primeira vez parecia realmente irritada com a curiosidade da pequena Katashi.

Daisuke se levantava e colocava a mão no ombro da esposa.

- Otohime, apenas prometa à sua mestre que não pensará ou falará sobre o que ouviu. Esse assunto apenas assusta sua sensei. É uma história pra assustar as pessoas e ela tem medo dessa história desde pequenininha.
- Apesar de sempre tão reservado, as vezes severo, Daisuke tentava acalmar a menina que estava assustada com a reação de Amaya.

- Gomen... Eu não queria deixar ninguém bravo. Eu prometo...não vou dizer nada... - A garota abaixava a cabeça e saia da cozinha.


---------------- Fim do Flashback -----------------------


- É isso... Só pode ser "aquela coisa" - sussurrava a Katashi, arregalando os olhos. - Protecție! - segundos antes de ser envolvida naquele casulo, uma camada de pedras e ar envolvia a garota.

Repentinamente um novo tremor de terra surgia, mas dessa vez nada parecia acontecer para aqueles que viam do lado de fora, porém dentro daquela cúpula o chão se abria, engolindo a Katashi no mesmo instante e se fechava logo em seguida. À frente de Otohime um caminho era criado e atrás dela o caminho se fechava totalmente.

Quando a terra voltava a se abrir, Yasushi já focava em outro alvo. A Katashi saia. Sua tatuagem brilhava. A garota sorria.

- Sabe, eu adoro matar aranhas... Sério que você achou que essa coisa iria me prender tão fácil? - E então a garota se dirigia para Lyev. - É a espada dele... - ela não terminava, pois sabia que o companheiro iria entender. - Foc, du-te! - A garota estenderia o braço direito e uma coluna de fogo surgiria, indo na direção de Yasushi.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Dez 25, 2015 6:21 am

[Nada define tão bem o que você é, somente pelo que faz.]

O rapaz loiro estava protegendo Airi, esperando que tudo aquilo fosse dar certo, enquanto apenas observava. Ele não sabia como ajudar, ou de que maneira, levando em conta que a luta era 2 contra 1, e, até mesmo que Lyev somente pudesse controlar as suas lanças, ainda sim para ele era uma habilidade incrível, tendo em vista a alguém que só podia controlar o elemento água (nesse caso a alguém mais forte do grupo, onde podia controlar outros).

Tch..

Sofrendo de muita ansiedade, ele chegava a suar frio, e morder o polegar esquerdo enquanto se mantinha abaixado dentro da bolha. Airi falava sobre ele ficar de olho com aqueles seres à frente e ignorar ela um pouco, até que...

- É sua vez!

Um relâmpago negro, aquele ser de capacete parecia. Em sua frente, Saito preparava seu bastão dourado em pouco tempo, e conseguia bloquear o golpe, a tempo da bolha para fazer o bastão surgir e bloquear "uma segunda vez". Mantendo a bolha entre eles, o rapaz loiro fazia a bolha se "dissipar" dele e levar somente consigo a Airi, colocando-a no chão de volta, e afastando-a um pouco mais, ficando totalmente vulnerável agora. Saito queria agir, de alguma forma, mas não sabia como, até ver que Lyev soltava uma lança, ou que parecia ser somente uma. Ele via a lança por um brilho no canto do olho, e como também acompanhava Otohime, ele a viu um pouco depois, bloqueando o golpe. Não sabia o que ela tinha de carta na manga, mas agora era hora de fazer o seu trabalho.


Heh. Cheque mate.

O rapaz loiro fazia alguns "tentáculos" de água surgirem de dentro de suas mangas, passando rapidamente pelo bastão e indo até a espada dele, tomando os braços dele se possível. Eles se movimentavam rapidamente porque agiam na área de contato, onde a água percorre um caminho em que encontre componentes Hidrofílicos, e ele só precisava aumentar a velocidade dela. Caso conseguisse tomar os braços dele ou a espada a tempo, seria o suficiente para segurá-lo ali enquanto começasse a tomar o corpo dele, como uma poça de água que percorre um caminho sobre um papel toalha. Ao mesmo tempo que aquela água tomava forma adiante (Yasushi), a vestimenta dele começaria a se expandir, e ele se abaixaria dentro daquela área de água que era feita por debaixo de sua roupa, que tomava forma. Era como se um segundo corpo estivesse surgindo entre sua pele e sua vestimenta. Se afastando daquele ser (Yasushi), se possível, Saito se abaixa e coloca a mão esquerda sobre o chão, e tentaria canalizar mais água vindo da terra, já que, por fora daquela bolha de antes, ele não estaria mais flutuando, e se desse certo mesmo, seu bastão estaria em sua mão direita para bloquear o próximo ataque.

Ele não sabia como, quando, onde, nem se realmente iriam contra atacar ou não (os 2 jovens que enfrentava seu adversário, anteriormente), mas sabia que tinha que lutar ao lado deles, principalmente usando sinergia. O jovem loiro podia muito bem atacar com poderosíssimos golpes que seu elemento lhe proporciona; mas até onde, ou quando, iria ser efetivo? Principalmente em não acertá-los, também. Eles precisavam de um momento, algo que lhe dessem uma oportunidade, então foi o que buscou em fazer. Infelizmente, com o ocorrido, Saito deixou de notar o que poderia estar acontecendo a Airi, talvez, e só procurou manter aquela bolha à ela para protegê-la. Seu custo de mana aumentava muito mais agora, mas ele sabia que tinha que dar um jeito o quanto antes de se sentir enfraquecido depois.
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Dez 28, 2015 12:28 am

Airi tentava se proteger dos efeitos daquela batalha, mas ao mesmo tempo observava atentamente a seus inimigos. Estava com medo e se segurando muito para não sair dali, já o teria feito se algo não estivesse chamando a atenção a algum tempo. Estava estranho, tudo aquilo lhe parecia muito estranho. Dois estranhos com poderes claramente devastadores, que agora lutavam como se segurassem sua força. Por que fariam isso? Enquanto pensava, Airi não tinha ideia de que um ataque surpresa estava se aproximando, não possuía treinamento suficiente e nenhuma condição para perceber aquilo se aproximando.

- Por que não lutam a sério? O que somos pra eles?

Assim, uma lembrança vinha a sua mente, as palavras daquela mulher a pouco tempo atrás, "Devemos preencher um artefacto com indeterminado número de vidas, pois essa é a única maneira de utilizar todo o seu poder". Mas se essa era a missão, por que pareciam estar prolongando a batalha? Não seria mais simples lutar a sério e concluir a missão? Apesar do que diziam, Airi sabia que aquele tipo de gente não brincava em serviço.

Nesse instante, os olhos da garota se arregalavam, pois novas palavras daquela mulher chegavam a seus ouvidos "Não deve demorar muito agora, o artefacto está quase pronto".

- Estão ganhando tempo? Eles querem..

Finalmente levantando sua voz, Airi falava para que todos os seus amigos escutassem.

- Seus idiotas! O Artefacto! Eles querem testa-lo! E nós somos as cobaias!
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Ginchiyo

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Dez 29, 2015 9:28 pm

Com o sucesso de suas provocações, Ginchiyo estava ciente de sua superioridade naquela luta, ver seu oponente dar tudo de si sempre fora um de seus hobbies favoritos. No passado, a própria Ginchiyo sempre lutava com tudo o que tinha, mas acabou aprendendo da pior maneira que apenas esforço não lhe traria a vitória, ao custo de um olho e um braço ela entendeu que o fraco não tem chance contra o forte, que o poder e a força é que movem o mundo.

Mas aquele era um oponente admirável, que lhe fazia lembrar de seu passado, por isso valeria a pena ver até onde ele podia chegar naquela batalha. O garoto se esforçava muito, mas até então não tinha sucesso. Mas para a surpresa de Ginchiyo ele mudava sua estratégia e tentava provoca-la. Aquilo lhe atingia diretamente no orgulho, mas como já era experiente Ginchiyo sabia que não deveria cair nas provocações do inimigo. Mas ainda assim, uma veia de raiva brotava em sua testa enquanto ela forçava um sorriso.

É mesmo?

Sem perder a concentração, Ginchiyo percebia Ryouji tocar sua espada, um ato tolo e descuidado da parte dele, pois ali residia Aamon, um demônio de fogo capaz de incinerar tudo aquilo o que tocava. Mas para a surpresa de Ginchiyo, quando o garoto tocava sua katana, nada acontecia.

Isso é..

Ela descobria que a imunidade mágica do escolhido dos Kawanos, ao contrário do que muitos pensavam, não era apenas falácia. Aquele garoto rejeitou os poderes de Aamon e tocou sua espada como se esta não passasse de uma arma comum. A surpresa do momento deixou Ginchiyo vulnerável por um pequeno instante, e mesmo tendo sido capaz de se esquivar do primeiro ataque, o chute do garoto arranhava seu rosto na bochecha, logo abaixo de seu olho cego. A mulher abria um sorriso diferente daquele sarcástico, desta vez ela parecia realmente feliz.

Hahahaha! Você fez bem garoto, reconheço sua força.

E subitamente, aproveitando-se da surpresa ela usava sua incrível velocidade para afastar Ryouji com um chute poderoso na direção do estomago. Enquanto o sangue escorria de sua bochecha, as palavras de Airi chegavam a seus ouvidos, a garota havia percebido suas intenções, mas agora o artefato já estava pronto, pois havia acabado de absorver a vida daqueles que morreram ali a pouco tempo. O anel em sua mão brilhava numa luz fosca, e mudava sua forma, cobrindo toda a mão de Ginchiyo. Revelava-se uma manopla negra com uma estranha pedra laranja no centro. E Ginchiyo a olhava, quando o fazia seus olhos brilhavam, como se reconhecesse aquele imenso poder.

Temo ter subestimado a força e a inteligência de vocês, mas agora nada disso importa. Creio que já ouviram falar das relíquias sagradas? Permitam-me apresentar-lhes Kagutsuchi a controladora dos rios vermelhos que movem nosso mundo. Experimentem uma fração de seu poder.

Sem mais enrolação, Ginchiyo levantava seu punho e subitamente socava o chão com uma força assustadora, o barulho do impacto causava uma onda de choque que ecoava por toda a terra de ninguém, o som se assemelhava ao badalar de um grande sino. Pouco tempo depois um grande tremor o seguia, e todo o terreno, numa área gigantesca, se rachava. Das grandes fendas no chão subia vapor e logo em seguida, magma.
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Yasushi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 30, 2015 2:01 pm

Saito consegui se esquivar de seu golpe, mas o objetivo de afastá-lo de Airi foi completo. Os planos de Yasushi estavam no conforme, até que sentia o ataque surpresa do dobrador de água o atingir. Um filete de água, seguia por sua katana até alcançar sua mão, e como se fossem cordas, o tentava prender.

Ao mesmo tempo, um ataque de Lyev e Otohime, que havia escapado de sua prisão, vinham em sua direção. Porém, Yasushi não demonstrava um olhar de surpresa por estar sendo cercado assim, ao invés disso, tudo o que os membros do Dragão Bonzinho podiam escutar era a sua risada.

- HA.... HAHAHAHAHA!!!

Os feixes de sua aura "invisível", que direcionou a Airi, finalmente a alcançavam. Nem mesmo toda aquela proteção ajudou, já que essa aura se amarrou na verdade nas auras de proteção que estavam com a garota. A aura de Yasushi podia interferir em outras, mesmo não sendo física, uma aura amaldiçoada de fato, e em um piscar de olhos, retraia essa aura novamente, o que fazia Airi ficar a sua frente, como um escudo para os golpes de Lyev e Otohime. Para se livrar da prisão de Saito, como esta era muito lenta, bastou expandir bastante sua aura escura por um momento, e com isso foi possível dar um passo para trás de Airi.

Yasushi não era nem um pouco idiota, ele sabia da existência das lanças de Lyev pelo campo de batalha, e como foi um movimento muito rápido, poderia demorar instantes para que elas começassem a agir em proteção de Airi, por isso, ao mesmo tempo de seu movimento, a aura escura que havia expandido se tornava "sólida" assim como as "teias" que estavam presentes no campo, em três camadas protegendo todas as suas costas e laterais. A sua frente estava Airi que receberia os golpes de seus amigos no lugar dele, e aquilo causaria a interrupção temporária de sua proteção, abrindo a brecha necessária para ele balançar sua katana em direção do pescoço da garota.

- Ótimo! A primeira cabeça vai agora!!!

Uma intenção assassina intensa tomava conta do campo de batalha. Todos poderiam sentir aquilo enquanto o golpe se aproximava do pescoço da Kawano, mas a milímetros de acertar, chegando a deixar um corte superficial apenas com a pressão do golpe, Yasushi parava. Já retraindo sua katana novamente enquanto resmungava, havia sentido a ativação da manopla de Kagutsuchi.

- Tch... já está pronto?... Jorogumo... vamos sair daqui.
Hai, Hai! -


Todas as teias que estavam naquele campo sumiam como se fossem uma ilusão, deixando uma energia gasosa de coloração roxa no lugar, essa energia acabava cobrindo todo o corpo de Yasushi e essa era a última vez que seus olhos vermelhos brilhavam, porque em um piscar de olhos também ele simplesmente desaparecia sem deixar rastro algum...
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 30, 2015 5:09 pm

O andamento da batalha não estava indo bem para os membros do Dragão Bonzinho. Os dois assassinos, Ginchiyo e Yasushi, eram bem fortes e possuíam bastante da aura escura, aquela que era considerada "proibida" por trazer prejuízos ao usuário a longo prazo. Mesmo Ryouji tendo acertado um golpe em Ginchiyo, não foi o suficiente, e as previsões de Airi, embora corretas, foram um pouco tardias.

Uma manopla se formou na mão de Ginchiyo, uma relíquia sagrada contendo uma fração do poder de Kagutsuchi, deus japonês do Fogo. E um golpe direto contra o solo foi o suficiente para ativá-la. Ryouji foi chutado, e foi arrastado até a área de efeito daquela relíquia. Todo o solo abaixo do Dragão Bonzinho, com um raio de meio quilômetro, começava a rachar. Rachaduras de onde saiam vapor, e em seguida, transbordavam magma.

A temperatura se elevava muito rápido, e em poucos segundos, parecia que estavam realmente no interior de um vulcão. Não dava tempo para escapar, era impossível cruzar aquela área cheia de rachaduras, além do tremor que o evento causava, podendo atrapalhar no equilíbrio de todos. Tudo o que restava era se proteger do que viria a seguir...

Várias explosões de magma, fortes o suficiente para terem o seu som ecoado por toda a terra de Ninguém, e todos os membros do Dragão Bonzinho foram alvos das explosões, que Ginchiyo ficou assistindo, admirando o poder daquela relíquia. Quem as visse de longe, veria a cor do fogo alcançar o céu escuro de Shadowrealm, este que ganhava essa coloração no momento de cada explosão, como um mar de apocalipse, e algo parecido com as bombas atômicas de antigamente, mas em vez fumaça e radiação, era puro magma. Uma erupção descontrolada.

Por mais que a explosão parecesse poderosa, o poder daquela relíquia poderia ser ainda maior. Não estava completa e Ginchiyo poderia sentir isso já que estava usando a manopla. O teste fora um sucesso, toda a terra a sua frente estava queimada, rachada, destruída e nenhum rastro de ninguém do Dragão Bonzinho, mas, por mais que os assassinos pensassem que haviam morrido, não foi isso o que aconteceu...

Em meio as explosões de magma, o Dragão Bonzinho tentou se proteger, mas com todo aquele caos ocorrendo, nem todos conseguiram se unir e se ajudar para escapar do poder daquela relíquia. Vários minutos de sobrevivência, escapando daquelas explosões intermináveis, o grupo acabou se separando, Saito e Ryouji formaram uma dupla para sobreviver, Lyev foi quem ficou ajudando a frágil Airi a escapar das explosões e Otohime ficou separada dos demais.

Após uma das várias explosões, Lyev e Airi estavam bem distantes do lugar de onde estavam inicialmente, e provavelmente havia saído da área de efeito daquela relíquia, porém, não poderiam avistar nenhum de seus outros companheiros. Estavam sozinhos na Terra de Ninguém, e com o mínimo de senso de direção, eles saberiam que estavam bem ao Sul da área onde lutaram com os assassinos, a alguns quilômetros do mar da Fúria.

A noite já estava caindo, assim como a temperatura. Haviam acabado de sair do inferno, e já começavam a congelar com o clima noturno do deserto. Algumas ruínas se encontravam ao leste da área em que estavam, mas não tinham garantias de que elas pudessem estar habitadas por bandidos. Os dois deveriam decidir o que fazer agora, enquanto a hostilidade daquela terra continuava mesmo anoitecendo...

(Ordem de Postagem: Lyev e Airi).
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Dez 30, 2015 11:10 pm

Ignorado por ser fraco e inútil por não ter conseguido fazer suas táticas funcionarem em perigo real. "Não, mais uma vez... eu posso tentar mais uma vez!" Infelizmente, o tempo já não era mais seu aliado, e por ter se focado demais em Yasushi, Lyev cometeu um gravíssimo erro ao fechar os olhos para o cenário completo e passou a focar num ponto menor, estreitando sua visão e seu raciocínio. Otohime lhe falou sobre a presença maléfica estar na espada deles, Airi adiantou o pensamento à frente de todos e conseguiu entender perfeitamente o que Ginchiyo estava tramando e por fim, Lyev não conseguiu prever o que Yasushi faria para se proteger dos ataques em conjunto.

"Se isso aqui fosse uma espécie de jogo de dados, eu teria tirado o menor número..." Com raiva, Lyev parava de imediato suas lanças, antes que estas pudessem acertar sua colega. As lanças são controladas mentalmente, por isso elas respondem aos comandos tão rápido quanto Lyev consegue pensá-los. Airi não morreria, disso o estrategista tinha certeza. Duas de suas lanças que haviam sumido, estavam debaixo da terra, prontas para atacar Yasushi e parar sua lâmina, sem falar que Otohime também tinha algo na manga. Mas espera, ainda mais coisa estava acontecendo.

- Alguém mais aí ta com calor?

A relíquia entrava em uso. Um enorme pilar de chamar se erguia aos céus, inundando sua visão com fogo e magma, fazendo o chão tremer e rachar. Saito não estava mais em vista, tampouco Otohime ou Ryouji. o chão em que pisava explodia, lançando-o alguns metros para trás. Yasushi e Ginchiyo não estavam em seu campo de visão, mas em meio a todo aquele caos, ele identificava...

- Airi! - Lyev se erguia, correndo até a garota, desviando de pedras e fogo. - Vamos embor-- Cuidado!

Agindo rápido, ele abraçava a garota e puxava seu corpo para o lado, no mesmo instante que em um esguicho de magma acertava de raspão seu ombro esquerdo, descendo até quase o cotovelo. Lyev gritava de dor, mas a adrenalina do momento não lhe deixaria vacilar. Pensando apenas em ir para algum lugar seguro, ele corria com Airi na direção totalmente oposta ao foco daquela erupção. Se Airi por algum acaso vacilasse ou tropeçasse, Lyev a pegaria no colo para continuar a correr.

Horas passavam e Lyev conseguira se abrigar com Airi em um prédio em ruínas, em alguma grande sala destruída do segundo andar. Ele não gostou nem um pouco de abandonar seus camaradas, mas não havia nada que pudesse ter feito naquela situação. Ele conseguiu ajudar Airi e agora só podia rezar para que os outros estivessem bem.

Não foi muito difícil encontrar móveis velhos e placas de compensado jogados por ali, para que tivesse madeira suficiente para acender uma pequena fogueira. Tomava cuidado, é claro, para acender o fogo longe de qualquer janela ou buraco, afim de evitar atenção desnecessária.

- Suponho que você não tenha uns Marshmallows aí, não é Capitã? Ahahaha- tch... - Ao se sentar de frente para o fogo, sentia uma forte fisgada no ombro. - Ou talvez quem sabe, só uma pomada de calêndula já estaria ótimo...

Mesmo com a temperatura caindo, Lyev retirava o que havia sobrado de sua jaqueta e começava a analisar a queimadura em seu ombro. Em alguns pontos, sua pele estava em carne viva e em outros, inúmeras bolhas se formavam. Ele não era do tipo de reclamar, mas aquele ferimento lhe deixou preocupado, por isso precisava pensar em outra coisa.

- Não vamos conseguir mais nada hoje, alguma ideia de como vamos nos encontrar com os outros amanhã?
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Jan 03, 2016 12:51 pm

Acompanhando o decorrer da batalha a garota não percebia a aproximação da estranha habilidade de seu oponente, o garoto de capacete a puxava bruscamente, e apenas a força e a velocidade daquela ação eram suficientes para deixar a Kawano completamente tonta e dolorida. Antes que pudesse tentar se defender, via-se numa posição em que serviria como escudo para o inimigo, recebendo assim os golpes de seus aliados no lugar dele. Mas tudo era tão rápido que não restava nada além de confiar em seus amigos naquele momento, ela tinha certeza que podia confiar. A garota fechava seus olhos e esperava que tudo terminasse, estava presa e não tinha forças para soltar-se sozinha. Nesse meio tempo ela tentava com todas as suas forças levar sua mão até o bolso lateral de sua calça para alcançar uma das pequenas esferas que guardava ali, eram granadas de vários tipos, mas naquele momento só lhe interessava uma delas, uma granada de eletricidade. Sua intenção era detona-la em si mesma, pois Airi tinha consciência de que sua aura a protegeria, mesmo que parcialmente, e ela seria capaz de se soltar. Mas as coisas não ocorriam como ela planejara, e um fator bem simples e até mesmo bobo a atrapalhava, ela não conseguia se mexer, nem mesmo um centímetro. Tentava com todas as suas forças, mas era incapaz de faze-lo, e no fim das contas, já era tarde demais. Os golpes de seus amigos paravam ou desviavam-se no ultimo instante, mas agora a katana de Yasushi estava vindo em sua direção. Airi não conseguia fazer nada além de se sentir envergonhada.

"- Que droga Airi, que jeito idiota de morrer"

Mas não era o que acontecia, pois instantes antes de atingi-la o golpe era interrompido, e subitamente um grande barulho chegava a seus ouvidos. Airi caía de joelhos no chão e se apoiava com as mãos ofegante quando o chão começava a tremer. Era tudo muito confuso, mas ela conseguia perceber que aquele era o poder do tal artefacto que a mulher carregava. Sem conseguir se levantar Airi testemunhava várias colunas de vapor e magma emergirem ao seu redor, e ao mesmo tempo perdia de vista todos os seus aliados, agora apenas o brilho e o calor do fogo a cercavam. Seus olhos desesperados procuravam por Ryouji involuntariamente, e a garota gritava o nome do irmão. Mas em meio a todo aquele caos era impossível ser ouvida.

- Ryouji!! Pessoal! Mas que merda!

Ofegante e tentando se levantar, Airi finalmente tinha uma resposta, pois alguém gritava seu nome, e para sua surpresa não era Ryouji, mas sim o mais novo membro do grupo. Lyev corria em sua direção desviando de todos os perigos que aquela bagunça trazia.

- Lyev?! Precisamos encontr---

Antes que pudesse falar a garota era abraçada e desviada para outra direção. Lyev a protegia de um esguicho de magma a custo de uma terrível queimadura. Ela tentava falar alguma coisa, mas em meio aquele caos, mal conseguia respirar, Lyev corria novamente mas Airi, cansada e ofegante não conseguia acompanha-lo e acabava tropeçando. Antes que pudesse atingir o chão a garota já se via sendo carregada, estava acostumada com aquele tipo de situação por isso não se sentia constrangida, tudo o que queria era sair logo dali.

Quando finalmente as coisas se acalmavam eles já estavam distantes do local anterior. Num prédio em ruinas, agora estavam abrigados esperando a noite passar. Airi não falara muito desde que chegaram naquele lugar, mas tentava ajudar Lyev a preparar o "acampamento". Agora sentada em volta duma fogueira com Lyev a garota tentava aturar suas piadas sobre Marshmallows.

- Não.. não tenho Marshmallows. Mas..

Ela vacilava por um breve momento, mas logo pegava uma pequena caixa que carregava consigo em um dos grandes bolsos de sua roupa. Se aproximava de Lyev e abria a pequena caixa, ali haviam vários frascos de spray. Pegando um deles Airi não pedia nem permissão e já cobria todo o ferimento de Lyev com o conteúdo. Aquilo traria muita dor, mas não permitiria que o ferimento ficasse ainda pior e a longo prazo serviria de analgésico. Enquanto o fazia Airi falava.

- Ai ai, no fim das contas você é igual aos outros. Não suporto vocês idiotas, sempre se machucando desnecessariamente.

A sua maneira, aquela era uma forma de agradecimento pelo rapaz ter salvo sua vida. Airi sempre andava com aquele tipo de curativo, pois seu irmão frequentemente acabava se machucando, não importa o lugar ou a situação. Quando terminava o curativo a garota voltava a se sentar e suspirar enquanto encarava a fogueira.

- Ah...Eu queria ter Marshmallows...
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Jan 05, 2016 7:49 pm

Ao mesmo tempo em que Airi e Lyev saiam daquela erupção infernal, Otohime também achava um caminho para isso. Porém, ao contrário de seus companheiros que foram para um lado mais próximo do fim daquela terra, a Katashi apenas se aprofundou nela. Estava ao norte, e próxima ao centro da Terra de Ninguém.

A amostra do poder de Kagutsuchi não só surpreendeu o Dragão Bonzinho como os habitantes daquela terra. Vários acampamentos ficaram observando, uns com curiosidade e outros com medo, aquele fenômeno que deixava o céu escuro em um tom avermelhado. E logo quando Otohime se livrava daquele inferno, a sua frente estavam três homens, com armas de fogo em suas mãos. Mais bandidos... ou será que não? Não tinha uma intenção assassina vindo de nenhum deles.

- Ei princesa. O que diabos é isso?

Dizia o homem do centro, que tinha seu rosto iluminado pelas explosões de magma da erupção. Revelando ser alguém da meia idade e possuindo um olhar bem experiente, mostrava que vivia ali por bastante tempo. Ele apontava a arma de fogo para a garota, mais por segurança do que para ser agressivo e agora perguntava a ela sobre aquelas explosões, pois nunca tinha visto algo parecido.

(Ordem de postagem: Otohime)
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Jan 06, 2016 8:39 am

A velocidade dos acontecimentos pode ser extremamente rápida quando o perigo é eminente. Num piscar de olhos o homem armadurado conseguiu agarrar Airi e usá-la como escudo.

- Opri (pare) - segundos antes de acertar a garota, um comando era dado e o ataque parava no mesmo instante. Se fosse apenas isso... Repentinamente tudo mudava. O inimigo sumia e aquele cenário mudava completamente, tornando-se apenas caos.

O solo tremia, rachaduras se formavam... A Katashi parecia paralisada por um instante até que um vento misterioso sussurrava aos ouvidos da garota

" Pleacă de acolo!i!" (Saia daí!)

No mesmo instante a garota olhava ao redor e nenhum de seus amigos estava a vista.

- Droga!

Otohime corria, tentando não cair em momento algum. Ela não pensava, apenas deixava seu corpo agir sozinho, assim como sua aura. Uma erupção de lava surgia e uma parede de pedra surgia na frente, protegendo-a e fazendo-a mudar de posição. O mesmo ocorria durante todo o tempo em que ela tentava sair daquele lugar.

- Espero que eles... o que eu estou falando! É claro que eles escaparam... - Tentava se convencer a garota que continuava correndo por mais algum tempo, até que, exausta, a garota caia de joelhos no chão, sendo protegia por uma barreira de pedra e vento.

"Ei princesa..."

A garota olhava para cima, se levantando ofegante. Inimigos ou não, ela tinha que avisar aquelas pessoas. Finalmente a garota conseguia pensar e aflita ela respondia.

- Todos vocês... precisam sair... não é seguro...meu amigos... - A garota olhava pra trás com os olhos arregalados. - Eu preciso ir procurar eles... eu... - a garota sentia uma leve tontura, caindo novamente de joelhos no chão.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Jan 06, 2016 9:13 pm

O homem via os olhos arregalados daquela garota, e ele logo se lembrava de anos atrás, quando presenciou os efeitos da Grande Guerra naquele planeta. Ele fez o mesmo olhar, e sentiu uma aflição bem parecida... por isso...

- Ei vocês dois... preparem o Jipe. Vamos voltar...

- Mas... chefe.

Guardando a arma em seu coldre, o homem do centro começava a caminhar em direção da garota, dizendo a seus companheiros.

- E deixem um acento livre. Teremos um hóspede hoje.

E sem nenhuma objeção, os dois iam pegar o Jipe, o que deixava aquele homem a sós com Otohime.

- Como se eu fosse deixar uma jovem sem forças sozinha nessa terra perigosa. Você vem comigo.

O homem aproximava sua mão de Otohime, mas com cuidado por ela estar cercada por uma barreira... estranha. Nunca tinha visto algo do tipo, mas tinha certeza que não podia ser pior que a Grande Guerra. No fim, ele dava seu corpo para a Katashi se segurar e conseguir levantar.

- Pode ir procurar por seus amigos amanhã. Precisa descansar princesa.

Estava quente perto daquela erupção que estava ficando cada vez mais fraca, tanto que o homem já transpirava apenas de ficar segundos próximo. Porém, não aceitaria nenhuma teimosia vinda de Otohime, a levaria a força se fosse necessário, e assim que chegavam ao Jipe, seguiriam viagem para as ruínas onde o povo daquele homem estava abrigado.

Por outro lado, a oeste do centro da erupção de magma, os últimos membros do grupo saíam do "inferno". Saito e Ryouji se viam de frente para um grande deserto gelado, sem nenhum sinal de seus companheiros nas proximidades...

(Ordem de Postagem: Saito e Ryouji)
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Jan 08, 2016 2:41 pm

[A garantia do erro cometido]
Tudo o que o jovem loiro esperava praticamente para acontecer, acontecia. Com uma série de erros cometidas em sequência, de alguma forma, aquilo só crescia e acelerava, como uma bola de neve. Ryouji se irritando (provavelmente sendo manipulado psicologicamente, pelas emoções, ou não), Airi ficando mais e mais vulnerável nas mãos dele e de Otohime, que precisou deixar de lado a defensiva pra ajudar Lyev, e, mesmo sendo 5 contra 2, a diferença ficava clara. Segurança era algo que se mantinha arriscado, a todo momento, até mesmo a sua tentativa de prendê-lo ao seu elemento, que foi controlado por milésimos. Aquilo o frustrava, pois ele se segurou muito para utilizar todo o seu poder, e simplesmente, tudo surgia em questão de segundos. Airi falando sobre o verdadeiro plano deles, sendo colocada à frente do ataque daquele ser armadurado (ou seja, à sua frente), e ver ele quase a acertando. Se existia uma coisa onde Saito não podia prever, era a velocidade de tempo e movimento que tudo acontecia; pois sabia que uma hora, aconteceria, mas não "daquela" forma.

Airi!!.

Sua voz era freada junto com os movimentos dos outros que estavam o enfrentando. A água que envolvia o seu corpo voltava, e o jovem loiro caía para trás, sentado. Não dava nem alguns segundos, e a sua intuição, ou melhor, seu senso de perigo natural, lhe apontava a algum desastre iminente. Praticamente como um macaco, ele rolava para trás, e na altura dos braços, ele esticava com força, lhe impulsionando. Em questão de milésimos, o chão do local se rachava, e só então, ele ouvia um enorme barulho, que era do pilar de magma que tomava todo o local.

Isso.. não pode ser... possível..

Dizia em tom baixo, enquanto seus olhos brilhavam em tom vermelho ao dourado, enquanto observava sem reação, aquele poder incomum tomar conta de todo o local. Em um piscar de olhos, ele retomava a realidade, e notava estar sendo cercado. Com alguns pulos em locais seguros, Saito conseguia fugir daquele local sem ferimentos graves, mas sua roupa acabava se queimando com facilidade por causa do calor, mesmo não encostando diretamente.

Um pouco longe dali, Saito finalmente podia respirar e descansar. Ele sentava com tudo no chão, olhando de frente ao local em que fugiu, enquanto tomava fôlego.

E mais uma vez, o grupo é separado por alguma coisa inesperada....

Não era pra mais, grupos grandes tendem a tomarem rumos diferentes pelos imprevistos. Já descansado, ele rasgava algumas partes da roupa e dobrava outras, para facilitar mais sua própria movimentação. Os panos ele guardava em um bolso de uma pequena mochila que ficava preso à ele, por debaixo de seu kimono. A mochila era outro presente ganhado de seu mestre, mas que não deixava tão à mostra quando está em missão.

Não demorava muito tempo, e o jovem se levantava, pois estava perdendo calor enquanto ficava parado ali. Era estranho, estar em um local quente, e agora estava... frio. Isso fez com que ele perdesse um pouco mais de tempo para desdobrar algumas partes da roupa para se adaptar mais ao local. Ao longe, Saito via uma sombra, ou talvez "alguém" que se movimentava ao longe do horizonte, aproximadamente uns 100 metros de onde se encontrava.

Esse lugar parece ser cada vez menos hostil..

E sem escolha, Saito acompanhava a movimentação daquele ser ao longe, sem se movimentar ou buscar atrair a atenção, até que, aos poucos, a aura que emanava daquela pessoa era cada vez mais "reconhecível".
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Jan 08, 2016 6:19 pm

O Kawano sentia seu chute acertar sua oponente, o fazendo abrir um largo sorriso ao mesmo tempo do impacto. Porém, em seguida, era chutado para longe novamente e enquanto passava a mão para limpar sua camisa, ouvia a voz alta de sua irmã.

"Seus idiotas! O Artefacto! Eles querem testa-lo! E nós somos as cobaias!"

Ryouji conseguia entender o que sua irmã dizia. Eram palavras simples e diretas, por isso seu olhar se voltava para Ginchiyo, mas...

"Permitam-me apresentar-lhes Kagutsuchi a controladora dos rios vermelhos que movem nosso mundo. Experimentem uma fração de seu poder."

Uma manopla estava no punho da mulher, que socava com força o solo e toda a terra começava a tremer. Algo estava errado, Ryouji sabia disso, e prevendo o perigo, seus olhos se viravam novamente para a pessoa que mais lhe importava ali, Airi.

- Droga! Airi! Eu tô indo!

Ignorando a presença de Ginchiyo, que provavelmente nem se importaria mais com ele, Ryouji começava a correr em direção a sua irmã. Não havia mais rastros do outro assassino no campo, eram apenas eles do Dragão Bonzinho dentro de uma área que, de repente, começava a "criar" rachaduras por todos os lugares.

Sua irmã estava tão longe de sua posição anterior que mesmo correndo bastante, antes de chegar até ela, um "geiser" de magma cobria sua visão. E todo aquele lugar se tornava um caso, cheio de erupções e calor. Aquele magma era mortal, podia sentir sua pele "derreter" só de estar próximo a um, e aquilo o fazia ficar frustrado. Não sabia o que estava acontecendo a sua irmã agora.

- DROGA!

Cercado por tanta destruição e fogo, Ryouji sabia que tinha que sair dali para sobreviver, além de se esquivar daquelas explosões. Por sorte, seus reflexos eram ótimos, mas antes de se mover novamente enchia seus pulmões de ar, e até mesmo, um pouco daquela fumaça vinda da erupção, gritando em seguida:

- VOCÊS TODOS! NÃO SE ATREVAM A MORRER AQUI!

Não precisava dizer mais nada. E mostrando um olhar determinado, Ryouji fazia seu caminho até sair do poder de Kagutsuchi. Claro que não foi nada fácil, estava transpirando muito mais do que em sua luta contra Ginchiyo, e teve queimaduras leves pelo corpo, principalmente em seus braços, quando as explosões de magma o conseguiam pegar de surpresa.

Minutos depois da erupção começar, Ryouji conseguia sair. E logo o frio que sentia fazia suas queimaduras arderem. O garoto estalava a língua reclamando da dor, e ao olhar para os lados conseguia ver uma figura conhecida, Saito. Fora ele, nenhum dos outros estava por perto.

- Tch... a gente se separou de novo é? Que saco...

Ryouji estava muito cansado, seus olhos pesados podiam indicar isso, mas ao invés de parar ao lado de Saito, simplesmente continuava a andar. Mantendo os braços para baixo e seus punhos cerrados. Quando se distanciava um pouco de seu companheiro era quando parava, e dizia sem ainda olhar para trás.

- O que tá esperando? Temos que encontrar os outros.

E sem esperar uma resposta, voltava a andar. Mesmo que soubesse que todos estavam bem, pois eram habilidosos, ainda não deixava de se preocupar, principalmente com Airi, dada a sua fragilidade, por isso mesmo dando aqueles passos pesados por seu corpo já estar próximo ao seu limite, ele continuava caminhando, para que pudesse jogar toda essa preocupação fora quando a visse bem.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Jan 08, 2016 8:55 pm

Com a erupção terminando, o Dragão Bonzinho, agora separado, continuava suas buscas para procurar se unir rapidamente, ou deixavam para o próximo dia, dada a exaustão vinda da batalha anterior.

Agora, ao oeste da grande erupção, Neliel Hellfairy e Mitsuko Kanai passavam de maneira furtiva por um grupo de patrulha de Skyhold, usando as sombras das ruínas locais, porém, a erupção iluminou todo o lugar. Por causa do fenômeno, elas agora fugiam de trinta soldados de Skyhold, estes trinta que já haviam disparado um sinalizador para que reforços viessem.

Os corredores das ruínas eram estreitos e alguns deles sem saída, mas enquanto corriam, Saito e Ryouji entravam no mesmo corredor em que estavam correndo. A frente das duas estavam aqueles dois desconhecidos, e atrás, um grupo de soldados de Skyhold, que começavam a disparar tiros contra elas.

(Ordem de postagem: Mitsuko, Neliel, Saito e Ryouji)
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Mitsuko Kanai

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Jan 08, 2016 11:10 pm

A furtividade nunca foi o método favorito de Mitsuko, porém conforme o tempo passou, a garota compreendeu melhor sua necessidade para o bem estar do grupo. Escapar dos olhos de Skyhold era uma tarefa difícil, mas a garota e seus amigos conseguiram por um bom tempo. Agora todos estavam separados e era apenas ela e Neliel. Apesar de Mitsuko sempre ter tido um respeito muito grande pela companheira e saber de toda a inteligência e poder que ela tinha, os assuntos entre as duas eram muito limitados. Graças a isso a dupla apenas falava o necessário e o silêncio reinava na maior parte do caminho.

Naquele dia, a dupla aguardava o momento certo e quando este aparecia, começavam a usar as sombras a seu favor para passar pela patrulha. No meio do percurso um enorme clarão acontecia atrapalhando os planos das garotas. Imediatamente os soldados próximos as avistavam.

- Er... oi? hehe - o sinal de alerta era dado. - Nel... corre!!! - enquanto falava isso Mitsuko já empurrava Neliel e a dupla começava fugir de trinta soldados. - Ok.. de quem foi a brilhante ideia de fazer um clarão bem nesse momento? - dizia para si mesma a garota enquanto corria em um dos corredores da ruína.

Atrás das garotas uma barreira invisível era expandida pela ruiva, protegendo-as de qualquer tiro que fosse disparado na direção da dupla, que seguia sua tentativa de fuga até que...

- Sai da frente!!!!! - gritava a Kanai para a dupla de garotos que surgiam do nada a sua frente, empurrando-os com toda a força que tinha na tentativa de abrir caminho para ela e Neliel passarem.
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Neliel Hellfairy

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Jan 12, 2016 5:12 pm

"As vezes escolher não lutar requer mais coragem do que o contrário." Uma fuga em meio a tanto caos e destruição serviu como um perfeito exemplo da veracidade dessa frase. Separados devido ao plano cujo objetivo era não chamar atenção, o grupo de Neliel agora percorria diferentes direções pela Terra de ninguém, Neliel e Mitsuko partiam juntas enquanto a maioria seguia seu próprio caminho, mas não demoravam nada para encontrar obstáculos. Skyhold não brincava em serviço, e tinha soldados e recursos para manter aquela busca por anos inteiros.
Quando capturada pela primeira vez, Neliel experimentou o inferno, mas foi capaz de escapar graças a ajuda de seus aliados, antes que aqueles terríveis cientistas pudessem concluir sua pesquisa. Não pretendia voltar para aquele lugar, por isso tomava todo o cuidado do mundo durante o  caminho, sejam caminhos a serem traçados ou acampamentos a serem montados, todos eram profundamente analisados pela garota para que nada pudesse encontra-los. Porém, nem toda essa cautela poderia salva-las do que viria a seguir. Um bloqueio cobria uma vasta região entre Neliel, Mitsuko e seu objetivo.
A garota que passara a maioria da viagem calada, isso é, deixando de lado os vários avisos de cautela que falava a sua companheira, agora finalmente voltava a falar enquanto esperavam num esconderijo próximo ao bloqueio. Era noite e a escuridão dentro daquela construção só era preenchida pelas várias luzes dos holofotes de Skyhold, que se moviam de um lado para o outro. Neliel se abaixava, agachando-se próxima a entrada da casa na qual aguardavam, a porta estava no chão em pedaços, mas dali poderia ter uma boa visão do que as aguardava mais a frente.

- Gostaria de ter mais tempo para pensar numa maneira de passar. Se pudesse calcular o tempo das patrulhas e dos holofotes poderíamos passar sem chamar atenção. Em um dia talvez eu poderia faze-lo, mas tempo é exatamente o que não temos.

Ela suspirava, e voltava seu olhar a sua companheira que estaria a seu lado, retirava seu capuz e mais uma vez falava,

- Sei que adoraria atravessar a força, mas não podemos arriscar, ainda assim poderíamos fazer bom uso de seus instintos nessa situação. Podemos usar a escuridão a nosso favor, e tentar atravessar sem chamar a atenção. Porém tudo o que poderei fazer é segui-la, tenho certeza que quando o assunto é improviso alguém como você é perfeita para o trabalho.

Interpretada como fosse, tudo o que Neliel queria passar era, "Seus reflexos e habilidades são a chave para atravessarmos em segurança sem chamar atenção". E supondo que Mitsuko haveria entendido, Neliel a seguira, provando-se mais uma vez correta, sua companheira conseguia encontrar brechas que Neliel jamais encontraria sem planejamento, o momento de avançar e o momento de parar com pequenos erros insignificantes que não eram nada além de naturais.
A travessia já estava quase concluída quando o destino decidia lhes pregar outra peça. Um clarão cobria os céus, expulsando toda a escuridão do lugar, as sombras nas quais se escondiam agora não existiam mais. Neliel arregalava os olhos pois até mesmo ela estava incrédula, as chances daquilo acontecer nunca foram consideradas, e afinal por que seriam? Pega de surpresa, Neliel perdia a oportunidade de escapar enquanto os soldados eram distraídos pelo brilho no horizonte, mas Mitsuko não cometia o mesmo erro e puxava a garota para que fugissem dali.

- Não é uma ideia tão ruim

Por sorte, aquele brilho só aparecera quando estavam prestes a atravessar, por isso quando começaram a fugir já estavam do outro lado do bloqueio. Os soldados as perseguiam e atiravam, mas ambas as garotas eram ágeis e ao mesmo tempo que corriam eram capazes de encontrar cobertura e escapar dos projeteis. Um sinalizador era usado, por isso não haveria a opção de "lutar",

- Reforços estão a caminho, não devemos parar.

Falava Neliel enquanto corria, já esperando que Mistuko fosse entender e continuaria correndo. Não demorava muito para uma segunda surpresa acontecer, durante a fuga elas acabavam trombando com duas pessoas, dois garotos a primeira vista e Neliel sentia grande energia vinda de suas almas, mas aquele não era o momento para analises por isso ao mesmo tempo que Mitsuko ela falava,

- Sem tempo para explicações, se quiserem viver, corram.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Jan 12, 2016 8:54 pm

Saito estava cansado, porém, encontrar alguém conhecido, o aliviava um pouco. Alguém a quem contar com sua retaguarda, ou para servir de isca caso algum imprevisto acontecesse. De qualquer forma, ele tinha que pensar em como resolver aquilo.

*Suspirava* Vai dar tudo certo, eu posso criar um sinalizador pela manhã com refração de água. Você cuidaria dos suspeitos que forem atraídos pelo sinal, enquanto eu tentaria chamar a atenção do grupo.

O jovem tentava falar o mais simples possível, algo que ele pudesse entender, enquanto caminhavam. Não mais cansado "quanto antes" do incidente, eles trilhavam aquele lugar pela noite, passando por ruínas. Por um momento, Saito pensou em dar um jeito de se alocar por ali e descansar um pouco mais pela noite, mas a inquietude de Ryouji o preocupava, e, por ainda ter energia, ele trilhava com o rapaz, até que.

Espera...

Energias estranhas, passos rápidos, barulhos, e mais barulhos. Perseguição? Era o mais plausível. Em meio a uma noite de ocorrências incomuns, surgia mais outra, talvez, um imprevisto fora da cogitação do perigo que haviam enfrentado. Saito nem teve tempo de se esconder para ver melhor do que se tratava, ele estava com sua atenção pela metade e por isso não foi rápido o suficiente para aquilo.

A parede, encosta.

Saito dizia à Ryouji, quando notava as energias estarem bem próximas, e finalmente notava: Duas garotas, correndo na direção oposta. Uma delas tentava o empurrar, mas ele havia sido mais rápido, enquanto a segunda, parecia ser o cérebro da primeira que pensava somente em agilizar do que querer explicar, falando o mínimo que precisava para fazê-los entender o que era.

Ryouji, mudança de planos, estamos em perigo.

Cúmplices, no mínimo. Saito não sabia o que perseguia elas, não sabia quem eram, nada, só sabia que, aquela frase: "se quiserem viver, corram", era evidente de que se tratava de gente perigosa. Não havia motivo algum de ficar ali, mesmo que fosse pra tentar conversar com quem estava atrás delas. Se aquela segunda jovem teve tempo o suficiente para falar aquilo, com sinceridade, ela podia estar prezando pela vida deles também, então, sendo aliada ou não, o tempo não podia ser perdido.

Tudo isso não era pensado na hora, mas ao longo de segundos a minutos em que ele corria com elas. O fato de resolverem se dissipar ou não para não serem alvos mútuos um do outro, seria resolvido logo depois. O quanto longe de lá, melhor, e Saito esperava que Ryouji estivesse o seguindo naquilo, por mais que fossem inimigos fracos ou fortes. Eles não estavam bem para terem qualquer confronto de frente com qualquer outro inimigo "a mais" naquele momento.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Jan 13, 2016 2:21 pm

Seu corpo estava pesado, e a sua frente, algumas ruínas. Saito estava falando sobre algum plano dele para o próximo dia, mas Ryouji nem se importava em responder, afinal não havia entendido muito bem sobre.

A noite já havia caído sobre a Terra de Ninguém, e seu corpo, fragilizado, começava a sentir o frio que a noite no deserto proporcionava. Talvez não tivesse mesmo como se encontrar com os outros tão rápido assim, precisava descansar, seu corpo clamava por isso, mas aquilo não aconteceria tão cedo...

Entrando nas ruínas, ouvia o som de disparos de armas de fogo. Por um instante pensava ter entrado no meio do fogo cruzado, porém ao olhar na direção do som via duas figuras, uma garota ruiva e um ser encapuzado, correndo até ele e Saito. Sem tempo para reagir, acabava sendo empurrado pela garota ruiva, que passava como se fosse uma bala, e o ser encapuzado, que possuía uma voz feminina, lhes diziam algo simples, que o Kawano entendia perfeitamente ao olhar para a direção de onde elas vieram. Skyhold estava as perseguindo.

Ouvindo Saito falar sobre estarem em perigo, fazia um sorriso desleixado surgir no rosto de Ryouji.

- É. Acho que tem razão Saito!

O Kawano apenas seguia o fluxo de todos os outros. Saito já estava se colocando para correr com as duas garotas, ele não faria diferente, ainda mais com seu corpo cansado. Não conseguiria combater um batalhão de soldados treinados. Usando suas últimas forças, Ryouji se unia a fuga.

Por vários minutos corria ao lado de todos, e assim que conseguissem despistar Skyhold de alguma forma e parasse de correr, suas mãos já iam até seus joelhos, e ofegante procurava reclamar.

- O que diabos vocês fizeram pra... acho que não tô me sentindo muito bem.

E quando terminasse sua frase, ele cairia como uma pedra sem consciência no chão. Suas energias haviam se esgotado depois daquele longo dia...
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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Jan 13, 2016 3:11 pm

Depois de 20 minutos de fuga, Neliel, Mitsuko, Saito e Ryouji conseguiam despistar Skyhold ao encontrarem mais ruínas no meio daquele deserto gelado. Como o céu havia voltado a ficar escuro pelo erupção de magma ter cessado, conseguiram usar as sombras novamente, escapando dos olhos de Skyhold.

Porém, antes que pudessem conversar, Ryouji acabou perdendo a consciência por estar completamente esgotado, e com Skyhold na cola deles, os quatros se viam forçados a ficarem juntos, até que aquele obstáculo fosse superado...

Aquele longo dia terminaria, e quando fosse manhã novamente, o Dragão Bonzinho estaria separado em grupos na hostil Terra de Ninguém.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   

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