Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 The Sanderson's Factory

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Mark Sanderson

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Sexo : Masculino
Data de nascimento : 09/04/1990
Horóscopo chinês : Cavalo
Zodíaco : Áries
Status : Vivo(a)
Terra Natal : Skyhold
Tendência : Leal - Bom
Data de inscrição : 11/01/2015
Mensagens : 25

MensagemAssunto: The Sanderson's Factory   Ter Jan 13, 2015 9:55 pm

Não é fácil ser um engenheiro em Skyhold. Bom, se tratando de SKyhold, qualquer ramo que não seja o militar, você está fadado a sofrer. Isso por que esse maldito país é divido entre aqueles que morrem sendo militares, e aqueles comem as migalhas que caem das mesas dos Generais.

Eu fui perceber isso só quando minha esposa morreu por que teve que dar espaço à um militar baleado na hora do parto. Junte isso à uma saúde não muito estável e ela acaba morrendo durante o parto por falta de aparelhagem digna. E quem pode fazer alguma coisa? Eu te digo. Ninguém. Um militar em capacidade total poderia salvar muito mais vidas do que apenas a da minha esposa. Eu não deveria ser tão ingrato assim, afinal, você ainda tem a sua filha. Tch... esse povo de Skyhold é doente.

Desde esse dia eu comecei a enxergar como as coisas realmente são. Um local doente e sujo, onde para subir na vida, você deve afundar muitas pessoas abaixo de você. Durante o crescimento da minha filha, arrumei um emprego um pouco melhor onde minha jornada diária eram só 12 horas, então me sobrava um tempo para me dedicar à Serah, minha filha.

Foi nessa fábrica de armamentos balísticos que conheci uns caras. Eles são legais, além de que temos as mesmas ideias quanto à esse poço de merda que eles chamam de País na TV. É claro que sempre tínhamos que conversar por código, ou apenas quando nenhum soldado estava próximo.

Por muitos anos ficamos assim, sabe? Irritados, conhecendo mais algumas pessoas que estavam irritadas, todos com histórias semelhantes à minha. Começamos a fazer reuniões esporádicas nas casas uns dos outros, tendo bastante cuidado para não chamar atenção do governo paranoico. Não que estivéssemos fazendo nada errado ou coisa do tipo, o grupo era apenas para nos ajudarmos, compartilhar histórias, dar apoio uns aos outros. Mas é claro que nunca ficaríamos nisso por muito mais tempo.

Foi uma semana depois do sexto aniversário da Serah que um dos caras da fábrica chegou falando sobre uma tal de facção fora do País chamada de Resistência. Ela era formada por caras como nós, que abriram os olhos para as injustiças desse mundo e queriam não apenas se unir e viver, mas como também derrubar a corrupção. Agora, veja minha
posição. Eu, um engenheiro que nunca segurou a porra de uma arma, chorando sangue para descolar um trocado e poder alimentar minha filha. A vida não ficaria mais fácil se eu continuasse aqui, Serah cresceria e o futuro das garotas de Skyhold geralmente não são muito legais, ainda mais nos suburbios dessa região, além do mais, Skyhold sacionou uma lei de que todas as crianças de 11 anos são escaladas para o exército, e nem fodendo que eu iria deixar isso acontecer. Em contrapartida, se eu fosse pego tentando fugir desse lugar imundo, eles me fariam assistir a execução da Serah antes deles me matarem. Foi uma decisão difícil, mas àquela altura, todos estavam dispostos a fazer sacrifícios.

Alguns meses depois, um novato entrou na fábrica. Ele parecia diferente do resto do pessoal, por isso fiz uma amizade rápida com o cara, sabe como é. Por fim, após conquistarmos certa confiança, levei ele numa das nossas reuniões e, para minha sorte, ele se revelou alguém da Resistência.

Um carinha bem corajoso devo dizer, se infiltrar nesse lugar apenas pra conseguir mais gente para a causa, bom. O plano era o seguinte, dentro de uns meses uns helicópteros iam pousar num dos hangares da região durante a madrugada e esperar por poucos minutos. Era nesse momento que deveríamos agir.

A preparação foi difícil. Não é fácil roubar itens de uma linha de produção, mas graças à ajuda do nosso amigo da resistência, dentro de um mês conseguímos roubar peças suficiente para montarmos uma granada. Daí para frente foi só seguir o script, mas no último dia, as coisas deram errado.

Nosso amigo da resistência foi descoberto e com uma rápida investigação, eles descobriram toda a rede de pessoas que estavam envolvidas na fuga. Descobri isso no final do expediente, cerca de uma hora antes dos helicopteros chegarem. Os soldados invadiram a fábrica e começaram a matar todo mundo que viam, droga. Eu nunca fiquei com tanto medo em toda minha vida, mas não poderia desistir, não agora. Serah ainda estava em casa, precisava dar um jeito de ir embora dali, salvá-la e correr para os hangares.

Eu e mais três camaradas nos escondemos e quando os soldados apareceram, não pensei duas vezes, peguei a maior chave inglesa que tinha à mão e enterrei na cabeça daquele soldado. Kevlar, pele, carne, crânio e massa cinzenta se misturaram numa coisa só, fazendo uma poça no chão. Eu vomitaria, se o som da explosão de uma granada não me acordasse e então comecei a correr com meus camaradas.

Cheguei em casa para descobrir que minha filha não estava mais lá. Quase entrei em desespero, mas havia um bilhete. O pessoal da vizinhança soube do ataque surpresa de antemão e todos foram para os hangares. Levaram minha filha junto deles, então sem hesitar fui até la. Era agora ou nunca.

Ao chegar no hangar, haviam apenas dois helicopteros e havia também muita troca de tiro. Alguns soldados da resistência revidando o poder massivo dos militares de Skyhold. Ainda tinha algumas granadas comigo, então não hesitei em usá-las para ter uma brecha entre aquele tiroteio, até o helicoptero. Em um dos helicopteros estava minha filha, Serah. Corri para lá, mas um dos caras da resistência me impediu e disse que ele estava reservado apenas para mulheres e crianças, e estava com prioridade de vôo. Melhor assim eu concluí, mas do mesmo jeito, fui até minha filha, precisava acalmá-la.

"Ei, ei. Não chore, papai está aqui. Estamos indo juntos para um lugar muito melhor, você vai ver. Tome, fique com isto, eu trabalhei bastante para comprar pra você, então não quero te er chorando, hein?"

É incrível a capacidade que temos para sorrir nas piores situações, afim ver aqueles que amamos mais tranquilos. O que eu entreguei à ela? Nada demais, só um colar trançado com uma flor de vidro como pingente. Ela era louca por aquele colar.

Dito isto, dei meia volta e corri até o helicoptero onde os engenheiros estavam, bem a tempo de decolarmos e darmos o fora dali. Por um momento, tudo estava certo. O helicoptero das mulheres e crianças, embora mais cheio, mantinha a liderança. Muito rápidos esses veículos, sim, e por um momento, tive uma forte sensação de que tudo daria certo.

É claro que esse pensamento não durou muito. Aqueles putos de Skyhold provavelmente sabiam a ordem de fuga dos helicopteros, então visaram atacar aquele que estava na frente. Mesmo sendo maior e mais robusto, ele não aguentou os ataques e em pouco tempo, começou a perder altitude.

De todos ali, eu fui quem mais gritou, xingou, chorou, clamou pelo nome da pessoa que havia perdido naquela fuga fracassada. Para mim, era óbvio que não tinha como alguém ter sobrevivido aquela queda. Eles estavam muito rápidos. Quando chegamos à base central da resistência, eu meio que resolvi desistir, sabe? Pra que continuar, se a luz que me fazia seguir em frente tinha se apagado? São muito gente boa, esses caras da resistência. Nos deram uns meses para nos recuperarmos. Tivemos até mesmo auxílio médico.

Eu? Eu me embebedei todos os dias, não queria falar com ninguem, não queria fazer nada. Apenas beber, e esquecer. Foi quando uma garota de cabelos brancos e nome estranho veio me visitar.

"Eu soube que você era engenheiro de uma das fábricas balísticas mais poderosas de Skyhold."

Ela não teve resposta.

"Bom, eu vou direto ao ponto. Infiltrei mais alguns homens em Skyhold para saber o que aconteceu com quem não conseguimos ajudar e..."

Agora ela teve minha atenção.

"Eles ainda estão vivos. Vivendo numa espécie de cativeiro, um campo de concentração. Mas estão vivos."

"Qualquer um pode inventar mentiras, saca?"

"Tch...  Imaginei que fosse dizer isso. Você é um cara bem durão não é mesmo?"

Ela jogava em meu colo. Fichas, pastas... fotos. Fotos. Sim, havia lá, uma foto de Serah, minha doce Serah. Sua expressão foi o suficiente para me fazer querer beber uma garra de Uísque inteira, mas não havia nada nas proximidades. Sem pedir permissão, guardei a foto dela comigo.

"Cê sabe que... cês não conseguiram escapar com os outros reféns por que esses seus veículos são umas merdas."

"..."

"É sério. Olha só pra eles... Caindo aos pedaços! Aposto que alguns tão remendados com Silver Tape. Pff... vocês se entitulam de Resistência?"

"Você não é obrigado à--"

"À partir de agora não mais. À partir de hoje, vocês vão ver o que é ter o melhor engenheiro de Skyhold em suas mãos. Me dêem acesso total aos armamentos e em breve, vocês terão poder suficiente para invadir duas Skyholds ao mesmo tempo! Vocês têm a minha palavra. A palavra de Mark Sanderson."
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