Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Otohime Katashi

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Otohime Katashi

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Sexo : Feminino
Data de nascimento : 20/04/2011
Horóscopo chinês : Gato
Zodíaco : Áries
Status : Vivo(a)
Terra Natal : Dragonland
Tendência : Leal - Bom
Data de inscrição : 01/07/2014
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MensagemAssunto: Otohime Katashi   Qua Jul 16, 2014 1:09 am

BIOGRAFIA

Terceira gravidez de Dizzy Edelberg... Quarta criança a nascer na família Katashi. A filha mais mimada, tratada como a princesinha da casa, essa era a vida de Otohime Katashi desde pequena.  Seus irmãos, Kenji e Hideki, tratavam-na como se fosse uma criatura preciosa, sempre davam tudo o que ela queria (mais Hideki que Kenji). Já a irmã mais velha, Saki, era a única que não via necessidade em bajular a menina, mas também não a contrariava.

Em sua infância, Otohime sempre acompanhou Kenji quando ele ia para a casa dos Akio visitar Lucy. Porém quase não ficava com eles. Otohime ficava mais com Ruby, a irmã gêmea de Lucy, e, sempre que podia, ficava seguindo Taikun, o mais novo dos Akio. Taikun, por sua vez, sempre tentava afastar a menina, ou a ignorava, ou até mesmo a magoava para que ela se afastasse, porém sempre que ela acabava chorando, por medo ou por pena, ou até mesmo por até simpatizar com a garota, já que ela era a única além de suas irmãs que chegava perto dele, o garoto pegava uma flor no jardim e voltava, colocando no cabelo de Otohime.  Só então a garota parava de chorar e Taikun voltava a ignorá-la e tentava se afastar dela o máximo que conseguia.

Conforme o tempo ia passando, a garota começou a cansar de correr atrás de Taikun o tempo todo e decidiu ficar mais em casa, lendo e aprendendo sobre magia com o pai.

Quando completou 12 anos, Jin e Dizzy decidiram que era hora de mandar a filha para treinar no templo onde Jin havia treinado com seus amigos, o Templo Ishiyama. A princípio ela treinava como qualquer outro ali, porém uma noite a garota andava por uma trilha que levava a um penhasco que sempre fora íngreme. Ela já havia feito aquele caminho inúmera vezes desde que fora para o templo. Porém dessa vez a menina estava tonta e seu estomago doía muito. Não conseguia respirar normalmente. Ela precisava voltar.

- Não é estranho eu me perder assim? – a garota falava consigo mesma e notava como a sua voz soava fraca, principalmente com as palavras parecendo ecoar ao redor, como se ela estivesse falando dentro de um tambor que vibrava.

“Tambor...”

Ao pensar nessa palavra e estar perdida em suas memórias daquele lugar, ela pensou ter ouvido de verdade a batida rítmica de tambores cerimoniais. Olhou ao redor, espremendo os olhos até mesmo com a mínima luz do dia que acabava. Seus olhos doíam e a vista estava estranha. Não tinha vento, mas as sombras das pedras e árvores pareciam estar se mexendo, se esticando, procurando a alcançar.

- Estou com medo – Choramingou baixinho.

“não há porque temer os espíritos da terra” – sussurrava em sua mente uma voz desconhecida.

- Oi?...Alguém ai? – chamou e então parou para ver se alguém respondia.

Nada. Nada a não ser o vento.

“U-no-le...” uma palavra que significa vento entrou na mente da garota como um sonho parcialmente esquecido.

Vento? Não havia vento nenhum segundos atrás, mas agora ela teve de segurar o gorro do casaco com uma das mãos e com a outra afastar os cabelos que açoitavam o rosto selvagemente. Então ouviu no vento o som de muitas vozes cantando na batida dos tambores que antes ela havia ouvido. Era no mesmo idioma antigo que ela havia pensado antes na palavra vento. O cheiro doce das arvores e de madeira queimada encheu seus pulmões. Engasgou, tentando retomar o fôlego.

Foi quando os sentiu. Estavam todos ao seu redor, formas quase visíveis, vacilantes como ondas de calor emanando do asfalto de verão. Dava para senti-los a pressionando ao girar e se movimentar com passos graciosos e intricados, dando voltas ao redor da imagem sombria de uma fogueira.

“Junte-se a nós, filha.”

Fantasmas...afogando-a nos próprios pulmões. Era demais. Correu.

Apesar de o peito parecer prestes a explodir, como se ela estivesse tentando respirar debaixo d’agua, subiu correndo a parte mais íngreme da trilha. Subiu a trilha arfando e esforçando-se para se afastar daqueles espíritos assustadores que flutuavam ao seu redor como se fossem névoas, mas ao invés de deixa-los para trás, parecia que ela estava adentrando cada vez mais ao seu mundo de fumaça e sombras. Será que ela estava morrendo? Será que era assim? Será que era por isso que ela estava vendo fantasmas? Cadê a luz branca que não aparecia para ela? Completamente em pânico, correu adiante, agitando os braços feito louca  como se assim fosse espantar o terror que a perseguia.

Não viu a raiz que irrompeu no chão duro da trilha. Completamente desorientada, tentou se segurar, mas seus reflexos não estavam funcionando. Caiu pesadamente. A dor em sua cabeça foi imensa, mas só durou um instante e logo a escuridão a engoliu.

“Acordar” foi estranho. Esperava que seu corpo doesse, mas ao invés disso, sentia-se melhor que apenas bem. Seus braços e pernas estavam leves, latejantes e quentes como se estivesse entrando em uma banheira de água quente.

A surpresa a fez abrir os olhos. Ela estava olhando para uma luz. Ao contrário da luminosidade ofuscante do sol, aquilo era mais como uma suave chuva de luz de velas filtradas do alto, Porém não era a luz que vinha do alto, era ela que estava subindo.

“Estou indo para o céu. Bem isso deixará algumas pessoas chocadas!”

Ela rio com esse pensamento e ao invés de ouvir, ela viu a própria risada flutuando ao redor como aquelas coisinhas que se soltam quando se sopra um dente de leão, só que ao invés de brancas, eram azuis.

“Uau! Quem diria que bater a cabeça e desmaiar podia ser tão divertido?”

A risada gelada de dente de leão desapareceu e deu para ouvir um som de água corrente, cristalina e brilhante. Chegou mais perto do chão e viu uma rachadura estreita. O som vivo da água estava vindo bem de dentro dessa rachadura. Curiosa, espiou, e o desenho  cintilante de palavras prateadas elevou-se de dentro da rocha, mas era apenas um som fraco, murmurante.

- Otohime Katashi.... Venha para mim....

- O que?!

- Venha para mim...

O prateado uniu-se com o tom azulado da voz dela, deixando as palavras com cor brilhante de flores de lavanda.  

Sem hesitar mais, lançou-se mais adiante, descendo pela rachadura, seguindo a trilha de sangue e palavras prateadas, até chegar ao chão liso de um lugar que parecia uma caverna. No meio do espaço borbulhava um pequeno córrego que  emanava uma serie de fragmentos de som visível, luminoso e translucido. A água iluminava o ambiente com uma luz cintilante da cor das folhas secas.

- Otohime Katashi... siga-me ao seu destino...

Então ela seguiu o córrego e o chamado da mulher. A caverna afunilou-se até virar um túnel arredondado. Depois o túnel fez uma curva em forma de caracol que dava uma volta atrás da outra em delicada espiral, terminando em um muro coberto por símbolos que pareciam familiares e estranhos ao mesmo tempo. Confusa, olhou o córrego pensando se deveria segui-lo ainda mais.

Otohime olhou para trás, mas não havia nada além da luz dançante. Voltou a olhar para o muro e como um choque, notou que havia uma mulher ali, sentada com as pernas cruzadas. Ela usava um vestido branco franjado e adornado com os mesmos símbolos que estavam no muro atrás dela. Era fantasticamente bela, com seus longos cabelos lisos e tão prateados. Seus lábios fartos curvaram-se quando ela falou, preenchendo o ar entre elas duas com a clareza poderosa de sua voz.

- Tsi-lu-gi U-we-tsi a-ge-hu-tsa. Bem vinda, você conseguiu.

Ela falava um idioma mágico. Apesar da falta de prática, Otohime entendeu.

- Eu morri? – disse Otohime temendo que a mulher risse dela, mas não riu. Ao invés disso, seus olhos azuis transmitiram suavidade e cuidado.

- Não. Você está longe de estar morta, apesar de seu espirito ter se libertado temporariamente para perambular pelo reino de Nunne’hi.

- O povo-espírito! – olhou em volta tentando enxergar as faces e formas dentro das sombras.

- Você aprendeu bem, pequena Katashi. Você é uma mistura única dos povos antigos e do novo mundo.

Essas palavras fizeram Otohime sentir-se quente e fria ao mesmo tempo.

- E você? Quem é?

- Sou conhecida por muitos nomes... Mulher Mutável, Gaea, A’akuluujjusi, Kuan Yin, Aranha-Avó e  até mesmo Amanhecer...

Quando ela dizia cada nome, seu rosto transformava-se de um modo tão poderoso que a garota ficou tonta. Ela devia ter entendido, pois parou e abriu novamente um sorriso fulgurante, e seu rosto voltou a tomar as feições da mulher que ela vira primeiro.

- Mas você, Otohime, minha filha, pode me chamar pelo nome que muitos me conhecem agora, Nyx.

- Nyx, a Deusa da noite?

- Digamos que sim. Aceite o nome, nele você encontrará seu destino.

Otohime sentiu seu corpo queimando um pouco e de repente teve vontade de chorar.

- Eu não entendo... Encontrar meu destino? Eu só queria ser como todo mundo. Deusa, eu quero me encaixar em algum lugar. Acho que não quero encontrar meu destino.

O rosto da Deusa suavizou-se outra vez e quando ela falou, sua voz era mais maternal, mais gentil.

- Acredite em si mesma, Otohime Katashi.  Eu a marquei como minha. Você será minha primeira filha da noite... Nesta era. Você é especial, aceite isso sobre si mesma e começará a entender que há um verdadeiro poder em sua singularidade. Dentro de você está combinado o sangue mágico dos antigos sábios e a visão e compreensão do mundo moderno.

A Deusa levantou-se e caminhou na direção de Otohime, sua voz pintando símbolos prateados de poder no ar ao redor delas. Ao alcançar a garota, enxugou suas lágrimas de seu rosto e o segurou com as mãos.

- Otohime Katashi, eu sei que você vai lutar pelo bem desse mundo.

- Mas eu só tenho 12 anos! Eu não sei nem falar com as pessoas direito. Como eu poderia lutar por isso tudo?

Ela apenas sorriu serena.

- Você é mais velha que sua idade, Hime. Acredite em si mesma e encontrará o caminho.  Mas lembre-se, a escuridão nem sempre equivale ao mal, assim como nem sempre a luz traz o bem.

Então a Deusa Nyx, a antiga personificação da noite, se aproximou e beijou a testa de Otohime. E pela segunda vez no dia, ela desmaiou.

Três dias depois do acidente, Otohime acordou em um quarto do templo. Ao seu lado estava seu amado pai e uma mulher de cabelos verdes.

- Hime! Acordou, minha princesa?

A garota piscou os olhos embaçados para enxergar o pai, Jin Katashi.

- Oto-san! – Disse meio grasnando, enquanto pegava a mão dele. A voz dela soava tão terrível quanto à sensação em sua cabeça – O que aconteceu? Onde estou?

- Está em segurança, Princesa. Está em segurança.

- Minha cabeça tá doendo. – Levou a mão à parte que doía na cabeça e seus dedos tocaram o ponto dolorido.

- Não é pra menos. Você me fez envelhecer uns dez anos. – o homem acariciou a mão da menina com gentileza. – Todo aquele sangue... – ele estremeceu, balançou a cabeça e sorriu. – Que tal prometer que nunca mais fará isso de novo?

- Prometo... Então você me encontrou?

- Eu não, o Shen. Ele a encontrou sangrando e inconsciente, Princesinha. – Ele afastou a franja da garota e acariciou o rosto dela com calma. – E tão pálida que o sangue parecia brilhar na sua pele. Liguei para sua mãe assim que soube que você havia se machucado. Ela ficou preocupada.

- Não precisava fazer isso...

- Precisava sim...Você também tem uma marca na sua mão direita...

Imediatamente a garota se levantou, ficando um pouco tonta. Ela olhou para a mão e viu algumas linhas ali.

- O que isso significa?

- Esperávamos que você tivesse a resposta para essa pergunta, Otohime Katashi. – A voz dela era impressionante. Antes mesmo de tirar os olhos da marca, sabia que ela era única e incrível. Ela tinha razão.

Apesar de demonstrar experiência na voz, a mulher ainda era jovem e bonita em aparência. Nada revelaria sua idade. Seus cabelos eram curtos e verdes, seus olhos brilhavam. Seu corpo era, bem, era perfeito. O corpo desta mulher era perfeito porque ela era forte, mas curvilínea.

- Ahn? – disse Otohime meio confusa.

A mulher sorriu para ela.

- Eu disse que estávamos esperando que você já pudesse explicar porque tem essa marca na não.

- Ah, bem...er...eu...eu não sei...er...

- Hime, esta é uma mestre do Templo, Amaya. Ela cuidou bem de você enquanto você estava... – ele parou, obviamente sem querer dizer a palavra inconsciente. – enquanto você dormia.

- Bem vinda de volta ao templo, minha pequena. – Disse Amaya calorosamente. Seu sorriso flamejava de boas vindas. Ela era impressionante e inspirava respeito. Parecia alguém que acendeu uma luz interna chamejante.

- O...Obrigada. Prazer em conhece-la.

- Não se lembra mesmo o que aconteceu para você ter ganho essa marca?

A garota, com medo de revelar aquele sonho maluco que teve, apenas fez um sinal negativo com a cabeça.

- Bem, é normal ter perda de memória ao bater a cabeça. Então, como eu dizia, Jin. Não se preocupe, eu mesma vou treiná-la.

Jin sorriu, fazendo um sinal positivo com a cabeça e voltou a olhar para a filha.

Demorou mais alguns dias para que Otohime melhorasse completamente do acidente.

O Tempo foi passando e a garota foi ficando cada vez mais forte, ao mesmo tempo em que se isolava de todos. Ela apenas se comunicava com Amaya e Sayuri, a filha de Tenkai e Afrodite. Quando não estava treinando, estava lendo os livros que havia no templo. Apesar disso, havia pessoas que ainda tentavam se aproximar da garota, entre essas pessoas estava Kagami Taiga, um garoto alto e ruivo que treinava no templo. O rapaz sempre tentava falar com a garota, mas esta, apesar de sempre gentil com suas palavras, apenas respondia o básico, cortando qualquer tipo de assunto que pudesse surgir. Por alguma razão isso não afastava totalmente o rapaz, na realidade, parecia que apenas deixava-o mais obcecado por ela, como se fosse um desafio que ele iria conseguir realizar.

No ano seguinte, agora com 15 anos, uma pessoa que fazia tempo que ela não via entrou para treinar no templo. Taikun, já entrou arrumando briga com todos que via pela frente, principalmente com Kagami. A princípio a garota pensou em interferir, mas ela já tinha problemas demais para se preocupar com aquilo. Então apenas dignou-se a dar alguns sermões em Taikun, mas ainda o tratava de forma fria. Apesar disso, ainda era uma atenção que ela não dava a ninguém, o que passou a irritar Kagami. Como aquele garoto havia acabado de chegar e conseguiu tudo aquilo que Kagami não conseguiu em quatro anos?  

Em resposta aos sermões de Otohime, Taikun ficava cada vez mais violento com os outros, o que passou a fazer a garota antissocial conviver mais com os outros, já que ela começou a interferir nas brigas do rapaz e novamente dava um sermão, ambos brigavam, mas não era o suficiente para ela parar de se meter nas brigas.

Porém um dia, uma garota que sempre implicou com Otohime, Junko, reuniu algumas garotas e as levou para uma parte da floresta próxima ao templo e criaram um circulo de magia.

- Se aquela princesinha nojentinha e nerd consegue, é claro que eu também consigo haha – dizia Junko.

Elas instalaram uma mesinha no meio do circulo, com velas e havia um garoto com elas, meio tonto, provavelmente o sacrifício que elas iriam fazer. Não o matariam, queriam apenas o sangue dele.

- Vou invocar os elementos e os espíritos.

E assim fez. Primeiro chamou o vento, depois o fogo, a água e por fim a terra. Por fim ela começou a queimar um pouco de erva doce. Um erro preocupante. Erva doce só deve ser queimada depois de sálvia para limpar o ambiente, do contrario poderia atingir qualquer energia que estivesse presente. Dito e feito. Ela começou a invocar os poderes e sua voz adquiria um tom cantado sinistro que de alguma maneira se intensificava com a fumaça espessa que se enroscava ao seu redor. Aos poucos a fumaça começava a assumir formas. Havia pessoas se formando na fumaça. Eram indistintas, mais como contornos de corpos, que corpos em si, mas a medida em que a garota agitava a erva doce, eles foram ficando mais substanciais, e então subitamente o circulo estava tomado por figuras espectrais de olhos escuros e cavernais, com bocas abertas.

Quando Junko ia oferecer o sangue recém-colhido, Taikun apareceu no local, mais por passagem, nem dando atenção a elas. Aquilo foi o necessário para que os espíritos começassem a ir atrás do rapaz e a envolvê-lo.

Uma das garotas se assustou e correu rapidamente para fora do circulo, fugindo para o templo. Naquele mesmo instante Otohime e Sayuri estavam lá.

- Mas o que você está fazendo, Junko? Detenha-os! - gritou Hime.

- Se você não os deter, eles podem mata-lo! – completou Sayuri.

Porém a garota estava encolhida no centro do círculo. Rapidamente Otohime entrou no círculo e tirou a garota de lá. Sayuri assumiu o lugar da garota que fugiu. Foi às pressas que Hime começou a tentar reverter as coisas.

- Vento! Eu o invoco a este círculo! – Disse acendendo uma vela amarela e quase chorou de alegria quando sentiu uma leve brisa em seu corpo. Porém não se demorou e correu para o próximo. – Fogo! Eu o invoco a este circulo! – correu novamente para o próximo lado assim que sentiu o calor. – Água! Eu a invoco a este circulo! – e lá estava o cheiro do oceano. Correu para o outro – Terra! Eu a invoco a este circulo! – assim que terminou, correu ao centro. – Espirito! Eu o invoco a este circulo!

Fechou os olhos por um instante e então pegou a taça que tinha o sangue do doador com um pouco de vinho, o jogou para o chão e gritou:

- Aqui está seu sacrifício!

- Nós preferimos este sangue quente e jovem, Sacerdotisa!

- Eu entendo, mas essa vida não é sua! Essa noite não é de morte!

- Mesmo assim, escolhemos a morte, ela nos é mais cara.

Otohime jogou a taça no chão e levantou as mãos.

- Então eu não estou mais pedindo, eu estou mandando! Vento, Fogo, Água, Terra e Espírito! Eu ordeno, em nome de Nyx, que fechem este circulo, trazendo de volta os mortos que deixaram escapar. Agora!

Os espíritos raivosos foram puxados para de volta do circulo, ficando a rodear Otohime. Uma das garotas pensou em sair, mas Sayuri disse a ela para não sair, eles não poderiam feri-la.

- Nós não vamos embora!  O que significa que vocês têm que ir! – a garota aponta para o sangue e o vinho derramado. – este é todo o sangue que vocês vão conseguir! Peguem seu sacrifício e vão embora! Com o poder dos elementos, eu ordeno! Vão!

Nesse instante, os espíritos desaparecem assim como o sangue e o vinho. Para finalizar o círculo, Otohime agradeceu e mandou que os elementos se retirassem. Só então voltou a sua raiva para a garota que começou tudo, mas antes que pudesse brigar, Amaya aparecia com a garota que havia fugido. Um suspiro de alivio para Hime, que caia no chão. Novamente aquilo havia sido demais.

Amaya leva Otohime e Taikun para o templo, cuidando dos dois com calma, já Junko era punida severamente. A garota Katashi se recuperou do cansaço logo, mas se recusa a sair do lado de Taikun.

- Baka! O que estava fazendo lá? Olha pra você!

- Tsc! Eu estava passando apenas!

- Mas está todo machucado!

- Eu não vou morrer, para sua tristeza!

- ... Eu não ficaria feliz se você morresse Taikun... – Dizia Otohime abaixando a cabeça.

- Não? Mas você me odeia e aposto que só parou com aquilo por causa dos outros do templo que poderiam ter morrido também...

- ...

A garota ficou em silencio por um tempo, um pouco pensativa.

- Eu poderia falar isso mesmo não é? Parece muito a minha cara...

- E não foi por isso?

Ela apenas fez um sinal negativo com a cabeça e então o olhou.

- ...não?

- Baka! Eu não queria que você se machucasse! É tão difícil entender isso? – fez uma pausa, suspirando baixinho e só então deixando as lagrimas finalmente rolarem. -  É tão difícil entender que eu não quero que você se machuque ... Por que... Por que... Porque eu te amo, Baka!

Taikun ficou calado após aquilo, apenas a olhando chorar desesperada por ter se preocupado com ele. Aquilo finalmente o lembrou do que ambos sentiam um pelo outro e num impulso, o rapaz tocou o rosto dela e secou suas lágrimas com cuidado.

Após esse dia, Otohime e Taikun passaram a ficar mais tempo juntos, sem muitas brigas, e a garota pediu para sua mentora conversar com o de Taikun, para que ela pudesse ajuda-lo a treinar magia as vezes.

O tempo ia passando e as vezes Otohime se afastava de todos, ia para a floresta sozinha e fazia um ritual de purificação para a Deusa que tanto lhe ajudou. Agora a garota já estava aprendendo sobre a marca que tinha no braço e descobriu que quando em batalha, poderia se transformar e assim teria mais facilidade em usar a magia por mais tempo.

Certa noite, quando a garota tinha aproximadamente 17 anos. Otohime foi até o local onde, quando criança, havia sofrido o acidente. Dessa vez ela levava um pouco de sálvia e lavanda com ela e 5 velas de cores diferentes. Após alguns tropeções e pequenos cortes na pele por causa das quedas que ela as vezes sofria, a garota chegou bem ao local que não via a anos.

Na posição leste, Otohime colocou uma vela amarela, ao sul, a vela vermelha, ao oeste a vela azul e ao norte a vela verde. Com ela, ao centro, estava o defumador e a vela roxa. Acendeu o defumador, que continha a sálvia e a lavanda, e logo em seguida a vela roxa.

- Sálvia para afastar as energias e influências negativas. – começou e notou uma presença ali que já vira antes, mas que sabia que ali nada iria acontecer, então continuou. – E lavanda para restaurar o equilíbrio e criar uma atmosfera tranquila. Ela atrai energias positivas.

Otohime levou o bastão para perto de todas as velas, liberando uma fumaça branca e calma.  Quando terminou, deixou o bastão de lado e pegou a vela Roxa. Caminhou com calma até o Leste.

- O Ar está por toda parte, de modo que faz sentido que seja o primeiro elemento. Ar, peço que me ouça e o invoco a este círculo.

A voz da garota era suave, calma e ao mesmo tempo mostrava força, respeito e poder. Ela acende a vela amarela com a vela roxa e tanto ela quanto a pessoa que se escondia enquanto observava poderiam sentir um vento bater em seus corpos, como um mini redemoinho, soprando de leve na pele deles.

A seguir, começava a seguir até a posição sul, onde estava a vela vermelha.

- Fogo me lembra as noites frias de inverno e o calor e a segurança da fogueira que aquece a casa. Peço que me ouça, Fogo, e o invoco a este círculo.

Assim que a vela vermelha é acesa, a chama resplandeceu bem mais do que seria possível em qualquer vela comum. O ar ao redor de Otohime e da pessoa escondida, ganhou o aroma rico de madeira e o calor reconfortante de uma fogueira crepitante.

A garota sorri, mas logo vai até a direção oeste.

- A Água é alívio em um dia quente de verão. É o oceano impressionante que gostaria de ver novamente, e a chuva que faz as plantas crescerem. Eu peço que me ouça, Água, e a invoco a este círculo.

A vela azul é acesa e os dois podem sentir o cheiro limpo e salgado que só podia vir do oceano.

- A Terra nos dá suporte e nos cerca. Nós não seríamos nada sem ela. Eu peço que me ouça, Terra, e a invoco a este círculo.

A vela verde é acesa e agora o perfume de grama fresca recém-aparada envolve a ambos os presentes. Não se demorou muito ali, e Otohime voltou ao centro.

- O ultimo elemento é aquele que preenche a tudo e a todos. Ele nos torna únicos e sopra a vida em todas as coisas. Peço que me ouça, Espírito, e o invoco a este círculo.

Incrivelmente Otohime parecia estar cercada por todos os elementos, que estava no meio de um redemoinho de ar, fogo, água e terra.

- Grade Deusa da Noite, cuja voz ouço no vento, que sopra em seus filhos o sopro da vida. Escutai-me: preciso de foça força e sabedoria. Fazei com que eu caminhe na beleza e que meus olhos contemplem o pôr do sol vermelho e roxo que vem antes da beleza de vossa noite. Fazei com que minhas mãos respeitem todas as coisas por vós criadas, e que meus ouvidos se agucem para ouvir a tua voz. Fazei-me sábia para que eu possa entender as coisas por vós ensinadas ao seu povo.

A garota fazia uma pausa e virava-se um pouco. Por mero acaso, a garota virava para a direção do observador, mas não o buscava como seria o normal, ela apenas prosseguiu o que fazia.

- Ajudai-me a manter a calma e a força em face de tudo o que me vier pela frente. Fazei-me aprender as lições por vós guardadas em cada folha e em cada pedra. Ajudai-me a procurar pensamentos puros e agir com a intenção de ajudar os outros. Ajudai-me a ter empatia, sem me deixar tomar pela compaixão.

Novamente a pausa e, a garota virou-se um pouco mais. Por mais estranho que aquele momento podia ser, dava para notar uma energia forte, mas calma, emanando da garota.

- Eu busco força, não para ser maior que os outros, mas para lutar contra meu maior inimigo, que é a dúvida dentro de mim mesma. Deixai-me sempre pronta para vós, com as mãos limpas e olhos claros. Para que assim, quando a vida se for, meu espirito possa vos encontrar sem nada do que se envergonhar.

A seguir a garota voltou a posição inicial e olhou para o céu daquela noite.

- E Nyx, não entendo o porquê me marcou e me deu o dom da afinidade com os elementos. Nem preciso saber. O que quero pedir é que me ajude a discernir a coisa certa a ser feita e me dê coragem para fazê-la. Abençoada seja, minha Deusa da Noite.

Após isso, a garota faz uma pequena reverência e depois se despedia de cada elemento com calma.

Quando terminou tudo e reuniu suas coisas, notou que o observador já não estava mais ali. Não se preocupou muito com isso, afinal, ela não fizera nada de errado.

Voltou calmamente com um pensamento inquietante.

- Acho que as coisas estão para mudar... espero que seja para algo bom.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Otohime Katashi   Sex Jan 16, 2015 2:18 pm

HABILIDADES


Style Heron- É um estilo de luta muito agressivo e sofisticado. O treinamento é rigoroso, requerendo o aprendizado de várias posturas e movimento. A estratégia em geral é simples e efetiva; escapar, interceptar, penetrar, destruir.

Este estilo se concentra de ataques em balanço com braços e pernas, e de viradas contínuas. Ele inclui ataques de mergulho e defesas, saltos altos e imobilizações poderosas. Táticas defensivas são usadas primeiro, seguidas de ataques ferozes. Isto significa que lutadores da Garça Branca raramente atacam primeiro. O ataque mais importante, porém, é o Punho da Garça, uma formação do polegar e da ponta dos dedos usada para atacar com um golpe de “bicada”. Este estilo também possui um vasto repertório de armas, como espadas e chicote.

The Energy – Otohime consegue esconder sua energia quando quiser. A garota usa isso o tempo todo e por isso é muito subestimada pelos outros. Essa habilidade foi herdada de sua mãe e é algo natural.

Ability of elements – quando em sua forma normal, elas gastam uma boa quantidade de energia, mas se transformada, Otohime consegue uma amplitude de seus poderes mágicos muito maior, quase não gastando energia. Seus principais focos são:

- Earthquake: Com uma simples batida de pé, Otohime consegue fazer a terra tremer e abrir grandes e profundas fendas no solo.

- Vortex:  Criando uma variação de pressão no ar, um movimento giratório de ar, criando um vórtice de tamanhos diversificados, dependendo da intensidade que a pessoa que está invocando desejar.

- Tsunami:  Controle de uma quantidade grande de água, podendo gerar ondas gigantes.

- Fire Bomb: Com a combustão de alguns elementos presentes no ar, pode causar explosões flamejantes.

Nota: Há algumas combinações aleatórias dos elementos que não serão especificadas no momento.
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Otohime Katashi   Sex Jan 16, 2015 2:23 pm

Database


Nome: Otohime Katashi.

Idade: 18 anos.

Altura: 1,58 m.

Peso: 49 kg.

Cabelo: Castanho.

Olhos: Verdes.

Tendência: Lawful good

Frase: A magia tem um preço...
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MensagemAssunto: Re: Otohime Katashi   Sex Jan 16, 2015 2:25 pm

Música Tema


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