Dark Side RPG

Um RPG que se passa em um mundo pós-apocalíptico, com vários reinos se formando sobre as ruínas do mundo antigo.
 
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 Vaga-lume

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Narrador-kun

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MensagemAssunto: Vaga-lume   Dom Fev 15, 2015 1:56 pm

A notícia da morte de Koji provavelmente chegaria aos ouvidos de todos relacionados a Resistência, e circularia oralmente, o mais discreto possível dos olhos e ouvidos de Skyhold. Todos que conheciam o líder da marinha ficavam bem tristes com sua morte e agora Shizuka teria de exercer o papel de seu falecido comandante, comandar as frotas da Resistência.

Um mês se passava após a reunião com Li zhi, e Katherine foi encarregada a uma importante missão, e como não haviam muitos soldados da Resistência disponíveis, por já estarem em outras missões ou se recuperando de ferimentos, ela decidia pedir ajuda as pessoas que falaram que iriam ajuda-los de sua própria maneira. O Dragão Bonzinho e a tripulação que os estava transportando.

Os escolhidos por ela eram pessoas para quem já tinha pedido favores ainda em Dragonland. Seu sobrinho Dante del Frari, Otohime Katashi e Saito Takeshi. Além de sua companheira da Resistência, Roksana Dzerjinsky, que era bem experiente em campo de batalha, o que seria um dos pontos chaves daquela missão. Katherine não era tão experiente em campo, sua área era a mesma de Airi, informações, leitura de mapas, e envio de coordenadas. Ela era como uma observadora, uma estrategista.

E como Katherine era uma expert quando o assunto era tecnologia/programação, uma mensagem apareceria de qualquer maneira próxima a pessoa que a deveria receber, poderia ser através de um telefone próximo, um celular, um rádio e entre outras formas, mas por meios tecnológicos.

"Oii pessoal! É sua titia falando! Ela tá cheia de problemas sabiam? Será que poderiam dar uma mãozinha? Prometo que não vai ser tão complicado dessa vez. Vou deixar mais informações no QG, depois deem uma olhadinha! byebye"

O QG da Resistência não era único, cada base subterrânea era um QG, e se eles aceitassem o pedido de Katherine e procurassem pela missão, os soldados da Resistência que controlavam as informações do grupo dariam as coordenadas. Era uma fazenda que abrigava refugiados a noroeste de Bluehaven. Os que aceitaram partiriam em um jipe assim que terminassem de receber as coordenadas, dirigido por Roksana, ela sabia onde ficava aquela tal fazenda.

No entanto, Katherine e toda a resistência não estavam atualizados sobre a situação daquela fazenda. Cerca de 20 dias atrás o lugar foi atacado por Skyhold, e acusado de servir de abrigo para aqueles que conspiravam contra o governo. Quase todos foram mortos, e poucos feitos prisioneiros para interrogatório. Os corpos foram deixados onde estavam, pois Skyhold não fazia questão de enterrar seus "inimigos" para a alegria de animais carniceiros como os corvos que cercavam toda a região.


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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Dom Fev 15, 2015 2:40 pm

Naquele dia Otohime caminhava pela cidade com calma, ouvindo uma música feliz em seu IPod. Como sempre, quando ouvia essa música, a garota se empolgava, chegando a cantar algumas partes dela.




- La la la yeah... Itsumo ijooni pusshushite... Itsumo ijooni love love day... Itsumo ijooni donto kamaete ... Itsumo ijooni omoiyaru... Minna atsumatte sawaide... Seishunshite fuzakeatte... Korehodo ni nai shiawasemono ni naru... Smily

Repentinamente a música parava e a voz de Kate surgia com aquela mensagem. Aquilo não a surpreendia nem um pouco, pois já conhecia bem a Tia de Dante para saber que aquilo era algo simples para ela.

- Uma missão... hm, certo, vou lá! - Dizia sorridente, já correndo na direção da QG mais próxima.

Não demorava para chegar, pegar as coordenadas do local de encontro. Sem demora, a Katashi se dirigia até o lugar. Era uma fazenda e o cheiro que tinha lá era horrível, cheiro de corpos se decompondo. Sem pensar duas vezes, Otohime pegava um pequeno lenço que estava no bolso de sua saia e o colocava no rosto, se aproximando lentamente e entrando no lugar.

- Por Nyx, que bagunça... - dizia de forma abafada ao ver a quantidade de corpos ali presentes. - Isso é horrível!
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Dom Fev 15, 2015 8:11 pm

Aquele mês foi o suficiente para que Dante se recuperasse da luta que teve contra Ygros ao lado de Kohaku e Taikun. E nos últimos dias ele já estava treinando bastante com sua katana aos arredores de Bluehaven. Sempre com o cuidado de não ser visto por alguém de Skyhold ele mantinha sua presença baixíssima e treinava o controle de sua aura e sua agilidade.

Durante esse mês, a presença de Kate apenas por alguns momentos, uma vez que ela era bem ocupada com a Resistência, deixavam Dante feliz, feliz por vê-la bem e surpreso por ela estar participando de algo grande, sua tia que por anos cuidou dele agora estava a muitos passos na sua frente e o jovem espadachim se via obrigado a alcança-la.

Agora, havia uma pessoa que viveu grudada nele no mês inteiro, e essa pessoa foi Kohaku. Não era muita surpresa ela se comportar assim, mas Dante deixava um pouco de liberdade para ela, não sendo tão resistente como nas outras vezes. A razão era que, desde que chegou a Bluehaven, notou que Kohaku as vezes tremia, e o apertava como se estivesse com medo de alguma coisa. Não sabia de onde ela tinha vindo, mas com certeza não nasceu em Dragonland, senão não ficaria daquela forma ao ver Shadowrealm.

Mas mesmo deixando Kohaku ter mais liberdade, as vezes ela tentava ir longe demais. Constrangendo Dante e o obrigando a dar-lhe broncas. A ensinando a respeitar a privacidade dos outros. E sem nem perceber, nesses dois anos e pouco em que conheceu aquela estranha pessoa, Dante já a considerava uma grande amiga e companheira. Alguém para contar. E nos últimos cinco dias ele decidiu começar um treino intensivo para melhorar sua agilidade, assim como aumentar sua estamina.

Pedindo ajuda para Kohaku, todos os dias ele recolhia várias folhas. Seja do chão ou das árvores, e as colocava dentro de um saco. Pedia para a garota subir em uma árvore e as jogar para o alto. Dante ficava parado no centro da área em que as folhas caiam (cerca de 200 no total) e só quando elas alcançavam a altura de sua cabeça que ele podia se mover e tentar apanhar todas antes que elas tocassem no chão. Procurava sempre repetir o processo e por dia, conseguia realizar praticamente 20 sessões sem descanso. Sempre ia melhorando nos resultados, a mente de Dante aprendia rápido, e ele já podia identificar alguns atalhos e movimentos padrões que as folhas faziam, o ajudando a pegar a melhor rota possível. Da primeira vez havia conseguido pegar 50 folhas, e desde então sempre foi melhorando.

No final do quinto dia, ele já conseguia apanhar 120 delas, e quando o sexto dia começaria, estranhamente não encontrou Kohaku em lugar nenhum. E isso o fez andar um pouco pela cidade, enquanto descansava seu corpo que estava levemente sobrecarregado com os cinco dias seguidos de treinamento. E como estava ansioso, durante a caminhada ficava pensando se aqueles cinco dias deram algum resultado, queria testar suas habilidades assim como quando enfrentou Ygros. Uma oportunidade, que mal sabia ele, já estava bem próxima.

Horas depois de ficar caminhando e observando a rotina das pessoas de Bluehaven, Dante ainda não tinha encontrado Kohaku e parando ao lado de uma loja de roupas, ele coçava a cabeça e dizia para si mesmo:

- Hum... será que ela tá bem?

Por tanto vê-la ao seu lado, Dante realmente ficava preocupado com a ausência de Kohaku. Mas a loja ao seu lado tinha um rádio que estava falando sobre algumas notícias de Shadowrealm e isso chamou um pouco de sua atenção. Ainda existiam pessoas que se arriscavam para aquilo, e tinha certeza que várias delas eram aliadas a resistência. Jornalistas do mundo antigo que tinham o desejo de deixar todos informados sobre tudo o que acontecia. E quando o rapaz começaria a andar novamente, a voz de sua tia surgia naquele rádio, acabando por ouvir a mensagem deixada por ela:

"Oii pessoal! É sua titia falando! Ela tá cheia de problemas sabiam? Será que poderiam dar uma mãozinha? Prometo que não vai ser tão complicado dessa vez. Vou deixar mais informações no QG, depois deem uma olhadinha! byebye"

Com certeza a mensagem era pra ele. As pessoas em volta não entenderiam muito, mas se Katherine usou a palavra "titia", ela precisava da ajuda dele e de mais algumas pessoas que ele conhecia. Mas quem seriam elas? Seria Lin, Kohaku? No fim não importava, e por julgar uma boa oportunidade decidia ir olhar a missão que teriam, talvez conseguiria testar suas habilidades mais uma vez.

Chegando no subsolo, e encontrando a pessoa que carregava as informações da missão que Katherine foi designada, Dante encontrava rostos familiares. Saito, Otohime e uma mulher loira que tinha visto no navio da Resistência. Mas ao ver que ela não estava acompanhada pela morena que não saia de seu lado na embarcação de Koji, antes de saírem naquele Jipe que a loira dirigiria, Dante resolvia perguntar por curiosidade:

- Ei. Aquela morena que fica sempre com você, não vai dessa vez?

Como eles provavelmente fariam a missão juntos, Dante resolvia conhecê-la um pouco através daquela pergunta. O tom de voz da loira, assim como seus comportamentos durante a fala dariam uma pista para Dante saber como ela era, hiperativa, séria, animada, entre outras coisas. Ter uma boa leitura dos outros é importante, era uma das coisas que lembrava de ter ouvido de sua mãe, e Katherine também falava isso para ele. Conhecer bem o próximo ajuda e muito, pois nunca se sabe quando precisará de ajuda, e aquela pessoa poderia saber a resposta.

A viagem foi tranquila, a mulher dirigia muito bem. Passando-se algum tempo eles finalmente chegavam, e a primeira reação de Dante foi colocar a mão sobre o nariz. O fedor era insuportável. Ao descer do veículo, se deparava com a visão de uma fazenda aos pedaços e imediatamente se lembrava das palavras do informante das coordenadas:

"É numa fazenda de refugiados ao noroeste. Você deve saber onde é Roksana."

Sim, o nome daquela mulher que estava com ele, Saito e Otohime era Roksana. Mas, era para ter refugiados por ali, onde estavam? O som dos corvos que sobrevoavam o local era intenso, e alguns deles estavam se alimentando de alguma coisa logo a sua frente. Eis quando Dante olhava para o chão e se aproximava. Os corvos levantavam vôo e revelavam o destino dos refugiados. Mortos, a dias atrás e aquilo fazia ambos os olhos de Dante se arregalarem. Chegava até a lhe dar uma ânsia de vômito, mas este segurava para não sair. Era horrível, e ele nem sequer precisava perguntar, aquilo com certeza era obra de Skyhold. A nação que procura controlar tudo, e se houver resistência, conquistarão a força. O rapaz até chegava a entender um pouco os ideais de Li zhi ao ver aquela cena onde vários cadáveres estavam espalhados por toda a fazenda.

Porém, ele tinha seus próprios ideais, e faria tudo de um jeito que derramasse o mínimo de sangue. Era contra a medidas drásticas que levam a uma matança sem sentido, mas precisava ser forte para fazer isso acontecer, e esse era o motivo para ele estar treinando muito mais depois da luta que teve contra Frostwatch. Ele estava pensando nisso tudo enquanto andava até a cabana que tinha na fazenda. Entrava um pouco depois de Otohime e lá dentro se deparava apenas com mais cadáveres. Ver mais corpos apenas deixava Dante mais nervoso do que ele já estava, não tinha como aceitar que pessoas como ele podiam cometer tanta atrocidade assim, ao seu ver era extremamente errado. E era quando cerrava seus punhos, falando com um certo tom de raiva na voz:

- Até onde eles podem chegar? Tch... isso é doentio...
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Seg Fev 16, 2015 5:32 pm

Saito estava naquele dia, em uma pequena cabana que havia feito na floresta, perto da cidade. Com um incenso aceso por perto, além de uma pequena fonte de água natural, ele passava tempo meditando, tempo controlando a água que saia daquele local. Suas habilidades melhoravam conforme o tempo, mas ele sempre procurava melhorá-las ao seu tempo, sem pressa, e isso era o que funcionava perfeitamente à ele.

Naquele dia, ele estava com um rádio de bolso por perto, que, apesar de não saber como usar, estava sempre ligado. Saito não sabia como desligar, por isso, havia feito alguns pequenos bicos como varrer algum lugar pra ganhar algumas moedas, e, em troca, ele comprava pilhas, para mantê-lo ligado. O rádio tocava, e ele ouvia uma voz que, de alguma forma, lhe parecia familiar.

Hum?.


Ele ouvia atentamente, mas estranhava que aquilo não dava informações suficientes, apenas um local. Sem pressa, mas sem pensar duas vezes, ele parava sua meditação e seu treinamento, e decidia ir para um dos QG's, sendo um dos primeiros a chegar e pegar a missão. Lá no ponto de encontro, ele encontrava Dante e Otohime, e ficava um pouco confuso, achando que os outros integrantes iriam surgir, mas ao ver dele, que seriam apenas eles, ele mantinha toda a calma que tinha.

De longe, Saito sentia um cheiro estranho, que não parecia ser bom, e pelo menos antigamente, tal cheiro não se tornava facilmente insuportável à ele, mas quanto mais ele se habituava ao mundo, mais as sensações pelos sentidos já aguçados, ficavam maiores (No caso dele poder sentir algum cheiro com mais facilidade, dependendo do cheiro, seria mais insuportável ou mais tentador).

O que é isso, afinal.. ?.

Aquilo, para muitos, pareciam ser realmente muito assustador, mas como estava bem calmo pra a situação, e para um treino à meditação bem rigoroso, ele ainda não se surpreendia, com exceção de uma coisa. "Existe um cheiro, que não vem dos mortos.. é um cheiro.. familiar..".

Apenas ele, sabia de quem era, da pessoa que às vezes, aparecia para ele, a pessoa que era encarregado de levar as almas das pessoas, mas o mesmo cheiro, era muito fraco, pois haviam se passado em torno de 20 dias do ocorrido. Apesar disso, não conseguindo suportar muito bem, Saito pegava um lenço e amarrava em seu rosto também, além de ajeitar o seu kimono para ficar mais alto, para poder passar entre os corpos sem se sujar. Ele caminhava a passos calmos, observando tudo, enquanto seguia eles.

Devemos tomar cuidado.. podem haver sobreviventes.. sendo da resistência ou não, isso já se torna um alerta de perigo.
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Roksana

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Ter Fev 17, 2015 1:21 pm

Roksana e Misato estavam passando o dia na cidade de Bluehaven, haviam completado sua missão com sucesso e aguardavam a próxima. Naquele dia em especifico Rok estava no chuveiro, tomando banho enquanto cantava suas tão amadas musicas country se sentindo uma cantora profissional, quando na verdade parecia uma arara desafinada.

- Yeah! Yeah! Yeah, Way dOWn yonDEr on the Chattahochee and i.... (desafinada)

De repente a musica parava, e Rok quase engasgava de susto.

- Mas que merda é es...

"Oii pessoal! É sua titia falando! Ela tá cheia de problemas sabiam? Será que poderiam dar uma mãozinha? Prometo que não vai ser tão complicado dessa vez. Vou deixar mais informações no QG, depois deem uma olhadinha! byebye"

- Ah não... ela não.. MISATO VEM CÁ!

Ela pegava uma toalha e continuava gritando sua amiga que "deveria" estar no quarto ao lado, mas mesmo depois  de gritar várias vezes nada acontecia. E então indignada Rok corria enrolada numa toalha até o quarto de Misato.

- MISATO TÁ SURDA SUA VACA? Ahn?

Lá havia apenas um bilhete em cima da cama.

"Roksana minha amiga, eu escutei a mensagem que recebeu, por isso fugi imediatamente antes que pudesse me envolver nessa droga, com amor Misato. <3"

- Maldita...

E agora não tinha mais jeito, ela teria que ir. E assim ela fazia, recebendo as coordenadas e esperando seus "parceiros" no carro. Quando finalmente saíam Rok notava que eles eram bem calados. Apenas um se manifestava. Mas fazia exatamente a pergunta que Rok não queria responder naquele momento.
"Ei. Aquela morena que fica sempre com você, não vai dessa vez?".

- Não, aquela puta desapareceu no ultimo instante como sempre, deixando todo o trabalho pra mim.

Rok ficava olhando para Dante por alguns segundos e então tirava uma carteira de cigarro do bolso, colocava um na boca e oferecia um pra Dante.

- Quer um?

O garoto provavelmente não aceitaria, e Rok continuaria dirigindo até chegar a seu destino. Ela parava o carro e descia.

- Bem vindos a Fazenda de....Puta que pariu que cheiro horrível, até parece que alguém morreu aqui..

Quando olhava pra trás Rok podia ver, os corpos jogados no chão.

- Ah..

Ela não estava nada feliz em ver aquilo, mas agia tão naturalmente que parecia já estar acostumada com aquele tipo de coisa. E de fato estava. Ela observava a situação, com os olhos de alguém que já viu atrocidades muito piores, e também de alguém que não dormia direito a muito tempo.


Rok voltava pra dentro do carro e pegava o rádio, quando conseguia sinal ela informava a situação para a resistência, que em breve mandaria pessoas para enterrar aqueles corpos. Já do lado de fora, ela aguardava a chegada de Katherine, que como sempre estava atrasada.
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Katherine Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Ter Fev 17, 2015 2:16 pm

Cerca de 15 minutos depois que todos já estavam no lugar, Katherine Campanaro finalmente aparecia, dirigindo uma van nada discreta. Havia uma grande antena parabólica bem em cima, e ela era toda colorida pela própria Kate, ou seja, o rosa, o roxo e os coelhinhos ganhavam todo o destaque. Ela chegava buzinando como uma maluca. E sua buzina não era nada normal, muito se parecia com uma musica de corrida de cavalos. Kate dirigia como uma verdadeira maluca e chegava derrapando, acenando, gritando e sorrindo.

- CHEGUEEEEI GENTE!! FIZ VOCÊS ESPERAREM MUITO?!

Ela praticamente saltava da van em cima de Dante que provavelmente estaria ali.

- Meu sobrinho lindo receba meu amor!


Katherine Campanaro , 29 inacreditáveis anos de idade.

E os dois cairiam rolando no chão. Mas depois de toda aquela demostração de afeto Kate ficava séria de novo. Pois finalmente percebia a situação em que se encontrava aquele lugar. Ela se levantava e seu sorriso desaparecia por um único instante, Kate falava em voz baixa.

- Como isso passou despercebido pelo meu sistema? Droga.. Droga.. Droga...

Mas como numa mudança incrivelmente rápida de humor Kate voltava a sorrir de forma exagerada.

- Problemas ! Problemas! Preciso trabalhar mais e brincar menos... Droga eu adoro brincar... Mas não importa não importa! Hahahah! Vocês vieram aqui me ajudar certo? Ah , sinto muito por obrigar vocês a virem até aqui, me falaram que minha vanzinha chama muita atenção pra ir até a cidade, que maldade..

E do além ela tirava um monte de papéis e começava a distribuir entre eles.

- Aqui! Roubamos informações de Skyhold!! Eu roubei pra ser mais exata...

Ela voltava a apertar Dante sem mais nem menos.

- Sua titia não é incrível Dante? Ela roubou sozinha!

E então ela levantava uma das mãos ainda grudada em Dante e continuava.

- Se observarem esses papeis perceberão que Skyhold está procurando algum tipo de artefato, tenho certeza que já ouviram falar nesses artefatos não é? Claro que sim! Então! Parece que conseguiram encontra-lo! E eu preciso da ajuda de vocês pra ir lá e pegar ele pra gente! Não é simples? Não é?

Assim como ela o agarrou do nada, agora ela soltava Dante do nada e corria pra dentro da van, fechando a porta. Uma barulheira de coisas caindo e se quebrando,  um gato miando, coisas voando pra fora da janela, tudo isso seria ouvido antes de Kate abrir a porta de trás da van e voltar a falar.

- Já que todos entenderam vamos entrando ! Venham venham!

O lado de dentro da van se parecia com um mundo completamente diferente. Haviam inúmeros painéis, computadores, radares e equipamentos até então nunca vistos por ninguém (afinal haviam sido desenvolvidos pela própria Kate)e também muitos jogos de videogame, mas ao mesmo tempo era um lugar confortável, e irritantemente fofinho demais. Pelúcias e mais pelúcias cobriam o lugar e deixavam bem claro o motivo pelo qual Katherine ainda não havia conseguido um namorado apesar de já ser bem adulta. Pelúcias do Dante também poderiam ser encontradas em meios as outras.

- Se acomodem! Posso tirar qualquer duvida pelo caminho! Tem suco na geladeira. Mas não bebam o de uva, o de uva é meu e só meu. Mas o Dante pode beber. (Kate havia bebido no bico da garrafa anteriormente então esperava dar um beijo indireto em Dante através daquela artimanha do ensino médio)
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Ter Fev 17, 2015 8:13 pm

Otohime chegava a procurar por alguém vivo naquele lugar, mas não demorava muito para ela desistir. O cheiro era demais.

Repentinamente Katherine chegava no lugar com sua van totalmente chamativa. Aquilo realmente chegava a ser engraçado a ponto de fazer a Katashi esquecer de todo aquele cheiro e rir da situação. Ela não se surpreendia com Kate agarrando Dante, já que aquilo era a coisa mais normal de tudo ali.

- Hm... vamos lá buscar então

Falava Otohime, caminhando na direção da van de Kate assim que ela liberava. Era quando repentinamente surgia uma pá no meio do caminho que fazia a Katashi tropeçar e cair no chão.

- AHHHHHHH! QUEM FOI QUE COLOCOU ISSO NO MEIO DO MEU CAMINHO????? - se levantava, limpando-se. - Arg! Agora tenho que comprar uma roupa e sapatos novos! - Suspirava e aproveitava, carregando a pá com ela.

Ao entrar na van, a garota via toda aquela decoração, ficando com os olhos brilhando.

- Kate! Quando eu puder dirigir quero que você decore todo o meu carro! Eu amei as cores *^* - Provavelmente Otohime nunca iria dirigir, afinal seria um perigo para todos os pedestres do mundo do jeito que ela era desastrada, ou o carro seria destruído na primeira tentativa pela garota não ver algum poste no caminho..
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Ter Fev 17, 2015 10:49 pm

O que Saito dizia era verdade, mas Dante não conseguia sentir nenhum pingo de energia vindo de todos aqueles corpos, por isso já deduzia todos estarem mortos. Dentro ou fora da cabana. Ao observar um pouco o interior da residência, voltava para o lado de fora, onde Roksana estava, e era quando uma van bem estranha aparecia, buzinando um som estranho e derrapando. Quando via quem estava dentro do veículo, colocava a mão sobre a testa. Sua tia chegava, o deixando constrangido pelo jeito dela.

Enquanto se lamentava pelo comportamento de sua tia, ele não percebia que ela pulava, e tanto ele quanto ela caiam rolando no chão, com Dante gritando. Assim que paravam de rolar ele se manifestava enquanto colocava as mãos sobre os ombros dela, a tentando afastar.

- AAHHH! Tia Kate! Já disse que não precisa ficar exagerando nas recepções! - Se acalmando com o tempo, Dante fechava os olhos e suspirava. - Se quiser um abraço, é só pedir...

O rapaz gostava bastante de sua tia, por isso era difícil ele ficar irritado por muito tempo. Os dois praticamente cresceram juntos, quando Dante nasceu Katherine ainda tinha 12 anos. Ao ser solto, o jovem samurai se levantava, agora ficando em silêncio enquanto ouvia sua tia falar sobre a missão que eles teriam depois dela ter ficado um tanto séria quanto aos corpos daquela fazenda.

Um papel era recebido por ele, e Katherine mais uma vez se agarrava nele. Dessa vez ele não esboçava reação, agora se sua tia passasse dos limites assim como Kohaku fazia, Dante daria uma bronca nela.

- Sim sim. Você é incrível Tia Kate!

O tom de sua voz não esboçava seus sentimentos reais quanto as habilidades de sua tia. Talvez por ter pouco espaço para falar já que ela o estava agarrando e apertando, mas era realmente incrível ela ter conseguido aquelas informações sozinha. Eram completas demais. E ele ficava pensando se Airi ficaria tão habilidosa como sua tia, por ser sua aluna, seria útil ter aquelas habilidades no grupo.

Era solto repentinamente mais uma vez, e agora era a hora de entrar no veículo de sua tia. Mas antes de entrar, Katherine entrava para arrumar as coisas que deviam estar uma bagunça pela variedade de sons escutados do lado de fora da van, o que deixava Dante tenso. O fazendo abaixar sua cabeça e dizer para todos ali.

- Me desculpem pela minha tia... haha... Hahaha...

Depois de alguns momentos, o sinal verde era dado por Katherine e Dante se movimentava para entrar, um pouco depois de Otohime. O rapaz por sua vez via aquela pá no caminho e tentava alertar, mas ao estender sua mão para falar sua amiga já estava no chão e ele coçava sua cabeça com um leve sorriso no rosto. Fazia tempo que não via aquela lado desastrado da garota.

Agora dentro da van, Dante ficava perplexo com as cores, e principalmente com as pelúcias, não notando primeiramente as pelúcias que sua própria figura em meio das normais. A ouvindo falar do suco de uva, Dante resolvia beber para saciar sua sede, mas ao abrir a geladeira e pegar a garrafa, sentia um calafrio. Parecia estar saindo uma aura roxa e maligna daquele recipiente. O que fazia o rapaz olhar para Katherine, e depois para a garrafa mais uma vez.

- Sabe... perdi minha sede por algum motivo...

Sentindo o perigo daquele suco de uva, Dante guardava a garrafa e fechava a geladeira, ouvindo o comentário de Otohime, o que o fazia rir um pouco.

- Hahaha! Se um dia você for dirigir algo, Oto-san, diga para evacuarem a cidade.

As vezes, Dante não deixava uma brincadeira passar. E com um sorriso pouco malicioso no rosto dizia aquilo a Otohime, era quando finalmente notava a presença de "Dantezinhos" em meio as pelúcias. Mudando sua expressão imediatamente, querendo uma explicação, ficando embaraçado com a presença deles.

- EI! O que significa isso aqui? Por que você fez pelúcias de mim Tia Kate?

Perguntava segurando um dos "Dantezinhos", querendo uma explicação o quanto antes para que não deixasse mal-entendido algum com as pessoas que também estavam dentro da van.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qua Fev 18, 2015 5:41 pm

Saito observava tudo, bem quieto, vendo inclusive Roksana e mesmo sem conhecê-la direito, apenas notava seu modo estranho de agir com relação ao grupo. Aquilo era novo, mas ao mesmo tempo interligava um pouco aquele senso a uma vida cheia de trabalhos feitos à pulso.

Pouco tempo depois, uma van colorida chegava de longe, buzinando e com uma antena enorme em cima. Ele fechava um pouco os olhos para enxergar mais longe e percebia de quem se tratava, olhando por um tempo e depois para Dante, e logo a seguir, para a van, sem entender nada, até a pessoa de quem sabia de que se tratava, chegava ao lado de fora falando com eles. Ele apenas observava, até o momento em que recebia os papéis.

Hm.. vejamos...

Ele lia atentamente. Tudo ao seu redor parecia não existir mais, quando começava a ler, até então quando Otohime acabava caindo, e ele voltava sua atenção à ela, preocupado. Ela era uma das poucas pessoas que eram mais próximas que o normal com ele, mas logo depois voltava a ler, e em pouco tempo, já terminava, tanto que, só depois de alguns segundos depois, Dante falava sobre aquela informação estar bem completo.

Entrando na van, ele escutava o que Dante dizia, sobre desculpar a sua tia, era então quando ele decidia falar.

Por mais estranha que ela seja, pelo menos você tem uma tia.

Olhava rapidamente para ele, respondendo-o, mas de uma maneira de conforto, e não de aceitação. Do lado de dentro, Saito acabava perdendo sua atenção para olhar de longe aqueles montes de aparelhos e jogos, o que despertava uma curiosidade enorme nele, mas ficava apenas os olhando de longe, como se quisesse perder meses aprendendo sobre tudo aquilo. Quando ouvia Kathe falando sobre sucos, ele ia para lá logo depois de Dante, mas apenas olhando a geladeira e pegando um pouco de água gelada, pela permissão que ela dava, mas não sentindo vontade de beber nada além disso.

Em seguida, ele ouvia sobre o que comentava de Otohime, e repentinamente começava a se imaginar dirigindo, o que era estranho, mas era curioso.

Dirigir.. deve ser legal...

E assim, ele dava alguns goles na água, até o momento em que ouvia o que ele falava sobre ursinhos de pelúcia de Dante, e sem conseguir conter o riso, acabava espirrando a água, colocando a mão na boca. Por sorte, ele não estava olhando pra ninguém, mas aquilo já ficava difícil de se conter.

PFFF.. HAHAHAHAHA.

Era uma rápida gargalhada, que acabava imaginando rapidamente se Kohaku estivesse ali mesmo no grupo, como aquelas coisas iriam acontecer, e principalmente elas passando dias e dias conversando sobre aquele integrante. Era estranho pra ele pois ele não pensava direito sobre os outros, mas de alguma forma, aquilo se tornava engraçado sem tanto motivo.
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Roksana

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 3:19 pm

Uma grande gota de suor brotava na nuca de Rok quando ela escutava o barulho do carro de Katherine se aproximando a distancia. Mais constrangimento e vergonha alheia, acompanhada de uma missão completamente maluca e suicida se aproximavam. Mas não era assim tão ruim, missões suicida eram sua especialidade, talvez este fosse o único motivo de Rok ter aparecido por ali. Aquele carro esquisito, aquela atitude esquisita.

- Eu nunca vo me acostumar com essa merda.

Rok não se preocupou em levar armamento pesado pra essa missão, tudo o que carregava consigo era uma pistola semi automática e alguns pentes nos bolsos de sua jaqueta. Ela entrava na Van de Katherine como se já conhecesse o lugar, e abria a geladeira antes mesmo de Kate lhes oferecer suco. Eu jipe que ficava pra trás seria provavelmente levado de volta pelas pessoas que ela chamou no rádio.

- Arg! Quantas vezes eu já te falei pra colocar cerveja aqui dentro?

Indignada com a falta de cerveja Rok praticamente se "deitava" em um dos bancos enquanto pegava uma das pelúcias na forma de Dante. E com a outra mão ela tirava um pequeno cantil de metal de dentro da jaqueta. Era ali que guardava sua "bebida especial".

- Dante não é? Então você é o famoso sobrinho da Kate?! Agora eu entendo! Você não é nada mal! Hahahaha! Estes são seus amigos não é?! Foi mal mais eu não sei seus nomes.

Quando olhava pra Saito ela o via bebendo água e resolvia intervir.

- HAHAHAHA Que merda é essa que você tá bebendo? Aqui experimenta um poco de bebida de verdade!

Roksana praticamente enfiava aquele cantil na boca de Saito, ali estava sua bebida especial, havia tanto álcool que quem bebesse sentiria estar ingerindo lava vulcânica. Se o garoto conseguisse beber, ou mesmo se ele cuspisse tudo aquilo, Roksana começaria a rir enquanto falava.

- Haha! Um brinde ao nosso encontro! A maluquice de Kate! E a virgindade do Dante! E a qualquer merda que vocês quiserem..

Ela dava dois goles naquele cantil e chacoalhava a cabeça com os olhos fechados, alguns instantes depois caía deitada no banco em que estava e ficava relaxando até que não fosse mais possível. Como ela sabia sobre a virgindade de Dante? Ela reconhecia um virgem quando via um.


Última edição por Roksana em Qui Fev 19, 2015 3:55 pm, editado 1 vez(es)
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Katherine Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 3:54 pm

Katherine mal esperava seus tripulantes embarcarem direito e já metia o pé no acelerador. Ela corria muito, derrapava, freava e virava como um motorista bêbado, mas era incrível sua habilidade de não sofrer um acidente. Enquanto respondia a todas aquelas perguntas Kate deixava de olhar pra estrada e olhava pra pessoa que estava respondendo. Nesses momentos ela saía completamente da direção, ou ficava a milímetros de bater em alguma coisa.

- Sem problema Hime-chan! Meus dons de decoração estarão a seu dispor! Posso até te ensinar a dirigir se quiser

Quando percebia que Dante não caía no seu plano perfeito do beijo indireto Kate emitia um som de desaprovação.

- Tch..

E agora ele perguntava sobre os ursinhos.

- Como assim o que significa? Que maldade! Você sabe o quão difícil pra mim foi ficar longe de você todo esse tempo? Se não fossem esses ursinhos eu teria morrido de solidão!

Os olhos de Kate estavam cheios de lagrimas enquanto ela olhava pra trás e falava. Durante o drama ela soltava completamente o volante e ficava abraçando um dos Dantezinhos de pelúcia.

- Eles são tão fofos!

Depois ela voltava a dirigir enquanto cantarolava incontáveis musicas estupidamente felizes.
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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 4:09 pm

O que nenhum deles sabia enquanto se encaminhavam para o lugar onde o artefato provavelmente estaria é que algo havia acontecido na noite passada...

Eram cerca de 23:00, soldados de Skyhold faziam um ronda no lugar, protegendo o artefato que haviam encontrado e que seria transportado no dia seguinte. Uma grande escavação era o lugar onde estavam, a entrada se parecia com uma caverna, que quanto mais fundo as pessoas andassem mais larga ficava através de vários túneis que foram feitos durante a procura pelo artefato que estavam ainda no lugar onde fora encontrado. Cientistas estudavam o objeto encontrado, tudo com os mínimos detalhes, passariam a noite o analisando para saber como deveriam transportá-lo e no que aquilo poderia ser útil. Fazer armas? Abastecimento de energia? Eles não sabiam, por isso procuravam pelo seu potencial. Porém o que Skyhold não esperava era que a noticia sobre aquela descoberta já tivesse se espalhado...
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Ethan Stamford

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 4:17 pm

Ethan Stamford, muitos que pudessem o observar poderiam dizer que ele era apenas um homem com longos cabelos loiros vestindo uma roupa de cowboy com seus fones de ouvido em volta do pescoço, mas ele estava ali a trabalho, o cowboy era um caçador de recompensas, e aquele artefato encontrado por Skyhold estava em sua lista. Escondido por trás de alguns rochedos próximos a entrada da escavação, Ethan conferia tudo o que tinha levado para a missão. Cinco granadas de impacto, três granadas de luz, duas granadas de fumaça, seus dois revólveres tradicionais, modelo faroeste, e munições. Carregava tudo em seu cinturão, que continha vários "bolsos" e dois coldres para seus revólveres.

Após ter conferido tudo, Ethan se levantava e se aproveitando da escuridão daquela noite, tomava cuidado para não ser visto pelas lanternas que os soldados de Skyhold usavam para iluminar o lugar (apenas o interior da escavação era iluminado por lâmpadas de gás) e os nocauteava na hora certa. Só para desmaiar os soldados que estavam fora da escavação ele levou 15 minutos, deveria agir rápido antes de ser notado. Era quando o cowboy colocava seus fones de ouvido e com um sorriso desleixado no rosto dizia para si mesmo:

- Hora de começar a festa!

Aqueles fones de ouvido estavam ligado ao discman que sempre carregou desde garoto. Ethan tinha apenas um CD e nesse momento ele dava play a uma música:




Com a música tocando, o cowboy fazia expressões faciais alegres enquanto curtia a música. Andava com o corpo se movendo ao ritmo da música, e se não estivesse em uma missão as cantaria alto como sempre gostou de cantar, portanto daquela vez ele apenas movia seus lábios conforme a letra da música. Durante sua caminhada feliz pela escavação, Ethan carregava uma das lâmpadas de gás, passava a mão livre pelas paredes, subindo em alguns rochedos que tinham no lugar quando o mesmo se empolgava no refrão daquela música. Encontrava alguns pequeno animais no caminho com calangos e o homem os ficava observando por um tempo antes de continuar seu caminho.

Poderiam dizer que ele era descuidado demais, mas Ethan sempre fez seus trabalho desse jeito, e era talentoso para isso. Seus passos eram silenciosos e sua leitura do ambiente era ótima, mesmo com a música em um volume alto ele conseguia sentir quando um soldado de Skyhold se aproximava de onde ele estava pela sua experiência e pelas sombras que as tochas faziam. O cowboy era ágil e bom em esconder sua presença. E por isso ele chegava até onde o artefato estava no tempo que a música durava. Cerca de quatro minutos. Lá estavam dois cientistas trabalhando na análise, e Ethan ficava logo atrás deles, pegando na cabeça de cada um. Os dois homens se viravam assustados e tudo o que viam era um cowboy sorrindo.

- That's how I like it! - Fazia um movimento para juntar suas mãos. Mas como elas seguravam a cabeça dos cientistas, o movimento fazia os dois baterem as cabeças e cairem no chão desacordados. - Wooooo! Yeah!

Com o término da música, Ethan retirava os fones de ouvido e pegava com uma das mãos o artefato. Era tão pequeno, ele mesmo não entendia como aquilo poderia ter algum valor...

- Estranho... bom, pelo menos vale uma boa grana!

Porém a missão do caçador de recompensas não seria tão fácil assim, assim que colocava as mãos no artefato, três soldados de Skyhold entravam no lugar e ao verem os cientistas desacordados apontavam as armas para o ladrão.

- Parado ai!

- Opa opa! Vamos com calma senhores! - Soltava o artefato no chão e colocava as mãos por trás da cabeça.

O soldado que parecia liderar os que estavam ao seu lado pegava o artefato e o apontava para ele enquanto os outros dois soldados ficavam com o cano de seus rifles encostados em Ethan.

- Como você sabe sobre isso!?

Dizia com um tom agressivo na voz, e Ethan ia tentando explicar com uma voz alta enquanto era cutucado várias vezes pelas armas dos soldados que estavam ao seu lado.

- Eu não sei pra que isso serve! Eu sou apenas um mercenário cara!

- Um mero mercenário não saberia sobre isso! O que você tá escondendo?

- Eu tô dizendo a verdade e ... Ai! ... - Olhava para um dos soldados que o estava cutucando com o rifle. - Pa-Para de ficar me cutucando...

- QUAL O SEU NOME!?

- AH! Meu nome é Ethan Stamford! Okay? Fique calmo.

- MOVAM ELE!

- O que!?

- Meu chefe deve ter perguntas para você...

Quando o soldado se virava para começar a leva-lo em custódia, Ethan resolvia dizer algo, o chamando a atenção.

- Ei ei ei! Talvez me conheçam por um outro nome! ... - Fazia uma pausa e dizia com um tom totalmente sério. - Vaga-lume...

- ... Quem?

- Ah cara! - Abaixava um pouco as mãos, agora com um tom de desaprovação na voz. - Vaga-lume. Todos sabem sobre. Vamos lá! - Olhava para os soldados ao seu lado que não esboçavam reação alguma. - Caras?

- LEVEM ELE LOGO!

Ethan fechava os olhos, suspirando. Abaixando totalmente suas mãos agora.

- Que se foda isso...

Com um rápido movimento, ele retirava uma granada de luz de seu cinturão e jogava no chão. A luz cegava os três soldados e Ethan dava um chute no soldado que estava a sua frente, o derrubando e pegando também o artefato. O colocava por dentro da jaqueta e jogava duas granadas de impacto nos outros dois soldados, os nocauteando com isso. Todo aquele barulho fazia todos os soldados dentro da escavação se dirigirem para o lugar onde o artefato estava e percebendo isso o cowboy colocava as mãos sobre a cintura.

- Que droga. Tava indo tudo tão bem! Heh, se bem que é divertido assim!

Vaga-lume, esse era seu apelido. Era conhecido assim como um caçador de recompensas e também como sua mãe o chamava quando criança. Ethan não via problemas e não tinha vergonha nenhuma em revelar aquele nome que poderia ser considerado como ridículo. E com seu bom preparamento físico, usando suas granadas de fumaça e as restantes de luz, ele conseguia encontrar uma forma de escapar de toda aquela confusão, e 40 minutos depois de ter entrado na escavação o Vaga-lume conseguia escapar do alcance do olhar dos soldados. Agora em meio a algumas árvores, Ethan colocava as mãos sobre o ombro e ofegava.

- Uff... Caralho, devo estar ficando velho! - Se esticava todo e tirava o artefato de sua jaqueta, o olhando. - Bom, pelo menos eu consegui. Hahaha! A recompensa me espera.

O guardando mais uma vez, Ethan agora se dirigia para seu esconderijo que era mais a dentro daquela densa mata que ele havia acabado de entrar, localizada ao sul da escavação de Skyhold, assobiando a música que havia escutado durante a missão.
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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 4:19 pm

E foi aquilo que aconteceu. Nossos heróis não encontrariam o artefato, a maioria dos soldados de Skyhold não estavam mais na escavação e sim a procura do cowboy chamado Ethan para recuperar o que foi roubado. Mas como Katherine não sabia de nada disso, discutiu o plano que tinha durante a viagem perigosa que todos tiveram com a motorista maluca no volante.

Eles se infiltrariam por um túnel abandonado que levava até a área central da escavação, no caminho poderiam haver alguns soldados inimigos, e por isso Katherine ficaria na van os guiando pelo rádio. Atacariam de surpresa ao chegarem na área central, furtariam o artefato e fugiriam pela mesma rota abandonada, onde a van os apanharia e após despistar Skyhold, teriam a missão como cumprida.

Katherine parava a van a uma distância segura do túnel abandonado, e assim que saíssem da van e se dirigissem para o túnel, cada um com um comunicador no ouvido, receberiam as ordens de Katherine que os guiaria pelo caminho certo por rádio. Por causa do furto da noite passada, nenhum soldado seria encontrado nesse túnel abandonado, mas teriam cerca de cinco soldados na ala central, conversando tranquilamente...
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Otohime Katashi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 8:08 pm

Após a resposta positiva de Kate e ainda a proposta para aprender a dirigir com a tia de Dante, Otohime sorria ainda mais. Aquilo realmente seria incrível. Obviamente para os outros, essa ação não seria incrível, já que com as aulas de Kate, realmente Otohime seria uma máquina de matar no volante.

Ela nem ligava para os dantezinhos espalhados por lá, afinal, ela mandou fazer um dante para Kohaku anos atrás. Porém chegava a rir do brinde de Rok. Aquilo realmente foi engraçado, mas também não a surpreendia tanto.

Quando chegavam, Otohime colocava o comunicador e descia primeiro da van, agora carregando sua nova companheira, a pá que a fez cair anteriormente.

- AHHHH por que uma escavação? - resmungava de forma mimada, mas qualquer um entenderia o motivo daquela reclamação. Otohime atraia qualquer coisa que fosse um obstáculo, para que assim caísse no chão da forma mais estúpida possível.

Após resmungar um pouco, a Katashi suspirava e ficava séria. Imediatamente sua energia ia de quase nula para totalmente inexistente.

- Chega de choramingar. Vamos lá.... - começava a caminhar.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Qui Fev 19, 2015 8:55 pm

Dante se assustava com a risada de Saito. Foi uma coisa totalmente incomum e ele o olhava por um tempo com seus olhos arregalados, em silêncio, se esquecendo até da sua pergunta sobre os "Dantezinhos", e ao olhar novamente para sua tia a via fora do volante abraçando um "Dantezinho".

- OEEE! TIA KATE! OLHA PRA ESTRADA!

Ele imediatamente ia até ela, e se sentava no banco do co-piloto. Tirando o "Dantezinho" dela e a forçando a ficar no volante de novo. Dizendo:

- Só vou te entregar isso quando chegarmos, se concentra!

O sobrinho de Katherine, depois de um certo tempo, começou a cuidar da tia na maioria do tempo. Era como se ele estivesse amadurecendo e ela não. Mas ainda sim Dante as vezes era bem mimado por ela e quando sua tia ficava séria ele nem chegava aos seus pés, ela era praticamente implacável na área em que atuava, senão não tinha conseguido todas aquelas informações.

Sobre o comentário de Roksana, Dante não se importava nenhum pouco com ele. Não ligava se aquilo era verdade, que era virgem, em sua mente muitas pessoas que foram importantes na história do mundo antigo morreram ainda virgens, então ser ou não ser não importava muito para ele. Estava focado em completar seus objetivos e a situação mundial era mais importante para ele do que uma simples virgindade.

Não saia daquele banco e sempre alertava sua tia quando a mesma se distraída. E mesmo assim, nem colocando o cinto, Dante se sentia seguro durante toda a viagem. Ele, em vários momentos, duvidou que chegaria vivo no destino final daquela van maluca.

Mesmo estando assim a viagem toda, ele ouvia o plano que sua tia tinha. Seguiria ele a risca, afinal confiava completamente nela quando a mesma não estava tentando o abusar. E quando chegavam, colocava o comunicador e descia logo depois de Otohime, com sua katana embainhada na mão direita.

- Uma escavação... um artefato. Isso tá ficando interessante...

Com um sorriso no rosto, se colocava a caminhar, atento ao seu redor, caso sentisse a presença de algum inimigo ele alertaria o grupo e assim que começou a andar sua presença sumia completamente por conta de sua ótima habilidade de ocultação. Ele estava bem ali ao lado de seus companheiros, mas aura nenhuma poderia ser vista saindo dele. Em seguida, murmurava no comunicador:

- Estamos a suas ordens tia...
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 5:14 pm

Saito estava bebendo sua água tranquilamente, até o momento em que Roksana surgia, lhe enfiando álcool puro direto na garganta. O rapaz fechava apenas um pouco os olhos, e tomava dois goles daquilo. Realmente o álcool descia queimando, mas ele não sentia problemas em tomar aquilo, logo ela não tinha como rir tanto dele. Ele entregava o cantil à ela, voltando a beber água.

Devo agradecer aos incontáveis dias em que o Shen e o Taikun me obrigavam a beber para socializar, já tomei tantos tipos de álcool que eu não preciso nem mencionar o quanto esse é puro...

Mas logo em seguida, a água começava a se mexer bruscamente, justamente pelo fato de Katherine estar dirigindo loucamente.

Whoah, oi oi, chotto matte kudasai x_x (ei ei, por favor espera um pouco).

E assim, ele deixava o copo na pia, esperando com sorte dele não cair e se quebrar. Chegando na caverna da escavação, ele notava ela conseguindo ocultar muito a presença dela, e chegava a sorrir, vendo que os anos de treino dela estavam afiados. Saito, logo a seguir, diminuía a aura que emanava, canalizando-a toda para dentro de si, a ponto de chegar até a soltar pouquíssimo gás carbônico de sua pele. Seu controle com a água estava chegando a níveis absurdos, onde usava o mesmo que se encontrava por debaixo de sua pele, para controlar o que pudesse entrar ou sair de seu corpo. Logo a seguir, ele se abaixava um pouco, colocando a mão no solo, e procurando alguma energia vital ou água em abundância naquele local. Em proporções grandes, ficaria registrado à ele como uma lagoa, um riacho, um poço, ou até uma reserva, mas em proporções um pouco mais moderadas, ele poderia notar que se tratava de seres vivos, e de acordo com a quantidade, poderia definir o que estaria próximo do que fosse. Infelizmente essa habilidade ainda estava fraca, pois quanto mais longe procurava sentir as presenças, com mais falta de detalhes ficava as suas buscas.

Estranho...

Dizia em tom baixo. Os outros ainda poderiam ouvir.

Não sinto presenças pela caverna...

Suspirava, achando que seu treino poderia estar sendo um fracaso, chegando a ficar um pouco frustrado.
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Roksana

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 8:09 pm

Roksana conseguia até mesmo cochilar durante o resto do caminho, mas imediatamente se levantava na hora de agir. Ela adentrava aquele túnel junto com seus "parceiros". Mas logo na entrada já notava algo estranho, estava estranhamente quieto demais. "Sorte?" Ela pensava, mas como não acreditava em sorte ela continuava desconfiada até a metade do caminho.

Rok não tinha tal treinamento com auras ou nada parecido. Apenas treinamento militar, e a experiência de toda sua vida. Afinal aos 10 anos de idade Roksana foi feita soldado por Skyhold, e lutou na guerra mais sangrenta que o mundo presenciou.

Dentro daquele túnel, ela não sentia perigo algum, possuía um instinto aguçado pra perceber quando sua vida corria perigo. Por isso não se preocupava em sacar sua arma, ou andar devagar e com cautela. Mas ao que parecia ela não era a unica que percebeu que algo estava estranho, Saito também se manifestava. Contrariada com a situação Roksana se comunicava com Katherine pelo rádio.

- Kate que porra é essa aqui? Tem certeza que esse é o lugar? Tá quieto demais.
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Katherine Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 8:34 pm

- Haihai!

Kate voltava a observar a estrada, e sobre as ameaças terríveis para o seu coração Kate tentava se concentrar mais um pouco no que estava fazendo. Diminuindo drasticamente as atrocidades, mas ainda assim muitas eram cometidas. Quando chegavam , Kate ficava acenando do lado de fora enquanto eles partiam, e ela ficava na van.

- Byebye!! Não exagerem! Tragam uma lembrancinha!

Uma missão secreta não combinava com ela, mas por sorte ninguém escutava sua gritaria, e ela voltava pra dentro da van. Tinha sua própria missão, invadir os sistemas de segurança, celulares, rádio, câmeras, e qualquer dispositivo eletrônico ao seu alcance, para assim poder dar total suporte aos seus parceiros.

Enquanto fazia isso, Kate escutava as reclamações. "Não sinto presenças pela caverna" , "Que porra é essa aqui?"

- EEH?! Calma calma calma! Vou dar uma olhadinha pra vocês... eu só preciso , aqui e aqui... eeee entrei! hahahah!

Ela invadia os sistemas sem problemas, e começava a observar através das câmeras instaladas nos tuneis, ao mesmo tempo emitia imagens falsas para os monitores daqueles que observavam as câmeras  
de dentro da base.

- Haha! To vendo vocês! Oiii!

Uma das câmeras que filmavam eles começava a balançar freneticamente.

- Ah cof cof, desculpa deixa eu ver...

Ela observava todas as câmeras, mas não encontrava nada. Nenhum sinal de vida, a não ser na área onde estava o artefato. E o mais triste era, o artefato não estava lá.

- EH?! eeeeeeeeeeeeeeeh?! O artefato não tá mais aqui, mas... o que... nhaaaaaaa!

Uma barulheira absurda seria ouvida por eles enquanto Katherine dava seus chiliques de raiva mordendo uma das pelúcias do Dante na cabeça , e balançando os braços e as pernas. Quando ela se acalmava ela voltava a falar.

- Droga... os únicos soldados que restaram estão na área do artefato, são cinco no total, tentem descobrir o que aconteceu com algum deles. Mas sejam gentis tá bom?!
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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 9:19 pm

O túnel inteiro não foi um problema para nossos heróis, o termo abandonado era verdadeiro, uma vez que ele estava vazio e em pouco tempo todos eles chegavam próximos da área central, onde cinco soldados estavam sentados em cadeiras ao redor de uma pequena mesa. Encima da mesa? Bebidas e um baralho. Jogavam poker enquanto comentavam sobre os últimos dias.

Soldado 1:
... E ENTÃO EU DISSE! "OH, OLHA SÓ. Ele tem moral com a comandante!"

Soldados Restantes: HAHAHAHAHAHAHAHAHA!

No meio deles, um já estava bêbado.

Soldado 3:
Ah cara... eu tô com tanta saudade da minha família...

Soldado 4: Não fica assim cara, todos estamos. Mas temos que servir ao país não é?

Soldado 3: Servir ao país... eu pensei que seria mais gratificante! Mas nos mandaram pro meio do nada que é Shadowrealm..... AAHHHH! Não tem nada aqui! Os dias são quentes, as noite frias pra caramba...

Soldado 2: Verdade... teve uma vez que sai sem me agasalhar a noite e minha orelha gangrenou...

Soldado 3: Viu? Esse lugar é como um inferno! Eles disseram: "Richard, seu trabalho é muito importante. Ninguém pode fazer melhor que você...", mentirosos! Ficar de guarda de um artefato, e ainda por cima falhamos! Não acredito... se eu tivesse encontrado aquele cara eu teria acabado com ele! E nossas novas ordens? Nossos superiores nem estão aqui mais... nem devem se importar com a gente.

Soldado 5: Eles foram atrás daquele cara. Mais tarde eles devem voltar com informações, fica tranquilo. Já já vai poder voltar pra sua família!

Eles conversavam, sem nem perceber a presença dos invasores. Com aquela guarda baixa provocada pelo tédio e sem líder para seguir, os soldados continuavam o seu jogo de poker, com seus rifles logo ao seu lado, apoiados no chão e na mesa.
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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 11:13 pm

Kate era tão empolgada que Otohime se segurava para não rir quando a câmera começava a balançar freneticamente.

- Ok... descrição é algo que não parece primordial haha

Falava baixinho, também ouvindo os comentários dos amigos. Realmente, Otohime não sentia nada tão ameaçador vindo daquela caverna, a não ser uma pedra que entrou no seu caminho no meio do percurso e a fez cair no chão, machucando o joelho. Como sempre, a garota acabava se levantando enquanto resmungava que aquilo era um absurdo e que ela não havia visto aquilo no seu caminho.

Quando estavam próximos da sala, ela finalmente avistava os cinco soldados bêbados, jogando e até ouvia algo por cima. Rapidamente ela olhava para Dante.

- Acho que isso pode ser um pouco de sorte, parece que alguém fez o trabalho pra gente. Agora temos que saber quem é e pra que direção foi...

Ela fazia uma pausa, fechando os olhos. Parecia estar procurando ideias na sua mente, o que não seria problema. O que dificultava era que todas as ideias vinham ao mesmo tempo.

- Certo. Eles sabem de mais coisa, o que temos que fazer é desacordar quatro e tirar a informação de um deles. - Abria os olhos novamente, olhando para cada um dos seus amigos ali. - Dá pra fazer isso de várias formas. Podemos atrair um por um ou podemos entrar todos juntos, eles parecem ter bebido um pouco, isso nos daria vantagem, ou podemos tentar pegar as armas deles antes de alguma forma através de uma distração e assim seria mais fácil nocauteá-los. Como faremos isso pessoal? - Ela conhecia Dante e Saito o suficiente para saber que eles não seriam impulsivos e seguiriam um plano. No momento a preocupação de Otohime era Rok, ela não conhecia Rok o bastante para prever alguma ação da mulher.
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Dante Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sex Fev 20, 2015 11:57 pm

Enquanto andava, super sério, pelo túnel abandonado, sua tia dizia pelo comunicador: "Haha! To vendo vocês! Oiii!". Aquilo fazia, estranhamente, Dante ter uma vontade enorme de se matar. Vergonha alheia, por Katherine ter o mesmo sangue que ele tinha em sua veias. Tudo o que ele podia fazer era colocar ambas as mãos sobre o próprio rosto, e com sua cabeça baixa, lamentar, perdendo toda a seriedade e foco que havia construído para aquele momento.

- Mais uma vez... perdoem ela... ela sempre foi assim...

Após o momento de lamentação, Dante voltava a andar com os outros. Enquanto ouvia sua tia sempre falar no comunicador. Ela gostava bastante de falar, mas daquela vez eram notícias úteis, e ruins. O artefato não estava mais na escavação, apenas alguns soldados estavam na ala principal, onde o fim do túnel os levaria. Minutos depois, Dante e seus companheiros já estavam escutando a conversa dos soldados que jogavam poker e bebiam.

Estavam despreocupados, e aquilo chegava a irritar levemente Dante. Eles estavam destruindo Shadowrealm aos poucos e nem se importavam com isso. Os considerava egoístas, mas no fim eram apenas homens cumprindo suas ordens. Até que Otohime começava a murmurar para eles, e o rapaz prestava atenção em suas palavras. Era o começo na elaboração de um plano e a palavra "distração" o fazia sorrir levemente enquanto levava uma das suas mãos até seu queixo.

A mente de Dante pensava rápido, aprendia rápido, enfim, trabalhava bem rápido e apenas ouvindo a palavra distração e olhando para Otohime já lhe dava uma ideia que para ele era perfeita.

- Heh. Que tal usarmos a Oto-san como distração? Digo... - Se movia para trás da garota, colocando as mãos sobre os ombros dela. Com um sorriso empolgado no rosto. - ela é perfeita! Olha só, delicada, patricinha, avoada, machucada nos joelhos, ela é igualzinha a uma garota que se perdeu. Se ela atuar bem, podemos enganar aqueles soldados fácil e podemos fazer um bom ataque surpresa!

Tirando as mãos dos ombros de Otohime, ele cruzava os braços. E ainda com um sorriso no rosto, terminava sua ideia com uma pergunta para seus companheiros:

- É claro que vamos seguir esse plano apenas se concordarem com ele... tem outras maneiras de conseguir as informações, mas vou defender esse meu plano, eu acho o mais seguro.
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Saito Takeshi

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sab Fev 21, 2015 6:22 pm

Saito os acompanhava pela caverna, a todo momento, e quanto mais descia, mais aquilo se concretizava, a tal ponto que ele ficava "um pouco" aliviado de sua técnica não ter falhado, mas ainda sim, ficava preocupado sobre aquela informação dada a eles, ser falsa.

O que vamos fazer....

Dizia pensativo, até o momento em que chegavam em um lugar, onde de longe, ele avistava 5 soldados, chegando até ouvir um pouco da conversa ali, justamente por estarem distraídos, e alguns deles embriagados, coisa que no qual, aumentavam seu tom de voz. Em pouco tempo, ele ouvia sobre o plano de Otohime, e começava a pensar sobre aquilo. Era um bom plano, e tinha em vista que era um dos poucos que ela conseguia ter a ideia "bem na hora", deixando claro a todos e esperando alguma resposta.

Hum.. é um bom plano, hime...

Dizia com a mão em seu próprio queixo, até ouvir o que Dante falava. Aquele plano dele parecia uma espécie de "elaboração do plano já dela", ou melhor dizendo, estariam usando-a em seu próprio plano para o bem deles mesmo, só porque ela tinha as qualidades necessárias pra aquilo que acontecia naquele momento. Saito achava que, por mais que aquilo pudesse dar certo, concordando em partes com Dante, ele também achava errado, primeiro porque o plano tinha sido dela, e que se ela mesma quisesse fazer o plano entrar em ação, ela diria à eles o que faria de sua parte, segundo que primeiro ela teria que concordar com o plano para depois eles concordarem, já que seria ela quem estaria fazendo, e não eles, e terceiro que, todo plano é arriscado, inclusive o dele, as chances poderiam ser maiores? Era óbvio, mas tinham que pensar o máximo possível sobre o plano, pois, de acordo com o tempo, e a situação, eles tinham "muito tempo" para elaborarem o que fosse possível e necessário. O máximo que aqueles soldados fariam depois de algum tempo seria: 1- Dormir, enquanto outros patrulham a área. 2- Almoçarem/Jantarem. 3- Começarem a beber mais (ou não). Ele tinha em vista que outros soldados poderiam aparecer também, mas aquilo era irrelevante, o tempo e a falta de informações poderiam levar à aquilo ou não, mas de acordo com a despreocupação dos outros soldados em relação unicamente à aqueles era muito baixa, então não iriam aparecer outros tão cedo assim. Com tantas coisas em mente, e parecendo estar tão serio naquele momento, Saito apenas levantava a mão como uma criança que quisesse falar algo em sala de aula, e, com uma cara de besta, ele apenas olhava para dante, e falava.


Eu tenho duas sugestões. A primeira é que podemos esperar um pouco e ver o que acontece, acredito que nada aqui vá mudar enquanto o tempo passar. A segunda é que eu posso ir e falar com eles, eu acredito no meu potencial pois além de eu ter aprendido com o meu sensei, também aprendi em como ele atuava. Era engraçado, mas dava certo.

Ainda com a cara de besta, ele esperava alguma ideia a mais. Apesar de precisarem pensar em um plano, eles não precisavam "pensar rápido", então, por mais que aquilo poderia estar sem nexo, ou até mesmo ser um plano idiota, ele só pensava em duas coisas: Primeiro livrar a barra de Otohime, e segundo, pensar em algo melhor. Ele sabia que sua atuação poderia ser boa, mas o primeiro plano ainda era válido naquele caso, que em si, já acontecia.
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Roksana

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sab Fev 21, 2015 10:53 pm

Roksana tinha seu próprio plano. Chutar a porta e sair atirando e batendo em todos aqueles soldados até que restasse apenas um. Normalmente dava certo, e ela não era exatamente o tipo de pessoa cautelosa. Mas assistir aqueles jovens pensando em um plano despertava seu interesse, ela escutava atentamente a tudo o que elas falavam, a ideia de Otohime sobre a distração. Dante concordando com a garota e sugerindo que ela fosse a distração, e Saito também se mostrando a favor, e oferecendo outras sugestões.  Depois de toda aquela conversa Rok acabava concordando com Dante. Otohime deveria distraí-los. Por isso Rok falava.

- Você escutou o homem,  vai fundo!

Com as duas mãos nas costas de Otohime, ela empurra a garota pra fora do esconderijo na direção dos soldados. Rok sorria e faria um sinal de positivo com o dedão quando caso Hime olhasse para trás. Ela sabia que a garota seria uma ótima distração, por isso não estava assim tão preocupada com a segurança dela. De qualquer forma, Rok poderia intervir caso algo desse errado, mas isso nem sequer passou pela sua mente quando empurrou Otohime. Inconsequente como uma criança.

- Você consegue!

Ela sussurrava, e já começava a se movimentar para se aproximar dos soldados sem ser vista, e pega-los de surpresa.
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Katherine Campanaro

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MensagemAssunto: Re: Vaga-lume   Sab Fev 21, 2015 11:16 pm

Katherine procurava nas antigas filmagens das cameras de segurança, e encontrava estranhas imagens sobre a noite anterior, o ladrão talvez? Estava escuro, e muito bagunçado para deduzir o que havia acontecido, pelo menos sem uma análise mais detalhada. Por isso Katherine decidia esperar pelas ações de seus fieis parceiros.

Orgulhosa de seus bebês bolando um plano Katherine quase se emocionava no microfone. Quando eles decidiam mandar Hime corajosamente para distrair os inimigos, Katherine torcia por ela do outro lado.

- Vai Himezinha você consegue!

E com seus pompons ela continuava a fazer uma performance para si mesma enquanto cantava.

- HI-ME-CHAN HI-ME-CHAN!
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