Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 A Terra de Ninguém

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: A Terra de Ninguém   Seg Set 21, 2015 7:06 pm


Final de Outubro, do ano de 2029. A Resistência caminhava para entrar na reta final de seu plano de conquista, se tudo desse certo, nos próximos meses Skyhold seria expulsa de Shadowrealm, tornando aquela terra, assim, independente. Porém, nem toda a história gira em torno da grande Resistência e de nossos destemidos membros do Dragão Bonzinho, havia um outro grupo, que saiu de Dragonland ainda antes de Lin e seus companheiros. Apenas dois começaram, e nos anos que se passaram, ganharam números, e já eram seis no presente.

Hideki Katashi, Neliel Hellfairy, Mitsuko Kanai, Iori Takanayashi, Kaiten Ishiyama e Lei Fong. Eram considerados uma pedra no sapato para Skyhold, e estavam sendo procurados no momento como um futuro perigo. A destruição da APC, comandada secretamente pela cidadela dos céus, teve um impacto forte no grande reino que praticamente regia sobre o Novo Mundo. E por causa dessa pressão de Skyhold, os seis procurados se moviam com bastante cautela, desde que saíram do Vale do Medo e se adentraram em Shadowrealm, atualmente uma colônia e extensão do reino dos céus.

Porém... por longos dois meses, eles não conseguiram avançar bastante. O primeiro forte de Skyhold os bloqueava, e a segurança era forte demais para que pudessem simplesmente passar, ou dar a volta. Esse impasse persistiu, e no dia em questão estavam dispostos a colocar qualquer plano em ação, o melhor que tivessem. Deveriam tentar alguma coisa do que ficarem ali, parados, quando o objetivo de cruzar a terra de Shadowrealm estava relativamente próximo.

Estavam situados na Terra de Ninguém, onde há vários fortes de Skyhold e... ruínas por toda a parte. O lado escuro de Shadowrealm, onde a guerra afetou, e ainda afeta, drasticamente, deixando o solo cada vez mais inférteis e todas as cidades da área, naquela altura, já se encontravam desertas. Porém a razão do nome se dá pelo fato de vários foras-da-lei, habitarem o lugar. Espalhados em acampamentos construídos com sua própria mão de obra, e para sobreviver, os acampamentos batalhavam uns com os outros, roubando suprimentos, ou qualquer outra coisa útil, do perdedor. Era como uma mini-guerra em meio de tantas ruínas. E por essa razão que os fortes de Skyhold localizados na Terra de Ninguém tinham uma segurança bem mais forte.

Mas, além das condições nada favoráveis da Terra de Ninguém, o lugar ainda era bem afetado por radiação, que chegava até a prejudicar a vida daqueles que viviam em meio ao caos daquela terra. Os "foras-da-lei" que conseguiam se adaptar ao lugar, muitas vezes, ficavam bem deformados. Um preço a se pagar para continuar vivendo, e sobrevivendo. Mutações de aparência era algo normal na Terra de Ninguém, mutações essas que podiam ser contagiosas, uma doença, e Skyhold, para priorizar a saúde daqueles que viviam fora dos limites da Terra de Ninguém, vetou a única lei naquela terra do caos.


"Nenhum habitante da Terra de Ninguém pode sair da Terra de Ninguém"


No fim, aquela terra caótica era também um grande campo de quarentena controlado pelos soldados da Cidadela dos Céus.


Terra de Ninguém


Indiferente dos foras-da-lei, o grupo de Lei Fong também tinha seu esconderijo dentre algumas ruínas, após terem matado todo o grupo que habitava aquela região antes (os corpos desse grupo ainda se encontravam por toda a área do esconderijo), e era lá que estavam reunidos. Quem observasse bem, poderia ver bem ao longe o grande e vigoroso Forte, uma vez que estavam no segundo andar das ruínas de um sobrado, que não tinha um teto e nem paredes completamente formadas, mas ainda se mantinha forte, mesmo sendo apenas uma ruína. A reunião se dava para formar um plano definitivo para ir além do Forte, que bloqueia o objetivo de atravessar Shadowrealm, e ir em direção a profecia do Leste.


Localização/Mapa


(Ordem de Postagem: Kaiten Ishiyama, Mitsuko Kanai, Iori Takanayashi, Hideki Katashi, Lei Fong e Neliel Hellfairy)
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KaiTen

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Set 22, 2015 6:03 pm

- Nada fica entre um Dragão e seu objetivo.

Ah, o furioso lutador que o jovem Dragão estava se tornando. Sua agressividade e determinação não mudaram nem um pouco, mas o que estava muito mais visível em KaiTen era um ganho maior em sua massa muscular, não apenas prova de que seus treinos estavam mais rigorosos e seu metabolismo o desenvolvia rapidamente, mas também que sua experiência na caverna realmente o deixou transtornado. Sua frase ousada era jogada em meio ao grupo, deixando bem clara suas intenções.

- E daí que esses lixos de Skyhold tem uma fortaleza? Eles nos bombardearam e nem assim caímos! - Orgulhosamente, KaiTen dava uma porrada no próprio peito. - E outra, eu estou muito mais forte do que antes, pra mim é simples! Chute a Porta, heh!

Uma clara menção a um método que falara sobre, algum tempo atrás. A ansiedade característica de KaiTen quando uma batalha estava próxima, era alta mas agora parecia pior ainda. Desde que foram embora do Vale do Medo, KaiTen "descobriu" um novo poder latente, que parecia ser manifestado todas as vezes que tentava ler o pergaminho do templo. Poder esse que tinha o mesmo padrão do que sentia em Nel, Hideki, Mitsuko... até mesmo um pouco em Lei, por isso ele o mantinha lá, guardado pois do seu ponto de vista, era um poder menor e o pior de tudo é que aquele ambiente no qual caminhavam, parecia querer trazer esse poder à tona.

- Se é coragem que falta, então deixa que eu faço tudo sozinho.

Um breve latido e Damian, seu lobo atroz surgia ao seu lado. Durante toda a viagem ele crescera bastante, ficando quase da altura de um animal de carga. KaiTen passava a mão em seu pelo, dando um pouco de tempo para os outros pensarem.

- Ou melhor, não sozinho já que até mesmo meu lobo parece ter mais coragem do que vocês, Heh!

Dito isto, KaiTen se virava de costas, indo até a beirada do prédio onde estavam escondidos, olhando la ao longe, o alvo onde daqui não muito tempo, se engajaria num feroz embate.
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Mitsuko Kanai

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Set 22, 2015 10:57 pm

Dois meses, dois malditos meses ouvindo Kaiten reclamar o tempo todo. Aquilo já era rotina? Talvez, Mas uma coisa mudara de fato. A ruiva já não respondia tanto às provocações do companheiro de viagem. O confronto que teve naquela caverna foi o suficiente para que Mitsuko crescesse um pouco e tivesse recorrentes pesadelos com imagens que não se lembrava de ter vivido, mas tinha certeza de que passou por aquelas imagens. Agora a ruiva raramente conversava sozinha. Passava a maior parte do tempo pensativa.

- Pra mim tanto faz...

Dava os ombros e se sentava num canto qualquer daquele lugar, olhando para cima. Tanta coisa havia mudado desde que entrara naquele grupo. Tantas coisas haviam vivido. Todos mudaram um pouco.

- Se quisermos continuar o nosso caminho, vamos ter que sair daqui de qualquer jeito e todo mundo sabe que vai ter que ser lutando. - A garota fazia uma pausa e então olhava na direção de KaiTen, séria. - Mas é bom ter um plano formado. Afinal, sabemos que eles esperam que a gente chegue "chutando a porta". Um elemento surpresa seria algo interessante.

A garota balançava um pouco a cabeça, se levantava e ia até sua arma, sua antiga foice que com a ajuda dos ensinamentos de Hideki fora modificada por magia, agora tendo a aparência de uma espada de lâmina preta. A ruiva ria um pouco.

- Melhor eu parar, já pensei demais. Prefiro deixar isso com vocês.

E assim, Mitsuko pegava um lenço vermelho, começando a limpar espada esperando a decisão dos companheiros para segui-los.
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Iori Takanayashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Set 23, 2015 3:08 pm

O Vale do Medo foi um grande obstáculo, mas não se provara maior do que o que estavam enfrentando agora. Skyhold era muito mais perigosa do que qualquer magia mental. Porém Iori estava de uma certa forma confiante, os companheiros que ganhou quando foi salvo por Lei eram incríveis. Todos eram fortes demais, e por mais que não houvesse bastante comunicação, lutavam muito bem em equipe. O rapaz não sabia pelo o que o grupo passou antes de sua chegada, e nem estava curioso por isso também, não tinha direito de perguntar sobre algo assim, ele era apenas um cara que foi salvo e agora estava contando com a ajuda deles, pelo motivo de estar sem memória alguma.

Haviam acabado de conquistar um acampamento, antes habitado por vários "foras-da-lei", e eles mataram todos eles. Porém, por algum motivo Iori não conseguiu finalizar nenhum deles, os golpes finais foram todos de seus companheiros, mesmo tendo liberdade para tirar a vida deles. O rapaz não entendia, talvez fosse um resquício de sua memória? Assim como a pessoa que possuía o tal cabelo branco que não saia de sua cabeça desde o dia do Vale do Medo? Tudo ainda era incerto, mas estava começando a ter algumas sensações de seu antigo eu... poderia estar indo na direção certa? Aquilo o deixava confuso, mas como o momento não era propício para que ele continuasse a pensar nisso, tentava se juntar a discussão. Deveriam achar um modo de atravessar o Forte de Skyhold, que os estava limitando por várias semanas.


- Eu não me importaria de me divertir em um lugar grande como aquele... mas, por mais que eu possa parecer durão, não sou um Dragão como o Kaiten, hahaha! ...

Com aquele comentário descontraído, Iori olhava na mesma direção de Kaiten. Para o grande Forte de Skyhold, que parecia uma formiga da distância que estavam olhando. Cabia em sua mão.

- Por mais que eu queira lutar... um plano é necessário. Temos um objetivo em mente não é?...

Uma das únicas coisas que sabia daquele grupo era o destino daquela jornada. O Leste, além de Shadowrealm. Iori estava em débito com eles, por isso, até que sua memória retornasse, continuaria os seguindo, era a única motivação que conhecia, e por algum motivo, ele precisava permanecer vivo, era uma vontade que sempre caminhava ao seu lado e caso ele recobrasse suas lembranças, poderia se lembrar porque aquela vontade existia...
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Hideki Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Set 24, 2015 11:41 am

- Mas uma guerra começou na Terra de Ninguém, a defesa vai prevalecer.

Hideki afirmava com convicção sobre o que estava acontecendo, mesmo não podendo ver ele conseguia sentir. Suas habilidades haviam se desenvolvido desde do dia que Skyhold fez um ataque surpresa ao grupo e para evitar um novo ataque sua sensibilidade aos elementos ficou apurada.

Até o momento ele sentia todas as auras elementais fluírem por seu corpo, poderia já ser considerado o que chamamos de mago? Não mesmo, lhe faltava dominar completamente esses elementos, mesmo com seu conhecimento não sabia se poderia usar todos em forma passiva e ativa. Desde do dia que saiu da prisão Hideki perdeu tudo que buscava e agora ele só pensava em buscar todo o conhecimento possível de magia, algo que era muito difícil pela falta de recursos. Na época e como ele vivia com os seus companheiros era raro encontrar um livro, só serviam para serem queimados e fazer uma fogueira ao anoitecer para espantar o frio.

- Skyhold está usando tecnologia para encontrar grandes concentrações de aura e eles procuram por grupos grandes. Isso tudo para nos derrotar...

KaiTen se sentava na beirada do prédio destruído e que agora era nosso acampamento, Hideki já se encontrava na beirada só que em pé para analisar com atenção como um vigia, era o que ele vinha fazendo desde que conseguia ver essas auras com tanta facilidade. Olhava para KaiTen e não conseguia olhar por muito tempo, a aura do companheiro era como o sol, intensa mesmo quando o Dragão estava parado.

- Juntos somos um exercito de seis pessoas, separados já não somos tão eficientes. Acredito que dessa vez o melhor seria se dividir.

Hideki falava isso com uma enorme dúvida, não sabia se era o certo. O importante era que havia expressado a sua opinião e estava tranquilo com isso. Hideki havia passado por tantas provações e desde do Vale do Medo, ele se sentia diferente não havia porque ter mais medo, as sombras que assolavam sua mente haviam sumido, no caso só estavam seladas, mas não existia mas nenhum contato com o demônio que reside em seu interior.
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Lei Fong

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Set 24, 2015 1:44 pm

- Temos que passar... da maneira mais rápida e eficiente. E para isso, uma luta direta é inviável.

Lei Fong dizia aquilo, com os mesmos olhos e tom frio que ganhou a dois anos atrás. O rapaz parecia não ter mudado em todos esse tempo, mas por dentro... seus pensamentos trabalhavam a mil, sempre pensando sobre o seu próximo passo e quais as escolhas que teria caso alguma coisa acontecesse. Estava cada vez mais preparado para enfrentar qualquer problema que cruzasse o seu caminho.

Aquela reunião estava acontecendo algumas horas depois de terem tomado aquele acampamento. As faixas que enrolavam os punhos de Lei estavam em um tom avermelhado, vindo do sangue das pessoas que matou aquele dia. Ainda com a mesma roupa de artes marciais de sempre, porém dessa vez ele usava um sobretudo, vermelho, com alguns detalhes em suas aberturas. Parecia bastante com alguns uniformes militares de tempos antigos.

Após declarar que não queria uma luta direta, ele fechava seus olhos, e um sorriso irritante surgia em seu rosto. E continuando com os olhos fechados, falava com Neliel, que ainda não havia se manifestado.


- O que acha da sugestão de todos Neliel? Você é a nossa estrategista, por isso, antes de seguirmos, queria ouvir a sua resposta.

Mesmo com um rosto aparentemente feliz, e os olhos ainda fechados, o tom de voz do rapaz era alegremente frio. Era como se ele não se importasse com nada, apenas com o que realmente queria ouvir ou que acontecesse. E por isso Lei Fong estava agora prestando atenção em Neliel, e de acordo com as palavras da necromante, decidiria sua próxima ação.
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Neliel Hellfairy

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Set 26, 2015 5:43 pm

Quanto tempo já havia passado desde seus dias de solidão até aquele momento? Toda uma vida talvez? Era assim que se sentia Neliel, agora não conseguia se imaginar de outra forma, em outro grupo ou de volta ao passado, nada parecia ter um proposito, e no fim das contas não precisava ter um. Se lhe fosse perguntado, "por que ainda segue essas pessoas?" Neliel, que sempre tinha uma resposta para todas as perguntas, ficaria em silêncio total, pois o motivo não parecia nada além de "não quero ficar sozinha".

Através das sombras daquele país, Neliel aconselhava e tentava manter todos a salvo do gigante que os perseguia, Skyhold não lhe dava descanso, e seus planos e ideias não alcançavam nada além da frustração. Neliel estava pela primeira vez com problemas para decidir o que fazer, estavam cercados por uma grande barreira territorial, e qualquer movimento errado poderia significar o fim daquela jornada.

A garota estava sentada a beirada do prédio, não muito longe de onde Kaiten posteriormente se dirigia, sua mente parecia distante, e muitas vezes era perturbada por aquele lugar. Muitas lagrimas, muita dor, ela podia sentir o rancor, a frustração daqueles que morreram ali, e agora jaziam esquecidos pelo tempo. Mas não deixava de prestar atenção a tudo o que seus aliados falavam, sem exceções, não usava seu capuz naquele momento pois não sentia a necessidade para tal. As palavras de Kaiten chegavam primeiro a seus ouvidos e logo em seguida as de Mitsuko e todos os outros.

"Enfrentar o inimigo de frente.."

- O que Kaiten disse é verdade, ele está mais forte. Todos estamos mais fortes.

Ela fechava seus olhos por alguns instantes e suspirava devagar, para só então voltar a falar.


- Fomos bombardeados..sobrevivemos, mas...

Neliel ainda encarava o horizonte na direção da fortaleza, mesmo um pouco afastada do grupo, o silêncio daquele lugar permitia que o som de sua voz chegasse até eles.

- Seis meses, não é? Por seis meses nos prenderam, tempo mais do que suficiente para aprenderem muito. Quem sabe o que farão agora? Talvez não tenhamos a chance de lutar.

Mas ao contrário das de KaiTen, as palavras de Hideki pareciam sensatas, Skyhold procurava por eles como um grupo. Por isso, ao voltar a falar, Neliel se referia as palavras do rapaz, agora com uma ideia em mente.

- "Juntos somos um exercito"...Mas um exercito jamais passaria despercebido, poderíamos nos separar, as chances de um confronto direto diminuirão drasticamente...Mas não posso garantir que todos ficarão em segurança.

Se levantando devagar, Neliel agora caminhava na direção de seus aliados, falando numa voz rouca e em baixo tom, como lhe era de costume.

- Grupos de dois... seria a opção mais segura.
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KaiTen

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Set 26, 2015 7:45 pm

- Tch.

A fuga e o desejo por segurança são os escudos do fraco. É claro que KaiTen não ficava satisfeito com a decisão do grupo, afinal os homens que acabara de matar não deram nem pro cheiro, mesmo com seus pesos tão intensos quanto nunca e ele almejava uma grande luta. Sim, KaiTen ainda usava aqueles braceletes e tornozeleiras de ferro que encontrara na primeira fortaleza de Skyhold que eles invadiram. Os objetos em si não mudaram, mas o Jovem Dragão aprendera a manipular a massa do ferro contida nesses pesos, pelo motivo de seu elemento principal ser o Metal, então os quilos foram sendo adicionados ao longo do tempo, afim de aumentar cada vez mais a força do Dragão por deixar os treinos mais rigorosos. E tentar se limitar um pouco, pra ver se suas lutas teriam mais graça.

- Tanto faz... eu ja esperava algo relacionado a fugas... - KaiTen olhava para a própria palma da mão direita, então a fechava. - Esse lugar que você deseja ir, Lei. É bom que possa me dar uma luta digna o suficiente!

Quem ouvisse KaiTen, quem observasse seus atos, rapidamente chegaria a conclusão de quem ele é nada mais do que uma massa de músculos que não deseja nada além de ficar forte e buscar oponentes cada vez mais fortes, por isso segue Lei e o grupo, pois é uma forma rápida de encontrar inimigos dignos. Bom, essa é a verdade até certo ponto, porém KaiTen carrega um objetivo oculto, um objetivo estritamente relacionado com o pergaminho roubado que carrega consigo, e que a cada sessão de leitura, parece aflorar mais ainda, uma parte de KaiTen que este desconhecia, em troca de minar aos poucos a comunicação direta com sua própria Mãe, Afrodite.

- Duplas? Segurança? Pff... A parte do grupo que chamam de "exército", é ninguém mais do que eu, Heh! - KaiTen virava de costas para o grupo e para a fortaleza de Skyhold, olhava para cima, suspirando profundamente, então abria seu típico sorriso. - Nós só precisamos passar por eles, certo? Posso encarar isso como uma boa competição. Vamos Damian!

Se virando rapidamente, KaiTen não esperava resposta alguma. Ele já sabia para onde todos deveriam ir, o objetivo está claro até mesmo para ele, por isso o jovem Dragão se virava e corria até a beirada do prédio, pulando com seu lobo no encalço e caindo no chão com um barulho seco. Antes mesmo da poeira que fora levantada baixar, KaiTen e Damian corriam em disparada pelas ruas, na direção da fortaleza. É claro que ele tentaria contornar a grande construção assim que se começasse a se aproximar, mas nada o impediria de fazer as coisas de seu próprio jeito.
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Mitsuko Kanai

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Set 26, 2015 8:18 pm

Durante o resto da conversa, Mitsuko ficou apenas escutando enquanto continuava a polir sua espada. Cada reação era como o esperado. Iori, apesar de preferir lutar, aceitou a ideia de criar um plano. Hideki, o mais velho do grupo, mostrava os fatos, no que realmente deveriam pensar. Lei continuava e dava a chance para Neliel criar um plano e esta aproveitava perfeitamente. Claro que o dragão não gostava muito da prudencia que o grupo decidia ter, mostrando uma reação obvia.

- Parece ser mais um dia comum nas nossas vidas, não é mesmo?

Após um rápido bocejo, a ruiva se levantava e finalmente cumpria seu ritual. Cada cadáver ainda presente naquele lugar recebia uma rosa negra e só quando terminava olhava para seus companheiros.

- Duplas não é? Nel, você quer vir comigo? Sabe, depois de tanto tempo, acho que eu estou precisando tirar férias desse clima cheio de testosterona...
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Iori Takanayashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Set 27, 2015 6:43 pm

Enquanto Neliel fazia seu discurso, sobre o plano que acabara de formular, Iori continuava a olhar para o Forte de Skyhold bem ao horizonte. Estava intrigado... por que tinha uma vontade tão grande de parar aquelas pessoas? O que... havia acontecido no dia em que perdeu a memória?...

Bom, não importava por enquanto, devia ajudar seus novos companheiros em seus objetivos. Quando a explicação acabava, com Kaiten e Mitsuko falando logo em seguida, Iori era o terceiro a se manifestar
.


- Então... duplas... - E Kaiten saía correndo junto de seu lobo. Havia decidido ir sozinho. - É. E lá se vai as três duplas que teríamos... *Gota*

Com a declaração de Mitsuko, falando que iria com Neliel, e como a necromante não deveria ter objeção alguma, os três restantes deveriam se organizar.

- Hideki, Lei. Vamos em três, ou alguém de nós vai sozinho?...

Iori colocava ambas as mãos juntas por trás da cabeça, enquanto olhava para os seus dois companheiros. Ele nunca foi de pensar, por isso apenas seguiria a decisão que seria tomada entre os dois.
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Hideki Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Set 27, 2015 7:51 pm

Hideki escutava com atenção a conclusão que Neliel dava ao plano, agora era só dividir todos em duplas, mas já duvidava que sairia conforme o plano. Neliel terminava de falar e KaiTen já fazia uma saída digna de um dragão caçando sua vítima, seguido por seu fiel escudeiro Damian.

Iori já se colocava na frente e perguntava se alguém mais ia sozinho, sabia que não era uma boa ideia andar sozinho, mas em sua alma sentia a necessidade de ir com as garotas, talvez por sempre proteger sua irmã e agora estar tão longe dela o fazia ter esses desejos, porém queria dar o espaço para elas, então decidia pelo trio.

- Por mim tudo bem, já que um está em dupla com seu bicho de estimação. Então lei o que você decide?

Hideki ainda estava em pé na beirada do prédio enquanto esperava Lei manifestar sua decisão, as vezes ele também pensaria em ir com as garotas.

- Acho que KaiTen vai criar alguma distração no final das contas, ele não vai ter a paciência necessária. Então é melhor sair o quanto antes!

Olhava para a grande fortaleza ao longe e começava a traçar possibilidades do que poderia ocorrer.
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Lei Fong

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Dom Set 27, 2015 10:05 pm

Ótimo... Neliel se provava mesmo cada vez mais útil na situação em que se encontravam. Fugitivos, procurados em todo o mundo. Ainda existiam aqueles cartazes pelos reinos que tinham a influência da grande Cidadela dos Céus, porém... o que estava acontecendo em Shadowrealm? Lei Fong tinha um sentimento de que algo não estava em sua normalidade, onde Skyhold deveria estar oprimindo todos os habitantes daquele território dominado. Alguns habitantes... que encontrou nos dois meses que esteve entre o Forte e o Vale do Medo, ainda tinham um fogo tão intenso no olhar, ainda estavam vivos.

Voltando a realidade, Hideki e Iori conversavam com Lei Fong, a respeito do último grupo. Ele, ainda com o mesmo sorriso irritante no rosto e os olhos fechados, respondia. Aproveitando a decisão "solitária" de Kaiten.


- Eu vou sozinho também. Tem algo que eu quero checar. - Tocava no ombro de Iori e de Hideki. - Vão vocês dois, Iori vai precisar de uma boa cabeça, e Hideki vai precisar de bons músculos...

Seu tom de voz permanecia monótono durante toda sua fala, dando uma sugestão a dois companheiros. Ao terminar se virava para as garotas, ainda com a expressão intacta.

- Onde, vai ser o ponto de encontro Neliel? Logo após o Forte ou ainda mais ao norte?

Com essa pergunta, Lei esperava uma resposta para começar a se mover. E enquanto a esperava, pensava no que poderia estar acontecendo. Já que além de uma tensão no ar, sentia uma energia, ainda tímida, se concentrando em Shadowrealm.
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Neliel Hellfairy

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Seg Set 28, 2015 10:08 pm

Kaiten era forte, isso não era segredo para ninguém, mas ao mesmo tempo era muito previsível, suas ações seguiam um padrão, facilmente manipulável. Tendo isso em mente Neliel criou aquele plano. Se separar, e então seguir caminho em duplas por segurança, mas claro que o Dragão não concordaria, seguiria sozinho e no processo causaria grande confusão, atraindo os olhos de Skyhold para si, dando assim passagem segura para o resto da equipe. Conhecendo a força do garoto, suas chances de sobrevivência eram relativamente altas.

Mesmo quando o Dragão partia, a expressão de Neliel não se alterava, seus olhos sonolentos e cabeça baixa transmitiam um ar melancólico, que só era intensificado por sua voz rouca e baixa. A partida de Lei se mostrava a única surpresa naquele diálogo, pois a necromante não sabia para onde ele iria, e por que faria isso. Mas não cabia a ela perguntar, e ela não o faria, ao invés disso respondia a pergunta de Lei, logo após acenar positivamente para Mitsuko, que propunha a partida das duas como uma dupla.

- Não conheço essa região, por isso não posso definir um ponto especifico. Sigam para o leste, quando atravessarem as defesas de Skyhold mudem a direção para o nordeste. Poderei encontra-los com minhas habilidades, e mesmo que algo aconteça comigo, tenho certeza que se encontrarão.

Iori partiria com Hideki, Neliel e Mitsuko também formariam uma dupla, enquanto Kaiten e Lei seguiriam em direções diferentes por conta própria. Neliel sabia que deveria partir imediatamente, por isso alertava o grupo, ao mesmo tempo que se virava em direção a saída, recolocando seu capuz.

- Ficamos tempo demais aqui, logo nos alcançarão, se espalhem em direções diferentes e vamos seguir caminho...

Por um instante ela parava, e encarava mais uma vez aquela paisagem medonha de destruição.

- Esse lugar está em guerra, mas não é nossa guerra.. se controlem.
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Ter Set 29, 2015 7:14 pm

A reunião daquele grupo não durou muito tempo, e nem poderia. Por terem praticamente destruído aquele acampamento, Skyhold com certeza tinha conhecimento do incidente. Kaiten Ishiyama foi o primeiro a partir, até mesmo antes da reunião realmente se encerrar. Ele e seu lobo companheiro, Damian, corriam em direção do forte.

Lei Fong foi o segundo a partir, mas ele não tinha a mesma pressa de Kaiten, por isso era mais lento. Já que além de contornar o Forte, ele também queria saber o que estava acontecendo em Shadowrealm. Hideki e Iori partiam um pouco antes do último grupo, e por fim, Neliel e Mitsuko partiam, deixando o acampamento destruído para trás...


Rota de cada "dupla"


Agora, enquanto Lei Fong e o seu grupo tentavam passar por aquele obstáculo, o Dragão Bonzinho também estava se movendo, e seu destino era o mesmo lugar em que Lei se encontrava. A Terra de Ninguém. Alguns membros estavam chegando em uma embarcação no Porto dos Ossos, de onde partiriam para o objetivo da missão em que estavam, mas... o que os levou a isso?

No dia anterior, em Bluehaven, a Resistência decidiu agir contra um problema que começou a acontecer dias atrás. Acampamentos inteiros estavam desaparecendo na Terra de Ninguém, da noite pro dia, e se aquilo continuasse daquela forma, os planos da conquista teriam que ser adiados por causa do "território" que estavam perdendo. Foi dada a missão de investigação para Katherine, uma das cabeça da parte de inteligência do grupo rebelde.

Porém, Katherine viu nessa missão uma chance para preparar sua pupila, Airi Kawano, para tudo o que estava por vir, além de também estar com preguiça de arcar com as consequências e o peso de liderar uma missão. Desde então ficou tudo nas mãos da Kawano, que depois de reclamar bastante, acabou aceitando e escolheu convocar alguns companheiros para lhe acompanhar naquela missão. Eram eles: Ryouji Kawano, Otohime Katashi, Lyev Schneider e Saito Takeshi.

Eles partiram ainda no mesmo dia em que a missão foi dada, a situação era urgente. Estavam a bordo de um veloz e pequeno barco, que aproveitando a recente explosão nas proximidades do Sun Haven, passou por todo o trajeto até o Porto dos Ossos sem que Skyhold percebesse...

Já estavam em minutos chegariam, e alguns membros da Resistência, que conduziam o navio até o porto, chamavam os membros da missão para irem até o convés, por já estarem chegando. Seria uma boa hora para repassar um possível plano, porque eles deveriam investigar, e se possível, evitar que os acampamentos da Resistência continuassem a desaparecer.


Mapa contendo o estado dos acampamentos rebeldes na Terra de Ninguém


(Ordem de postagem: Airi Kawano, Otohime Katashi, Lyev Schneider, Ryouji Kawano, Saito Takeshi)
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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Out 01, 2015 6:33 pm

Em sua cabine no navio, estava a pequena irmã de Ryouji, sentada numa cadeira enquanto torcia e retorcia várias peças em algum tipo de engenhoca que estava trabalhando. Seu cabelo estava bagunçado e em sua mão direita, sua invenção mais trabalhosa. A luva de metal, ainda sem nome, porém muito mais avançada, do que meses atrás. O tempo que passou na oficina de Mark lhe fornecera conhecimento para aprimorar e muito suas habilidades de mecânica.

- Quase lá...

Depois de alguns instantes a mais de parafusos e porcas, Airi finalmente dava o "click" final, e um pequeno "BIP" começava a ser emitido pelo estranho aparelho no qual trabalhava.

- Haha! Isso!

Agora pronta, a garota jogava tudo em sua mochila, e finalmente saía de sua cabine, local onde havia se confinado desde o inicio da viagem. Enquanto caminhava pelos corredores do navio, Airi mexia com a ponta dos dedos, numa pequena interface adjacente a sua "luva tecnológica ainda sem nome". Ela tentava ajustar seu mapa para aquela região, depois de roubar informações de um dos satélites de Skyhold dias atrás, mas toda aquela radiação atrapalhava até mesmo a grande nação.

Antes que percebesse, Airi estava frente aos outros membros da missão, mas seus olhos só os percebiam segundos depois.

- Ah! Tinha me esquecido de vocês..

Depois de encarar todos a garota voltava a falar, enquanto andava, olhando ao seu redor, como se procurasse por alguma coisa.

- E eu pensando que essa missão não poderia ficar pior... onde eu fui me meter..

Ela estava feliz, muito feliz por não ter que enfrentar aquilo sozinha, e aliviada por Ryouji e Otohime estarem ali, mas sua língua ainda era a mesma. Durante sua procura, Airi finalmente encontrava. Olhava para cima de uma das salas no convés, onde havia um aparelho adjacente a parede. Porém ao se aproximar, não conseguia alcança-lo, mesmo depois de um pulo ou dois. Então a garota olhava para Ryouji irritada.

- Não fique ai olhando irmão inútil, vem aqui me ajudar!

Supondo que Ryouji a ajudasse como fazia de costume ela arrancaria uma pequena peça do aparelho, e a colocaria num slot especial de sua luva. Aquilo fazia com que a imagem, antes embaçada, agora se tornasse nítida, e com o apertar de outro botão, se transformava numa pequena projeção de um mapa, pouco acima de seu pulso. Ainda apresentava alguns problemas técnicos como chiados e mudanças repentinas de cor, mas era possível observar quase toda a região da Terra de Ninguém, pelos olhos do grande inimigo da Resistência, Skyhold.

- Então prestem atenção, vou tentar explicar a maneira mais simples possível para que sua mentes inferiores consigam acompanhar.

Apontando um de seus dedos para a projeção, num pequeno ponto azul, Airi falava.

- Esse ponto representa minha posição, ou melhor dizendo, nossa posição.

Haviam outros pontos representados por círculos na cor verde, e marcações em "X" nas cores vermelhas, eram respectivamente os acampamentos ainda habitados e aqueles onde ocorreram os desaparecimentos.

- Eu fiz essas marcações durante o caminho para deixar as coisas mais simples, nosso primeiro objetivo é chegar nesse ponto. E procurar por pistas do que pode ter acontecido.

Ela apontava para um dos "X" em vermelho, o mais próximo ao porto de Ossos.

- Só precisamos seguir rumo ao Norte...não sei o quão burros vocês são, mas acho que pelo menos isso podem fazer certo?

Apesar de animada para testar seus equipamentos, Airi guardava um receio em sua mente. Tinha plena consciência de seu estado de saúde frágil, e sabia que o lugar para qual se encaminhavam era um ambiente hostil. Mas se mantinha forte, guiada pela confiança que Katherine depositara nela para lhe por responsável por uma missão de tamanha importância.

- Se alguém tiver dúvidas é melhor falar agora, não quero ter que responder perguntas idiotas pelo caminho.


Última edição por Airi Nikolaievich em Qua Out 07, 2015 7:52 am, editado 1 vez(es)
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Out 01, 2015 10:58 pm

Mal acordou de um longo período de coma e Otohime já fora chamada para uma missão. A garota não se importava. Na realidade sentia como se não fosse dormir por um bom tempo.

Os tripulantes daquele navio nunca comeram tão bem em todas as missões que tiveram que realizar. Isso porque o tempo naquele navio parecia não passar para a Katashi que se dividia entre a cozinha e longos períodos sozinha, escrevendo em seu fiel escudeiro, o caderno de magia. Não demorava muito e essa combinação logo a faria encontrar seus companheiros de missão. Distraída enquanto pensava e escrevia, a garota acabava não vendo um degrau em seu caminho e...

- Waaaaaaa!!!!!! - Caderno e lápis voavam. A garota caia no chão. - Quem foi que colocou esse degrau no meu caminho? - apesar de tudo, a calma estava sempre presente na Katashi que se levantava imediatamente ajeitando seu vestido rosa e sua jaquetinha vermelha. - Alguém viu onde foi parar meu caderno?

Antes que alguém pudesse dizer algo, Airi chegava, já soltando seus elogios para todos os lados. Aquilo fazia a Katashi rir baixinho.

- É bom te ver de novo também Airi. - e então os novos elogios eram lançados para Ryouji. - É...certas coisas nunca mudam, haha.

A situação era explicada a eles de uma forma que todos pudessem entender, ou melhor que Ryouji pudesse entender. Uma única olhada naquele mapa e tudo já ficava na mente da garota que nunca perdia o sorriso no rosto.

- Pra mim ficou tudo bem claro, Ai-chan.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 02, 2015 11:11 am

Não fora tão traumático assim para que o jovem estrategista e agora ex-Tenente da Resistência, Lyev Schneider, se enturmar com o pessoal da Dragão Bonzinho. "Dragão Bonzinho, que nome constrangedor..." Ele ainda se lembrava de Lin, lhe dando as boas vindas e falando o nome do grupo em que acabara de se unir. "Se eu soubesse que o nome do grupo era esse..." Bom, ele não podia reclamar. Na realidade, estava muito ansioso, pois aqueles são Guerreiros em sua maioria vindos de Dragonland, com objetivos próprios e movidos por uma causa comum.

"Não fique ai olhando irmão inútil, vem aqui me ajudar!"

E aí estava a parte difícil. Schneider nunca foi bom em matéria de pessoas. Sempre fora um gênio em quase todos os campos exatos, mas entender a mente humana e seus sentimentos... muito complicado. Travar guerras e comandar tropas sempre lhe pareceram tarefas muito mais fáceis, por isso não conseguia entender essa estranha e frágil garota chamada Airi Nikolaievich. Uma pessoa inteligentíssima, tão inteligente que sentia que poderia conversar com ela por dias seguidos... "Senhor, de onde ver a fonte de mau humor desta menina?"

Como seu irmão podia aguentar todo aquele tratamento? Talvez ser desprovido de um grande intelecto o fizesse relevar muitas coisas, mas o mais estranho... não importa o como Airi trate os outros, todos seguem suas ideias pois ela sempre se prova um gênio, assim como ele próprio.

"Quem foi que colocou esse degrau no meu caminho?"

Mais um ser provido de uma clara inteligência, mas ao mesmo tempo... diferente. Ao contrário de Airi, extremamente gentil, mas também muito estabanada e avoada. "É como se ela nem tentasse se focar em alguma coisa...". Lyev notava que o pequeno caderno caíra perto de si. Lentamente, ele se ajoelhava no chão com uma das pernas e o pegava do chão, nesse momento ele se dava conta de que Otohime lhe lembrava muito uma velha amiga sua, aquilo o deixava curioso.

- Aqui está, Otohime. - Lhe estendia o caderno. - Ouvi falar que as escadas do navio mudam de lugar durante a noite, tome cuidado.

E com um meio sorriso, ele se virava para ouvir Airi. Lyev já foi chamado de muitas coisas, mas nunca ninguém insultou seu intelecto, por isso aquilo o pegava bastante em seu ego. "mentes inferiores", "quão burros vocês são", "perguntas idiotas". Lyev trocava o peso do corpo de uma perna para a outra, passando a mão por seus cabelos ruivos durante o processo. Não estava irritado, apenas um pouco desconfortável, mas é claro que isso não o impedia de ser quem era.

- Sem perguntas, Capitã! - Enrijecendo sua postura, batia continência para as ordens de Airi. - Pronto para partir quando lhe for conveniente, ou não. Você é a capitã afinal de contas.
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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 02, 2015 8:38 pm

Ryouji se encontrava no convés, na verdade, ele havia passado a viagem inteira ali, mais precisamente, encima do mastro do navio, observando toda a extensão que o horizonte do mar poderia fornecer a sua visão. Porém, ficar naquele lugar o fazia lembrar de uma breve, mas boa amizade que teve. O Kawano poderia ser idiota com palavras, esquecer de muitas coisas, mas de seus amigos, se lembrava de tudo. Para ele, era a coisa mais valiosa que tinha.

Tatsuo, um grande contador de histórias de pirata e um membro importante da tripulação do navio Eulen. E morto por Ygros Frostwatch, um nome por qual Ryouji continha um grande ódio, mas por algum motivo, o olho amaldiçoado não amplificava tanto os sentimentos do garoto como fazia em sua mãe, Kyuubei. Talvez pudesse ser sorte, ou talvez sua vida tranquila foi a chave, mas ainda sim o nome daquele cavaleiro sempre voltava a sua cabeça, desde o dia da morte de Tatsuo. O olho sempre fazia questão dele lembrar...

- Não se preocupe velho, vou levar suas histórias comigo, elas não vão morrer no mar...

Dizia o Kawano para si mesmo enquanto olhava para o seu punho cerrado, era quando um membro da Resistência, lá do solo do convés, começava a gritar.

- Ryouji! Ryouji!

Gritava e gritava, mas nada acontecia. Ryouji estava distraído em seus próprios pensamentos, parecia estar em uma outra realidade. Por isso, depois de dois minutos sem resposta, o soldado suspirava e começava a subir o mastro. Quando o mesmo chegava, ficava atrás de Ryouji e lhe tocava no ombro.

- Ryo-

- AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!

Um grito bem afeminado ecoava no navio inteiro, e Ryouji quase caía do mastro com o susto que havia tomado com o toque no ombro, não estava preparado para aquilo, e um silêncio constrangedor tomava conta do mastro. Gotas brotavam na nuca do soldado, e suando frio o Kawano ficava, até que sete segundos depois, ele tentava disfarçar o seu grito de donzela em perigo.

- *Caham* Ei, o que aconteceu?

- Er... estão chamando pra cabine... logo alcançaremos nosso destino.

- É só isso não é? Então... - Quando estava para descer o mastro, ele completava sua frase. - você poderia não contar a ninguém sobre isso?...

- ... Tudo bem...

- Muito obrigado.

E era depois dessa cena que Ryouji chegava a cabine, onde todos iam se reunindo. Otohime e Lyev já estavam lá, depois dele provavelmente Saito chegaria e por último sua irmã, Airi. O único que não conhecia muito bem ainda era Lyev, e até que conversasse mais com ele, não ficaria tão confortável, ainda era um rosto novo para o Kawano.

Poucos instantes após todos estarem reunidos, sua irmã tentava pegar algo que se localizava além de seu alcance, e "educadamente" chamava Ryouji para ajudá-la. Ele já estava acostumado com o vocabulário dela, e mesmo que ainda resmungasse um pouco, ele sempre fazia o que ela lhe pedia, afinal, era sua querida irmã.

- Hai, hai! - Murmurava. - Mas eu não sou inútil...

E com os olhos fechados, após pegar o objeto que estava alto demais para Airi, o entregava a ela. A partir daí, ficou apenas escutando e prestando atenção nas palavras da irmã. A explicação foi até fácil de entender, mesmo com tantos insultos e indiretas. Ryouji acreditava que nada de ruim saia da boca de Airi, era apenas a sua forma de falar e vendo que ninguém a sua volta ficava irado com ela o fazia sorrir por um momento. Sua irmã estava crescendo e havia achado um bom lugar, assim como ele. A garota que antes era tão anti-social já havia feito amizade com muitos, e de uma forma ou outra ele acabava ficando orgulho. Mesmo que ela percebesse isso, o Kawano apenas responderia com um tom animado na voz, referente a sua última pergunta.

- A gente só tem que ir até o "xis" e investigar. Isso é fácil! ... Mas, eu ainda posso contar com sua ajuda, não é Irmã?

Dizia isso, coçando a cabeça e sem graça. Realmente, mesmo sendo o irmão mais velho, Ryouji ainda dependia bastante de Airi, quando a questão se tratava em realizar uma tarefa que pudesse vir a complicar de alguma forma.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Um pequeno passo.   Sab Out 03, 2015 11:22 am

Saito estava sentado no chão do convés do navio, de olhos fechados, enquanto sentia o balançar do navio e ouvia atentamente sem querer, o que se passava por ali.

Já faz tanto tempo..

Dizia em tom baixo, abrindo os olhos, e se deparando com o alto mar.

É.. eu estava mais acostumado em terra firme mesmo.

E assim, ele coçava por trás da própria cabeça, suspirando.

[~3 semanas atrás~]

O rapaz loiro se encontrava ofegante, sentindo como se sua mão fosse puxada pelas veias, nervos, e vasos sanguíneos, estendendo-a a um pequeno pé de eucalipto que havia plantado dias depois de ter descoberto que seu segundo controle de elemento, era ligado ao primeiro, ou talvez que aquilo quisesse dar um sinal no qual ele de certa forma, teria uma ligação com o equilíbrio da vida, mesmo que, ele não quisesse fazer parte dela.

Ah... droga.

O pequeno pé chegava a crescer um pouco, emanando uma pequena aura verde incomum, que permanecia por alguns segundos, até ele cair para trás, sentado no chão.

Isso é... mais difícil.. que eu... imaginava..

Ele secava o suor da cabeça, respirando sem parar, enquanto pensava: Claire, era um anjo que levava a alma dos vivos aos seus devidos lugares, uma acompanhante, ou talvez uma guia, enquanto, ironicamente, Saito parecia estar cada vez mais próximo de alguém que, não querer interferir nas leis da criação, estava sendo praticamente arrastado cada vez mais à aquilo.

Não tenho.. escolha.. mesmo.

O rapaz murmurava, enquanto Claire, não querendo atrapalhá-lo, ouvia de longe, e em seguida, ela saía de lá, voltando ao trabalho.

Semanas depois, Saito conseguia fazer uma semente chegar a brotar e a crescer a um tamanho considerável, pelo menos 20cm acima do solo. Era alguma coisa, levando em consideração que ele deveria treinar muito mais aquilo.

Espero que isso seja útil algum dia...

O rapaz loiro dizia consigo mesmo, fechando o punho, com a mesma aura verde que se encontrava nas plantas no qual treinava. Saindo de lá, ele se encontrava com Claire, que, mesmo não abordando antes sobre esse assunto, ela falava agora com ele sobre.

Você esteve observando, não é?.

- A todo momento..

Eu.. não tive escolha.

- Saito, a cada segundo que se passa, você deve perceber que está cada vez mais interligado com a vida dessas pessoas. Interrompendo ou não, o fato de você existir, já faz isso por si só, e você tem vários amigos nisso, enquanto tentava encontrar uma resposta para sua existência. Não foi o objetivo em si, foram os meios que te levaram a isso.

Saito suspirava baixo, coçando o rosto com o indicador direito, enquanto ela continuava, sem nenhuma mudança em seu olhar.

- E não se preocupe, eu sou encarregada de guiar a vida dos humanos, e a vida na qual você faz nascer com o poder de seu elemento, só faz parte de um ciclo onde o fará retornar ao que era, independente do quanto tempo se passe, então não se preocupe.. tudo está interligado, queira ou não.

Entendo...

Tudo o que fazia Saito pensar até demais, parecia se esvair como água, pouco a pouco, como uma brecha de uma poça que se formava em dias após dias de chuva.

Tenho que ir.


O rapaz seguia adiante, pois havia recebido uma carta no qual o convocava a retornar para participar das missões com os que lhe guiavam.

E.. Claire...

- Hum?.

Obrigado.


Era uma das poucas vezes em que ele chegava a sorrir, e mesmo assim, parecia uma espécie de sorriso de delinquente, algo diferente de um simples sorriso. Mas no fundo, ele estava mais aliviado de não estar desbalanceando tanto algo que sempre teve em mente de querer mantê-lo, de certa forma, ele saia de lá, partindo para a embarcação.

[~Fim do flashback~]

Revirando sobre suas memórias, ele ouvia um grito estranho e afeminado, olhando para a direção no qual ouvia, e percebi claramente se tratar de Ryouji, chegando a rir um pouco, em tom baixo, mas depois tentando ignorar.

Então.. chegou a hora.

Ele se levantava, e partia para a cabine, onde todos se reuniam, justamente para saber do que se tratava. Saito era um dos últimos a chegar, depois de Ryouji, e assim, ele ia vendo aquele apetrecho curioso que Airi usava e mostrava o mapa. O rapaz coçava o queixo, olhando atentamente, as vezes colocando o rosto por baixo para ver como que ele surgia, mas ainda sim, ouvindo-a atentamente, e ignorando aquele jeito que ela tinha as vezes de tratá-los com desprezo, sendo que, ele só ouvia poucos, por ser um dos últimos a chegar.

Hum? Sem problemas.

Dizia sem um pingo de animação, parecendo mais como se estivesse com preguiça. O objetivo era investigar alguns pontos de acampamentos no qual haviam desaparecido, mas algo a mais lhe chamava a atenção.

Humm.. torres de rádio.. será que podemos usá-los? Talvez até mesmo possa haver alguma gravação dos dias anteriores entre os acampamentos, não? Poderíamos começar por isso enquanto não chegamos lá.

O objetivo parecia ser simples, porém, dado as circunstâncias onde poderiam tentar de tudo enquanto não estivessem ativos, talvez com alguma observação, poderiam começar por alguma coisa.

E esse seu aparelho parece interessante Airi, posso vê-lo?.

E como sempre, sua curiosidade não deixava de fazê-lo agir de uma maneira estranha e intrigante.


Última edição por Saito Takeshi em Sab Out 03, 2015 11:24 am, editado 1 vez(es) (Razão : Img grande.)
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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sab Out 03, 2015 6:56 pm

Airi explicava tudo muito bem, até que Ryouji conseguia entender tudo. Ninguém tinha dúvidas, e havia apenas uma sugestão, vinda de Saito. A garota decidiria adaptá-la em seu plano ou não, uma vez que era a encarregada e liderava o grupo naquela importante missão na temível Terra de Ninguém.

Independente do que Airi decidisse fazer com a sugestão de seu companheiro, o navio continuaria seu curso e cinco minutos depois, atracava no Porto dos Ossos, e a primeira impressão que o Dragão Bonzinho teria da terra que estaria para pisar era o seu odor. O Porto dos Ossos era pútrido, e como o nome já indicava, a quantidade de ossos que aquele lugar continha era insana.

Um lugar cheio de batalhas, onde você não está seguro por nenhum segundo. O Porto era como um cemitério da Terra de Ninguém, além de ser totalmente deserto. Os membros do Dragão Bonzinho perceberiam que estavam em um lugar fantasma. Bluehaven era perfeita quando comparado ao Porto dos Ossos, que restavam apenas suas ruínas, vestígios da Grande Guerra do passado.

O pequeno navio que os levou até lá abaixaria uma rampa até o solo do porto, e um dos soldados da Resistência os acompanharia até a saída, e antes que o Dragão Bonzinho fizesse isso, ele se curvava, com os olhos fechados e um sentimento de culpa na voz.

- Nos desculpem... não podemos mais ajudar. Estarão... por conta própria a partir daqui. A Resistência precisa de todo o pessoal disponível para os preparativos do grande dia, estamos ficando sem tempo! Além de não termos muitas informações sobre a Terra de Ninguém...

A Resistência fora da Terra de Ninguém parecia tão poderosa mesmo oculta, e alí... era uma outra história. Ainda tinham acampamentos, mas eram pequenos e poucos, devido ao caos constante daquela terra. E ainda por cima, alguns estavam desaparecendo, e esse era o motivo de estarem ali.


Posição Atual


O cheiro de morte estava por todo canto naquele porto, e a aparência desértica era assustadora. O Dragão Bonzinho estava em uma terra que nunca viram antes, e dessa vez, por conta de si mesmos.

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Airi Nikolaievich

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Out 07, 2015 9:08 am

Otohime era sem sombra de dúvidas a pessoa que Airi mais se apegara, ignorando é claro seu irmão e Katherine, o motivo era sua capacidade de entender a garota e se mostrar intelectualmente superior a maioria do grupo, além de sempre acalmar a pequena quando esta passa por dificuldades. Estar ao lado dessa pessoa e de seu irmão dava a Airi a segurança que ela precisava para agir sem receios.

Já Lyev, o mais novo membro do grupo se provava diferente, pois apesar de ter uma grande e perceptível capacidade intelectual, ele fazia provocações claramente propositais e sarcásticas que funcionavam contra Airi 100% das vezes. Por isso a garota cruzava seus braços e virava o rosto, claramente aborrecida.

- Tsc, a capitã dos imbecis, que honra a minha.

Em meio a seus resmungos, ela também ouvia as palavras de Ryouji que mais uma vez a lembravam de Lin por ambos terem uma personalidade e mentalidade parecidas. Mas acabava não tendo a oportunidade de responder, pois Saito também falava logo em seguida. Ainda de braços cruzados e um rosto "emburrado" Airi voltava a falar.

- Idiota, as grandes torres de rádio marcadas no mapa são propriedade de Skyhold, não podemos nos aproximar delas. Os acampamentos da Resistência possuem seus próprios aparelhos de comunicação, mas primeiro precisamos chegar até lá. Da próxima vez que abrir a boca tente não falar algo tão estupido, do contrário é melhor continuar calado.

Mas o que a garota realmente quis dizer? "Não podemos usar as torres pois são guardadas por Skyhold, porém utilizar os próprios rádios da Resistência foi uma boa ideia, muito obrigada Saito". Mas Saito provavelmente já conhecia sua personalidade difícil, por isso a ignorava e lhe pedia para ver o aparelho em seu pulso. Airi o retirava e entregava ao garoto suspirando.

- Tente não quebra-lo, nem suja-lo com essas mãos imundas.

"Claro que pode vê-lo Saito", e ela responderia a qualquer dúvida a sua maneira até que o navio finalmente parasse. Seguindo a equipe já novamente com todo o seu equipamento, e sempre com uma mão tapando o nariz.

- Qual o problema desse lugar, cheira tão mal quanto o quarto do Ryouji.

Ao final do "passeio" pelo porto, o soldado da Resistência se curvava e se desculpava. Airi mexia em um de seus aparelhos enquanto isso acontecia, e quando finalmente terminava, voltava seu olhar ao soldado e falava, enquanto passava caminhando direto por ele.

- Da próxima vez que for pedir pra alguém fazer seu trabalho por você, tente pensar numa desculpa melhor seu projeto inútil de soldado.

E assim Airi se despedia carinhosamente do soldado, e agora encarava um dos momentos mais difíceis de sua vida. Era complicado não ficar nervosa e preocupada, mas ela não deixava isso transparecer aos olhos menos afiados, daria seu melhor como sempre fazia, reclamando e agredindo verbalmente qualquer um em seu caminho.

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Ryouji Kawano

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Out 07, 2015 5:38 pm

Ryouji não tinha mais nada a falar no navio após a explicação de tudo vindo por parte de sua irmã, o que podia fazer agora enquanto não chegavam no porto era...

- Hime-san, Lyev-san, Saito-san! Vou ficar na proa, qualquer coisa podem chamar o Grande Ryouji!

Uma frase de efeito. Pelo menos ele achava aquilo super maneiro, e então ele se retirava rindo bem alto. A partir dai, os minutos se passaram, e o odor chegava com tudo as narinas de Ryouji. E instantes depois, o comentário de Airi o pegava desprevinido.

- Oe, oe! Meu quarto não era fedido, ele só tinha o meu cheiro! Era o meu território!

E com aquele comentário idiota ele descia do navio assim que ele atracava no porto. Ryouji via os ossos que circulavam a região e percebia o quão horrível aquele lugar era... "Isso... não é Shadowrealm...", pensava o Kawano. E toda aquela sua visão não passava de 1% do que era a Terra de Ninguém, o garoto apenas não tinha a noção do que ainda poderia estar por vir.

Pela atmosfera, ele sabia claramente que era um lugar perigoso. Ryouji viveu dentro de batalhas, e o cheiro do Porto lhe trazia lembranças de lutas sangrentas que teve em Dragonland, mas algo lhe assustava, o cheiro era muito mais intenso do que em sua terra natal.

Por fim, o soldado desculpava por não poder mais acompanhar. A partir dali estariam os cinco sozinhos, sem mais receber o suporte da Resistência. Ryouji estava bem tranquilo, mas estava preocupado com sua irmã. Airi era bem frágil, o que lhe gerava uma preocupação muito maior, mas o rapaz se surpreendia, sua irmã respondia o soldado sem precisar pensar duas vezes, o insultando bastante mesmo que não quisesse fazer isso, foi bastante maduro de sua parte, fazendo o Kawano sorrir levemente.

- Heh. Não se preocupe amigo. - Batia no peito. - Apenas faça o que deve fazer, que a gente cuida do resto!

E quando o soldado partia, olhava para frente mais uma vez, colocando as mãos na cintura e suspirando. Podia ter dito aquilo mas...

- Er... em que direção tá o "xis" mesmo?

O cérebro de Ryouji não guardava muito bem imagens. Por isso estaria dependendo de seus companheiros no caminho até o "xis".
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qua Out 07, 2015 8:07 pm

Lyev devolvia seu precioso caderno. A Katashi o olhava sorrindo enquanto pegava o objeto de volta.

- Arigatou, Schneider-san.

A gentileza da garota parecia não ter limites. Até mesmo as respostas de Airi não eram capazes de tirar o sorriso dela, muito menos o perigo eminente. Assim que tudo era resolvido a garota se afastava. Dessa vez ela não caia. Ia para o lado de fora da cabine e ficava olhando o caminho. Sua presença ali era tão mínima. Era tão fraca que raramente alguém a notaria.




Quanto mais próximos de seu destino, algo já mudava na Katashi. Levantando a mão direita a garota afastava as grandes pulseiras e já via uma pequena marca surgindo. Aquilo finalmente tirava o sorriso de Otohime temporariamente.

Assim que o cheiro local atingia a garota, ela arrumava as pulseiras e desembarcava com todos, ouvindo o comentário da pequena Airi. A Katashi ria baixinho.

- Que isso Ryouji, seu pai nunca te mandou limpar o quarto?

E então ela olhava para o oficial da resistência que se desculpava. A garota tocava o ombro do homem com uma expressão serena.

- Nós entendemos as motivações de vocês e levaremos as informações que precisam quando tudo isso terminar. Não tem que se desculpar por algo que não é culpa sua. Não é?

Após falar isso, a Katashi olhava ao redor. Tantos ossos...tanta dor... o cheiro...A garota sorria, olhando para Airi e se aproximando da garota.

- Dessa vez é mais fácil não sermos notadas Airi... – E com um toque no ombro da garota, Airi poderia se lembrar que quando o ataque contra o navio de Heikki aconteceu, Otohime conseguiu fazer desaparecer completamente a existência da energia delas pra qualquer pessoa que sentisse aura no navio inimigo com apenas um toque, apesar de ainda não estar usando essa habilidade. – Ryouji! Quando tudo acabar vamos fazer um exercício de memória, ok? O “xis” fica pra lá – E a garota apontava para a direção exata que mostrava no mapa de Airi.
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Lyev Schneider

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Qui Out 08, 2015 1:19 am

O anúncio do Soldado sobre não ter como ajudar além daquele ponto, o fez lembrar do por quê ele realmente abandonara a Resistência. "Sem mais mãos atadas, Lyev. Agora você pode agir como bem entender." Antes de mais nada, agora era o momento. O pessoal de Dragonland é bom, Schneider nunca teve dúvidas, mas conhecimento do terreno era necessário. "Pense, pense..." Aos poucos, as informações vinham. Lyev estava de olhos fechados, de braços cruzados e recostado numa parede, totalmente focado em reviver os anos de estudo em seu treinamento militar de inteligência de campo. Após reunir todas as informações em sua mente, saia para o convés, tendo o primeiro vislumbre nada agradável da Baia dos Ossos.

- Não vai ser só um passeio no parque... - Lyev deixava o vento bater em sua jaqueta militar, enquanto se pronunciava. - Skyhold estará nos vigiando bem de perto, sem falar nos selvagens que habitam essas terras, que pelo que li... são muito hostis. - Então fazia uma breve pausa. - Mas se encontrarmos um grupo que não nos ataque na primeira oportunidade, podemos aproveitar e perguntar pra eles qual é a gastronomia local... - Colocava a mão sobre a boca, observando todos aqueles ossos espalhados pela região. - Confesso que estou curioso.

Quem olhasse para ele, acharia que Lyev estava falando sério, enquanto seu tom de voz diria o contrário. Mas agora o rapaz passava a mão por seus cabelos ruivos, centrando-se mais ainda no objetivo e imaginando como ele poderia ser melhor ainda executado, afinal de contas Lyev ainda é um estrategista. Mas tão logo quanto ele começou a pensar, Ryouji fazia uma cena inspiradora... mas nem tanto.

- Ryouji, o "xis" fica onde seu coração desejar. - Ele apontava para o peito do garoto. - A não ser é claro, que estejamos seguindo o mapa holográfico da Capitã, o que nesse caso faz "xis" ser determinado por ela.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: A Terra de Ninguém   Sex Out 09, 2015 9:37 pm

De certa forma, por mais que Airi falasse daquela maneira tão grossa, Saito podia ver de uma certa forma, a calma que ela chegava a transparecer, deixando óbvio e claro que o que ela falava era algo comum, mesmo parecendo descomunal.

Certo.

O rapaz loiro respondia, de forma gentil, sobre os detalhes das torres. Ele não queria fazer diferença, mas queria propor que existisse uma, em conceitos de ideias e estratégias por lá. Saito não era muito obm "à" estratégias, mas tinha em mente que, pensar um pouco sobre, poderia ajudar, pouco, ou muito, a abrir um círculo maior para uma missão efetiva e focada ao sucesso. Quando se deparava com a resposta dela sobre poder ver o apetrecho dela, o rapaz voltava com um sorriso praticamente de uma criança, por poder acompanhar e analisar melhor aquilo que era usado.

Obrigado! Prometo te entregar inteiro.

Poderia ser uma mentira, mas sua resposta era pura e inocente como de uma criança mesmo. Se focando em analisar e aprender sobre aquilo, dentre todos os dispositivos ou funcionalidades que ele percebia que não tinha como ir adiante, ele parava, pois, com pouca experiência, Saito ainda tinha em mente que repetir o mesmo erro, não seria lá algo inteligente, e esse era o ponto positivo que ele tinha: ser cauteloso, acima até mesmo da própria curiosidade. Ryouji chegava a se despedir de todos, e Saito só respondia com um jeito de criança obediente: "haaaaaaaaaaaai". Mais algumas perguntas eram feitas para Airi, pois ele estava um pouco entediado de querer somente esperar, e por sorte ele entendia bem o que precisava sobre ele, ou pelo menos o básico, pois em sua mente, algo parecia ainda o incomodar um pouco; então ele entregava o apetrecho à ela, por sorte inteiro, e ia à procura de Otohime, encontrando-a e procurando querer saber se ela estava bem. Uma conversa rápida, ou talvez um pouco mais duradoura do que parecesse. Saito tinha uma sensibilidade maior "agora" que os demais do grupo para energias, sentimentos, ou pelo menos isso cresceu um pouco mais com o aprendizado que se dedicou naturalmente (nesse caso o controle do elemento madeira); algo que tentasse conectá-lo um pouco mais ao mundo. Pouco tempo depois, o navio finalmente chegava ao destino.

Cheiro.. de morte...

Seus olhos se arregalavam, ao sentir sem nem ter saído ainda, e ele notava a enorme quantidade de energia negativa no lugar. Realmente não era um bom lugar. Com um pouco de dificuldade para respirar (mais complicado do que antes, em missões anteriores), ele pegava um pano do bolso e ia amarrando no rosto enquanto saía de lá e ia até a rampa, para poder ajudá-lo a suportar o cheiro, mesmo que 'ainda não fosse' tamanha dificuldade "comparado aos outros", claro. Com o pano no rosto, ele ouvia o que Lyev dizia, e sem reparar, uma resposta à altura era dada.

Gastronomia local? Talvez ossos, concreto, ferro, e muito ódio.. haha.

O garoto suspirava. Por mais que aquela situação fosse caótica, estar presente com as pessoas por lá, o fazia reviver um pouco uma brecha de felicidade que mal reparava, que teve em missões passadas, mesmo que, não se lembrasse das coisas ruins que haviam acontecido, algo como "deixar o tempo passar", fosse a melhor coisa a se fazer, que havia aprendido com a sua mentora Kin. Em pouco tempo, Ryouji perguntava sobre o local, e Otohime respondia. Saito era um pouco mais direto com as informações que conseguira armazenar.

Fica entre as 10 e as 11 horas daqui, pelo que me lembre.

Saito estava de certa forma, bem calmo com a situação. O cheiro de morte realmente o assustava e impressionava, mas para ele, aquilo estava fazendo parte de uma aceitação, humana, de preferência, e assim, ele olhava para o céu, pensando, até decidir por um pouco mais da 'tática' que tinha em mente, em prática.

Hime, vamos proteger a Airi, pode ser?.

Por mais que parecesse ser gentil demais, Airi realmente era um verdadeiro cérebro do grupo, e por mais que ele soubesse "muito bem" que a Otohime era bem forte, eles estavam em um lugar totalmente diferente de Skyhold ou Shadowrealm, mesmo que aquele lugar ainda fizesse parte do continente. Segurança era uma prioridade.

Se os rapazes estiverem com dificuldades, eu os ajudarei, mas enquanto estivermos juntos, teremos outras prioridades.

Mesmo propondo o que queria ser feito; de certa forma, Saito estaria querendo agradecê-la por ter deixado analisar e usar um pouco daquele apetrecho dela.
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