Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A origem da sombra.

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The Shadow

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MensagemAssunto: A origem da sombra.   Qua Set 23, 2015 3:22 am

Ato 1, Dicotomia.

Divisão de um conceito em dois elementos em geral contrários.

1. Método de classificação em que cada uma das divisões e subdivisões não contém mais de dois termos. [Cf. politomia.]
2. Repartição dos honorários médicos, à revelia do doente, entre o médico assistente e outro chamado por este.
3. Astr. Aspecto de um planeta ou de um satélite quando apresenta exatamente a metade do disco iluminada. [Ocorre na quadratura.]
4. Lóg. Divisão lógica de um conceito em dois outros conceitos, em geral contrários, que lhe esgotam a extensão. Ex.: animal = vertebrado e invertebrado.
5. Bot. Tipo de ramificação vegetal em que a ponta do órgão (caule, raiz, etc.) se divide repetidamente em duas porções idênticas, e que é próprio dos talófitos e briófitos, sendo muito raramente observado nas plantas floríferas; dicopodia.
6. Teol. Princípio que afirma a existência única, no ser humano, de corpo e alma.

Sol e lua, vida e morte, ciência e religião, homem e mulher, sonhos e pesadelos, prótons e elétrons, criação e destruição, anjos e demônios, céu e inferno, bem e mau. De acordo com a teoria humana, um oposto sempre irá existir não importa para o que seja, pois mantém o equilíbrio e responde naturalmente qualquer dúvida aparente. De certa forma, parece ser a verdade absoluta, até o momento em que ele se limita.

---

Quem sou, quem devo ser, o que devo fazer, nada disso importa. Quanto mais se pensa, mais tempo se perde. Essa foi a única pergunta que fiz a mim, até encontrar a resposta quando estava sendo torturado em mais um dia dentro de um frasco de vidro.

-Os preparativos estão prontos. -- Afirmou o primeiro cientista, moreno.
-Ótimo, que pena que não encontramos mais detalhes sobre essa amostra. -- Afirmou o segundo, loiro.
-Você acha mesmo que ele está vivo? Eu digo.. a sentir, a pensar, e reagir, com cada coisa que falamos, e cada efeito que nós fazemos com ele..
-Eu não sei bem, até mesmo plantas podem reagir com fogo, não é mesmo?
-E se ele for algo de outro mundo, outra realidade, nós fizemos o teste recentemente sobre a existência de outros planos. Seria isso um novo passo da humanidade?

O segundo cientista, loiro, colocava a mão sobre o ombro do primeiro, moreno.

-Cara.. somos apenas auxiliares, somente nossos superiores podem decidir o que é o que. Estamos sem resposta desde então. Teremos tempo para conversar sobre isso até lá.
-Tem razão.. me desculpe.
-Hahahaha.. não tem por que.. esse trabalho está nos matando mesmo, hahahaha..

Os dois saiam de lá, apagando as luzes. E mais um dia, aquele "projeto", uma espécie de muco negro, se remexia dentro de um frasco redondo, só com uma entrada, que estava fechado. Mais por fora, uma câmara de vidro, muito mais reforçado, e do lado de dentro, vários apetrechos que variavam desde pulsos eletromagnéticos até mesmo radiação.

Eles não podem fazer isso comigo, mesmo que eu tenha perdido as minhas memórias. Eu sou um ser vivo, mesmo que eu não consiga me comunicar com eles. Eu só reajo pelo que acredito entender, talvez somente na linguagem que aprendi, mas isso não faz sentido, tudo.. parece tão embaralhado.. eu não tenho tempo a perder aqui, mas também, eu estou preso.. e eles me testam, a cada dia.. será possível que essa seja as suas naturezas? Que cruel.

No dia seguinte, a rotina que se repetia desde a 3 semanas atrás, voltava a ser feita. Um ser vivo, menor que todos os outros, que precisava até mesmo de um acompanhante, mas que parecia ser a "líder" deles, surgia naquela mesma sala. Com as mãos no bolso, ela cogitava algum modo de comunicação, outras vezes passando a mão no vidro exterior, e falando com alguns cientistas de lá.

Allia: -Quais são os resultados dessa semana?
Loiro: -Ele não apresentou nenhuma mudança com calor, pulsos eletromagnéticos, ou radiação.
O garoto que acompanhava a pequena cientista, subitamente se manifestava.
Oliver: -E comida? já tentaram algo do tipo?
Loiro: -Não, pois não sabemos o efeito que pode fazer.
Allia: -E os resultados de som?
Loiro: -Nenhum também, somente quando falamos, ele reage assim, de um lado para o outro. Ah, ia me esquecendo, luz também parece criar um efeito de agitação, enquanto breu faz ele ficar mais calmo.
Allia: -Entendo..

Eu não consigo falar com eles, eu não consigo me formar aqui dentro, isso é tão complicado.. Espere, e se eu.. tentar imitar alguma coisa deles? Aquele globo branco que para onde eles vão, estão sempre voltados a mim, quem sabe...

Loiro: -O que... é isso!?!?
Allia não demonstrava nenhuma reação de susto.
Allia: -Acho que é.. um olho.
O responsável da garota acabava ficando na frente deles, apesar de que ela continuava a olhá-lo, só que se segurando do lado da cintura do rapaz.
Oliver: -Allia, estou aqui para te proteger
Loiro: -Ele tem.. metamorfose?!?
Em pouco tempo, o segundo auxiliar aparecia.
Moreno: -O que eu perdi?
Ambos eles conversavam sobre aquilo. Apenas Allia se mantinha a olhá-lo e tentar entender o seu modo de comunicação. Eis que vinha sua ideia.
Allia: -Vamos tentar ensiná-lo.
Ambos: -O que?!?
Allia: -Ele tem um modo de comunicação. Não é igual ao nosso, mas ele está tentando aprender. Igual a gente, querendo aprender algo com ele, não é mesmo?
E assim, ela voltava com as mãos no bolso.
Allia: -Ele precisa de referências. Tragam tudo o que puderem, um globo, uma comida, uma flor, o que for. Viver dentro desse frasco sem ver nada além de suas caras irá fazê-lo perder mais tempo ainda.
Ambos: -C.. certo!
Oliver: -Eu posso deixar algumas coisas aqui também pra eles, Allia.
Allia: -Não precisa, esse é o trabalho deles, e está na hora dos auxiliares provarem que possuem criatividade em seus trabalhos. Isso vai ajudar a refrescar um pouco suas mentes.
A pequena garota se virava para a porta, dando passos lentos, terminando de se justificar.
Allia: -Sem contar que eu não sou a responsável por esse projeto, mas tive que aceitar pelo último teste que fizemos. Vamos.
E assim, os dois inseparáveis, saiam do local.

E assim, tudo começava a se encaixar.
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MensagemAssunto: Re: A origem da sombra.   Qui Set 24, 2015 11:42 pm

Ato 2, Existência.

"Penso, logo existo", mas que frase mais estranha para alguém com um nome tão estranho: René Descartes

Pensava aquele aglomerado negro quando observava uma das frases de um livro de filosofia.

Flashback.

Depois da conversa de Aliia com os auxiliares, cerca de 2 dias se passavam, e rapidamente, ele aprendia as letras, vogais, consoantes, sílabas, palavras, em menos de um dia. No segundo, foi aprendido assimilar um pouco elas, com as formações de frases, palavras sendo mostradas à ele, e sendo apontadas aos objetos, ações, emoções, tudo no qual podia se assimilar.

Loiro: -Ele realmente aprende muito fácil e rápido, prova ser digno de um ser vivo racional.
Moreno: -É mesmo. Eu me pergunto o que mais ele deve saber fazer.
Loiro: -Tipo o que?
Moreno: -Você sabe, Joseph, ele está dentro desse frasco, mas não tem forma. Será q ele por acaso está assim somente por estar limitado?
Joseph: -Ei, Tomas, você não sabe o que aconteceu naquele dia, sabe?
Tomas: -Quando.. ele foi encontrado?
Joseph: -Sim. Estávamos prestes a abrir o portal, e uma fenda foi criada antes. Talvez alguém o forçou, ou até mesmo ele tenha forçado, mas de qualquer maneira, essa pode ter sido uma das primeiras criaturas a ter passado pelo espaço tempo, para chegar até aqui. Não acha isso estranho?
Tomas: -É.. acho que sim.. mas... ele não tem forma, seria fácil isso acontecer.
Joseph: -Seria fácil, se ele não tivesse deixado um rastro de sangue quando pousou sobre o chão do laboratório, e enquanto começava a tomar forma, tivesse pifado alguns componentes da sala, ter desligado toda ela, e ter feito o nosso sistema dar falha e entrar em alerta 3, mesmo que ele não demonstre reação alguma com tensões elétricas nos testes que fizemos. Você sabe que de todos os alertas esse é um dos mais críticos, não sabe?
Tomas: -S.. sério? C.. como.. eu não consigo lembrar disso?

O rapaz loiro (Joseph), no qual falava para o moreno (Tomas) sobre o que havia acontecido, andava lentamente pela sala, pegando sua caneca de café meio cheia, e esquentando suas mãos antes de tomar, ficando próximo por tomar, enquanto formava mais coisas que precisavam ser ditas ao rapaz, inclusive sobre a sua memória estar falhada; eis que o ser do frasco faz um olho e uma boca surgirem em meio ao seu composto, revirando a boca em uma posição de triste, e outra de feliz.

Tomas: -Ei, o que está acontecendo?
Joseph: -Eu não sei, será q ele está querendo aprender mais uma vez?
Tomas: -Bem.. como ele supostamente aprendeu a ler, que tal darmos um livro a ele?
Joseph: -E se ele estiver com dúvidas a entender palavras?

E então, os dois pensavam, e aos poucos, faziam o que Alia já previa.

Joseph: -Certo, então vamos dar um dicionário para ele antes. Que tal?
Tomas: -Hm.. boa ideia.

E assim, mais um dia se passava.
No outro dia, eles demoravam para aparecer, mas depois, de alguns minutos do expediente, estavam a postos. Joseph era o primeiro a entrar, e notava que e aquele ser ainda continuava a ler o livro. O ser, ia folheando o livro com um adaptador externo, que era ativado por meio de um sensor de movimento, que sempre o observava, e aquela sala, deixava de estar em um completo breu a noite toda (para o sensor funcionar), justamente para saciar a única vontade que tinha à disposição.

Joseph: -Ora.. vejamos..

Tomas entrava logo a seguir, mas já ia perguntando antes.

Tomas: -O que houve?
Joseph: -Até agora ele está lendo o dicionário.
Tomas: -Será que não tem outra coisa a fazer?
Joseph: -Talvez..

O ser tentava de uma certa forma, deixar escrito no canto do próprio frasco, com uma porção do seu corpo.

"Eu quero mais".

Joseph, que estava com a caneca em mãos, quase deixava caí-lo no chão, enquanto Tomas retirava seu celular e tirava uma foto.

Tomas: -Eles precisam saber disso, é a primeira vez que ele finalmente consegue se comunicar conosco.

Joseph ficava um pouco preocupado, olhando para o quanto Tomas estava entusiasmado, mesmo que ele não se lembrasse do que havia acontecido mesmo.

Joseph: -Devemos tomar cuidado, ele pode entender o que falamos e fazemos, mas ele pode não ser o que nós pensamos.
Tomas: -Então vamos fazer ele pensar sobre si.
Joseph: -Como?
Tomas: -Com isso.

Em mãos, ele retirava o dicionário e colocava um livro de filosofia, guardado em seu jaleco.

Joseph: -Não sabia que gostava disso.
Tomas: -É.. comecei a ler faz alguns dias, talvez seja mais importante pra ele.

E aos poucos, a conversa ia cessando. Mais dados eram testados e feitos, além de uma atualização do que havia acontecido naquele dia.
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MensagemAssunto: Re: A origem da sombra.   Qui Out 08, 2015 5:47 pm

Ato 3, Reflexo.

"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você." - Friedrich Nietzsche.

O ser recitava tal frase, depois de uma leitura em um livro de filosofia. Repentinamente, algumas imagens pareciam surgir em sua mente, coisas como um local quase totalmente escuro, com pouco breu, florestas, uma noite bem escura, um eclipse. Era de alguma forma, sombrio, até ser assustador em partes, por ver uma enorme boca cheia de presas querendo devorá-lo, e assim, ele acordava de vez do seu subconsciente.

O que.. foi isso.. ? Eu.. estava pra ser atacado? Onde? Como?.

Mesmo sem um corpo físico, ele sentia como se o seu corpo ardesse em febre, e fúria, como se o seu corpo se transformasse em um amontoado de adrenalina, e, mesmo com a pouca luz que tinha no quarto, o suficiente para ele poder ler, a sua ira parecia não querer parar, mas por falta de espaço, depois de pelo menos 5 minutos, ele se acalmava, de qualquer jeito.

Monstro.. monstro.. monstro.. monstro...

E assim, ele recitava a si, durante grande parte da noite. Sua vontade de ler parecia ter sumido, bem como aquela mente humana que parecia ter sido corrompida de alguma forma, mas pelo quê?.

No dia seguinte, os rapazes no qual cuidavam do objeto-ser, estavam entrando na sala para finalmente falar com ele, quando notavam que ele parecia não reagir de forma alguma, parecia um amontoado líquido sem vida.

Joseph: -Ele não nos responde. O que houve?
Tomas: -Humm... você não quer dar uma olhada nas câmeras de segurança?
Joseph: -Talvez..

E assim, eles deixavam a sala, indo verificar.

Tomas: -Joseph..
Joseph: -Hum?
Tomas: -Sobre.. aquele dia.. que você me perguntou.. o que eu não lembrava... o que seria?
Joseph: Hmm.. vejamos..

E assim, Joseph tomava um gole de seu café, se esticando sobre a cadeira, enquanto colocava o outro braço por cima do encosto.

Joseph: -Quando ele passou pelo portal, você foi um dos primeiros a ser atacado. Ele envolveu seu rosto e quando foi pular em mim, eu consegui pegá-lo com uma garrafa próxima. Por sorte ele não conseguiu distinguir na hora o que era e ele entrou no frasco, foi quando eu consegui pegá-lo. Por sorte nada de pior aconteceu, mas você ficou 3 dias desacordado.

Tomas: -Eu.. desacordado.. ?

Joseph: -Sim, mas o pior vem pela frente. Em todas as noites, você começava a ficar com febre, se revirando de um lado para o outro, e mesmo com panos molhados de água, não abaixava. Nos registros temos você falando sobre escuridão, sombra, tentar fugir, pedidos de socorro; além de estar em pânico, segurar as vezes a roupa de quem te cuidava e tentando jogá-lo à frente, até o momento em que precisamos te algemar para poder continuar o tratamento. Tudo indicava ser uma espécie de vírus que estava tentando atacar seu cérebro, mas logo depois dos 3 dias, você estava bem, normal, e mesmo com uma bateria de exames que fizemos em você, não havia nenhuma sequela, então só ficou em observação.

Tomas: -E como eu não lembro dessa bateria de exames, nem nada do tipo?

Joseph estava falando bastante por lá, se esquecendo do trabalho de identificar o que as câmeras de segurança haviam filmado, mas como era pelo bem de seu amigo, ele continuava.

Joseph: -Como você não dormiu nada bem no começo, você ficou exausto, logo quando estava mais calmo, podemos fazer uma grande parte da bateria de exames sem você notar, e só então quando você acordou, que um psicólogo foi falar com você, e notou que não havia nada de errado mesmo.

Tomas: -Que estranho..

Joseph: -Bem, vamos voltar ao trabalho.

E logo após a conversa, eles finalmente verificavam o que havia filmado, e passado rapidamente a velocidade, até a parte em que o ser, falava sobre monstro, várias e várias vezes.

Tomas: -Essa parte!
Joseph: -Vejamos..
Tomas: -Monstro.. monstro.. monstro... mas que estranho.. será que ele descobriu alguma coisa que havia esquecido?
Joseph: -Talvez... Bem.. sobre eu ter falado que ele não pode ser o que nós pensamos, talvez isso faça algum sentido. Devemos ficar cautelosos, ele não está mais agindo agora, e não sabemos a força que ele pode ter.
Tomas: -Teria sido ele.. algum dia.. um humano?
Joseph: -Deve estar longe disso. Ele não possui forma, e ataca instintivamente.
Tomas: -Isso também poderia ser.. a natureza dele.
Joseph: -Talvez, mas isso terá que ser revelado mais à frente. Por enquanto devemos fazer ele acordar novamente, não importa como.

Grande parte do tempo, eles passavam conversando sobre o que havia acontecido, além de também verificar outras filmagens, até o momento do expediente acabar. Quando Tomas estava saindo da sala, sendo o último, uma voz em sua cabeça, parecia ter surgido.

Não há o que temer.

Assustado, o rapaz se virava, e não via nada, nem mesmo o componente do frasco se mexer, então ele se virava, e desligava a luz. Como não estava mais em movimento, e não fazia mais nada, não havia necessidade de deixar livros à disposição dele, já que ele parecia estar parcialmente morto.
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